AIDA AMISSE
A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESTRATÉGICA NAS ORGANIZAÇÕES
(Curso de licenciatura em Economia com Habilidades em Planificação Económica)
Trabalho de caracter avaliativo da disciplina de
Estratégia Empresarial, curso de Lic. Em Economia,
com Habilitações em Planificação económica, 4o ano
laboral, lecionado pelo: Professor Dr. Martinho
Amisse Niamale
UNIVERSIDADE ROVUMA
Nampula
2024
INTRODUÇÃO
Nos dias de hoje, já é bastante comum ouvir as expressões “planeamento estratégico”,
“estratégia” ou “gestão estratégica” no campo das organizações sem fins lucrativos. No entanto,
torna-se necessário por um lado, definir o mais objetivamente possível estes conceitos a fim de
entender o seu significado e a sua importância como ferramentas da área de gestão, e por outro,
distingui-los de moda a compreender como se interligam as funções de cada um.
O crescimento e desenvolvimento da sociedade contemporânea têm sido acompanhados
simultaneamente pelos fenómenos do consumo e capitalismo, que provocam desequilíbrios
económicos e sociais, o que estimula um aumento das desigualdades sociais.
Neste contexto, verificamos que os indivíduos vivem cada vez mais no sentido de satisfazerem
os seus interesses individuais, criando uma necessidade de competitividade e concorrência que
por sua vez origina insensibilidade na relação social entre os indivíduos. Perante este cenário,
a sociedade enfrenta o surgimento de novas realidades e novos problemas, que suscitam novos
desafios para os quais são exigidos novas estratégias e respostas.
Por consequência, na sociedade atual marcada não só pelo capitalismo, mas pela globalização
e baseada no conhecimento, que se caracteriza pela competitividade e incerteza, existe um
grande esforço por parte das comunidades em se organizarem e formular respostas à crescente
procura de bens e serviços, por parte das pessoas, a entidades enquadradas fora do setor privado
lucrativo e do setor público.
Deste modo, o progressivo descomprometimento do Estado agrava a situação, o que obriga ao
surgimento de alternativas privadas à produção de bens e serviços sociais, que exigem um
acordo e parceria de responsabilidades entre o Estado e a sociedade. Neste sentido surge o setor
das organizações da economia social, que correspondem às exigências acima descritas, ou seja,
cooperam com o Estado numa base de autonomia mediante acordos, possuindo uma
dependência financeira à custa das transferências ou de ajuda técnica. No que diz respeito aos
últimos 150 anos, a Economia Social é uma expressão e um fenómeno que tem vindo a ganhar
relevo, bem como os seus objetivos intimamente ligados à solidariedade e ao desenvolvimento
integrado da comunidade e do Homem.
Problematização
A gestão estratégica tem sido um tema de grande relevância nas organizações contemporâneas,
contudo, sua implementação e efetividade enfrentam diversos desafios. Diante disso, surge a
necessidade de compreender as questões que envolvem essa prática, suas dificuldades e como
superá-las.
Justificativa
A relevância da gestão estratégica nas organizações reside na sua capacidade de promover a
adaptação e o crescimento em um ambiente competitivo e em constante mudança. Portanto,
entender os motivos pelos quais algumas empresas enfrentam dificuldades na implementação
e execução eficaz dessa gestão é fundamental para garantir a sustentabilidade e o sucesso
organizacional.
Objetivos
Objetivo Geral
• O objetivo principal deste estudo é analisar a importância da gestão estratégica nas
organizações, identificando os principais desafios enfrentados e propondo soluções
para sua efetiva implementação.
Objetivos Específicos
• Investigar os conceitos fundamentais da gestão estratégica e sua aplicabilidade nas
organizações modernas.
• Identificar os principais obstáculos enfrentados pelas organizações na implementação
da gestão estratégica.
• Analisar casos de sucesso e boas práticas de gestão estratégica em organizações de
diferentes setores e portes.
REVISÃO DE LITERATURA
Gestão estratégica
Segundo Jauch e Glueck (1980) Estratégia é um plano unificado, englobante e integrado
relacionando as vantagens estratégicas com os desafios do meio envolvente. É elaborado para
assegurar que os objectivos básicos da empresa são atingidos.
Cardoso (2003) toma em consideração a definição de gestão estratégica que vem intimamente
ligada aos conceitos de estratégia e pensamento estratégico. O mesmo autor defende a conceção
de gestão estratégica como “um processo de formulação e implantação de planos que guiam a
organização” realçando que “a gestão estratégica congrega o planeamento estratégico e as
decisões relativas à sua implantação, avaliação e controlo”.
Drucker (1998, cit in Franco & Azevedo, 2012, p.168), considera que a gestão não deve ser só
valorizada pelas empresas, mas também por todo tipo de organizações que mesmo tendo
objetivos diferentes (umas com outras sem fins lucrativos), existe sempre a necessidade de
serem geridas. Deste modo, o mesmo autor defendia que “embora a necessidade de gerir
voluntários e de angariar fundos diferenciasse os gestores de organizações sem fins lucrativos
dos gestores das empresas, muitas das suas responsabilidades são as mesmas”. Assim, estas
responsabilidades enquadram a delimitação de objetivos, definição de estratégias, medição de
desempenho, entre outros, que apelam a uma gestão estratégica das organizações.
A gestão estratégica dentre todas as ferramentas a serem seguidas no meio organizacional,
demonstra a importância de analisar todos os aspectos envolvidos, principalmente para melhor
verificar as oportunidades e vantagens. Conforme aponta Andersen (2015, cap. 1):
A gestão estratégica é um processo contínuo e sistemático que envolve a formulação,
implementação e avaliação das estratégias organizacionais para atingir os objetivos de longo
prazo de uma empresa. Ela envolve a análise do ambiente interno e externo da organização, a
definição de metas e objetivos, o desenvolvimento de planos de ação e a alocação de recursos
de forma a garantir a vantagem competitiva e o alcance dos resultados desejados.
O termo estratégia é um conceito militar bastante antigo, definido pela aplicação de forças
contra determinado inimigo. O termo se origina da palavra grega “strategos” do qual se deriva
o significado a “arte do general”, ou ainda, a ciência dos movimentos guerreiros fora do campo
de visão do general.” (OLIVEIRA, 2002 p. 192).
Essa prática é essencial para as organizações, pois permite uma visão ampla do mercado e das
tendências, auxiliando na identificação de oportunidades e ameaças, além de orientar as
decisões estratégicas para o crescimento e a sustentabilidade do negócio.
A gestão estratégica também promove a alinhamento de todas as áreas e níveis hierárquicos da
organização, garantindo que todos estejam trabalhando na mesma direção e com foco nos
objetivos comuns. Além disso, ela proporciona maior agilidade e capacidade de adaptação às
mudanças do ambiente externo, permitindo que a empresa se mantenha competitiva e relevante
no mercado ao longo do tempo.
Rodrigues (2011), assinala que a gestão é um processo que permite alcançar de forma eficaz os
objetivos definidos por uma organização, permitindo assim uma melhor utilização dos recursos
e uma preparação mais eficiente da organização para enfrentar situações de mudança.
Neste sentido, Santos acrescenta que a gestão pode também ser associada a um “processo de
coordenação e integração, através do planeamento, organização, direção e controle, tendente a
assegurar a consecução dos objetivos definidos, através das pessoas, de forma eficaz e
eficiente” (2008, p.27).
Em resumo, a gestão estratégica é fundamental para o sucesso e a sobrevivência das
organizações em um ambiente empresarial cada vez mais dinâmico e competitivo.
IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESTRATÉGICA NAS ORGANIZAÇÕES
A gestão estratégica, pois é ela quem direciona as ações da empresa rumo ao sucesso, ajuda a
promover as mudanças necessárias e superar os obstáculos, além de reduzir os riscos e entender
com plenitude qual é a missão e visão da empresa.
É por meio da gestão estratégica que você conscientiza os profissionais que atuam na empresa
sobre suas responsabilidades. O que reflete no aumento da produtividade e, consequentemente,
da competitividade do negócio, e também que auxilia no uso adequado de recursos, redução de
desperdícios e maximização da rentabilidade de cada ação desencadeada pelo empreendimento.
Portanto, é na gestão estratégica que você deve pautar-se para promover a melhoria contínua
do seu negócio, além de garantir a sobrevivência da empresa ao longo do tempo.
A gestão estratégica desempenha um papel fundamental nas organizações por uma série de
razões essenciais:
• Visão de Longo Prazo
Ela permite que as organizações estabeleçam metas e objetivos de longo prazo, alinhando suas
atividades diárias com uma visão de futuro coerente.
• Adaptação ao Ambiente
Através da análise ambiental, a gestão estratégica ajuda as organizações a entender as
mudanças em seu ambiente interno e externo, permitindo-lhes adaptar-se de forma eficaz a
essas mudanças.
• Competitividade Sustentável
Ao desenvolver e implementar estratégias eficazes, as organizações podem obter vantagem
competitiva sustentável, diferenciando-se de seus concorrentes de maneira significativa.
• Alocação Eficiente de Recursos
A gestão estratégica ajuda as organizações a direcionar seus recursos (financeiros, humanos,
tecnológicos, etc.) para áreas que oferecem o maior potencial de retorno sobre o investimento.
• Tomada de Decisão Informada
Baseada em uma análise cuidadosa e na coleta de informações relevantes, a gestão estratégica
facilita a tomada de decisões mais informadas e eficazes em todos os níveis da organização.
• Integração Organizacional
Ela promove a coesão e a colaboração entre diferentes partes da organização, garantindo que
todos os departamentos e funcionários estejam trabalhando em direção aos mesmos objetivos
estratégicos.
• Inovação e Crescimento
Através da identificação de oportunidades de mercado e do estímulo à inovação, a gestão
estratégica ajuda as organizações a expandir seus negócios e alcançar novos mercados.
• Resiliência Organizacional
Ao antecipar e se preparar para possíveis desafios e ameaças, a gestão estratégica torna as
organizações mais resilientes e capazes de enfrentar crises e turbulências com mais eficácia.
Em resumo, a gestão estratégica é essencial para o sucesso a longo prazo das organizações,
fornecendo uma estrutura para a adaptação, o crescimento e a vantagem competitiva em um
ambiente empresarial dinâmico e desafiador.
OS PRINCIPAIS OBSTÁCULOS ENFRENTADOS PELAS ORGANIZAÇÕES NA
IMPLEMENTAÇÃO DA GESTÃO ESTRATÉGICA.
A partir das últimas décadas do século XX, com a dominação do mercado pelas iniciativas
privadas, as competitividades entre as organizações demandaram estratégias empresariais e
técnicas de gestão mais complexas, em um ambiente de negócios cada vez mais mutável,
exigindo agilidade e sabedoria na tomada de decisões (NETO, 2010).
Kaplan e Norton (1997) compartilham desta mesma visão, quando afirmam que muitas das
premissas de concorrência da era industrial tornaram-se obsoletas com o advento da era da
informação e os seus novos desafios para a sustentabilidade da vantagem competitiva.
A implementação da gestão estratégica pode enfrentar uma série de obstáculos, que variam de
acordo com as características específicas de cada organização. Alguns dos principais
obstáculos incluem:
• Resistência à Mudança
Muitas vezes, os funcionários podem resistir à implementação de novas estratégias devido ao
medo do desconhecido, da perda de controle ou da mudança em suas rotinas de trabalho.
• Cultura Organizacional Obsoleta
Se a cultura organizacional existente não estiver alinhada com os objetivos estratégicos da
empresa, pode haver resistência à mudança e dificuldade em implementar efetivamente novas
estratégias.
• Falta de Envolvimento e Comunicação
A falta de envolvimento dos funcionários no processo de desenvolvimento e implementação
da estratégia, bem como a comunicação inadequada sobre os objetivos e planos estratégicos,
podem levar à falta de compreensão e comprometimento.
• Recursos Insuficientes
A implementação eficaz da gestão estratégica muitas vezes requer investimentos significativos
em termos de tempo, dinheiro e outros recursos. A falta desses recursos pode limitar a
capacidade da organização de executar suas estratégias com sucesso.
• Falta de Liderança e Coordenação
A liderança fraca ou a falta de coordenação entre os diferentes níveis hierárquicos da
organização pode dificultar a implementação eficaz da gestão estratégica, resultando em
conflitos de interesse e falta de direção.
• Dificuldades na Mensuração e Avaliação
A mensuração e avaliação dos resultados das estratégias implementadas podem ser
desafiadoras, especialmente se os indicadores de desempenho não estiverem bem definidos ou
se os sistemas de coleta de dados forem inadequados.
• Concorrência e Ambiente Externo Desafiador
Mudanças rápidas no mercado, concorrência acirrada e instabilidade econômica podem
representar obstáculos significativos para a implementação da gestão estratégica, exigindo uma
capacidade de adaptação rápida e eficaz.
• Incapacidade de Aprendizado Organizacional
Se a organização não for capaz de aprender com seus erros e sucessos passados, pode ter
dificuldade em ajustar e melhorar suas estratégias ao longo do tempo.
Superar esses obstáculos requer um compromisso firme da alta administração, uma abordagem
sistemática e participativa para o desenvolvimento e implementação da estratégia, bem como
uma cultura organizacional que valorize a aprendizagem contínua e a adaptação ao ambiente
em mudança.
DESAFIOS DA ATUALIDADE QUE APELAM UMA MELHORIA NA GESTÃO
ESTRATÉGICA
• Aumento da concorrência
• Aumento da exigência por parte dos stakeholders
• A urgência da inovação.
• Da profissionalização das diversas áreas funcionais da gestão (ex: marketing, recursos
humanos, finanças e contabilidade, controlo de gestão, operações)
• Da retenção de colaboradores com idades compreendidas entre os 30 e os 50 (uma faixa
etária menos compatível com baixos salários)
• Da capacidade de atração de talento jovem (idealista) Da mobilização de voluntários
com elevadas competências profissionais (seniores empresários)
• O desafio da sustentabilidade económica
• O aumento da escala de atuação
• De networking e estabelecimento de parcerias nacionais e internacionais
• Da prestação de contas
• Da transparência no funcionamento
• Da diversificação das fontes de financiamento
ESTRATÉGIAS E FERRAMENTAS PARA SUPERAR OS DESAFIOS
ENCONTRADOS NA EXECUÇÃO DA GESTÃO ESTRATÉGICA.
Para superar os desafios na execução da gestão estratégica, as organizações podem adotar
diversas estratégias e utilizar ferramentas específicas. Aqui estão algumas sugestões:
• Liderança Forte e Engajada. Uma liderança comprometida e envolvida é essencial
para orientar a organização na implementação da estratégia. Os líderes devem
comunicar claramente os objetivos estratégicos, motivar os funcionários e garantir a
alocação adequada de recursos.
• Envolvimento dos Funcionários: Incentivar a participação ativa dos funcionários no
processo de planejamento e implementação da estratégia pode aumentar o
comprometimento e a eficácia. Workshops, grupos de discussão e outras formas de
envolvimento podem ser úteis nesse sentido.
• Comunicação Efetiva: Estabelecer canais de comunicação abertos e transparentes para
compartilhar informações sobre a estratégia, os progressos alcançados e os desafios
enfrentados é fundamental para manter todos os membros da organização alinhados e
engajados.
• Definição de Indicadores de Desempenho: Desenvolver indicadores claros e
mensuráveis para avaliar o progresso em relação aos objetivos estratégicos permite
monitorar o desempenho da organização e fazer ajustes quando necessário.
• Ferramentas de Gestão de Projetos: Utilizar ferramentas de gestão de projetos, como
o Gantt, Kanban ou SCRUM, pode ajudar a organizar e acompanhar as atividades
relacionadas à implementação da estratégia, garantindo que elas sejam concluídas
dentro do prazo e do orçamento estabelecidos.
• Capacitação e Desenvolvimento de Competências: Investir na capacitação e no
desenvolvimento das habilidades necessárias para executar a estratégia com sucesso
pode aumentar a eficácia e a eficiência das equipes envolvidas.
• Feedback e Aprendizado Contínuo: Estabelecer um ciclo de feedback e aprendizado
contínuo, no qual os resultados são avaliados, lições são aprendidas e ajustes são feitos,
é essencial para adaptar a estratégia às mudanças no ambiente e melhorar
continuamente o desempenho da organização.
• Uso de Tecnologia: Aproveitar o poder da tecnologia, como softwares de gestão
estratégica e análise de dados, pode facilitar o monitoramento e a análise do progresso
estratégico, bem como a tomada de decisões baseadas em dados.
Ao adotar essas estratégias e ferramentas, as organizações podem aumentar suas chances de
sucesso na execução da gestão estratégica e alcançar seus objetivos de longo prazo de maneira
mais eficaz.
CASOS DE SUCESSO E BOAS PRÁTICAS DE GESTÃO ESTRATÉGICA EM
ORGANIZAÇÕES DE DIFERENTES SETORES E PORTES.
Certamente! Existem diversos casos de sucesso e boas práticas de gestão estratégica em
organizações de diferentes setores e portes. Aqui estão alguns exemplos notáveis:
Amazon: A Amazon é um exemplo marcante de sucesso em gestão estratégica. Sua abordagem
centrada no cliente, inovação constante, uso eficaz de dados para personalização e
investimentos em infraestrutura de tecnologia são fundamentais para sua liderança no comércio
eletrônico e em outros segmentos.
Google: A Google é reconhecida por sua cultura de inovação e sua abordagem única para a
gestão estratégica. Sua missão de "organizar a informação do mundo todo e torná-la
universalmente acessível e útil" orienta suas estratégias de produtos e serviços, enquanto sua
ênfase na experimentação e no aprendizado contínuo impulsiona sua vantagem competitiva.
Toyota: A Toyota é famosa por seu sistema de produção enxuta, conhecido como Toyota
Production System (TPS), que se baseia em princípios de eficiência, qualidade, flexibilidade e
melhoria contínua. Essa abordagem tem sido fundamental para a Toyota se tornar uma das
maiores e mais bem-sucedidas fabricantes de automóveis do mundo.
Starbucks: A Starbucks é conhecida por sua estratégia de expansão global bem-sucedida, que
se baseia em uma combinação de inovação no produto, experiência do cliente e localização
estratégica de suas lojas. Sua ênfase na responsabilidade social corporativa também contribui
para sua reputação e sucesso.
Zara: A Zara, marca de moda do grupo Inditex, é reconhecida por sua capacidade única de
responder rapidamente às tendências da moda e lançar novos produtos no mercado em tempo
recorde. Sua cadeia de suprimentos ágil e eficiente e seu modelo de negócios verticalmente
integrado são essenciais para sua competitividade.
Patagonia: A Patagonia é um exemplo de uma empresa que integra com sucesso seus valores
sociais e ambientais em sua estratégia de negócios. Sua abordagem sustentável e compromisso
com a responsabilidade ambiental não apenas diferenciam a marca, mas também atraem
consumidores e talentos comprometidos com esses valores.
Esses casos demonstram como diferentes organizações aplicaram princípios de gestão
estratégica de maneiras únicas e eficazes, adaptando-se às demandas específicas de seus setores
e mercados. Esses exemplos podem servir de inspiração e referência para outras organizações
que buscam melhorar sua própria gestão estratégica.
PERCEPÇÕES SOBRE AS MUDANÇAS E AVALIAÇÃO DO IMPACTO DA
INTERVENÇÃO DA ORGANIZAÇÃO
Este eixo, engloba duas dimensões “perceções sobre as mudanças em beneficiários,
stakeholders e sociedade em geral” e “avaliação do impacto”. Na dimensão “perceções sobre
as mudanças em beneficiários, stakeholders e sociedade em geral” refere-se às perceções que
os gestores das organizações têm sobre as mudanças provocadas pela sua intervenção social
nos seus beneficiários, stakeholders e sociedade em geral, nomeadamente, através de que
mecanismos ou procedimentos é que os gestores adquirem essas perceções.
Esta dimensão subdivide-se nas seguintes categorias: “realização de estudos de investigação”,
“atividades e práticas de monitorização de expectativas e resultados” e “reconhecimento por
parte de outras organizações”.
Esta ultima categoria, está subdividida em subcategorias “referências e perspetivas informais”
(se as referências e perspetivas que têm sobre as mudanças provocadas pela sua intervenção
são adquiridas por formas informais, como por exemplo, por opiniões pessoais, por feedback,
por comentários através das redes sociais, entreve outros) e “referências e perspetivas formais”
(referências ou perspetivas adquiridas através de mecanismos de contabilização, por exemplo,
do número de participações em determinadas atividades).
A dimensão “avaliação do impacto” diz respeito às ações avaliativas que os gestores realizam
no sentido de avaliar a intervenção social, utilizando instrumentos de monitorização. Assim,
enquadramos nesta dimensão a categoria “procedimentos avaliativos”, que se subdivide nas
subcategorias “exteriores” (avaliações efetuadas com ou por outras entidades e “interiores”
(avaliações realizadas pela organização).
ESTRATÉGIAS PLANEJADAS E ESTRATÉGIAS EMERGENTES
O entendimento sobre as estratégias e como elas são formadas é de suma importância dentro
de um ambiente organizacional, bem como a compreensão sobre as relações entre os planos e
práticas que constituem o dia a dia, seja uma organização de grande porte ou uma
microempresa, ambas necessitam deste conhecimento para obter benefícios, entre eles,
alcançar e sustentar uma vantagem competitiva.
A estratégia que uma organização pratica não é apenas resultado de um plano traçado, mas
também um padrão que se forma a partir de sequências de decisões e ações realizadas ao longo
do tempo. Mintzberg e Waters (1985, pag. 257) identificam diferentes tipos de estratégias,
desde a puramente deliberada até a puramente emergente, onde as estratégias deliberadas
representam à formalização da estratégia, os planos traçados, e as estratégias emergentes são
associadas aos processos, desde as atividades ou decisões diárias.
Na visão Mintzberg e Waters (1985, pag. 257) a diferença fundamental entre as estratégias
deliberadas e emergentes, está no foco, direção e o controle. As estratégias deliberadas estão
associadas ao planejamento estratégico formal, onde são formalizadas pela alta direção,
fazendo com que a estratégia seja engessada, focalizada no controle. Nas estratégias
emergentes a ênfase está nas ações coletivas e comportamento convergente, focalizando no
aprendizado.
Mintzberg e Waters (1985) observaram que na prática, estas estratégias são difíceis de ser
encontradas, mas que é possível encontrar diferentes combinações. Os autores sugerem alguns
tipos de estratégias que se aproximam ou de distanciam gradativamente dos extremos,
apresentando características de estratégias deliberadas e emergentes em proporções variadas.
GESTÃO ESTRATÉGICA COMO UMA FERRAMENTA FUNDAMENTAL PARA A
ORGANIZAÇÃO
A constante mudança ocorrida na atual conjuntura tem gerado impactos significativos no
âmbito da gestão nas organizações. Uma nova maneira de rever a figura do ser humano tem
sido repensada pelas organizações como forma de adaptar-se a tais mudanças. Nesse cenário a
figura do ser humano passa a ser visto não apenas como recurso – máquinas, equipamentos,
mas como capital intelectual, e fonte sustentável para alcance dos objetivos organizacionais.
Percebe-se, portanto, que o panorama atual é diferente de algum tempo atrás, em que a forma
mecanicista predominava e o poder era centralizado na figura do chefe. Atualmente as decisões
são discutidas entre colaboradores e gestores, tornando o funcionário participante direto nos
resultados alcançados pela empresa, sendo necessário para tanto que os colaboradores sejam
conhecedores dos objetivos organizacionais, devendo ser a comunicação um fator crucial para
o bom desempenho das estratégias delineadas.
Assim sendo, a Gestão Estratégica de Pessoas teve seu surgimento a partir da necessidade dos
colaboradores estarem cada vez mais envolvidos com realidade da organização. Fleury (2002)
afirma que a participação mais ampla de colaboradores de diferentes níveis da organização na
formulação de estratégia é adotada também como forma de tornar esse processo mais interativo
e contínuo.
IMPLANTAÇÃO DA GESTÃO ESTRATÉGICA EM ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS
Embora muitas mudanças institucionais propostas no Plano de Reforma do Estado não tenham
sido realizadas, houve um “choque cultural” (ABRUCIO, 2007). Os conceitos da gestão por
resultados, também conhecida como gerencial, se espalharam pelo país e é possível encontrar
na literatura vários trabalhos que tratam da implantação da gestão estratégica na administração
pública.
Brandão (2008) descreve como o Banco do Brasil reformulou o seu método de avaliação do
desempenho dos funcionários e analisa a percepção dos colaboradores acerca dessa mudança.
O novo modelo, chamado de Gestão de Desempenho por competências (GDP), foi concebido
através da integração de práticas modernas, como a gestão por competências e o Balanced
Scorecard, para ser um instrumento dinâmico e estratégico, que visa promover a melhoria do
desempenho e o desenvolvimento profissional.
Segundo o autor, o fato do modelo considerar as necessidades organizacionais de
desenvolvimento de competências, mesclando práticas reconhecidas como modernas e
eficazes, aliado à avaliação positiva por parte dos funcionários verificada em sua pesquisa,
levou a empresa a empresa a implementar a GDP em todas as suas dependências.
Apesar do sucesso apontado, o trabalho salienta que o banco precisa dedicar especial atenção
a fatores como a plataforma tecnológica onde será disponibilizado o sistema e a capacitação do
seu pessoal para utiliza-lo. Eventuais dificuldades de acesso ao sistema ou falta de preparo para
usá-lo podem desestimular o uso da ferramenta, prejudicando a sua eficácia. No intuito de
modernizar a gestão municipal, melhorar as políticas públicas e promover maior eficiência no
uso dos recursos disponíveis, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre decidiu implementar um
modelo de gestão orientado a resultados com uso do BSC. Perdicaris, Formoso Júnior e
Nogueira (2009) avaliaram essa implantação e, além de salientar os avanços promovidos,
apontaram os principais desafios e limitações da utilização desse sistema de medição em
organizações públicas.
Conclusão
Em uma análise geral destaca-se a necessidade de qualificação e conhecimento capazes de criar
vantagem competitiva agregando valor para pequenas empresas. Administrar uma empresa
onde as mudanças são constantes é necessário buscar qualificações e conhecimentos a
elaboração de estratégias é uma forma se alcançar o sucesso dos objetivos levando as empresas
e metas e permite que a empresa permaneça no mercado competitivo.
Não existe o melhor caminho para se traçar uma estratégia, o importante é estabelecer planos,
analisar as operações, mensurar resultados, reorganizar as estratégias já existentes, utilizar de
maneira correta as soluções emergentes da administração, investir em inovação e
profissionalismo, corrigir os pontos falhos e ter uma melhoria continua. Enfim, o sucesso de
qualquer estratégia consiste em saber fazer bem muitas coisas e integrá-las uma a outra.
O ambiente altamente competitivo observado nos últimos anos tem sido um dos principais
fatores que levaram as empresas de um modo geral a buscar qualificações e conhecimentos
capazes de transformarem-nas mais competitivas, existe um vasto campo de aprendizado onde
o empreendedor pode buscar conhecimento, hoje a tecnologia nos proporciona de forma
gratuita obter conhecimentos que antes era escasso ou de difícil acesso, existe serviços de apoio
aos micro e pequenos empreendedores, cursos online gratuitos, faculdades a distância que
possibilita ter conhecimento na área em que deseja.
De acordo com os estudos e pesquisa é possível que uma empresa possa crescer e se manter no
mercado tornando-se competitiva basta que os administradores desta empresa sejam capazes
de obter conhecimentos e que estes possam ser colocados na prática.
Atualmente, o ambiente global dos negócios está extremamente competitivo e exige das
empresas de pequeno porte maior agilidade nas decisões, racionalização de custos,
flexibilidade e eficiência operacional. É preciso ter uma gestão estratégica para o alcance das
metas e consequentemente atingirem seus objetivos, é imprescindível que se produza inovações
e não, simplesmente, produto e serviços. Ser inovador não significa lançar um novo e diferente
produto, é ir além, significa buscar pelo aprimoramento constante, uma nova maneira de pensar.
De acordo com Lobato (2003), se está diante da possibilidade de utilizar um novo jeito de
pensar e de agir. Por decorrência, precisa-se encontrar um novo jeito de conceber e programar
estratégias. É necessário entender a formulação de estratégias como a possibilidade de se
construir ideias e delas obterem uma vantagem competitiva entre seus concorrentes. A
vantagem competitiva é criada ao se identificar oportunidades únicas em termos de produtos-
mercados, a partir deste ponto estabelecem-se as estratégias.
A formulação de estratégias passou a ser a oportunidade que a empresa tem de se planejar e
identificar as competências essenciais do negócio. Sob essa ótica, o objetivo desse trabalho é
realizar uma revisão teórica sobre o conceito de estratégia e suas principais vertentes teóricas.
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