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Trabalho de Cormophytas

Caracterização e Taxonomia de alguns grupos de plantas. Licenciatura em Ensino de Biologia- ISCED-Huambo

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Eufrates Mara
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Trabalho de Cormophytas

Caracterização e Taxonomia de alguns grupos de plantas. Licenciatura em Ensino de Biologia- ISCED-Huambo

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INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO DO HUAMBO

ISCED-HUAMBO
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA

TRABALHO DE PLANTAS SUPERIORES

GRUPO Nº: 2
CURSO: Ensino De Biologia
ANO CURRICULAR: 2º

O Docente
___________________________
Juarês Bongo Manico, PhD

HUAMBO, 2023
Integrantes do grupo
Nome Obs.
Avelina Celino
Cecília Manuela
Deolinda Laurindo
Eufrates Capangue
Graciana Chimuco
Guilherme Vianey
Isabel Castro
Mário Albano
Martinho Paulo
Mônica Lussati
Natália Ruben
Stélvia Arminda
Sumário
Introdução .................................................................................................................................................. 1
Desenvolvimento ................................................................................................................................. 2
Evolução do reino vegetal ......................................................................................................................... 2
Briófitas ...................................................................................................................................................... 2
Pteridófitas................................................................................................................................................. 2
Gimnospermas ......................................................................................................................................... 2
Angiospermas ........................................................................................................................................... 3
Descrição ............................................................................................................................................... 4
Distribuição ........................................................................................................................................... 4
Importancia ............................................................................................................................................ 5
Dracaena tifasciata ................................................................................................................................... 5
Cultivo e Uso ......................................................................................................................................... 5
Uso Medicinal........................................................................................................................................ 6
Chlorophytum comosum (Thunb.) Jacques ............................................................................................... 6
Descrição ............................................................................................................................................... 6
Distribuição e cultivo ................................................................................................................................ 7
Aloé arborescens ....................................................................................................................................... 8
Descrição ................................................................................................................................................... 8
Distribuição ........................................................................................................................................... 9
Habitat típico da Aloe arborescens ........................................................................................................... 9
Importância ............................................................................................................................................... 9
Conclusão ................................................................................................................................................ 14
Referências.................................................................................................................................................. 15
Introdução
Desde as épocas remotas, o estudo das plantas tem-se constituído como um assunto de
grande interesse para o homem, uma vez que as plantas sempre lhe forneceram
alimento, refugio, vestuário, etc.
O estudo das plantas desperta interesse, não só por simples curiosidade, mas,
principalmente, devido ao facto de serem essenciais e imprescindíveis ao homem, visto
que, uma boa compreensão das plantas é crucial para o futuro de nossa sociedade, já
que as plantas nos permitem: alimentar o mundo, entender processos fundamentais,
utilizar remédios e materiais e entender mudanças ambientais (Capitango, 2016).
Características Gerais do Reino Vegetal

 Eucariontes (núcleo organizado)


 Autótrofos (produzem o próprio alimento)
 Fotossintetizantes (produção da fotossíntese)
 Pluricelulares
 Células formada por vacúolos, cloroplastos e celulose

No que diz respeito à sua estrutura, basicamente as plantas são formadas pela

 Raiz (Fixação E Alimentação),


 Caule (Sustentação E Transporte De Nutrientes),
 Folhas (Fotossíntese),
 Flores (Reprodução)
 Frutos (Proteção Das Sementes).

[1]
Desenvolvimento
Evolução do reino vegetal
Acredita-se que os vegetais evoluíram a partir de um grupo de algas pluricelulares. As
quais não possuem raiz, caule e nem folhas e não possuem também vasos condutores
de seiva, pois por serem aquáticas, elas absorvem substâncias por toda a superfície do
talo, que é permeável.
No decorrer da Evolução, novas estruturas se desenvolveram, tais como:
 Órgãos para fixação e absorção de água e sais minerais (raízes)
 Epiderme com revestimento(cutcula) para impedir a desidratação
 Células especiais chamadas Estômatos que permitem a troca de gases entre o
vegetal e a atmosfera.
 Entre outras estruturas que foram fundamentais para o suporte, transporte de
água e nutrientes, estruturas para a reprodução fora água, etc.

O Reino Vegetal é composto de plantas vasculares (pteridófitas, gimnospermas e


angiospermas) que possuem vasos condutores de seiva, e plantas avasculares (briófitas),
destituídas desses vasos.

Briófitas
As briófitas são plantas de pequeno porte que não recebem luz direta do sol, uma vez que
habitam locais úmidos, por exemplo, os musgos. A reprodução desse grupo ocorre através do
processo de metagênese, ou seja, possui uma fase sexuada, produtora de gametas, e outra
assexuada, produtora de esporos.
Ademais, não possuem vasos condutores de seiva, o que as torna distintas dos outros grupos
vegetais. Sendo assim, o transporte de nutrientes ocorre mediante um processo vagaroso de
difusão das células.

Pteridófitas
As pteridófitas apresentam mais variedade que as briófitas. Elas são plantas que, em
sua maioria, são terrestres e habitam locais com grande umidade. Alguns exemplos
desse grupo: samambaias, avencas e xaxins.

Apresentam vasos condutores de seiva, raiz, caule e folhas e, da mesma maneira que
as briófitas, a reprodução desses vegetais ocorre mediante uma fase sexuada e outra
assexuada. Quando o caule das pteridófitas é subterrâneo, denomina-se de rizoma. Já
as epífitas são plantas que se apoiam em outras plantas, todavia, sem causar-lhes
danos, como as samambaias e os chifres-de-veado.

Gimnospermas
O grupo das gimnospermas é composto por uma grande variedade de árvores e arbustos
de diversos portes. São plantas vasculares (presença de vasos condutores de seiva),
que possuem raiz, caule, folha e sementes. Alguns exemplos de gimnospermas:
sequoias, pinheiros, araucárias, dentre outras.
[2]
A reprodução das Gimnospermas é sexuada. A fecundação ocorre nos órgãos femininos
pelo pólen, que é produzido pelos órgãos masculinos e transportado com o auxílio da
natureza através de vento, chuva, insetos e pássaros. O que as difere do grupo das
Angiospermas são principalmente suas sementes, visto que apresentam as chamadas
sementes nuas, ou seja, não envolvidas pelo ovário.

Angiospermas
As angiospermas são plantas vasculares, ou seja, possuem vasos condutores. Elas
habitam diferentes ambientes e representam um grupo muito variado, composto de
vegetais de pequeno e grande porte.
As angiospermas caracterizam o maior grupo do reino vegetal, com aproximadamente
200 mil espécies.
São distintas das Gimnospermas na medida em que suas sementes são guardadas no
interior do fruto. Sua reprodução é sexuada e a fecundação ocorre com a presença do
pólen masculino.
Feita a caracterização geral dos diferentes grupos que compõem o Reino Vegetal, adiante
veremos alguns aspectos relacionados aos grupos de plantas que identicamosna estufa fria do
Instituto Superior de Ciências de Educação do Huambo( ISCED- Huambo). Vale destacar aqui
que identificamos duas divisões, onde, abordaremos a respeito de algumas espécies que as
compõem e que, consequentemente, compõem a estufa fria da nossa Instituição.

Zantedeschia hyacinthoides

Taxonomia
 Reino: Plantae
 Divisão: Spermatophyta
 Sub-divisão: Magnoliophytina (Angiospermae)
 Classe: Liliopsida
 Sub-classe: Liliatae (Monocotyledoneae)
 Ordem: Commelinales
 Família: Typhaceae
 Género: Zantedeschia
 Espécie: Zantedeschia hyacinthoides
 Nome comum: Jarro-de-jardim

[3]
Descrição
As espécies do género Zantedeschia são plantas herbáceas, perenes e rizomatosas,
que alcançam de 1 a 2,5 metros de altura, com folhas de 15 a 45 cm de comprimento.
São plantas com metabolismo fotossintético do tipo C3 (processo RuBisCO).
Formam rizomas rastejantes ou tubérculos como órgãos de reserva. Algumas espécies
são perenes, mas outras perdem a folhagem durante as estações do ano desfavoráveis.
A folhagem, em contraste com muitos outros géneros de monocotiledóneas, é erecta. As
lâminas foliares são verde brilhante e muitas vezes em forma de seta.
A inflorescência é de coloração branca, amarela ou rosada. A inflorescência segue a
forma típica das Araceae, constituída por um longo escapo floral simples, desprovido de
folhas, encimado por uma inflorescência em espádice rodeada por uma única bráctea,
designada por espata, formada por uma folha muito modificada, muitas vezes
conspicuamente colorida. A espata é grande e pontiaguda, de coloração branca ou
amarela, raramente também avermelhada, mas entre as variedades seleccionadas para
cultivo existem cultivares com variada coloração e morfologia.
As espécies do género Zantedeschia são monoicas, mas com flores de sexos diferentes
presentes na mesma inflorescência. No espádice estão presentes numerosas
pequenas flores, agrupadas numa estrutura densa em torno do ráquis, com as flores
femininas na parte inferior da estrutura e as flores masculinas na parte superior
(terminal), mais longa.
As flores são minúsculas, reduzidas, desprovidas de perianto. As flores masculinas
apresentam 2-3 estames. As flores femininas apresentam 3 carpelos fundidos
num ovário sincárpico.
O fruto é uma baga verde, frequentemente alaranjada quando madura, que permanece
presa ao ráquis. As sementes são arredondadas ou ovóides.
Todas as partes de Zantedeschia aethiopica são ligeiramente tóxicas para
os humanos e capazes de causar severa irritação das mucosas. O líquido que goteja
do ápice das folhas de Zantedeschia também é venenoso e capaz de causar erupção
cutânea e urticária quando tocado.
Distribuição
A Zantedeschia aethiopica ocorre num território alargado, estendendo-se pelas regiões
tropicais e subtropicais do centro e sul da África, correndo
em Angola, Quénia, Malawi, Zâmbia, Zimbabwé e Nigéria.
O habitat natural das formas que florescem no verão são as regiões de vegetação aberta
de clima quente e com precipitação maioritariamente concentrada no inverno (regiões de
clima tendencialmente mediterrânico do sul da África). As restantes espécies,
especialmente Z. aethiopica e Z. odorata, florescem no inverno, ocorrendo em regiões
onde a maior parte da precipitação cai no verão. A maior parte das espécie prefere zonas

[4]
onde ocorre encharcamento sazonal do solo, especialmente zonas de depressão
topográfica, margens de cursos de água e de lagos e pântanos.
Importancia
Várias espécies de Zantedeschia são utilizadas como planta ornamental em jardinagem
e paisagismo e para a produção de flores de corte para o comércio florista. Para o efeito
foram desenvolvidos diversos cultivares, com uma grande variedade de cores e de
tamanhos. Algumas espécies são utilizadas como plantas de interior dada a sua
tolerância ao ensombramento.
Embora sejam raramente utilizadas, as folhas de Zantedeschia aethiopica podem ser
comidas cozidas (todas as partes da planta são venenosas em cru).
O género Zantedeschia foi proposto em 1826 por Kurt Sprengel na sua obra Systema
Vegetabilium, editio decima sexta, 3, pp. 756, 765. A etimologia do nome genérico
Zantedeschia é uma homenagem ao médico e botânico italiano Giovanni Zantedeschi
(1773–1846).

Dracaena tifasciata
Taxonomia
 Reino: Plantae
 Divisão: Magnoliophyta
 Classe: Liliopsida
 Ordem: Asparagales
 Família: Ruscaceae
 Género: Dracaena
 Espécie: Dracaena trifasciata
 Nomes comuns: espada-de-são-Jorge/
espada-de-santa-bárbara/ espada-de-Iansã
Dracaena trifasciata (Prain) Mabb. (2017)

A espada-de-são-jorge, espada-de-santa-bárbara ou espada-de-Iansã, Dracaena


trifasciata (Prain) Mabb. (2017), antes pertencente ao gênero Sansevieria, também
conhecida como língua-de-sogra, rabo-de-lagarto e sanseviéria, é uma
planta herbácea de origem africana. Importa referir, ainda, que é uma planta tóxica, e
que não deve ser ingerida.
Cultivo e Uso
Como alguns outros membros de seu gênero, D. trifasciata produz cânhamo em corda,
uma fibra vegetal forte que costumava ser usada para fazer cordas de arco. Agora é
usada predominantemente como planta ornamental, ao ar livre em climas mais quentes

[5]
e em ambientes internos como planta de casa em climas mais frios. É popular como
planta de casa porque é tolerante a níveis baixos de luz e irrigação irregular; durante o
inverno, é necessário apenas uma rega a cada dois meses. Ele apodrecerá facilmente
se for regado em excesso. É comumente recomendado para iniciantes interessados no
cultivo de plantas de interior pela sua facilidade de cuidado.
Uso Medicinal
O estudo do ar puro da NASA descobriu que D. trifasciata tem potencial para filtrar o ar
interno, removendo 4 das 5 principais toxinas envolvidas nos efeitos da síndrome do
edifício doente. No entanto, sua taxa de filtração é muito lenta para o uso interno prático.
Um recente estudo científico procurou demonstrar potenciais inibidores fitobiológicos da
Dracaena trifasciata contra enzimas presentes na Artrite reumatoide (AR). Neste estudo,
foi concluído que esta planta possui grande potencial para um futuro tratamento
promissor da AR, necessitando de validação in vitro e in vivo para corroborar seu
potencial terapêutico.

Chlorophytum comosum (Thunb.) Jacques

Taxonomia
 Reino: Plantae
 Divisão: Magnoliophyta
 Classe: Liliopsida
 Ordem: Asparagales
 Família: Asparagaceae
 Subfamília: Agavoideae
 Género: Chlorophytum
 Espécie: Chlorophytum comosum
Chlorophytum comosum (Thunb.) Jacques

Descrição
Chlorophytum comosum é uma herbácea perene com distribuição natural na África
Tropical e no sul da África, mas encontra-se naturalizada em diversas regiões dos
trópicos e sub-trópicos, incluindo a Austrália Ocidental. A espécie é muito facil de cultivar
como planta de interior, sendo muito populares as formas variegadas.

[6]
Chlorophytum comosum cresce até aos 60 cm de altura, com raízes
tuberosas carnudas, cada uma com 5–10 cm de comprimento. As folhas são inteiras,
longas, ensiformes, com 20–45 cm de comprimento e 0,6-2,5 cm de largura.
As flores agrupam-se em longas inflorescências ramificadas, que podem atingir um
comprimento de até 75 cm. Os escapos frequentemente inclinam-se em direcção ao solo
à medida que as flores maturam. As flores ocorrem inicialmente em grupos de 1–6 em
intervalos ao longo do escapo da inflorescência. Cada grupo está na base de
uma bráctea, que varia de 2–8 cm de comprimento, tornando-se progressivamente mais
curtas em direcção ao final da inflorescência. A maioria das flores inicialmente
produzidas morrem antes da ântese, de modo que as inflorescências são relativamente
esparsas.
As flores individuais são branco-esverdeadas, inseridas em pedicelos com 4–8 mm de
comprimento. Cada flor tem seis tépalas, com nervação triplas e 6–9 mm de
comprimento, levemente dobradas ou em forma de quilha de barco no ápice.
Os estames consistem numa antera produtora de pólen com cerca de 3,5 mm de
comprimento inserida num filamento de comprimento semelhante ou ligeiramente mais
longo. O estilete central tem 3–8 mm de comprimento.
As sementes são produzidas em cápsulas, com 3–8 mm de comprimento,
em pedicelos que se estendem até aos 12 mm de comprimento.
As inflorescências terminam em plântulas nos extremos dos seus ramos, que
eventualmente se inclinam e tocam o solo, desenvolvendo raízes adventícias. Os
escapos da inflorescência são chamados de estolhos ou estolões em algumas fontes,
mas o termo é mais corretamente usado para caules que não dão flores e têm raízes
nos nós.

Distribuição e cultivo
Chlorophytum comosum tem distribuição natural alargada na África, sendo uma espécie
nativa de seis das dez regiões fitogeográfica em que aquele continente se encontra
dividido no WGSRPD, estando presente na África Tropical Ocidental, África Tropical
Centro-Ocidental, África Tropical Nordeste, África Tropical Oriental, África Tropical do
Sul e África Austral.
Chlorophytum comosum é uma planta doméstica muito popular. As espécies com folhas
totalmente verdes constituem apenas uma pequena porção das plantas vendidas, sendo
mais comuns no comércio dois cultivares variegados:
C. comosum 'Vittatum', com folhas verdes médias com uma larga faixa branca central,
sendo frequentemente vendido em cestas para exibir as plântulas. As hastes são longas
e esbranquiçadas.
C. comosum 'Variegatum', com folhas verdes mais escuras com margens brancas, sendo
geralmente menor do que o cultivar anterior.[3] Os caules são longos e verdes.

[7]
A propagação de Chlorophytum comosum é geralmente feita através
do envasamento das plântulas que se formam nas extremidades das inflorescências,
diretamente no solo para envasamento mantendo a ligação à planta principal ou cortando
os caules e depois envasando-os.
A espécie é fácil de cultivar, podendo prosperar numa ampla variedade de condições.
Tolera temperaturas tão baixas como 2 °C, mas cresce melhor em temperaturas entre
18 °C e 35 °C. As plantas podem ser danificadas por altos níveis de fluoreto ou boro.[3]
Um estudo realizado pela NASA, intitulado NASA Clean Air Study, determinou que esta
planta era capaz de remover eficazmente do ar ambiente formaldeído e xileno, duas
toxinas comuns em ambiente doméstico.
Aquele estudo demonstrou que estas plantas também reduziam a poluição do ar
interior na forma de formaldeído, e que aproximadamente 70 plantas seriam capazes de
neutralizar o formaldeído libertado pelos materiais que em média são encontrados numa
casa padrão com elevada eficiência energética e com 167 m2 de área, assumindo que
cada planta ocuparia um vaso de 3,8 litros.

Aloé arborescens
Taxonomia
 Reino: Plantae
 Divisão: Magnoliophyta
 Classe: Liliopsida
 Ordem: Asparagales
 Família: Xanthorrhoeaceae
 Género: Aloe
 Espécie: Aloe arborescens
 Nome vulgar: Aloe de natal/ Chandala
Aloe arborescens Mill.

Descrição
Aloe arborescens é um grande suculento de várias cabeças, seu nome específico que
indica que às vezes atinge o tamanho de árvore. Altura típica para esta espécie 2-3
metros de altura. Suas folhas são suculentas e verdes com uma ligeira tonalidade azul.
Suas folhas estão armadas com pequenas espinhas ao longo de suas bordas e estão
dispostas em rosetas situadas no final dos ramos. As flores são organizadas em um tipo
de inflorescência chamada racemo. Os racemos não são ramificados, mas dois a vários
podem brotar de cada roseta. As flores são de forma cilíndrica e apresentam uma cor
vermelha / laranja vibrante.

[8]
Distribuição
Aloe arborescens é endêmico da parte sudeste de África do Sul. Especificamente, esta
gama inclui os países de África do Sul, Malaui, Moçambique e Zimbabue. Tem a terceira
maior distribuição entre o gênero de Aloe. Embora Aloe arborescens se tenha adaptado
a muitos habitats diferentes, seu habitat natural geralmente consiste em áreas
montanhosas, incluindo afloramentos rochosos e cumes expostos. Seu habitat pode
variar e é uma das poucas espécies de Aloe que se encontra crescendo do nível do mar
até o topo das montanhas.

Habitat típico da Aloe arborescens


É uma espécie muito cultivada, sobretudo em jardins ou bermas de estrada, devido ao
tamanho que atinge e ao diâmetro da sua rosácea simples (1,5 metros) que o leva a ser
difícil de ter em vasos ou dentro de casa. No entanto, como todos os Aloés, sabe-se
adaptar ao tipo de terreno e à luz e água disponíveis.

Importância
A Aloe arborescens é uma planta medicinal com propriedades anti-inflamatórias,
antioxidantes e cicatrizantes; Seu consumo pode ajudar a fortalecer o sistema
imunológico; Pode ser utilizada no tratamento de doenças como diabetes, câncer, artrite
e problemas digestivos; Seu gel é rico em vitaminas, minerais e aminoácidos essenciais
para a saúde; Pode ser consumida em forma de suco, chá ou cápsulas; Seu uso tópico
pode ajudar a tratar queimaduras, feridas e problemas de pele; É uma planta fácil de
cultivar e pode ser encontrada em diversas regiões do mundo.

Polypodium vulgare

Taxonomia
 Reino: Plantae
 Divisão: Pteridophyta
 Classe: Pteridopsida
 Ordem: Polipodiales
 Família: Polypodiaceae
 Genero: Polipodyum
 Espécie: Polypodium vulgare
 Nome vulgar: feto/polipodio

CARACTERÍSTICAS GERAIS
[9]
 Apresentam folhas recortadas que lembram penas ou asas.
 A maioria habita em regiões tropicais, mas algumas vivem em regiõs temperadas
e mesmo semidesérticas.
 Apresentam estruturas verdadeiras como:
 Raíz- q tem a função de fixar a planta e absorver água e sais minerais do solo ;
 Caule do tipo rizoma- que transporta substancias da raíz para as folhas e vice-
versa;
 Folhas subdivididas em folíolos e foliolulos em alguns casos- são os orgãos
onde ocorrem a fotossíntese, processo em que se produz moléculas orgânicas.
Possuem vasos condutores:
 Vasos xilemáticos- que conduzem água e sais minerais da raíz até as folhas
 Vasos floemáticos- que conduzem açúcares e outras substâncias orgânicas das
folhas até as raízes.

IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
Apresentam grande parte da economia, sendo poucas espécies usadas na medicina e
culinária.

Medicina- usam-se para tratamentos gastrointestinais, dores intestinais, cicatrizantes,


antissépticas e anti-inflamatórias. Fazem parte da composição química de um xarope
indicado para o tratamento de doenças do aparelho respiratório. Outras são usadas
como antirreumáticas, como a Maxon Samambaia.

Culinária- o broto do polipodio é utilizado como alimento na forma de refogados, chá e


saladas, em algumas regiões figura-se como prato típico.

Ornamentação- servem para embelezar vasos e jardins.


Os fetos, grandes samambaias arborescentes, possuem “troncos” de onde se obtém o
xaxim. Algumas espécies são usadas por pesquisadores como modelos para o ensino
de genética e para pesquisas na área.

IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA
Desempenham um papel muito importante na manutenção da umidade no interior da
floresta, absorvendo água pelas raízes e distribuindo-a gradualmente ao solo e ar.
Os polipodios arbóreos são utilizadas como suporte para o desenvolvimento de espécies
de epífitas e briófitas.

[10]
Dieffenbachia oerstedii Schott
Taxonomia
 Reino: Plantae
 Divisão: Magnoliophyta
 Classe: Liliopsida
 Ordem: Alismatales
 Família: Araceae
 Género: Dieffenbachia
 Espécie: Dieffenbachia oerstedii Schott
 Nome vulgar: Comigo-ninguém-pode
Dieffenbachia seguine (Jacq.) Schott.

Descrição
Dieffenbachia seguine (Jacq.) Schott, conhecida pelos nomes comuns de comigo-
ninguém-pode e aningapara, é uma planta da família Araceae muito apreciada como
ornamental de interiores, dada a sua tolerância à baixa luminosidade ambiental e baixa
umidade relativa do ar. Produz grandes folhas variegadas, com vários tons de verde e
amarelo, lustrosas e duradouras, o que a torna muito interessante em decoração de
interiores. Em algumas regiões do mundo, a sua popularidade como planta doméstica é
acrescida devido à fama que a planta leva de "espantar o mau-olhado e maus espíritos".
O gênero Dieffenbachia é um dos mais populares e tóxicos da família Araceae. Os nomes
populares do gênero tóxico (Dumb acne- cana do mudo – inglês, comigo-ninguém-pode
português) denunciam os riscos do contato com espécies deste gênero.
Importância
Embora as Dieffenbachia possuam propriedades tóxicas e irritantes, estão descritas
algumas aplicações e usos populares para as plantas deste gênero. As folhas e o suco
de espécies de Dieffenbachia foram utilizados externamente no tratamento de pruridos,
inflamações, gota, impotência sexual, frigidez e hanseníase. Habitantes masculinos de
uma ilha do Caribe mastigavam a D. seguine para se tornarem estéreis durante o
intervalo de 24 e 48 horas. Os índios do Alto Amazonas utilizavam extratos de folha e
caule de D. seguine em combinação com o curare como veneno em flechas. Na Jamaica,
os escravos eram obrigados a mastigar pedaços de caule de espécies deste gênero
como forma de punição.
Atualmente, as espécies de Dieffenbachia são frequentemente cultivadas como plantas
ornamentais, principalmente na decoração de ambientes internos devido a

[11]
adaptabilidade à baixa luminosidade, sendo facilmente encontradas em residências e
locais públicos. Esta característica tem aumentado o número de intoxicações em
pessoas e animais, tornando assim, importante o conhecimento sobre o mecanismo
tóxico dessas plantas.

Caladium bicolor

Taxonomia
 Reino: Plantae
 Divisão: Magnoliophyta
 Classe: Liliopsida
 Ordem: Alismatales
 Família: Araceae
 Género: Caladium
 Espécie: Caladium bicolor
 Nome vulgar: Tinhorão
Caladium bicolor Linnaeus

Descrição
O Tinhorão (Caladium bicolor) é uma planta bulbosa muito apreciada devido à sua
folhagem ornamental. Ela apresenta folhas grandes, rajadas ou pintalgadas, com duas
ou mais cores e tonalidades de branco, verde, rosa ou vermelho. As inflorescências
têm importância ornamental secundária e são muito parecidas com as do lírio-da-paz
(Spathiphyllum wallisi), sendo brancas ou esverdeadas e podem ser pintalgadas como
as folhas. A floração ocorre no verão. Também é conhecida pelos nomes de caládio,
tajá, taiá e coração-de-jesus.
Há mais de 1000 variedades de tinhorão atualmente, algumas são mais indicadas para
o jardim e outras devem ser cultivadas em ambientes internos. Prestam-se para a
formação de maciços e bordaduras, além de vasos e jardineiras. Durante o inverno o
tinhorão entra em repouso e aparenta estar morto, mas emite novas brotações na
primavera. Neste período as adubações devem ser suspensas e podemos remover os
bulbos e guardá-los em local seco, sombreado e fresco.
O tinhorão também é considerado uma planta muito tóxica, devido a presença de cristais
de oxalato de cálcio e saponinas em suas folhas. O contato com destas substâncias com
os olhos, mucosas e pele pode provocar intensa ardência, inflamação e vermelhidão. A

[12]
ingestão pode provocar edema de glote e consequente asfixia e morte. Deve estar longe
do alcance de crianças e animais domésticos.
Devem ser cultivados sob luminosidade difusa e fraca, pleno sol ou meia-sombra, de
acordo com a variedade. Em solo fértil, leve e enriquecido com matéria orgânica, com
regas regulares. O tinhorão aprecia a umidade, mas não tolera o encharcamento.
Multiplica-se por separação dos bulbos quando a planta entra em repouso.

Syngonium podophyllum

Taxonomia
 Reino: Plantae
 Divisão: Angiospermae
 Classe: Monocotiledôneas
 Ordem: Alismatales
 Família: Araceae
 Gênero: Syngonium
 Espécie: Syngonium podophyllum
 Nome(s) vulgar(es): Planta da ponta da
seta/Pé de galinha
Sinonímia
 Syngonium podophyllumvar. típicoEngl.
 Syngonium peliocladum Schott

Singônio é uma planta muito resistente, apresenta um crescimento rápido e vigoroso,


pega facilmente de galho, quase nunca apresenta doenças e exige pouquíssima
manutenção. É uma planta muito comum em praças públicas e pode nascer
espontaneamente em qualquer cantinho que tenha sombra, por isso, ele acaba não
sendo muito valorizado e utilizado no paisagismo. Para piorar ainda mais a sua
reputação, ele ainda produz uma seiva leitosa que é tóxica caso seja ingerida. O singônio
foi classificado como uma das 50 melhores plantas de interior para limpar o ar.
Propagação
Multiplica-se com facilidade por estacas.

[13]
Conclusão
O Reino Vegetal ou Reino Plantae, é caracterizado por agrupar os organismos
autótrofos (produzem seu próprio alimento) e clorofilados, que por meio da luz solar,
realizam o processo da fotossíntese e, por esse motivo, são chamados de seres
fotossintetizantes.
O estudo sobre essa temática foi bastante proveitoso, na medida em que nos permitiu
conciliar a teoria e a prática e por nos ter despertado a amor à conservação da
biodiversidade, pois, mediante a realização da nossa pesquisa, constatamos que as
plantas formam a base da cadeia alimentar, uma vez que são organismos produtores de
matéria orgânica e alimentam os seres heterótrofos, ou seja, representam o grupo
responsável pela nutrição de diversos organismos consumidores, implicando que sem
sua existência, a vida na terra seria impossível.

[14]
Referências
Capitango, A. G. (2016). Manual da Cadeira de Botanica Geral. Huambo: ISCED-
Huambo.
Fernando José Cebola Lidon, Hélio Parreira Gomes António Campos da Silva Abrantes.
(2005). Plantas de Portugal. Lisboa: Escolar Editora.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aloe_arborescens. (s.d.).
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