DIREITO DO TRABALHO
NR 1
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NR 1
NR 1 ‒ Disposições gerais
A NR 1 é uma NR geral, ou seja, se aplica a todos os setores.
1.2.1 As NR obrigam, nos termos da lei, empregadores e empregados, urbanos e rurais.
Obs.: A NR 1 trata da relação de emprego entre os empregadores e empregados.
[Link] As NR são de observância obrigatória pelas organizações e pelos órgãos públicos
da administração direta e indireta, bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciá-
rio e Ministério Público, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis
do Trabalho – CLT.
[Link] Nos termos previstos em lei, aplica-se o disposto nas NR a outras relações
jurídicas.
1.2.2 A observância das NR não desobriga as organizações do cumprimento de outras
disposições que, com relação à matéria, sejam incluídas em códigos de obras ou regulamen-
tos sanitários dos Estados ou Municípios, bem como daquelas oriundas de convenções e
acordos coletivos de trabalho.
Obs.: Aplica-se o diálogo das fontes.
Lei n. 11.788/2008
Art. 14. Aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à saúde e segurança no traba-
lho, sendo sua implementação de responsabilidade da parte concedente do estágio.
Leis municipais
Art. 1º Todas as unidades das diversas Secretarias que compõem a Prefeitura do Muni-
cípio de Ribeirão Preto, bem como as autarquias com pessoal regido pelo Estatuto dos Ser-
vidores Públicos Municipais, deverão organizar e manter em funcionamento uma Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes ‒ CIPA, conforme o que preconiza esta lei.
ANOTAÇÕES
[Link] 1
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NR 1
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§ 1º serão observadas no cumprimento desta Lei as Normas Regulamentadoras de Segu-
rança e Saúde no Trabalho promulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego ‒ M.T.E.
§ 2º para os efeitos de aplicação das Normas Regulamentadoras do M.T.E., equi-
parar-se-á:
a) empresa: órgão ou entidade de exercício do servidor municipal;
b) estabelecimento: as unidades da administração municipal direta, autárquica e
fundacional;
c) empregado: os servidores públicos municipais;
d) empregador: a administração pública municipal direta e indireta
5m
Trabalhador avulso
Lei n. 12.023/2009
Art. 5º São deveres do sindicato intermediador:
V – zelar pela observância das normas de segurança, higiene e saúde no trabalho;
Art. 9º As empresas tomadoras do trabalho avulso são responsáveis pelo fornecimento
dos Equipamentos de Proteção Individual e por zelar pelo cumprimento das normas de segu-
rança no trabalho
Servidores Públicos
CF:
Art. 39.
§ 3º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. 7º, IV, VII,
VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisi-
tos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à
melhoria de sua condição social:
XXII – redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene
e segurança;
Convenção n. 155 da OIT:
Art. 3º Para os fins da presente Convenção:
ANOTAÇÕES
[Link] 2
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NR 1
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a) a expressão ‘áreas de atividade econômica’ abrange todas as áreas em que existam
trabalhadores empregados, inclusive a administração pública;
b) o termo ‘trabalhadores’ abrange todas as pessoas empregadas, incluindo os funcioná-
rios públicos;
Obs.: A ideia da Convenção 155 da OIT é incluir os funcionários públicos na proteção da
segurança e saúde do trabalho.
1.3.1 A Secretaria de Trabalho ‒ STRAB, por meio da Subsecretaria de Inspeção do Tra-
balho ‒ SIT, é o órgão de âmbito nacional competente em matéria de segurança e saúde no
trabalho para:
a) formular e propor as diretrizes, as normas de atuação e supervisionar as atividades da
área de segurança e saúde do trabalhador;
b) promover a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho ‒ CANPAT;
c) coordenar e fiscalizar o Programa de Alimentação do Trabalhador ‒ PAT;
d) promover a fiscalização do cumprimento dos preceitos legais e regulamentares
sobre segurança e saúde no trabalho ‒ SST em todo o território nacional;
e) Participar da implementação da Política Nacional de Segurança e Saúde no Traba-
lho ‒ PNSST;
f) conhecer, em última instância, dos recursos voluntários ou de ofício, das deci-
sões proferidas pelo órgão regional competente em matéria de segurança e saúde
no trabalho.
1.3.2 Compete à SIT e aos órgãos regionais subordinados a SIT em matéria de segu-
rança e saúde no trabalho, nos limites de sua competência, executar:
a) a fiscalização dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde
no trabalho;
b) as atividades relacionadas com a CANPAT e o PAT.
1.3.3 Cabe à autoridade regional competente em matéria de trabalho impor as pena-
lidades cabíveis por descumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre
segurança e saúde no trabalho.
CF:
Art. 114. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar:
ANOTAÇÕES
[Link] 3
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NR 1
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VII – as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos
órgãos de fiscalização das relações de trabalho;
Obs.: Se o auditor fiscal aplicar uma penalidade, a Justiça do Trabalho será competente
para discuti-la e avaliá-la.
10m
1.4.1 Cabe ao empregador:
a) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e
saúde no trabalho;
b) informar aos trabalhadores:
I – os riscos ocupacionais existentes nos locais de trabalho;
II – as medidas de controle adotadas pela empresa para reduzir ou eliminar tais riscos;
III – os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos
quais os próprios trabalhadores forem submetidos;
IV – os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho.
c) elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos
trabalhadores;
d) permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização dos precei-
tos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho;
e) determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou doença
relacionada ao trabalho, incluindo a análise de suas causas;
f) disponibilizar à Inspeção do Trabalho todas as informações relativas à segurança
e saúde no trabalho.
Obs.: Ordem das medidas de segurança:
Em primeiro lugar, busca-se eliminar o fator de risco. Caso não seja possível, devem
ser aplicados os equipamentos de proteção coletiva (EPC). Se o uso de EPC também
não funcionar, são adotadas medidas de organização do trabalho, como por exem-
plo, a redução da jornada, pausas, escalas diferenciadas.
No último caso, são utilizados equipamentos de proteção individual (EPI). O EPI é a
última opção porque nunca é 100% efetivo. Os equipamentos são desconfortáveis e
reduzem a percepção do trabalhador, podendo ser fontes de outros riscos. Ex: Pro-
tetor auricular que não permite que o empregado ouça a chegada de uma máquina.
15m
ANOTAÇÕES
[Link] 4
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NR 1
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g) implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, de acordo com a
seguinte ordem de prioridade:
I – eliminação dos fatores de risco;
II – minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de pro-
teção coletiva;
III – minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas admi-
nistrativas ou de organização do trabalho; e
IV – adoção de medidas de proteção individual.
[Link] As organizações obrigadas a constituir CIPA nos termos da NR-05 devem adotar
as seguintes medidas, além de outras que entenderem necessárias, com vistas à preven-
ção e ao combate ao assédio sexual e às demais formas de violência no âmbito do trabalho:
(Portaria MTP n. 4.219, de 20 de dezembro de 2022 ‒ Item e alíneas entram em vigor no dia
20 de março de 2023)
a) inclusão de regras de conduta a respeito do assédio sexual e de outras formas de vio-
lência nas normas internas da empresa, com ampla divulgação do seu conteúdo aos empre-
gados e às empregadas;
b) fixação de procedimentos para recebimento e acompanhamento de denúncias, para
apuração dos fatos e, quando for o caso, para aplicação de sanções administrativas aos res-
ponsáveis diretos e indiretos pelos atos de assédio sexual e de violência, garantido o anoni-
mato da pessoa denunciante, sem prejuízo dos procedimentos jurídicos cabíveis; e
c) realização, no mínimo a cada 12 (doze) meses, de ações de capacitação, de orienta-
ção e de sensibilização dos empregados e das empregadas de todos os níveis hierárquicos
da empresa sobre temas relacionados à violência, ao assédio, à igualdade e à diversidade
no âmbito do trabalho, em formatos acessíveis, apropriados e que apresentem máxima efe-
tividade de tais ações.
1.4.2 Cabe ao trabalhador:
a) cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho,
inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador;
b) submeter-se aos exames médicos previstos nas NR;
c) colaborar com a organização na aplicação das NR;
d) usar o equipamento de proteção individual fornecido pelo empregador.
20m
[Link] Constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado ao cumprimento do dis-
posto nas alíneas do subitem anterior.
ANOTAÇÕES
[Link] 5
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1.4.3 O trabalhador poderá interromper suas atividades quando constatar uma situ-
ação de trabalho onde, a seu ver, envolva um risco grave e iminente para a sua vida e
saúde, informando imediatamente ao seu superior hierárquico.
Obs.: O item 1.4.3 apresenta uma aplicação do direito de recusa do obreiro. O trabalhador
tem direito a se recusar a continuar determinada atividade, porém, para isso, precisa
demonstrar que há risco grave e iminente para a sua vida e saúde.
[Link] Comprovada pelo empregador a situação de grave e iminente risco, não poderá
ser exigida a volta dos trabalhadores à atividade, enquanto não sejam tomadas as medidas
corretivas.
1.4.4 Todo trabalhador, ao ser admitido ou quando mudar de função que implique em alte-
ração de risco, deve receber informações sobre:
a) os riscos ocupacionais que existam ou possam originar-se nos locais de trabalho;
b) os meios para prevenir e controlar tais riscos;
c) as medidas adotadas pela organização;
d) os procedimentos a serem adotados em situação de emergência; e
e) os procedimentos a serem adotados em conformidade com os subitens 1.4.3 e [Link].
1.5 Gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO)
1.5.1 O disposto neste item deve ser utilizado para fins de prevenção e gerenciamento
dos riscos ocupacionais.
1.5.2 Para fins de caracterização de atividades ou operações insalubres ou perigosas,
devem ser aplicadas as disposições previstas na NR-15 – Atividades e operações insalubres
e NR-16 – Atividades e operações perigosas.
Obs.: GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais: Processo.
PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos: Forma pela qual o processo se materializa.
PGR
25m
O PGR consiste em:
ANOTAÇÕES
[Link] 6
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• Inventário de riscos: mapeamento do ambiente de trabalho para verificar a existência
de riscos.
• Plano de ação: medidas para solucionar e extinguir os riscos.
O PGR é uma mistura do PPRA e do PCMAT. É integrado por:
• PCMSO: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (NR 7).
• PPR: Programa de Proteção Respiratória – Portaria n. 627/2021.
• PCA: Programa de Conservação Auditiva (NR 7).
• Plano de Prevenção de Riscos de Acidentes com Materiais Perfurocortantes: NR 32
(trata da saúde).
• Relatórios de Inspeção de Caldeiras e Vasos de Pressão: NR 13.
[Link]. A organização deve implementar, por estabelecimento, o gerenciamento de
riscos ocupacionais em suas atividades.
[Link].1 O gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Geren-
ciamento de Riscos – PGR.
[Link].1.1 A critério da organização, o PGR pode ser implementado por unidade
operacional, setor ou atividade.
[Link].2 O PGR pode ser atendido por sistemas de gestão, desde que estes cumpram
as exigências previstas nesta NR e em dispositivos legais de segurança e saúde no trabalho.
[Link].3 O PGR deve contemplar ou estar integrado com planos, programas e outros
documentos previstos na legislação de segurança e saúde no trabalho.
[Link] A organização deve:
a) evitar os riscos ocupacionais que possam ser originados no trabalho;
b) identificar os perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;
c) avaliar os riscos ocupacionais indicando o nível de risco;
d) classificar os riscos ocupacionais para determinar a necessidade de adoção de medi-
das de prevenção;
30m
e) implementar medidas de prevenção, de acordo com a classificação de risco e na ordem
de prioridade estabelecida na alínea “g” do subitem 1.4.1; e
Obs.: Ordem:
ANOTAÇÕES
[Link] 7
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1º: EPC.
2º Organização do trabalho/medidas administrativas.
3º EPI.
f) acompanhar o controle dos riscos ocupacionais.
ATENÇÃO
Ciclo do PGR:
Antecipação → Reconhecimento → Avaliação → Controle dos Riscos.
[Link].1 A organização deve considerar as condições de trabalho, nos termos da NR-17.
Obs.: Todos os equipamentos de trabalho devem ser levados em consideração.
[Link] A organização deve adotar mecanismos para:
a) consultar os trabalhadores quanto à percepção de riscos ocupacionais, podendo para
este fim ser adotadas as manifestações da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes –
CIPA, quando houver; e
b) comunicar aos trabalhadores sobre os riscos consolidados no inventário de
riscos e as medidas de prevenção do plano de ação do PGR.
O PGR deve ser acessível aos trabalhadores.
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula pre-
parada e ministrada pela professora Fernanda da Rocha Teixeira.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
ANOTAÇÕES
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