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Microbiologia: Mecanismo de Ação Dos Antimicrobianos

O documento descreve o histórico e conceitos dos antimicrobianos, seus mecanismos de ação, como inibição da síntese proteica e da parede celular bacteriana. Apresenta também a importância dos testes de sensibilidade aos antimicrobianos para o tratamento adequado das infecções.
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Microbiologia: Mecanismo de Ação Dos Antimicrobianos

O documento descreve o histórico e conceitos dos antimicrobianos, seus mecanismos de ação, como inibição da síntese proteica e da parede celular bacteriana. Apresenta também a importância dos testes de sensibilidade aos antimicrobianos para o tratamento adequado das infecções.
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Microbiologia

Mecanismo de ação dos


antimicrobianos

Prof.ª Ms. Flávia Soares Lassie


• Unidade de Ensino: 3

• Competência da Unidade: Conhecer as características e


propriedades biológicas dos principais microrganismos
causadores de infeções em seres humanos.

• Resumo: Histórico, conceitos e características ,


classificação dos antimicrobianos, técnicas, testes

• Palavras-chave: antimicrobianos, mecanismo de ação,


classificação, características

• Título da Teleaula: Mecanismos de ação dos


antimicrobianos

• Teleaula nº: 3
Contextualização
 Histórico dos antimicrobianos
 Conceitos; antibiótico
 Ação dos fármacos antimicrobianos
 Inibição da parede celular
 Inibição de síntese proteica
 Outros mecanismos de ação
 Testes de sensibilidade aos antimicrobianos
 Controle de crescimento microbiano
Flávia, 22 anos, comparece ao P.S com queixa de dor , queimação, incontinência e
dificuldade de urinar apesar de sentir vontade.
Urocultura: 100.000UFC/mL [Link]
Foi realizado antibiograma. Um grupo de estudantes de medicina foi questionado pelo
professor sobre qual seria a melhor conduta no tratamento desta infecção, sendo que
um deles optou por um betalactâmico de amplo espectro.

Qual é o motivo de não


se considerar um
betalactâmico para o
tratamento da ITU?
Qual é a importância dos
testes de sensibilidade
aos antimicrobianos?

Fonte: [Link]
Histórico e conceitos
da antibioticoterapia
História 1928- Alexander
Fleming Descoberta da
1910- Paul Ehrlich desenvolveu penicilina
o 1º antibiótico sintético
Salvarsan
“Toxicidade seletiva” e
“Quimioterapia”

1935- Gerhard Domagk


Marco da quimioterapia
Sulfanilamida

Fonte: Fonte: Fonte: Fonte:


[Link] [Link] [Link] [Link]
Antibiótico Substância produzida pelo m.o que inibe outro m.o

Antibiose
Bactericidas
Toxicidade Fármacos efetivos contra céls. Bacteriostáticos
seletiva procarióticas e que não afetam as
céls. eucarióticas

Restrito

Espectro de ação

Amplo
Antibiótico ideal
 Ação microbiana seletiva e potente;

 Não alterar a homeostasia ou causar efeito irritante,


tóxico ou alérgico no hospedeiro;

 Não ser destruído por enzimas teciduais e/ou


bacterianas;

 Apresentar bom índice terapêutico com dose máxima


tolerada e dose mínima curativa.
Principais
mecanismos de
ação de fármacos
antibacterianos

Fonte: TORTORA, G.J. et al. Microbiologia. [Link]. São Paulo: Artmed, 2017 (pág. 551).
Inibição da síntese proteica
Cloranfenicol
Eritromicina
Céls. eucariontes-
ribossomo 80S Aminoglicosídeos
Toxicidade Macrolídeos
seletiva Tetraciclinas
Céls. Procariontes-
ribossomo 70S
Fonte: [Link]
Inibição da
síntese
proteica

Fonte: TORTORA, G.J. et al. Microbiologia. [Link]. São Paulo: Artmed, 2017 (pág. 553).
Inibição da síntese proteica
 Cloranfenicol: inibe a formação de ligações peptídicas nas cadeias nascentes de
polipeptídios- pela reação com a porção 50S do ribossomo.
Bacteriostático; Meningites por Haemophilus influenzae, Neisseria meningitidis e
Streptococcus pneumoniae.
 Metronidazol: mesmo sítio ribossomal ( antiprotozoários- vaginite Trichomonas
vaginalis; giardíase e disenteria amebiana) e também contra bactérias anaeróbias
obrigatórias

 Aminoglicosídeos: altera a conformação da porção 30S


do ribossomo- leitura incorreta do RNAm
(Estreptomicina, gentamicina, neomicina, tobramicina)
Efeitos colaterais: ototoxicidade, nefrotoxicidade
Inibição da síntese proteica
 Tetraciclinas: inibem a tradução, interferindo na

ligação do RNAt, carreando aa específicos a porção 30S

do ribossomo (eficaz contra bactérias Gram + e Gram –


Fonte: [Link]

aeróbias e anaeróbias, espiroquetas, clamídias e alguns


protozoários).

 Glicilciclinas: nova classe de antibióticos (descoberta


ano 2000); Tigeciclina (Tygacil);Bacteriostático se liga
a subunidade 30S MRSA e linhagens de Acinetobacter
baumanii resistentes a múltiplos fármacos.
Inibição da síntese proteica
Se ligam a subunidade 50S do ribossomo

 Macrolídeos: (Eritromicina, claritromicina,


azitromicina) amplo espectro de ação; Infecções
respiratórias
Fonte: TORTORA, G.J. et al. Microbiologia. [Link]. São Paulo:
 Estreptograminas: Dalfopristina e quinopristina Artmed, 2017 (pág. 561).

 Lincosaminas

 Oxazolidinonas: nova classe de antibióticos


desenvolvida em resposta a resistência à vancomicina;
Linezolida (Zyvox) – combater MRSA
Antibióticos que
inibem a parede
celular
Inibição da síntese de parede celular

Parede celular
Lise celular
bacteriana
PEPTIDEOGLIGANO

β-lactâmicos

Penicilinas
Cefalosporinas
Carbapenens
Monobactans

Fonte: [Link]
β- lactâmicos PLP Mecanismos de resistência:
 Betalactamases
 Penicilinas: Naturais ou Benzilpenicilinas
 Modificações estruturais
de PLP
(Penicilina G e V); Semissintéticas; Resistentes  Diminuição da
à penicilinase; de espectro estendido; permeabilidade
associadas a inibidores da β-lactamase

1ª- Cefalexina (Infecções de pele e


partes moles)
2ª- Cefoxitina (Infecções respiratórias)
 Cefalosporinas:
3ª- Ceftriaxona ( Grande variedade de
Gram- e meningites)
Gerações 4ª- Cefepima ( Pneumonias
hospitalares)
β- lactâmicos Aztreonam

 Carbapênicos: (Ertapenem, Imipenem,


Meropenem) espectro amplo de atividade (infecções
de bacterias MR)

Fonte: [Link]

 Monobactâmicos: (Aztreonam)BGN (incluindo


Pseudomonas e [Link]
Inibição da síntese de parede celular
 Polipeptídicos:

 Bacitracina: efetivo contra bactérias G+ (Estafilococos e


estreptococos)- infecções superficiais
Fonte: [Link]

 Glicopeptideos: efetivo contra bactérias G+


(Vancomicina- infecções causadas por MRSA (
Staphylococcus aureus resistentes a meticilina);
(Teicoplanina)
Renato, 42 anos, chegou ao P.S queixando-se de fortes dores de cabeça, rigidez de
nuca com dificuldade de dobrar o pescoço, náuseas, vômito e febre alta. Também
apresentava sonolência e cansaço excessivo,
maior sensibilidade e intolerância à luz (fotofobia) e confusão mental. Devido à
urgência de tratamento, o profissional de saúde responsável optou por não
aguardar o resultado dos exames laboratoriais para confirmar a suspeita de
meningite bacteriana meningocócica, seguindo o tratamento padrão com o
antibiótico ceftriaxona por via intravenosa durante 7 dias. Entretanto, após o 3º dia
de tratamento, ainda não tinha sido observada uma involução adequada das
manifestações clínicas de Renato

Porque a terapia antimicrobiana instituída não


foi eficaz para controlar o quadro clínico de
Renato?
Qual é a importância de se conhecer as
características e classe dos antimicrobianos no
tratamento adequado das infecções?

Fonte: [Link]
Meningite
meningocócica????

Ceftriaxona- Cefalosporina de 3ª geração:


droga de escolha no tratamento de meningites
por H. influenzae, S. pneumoniae e N.
meningitidis Fonte: [Link]

Meningite viral???
Meningite criptocócica???? Antifúngicos:
Anfotericina B e flucitosina
Outros mecanismos de
ação dos
antimicrobianos
e
Testes de sensibilidade
aos antimicrobianos
Inibição da síntese de ácidos nucleicos
Atuam processos de replicação e transcrição do DNA

Rifamicinas
Quinolonas e
Fluoroquinolonas

Fonte: [Link]

 Rifamicinas: Rifampicina- inibe a síntese de RNAm;


Tuberculose e hanseníase (micobactérias)
Inibição da síntese de ácidos nucleicos
 Quinolonas e fluoroquinolonas:
Bactericida; inibição da enzima DNA-girase ou
topoisomerase II (enovalamento e relaxamento das fitas
de DNA)
1960- ácido nalidíxico (Quinolonas 1ª Geração)
1980- fluoroquinolonas : ITU e pneumonia
- 2ª geração: Norfloxacino e Ciprofloxacino
-3ª geração: levofloxacino, gatifloxacina,
moxifloxacina
-4 geração: trovafloxacina

Fonte: [Link] Fonte: [Link]


Danos a membrana plasmática
Interferência na biossíntese de ácidos graxos da M.P- Altera a
permeabilidade da M.P perda de metabólitos importantes para a célula

Lipopeptídeos:
 Daptomicina- eficaz apenas para bactérias Gram+
(infecções cutâneas)

 Polimixina B- bactericida eficaz contra bactérias Gram-;


infecções causadas por Pseudomonas aeruginosa
- Altamente neurotóxicas e nefrotóxicas
Inibição competitiva de metabólitos essenciais
Sulfonamidas (Sulfas)- Uma das
primeiras terapias antimicrobiana;
Bloqueiam a produção de ácido
fólico;
Bacteriostáticos; Sinergismo:
sulfametoxazol+ trimetoprim

Fonte: TORTORA, G.J. et al. Microbiologia. [Link]. São Paulo:


Artmed, 2017 (pág. 563).
Teste de sensibilidade a antimicrobianos (TSA)
 Diferentes espécies e linhagens microbianas  graus
distintos de suscetibilidade;

 É importante conhecer a sensibilidade do patógeno


para iniciar o tratamento;

 Problemas relacionados a resistência dos antibióticos;

 ANTIBIOGRAMA.
Métodos Discodifusão Método de SENSÍVEL, INTERMEDIÁRIO,
RESISTENTE ???????
Kirby-Bauer

E. Coli - CLSI 2007

Fonte: [Link]

Fonte: [Link]

Fonte: [Link]
Métodos
Determinação da CIM (Concentração inibitória
Testes de diluição em caldo mínima) e CBM (Concentração bactericida
mínima)

Penicilina

Sulfametoxazol

Estreptomicina

Eritromicina

Claritromicina
Fonte: [Link]

Fonte: TORTORA, G.J. et al. Microbiologia. [Link]. São Paulo: Artmed, 2017 (pág. 569).
Resistência microbiana
 Uso de antibióticos de forma indiscriminada e irracional;
 Seleção e multiplicação de microrganismos resistentes;

ÍNTRINSECA Natural
CONJUGAÇÃO
TRANSFORMAÇÃO
Mutações aleatórias/ TRANSDUÇÃO
espontânea

ADQUIRIDA
Seleção

Recombinação

Fonte: [Link]
Mecanismos de resistência microbiana

Fonte: TORTORA, G.J. et al. Microbiologia. [Link]. São Paulo: Artmed, 2017 (pág. 570).
Controle do
crescimento
microbiano
Controle do crescimento bacteriano
Remoção ou destruição de
todos os microrganismos CALOR
ESTERILIZAÇÃO vivos

Destruição de m.o na forma Subst. Química


vegetativa (não formadores (DESINFETANTE)
DESINFECÇÃO de endósporos) de objetos
inanimados

ANTISEPSSIA Tecidos vivos- “Antissépticos”


Ações dos agentes de controle microbiano
Alteração na
Lesão dos ácidos
permeabilidade da Dano às proteínas
nucléicos
membrana

FÍSICOS

MÉTODOS

QUÍMICOS
Métodos físicos
Refrigeração
Úmido
(Autoclave)
BAIXAS
CALOR
TEMPERATURAS
Seco
(Flambagem) Congelamento
FILTRAÇÃO
Ionizante
(Raios X e DESSECAÇÃO
Gama)
RADIAÇÃO
PRESSÃO
Não ionizante
OSMÓTICA
(Luz UV)
Métodos físicos
FILTRAÇÃO

AUTOCLAVE

Fonte: TORTORA, G.J. et al. Microbiologia. [Link]. São Paulo: Artmed, 2017 (pág. 181).
Desinfetantes (objetos
Métodos químicos inanimados)
 Fenol e compostos fenólicos: cresóis Antissépticos (Tecidos vivos)

 Biguanidas : Clorexidina

 Halogênios: Iodo e Cloro

 Álcoois: etanol ( 70%) e isopropanol

 Metais pesados: prata, sulfato de cobre,


cloreto de mercúrio

• Fonte: [Link] acesso jul.2021


Recapitulando......
Recapitulando.....
 Histórico dos antimicrobianos
 Conceitos; antibiótico
 Ação dos fármacos antimicrobianos
 Inibição da parede celular
 Inibição de síntese proteica
 Outros mecanismos de ação
 Testes de sensibilidade aos antimicrobianos
 Controle de crescimento microbiano

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