Índice
1. Capitulo I..............................................................................................................................1
1.1. Tema..................................................................................................................................1
1.2. Problema...........................................................................................................................1
1.3. Questões de Pesquisa........................................................................................................1
1.4. Justificativa.......................................................................................................................2
1.5. Objectivo Geral.................................................................................................................2
1.6. Objectivos Específicos......................................................................................................2
1.7. Metodologia......................................................................................................................2
1.8. População..........................................................................................................................3
1.9. Amostra.............................................................................................................................3
2. Capitulo II.............................................................................................................................3
Revisão da Literatura...................................................................................................................3
2.1. HISTÓRIA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS AO NÍVEL MUNDIAL
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2.1. ANALFABETISMO E ALFABETIZAÇÃO...................................................................4
2.3. Educação de Adultos em Moçambique.............................................................................5
2.6. Factores que Inibem a Participação da Comunidade nos Projectos de Desenvolvimento
Comunitários................................................................................................................................8
3. DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO.........................................................................8
3.1. Desenvolvimento do Projectos Comunitários...................................................................9
4. O Impacto da Educação de Adultos no Desenvolvimento de Projectos Comunitários e de
Desenvolvimento de Iniciativas de Desenvolvimento local........................................................9
Bibliografia................................................................................................................................10
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1. Capitulo I
1.1. Tema
O Papel da Educação de Adultos no Desenvolvimento de Projectos Comunitários em
Moçambique, caso de estudo Associacao Hita Pfuna/ localidade de Mavoco, Boane
1.2. Problematização
Moçambique assim como vários países subdesenvolvidos, tem envidado uma série de esforços
no sentido de reduzir a pobreza. Muitos destes países elaboraram uma série de agendas conjuntas
no sentido de delimitar estratégias usuais para que este objectivo se materialize. Na maioria
destas agendas, a Educação de Adultos corresponde uma das principais estratégias de consenso
para se alcançar tal objectivo, visto que, a maior parte da sua população adulta é analfabeto, facto
que vem se perpetuando nas gerações seguintes.
O governo moçambicano, parceiros de cooperação, organizações não-governamentais, igrejas e
demais individualidades, tem envidado esforços desmedidos no sentido de garantir o direito a
educação, a este grupo-alvo, esforços que se espelham na quantidade e qualidade dos programas
usados, onde pode-se destacar Alfalite, Alfa-Radio, Alfa-Regular entre outros, é neste âmbito
que surge o seguinte problema:
Qual é o Papel da Educação de Adultos no Desenvolvimento de Projectos Comunitários em
Moçambique.
1.3. Questões de Pesquisa
Para melhor proceder com a pesquisa, surgem as seguintes questões de pesquisa:
Quais é o historial da Educação de Adultos em Moçambique
Quais são as políticas de educação de adultos em Moçambique?
Como são elaborados os Projectos Comunitários em Moçambique?
Qual é o impacto da Educação de Adultos na realização de projectos comunitários em
Moçambique
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1.4. Justificativa
A realização desta pesquisa é importante á medida em que vários organismos internacionais
como a UNESCO, o Banco Mundial entre outros defendem a Educacao como uuma ferramenta
indispensável para a redução da pobreza no mundo.
Poderá trazer mais subsídios em relação a realização de projectos comunitários, uma vez que no
país verifica-se a existência de um conjunto de iniciativas de desenvolvimento local financiados
pelo fundo de desenvolvimento local mais conhecido por “sete milhões” que muitas vezes tem
fracassado.
Poderá ainda despertar o interesse de todas as camadas da sociedade da necessidade de garantir o
direito ´á educação por parte deste grupo alvo, bem como manter as práticas relacionadas com a
formação contínua e educação ao longo da vida, palavras de ordem no século XXI.
1.5. Objectivo Geral
Avaliar o papel da Educação de Adultos no desenvolvimento de projectos comunitários
1.6. Objectivos Específicos
Caracterizar o movimento mundial de educação de adultos;
Identificar as principais fases da educação de adultos em Moçambique;
Caracterizar as fases de construção de um projecto comunitário;
Descrever os factores que inibem a participação de adultos em projectos comunitários;
Descrever o impacto que a educação de adultos exerce no desenvolvimento de projectos
comunitários.
1.7. Metodologia
Para a realização da pesquisa, o autor recorrerá á pesquisa bibliográfica, que consiste na leitura
de obras relacionadas com o tema da pesquisa, abordara ainda a técnica de entrevista a partir de
questionários que serão elaborados tendo em conta os objectivos do que a pesquisa pretende
trazer.
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1.8. População
Para a realização da pesquisa, a população alvo definida pelo autor, são os residentes da
comunidade de Mavoco, no distrito de Boane, província de Maputo que se beneficiou desta
modalidade de educação, com particular destaques para a disciplina de Habilidades para a vida
onde puderam ter o privilegio de aliar a teoria á prática e beneficiaram-se de um fundo para
iniciar pequenos negócios e posteriormente devolver em partes de acordo com os termos e
condições definidas pela instituição e pelos beneficiários.
1.9. Amostra
No que diz respeito a este item, foi definido como amostra os membros da Associação “ Hita
Pfuna”, que uniram-se e formaram uma associação que desenvolve várias actividades, tais como
a criação de frangos, patos e porcos que são posteriormente vendidos na vila de Boane e nas
cidades de Maputo e Matola e paralelamente fazem um “xitiqui”, uma espécie de poupança que
abastante comum em todo o pais. Envolverá os quinze membros da associação, sendo nove
mulheres e seis homens com idades que variam entre 45 e 55 anos de idade.
2. Capitulo II
Revisão da Literatura
3. HISTÓRIA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS AO NÍVEL
MUNDIAL
Conforme aborda LAVOURA (2010:13) historicamente a educação de adultos é um movimento
nascido de uma ideia de mudança social criado pela UNESCO como uma ideia de humanização
da civilização.
A UNESCO é a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (United
Nations Educational, Scientific, and Cultural Organization). Foi criada em 1945, com a adopção
do Acto Constitutivo a 16 de Novembro. O seu principal objectivo é o de contribuir para a paz,
desenvolvimento humano e segurança no mundo, promovendo o pluralismo, reconhecendo e
conservando a diversidade, promovendo a autonomia e a participação na sociedade do
conhecimento.
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Ainda de acordo com o mesmo autor, a UNESCO começou em Paris, a partir dos anos 60/70 a
fazer um esforço único e particular no domínio da educação de adultos. Foi a partir desta data
que aquelas diferentes práticas foram reunidas e codificadas, escritas e promovidas por uma
organização internacional e o seu conceito principal é a educação permanente e aprendizagem ao
longo da vida: lifelong education
A educação dos adultos entrou no mundo profissional através da formação profissional e
contínua que supostamente preparava as pessoas para estarem à altura da tecnologia. E mais
tarde nos anos 70/80 passou a entrar também na área executiva e da gestão, nomeadamente na
gestão através da aprendizagem das suas técnicas específicas.
2.1. ANALFABETISMO E ALFABETIZAÇÃO
De acordo com SOARES (2001), o termo “alfabetizado” nomeia aquele que apenas aprendeu a
ler e a escrever, não aquele que adquiriu o estado ou a condição de quem se apropriou da leitura
e da escrita, incorporando este aprendizado às práticas sociais que o demandam
A alfabetização é o passo inicial e fundamental para que os jovens e adultos prossigam o
processo de escolarização, pois além de ser um factor essencial para a apropriação do uso social
da escrita e da leitura, contribui para a superação do sentimento de inferioridade dos adultos
analfabetos para que possam descortinar outros horizontes.
Alfabetização
É uma modalidade especial do ensino escolar, organizado para indivíduos que já não se
encontram na idade normal de frequência dos ensinos geral e técnico-profissional (art.31) Define
também o Ensino extra-escolar como aquele que engloba actividades de alfabetização e de
aperfeiçoamento e actualização cultural e científica, realizando-se fora do sistema regular de
ensino. (NANDJA, 2004: 07).
2.2. Aprendizagem ao Longo da Vida
De acordo com o memorando sobre a Aprendizagem ao Longo da Vida, documento apresentado
na Comissão Europeia, em Novembro de 2000, postula que a aprendizagem ao longo da vida é
“toda a actividade de aprendizagem em qualquer momento da vida, com objectivo de melhorar
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os conhecimentos, as aptidões e competências, no quadro de uma perspectiva pessoal, cívica,
social e/ou relacionada com o emprego”.
É uma proposta que tem como objectivo principal a procura de uma solução positiva para o
debate do desemprego e para a actualização dos conhecimentos profissionais dos adultos.
2.3. Educação de Adultos em Moçambique
A partir de 1993, foram formadas as Associações de Educadores de Adultos, organizações
profissionais que não têm carácter sindical e cujo objectivo é apoiar o desenvolvimento
comunitário a partir das iniciativas de Alfabetização e Educação de Adultos. (NANDJA, 2004)
Em 1994, foi realizado em Maputo, capital de Moçambique, o 1º Fórum Nacional sobre
Educação Não-Formal, organizado em conjunto pelo MINED e pela UNESCO. Este Fórum
contou com a participação de diversos representantes, entre estes, a Universidade Eduardo
Mondlane e a Universidade Pedagógica de Moçambique, Agências da Organização das Nações
Unidas, ONU e Organizações Não Governamentais (ONGs).
No ano de 1999, foi criado em Moçambique o Movimento de Educação para Todos (MEPT) com
o objectivo de abrir espaço para a sociedade civil participar de forma mais efectiva do processo
educacional do país.
Em 2000, foi recriada a Direcção Nacional de Alfabetização e Educação de Adultos (DNAEA),
do Ministério da Educação de Moçambique (MINED). Também em 2000 foi elaborado o Plano
de Acção em Combate à Pobreza Absoluta (PARPA), que, além de outros aspectos, projectou a
alfabetização de adultos no país como uma das estratégias de combate à pobreza absoluta. Dentre
seus principais desafios, está lidar com a reduzida participação de alunos nas turmas de
Alfabetização e Educação de Adultos (AEA).
Actualmente, um processo de redescoberta e resgate da alfabetização e educação de adultos “no
contexto de paz e estabilidade social que o país vive, e, como instrumento indispensável de um
desenvolvimento económico e social sustentável, centrado no homem e na mulher
moçambicanos”. (MÁRIO e NANDJA, 2005)
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2.4. Fases de um projecto Comunitário
Inicio
É a fase da identificação das necessidades objectivas, da viabilidade em termos das condições
apropriada para o arranque do projecto, é a fase em que inicial oficialmente o projecto através do
termo de abertura
Panejamento
Fase de estudo de viabilidade, análise de recursos e detalhamento do projecto.
Execução
É a fase de verdadeira implementação do projecto, dos seus planos e coordenação de processos e
outros recursos para a sua execução.
Finalização
Corresponde á orientação formal do projecto comunitário ou fase para a sua finalização.
Controlo
Consiste na acção de monitoria da execução do projecto comunitário para se o nível os sucessos
ou dificuldades encontradas e fazer recomendações de melhoramento de acção de execução se
for caso disso.
Gestão de projectos comunitários
Segundo ADRIANA (2005:9) gerir é organizar os recursos financeiros, materiais e humanos de
uma instituição por meio de técnicas adequadas. Gerenciar projectos, é planejar e acompanhar a
sua execução.
2.5. Ferramentas de Gestão de Projectos Comunitários
ADRIANA (2005:18), propõe os seguintes elementos como ferramentas para a gestão qualitativa
de um projecto comunitário: Plano de acção; Cronograma das actividades; Cronograma físico-
financeiro (acompanhamento do orçamento) e Reuniões com a equipe do projecto
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Plano de Acção
O plano de acção deve conter o desdobramento das acções necessárias para viabilizar o projecto,
de forma que sejam alcançados os resultados esperados. É a definição dos procedimentos,
ADRIANA (2005:20)
Cronograma das Actividades
O cronograma tem a finalidade de representar graficamente a previsão e a respectiva execução de
um trabalho. Indica os prazos em que se espera que as actividades do projecto sejam realizadas e
permite controlar se as Actividades foram realizadas no respectivo prazo. Para construção do
cronograma é preciso:
As fases ou actividades que compõem o plano de acção;
Estimativa dos períodos de tempo as fases/ actividades deveram consumir;
Prazo total disponível para a execução do trabalho (do mês 1 até ao mês final)
Determinar prazos realistas para a consecução das tarefas.
Cronograma Físico-Financeiro
Já o cronograma físico-financeiro faz parte da planificação e controle orçamentários. O processo
de planificação e a previsão de recursos financeiros devem ser elaborados em função dos
objectivos e estratégias traçadas. Assim, têm que levar em conta os recursos financeiros
disponíveis, sejam eles advindos dos parceiros ou de recursos próprios da instituição
(ADRIANA 2005:22).
Reuniões com a Equipe do Projecto
De acordo com ADRIANA (2005:23) Nas reuniões de equipa serão confrontados - com a
participação de todos - o desenvolvimento das actividades previstas no plano de acção e o
cronograma, verificando se as mesmas foram ou não realizadas no prazo e o alcance dos
resultados esperados (nosso “por quê” no Plano de acção),
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2.6. Factores que Inibem a Participação da Comunidade nos Projectos de
Desenvolvimento Comunitários
a. Factores de Ordem Geográfica
Existem regiões com escassos recursos minerais, dependendo somente do solo e do clima,
condicionando a consecução de projectos de desenvolvimento comunitário embora hoje se
conheçam algumas técnicas apropriadas para corrigir seus efeitos.
b. Factores de Ordem Geográfica
As regiões atrasadas economicamente, em regra, produzem para autoconsumo o que não
favorece para o desenvolvimento. A falta de instrução e qualificação profissional da população, a
ignorância em relação as técnicas produtivas e a falta de poder de compra.
c. Factores Históricos e Socioculturais
O preconceito predominante contra as novas técnicas e o progresso, o preconceito relativo à
transmissão da propriedade da terra para o uso comum e consequentemente o benefício comum.
d. Factores Psicológicos
Este factor é o mais que resume a todos mencionados acima. A população pode negar, acreditar
ou duvidar a possibilidade de melhorar a sua condição económica. Geralmente, nas regiões
atrasadas, a população vive fechada e isolada sobre a comunicação e psicologicamente por falta
de diálogo entre as classes de diferentes níveis de vida.
3. DESENVOLVIMENTO COMUNITÁRIO
Conforme afirma AMMANN (1981:147) partir dos anos 50, a ONU se empenhou em
sistematizar e divulgar o Desenvolvimento Comunitário como “processo através do qual cada
povo participa do planeamento e da realização de programas que se destinam a elevar o padrão
de suas vidas. Isso implica na colaboração indispensável entre os governos e o povo para tornar
eficazes os esquemas de desenvolvimento viáveis equilibrados”
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Deve incluir, além do processo de fortalecimento do senso de identidade local, o fortalecimento
das estruturas organizacionais de carácter comunitário e a qualificação das mesmas no que diz
respeito à instrumentalização para o exercício de novas práticas de gestão local.
3.1. Desenvolvimento do Projectos Comunitários
O Projecto Comunitário constitui-se articulando os interesses dos atores produtivos e os
programas e projectos institucionais, a partir de oficinas territoriais, nas quais se trabalhe a
vinculação dos diversos seminários oficinas, das diferentes temáticas e segmentos, e se visualize
a relação entre o local e os demais espaços de fluxos nos quais aquele se insere (Estado, Região,
Nação, Mundo).
Envolve uma assessoria de facilitadores na preparação e estruturação de reuniões, na organização
de planos de trabalho, nas estratégias de articulação e negociação de pequenos projectos e na
elaboração de propostas de captação de recursos.
4. O Impacto da Educação de Adultos no Desenvolvimento de Projectos Comunitários e
de Desenvolvimento de Iniciativas de Desenvolvimento local
Educação e a formação de adultos têm sido orientadas para a criação de oportunidades no que
respeita a uma população muito específica, como é a realidade dos adultos pouco escolarizados.
De acordo com BRUNO (2011:431) o acréscimo das qualificações decorrente de uma formação
mais complexa do adulto, permite a introdução de inovações e garante que se trabalhe
eficazmente com elas, viabilizando os ganhos de produtividade. Razão pela qual nos países ou
regiões em que predominam os mecanismos da mais-valia relativa se observa um aumento da
escolaridade e da complexificação dos processos formativos em todas as modalidades de ensino.
Um adulto com domínio das letras e números poderá saber transformar o saber escolar em
técnicas de trabalho e em comportamento adaptativo aos novos códigos disciplinares (ser
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proactivo, saber resolver problemas no ambiente de trabalho e na comunidade, ser capaz de
trabalhar sob pressão, assimilar as regras da competição imposta pelas necessidades locais).
Bibliografia
ADRIANA Franco. Guia para a gestão de organizações sociais de base comunitária. Programa
caravana, 2005
AMARO, Roque at all, Iniciativas de Desenvolvimento Local, ISCTE, Lisboa, 1992.
BRUNO, Lúcia Educação e desenvolvimento económico no Brasil, Revista Brasileira de
Educação Universidade de São Paulo,2011
LAVOURA, Paula Cristina António, As expectativas e o impacto da certificação na vida do
adulto” Tese de Mestrado em Ciências da Educação, Universidade de Lisboa2010