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Estrutura do Processo Documental na Educação Infantil

O documento descreve a estrutura de um processo documental utilizado para planejamento pedagógico na educação infantil. O processo documental inclui informações sobre as crianças, professores, planejamento do contexto e do tempo, organização do espaço físico e materiais.

Enviado por

Marciele Neres
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Estrutura do Processo Documental na Educação Infantil

O documento descreve a estrutura de um processo documental utilizado para planejamento pedagógico na educação infantil. O processo documental inclui informações sobre as crianças, professores, planejamento do contexto e do tempo, organização do espaço físico e materiais.

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Processo

Documental

P LO
E M
IMAGEM

Nome da professora:
Faixa etária:
EX
Ano:
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

O processo documental é um conjunto de instrumentos que se


estruturam a partir da construção de uma certa organização dos
observáveis (anotações do professor, fotos, filmagens, produções das
crianças, planejamento do professor) gerados a partir do cotidiano
pedagógico que, ao serem elaborados, refletidos e revisitados, servem
para o professor perceber, prefigurar, registrar, metainterpretar,
contrastar, projetar, relançar e restituir sobre o caminho que está
trilhando e sobre as aprendizagens das crianças. (FOCHI, 2021)

Todos essas informações foram retiradas do texto: A abordagem do


Observatório da Cultura Infantil – OBECI para o planejamento na
Educação Infantil. Disponível em:
[Link]
Observatorio_da_Cultura_Infantil_-_OBECI_para_o_planejamento_na_Ed
ucacao_Infantil
Ficha técnica
Crianças Faixa etária

O
Coordenadora Pedagógica

L
Diretora

EM P Ano:

Professoras
EX LOGO

© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

O espaço da ficha técnica é importante para reunir informações que


situam os autores, o tempo, a equipe pedagógica.
PLO
EM
Caracterização geral

EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Como se trata de um documento que marca uma certa história, com


determinados sujeitos a respeito de um certo tempo, esta introdução
(que chamamos de caracterização geral) do Processo Documental é
muito importante. Em geral, nela são colocadas as imagens das
crianças e dos adultos que fazem parte do agrupamento, uma breve
contextualização a respeito da configuração da turma (horário de
funcionamento, número de crianças, número de adulto) e outras
informações que auxiliem a compreender a estrutura geral do contexto.
(FOCHI, 2021)
Sobre a Escola

P LO
E M
EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Informações relevantes sobre a escola. Temos utilizado, por exemplo,


narrativas das próprias crianças, desenhos que narram sobre a escola a
partir da percepção dos meninos e meninas. É importante lembrar que
este tipo de documento poderá servir para contar a história
pedagógica de uma determinada instituição, em um determinado tempo
e por determinados profissionais.
Sobre as crianças

PLO
EX EM
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Espaço bem importante para reunir informações sobre as crianças.


Algumas escolas vinculam a essas informações as entrevistas realizadas
no início do ano. Aqui, em especial, é importante sistematizar
informações relativo a restrições alimentares e medicamentosas,
autorização de imagem, autorização sobre retirada da escola, data de
nascimento e outras informações ou características que a equipe
considera importante. Uma dica é imprimir essas informações e deixar
disponível também em um mural para as professoras.
PLO
EM
Planejamento de Contexto

EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

É uma visão ampliada do adulto para criar uma certa atmosfera de


bem-estar global, que represente uma escolha em construir um certo
ritmo para a vida cotidiana em que são respeitadas as distintas
necessidades das crianças em diálogo com as necessidades dos
adultos e da instituição. Além disso, a partir do modo como planejamos
o contexto, traduzimos as crenças educativas através das escolhas que
elegemos para que as diferentes situações da jornada aconteçam.
Planejar o contexto é desnaturalizar o óbvio, o “sempre foi assim”, para
desconstruir a lógica de que uma jornada educativa é uma corrida de
obstáculos ou autogerenciada pela “entidade rotina. (FOCHI, 2021)
Planta baixa e fotos da organização do espaço

P LO
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EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Sistematizar a prefiguração do espaço através da planta baixa da sala


para poder ter uma noção dos microclimas, circunscrições dos espaços
e linguagens estruturadas.
Espaço e materiais

P LO
E M
EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Restituir através de imagens o modo como a organização da sala e da


paisagem de materiais ficou a partir da prefiguração anterior.
PG - Pequenos Grupos
AAP + MO AAC + MO
Gestão do tempo e grupos
GG - Grande Grupo
APG - Auto Organização em Pequenos
AAP + MC AAC + MC Grupos
IN - Individual

Segunda Terça Quarta Quinta Sexta

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E M
EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

A gestão do tempo e como ela proporciona diferentes arranjos de


grupos é estruturante para a construção dos ritmos e do bem estar.
Nesta prefiguração, utilizamos as seguintes siglas: AAP para Atividades
de atenção pessoal (alimentação e higiene); AAC para Atividades que
acontecem na coletividade e não dizem respeito a necessidades
individuais; MO para o modo como o adulto propõe, ou seja, neste caso
um momento optativo e MC para momento conduzido. Cada fragmento
temporal é formado por uma das combinações entre o tipo de atividade
(AAP ou AAC) e o modo como o professor propõe (MO ou MC). Um ponto
de análise importante é não ter sequência de 3 situações conduzidas
consecutivamente.
Nesta reflexão sobre o tempo também podemos analisar que tipo de
arranjos de grupos é proporcionado: PG para situações em pequenos
grupos que sejam orientadas e estruturadas pelo professor; GG para
situações em Grande Grupo; APG auto organização em pequenos
grupos, quando o espaço convoca este tipo de organização e; IN para
situações individuais.
Microtransições

P LO
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EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Pensar nas microtransições como parte da jornada educativa significa


mobilizar outras estratégias para construir o fluir da jornada educativa,
de modo que respeite as crianças. Aliás, significa reconhecer a
humanidade das crianças, suas necessidades, seus desejos e seu
bem-estar, pois as microtransições impactam direta e profundamente o
modo de compreender a natureza relacional da prática educativa
(adultos - crianças; crianças - criança; adultos - adulto).
Atividades de atenção pessoal

P LO
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EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

As atividades de atenção pessoal são aquelas relacionadas às situações


de higiene, alimentação e sono. Prefigurar como poderão acontecer é
uma forma de criar bem estar e ritmo ao grupo.
PLO
EM
Investigação

EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Uma investigação pode ser iniciada por questões que os adultos


perceberam a respeito das experiências das crianças ou advindas das
próprias crianças. Costumo dizer que o papel do professor é tornar
interessantes os interesses das crianças, ou seja, seu papel é traduzir as
necessidades dos meninos em meninas em propostas pedagógicas.
Quando o professor escolhe algo que pode ser de interesse do grupo a
ser investigado, ele fará um exercício de metainterpretação de um
conjunto de observáveis que o levou a fazer tal escolha investigativa
(contexto observado e refletido), fará o contraste desta proposição com
o patrimônio pedagógico (zona de investigação) e, por fim, irá prefigurar
o percurso do trabalho que iniciará através das perguntas generativas.
(FOCHI, 2021)
Hipótese investigativa

O
Monotema

PL
EM
Argumento

EX Linguagem Linguagem

Fato e reflexão de partida

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Algumas decisões prévias podem ser tomadas para orientar e guiar o


trabalho do professor. Escolher quais linguagens aprofundar para dar
corpo ao pensamento das crianças; qual tema e qual argumento será
afrontado por aquelas linguagens e, por fim, qual será o ponto de
partida.
P LO
M
Fato observado e

EX E
refletido

© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

A ideia é convidar o professor a partir de uma situação concreta que foi


percebida e elegida por ele para ser o disparados da investigação. Ao
relatar o fato, estamos convidando o professor a descrever, com o
máximo de detalhes, a situação vivida para, posteriormente, estruturar
suas interpretações a respeito. Esse exercício de primeiro ver para
depois interpretar, ajuda nas antecipações e aligeiramentos de
interpretações. A proposição é o terceiro ponto desta primeira coluna e
nasce como decorrência desse fato observado e refletido. (FOCHI, 2021)
Constelações de possibilidades

PLO
EX EM
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Sempre que definimos um campo para investigar com as crianças,


também exercitamos a construção de uma constelação de
possibilidades com o intuito de ampliar a compreensão sobre o objeto
estudado e tornar visíveis as diversas possibilidades que se podem
explorar a partir de um mesmo aspecto. Essa constelação serve
essencialmente aos adultos e não tem finalidade de ser uma lista de
assuntos a serem investigados com as crianças, é apenas uma
constelação de possibilidades para o professor prefigurar
possibilidades de se movimentar com as crianças. A ideia de fazer essas
constelações surgiu da observação de que muitas vezes as professoras
acabavam ficando na obviedade do tema. Costumo chamar essa prática
de investigação “globo repórter: como nascem, como se reproduzem,
onde vivem...”. Para descontruir essa tendência, construímos as
constelações para ampliar e diversificar o máximo possível os olhares
sobre o que se pretende investigar. Um exercício importante na
construção das constelações de possibilidades é explicitar conceitos,
ideias ou possibilidades tanto do campo científico quanto do campo
artístico, para que estas duas narrativas possam arranjar e desarranjar
os caminhos investigativos que serão percorrido com as crianças. Este
exercício de prefiguração conceitual contribui bastante para o
professor amplificar as possibilidades de investigações, já que mostra as
diferentes interfaces que um mesmo campo ou tema pode ter quando
olhado sob diferentes pontos de vista. (FOCHI, 2021)
Âmbito conceitual

PLO
EX EM
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

É onde estabelecemos relações com os Campos de experiência da Base


Nacional Comum Curricular (BNCC) ou outros aspectos do patrimônio
pedagógico. A premissa aqui é explicitar o modo de interpretar e ler a o
contexto observado e refletido a partir do conjunto de significados dos
Campos de experiência. Como já tratei em outro texto, “os campos de
experiência são um conjunto de significados para adultos e crianças se
movimentarem no cotidiano pedagógico” (FOCHI, 2021, p. 17). (FOCHI,
2021)
P LO
M
Perguntas

EX E
generativas

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O professor elabora o conjunto de perguntas que servirão como


orientadoras para o desenvolvimento da investigação. Aqui é
importante chamar atenção que as perguntas podem (HARLAN, RIVSKIN,
2002): ser catalisadoras, instigar descobertas, assegurar compreensão,
promover raciocínio, fazer previsões, estimular o pensamento criativo,
direcionar atenção. (FOCHI, 2021)
PLO
EM
Planejamento Semanal

EX
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Uma vez que o contexto esteja planejado, a outra modalidade é o


planejamento de sessão, ou seja, propor a pequenos ou grandes grupos
situações significativas de aprendizagem que articulem os seus saberes
com aqueles já sistematizados pela humanidade. Sessão não é sinônimo
de atividade. Planejar a sessão corresponde ao desenho de um percurso
praticável com bases em algumas premissas epistemológicas que, no
caso do Observatório, são: a tônica na investigação, a visão de criança
competente e da dimensão do currículo como um mundo de
significados, a aprendizagem negociada, a crença nas pedagogias
participativas e os modelos pedagógicos relacionais. (FOCHI, 2021)
Semana: XX/XX0/202X - XX/XX/202X
Sessão planejada e Organização do Organização do espaço e O quê e como será observado e
Dia
consigna Grupo e do Tempo materiais registrado

O
2ªf

P L
3ªf

E M
EX
4ªf

5ªf

© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Sessão não é sinônimo de atividade. Planejar a sessão corresponde ao


desenho de um percurso praticável com bases em algumas premissas
epistemológicas que, no caso do Observatório, são: a tônica na
investigação, a visão de criança competente e da dimensão do currículo
como um mundo de significados, a aprendizagem negociada, a crença
nas pedagogias participativas e os modelos pedagógicos relacionais. A
sessão ou um conjunto de sessões se transformam em situações de
aprendizagem que podem se converter em importantes momentos para
as crianças construírem sentido para o conhecimento gerado. Quando
um professor elabora suas estratégias a partir da escuta ativa dos
percursos das crianças, ele consegue construir jornadas de
aprendizagem que permitem aos meninos e meninas irem elaborando,
aprofundando e ganhando intimidade com os saberes e os objetos de
investigação. A desconexão das propostas oferecidas às crianças são
reveladoras de como não compreendemos sua competência para
atribuir significado a sua própria aprendizagem. Também no
planejamento de sessão, refletimos sobre a organização do espaço, os
materiais ofertados, a organização do tempo e do grupo e o tipo de
intervenção necessária do adulto. Compreender essas dimensões do
planejamento tem nos ajudado a reposicionar as crianças e os adultos
na relação educativa. (FOCHI, 2021)
PLO
EX EM
observáveis da semana
© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

Observáveis são “registros feitos a partir de observações do cotidiano e


que permitem serem utilizados para refletir. Os observáveis são,
necessariamente, materiais concretos e previamente selecionados:
fotografias impressas, arquivos de fotografia, arquivos de vídeo,
anotações do professor, exemplares de produções das crianças. Em
outras palavras, algo que se possa observar posteriormente ao
momento em que ocorreu” (FOCHI, 2017). (FOCHI, 2021)
Mini-história semanal
Título

IMAGEM

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IMAGEM

IMAGEM
Data:
Texto:
Imagens:
Crianças:
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A ideia das mini-histórias está ligada à revisitação dos observáveis


produzidos pelos professores no cotidiano da Educação Infantil. A partir
de uma breve narrativa imagética e textual, o adulto interpreta esses
observáveis de modo a tornar visível as rapsódias da vida cotidiana.
Essas rapsódias são fragmentos poéticos, portanto sempre episódicos
que, quando escolhidos para serem interpretados e compartilhados,
ganham valor educativo, tornam-se especial pelo olhar do adulto que
acolhe, interpreta, e dá valor para a construção da memória
pedagógica. (FOCHI, 2021).
Reflexão semanal
Reflexão da semana Relançamento Projetual

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© 2018. Processo documental - estrutura | Observatório da Cultura Infantil – OBECI.

O último instrumento cumpre três papeis importantes: o primeiro, de


metainterpretar os observáveis produzidos ao longo da semana a fim de
refletir a respeito do que aconteceu (não apenas a respeito das sessões,
mas da jornada educativa como um todo). A metainterpretação é um
exercício de suspensão do olhar sobre os observáveis para aprender a
ver, perceber os conceitos e situações e refletir a respeito. O segundo
papel, é o de restituir os processos de aprendizagem, ou seja, devolver
às crianças fragmentos que evidenciem o modo como se relacionam e
aprendem. Como Davoli (2011, p. 19) destaca, “devemos permitir aos
meninos e meninas, e a nós mesmos, tempo para refletir sobre o que se
faz e como se faz. São os processos de metalinguagem e
metaconhecimento que nos permitem construir conhecimento”. Restituir,
assim, ajuda às crianças a reconhecerem como aprendem, não apenas o
que aprendem. O terceiro papel deste instrumento é a construção da
continuidade das propostas através dos relançamentos projetuais.
Como decorrência da reflexão deste instrumento, se declara os pontos
de continuidade que se pretende dar para dar seguimento às
investigações em curso. Essa é uma tentativa de criar um fluxo entre as
propostas e não uma série de situações fragmentadas, ou seja, de
pensar como uma semana é generativa da semana seguinte. (FOCHI,
2021)

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