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Consciência Moral: Definição e Desenvolvimento

O documento discute a noção e caracterização da consciência moral, definindo-a como a faculdade humana de distinguir o bem do mal e avaliar a moralidade de seus atos. A formação da consciência moral é influenciada pela cultura, tradição e religião de cada pessoa.

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Cleilson Sambo
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Consciência Moral: Definição e Desenvolvimento

O documento discute a noção e caracterização da consciência moral, definindo-a como a faculdade humana de distinguir o bem do mal e avaliar a moralidade de seus atos. A formação da consciência moral é influenciada pela cultura, tradição e religião de cada pessoa.

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Tema: Consciência Moral: noção e caracterização

Os animais não humanos regem-se cegamente pelas leis da sua natureza e pelos seus
instintos e, através dessa obediência, alcançam seu próprio destino e finalidade. Em
contrapartida, o Homem carece de uma base comum que o oriente para determinadas
tarefas e o impulsione para um modo específico de ser ou comportar-se. A sua
evolução e o seu progresso devem ser alcançados através de um processo de
aprendizagem.

Eis o motivo que pelo qual o Homem se deve esforçar para por refrear os seus
impulsos emocionais e instintivos provenientes da sua natureza animal. Para tal, o
homem precisa que tais impulsos sejam suplantados pela consciência moral.

A vida em sociedade requer de nós a capacidade de sabermos articular os nossos


interesses pessoais como os interesses dos outros ou da sociedade a que
pertencemos. Essa articulação só pode realizar-se plenamente e com êxito com a
existência, em cada um de nós, de uma consciência moral, uma voz interior que sirva
de orientação e de crítica dos nossos actos.

Assim, entende-se por consciência moral como a faculdade que o homem tem de
distinguir o bem do mal, apreciar seus actos e adoptar uma determinada forma
de comportamento. Ou seja, Consciência moral é a atenção do sujeito ao valor
moral das suas acções, para julgar se elas são boas ou más.

Esta atenção ou capacidade de avaliar a moralidade dos actos diz respeito tanto às
acções já efectuadas como àquelas que se estão a realizar e às que serão realizadas
futuramente.

A consciência moral é a voz da nossa consciência ou juiz interior que nos obriga, nos
acusa ou repreende enquanto sujeitos livres e racionais (não devo roubar, nem devo
desrespeitar os outro); capazes de responder pelos próprios actos ou de avaliar os
actos alheios.

Assim, a consciência moral desempenha o papel de:


 Crítica – porque nos proíbe, impede ou condena de praticar uma acção má;
 Norma – pois, nos manda aquilo que devemos fazer.

Para a formação da consciência moral, a tradição, a cultura, a religião desempenham


um papel de extrema importância á medida em que os comportamentos que nós temos
são o resultado do ambiente em que nós nos encontramos, a nossa maneira de ser, de
julgar as coisas e de agir, é o resultado do meio onde nós crescemos; a nossa cultura,
a nossa tradição influencia bastante para a formação na nossa consciência e do nosso
carácter.

Tema: Etapas do desenvolvimento da consciência moral segundo Jean Piaget

Para os filósofos antigos, a consciência moral era algo inato, que pertencia ao próprio
Homem os filósofos modernos e contemporâneos, porém, defende a tese de que a
consciência moral a algo que é adquirido pelo Homem.

A formação e o desenvolvimento da consciência constituem uma temática de capital


importância cujo tratamento mereceu uma especial atenção do filósofo moderno, suíço
Jean Piaget. Nos seus estudos, Piaget concluiu que a moralidade se desenvolve a
medida que a inteligência humana se vai desenvolvendo, seguindo um processo
delineado por três etapas fundamentais:

1ª Etapa: Moral de Obrigação (entre 2 a 6 anos)

Nesta etapa a criança presta um respeito absoluto às normas e não possui capacidade
intelectual para compreender a razão de ser de uma norma. Reina a moral de
obrigação/ ou heteronomia, onde ela vive numa atitude unilateral de respeito absoluto
para com os mais velhos e as normas são totalmente exteriores a si.

2ª Etapa: Moral de Solidariedade (entre 7 e os 11 anos)

A criança nessa fase substitui o respeito unilateral e absoluto aos adultos pelo respeito
mútuo e a noção de igualdade entre todos. Forma-se nessa etapa o sentimento de
‘’honestidade’’ e de ‘’justiça’’. Reina a moral de solidariedade entre os iguais.
3ª Etapa: Moral de Equidade ou autonomia (a partir dos 12 anos)

O adolescente é capaz de formar seus princípios morais e criar suas próprias regras de
comportamento. Aparece o altruísmo, o interesse pelos outros e a compaixão.

Tema: Etapas do desenvolvimento da consciência moral segundo Lawrence


Kohlberg

O Americano Lawrence Kohlberg, assim como Jean Piaget se interessou pela


formação do desenvolvimento da consciência moral. Diferentemente de Piaget que
afirmou que o desenvolvimento da consciência moral esta intimamente ligada ou
acompanha o desenvolvimento da inteligência. Kohlberg afirma que a consciência
moral molda-se por meio de contínuas adaptações do conhecimento às etapas da
aprendizagem social que representam uma nova disposição do conhecimento que
recompensa a totalidade dos momentos precedentes.

Por outras palavras, a consciência moral forma-se a partir da interacção do indivíduo


com a sociedade. Kohlberg foi discípulo de Piaget do qual herdou a teoria cognitiva
porém, separou-se dele no que diz respeito ao desenvolvimento do juízo moral.

Na sua opinião, há três etapas de desenvolvimento moral, todas elas baseadas na


noção que cada um tem de justiça. Segundo, cada um estará no estágio de
desenvolvimento moral de acordo com as suas respostas e dilemas morais.

1º Nível – Pré-convencional (pré-moral)

As normas são representadas tendo em conta as consequências: castigo ou prémio. As


pessoas respeitam as normas sociais, mas receiam o castigo se não as cumprirem ou
esperam uma recompensa pelo seu cumprimento.

2º Nível: Convencional

Procura-se responder às expectativas dos outros e manter a ordem estabelecida ou


ordem convencional. As pessoas respeitam as normas sociais porque consideram
importante que cada um desempenhe o seu papel numa sociedade moralmente
organizada.

3º Nível – Pós-convencional (Moral de Princípios)

Existe neste nível o esforço de definir valores e princípios de validade universal, acima
das convenções sociais.

Estabelece que as pessoas se preocupam com um juízo autónomo e com o


estabelecimento de princípios morais universais.

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