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Avaliação das Funções Executivas

Este documento discute a avaliação das funções executivas, mencionando diversos modelos teóricos e componentes principais. Aborda a importância de entrevistas, escalas e observações além dos testes neuropsicológicos, e descreve alguns testes comumente utilizados, como o Teste dos Cinco Dígitos, Figuras Complexas de Rey e Wisconsin.
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Avaliação das Funções Executivas

Este documento discute a avaliação das funções executivas, mencionando diversos modelos teóricos e componentes principais. Aborda a importância de entrevistas, escalas e observações além dos testes neuropsicológicos, e descreve alguns testes comumente utilizados, como o Teste dos Cinco Dígitos, Figuras Complexas de Rey e Wisconsin.
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AVALIAÇÃO

NEUROPSICOLÓGICA
FUNÇÕES EXECUTIVAS
Profa.Esp. Tatiana Costa Athayde
AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES
EXECUTIVAS (FES)

Sabemos que existem diversos modelos teóricos que tratam das


Funções Executivas. Logo, existem variadas definições e hipóteses
relacionadas a essas habilidades, assim como distintas formas de
avaliação.
Diferentes autores concordam ao mesmo tempo com a unicidade
e a diversidade das FE, proposta por Miyake et al. (2000).
Dessa maneira, a memória de trabalho, a inibição ou controle
inibitório e a flexibilidade cognitiva são considerados os três
componentes principais ou funções executivas básicas (Miyake et
al., 2000).
AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES
EXECUTIVAS (FES)
• Ao avaliar Funções Executivas não devemos pensar apenas nos testes,
uma vez que estes analisam a parte mais objetiva das funções.
• Assim, para traçar o perfil cognitivo, diagnóstico,
prognóstico e intervenções, é importante lembrar que todas
as etapas são essenciais, inclusive no uso de entrevistas,
escalas e observações .
AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES
EXECUTIVAS (FES)
• Anamnese
• Entrevistas
• Exames de neuroimagem, exames anteriores aos testes
• Passos preparatórios para testagem
• Testes e escalas
• Observações comportamentais
• Ambiente de testagem
• Estabelecimento de Rapport
AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES
EXECUTIVAS

• A entrevista clínica consiste em um recurso para a avaliação indireta das


Fes
• Alguns fatores que podem contribuir para o sucesso da entrevista:
o Conhecimento sobre os diferentes processos cognitivos envolvidos
nas FEs.
o O examinador deve partir de um modelo previamente selecionado e
formular questões sobre os diferentes domínios das FEs.
AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES
EXECUTIVAS
• Conhecimento sobre o desenvolvimento das FEs no ciclo vital e o que é
esperado em relação ao desempenho para cada faixa etária.

• Escolher informantes que forneçam dados de natureza longitudinal.


Este é um recurso importante para caracterizar a evolução dos
sintomas.
AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES
EXECUTIVAS
• Conhecimento sobre a relação entre os sintomas disexecutivos e os
circuitos frontoestriatais. Algumas questões que podem ser investigadas
em relação:
o Aos circuitos dorsolateral: “Como o paciente planeja suas
atividades?” ; “O paciente apresenta comportamentos repetitivos?”;
“As tarefas iniciadas costumam ser concluídas?”.
o Circuito orbitofrontal: “O paciente está desinibido/franco?”; “O
comportamento do paciente está muito inapropriado?”.
o Cíngulo anterior: “Como o paciente comporta-se quando toma
iniciativa para uma tarefa?”
AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES
EXECUTIVAS
• Testes padronizados:
o FDT
o BDEFS
o Wisconsin
o Figura Complexa de Rey
o Subtestes WAIS e WISC
TESTE DE ATENÇÃO
CONCENTRADA AC
Autor: André Rey
Padronização Brasileira: Margareth da Silva Oliveira e
Maisa dos Santos Rigoni
Objetivo: Avaliar a atividade perceptiva e a memória
visual, nas fases de cópia e reprodução de memória.
Verificar o modo como o sujeito apreende os dados
perceptivos que lhe são apresentados e o que foi
conservado espontaneamente pela memória.

População: 4 a 88 anos.
Pearson, 2010
• Idealizadas por André Rey em 1942
• Objetivo inicial: auxiliar no diagnóstico diferencial entre debilidade
mental constitucional e déficit adquirido em decorrência de
Traumatismo craniocerebral
• Tarefa: copiar e reproduzir de memória um traçado geométrico
complexo
• Figura reunia as seguintes propriedades:
o Ausência de significado evidente
o Realização gráfica fácil
o Estrutura do conjunto suficientemente complicada (demanda
percepção analítica e organização)
• P. A. Osterrieth (1945)
• Desenvolveu trabalho de estudo genético da prova
• Objetivo: avaliar percepção visual e memória imediata
• Figura A – a partir de 5 anos
• Figura B – 4 a 7 anos

• Consiste na cópia de uma figura e na lembrança imediata desta, após 3


minutos no máximo
• No Brasil foi publicada uma versão em 1999
o Indivíduos entre 4 e 15 anos e adultos
o Somente figura A
o Tradução do original francês
• Ampliação do manual em 2007 conforme normas CFP
o Inserido bases teóricas que sustentam o instrumento
o Evidências de validação da figura A e B
APLICAÇÃO

• Figura é apresentada horizontalmente


• Ao sujeito é apresentado uma folha em branco e ficam à disposição 5
ou 6 lápis de cores diferentes
• Caso o sujeito modifique a posição do modelo, ela deve ser ajustada na
posição original

“Eis aqui um desenho, você irá copiá-lo nesta folha; não é necessário
fazer uma cópia exata, no entanto é preciso prestar atenção às
proporções e, sobretudo, não esquecer nada. Não é necessário ter
pressa. Comece com este lápis”
• O aplicador é quem vai trocando os lápis de cor quando achar que deve
fazer a troca
• A troca é feita de acordo com o planejamento do sujeito durante a sua
construção, sem interromper este planejamento. Modificamos o lápis
quando verificamos que acabou determinado perímetro e que ele está
buscando novo planejamento.
• Anotar a sequência das cores utilizadas
• Acionar cronômetro assim que iniciar o desenho
• Esperado em indivíduos normais:
o Início pela armação central seguido de detalhes internos e externos
• Deficientes mentais ou crianças pequenas:
o Início por um detalhe seguido dos elementos próximos, resultando
em cópias defeituosas, desproporcionais e com deformações
• Trocas de lápis:
• Se o paciente começar a cópia pelo grande retângulo e prosseguir com
as diagonais, podemos deixá-lo com o mesmo lápis, até passar para os
detalhes.
• Trocas de lápis:
• Trocas de lápis:
• Se começar o traçado pelo contorno geral da figura, só lhe daremos
outro lápis quando terminar o perímetro.
• Trocas de lápis:
• Trocas de lápis:
• Se começar por um detalhe, a mudança de lápis tem que ser feita
quando for passar para outro detalhe.
• Trocas de lápis:
• Memória – após 3 minutos (preenchidos com uma conversa ou teste
verbal):

“Você se lembra que há pouco tempo atrás eu pedi para você


copiar uma figura. Eu gostaria que você a desenhasse novamente.”

• Deixar à disposição os lápis coloridos e um lápis preto, sendo o sujeito


livre para desenhar com o lápis que quiser

• Não há limite de tempo


• Tipos de cópia
I. Construção a partir da armação
II. Detalhes incluídos na armação
III. Contorno geral
IV. Justaposição de detalhes
V. Detalhes sobre fundo confuso
VI. Redução a um esquema familiar
VII. Garatuja
INTERPRETAÇÃO

• Qualitativa
o Observar o planejamento, a habilidade visuoconstrutiva,
orientação visuoespacial
• Quantitativa
o Conferir tabelas normativas
FIGURAS COMPLEXAS DE REY B

• Amostra:
• 310 crianças
• Porto Alegre e grande Porto Alegre
• 4 a 7 anos
APLICAÇÃO

• Figura é apresentada horizontalmente, com o quadrado de baixo à


direita
• Ao sujeito é apresentado uma folha em branco e solicita-se que copie a
figura, o melhor que conseguir
• Acionar cronômetro quando iniciar o desenho
• Após tempo máximo de 3 minutos, solicitar à criança que reproduza de
memória a figura anteriormente copiada
• Não há limite de tempo
• Corrigir cópia e memória separadamente, seguindo os critérios:
a) Elementos presentes
b) Posição dos elementos secundários
c) Tamanho proporcional dos 4 elementos principais
d) Sobreposições exatas entre os 4 elementos principais
a) Elementos presentes
• Principais (círculo, quadrado, triângulo e retângulo)
• Secundários (2 pontos do círculo, cruz, semicírculo do retângulo,
linhas dentro do arco, diagonal dentro do quadrado, ponto do
quadrado e sinal de =)
• 1 ponto para cada elemento presente
• 0,5 se: reconhecível ou cruz como superfície ou 2 pontos traçados
em forma de círculo
• Total: 11 pontos
b) Posição dos elementos secundários
• 1 ponto para: 2 pontos do círculo se bem localizado, cruz à esquerda
do triângulo, arco no meio da base do retângulo, numero de traços
verticais do arco exatos, sinal de = bem localizado, diagonal situada
corretamente, ponto do quadrado bem localizado, ponto do
quadrado maior que os 2 pontos do círculo
• 0,5 se: 2 pontos do círculo mal localizado, arco dentro do retângulo
sem ser no meio, sinal de = cortando um dos lados do pequeno
quadrado
• Total: 8 pontos
c) Tamanho proporcional dos 4 elementos principais
• 1 ponto para: círculo e triângulo iguais, círculo, triângulo e retângulo
iguais, altura do quadrado e do retângulo iguais, 4 formas
geométricas iguais
• 0,5 se: triângulo ou círculo ausentes, mas proporcionalidade entre os
elementos presentes
• Total: 4 pontos
d) Sobreposições exatas entre os 4 elementos principais
• 2 ponto para: sobreposição do círculo e triângulo, sobreposição do
triângulo e retângulo, sobreposição do círculo retângulo,
sobreposição do quadrado e retângulo
• 1 ponto se: simples justaposição ou sobreposição exagerada
• Total: 8 pontos

• Total máximo de pontos: 31 pontos


FIVE DIGIT TEST (TESTE DOS
CINCO DÍGITOS) FDT
Autor: Manuel Sedó
Padronização Brasileira: Jonas Jardim de Paula e Leandro
F. Malloy-Diniz
Objetivo: Avaliar a velocidade de processamento
cognitivo, a capacidade de focar e reorientar a atenção e
a capacidade de lidar com interferências.

População: 6 a 92 anos.
Hogrefe, 2015
R$240,00 (Kit)
FDT

• Foi desenvolvido pelo neuropsicólogo Manuel Sedó para


avaliação das funções executivas nucelares: controle inibitório e
flexibilidade cognitiva.
• O teste permite ainda comparação entre processos cognitivos
controlados e processos cognitivos automáticos (relacionados à emissão
rápida de respostas bem consolidadas como a leitura e a contagem –
processos atencionais simples).
FDT

• Vantagens:
○ É um teste rápido e simples;

○ Envolve estímulos pouco sensíveis às diferenças sociais;

○ Não envolve motricidade fina.

• Usado em diferentes países e muito útil para o contexto clínico.


FDT

• É um teste multilíngue de funções cognitivas que se baseia em


conhecimentos linguísticos mínimos:
○ A leitura dos dígitos de 1 a 5;

○ a contagem da quantidade de 1 a 5;

○ produção de séries de 50 palavras formadas pelas quantidades

recorrentes “um”, “dois”, “três”, “quatro” e “cinco”, recombinadas de


maneiras diferentes.
FDT

• Estrutura do teste:
FDT

• Aplicação: Individual.
• Tempo de Aplicação : 5 a 10 minutos.
• Público alvo: Crianças ( a partir de 6 anos), adolescentes, adultos e
idosos.
• Objetivo: medir a velocidade de processamento, a atenção e as funções
executivas (controle inibitório e flexibilidade cognitiva).
FDT

• Materiais para aplicação:


○ Manual do teste;

○ Folheto de estímulos, com os elementos da prova, para o indivíduo;

○ Folha de resposta para o examinador;

○ Um cronômetro;

○ Um lápis ou caneta.
FDT

• Instruções para a aplicação:


○ Antes de começar a aplicação instruir o indivíduo a responder o teste

da melhor maneira possível.


○ Convém informá-lo que o teste é composto de várias partes e que

alguma pode parecer mais complicada do que outras, enfatizando


que isso é normal e acontece com todas as pessoas.
○ Enfatizar que os exercícios devem ser feitos o mais rápido possível e
procurando não cometer erros.
FDT

• Instruções para a aplicação:


○ Evitar qualquer interrupção durante a aplicação, uma vez que tal
interrupção pode invalidá-la.
○ Se a aplicação for feita em outra língua (língua materna do indivíduo)

o aplicador deve providenciar as instruções na língua a ser aplicada.


○ Realizar a aplicação de preferência em uma única sessão
FDT

• Instruções para a aplicação - Leitura:


○ Abra o folheto na primeira folha (marcada no verso Parte 1
Treinamento) e fale apontando para a primeira linha:
“Quero que você leia o número de cada quadro: um, dois...”
○ Espere até que o indivíduo continue. Caso necessário, você mesmo
continua (três, quatro, cinco).
○ Apontando para a segundo linha:
“Pode continuar.”
FDT

• Instruções para a aplicação - Leitura:


○ Certifique-se que o individuo compreendeu a tarefa e passe para a
segunda folha de aplicação. Diga:
“Muito bem, agora comece aqui de cima e responda o mais depressa
possível.”
○ Nesse momento deve-se começar a cronometrar o tempo.
FDT

• Instruções para a aplicação - Contagem:


○ Abra o folheto na terceira folha (marcada no verso da Parte 2
Treinamento) e fale apontando para a primeira linha:
“Quero que você conte quantos asteriscos existem dentro de cada
quadro: um, dois...”
○ Espere até que o indivíduo continue. Caso necessário, você mesmo
continua (três, quatro, cinco).
○ Apontando para a segundo linha:
“Pode continuar.”
FDT

• Instruções para a aplicação - Contagem:


○ Certifique-se que o individuo compreendeu a tarefa e passe para a
quarta folha de aplicação. Diga:
“Muito bem, agora comece aqui de cima e responda o mais depressa
possível.”
○ Nesse momento deve-se começar a cronometrar o tempo.
FDT

• Instruções para a aplicação - Escolha:


○ Abra o folheto na terceira folha (marcada no verso da Parte 3
Treinamento) e fale apontando para a primeira linha:
“Agora quero que você conte quantos números existem em cada
quadro. Lembre-se que você dever contar os números em vez de ler:
um, dois, três...”
○ Espere até que o indivíduo continue. Caso necessário, você mesmo
continua ( três, quatro, cinco).
○ Apontando para a segundo linha:
“Pode continuar.”
FDT

• Instruções para a aplicação - Escolha:


○ Certifique-se que o individuo compreendeu a tarefa e passe para a
sexta página de aplicação. Diga:
“Muito bem, agora comece daqui de cima e responda o mais
depressa possível.”
○ Nesse momento deve-se começar a cronometrar o tempo.
FDT

• Instruções para a aplicação - Alternância:


○ Abra o folheto na terceira folha (marcada no verso Parte 4
Treinamento) e fale apontando para a primeira linha:
“Agora você deve contar os números como já fez antes, mas quando
chegar no quadro com a borda mais grossa (aponte) você vai ter que
mudar a regra e começar a ler o número: um, dois, três...”
○ Espere até que o indivíduo continue. Caso necessário, você mesmo
continua (três, quatro, cinco).
○ Apontando para a segundo linha:
“Pode continuar.”
FDT

• Instruções para a aplicação - Alternância:


○ Certifique-se que o individuo compreendeu a tarefa e passe para a
aplicação. Diga:
“Muito bem, agora comece daqui de cima e responda o mais
depressa que puder.”
○ Nesse momento deve-se começar a cronometrar o tempo.
FDT

• Instruções para a aplicação - Todas as etapas:


○ Quando o examinando der uma resposta incorreta, circule ou
assinale o item na folha de resposta.
○ Se o indivíduo comete um erro, mas o corrige, ele não deve ser
computado como erro.
○ Na parte direita – primeira linha: anotar o tempo em segundos até
esse momento (metade do teste)
○ Continuar sem parar o cronômetro
○ Na parte direita – segunda linha: anotar o tempo total utilizado (em
segundos).
WCST
TESTE WISCONSIN DE CLASSIFICAÇÃO
DE CARTAS
Autor: Robert K. Heato et al.
Padronização Brasileira: Clarissa Trentini, Irani Argimon,
Margareth Oliveira, Maisa Rigor, José Filho, Bruna
Mônego e Larissa Barbosa
Objetivo: Estimar a habilidade de monitorar, regular e
inibir comportamentos automatizados e perseverantes, e
de flexibilizar o pensamento para planejar estratégias
para solução de problemas, com base nas mudanças do
ambiente
População: 6 ½ a 89 anos.
Hogrefe, 2019
• Originalmente desenvolvido para avaliar a capacidade de raciocínio
abstrato e a capacidade de modificar as estratégias cognitivas em
resposta a contingências ambientais mutáveis. (Berg, 1948)
• Pode ser considerado uma medida de “funções executivas”, requerendo
a capacidade para desenvolver e manter a estratégia apropriada de
solução de problema por meio de condições de estímulo mutáveis a fim
de atingir uma meta futura (Luria 1972).
• Requer:
o planejamento estratégico;

o exploração organizada;

o utilização do feedback ambiental para mudar contextos cognitivos,


direcionando o comportamento para alcançar um objetivo;
o modulação da resposta impulsiva.

o Permite ainda avaliar flexibilidade cognitiva e tomada de decisão.


• Materiais:
o Manual do WCST

o quatro cartas- estímulos

o dois baralhos idênticos de 64 cartas-respostas

o Protocolo de registro.
• Aplicação:
• Sempre individual
• Posicionar o paciente de frente para o aplicador
• Não permitir que o paciente veja o protocolo de registro
o Posicionar as cartas- estímulos em frente ao paciente (da esquerda
para a direita- sendo a primeira o triângulo vermelho). Lembre-se de
deixar bastante espaço entre as cartas e a borda da mesa.
CARTAS- ESTÍMULOS
“Este é um teste um pouco diferente , porque eu não posso lhe dizer
muito a respeito do que fazer. Você vai ser solicitado a associar cada uma
das cartas desse baralho ( apontar os baralhos de carta-resposta) com
uma dessas quatro cartas-chave ( apontar para cada uma das cartas
estímulos em sucessão, começando pelo triângulo). Você sempre deve
pegar a carta de cima do baralho e colocar abaixo da carta-chave com a
qual você acha que ela combine. Eu não posso dizer como associar as
cartas, mas lhe direi, cada vez, se você está certo ou errado. Se você
estiver errado , deixe simplesmente a carta onde a colocou e tente
posicionar a próxima carta corretamente. Não há limite de tempo neste
teste. Está pronto? Vamos começar.”
• Aplicação:
o Entregar ao paciente o primeiro baralho de cartas- respostas, com as
figuras para cima e os números no lado oposto das cartas
o Mesmo diante de vários questionamentos do paciente em hipótese
nenhuma pode-se violar o teste dando qualquer indicação dos
princípios de classificação (categorias). A repetição da instrução
pode ajudar vários indivíduos.
• O paciente deve combinar as cartas através de princípios pré-
estabelecidos:

C F N C F N

• A cada 10 acertos consecutivos , o princípio muda (mas não é dito ao


paciente).
• Registro de resposta
o É feito pelo examinador no protocolo de registros.

o O mesmo nunca deve ser visto pelo paciente.

o O examinador deve marcar todas as possibilidades de combinação


feitas a partir de cada carta-respostas colocada.
o Numerar consecutivamente as respostas corretas em sequência até
dez.
o Passar um traço horizontal abaixo do último item quando atingir um
critério.
Caso a
combinação seja
essa imagina-se
que o paciente
combinou por
cor, então
marca-se:
CFNO
Caso a
combinação seja
essa imagina-se
que o paciente
combinou por
forma, então
marca-se:
CFNO
Caso a
combinação seja
essa imagina-se
que o paciente
combinou por
número, então
marca-se:
CFNO
Caso a combinação
seja essa imagina-se
que o paciente
combinou de uma
maneira diferente
do princípio
estabelecido, então
marca-se:
CFNO
PODE EXISTIR
1 2
MAIS DE UMA
POSSIBILIDADE
DE
COMBINAÇÃO:
HIPÓTESE 1-
CFNO
Hipótese 1-
CFNO
• Escores e dimensões de escore:
o 3 dimensões:

- Correta / Incorreta

- Ambígua / Não-ambígua

- Perseverativa / Não-perseverativa
• Corretas e Incorretas:
o Serão corretas aquelas que se associam ao princípio de classificação
exigido no momento. As demais são incorretas
o Sugestão: fazer um círculo nos itens não numerados (incorretos)
• Ambígua e Não-Ambígua:
o Depende de quantos princípios de associação existem entre a carta-
respostas e a carta-estímulo.
o Resposta OUTRA é ambígua.
• Perseverativa e Não Perseverativa:
o Quando persiste em responder a uma característica do estímulo que
é incorreta, é considerada como combinando com o princípio
perseverante.
o Podem perseverar nas categorias Cor, Forma e Número.

o Não é possível perseverar na categoria OUTRA.


• Perseverativo e Não Perseverativo:
o Tipos de Princípio Perseverante:

1. Primeiro erro do teste não-ambíguo

(estabelece o princípio, mas não é


contabilizado como perseverativo)
• Perseverativo e Não Perseverativo:
o Tipos de Princípio Perseverante:

2. Primeira resposta não-ambígua depois de


completar uma categoria (10 respostas
consecutivas)
Regra
• Perseverativo e Não Perseverativo: “Sanduíche”
2. Primeira resposta não-ambígua depois de
completar uma categoria
* Resposta ambígua pode ser pontuada como
perseverativa se: a) combinar com o princípio
perseverante vigente; b)respostas não-ambíguas
(antes ou depois) forem perseverativas (regra do
sanduíche) ; c)todas as respostas do “recheio” combinem
com o princípio perseverante.
• Perseverativo e Não Perseverativo:
o Tipos de Princípio Perseverante:

3. Mudança no padrão perseverativo

(diante de 3 erros não ambíguos)


Conta-se a partir do segundo erro não-
ambíguo.
• Correção:
o Quantitativa: Erros perseverativos, categorias, etc

o Qualitativa: Integração com dados de outros testes, médicos,


psicossociais e com a história do indivíduo
• Pontuação:
o Corretas: respostas numeradas

o Erros perseverativos: circuladas com p

o Erros não-perseverativos: circuladas sem p

o Respostas perseverativas: todas as respostas com p

o Fracasso em manter o contexto: erro após 5 respostas corretas


consecutivas
o Categorias: 10 respostas corretas consecutivas

o Nível Conceitual de respostas: respostas corretas consecutivas que


ocorrem no curso de três ou mais.
• Correção:

Número de ensaios
administrados = Total
de cartas utilizadas
• Correção:

Número Total Correto =


Respostas numeradas
• Correção:

Número Total de Erros =


Respostas circuladas
(sem números)
• Correção:

Percentual de Erros =
Quantidade de erros /
n° de tentativas X 100
• Correção:

Respostas Perseverativas =
Todas as respostas com p
• Correção:

Percentual de respostas
Perseverativas = Quantidade de
erros / n° de tentativas X 100
• Correção:

Erros Perseverativos =
Respostas circuladas com p
• Correção:

Percentual de erros
Perseverativos = respostas
circuladas com p / n° de
tentativas X 100
• Correção:

Erros não Perseverativos =


Respostas circuladas sem p
• Correção:

Percentual de erros não


Perseverativos = respostas
circuladas sem p / n° de
tentativas X 100
• Correção:

Resposta de Nível Conceitual


= Respostas corretas em
curso de 3 ou mais
• Correção:

Percentual de Resposta de Nível


Conceitual = respostas nível
conceitual / n° de tentativas X
100
• Correção:

Número de Categorias
Completadas = Categorias que
fecharam com 10 sequências
corretas
• Correção:

Ensaios para Completar a


Primeira Categoria = Tentativas
até fechar a primeira categoria
• Correção:

Fracasso em Manter o Contexto =


5 ou mais respostas consecutivas
corretas seguidas por um erro
antes de completar a categoria
• Correção:

Aprendendo a Aprender = Só
poderá ser calculado se o
paciente completar no mínimo 3
categorias.
• Correção:

Quantidade de tentativas
para completar a 1° categoria
• Correção:

Quantidade de erros para


completar a 1° categoria
• Correção:

Porcentagem de erros = erros


/ n° de tentativas X 100
• Correção:

Fazer o mesmo para as outras


categorias
• Correção:

Escore da Diferença Percentual de


Erros = Diminuir a % de erros da
1ª categoria – a % de erros da 2ª
categoria, da 2ª com a 3ª e assim
por diante até a 6ª.
• Correção:

Diferença Média = Somar os


escores de diferença percentual
de erros, dividir essa soma pelo
número de escores que foram
somados
• Correção:

Conferir tabela de acordo com


idade para preencher Escore
Padrão, Escore T e Percentil
BDEFS
ESCALA DE AVALIAÇÃO DE
DISFUNÇÕES EXECUTIVAS DE BARKLEY

Autor: Russel A. Barkley


Padronização Brasileira: Victor P. Godoy; Paulo Mattos e
Leandro F. Malloy-Diniz
Objetivo: Avaliar déficit das Funções Executivas (FE) nas
atividades do cotidiano em adultos.

População: 18 a 70 anos.
Hogrefe, 2017
BDEF
S

• Forma de Aplicação:
o Individual ou coletiva.
• Material:
o Folha de resposta e caneta ou lápis
• Contexto de utilização:
o Clínica; pesquisa e na área organizacional.
• Tempo de aplicação:
o 15 a 20 minutos forma longa
o 5 minutos forma curta
BDEF
S

• É composta por duas versões:


o Forma longa (BDEFS-LF) – 89 itens
o Forma curta (BDEFS-SF) – 20 itens

• A forma longa fornece dados mais completos e pontuações de 5


subescalas (gerenciamento de tempo; organização/ resolução de
problemas; autocontrole; motivação e regulação emocional) além da
pontuação total.
BDEF
S

• Versão Brasileira apenas com Autorrelato ≠ da versão americana


que contém também Heterorrelato.

• A escuta referente a percepção de outras pessoas se faz necessária para


uma boa avaliação!
BDEF
S

• O BDEFS não se propõe a replicar ou substituir os testes


neuropsicológicos de FE.
• Ambas as medidas são necessárias e se complementam!
• A seleção de qual medida usar depende em grande parte da finalidade
da avaliação e do nível de FE que se deseja avaliar.
BDEF
S

• A folha de resposta da BDEFS (LF ou SF) deve ser entregue ao


paciente, juntamente com uma explicação clara da finalidade a qual o
teste se propõe.
• O paciente é convidado a preencher a avaliação.
• O examinador deve ter certeza que o paciente compreendeu as
instruções dadas.
BDEF
S

• Dar a oportunidade do paciente tirar dúvidas ou fazer perguntas


sobre a escala.

• Há a possibilidade da escala ser enviada ao paciente para ela ser


preenchida antes da sessão. Nesses casos deve-se ter uma carta de
apresentação , com as instruções da escala e um contato do avaliador
para que o paciente possa entrar em contato no caso de dúvidas.
BDEF
S

• O examinador deve rever a escala após o preenchimento feito


pelo paciente, para verificar se todas as questões foram respondidas.

• O fato de não preencher todos os itens invalidará as pontuações /


resultados dos testes.
• A escala BDEFS- LF permite o cálculo de 7 pontuações:
o Subescala Gerenciamento de Tempo;
o Subescala Organização/Resolução de Problemas;
o Subescala Autocontrole;
o Subescala Motivação;
o Subescala Regulação Emocional;
o Pontuação Total de FE ( soma das cinco pontuações de subescalas);
o Contagem de Sintomas de FE
• Para calcular a soma de cada subescala:
o Deve-se contar em cada coluna o numero de respostas assinaladas e
o valor atribuído a cada uma delas.
o Somar o valor encontrado em cada coluna.
o O mesmo procedimento deve ser feito para todas as escalas.
• Para calcular a pontuação total de FE:
o Somar o valor total encontrado em cada subescala.

• Para calcular a contagem de Sintomas de FE:


o Volte à escala e conte o número de itens que foram respondidos com
3 (frequentemente) ou 4 (muito frequentemente).
o Atribuir o valor de cada uma delas e somar.
• Identifique a tabela adequada para o seu paciente, considerando
idade e sexo.
• Olhar a pontuação bruta obtida pelo paciente em cada subescala e
converter em percentil (pontuação à esquerda da página).
• Ficar atento que cada coluna corresponde a uma subescala e a escala
total.
• Ficar atento que quanto maior o percentil, mais desviante é o
resultado em relação à amostra normativa (ou seja maior prejuízo das
FE na vida cotidiana).
• Percentil:
o 1 até 75 – Normal
o 76 ao 84 – significância clinica mínima
o 84 ao 92 – no limite ou quase deficientes
o 93 a 95 – levemente deficientes
o 96 ao 98- Prej. Moderado
o 99 – Prej. Grave
• Para converte a Contagem de Sintomas de FE em percentil:
o Localize a tabela única (não há diferenças por escolaridade)
o Veja a pontuação correspondente a do paciente na faixa etária
apropriada
• Percentil:
o 1 até 75 – Normal
o 76 ao 84 – significância clinica mínima
o 84 ao 92 – no limite ou quase deficientes
o 93 a 95 – levemente deficientes
o 96 ao 98- Prej. Moderado
o 99 – Prej. Grave
• Para calcular o Índice TDAH-FE:
o Esse índice é usado para verificar a probabilidade do paciente ter
TDAH adulto.
o Verificar os itens correspondentes a essa escala, que são:
1,6,14,16,24,49,50,55,60,65 e 69 (eles estão sombreados na folha de
respostas).
o Somar a pontuação atribuída a cada um desses itens.
o Uma pontuação de 20 ou mais pontos já é sugestivo de TDAH.
• A escala BDEFS- SF permite o cálculo de 2 pontuações:
o Pontuação Total de FE ( soma das cinco pontuações de subescalas);
o Contagem de Sintomas de FE.
• Soma o total de respostas atribuindo os valores correspondentes
aos itens 1-4 (relacionados a Gerenciamento de Tempo).
• Faça o mesmo processo para:
o Itens 5-8 : Organização
o Itens 9-12 : Autocontrole
o Itens 13-16: Motivação
o Itens 17-20 :Autorregulação da Emoção
• Após calcular essas pontuações some todas para obter a
pontuação Total de FE
• Para a contagem dos Sintomas de FE reveja as respostas da escala e
conte o número de itens com respostas 3 (frequentemente) e 4 (muito
frequentemente).
• Atribua os valores correspondente e some.
• Para converte os escores em percentil:
o Localize a tabela única (não há diferenças por escolaridade)
o Veja a pontuação correspondente a do paciente na faixa etária
apropriada
• Percentil:
o 1 até 75 – Normal
o 76 ao 84 – significância clinica mínima
o 84 ao 92 – no limite ou quase deficientes
o 93 a 95 – levemente deficientes
o 96 ao 98- Prej. Moderado
o 99 – Prej. Grave
STROOP COLOR TEST (VERSÃO
VICTORIA)

• Stroop Color Test (Versão Victoria)


o Relação com o componente comportamental da inibição.
o Caracteriza-se pela capacidade de resistir ao impulso da resposta
inicial ou da primeira resposta.
• Cartão 1: Inicialmente, verifique se o examinando é capaz de nomear as quatro
cores do cartão. Caso não consiga, o teste não pode ser aplicado. Caso identifique
corretamente as cores, iniciar a aplicação propriamente dita:

 “Nomeie as cores dos retângulos o mais rapidamente que você puder. Comece aqui (apontando
para o primeiro retângulo da esquerda do sujeito) e vá através das linhas da esquerda para
direita até o final do cartão”.
• Cartão 2
“Desta vez, nomeie as cores das palavras o mais rapidamente que
você puder. Comece aqui e vá através das linhas da esquerda para
direita até o final do cartão”.
• Cartão 3
“Novamente, nomeie as cores que estão impressas em cada palavra o
mais rapidamente que você puder”. Necessário esclarecer “Não leia a
palavra, diga-me a cor em que cada palavra foi impressa”.
• Correção: mensurada em tempo (segundos) e verificado na tabela
SUBTESTES DAS ESCALAS WECHSLER (WISC E
WAIS):

• Subtestes das Escalas Wechsler (WISC e WAIS):


o Dígitos (DG)
o Sequência de Números e Letras (SNL)
• DÍGITOS (DG)

• Dígitos (DG)
SEQUÊNCIA DE NÚMEROS E LETRAS
(SNL)
• Sequência de Números e Letras (SNL)
PROBLEMA COMPLEXO DE
MINESOTA

• Problema Complexo de Minesota:


o Atividade não padronizada e validada para a população brasileira.
o Sensível às dificuldades de FEs no contexto clínico.
o Teste com fator mais ecológico.
ATIVIDADES
COMPLEMENTARES

“Você tem um dia atarefado pela frente. Você tem uma consulta com o médico. Você também precisa
ir à loja de artigos para festas comprar decoração para uma festa, encher o tanque do carro com gasolina, ir
ao correio enviar um pacote, e ir ao banco pegar dinheiro o suficiente para pagar a consulta do médico.
(Ele cobra pela consulta) Você precisa encomendar e buscar um sorvete especial para o respectivo
aniversário, levar sua receita à farmácia, e encontrar um amigo para o almoço.
O correio, padaria, farmácia, e loja de artigos para festas, todos fecham às 17:00h e o banco fecha às
15:00h. Agora são 10:00h. Sua consulta com o médico é às 14:00h.
A que horas você deve sair de casa? Aonde você irá primeiro, em segundo, terceiro lugar, etc?”

Copyright © 1993 by Ruth Rustard, Margaret Jungkunz, Laurie Borowick, Terry DeGroot, Karen Freeberg, and Ann Wanttie. / All rights reserved.
This page may be reproduced
for administrative use only. / Catalog No. 4745
• Problema Complexo de Minesota:
o Critérios para pontuação:
3 pontos – Média:
- Indicar a hora que deve sair para realizar as atividades;
- Incluir as 8 paradas;
- Permitir uma quantidade de tempo razoável entre as tarefas
(entretanto não tem que sair exatamente às 10 hs);
- Abastecer o carro e ir ao banco antes das atividades;
- Encontrar o amigo para almoçar antes da consulta;
- Planejar chegar à consulta médica às 14:00 hs;
• Problema Complexo de Minesota:
o Critérios para pontuação:
3 pontos – Média:
- Ir ao banco antes da consulta médica;
- Ir à farmácia após a consulta médica;
- Prestar atenção ao horário que as lojas fecham;
- Pegar o sorvete por último.
• Problema Complexo de Minesota:
o Critérios para pontuação:
2 pontos – Dificuldade Leve:
- Sair antes do horário;
- Atividades numa sequência incorreta;
- Uma dica foi necessária.
• Problema Complexo de Minesota:
o Critérios para pontuação:
1 ponto – Dificuldade Moderada:
- Não indicar a hora de sair;
- Atividades numa sequência incorreta;
- Até duas dicas foram necessárias;
- No máximo uma tarefa não foi atendida.
• Problema Complexo de Minesota:
o Critérios para pontuação:
0 pontos – Dificuldade Grave:
- Incapaz de realizar todas as tarefas;
- Não incluir todas as tarefas;
- Mais de duas dicas.
• Labirinto de Minesota:
TORRE DE LONDRES

• Torre de Londres:
o Público: crianças de 11 a 14 anos.
o Aplicação: individual
• Torre de Londres:
o A Torre de Londres consiste em um bloco de madeira de
aproximadamente 25 cm por 9 cm de comprimento com 3 pinos
centralizados.
o Nos pinos são colocadas as 3 bolas, verde, azul e vermelha, do jogo.
o Cada pino possui alturas diferentes e, portanto, capacidades
diferentes para a alocação das bolas. No primeiro pino podem ser
colocadas as três bolas, já o segundo tem capacidade para duas
bolas enquanto o terceiro tem capacidade apenas para uma bola.
• Torre de Londres:
o Administração
o Posicione a Torre e as esferas sobre a mesa, em frente ao sujeito e
com a configuração ilustrada da posição inicial. Dê a seguinte
instrução:
o Nesta atividade você tem este tabuleiro com três pinos e três
bolinhas, uma vermelha, uma verde e outra azul, que estarão
sempre nesta posição.
• Torre de Londres:
o Administração: Posicione a Torre e as esferas sobre a mesa, em
frente ao sujeito e com a configuração ilustrada da posição inicial. Dê
a seguinte instrução:
“Nesta atividade você tem este tabuleiro com três pinos e três
bolinhas, uma vermelha, uma verde e outra azul, que estarão sempre
nesta posição”.
“O objetivo é movimentar as bolinhas para chegar à posição da figura
mostrada no papel. Mas existem três regras para você chegar ao
objetivo”.
“1- Na primeira haste só cabem três bolas, na segunda duas, e na
terceira, uma (mostrar)
2Quando você tira uma bola de uma haste e coloca em outra, isso é
chamado de movimento. Cada figura que eu mostrar terá um número
de movimentos que você poderá fazer.
3Você só poderá mexer uma bola de cada vez; então, se você tiver
que retirar a bola verde, antes você deve tirar a bola vermelha e
colocar em algum dos pinos (mostrar). Não vale tirar a bola e colocar
na mesa ou qualquer outro lugar que não seja no pino.”
“Então, você pode perceber que por causa dessas regras,
principalmente pelo número de movimentos que deverá cumprir, você
terá que planejar o que você vai fazer antes de começar a mexer com
as bolas, senão você erra.
No total eu mostrarei 12 figuras, uma de cada vez. Para cada uma
delas você terá três chances.
Vou contar o tempo que você usa para fazer cada uma delas, mas não
se preocupe em fazer rápido, pois não é o tempo que importa, mas
que você faça corretamente o problema.”
“Então vamos fazer um exemplo.
As bolinhas sempre ficarão nesta posição quando iniciar o problema
(mostrar ilustração). Veja essa figura de exemplo: as bolinhas deverão
ficar nesta posição com apenas dois movimentos. Tente fazer!
• Se o sujeito fizer corretamente, mostre a ele como seria fazer
incorretamente, com três movimentos.
• Se o sujeito fizer incorretamente, mostre o que ele errou e, depois que
ele desempenhar-se corretamente, mostre uma execução incorreta e
reforce a correta.
• O sujeito pode realizar cada um dos 12 problemas em três tentativas
que possuem escores diferentes para graduar o desempenho no teste:
o Três pontos → problemas resolvidos na 1ª tentativa.
o Dois pontos → problemas resolvidos na 2ª tentativa.
o Um ponto → problemas resolvidos na 3ª tentativa.
o Nenhum ponto é computado caso o sujeito falhe nas três tentativas
do teste.

Pontuação máxima: 36 pontos


FIVE POINTS

• Five Points:
o Teste de fluência de desenhos
• Five Points:
o Produzir o maior número possível de figuras unindo os pontos de
cada retângulo:
o 3 minutos
o Pontua-se o número de desenhos descontando os repetidos
o Ponto de corte = 15
• Five Points:
o Instruções:
o O examinador coloca uma folha de protocolo na frente do
paciente e explica que o objetivo do teste é produzir o maior
número de figuras ou desenhos diferentes quanto possível em
três minutos, ligando os pontos em cada retângulo.
o O paciente é também informado que só poderão usar linhas
retas, que todas as linhas devem ligar pontos (sem tirar o lápis do
papel) que as figuras não podem ser repetidas. Um aviso é dado
na primeira (e apenas na primeira) violação de cada uma dessas
regras. As regras não são repetidas em qualquer outro momento.
• Five Points:
o No início do ensaio, dois exemplos são elaborados pelo examinador.
o Sugere-se fazer o primeiro desenho da amostra usando todos os
cinco pontos e o segundo desenho usando apenas dois pontos para
demonstrar ao paciente que ele pode fazer desenhos simples ou
complexos usando alguns ou todos os pontos.
• Five Points:
o O paciente pode copiar os exemplos dados pelo examinador. A
maioria dos pacientes não usa mais do que duas folhas do teste.
o Quando um paciente esgota uma página, o examinador sem
problemas e rapidamente dá ao paciente uma nova página enquanto
reposiciona a primeira de modo que o sujeito possa vê-la facilmente.
• Five Points:
o Correção:
o Calcular z-score → Pontuação do paciente – pontuação esperada
Desvio padrão
BLOCOS DE CORSI

• Blocos de Corsi:
o O que o teste avalia?
o Memória de curto prazo visuoespacial
o Atenção
o Manipulação da informação
• Blocos de Corsi - Instrução:
o Ordem direta: “Eu vou tocar os blocos em uma sequência
determinada neste tabuleiro. Quando eu terminar, quero que você
toque na mesma ordem”.
o Depois disso, farei com outra sequência. As sequências vão ficando
mais difíceis. Por exemplo, se eu tocar os blocos nesta ordem (tocar
8 – 4), quando eu terminar, você deverá repetir (estimule a criança a
tocar os cubos na mesma ordem). Vamos tentar de novo. Se eu
tocar (7 – 4). Agora você repete.
o Caso o participante comece a tarefa antes de o examinador
terminar, deve dizer: Por favor, espere até que eu termine.
• Blocos de Corsi - Instrução:
o Ordem Inversa: “Agora eu vou tocar os blocos em uma sequência de
novo. Quando eu terminar, você deverá tocar os blocos, mas ao
contrário, de trás para frente”.
o Então, se eu tocar assim (toque 7 – 3), você deverá tocar ao
contrário (estimule a criança a tocar os blocos, ajude-a se tiver
dificuldade). Vamos tentar de novo. Eu vou tocar assim (3 – 8). E
você deve tocar de trás para frente. (Estimular e ajudar).
• Blocos de Corsi - Instrução:
o Critério de interrupção: Encerrar o teste se o indivíduo falhar em
duas sequências de mesma extensão
• Blocos de Corsi:
o Apontar sempre as duas sequências dos itens.
o Apontar com intervalo de 1” para cada bloco.
o Interromper após dois erros consecutivos.
• Blocos de Corsi:
ATENÇÃO E FUNÇÕES
EXECUTIVAS

• Funções que estão intimamente relacionadas.

• Estão alteradas em diferentes patologias e quadros: atrasos do


desenvolvimento; lesões encefálicas adquiridas; TDAH entre outros.

• A avaliação qualitativa pode ser um determinante para o


estabelecimento de alguns quadros.
• Escalas que podem auxiliar em algumas hipóteses diagnósticas:
o Inventário de Administração de Tempo (ADT);
o Escala de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (ETDAH-
AD);
o Escala de Prejuízos Funcionais (EPF-TDAH).
INVENTÁRIO DE
ADMINISTRAÇÃO DE
TEMPO ADT
Autor: Rosa R. Krausz
Objetivo: Levantar informações sobre a forma como as
pessoas usam seu tempo no trabalho, uma vez que saber
usar bem o tempo é indicador de competência pessoal e
profissional

População: Não discriminado


Casa do Psicólogo, 1994
ADT

• Instrumento que visa

• Saber usar bem o tempo, é indicador de competência pessoal


e profissional
• Muito usado por psicólogos na área de recursos humanos.
• Objetivo: levantar informações sobre a forma como as pessoas utilizam
o seu tempo no trabalho.
• Composto por 96 afirmações relacionadas a como os indivíduos utilizam
o seu tempo no ambiente de trabalho.
• As 96 afirmações abrangem dezesseis áreas relevantes do uso do
tempo.
ADT

• Aplicação: Individual ou em grupo

• Tempo médio de 15 a 25 minutos

• Materiais: folha de respostas, lápis ou caneta


ADT

• Instruções:
“Este inventário consiste em 96 afirmações. Se a afirmação descrever o
seu comportamento mais frequente, assinale com um X a letra S no
espaço correspondente, se não, assinale com um X a letra N. Antes de
assinalar suas respostas, leia cada afirmação cuidadosamente e responda
como as coisas se passam na realidade e não como você acha que
deveria se passar ou gostaria que se passassem.”
ADT

• Áreas abrangidas pelo ADT são:


A. Planejamento do tempo;
B. Administração por crise;
C. Organização pessoal e autodisciplina no trabalho;
D. Comunicação;
E. Tomada de decisões;
F. Diagnóstico de problemas;
G. Delegação;
H. Capacidade de dizer Não;
ADT

• Áreas abrangidas pelo ADT são:


I. Uso do telefone;
J. Delegação “para cima”;
K. Estabelecimento de prioridades;
L. Utilização de níveis de capacidade do uso do tempo;
M. Perfeccionismo;
N. Estabelecimento de objetivos pessoais;
O. Flexibilidade no trabalho;
P. Capacidade de concentração.
ADT

• Correção:
A – total geral de “sim” assinalados
Até 16: administra adequadamente o tempo
17 a 36: administra razoavelmente seu tempo
37 a 56: administra mediocremente o tempo
57 a 76: administra mal o tempo
77 a 96: não administra seu tempo
ADT

• Correção:
B – total por “letra”
0 a 1: bom, não apresenta problemas nessa área
2 a 3: regular, apresenta alguma dificuldade nessa área
4 a 6: esta área necessita de atenção, pois apresenta muita dificuldade
nela
ETDAH-AD
ESCALA DE TRANSTORNO DO DÉFICIT
DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE
Autor: Edyleine Bellini Peroni Benczik
Objetivo: Auxiliar no processo do diagnóstico do TDAH,
com a possibilidade de distinguir a apresentação do
transtorno , a intensidade e o nível de prejuízo existente
(leve, moderado e grave).
População: 12 a 87 anos
Vetor, 2013
• Baseada em literatura nacional e internacional

• Características neuropsicológicas e comportamentais observadas em


adolescentes e adultos com TDAH, nos critérios diagnósticos e na
experiência clínica da autora
• Esta escala é essencial para obter, capturar e compreender informações
objetivas, mas não é suficiente e exclusiva para se fazer um diagnóstico
de TDAH como um fim em si mesmo
• Amostra da comunidade sem TDAH
• 641 participantes
• Maioria sexo feminino (67,6%)
• Escolaridade: ensino médio (43,5), superior (40,7), fundamental (14,7) e
não informado (1,1)
• Aplicação: Individual ou coletiva
• Aproximadamente 15 minutos
• Material: folha de aplicação, caneta ou lápis
• Instruções:
“Abaixo estão alguns termos descritivos de comportamentos que você
poderá apresentar. Considere a ocorrência dos comportamentos no
momento atual e nos últimos seis meses. Leia cada item cuidadosamente
e procure não deixar nenhum em branco. Assinale com um X a opção que
mais se adequar à sua opinião, indicando também o grau em que o
comportamento ocorre.”
• Pontuações:
Nunca – 0
Muito Raramente – 1
Raramente – 2
Geralmente – 3
Frequentemente – 4
Muito Frequentemente – 5
• Correção:
o Permite uma análise quantitativa e qualitativa.
o Analise quantitativa: é feita pela contagem dos pontos atribuídos
para cada item. A pontuação bruta é obtida a partir da soma de
todos os valores assinalados em cada fator.
o Observação: No item de Autorregulação da Atenção, da Motivação e
da Ação os pontos devem ser atribuídos de maneira invertida, pois
todos esses itens estão expostos de forma negativa no TDAH.
0–1–2–3–4–5
5–4–3–2–1–0
• Correção:
o Análise qualitativa: ver o significado dos escores altos no manual de
aplicação.
• Desatenção (D):
o 23 itens

Habilidades atencionais, persistência de esforço, memória,


organização, autorregulação da motivação e ritmo no desempenho de
tarefas
• Desatenção (D):
o Altos escores: prejuízo em permanecer alerta para cumprir
exigências de uma situação e se engajar em uma tarefa, em realizar
atividades que exijam atenção e de persistir no esforço com a
motivação necessária. Dificuldade para antecipar e prever eventos
futuros, reter informações importantes para guiar ações posteriores,
esquece do objetivo de atividades e ações, baixo desempenho de
memória, pouca capacidade de organização e ritmo mais lento.
• Impulsividade (I):
o 23 itens

Déficit no sistema inibitório e baixa inibição


• Impulsividade (I):
o Altos escores: baixa capacidade de inibição do impulso, déficit do
autocontrole, déficit nas habilidades sociais, dificuldade nas
interações familiares, pessoais e de adaptação nos contextos sociais
e seguimento de normas e regras
• Aspectos Emocionais (AE):
o 4 itens

Manejo da frustração e do afeto


• Aspectos Emocionais (AE):
o Altos escores: dificuldades emocionais, relacionadas com humor
deprimido, sensação de fracasso, dificuldade de relacionamento
interpessoal com atitude de isolamento e inadaptação social, com
certa inflexibilidade diante mudanças
• Autorregulação da atenção, da motivação e da ação (AAMA):
o 12 itens (dispostos de forma negativa ao quadro de TDAH)

Atenção sustentada, atenção seletiva, organização e planejamento,


controle inibitório, relacionamento interpessoal e persistência da ação
e motivação na perseguição de objetivos
• Autorregulação da atenção, da motivação e da ação (AAMA):
o Altos escores: prejuízo na capacidade de regular o comportamento
no estabelecimento de objetivos, baixa capacidade na regulação de
motivação e na perseguição de objetivos com tendência a desistir na
presença de possíveis obstáculos
• Hiperatividade (H):
o 7 itens

Comportamento agitado, afobado e instável, qualidade do sono,


instabilidade comportamental em decorrência de distração, memória
prospectiva e variabilidade no ritmo de trabalho
• Hiperatividade (H):
o Altos escores: excesso de inquietação e agitação comportamental,
ritmo acelerado que pode comprometer a qualidade do trabalho,
distração, instabilidade comportamental (cair, tropeçar, ...), alteração
na qualidade do sono e da memória com esquecimentos de
compromissos e tarefas
EPF-TDAH
ESCALA DE PREJUÍZOS FUNCIONAIS
Autoras: Ana Paula A. de Oliveira e Elizabeth do
Nascimento
Objetivo: Avaliar preuízos funcionais de adultos com
suspeita ou diagnóstico de TDAH em 9 áreas da vida. São
elas: Acadêmica, profissional, social, afetivo-sexual,
doméstica, financeira, saúde, trânsito e risco legal, sendo
as três primeiras listadas como critério D no DSM-5.
População: 17 a 76 anos
Hogrefe, 2017
EPF-
TDAH

• Recurso auxiliar no diagnóstico, planejamento de intervenção e


acompanhamento do tratamento
• Amostra da comunidade sem TDAH
• 416 adultos (66,6% mulheres)
• Maioria de ensino superior (73,8%)
• MG (93%)
EPF-
TDAH • Materiais para a aplicação:
o Manual;
o Folha de Aplicação;
o Folha de Correção;
o Lápis ou caneta.

• Caracterização:
o 66 itens
o 9 áreas
o Escala de 0 a 5 pontos
o Opção “não se aplica”
EPF-
TDAH • Instrução para a aplicação:
o Entregar a folha de aplicação para o sujeito e pedir
para preencher os dados do cabeçalho (nome, idade,
escolaridade, sexo, profissão e data). Em seguida
dizer:
“Essa é uma escala para avaliar os prejuízos que adultos
com o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade
costumam vivenciar em várias áreas da vida. Grande parte
desses prejuízos demandam tempo para se estabelecer. Por
isso, você deve pensar em vários anos da sua vida para
responder. Não há respostas certas ou erradas. Agora, leia
as instruções de como preencher a escala e faça um treino
com os exemplos.”
EPF-
TDAH

• Instrução para a aplicação:


o Após o termino dos exemplos perguntar:
“Você tem alguma dúvida de como responder o teste?”

o Se houver dúvidas as mesmas devem ser esclarecidas. Não tendo


dúvidas prosseguir:
“Pode virar a folha e iniciar o teste. Não há limite de tempo.”
EPF-
TDAH

• Acadêmica
o 8 itens

Abrange todo o processo de formação educacional (aprendizagem,


avaliação, cumprimento de tarefas, seguimento de regras, interações com
pares)
EPF-
TDAH

• Profissional
o 10 itens

Exercício de um ofício por meio do qual se busca recursos financeiros para


sobrevivência (cumprir demandas de cargo, trabalhar independentemente,
concluir tarefas no prazo, bom relacionamento com superiores e pares)
EPF-
TDAH

• Afetivo-sexual
o 8 itens

Engloba relações românticas, onde precisa se esforçar de forma mútua


para elevar recompensar e minimizar custos (capacidade de comunicação e
resolução de conflitos, colaboração, interações positivas, atenção às
necessidades emocionais do outro e demonstração de interesse)
EPF-
TDAH

• Social
o 9 itens

Abarca interações entre pessoas onde são expressos sentimentos, atitudes,


desejos, opiniões e direitos (capacidade de dizer não, pedir favores, fazer
pedidos, expressar sentimentos positivos e negativos, iniciar, manter e
terminar conversação)
EPF-
TDAH

• Doméstica
 o 7 itens

 Refere-se ao ambiente físico (moradia) e relações familiares (ações que

contribuem para manutenção do espaço físico, saúde e bem estar dos

moradores, exercícios de responsabilidades típicas de cada papel)


EPF-
TDAH

• Financeira
o 7 itens

Gestão do dinheiro (habilidade de respeitar o orçamento, honrar


compromissos e poupar dinheiro)
EPF-
TDAH

• Saúde
o 6 itens

Conjunto de ações que trabalham a favor de um bem-estar físico e mental


(buscar formas saudáveis de gerenciar necessidades fundamentais da vida
humana como sono, alimentação, lazer, atividade sexual e física, atuar de
maneira preventiva – visita regular a médicos e dentista, e cuidar da saúde
mental)
EPF-
TDAH

• Trânsito
o 6 itens

Abarca forma de condução de veículo automotor (direção segura que


implica em habilitação, prudência, respeito as regras de trânsito,
manutenção do veículo e interação respeitosa com pedestres e outros
motoristas)
EPF-
TDAH

• Risco Legal
 o 5 itens

 Refere a comportamentos antissociais e suas possíveis consequências

legais no contexto social (comportamentos de risco que podem ter

implicações legais)
EPF-
TDAH

• Escores das 9 subescalas


• Pontuações:
o Não se aplica (NA) – 0
o Nunca (N) – 0
o Raramente (R) – 1
o Algumas vezes (AV) – 2
o Muitas vezes (MV) – 3
o Sempre (S) – 4
EPF-
TDAH

• Escore bruto: somar a pontuação de cada subescala


• Escore médio: divide valor do escore bruto pelo número de itens da
subescala
• Escore T: vide tabela 10.3
EPF-
TDAH

• Conceitual
o Sem prejuízo – até escore T 60
o Leve – Escore T 61-70
o Moderado – Escore T 71-80
o Severo – Escore T acima 81
TRILHAS A E B

• O Instrumento pode ser utilizado com adultos de 18 a 86 anos.


• A aplicação é individual e com tempo estimado em 10 minutos.
• A Parte A avalia atenção sustentada visual e a Parte B, flexilidade mental.
Parte A possui 25 círculos, numerados de 1 a 25, distribuídos ao acaso,
que devem ser unidos em uma linha contínua, ou seja, sem o
examinando tirar o lápis do papel. Ou seja, deve-se pedir ao examinando
que ligue os números na ordem crescente sem tirar o lápis do papel.

São considerados os escores de tempo e de erros de sequência.


 A parte B é composta por círculos com números e letras e a
criança deve ligar alternadamente os círculos com números e
letras, seguindo respectivamente as ordens numérica e
alfabética.
 Na forma B 13 números e 12 letras, devem ser unidos
alternadamente (1-A; 2-B, etc).

 É relevante que ambos os testes tenham as indicações de início


e fim nos círculos correspondentes. O teste é encerrado após 3
erros ou cinco minutos (STRAUSS;SHERMAN; SPREEN, 2006).
TORRE DE HANÓI

 Foi inventado pelo matemático francês Édouard Lucas em 1883. É dada uma torre
com oito discos, inicialmente empilhados por tamanhos decrescentes em três pinos
dados.
 O objetivo é transferir a torre inteira para um dos outros pinos, movendo apenas um
disco de cada vez e nunca colocando um disco maior em cima de um menor.
 Deve-se transferir toda a torre para um dos outros pinos de modo que cada
movimento é feito somente com um disco, nunca havendo um disco maior sobre
um disco menor.
 A Torre de Londres e de Toronto são similares a Torre de Hanói.
ESCALA DE AVALIAÇÃO DAS
ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM

 A EAVAP-EF avalia as estratégias cognitivas e metacognitivas de


aprendizagem relatadas e utilizadas por alunos do ensino
fundamental.
 Pode ser empregada no diagnóstico psicoeducacional de crianças
do ensino fundamental ou de pessoas do mesmo nível de
escolaridade que demonstram dificuldades para estudar e
aprender.
 Faixa etária do público final: crianças de 7 a 16 anos, desde que
cursem o Ensino Fundamental (1º a 9º ano).
FLUÊNCIA ANIMAIS (SEMÂNTICA)

 “Fale todos os animais que conseguir lembrar. Vale qualquer tipo de bicho”. Após o
comando é cronometrado um minuto e todos os animais mencionados são
anotados pelo terapeuta. O escore corresponde ao número de animais lembrados
nesse período. Os animais citados que só diferem devido ao gênero, como gato e
gata, recebem apenas um ponto.”
 Palavras distintas quanto a semântica, como boi e vaca, são consideradas duas,
valendo assim dois pontos.
 Também valem pontos as categorias, exemplo: pássaros. Indivíduos sem disfunção
cognitiva com escolaridade de oito anos ou mais são capazes de evocar pelo menos 13
animais, enquanto os com escolaridade menor que oito anos evocam pelo menos nove
animais.
 A fluência verbal aparece alterada em múltiplos processos patológicos, tais como
as demências degenerativas do tipo Alzheimer ou frontotemporal, nas lesões
frontais esquerdas ou bilaterais e nas enfermidades psiquiátricas como a
esquizofrenia e a depressão.

 Pacientes com demência, além de produzirem escores baixos, tendem a


interromper a geração de palavras após 20 segundos do teste.

 Pacientes deprimidos podem apresentar escores baixos, mas tendem a gerar


palavras durante todo o minuto. O escore esperado é de 14 ou 15 animais citados.

 Encaminhamento para avaliação neuropsicológica específica.


CATEGORIZAÇÃO E ABSTRAÇÃO

 Capacidade de agrupar elementos individuais em categorias supra ordenadas.

 Capacidade de ir além das características concretas dos estímulos na orientação


do pensamento.
INTERPRETAÇÃO DE PROVÉRBIOS
(ABSTRAÇÃO)

• O hábito não faz o monge


• Uma andorinha só não faz verão
• Roma não foi feita em um dia.
• O cão que ladra não morde.
• De grão em grão, a galinha enche o papo.
• Mais vale um pássaro na mão que dois voando.
• Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
WISC – IV - DÍGITOS
 Avalia:
 •Memória operacional
 •atenção auditiva;
 •controle mental;

 Repete-se ao participante uma série fixa de números. A primeira parte (Ordem


Direta) consiste no avaliando repetir a série tal qual foi lhe dita. Na segunda (Ordem
Inversa) é pedida a repetição inversa da série.

 Exemplo:
 6-2-9
 3-7-5
 5-2-6 3
 4-7-3-9-1
IOWA GAMBLING TASK
IGT - ORIGINAL

 O IGT original (Bechara et al., 1994) é um jogo em que o sujeito tem de escolher
cartas de quatro baralhos diferentes (A, B, C, D).

 O objetivo do jogo é ganhar o máximo dinheiro possível ou evitar perder, sendo


atribuído ao sujeito um crédito inicial de 2.000 dólares.

 Sempre que o indivíduo seleciona uma carta recebe uma recompensa monetária,
mas em algumas cartas a recompensa é seguida de perda variável de dinheiro.
 Cada baralho tem uma sequência prédefinida de recompensas e punições.

 O sujeito desconhece o número de cartas por baralho e o número de escolhas que


tem de fazer (100 seleções).

 O IGT foi originalmente administrado com baralhos de cartas de papel; no entanto,


a versão computadorizada da tarefa é mais comumente utilizada

 (Bechara, Tranel & Damasio, 2000; Bowman, Evans &Turnbull,2005).


GO-NO-GO

 É um teste simples e sensível a disfunção de lobo frontal.

 O sujeito dever erguer um dedo em resposta a um toque, produzido pelo


examinador, com o lápis sobre a mesa e reprimir a resposta a dois toques.

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