INSTITUTO QUERUBIM E SAÚDE
CURSO TECNICO EMENFERMAGEM
Acidente Vascular Encefalico
(AVC)
Adriana Dias
Dayana Albuquerque
Jarlon Talisson
katia Rabelo
Nayara Lopes
Nayara Silva
Raquel Leite
Renata Ferreira
Brasília-DF
2022
INSTITUTO QUERUBIM E SAÚDE
CURSO TECNICO EMENFERMAGEM
Acidente Vascular Encefalico
(AVC)
Esse trabalho esta sendo desenvolvido para
o curso técnico em enfermagem relacionado
a matéria Emergência e Urgência .
Profo Enf: Magno
Adriana Dias
Dayana Albuquerque
Jarlon Talisson
katia Rabelo
Nayara Lopes
Nayara Silva
Raquel Leite
Renata Ferreira
Brasília-DF
2022
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Sumário
INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................3
OBJETIVO .............................................................................................................................................5
Objetivo Geral ......................................................................................................................................5
Objetivo Específicos ............................................................................................................................5
JUSTIFICATIVA ....................................................................................................................................6
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC) .........................................................................................7
QUAIS SÃO OS TIPOS DE AVC? ........................................................................................................7
COMO O AVC AFETA UMA PESSOA ..................................................................................................8
SINTOMAS E SINAS .............................................................................................................................9
CAUSAS .............................................................................................................................................. 10
Causas do AVC Isquêmico ................................................................................................................ 10
1. Tabagismo e má alimentação..................................................................................................... 10
2. Pressão alta, colesterol e diabetes ............................................................................................ 10
3. Defeitos no coração ou vasos sanguíneos ............................................................................... 10
4. Uso de drogas ilícitas ................................................................................................................. 11
5. Outras causas ............................................................................................................................. 11
Causas do AVC Hemorrágico............................................................................................................ 11
1. Pressão alta ................................................................................................................................. 11
2. Pancada na cabeça ........................................................................................................................ 12
3. Aneurisma cerebral ........................................................................................................................ 12
4. Uso de anticoagulantes ................................................................................................................. 12
5. Outras causas ................................................................................................................................ 13
DIAGNÓSTICO DO AVC .................................................................................................................... 13
COMO É FEITO O TRATAMENTO PARA AVC .................................................................................. 14
1. Tratamento para AVC isquêmico .................................................................................................. 14
2. Tratamento para AVC hemorrágico ........................................................................................... 15
COMO É A RECUPERAÇÃO DO AVC............................................................................................... 15
REABILITAÇÃO PARA DIMINUIR AS SEQUELAS ............................................................................ 16
CASO CLÍNICO ................................................................................................................................... 17
RELAÇÃO DE MEDICAMENTOS ....................................................................................................... 21
CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 22
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................................................... 23
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INTRODUÇÃO
A partir do investimento na prevenção de doenças infectocontagiosas imunopreveníveis,
o perfil epidemiológico brasileiro vem mudando para doenças crônico-degenerativas, como:
doenças cerebro vasculares, cardiocirculatórias, endócrinas, carcinogênicas e autoimunes,
dentre essas doenças, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) vem se destacando, já
representando a 3º principal causa de morte em países industrializados, como o Brasil, e a
principal causa de incapacidade entre adultos e idosos.
O AVC é uma doença silenciosa, com grande impacto na população brasileira devido
sua grave taxa de morbidade entre o grupo de doenças vasculares, sendo a principal causa de
incapacidade e invalidez entre adultos e
idosos, chegando a ser fatal em 40% a 50%
das vítimas após seis meses, onde a maioria
dos sobreviventes mostram déficits
neurológicos e deficiência residual
significativos, tornando o AVC a principal
causa da deficiência funcional mundial. O
Ministério da Saúde afirma que os AVC são a
1º causa de morte entre as doenças
cardiovasculares no Brasil, atingindo
principalmente as mulhereS.
Os AVC podem ocorrer tanto por
obstrução de um vaso sanguíneo no cérebro
(Derrame Isquêmico), ocorrendo em cerca de 80% dos casos, como também por hemorragias
cerebrais (Derrame hemorrágico), compreendendo os 20% dos casos restantes.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte mundial,
variando de acordo com o desenvolvimento socioeconômico do país, assim, a grande maioria
dos casos ocorrem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, atingindo um terço
da parcela economicamente ativa nesses países. Todo esse cenário se torna mais
preocupante, porque a Organização Mundial de Saúde – OMS estima um aumento de 300% na
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população idosa nos países em desenvolvimento até 2025, quando o Brasil será o 6º país em
população idosa mundial.
Na América Latina, o AVC atinge 150 pessoas a cada 100.000 habitantes, sendo letal
em quase metade dos casos. O Ministério da Saúde relata que o AVC é uma das principais
causas de óbito em adultos, responsável por 10% das internações hospitalares públicas, sendo
fatal até 12 meses depois em até 40% dos sobreviventes, pois estes necessitam de reabilitação
para as sequelas consequentes do AVC, posto que 70% não retornam ao trabalho e 30%
necessita de auxílio para caminhar, diminuindo severamente a qualidade de vida, entretanto,
os últimos avanços na prevenção, atendimento pré-hospitalar e hospitalar, como também no
tratamento das sequelas do AVC, trouxeram excepcional melhoria no prognóstico desses
pacientes.
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OBJETIVO
Objetivo Geral
Avaliar o grau de compreensão dos familiares e/ou cuidadores das informações e
orientações sobre os cuidados de pacientes acometidos de AVC recebidas durante a internação
e, em particular, nas reuniões realizadas pela equipe multiprofissional. O resultado da avaliação
pretende orientar intervenções na dinâmica da equipe no sentido de qualificar o processo de
cuidar. Buscar na literatura quais os cuidados de enfermagem no atendimento da vítima
sequelado de Acidente Vascular Cerebral.
Objetivo Específicos
• Conhecer as dúvidas e as necessidades que a família/cuidadora percebe ou manifesta
com relação ao ato de cuidar;
• Verificar com a família/cuidadora os problemas existentes no fluxo de informação entre
hospital/rede de suporte no pós-alta;
• Orientar a família/cuidadora sobre as técnicas dos cuidados no seu domicílio;
• Refletir sobre a qualidade das informações e orientações sobre os direitos e recursos
sociais;
• Aperfeiçoar o conhecimento dos profissionais de enfermagem sobre o AVC;
• Capacitar as equipes das UBS, UPA e PS de hospitais gerais para o reconhecimento do
AVC.
• Garantir a continuidade do cuidado e a utilização dos recursos terapêuticos adequados
para o período pós-AVC
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JUSTIFICATIVA
Atualmente, diversos estudos têm demonstrado a ocorrência crescente de casos
relacionados as doenças cérebro-vasculares com ênfase para o acidente vascular cerebral
(AVC). A maioria dos profissionais de saúde, preocupados em garantir o reestabelecimento vital
do paciente, acabam não observando os sinais e sintomas claros apresentados pelo mesmo,
muitas vezes por desconhecê-los.
O conhecimento prévio destas complicações pela equipe multiprofissional permite uma
detecção precoce, favorecendo assim um melhor norteamento para a terapêutica dos pacientes
com AVC.
Estudos vêm sendo publicados sobre a importância de identificar precocemente os sinais
e sintomas do AVC, para que assim sejam encaminhados para a sua propedêutica levando a
um melhor prognóstico. Percebe-se a necessidade de capacitação não só da equipe de saúde
que lida diariamente com essa patologia, mas tambem a população, pois a mesma necessita
de informações mais amplas sobre o que é o AVC, seus sintomas e a importância de
encaminhar esse paciente o mais rápido possível para um hospital com recursos para atender
a essa patologia
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ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)
O acidente vascular cerebral é caracterizado por uma interrupção do fluxo sanguíneo em
algumas partes do cérebro.
O acidente vascular cerebral (AVC) ou acidente vascular encefálico (AVE) é
considerado a segunda principal causa de morte no mundo e a primeira no Brasil. Além de ser
muitas vezes letal, o AVC é uma doença que causa incapacidade de diversas dimensões na
pessoa afetada, sendo, portanto, um grave problema de saúde.
O AVC ocorre quando parte do cérebro deixa de ser irrigada, seja em razão do bloqueio
de um vaso sanguíneo ou o seu rompimento. É uma doença que acomete principalmente
pessoas em idade avançada (acima de 60 anos), entretanto pode atingir crianças e
adolescentes.
QUAIS SÃO OS TIPOS DE AVC?
Existem três tipos diferentes de AVC, sendo eles: o AVC isquêmico, o AVC hemorrágico
e o AVC transitório, que também pode ser denominado de Acidente Isquêmico Transitório (AIT).
– Acidente vascular isquêmico ou infarto cerebral: responsável por 80% dos casos
de AVC. Esse entupimento dos vasos cerebrais pode ocorrer devido a uma trombose (formação
de placas numa artéria principal do cérebro) ou embolia (quando um trombo ou uma placa de
gordura originária de outra parte do corpo se solta e pela rede sanguínea chega aos vasos
cerebrais);
– Acidente vascular hemorrágico: o rompimento dos vasos sanguíneos se dá na
maioria das vezes no interior do cérebro, a denominada hemorragia intracerebral. Em outros
casos, ocorre a hemorragia subaracnóide, o sangramento entre o cérebro e a aracnóide (uma
das membranas que compõe a meninge). Como conseqüência imediata, há o aumento da
pressão intracraniana, que pode resultar em maior dificuldade para a chegada de sangue em
outras áreas não afetadas e agravar a lesão. Esse subtipo de AVC é mais grave e tem altos
indices de mortalidade.
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Existe ainda o AIT, o ataque isquêmico transitório. Ele assemelha-se a um AVC,
porém dura um tempo menor e não causa lesões. O paciente apresenta sintomas como
dormência e paralisia, que de maneira geral não duram mais que uma hora. Em virtude dos
sintomas logo desaparecerem, muitas vezes o médico não é consultado. Entretanto, pesquisas
comprovam que um verdadeiro AVC ocorre em 30% dos casos após até dois dias do AIT.
COMO O AVC AFETA UMA PESSOA
O AVC afeta o cérebro, o centro de controle do organismo. O cérebro é dividido em áreas
que controlam coisas diferentes. O impacto do AVC depende da área do cérebro que ele
danifica. Danos em uma área do cérebro podem afetar a forma como você pensa, se comporta,
usa as palavras, engole, vê, sente, toca e movimenta o corpo.
Cada pessoa afetada pelo AVC terá problemas e necessidades diferentes. Existem
vários fatores que determinam os efeitos de um AVC e que afetam a recuperação. Esses fatores
incluem:
Tipo de AVC;
• Localização da artéria bloqueada ou rompida;
• Qual área do cérebro está danificada;
• Quanto tecido cerebral está permanentemente danificado;
• Saúde geral antes do AVC;
• Nível de atividade antes do AVC.
Alguns dos problemas que as pessoas podem ter após um AVC incluem:
• Fraqueza em um lado do corpo, incluindo braços e pernas;
• Problemas de controle ou coordenação de movimentos;
• Dificuldades para engolir alimentos, líquidos ou sua própria saliva;
• Mudanças de personalidade e comportamento;
• Ter explosões incontroláveis de emoção sem causa, o que é chamado de
labilidade emocional;
• Problemas com pensamento, memória e visão;
• Dificuldade em receber estímulos de seus sentidos – olfato, tato, paladar, visão e
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audição;
• Problemas de fala e compreensão, ou com leitura e escrita;
• Dificuldade para fazer sexo;
• Perda de visão;
• Incontinência;
• Fadiga.
SINTOMAS E SINAS
Muitos sintomas são comuns aos acidentes vasculares isquêmicos e hemorrágicos,
como:
• Dor de cabeça muito forte, de início súbito, sobretudo se acompanhada de vômitos;
• Fraqueza ou dormência na face, nos braços ou nas pernas, geralmente afetando um dos
lados do corpo;
• Paralisia (dificuldade ou incapacidade de se movimentar);
• Perda súbita da fala ou dificuldade para se comunicar e compreender o que se diz;
• Perda da visão ou dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos
Outros sintomas do acidente vascular isquêmico são: tontura, perda de equilíbrio ou de
coordenação. Os ataques isquêmicos podem manifestar-se também com alterações na
memória e na capacidade de planejar as atividades diárias, bem como a negligência. Neste
caso, o paciente ignora objetos colocados no lado afetado, tendendo a desviar a atenção visual
e auditiva para o lado normal, em detrimento do afetado.
Aos sintomas do acidente vascular hemorrágico intracerebral podem-se acrescer
náuseas, vômito, confusão mental e, até mesmo, perda de consciência. O acidente vascular
hemorrágico, por sua vez, comumente é acompanhado por sonolência, alterações nos
batimentos cardíacos e na freqüência respiratória e, eventualmente, convulsões.
Às vezes, os sinais desaparecem em um curto espaço de tempo, como alguns minutos.
Quando isso acontece, pode ser um ataque isquêmico transitório (AIT). Depois desse evento,
o risco de acidente vascular cerebral é maior. O AVC pode levar à morte ou invalidez. Um AIT
é um aviso de que você pode ter um AVC e uma oportunidade de evitar que isso aconteça
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CAUSAS
Causas do AVC Isquêmico
O AVC isquêmico é causado pela obstrução de algum vaso que leva sangue ao cérebro,
que na maioria das vezes, acontece em pessoas acima dos 50 anos, entretanto, também é
possível acontecer em jovens. Isso pode acontecer devido a:
1. Tabagismo e má alimentação
Hábitos de vida como o tabagismo, o consumo de alimentos ricos em gorduras, frituras,
sal, carboidratos e açúcares, aumentam o risco de desenvolver o acúmulo de placas de
gordura, também chamadas de aterosclerose, nos vasos sanguíneos do cérebro e em
vasos importantes para a circulação cerebral. Quando isso acontece, o sangue não consegue
passar e, as células da região afetada começam a morrer por falta de oxigênio.
Como evitar: adotar uma alimentação mais saudável, com dieta rica em vegetais, frutas
e carne magra, além de praticar atividade física, pelo menos, 3 vezes na semana e não fumar.
2. Pressão alta, colesterol e diabetes
Doenças como pressão alta, colesterol, triglicerídeos altos, obesidade ou diabetes são
os maiores riscos para a formação de acúmulo de placas de gordura, assim como o
desenvolvimento de inflamações nos vasos sanguíneos e doenças cardíacas, sendo
importantes riscos para o AVC.
Como evitar: controlar adequadamente estas doenças, com o tratamento indicado pelo médico,
além de adotar hábitos de vida saudáveis, para diminuir seus efeitos negativos sobre o corpo.
3. Defeitos no coração ou vasos sanguíneos
Alterações no coração, como presença de uma arritmia, dilatação ou alterações no
funcionamento do músculo cardíaco ou de suas valvas, assim como a presença de um tumor
ou calcificação, contribuem para a formação de coágulos, que podem chegar ao cérebro pela
corrente sanguínea.
Como evitar: estes tipos de alterações podem ser detectadas em consultas de rotina
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com o médico, e, caso sejam detectados, serão acompanhados e, em alguns casos, podem ser
feitos o uso de medicamentos, como anticoagulantes.
4. Uso de drogas ilícitas
O uso de drogas ilícitas, principalmente de forma injetável, como heroína, por exemplo,
favorece a lesão e os espasmos nos vasos sanguíneos, o que pode contribuir para a formação
de coágulos e, consequentemente, AVC.
Como evitar: nesses casos, o recomendado é buscar ajuda de um centro especializado
em drogas para que se possa fazer o processo de desintoxicação e, assim, contribuir para a
qualidade de vida da pessoa e diminuir as chances de AVC.
5. Outras causas
Outras situações menos comuns para a ocorrência de um derrame cerebral, e que
devem ser suspeitadas, principalmente, quando acontece em pessoas jovens, são as doenças
que causam maior coagulação do sangue, como o lúpus, anemia falciforme ou trombofilias, por
exemplo, doenças que inflamam os vasos sanguíneos, como vasculites, ou espasmos
cerebrais, por exemplo, que impedem o fluxo de sangue.
Causas do AVC Hemorrágico
O derrame cerebral hemorrágico acontece quando há um sangramento dentro do
cérebro ou nas meninges, que são películas que envolvem o cérebro. Este tipo de AVC pode
acontecer tanto em idosos quanto em jovens, e as principais causas são:
1. Pressão alta
A pressão muito elevada pode romper algum dos vasos do cérebro, sendo esta a
principal causa do AVC hemorrágico. Geralmente, acontece em pessoas que têm picos de
pressão muito alta, por não realizar o tratamento da hipertensão.
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Como evitar: é necessário fazer um acompanhamento médico para exames de check-
up e verificar se tem pressão alta e, caso seja confirmada, fazer um tratamento e controle
adequado da doença, prevenindo seus efeitos no corpo.
2. Pancada na cabeça
O traumatismo crânio-encefálico, que pode acontecer em acidentes de trânsito, é uma
importante causa de AVC, pois pode provocar o sangramento dentro e ao redor do cérebro,
sendo uma situação muito grave e que põe em risco a vida da pessoa
Como evitar: é importante sempre se preocupar com a segurança em diferentes
situações, como o uso de cinto de segurança no carro ou uso de equipamentos de proteção
individual no trabalho, por exemplo.
3. Aneurisma cerebral
A presença de um aneurisma ou outras mal-formações de vasos sanguíneos dentro do
cérebro, aumentam o risco de ruptura e hemorragia, principalmente quando seu tamanho
aumenta com o tempo.
Como evitar: este tipo de alteração é mais comumente descoberta de forma acidental,
quando exames de tomografia ou ressonância magnética são feitos por outras
causas. Entretanto, pode-se desconfiar de um aneurisma na presença de sintomas como dor
de cabeça frequente e que piora aos poucos, crises convulsivas, ou fraqueza e formigamento
de alguma parte do corpo, por exemplo.
4. Uso de anticoagulantes
Os remédios anticoagulantes são muito importantes em diversas doenças, como
arritmias, trombose ou doenças das valvas do coração, por exemplo, entretanto, se usados da
forma errada, ou se a pessoa não se tiver alguns cuidados, por aumentar o risco de
sangramentos, inclusive dentro o cérebro.
Como evitar: fazer o acompanhamento médico regular para controle da coagulação do
sangue e para fazer exames de rotina. Evitar, também, situações de risco para pancadas, como
quedas.
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5. Outras causas
Outras causas menos comuns para o AVC hemorrágico podem incluir as doenças que
dificultam a coagulação do sangue, como hemofilia e trombocitemia, inflamações dos pequenos
vasos cerebrais, chamada de angiopatia amiloide, por doenças degenerativas do cérebro,
como Alzheimer, uso de drogas ilícitas, como cocaína e anfetamina, e tumor cerebral, que
aumenta o risco de sangramentos
DIAGNÓSTICO DO AVC
O diagnóstico do AVC é feito por meio de exames de imagem, que permitem identificar
a área do cérebro afetada e o tipo do derrame cerebral.
São eles:
A Tomografia computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) são considerados
os melhores exames para o diagnóstico do AVC.
A TC é um exame rápido, disponível, sem contra-indicações e de alta confiabilidade.
Com a TC é possível fazer a diferenciação visual entre AVC de origem isquêmica ou
hemorrágica, contribuindo para o tratamento do paciente.
A RM, por sua vez, tem maior sensibilidade para detectar lesões isquêmicas minutos
após o início do AVC, mesmo se pequenas, e com capacidade de distingui-las de lesões
isquêmicas antigas.
Assim que o paciente chega ao hospital, entre os cuidados clínicos de emergência
estão:
• Verificar os sinais vitais, como pressão arterial e temperatura.
• Checar a glicemia.
• Colocar a pessoa deitada, exceto se houver vômitos.
• Colocar acesso venoso no braço que não estiver paralisado.
• Administrar oxigênio, caso a pessoa precise.
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Determinar o horário de início dos sintomas por meio de questionário ao paciente ou
acompanhante.
COMO É FEITO O TRATAMENTO PARA AVC
O tratamento para AVC deve ser iniciado o mais depressa possível e, por isso, é
importante saber identificar os primeiros sintomas para chamar imediatamente uma
ambulância, pois o quanto antes iniciado o tratamento, menor o risco de sequelas como
paralisia ou dificuldade para falar.
Assim, o tratamento pode ser iniciado pelo médico já na ambulância a caminho do
hospital, com remédios como anti-hipertensivos para estabilizar a pressão arterial e os
batimentos cardíacos, uso de oxigênio para facilitar a respiração, além do controle dos sinais
vitais, como forma de restaurar o fluxo de sangue para o cérebro.
Após o tratamento inicial, deve-se fazer a identificação do tipo de AVC, através de
exames como tomografia e ressonância, já que isso influencia os próximos passos do
tratamento:
1. Tratamento para AVC isquêmico
O AVC isquêmico acontece quando um coágulo bloquei a passagem de sangue em um
dos vasos do cérebro. Nestes casos, o tratamento pode incluir:
• Medicamentos em comprimidos, como AAS, Clopidogrel e Sinvastatina:
usados em casos de suspeita deste tipo de AVC ou isquemia transitória, pois são capazes
de controlar o crescimento do coágulo e evitar o entupimento dos vasos cerebrais;
• Realização da trombólise, com injeção de APt: é uma enzima que deve ser
administrada somente quando o AVC isquêmico já está confirmado com tomografia,
devendo ser utilizada nas primeiras 4 horas, pois destrói rapidamente o
coágulo, melhorando a circulação sanguínea para a zona afetada;
• Cateterismo cerebral: em alguns hospitais, como alternativa à injeção do APt, é
possível inserir um tubo flexível que vai desde a artéria da virilha até ao cérebro para
tentar remover o coágulo ou para injetar remédios anticoagulantes no local.
• Controle da pressão arterial, com anti-hipertensivos, como captopril: é feito
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nos casos em que a pressão arterial está elevada, para impedir que esta pressão alta piore
a oxigenação e circulação de sangue no cérebro;
• Monitorização: deve-se monitorizar e controlar os sinais vitais da pessoa que
teve AVC, observando os batimentos cardíacos, a pressão, a oxigenação do sangue, a
glicemia e a temperatura do corpo, mantendo-os estáveis, até que a pessoa apresente
alguma melhora, pois se estes estiverem descontrolados, pode haver uma piora do AVC e
da sequela causada.
Após um AVC, a cirurgia de descompressão cerebral está indicada em casos em que o
cérebro apresenta um grande inchaço, o que aumenta a pressão intracraniana e pode causar
risco de morte. Esta cirurgia é feita retirando, por um período, parte do osso do crânio, que é
reposto quando o inchaço diminui.
2. Tratamento para AVC hemorrágico
Os casos de AVC hemorrágico surgem quando uma artéria cerebral apresenta um
vazamento de sangue ou rompe, como acontece com um aneurisma ou devido a picos de
pressão alta, por exemplo.
Nestes casos, o tratamento é feito controlando a pressão arterial, como anti-
hipertensivos, além do uso de catéter de oxigênio e monitorização dos sinais vitais para que o
sangramento seja controlado de forma mais rápida.
Nos casos mais graves, em que há rompimento completo da artéria e é difícil parar o
sangramento, pode ser necessário fazer uma cirurgia cerebral de emergência para encontrar o
local do sangramento e corrigi-lo.
Em casos de AVC hemorrágico grande, também pode ser feita a cirurgia de
descompressão cerebral, pois é comum haver irritação e inchaço do cérebro pelo sangramento
COMO É A RECUPERAÇÃO DO AVC
Geralmente, após se ter controlado os sintomas do AVC agudo, é necessária uma
internação hospitalar por cerca de 5 a 10 dias, o que varia de acordo com o estado clínico de
cada pessoa, para ficar em observação, de forma a garantir uma recuperação inicial e para
avaliar quais as consequências que resultaram do AVC.
Neste período, o médico pode iniciar o uso de remédios ou pode adequar as
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medicações do paciente, recomendando o uso de um antiagregante ou anticoagulante, como a
Aspirina ou a Varfarina, em caso de um AVC isquêmico, ou removendo o anticoagulante, em
caso de AVC hemorrágico, por exemplo.
Além disto, podem ser necessários remédios para controlar melhor a pressão,
glicemia, colesterol, por exemplo, para diminuir o risco de novos episódios de AVC.
Algumas sequelas podem permanecer, como dificuldade na fala, diminuição da força de
um lado do corpo, alterações para engolir o alimento ou para controlar a urina ou fezes, além
de alterações no raciocínio ou memória. A quantidade e gravidade de sequelas variam de
acordo com o tipo de AVC e do local afetado do cérebro, assim como a capacidade
de recuperação do organismo da pessoa.
REABILITAÇÃO PARA DIMINUIR AS SEQUELAS
Após um AVC, a pessoa precisa fazer uma série de processos de reabilitação, para
acelerar a recuperação e diminuir as sequelas. As principais formas de reabilitação são:
• Fisioterapia: a fisioterapia ajuda a fortalecer os músculos, para que a pessoa consiga
recuperar ou manter os movimentos do corpo, melhorando a sua qualidade de vida.
• Terapia ocupacional: é uma área que ajuda o paciente e a família a encontrar
estratégias para diminuir efeitos das sequelas do AVC no dia-a-dia, através de
exercícios, adaptação da casa, banheiro, além de atividades para melhorar o raciocínio
e movimentos;
• Fonoaudiologia: este tipo de terapia ajuda a recuperar a fala e a deglutição dos
pacientes que tiveram esta área afetada pelo AVC;
• Nutrição: após um AVC, é importante que a pessoa tenha uma dieta balanceada e rica
em vitaminas e minerais que nutrem o copo e de forma saudável, para evitar uma
desnutrição ou um novo AVC. Em alguns casos em que é necessário o uso de sonda
para se alimentar, o nutricionista irá calcular a quantidade exata de alimento e ensinar
como preparar.
O apoio da família é fundamental neste período de recuperação de um AVC, tanto para
ajudar em atividades que a pessoa já não consegue realizar, como para suporte emocional, já
que algumas limitações podem ser frustrantes e causar sensação de impotência e tristeza.
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CASO CLÍNICO
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL:
Identificação do paciente
J.F.C, 67 anos, masculino, advogado com antecedentes de HAS e DM II (uso irregular
de Losartana e Metformina).
Queixa principal
Vem trazido por familiares ao setor de emergência do HGRS com queixa de um quadro
súbito de fraqueza ao lado direito do corpo e dificuldade para falar que iniciou há cerca de 30
minutos do momento da admissão.
Exame físico
Regular estado geral, hidratado, anictérico, afebril.
Dados Vitais: PR: 125bpm, ritmo irregular; FR 18 ipm; TA 180/100mmhg; HGT: 200
Aparelho Respiratório: murmúrios vesiculares bem distribuídos, sem ruídos
adventícios
Aparelho Cardiovascular: bulhas arrítmicas, normofonéticas em 2 tempos, sem sopros
Abdome: flácido, indolor.
Exame neurológico: vigil, Afasia global, pupilas isofotoreativas, força muscular 0/5 em
hemicorpo direito.
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Exames complementares
DII Imagem exame caso clínico avc
Imagem exame caso clínico avc
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Discussão do Caso Clínico AVC
1. Qual a principal hipótese diagnóstica para o caso?
2. Como deve ser realizado o atendimento inicial deste paciente?
3. Qual principal exame a ser solicitado neste caso?
4. Algum tratamento específico deve ser realizado neste caso? Quais
contraindicações?
5. Quais outros exames de investigação devem ser realizados ainda
durante o internamento e qual a provável terapia de prevenção secundária
escolhida?
A principal hipótese para esse paciente é de um Acidente Vascular Cerebral, condição
definida como um déficit neurológico, geralmente focal, de início abrupto ou progressão rápida.
Nesse caso o AVC é do tipo isquêmico, que corresponde a cerca de 80% dos casos e está
muito associado a trombose e cardioembolismo. Os principais fatores de risco associados são:
hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, obesidade, tabagismo,
história familiar e idade maior que 60 anos.
O primeiro passo nesses casos é reconhecer que se trata de um caso de emergência
neurológica, o AVC. Após o reconhecimento é necessário monitorizar e estabilizar esse
paciente utilizando o mnemônico ABCD.
A: avaliar via área e necessidade de sucção para evitar broncoaspiração; avaliar
necessidade de intubação;
B: avaliar saturação de oxigênio, se < 94% oferecer O2 de baixo fluxo;
C: inicialmente não devemos tratar a hipertensão devido ao mecanismo de compensação
do hipofluxo cerebral, podendo ser tolerado níveis de até 220×120 mmHg;
D: exame neurológico direcionado, HGT, aplicar a escala NIHSS;
É fundamental uma história direcionada com tempo do início dos sintomas, progressão
do quadro, investigar patologias, fatores de risco, medicações em uso e alergias. A
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apresentação clínica do paciente com AVC pode ser muito variável, já que os sintomas
dependem região acometida.
O exame de neuroimagem é fundamental, sendo a TC de crânio sem contraste o exame
de escolha nesses casos devido a facilidade e baixo custo. Deve ser feita imediatamente,
principalmente para diferenciar o AVC isquêmico do hemorrágico e assim definir a conduta em
cada caso.
Entretanto, devemos lembrar que frequentemente a TC do AVCI não manifesta
alterações na fase aguda e o diagnóstico é feito pela exclusão de AVCH. Em alguns casos a
artéria cerebral média hiperdensa pode ser um sinal precoce do AVCI, indicando que há uma
obstrução do fluxo sanguíneo. O AVCH é dividido em Hemorragia Intraparenquimatosa (HIP)
ou Hemorragia Subaracnoidea (HSA), podendo ser diferenciados pela TC.
Além do exame de imagem devem ser solicitados exames complementares que irão
auxiliar na definição da etiologia e acompanhamento clínico. Os principais exames são: ECG,
hemograma, ureia, creatinina, sódio, potássio, TP com RNI e TTPa, marcadores de necrose
miocárdica.
Pontos importantes
• Devemos sempre suspeitar de AVC em casos de déficit neurológico focal,
súbito ou com progressão rápida.
• A TC de crânio sem contraste deve ser solicitada imediatamente para
diagnóstico diferencial de AVC hemorrágico ou isquêmico.
• Uma das principais causas de AVCI é o cardioembolismo secundário à
fibrilação atrial.
• A artéria mais acometida é a cerebral média, associada principalmente a
déficit motor com predomínio braquiofacial, déficit sensitivo e afasia.
• O principal tratamento no AVCI é a trombólise com alteplase, realizada nos
pacientes sem contra-indicações e com início dos sintomas menos que 4 horas e
meia.
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RELAÇÃO DE MEDICAMENTOS
Concentração/Composição +
Medicamentos Denominação Forma farmacêutica
genérica
AAS 100 mg ácido acetilsalicílico 100 mg comprimido
Alteplase alteplase 50 mg pó para solução injetável
Captopril 25 mg captopril 25 mg comprimido
Clopidogrel 75 mg clopidogrel 75 mg comprimido
Cloridrato de ranitidina cloridrato de 15 mg/mL xarope
ranitidina 150 mg comprimido
Dipirona 1 ampola IV dipirona 500 mg/mL solução injetável
Enalapril 5mg maleato de enalapril 5 mg comprimido
Enoxaparina 40 mg = heparina enoxaparina sódica 40 mg/0,4 ml solução injetável
de baixo peso molecula
Fenitoína 100 mg fenitoína 100 mg comprimido
Glicose hipertônica 50% 20 ml glicose 500 mg/mL (50%) solução injetável
Heparina não-fracionada 5000 heparina sódica 5.000 UI/0,25 mL solução injetável
UI
Omeprazol omeprazol 20 mg cápsula
Sinvastatina 40mg (ou sinvastatina 40 mg comprimido
estatina)
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CONCLUSÃO
O estudo mostra que o acidente vascular cerebral resulta em inúmeras manifestações
clínicas que comprometem a funcionalidade e limitam a realização das atividades de vida diária,
restringem a participação social e comprometem a qualidade de vida.
O (AVC) é considerado uma das principais causas de incapacidade em adultos,
levando a alterações locomotoras que envolvem a capacidade de movimento dos membros,
fazendo necessário à fisioterapia convencional que se torna eficiente na recuperação sensitiva
e motora, garantindo melhora na qualidade de vida.
Faz-se cada vez mais necessário o conhecimento das condições de saúde das
populações para que os gestores em saúde possam traçar perfis e realizar melhores
planejamentos da saúde.
No Sistema Único de saúde tem como intuito de coletar dados sobre o sexo mais
atingido, faixa etária mais acometida, custos, morbimortalidade e óbitos pela doença. Como
resultados principais pode-se comprovar que de maneira geral as mulheres são mais
acometidas pela doença do que os homens, em maioria para ambos os sexos, a maior
incidência dá-se em pessoas acima de 60 anos, os altos custos por internação em decorrência
da doença, taxas de mortalidade.
O acidente vascular cerebral é uma doença cerebrovascular de alta incidência mundial.
Concluímos que tanto o Estado como a população, precisam se unir em prol da prevenção dos
fatores de risco, sendo a melhor e mais efetiva forma de reduzir o aumento do número de casos
de AVC e consequentemente os seus altos custos atribuídos ao Sistema de Saúde.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
file:///C:/Users/Positivo/Downloads/2136-Artigo-16182-1-10-20191108.pdf
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