Interação entre Pessoas e Organizações
Interação entre Pessoas e Organizações
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A INTERACÇÃO ENTRE PESSOAS E ORGANIZAÇÕES
Segundo Maximiano (1992)1 "uma organização é uma combinação de esforços individuais que tem por
finalidade realizar propósitos colectivos. Por meio de uma organização torna-se possível perseguir e alcançar
objectivos que seriam inatingíveis para uma pessoa. Uma grande empresa ou uma pequena oficina, um
laboratório ou o corpo de bombeiros, um hospital ou uma escola são todos exemplos de organizações."
Uma organização é formada pelo soma de pessoas, máquinas e outros equipamentos, recursos financeiros e
outros. A organização é o resultado da combinação de todos estes elementos orientados a um objectivo
comum.
Liderança – A actuação do líder junto à sua equipe é fundamental, para que a obtenção de resultados
surja não apenas como uma meta a ser atingida, mas sim como um desafio que permita aos liderados
entenderem que aquele momento que vivenciam é uma oportunidade de desenvolvimento. Nesse
sentido, a liderança precisa trazer consigo e colocar em prática competências técnicas e
comportamentais.
Valorização – Quando a pessoa que realiza um bom trabalho, dá o melhor de si e supera até mesmo
as expectativas do que lhe foi solicitado, muitas vezes, para continuar naquele ritmo acentuado de
motivação espera, no mínimo, que seu esforço seja reconhecido. Há organizações que possuem
políticas de gratificações, mas nem sempre a remuneração é suficiente para motivar o profissional.
Prova disso, é que muitas empresas já constataram que uma cesta de benefícios atraentes, por
exemplo, não é suficiente para reter um talento. Existe também a valorização que se revela através do
reconhecimento verbal ou de um feedback, desde que dado pelo gestor e seja bem conduzido.
Diálogo – Infelizmente existem empresas que pensam que uma boa política de comunicação interna
se faz através de um processo unilateral. No entanto, não basta apenas repassar informações através
de canais internos por mais que esses tenham o respaldo da alta direcção e um visual atraente. Para
que haja um processo eficaz é indispensável escutar o que pensam os profissionais. Além dos canais
internos, a comunicação corporativa também se fortalece pelo relacionamento face a face, situação
muito relevante para o bom entendimento entre líder-liderados.
Equipe – Não há quem consiga "carregar" sozinho e em suas "costas" uma empresa. Por isso,
trabalhar em equipa tornou-se uma competência muito valorizada para as organizações que buscam
formar equipem estratégicas. Nesse momento, entram em cena outros factores indispensáveis como:
assertividade, empatia, vontade de compartilhar o conhecimento com o colega de trabalho e saber
pedir ajuda, quando necessário.
5 – Metas – Toda empresa necessita trabalhar com foco em resultados e por esse motivo são
determinados planos de acção. Contudo, de nada adianta traçar objectivos que fogem à realidade e
tão pouco podem ser conquistados do "dia para a noite" ou "num passe de mágica". É extremamente
viável estabelecer metas com tempo suficiente para que essas possam ser atingidas. Caso contrário, o
resultado será uma equipe stressada e formada por profissionais que não sabem qual rumo devem
tomar para cumprir os prazos determinados.
Apoio – Se as metas são cobradas dos profissionais, a empresa precisa dar respaldo para que os
funcionários possam atingi-las, para realizar um bom trabalho, os profissionais precisam contar com
os equipamentos necessários para a execução das suas actividades.
Ambiente saudável – Não existe algo mais desagradável do que chegar ao ambiente de trabalho e
encontrar o local desprovido das mínimas condições de higiene. Não destaco aqui uma infra-estrutura
requintada, mas sim uma que permita aos funcionários acesso a salas, banheiros ou refeitórios
limpos. Um lembrete: sempre será bem-vinda uma campanha de conscientização interna para lembrar
que o local de trabalho saudável só existe, quando os funcionários também fazem a sua parte. Afinal,
de nada adianta pedir ao pessoal da limpeza que recolha o lixo, se os profissionais jogam as "bolinhas
de papel" no cesto.
Carreira – O funcionário que veste a camisa da empresa e se aplica com tenacidade às suas
responsabilidades tem em mente que sua dedicação trará resultados não apenas para a organização,
mas também para sua carreira. Sempre que possível, a empresa deve manter um canal aberto para
conversar com o funcionário e saber o que ele espera em termos de perspectivas de ascensão
profissional. A partir do momento em que se elabora um plano de carreira, por exemplo, ganha tanto
a empresa quanto o colaborador porque ele buscará o desenvolvimento de novas competências
técnicas e comportamentais que abrirão novas oportunidades de crescimento interno.
Segundo Gil (2006), um clima organizacional adequado, faz-se que o gestor de pessoas adquira
algumas características que serão capazes de melhorar o grau de satisfação, realização e
desenvolvimento das pessoas, sendo:
Comunicador: comunicar-se bem é essencial para os gestores de pessoas, pois para exercer as
actividades precisam expressar-se oralmente. A comunicação é um processo amplo, não percebê-la
por esse ângulo tenderá a erros de avaliação e planeamento, conforme (LUDWIG et. al, 2009).
Seleccionador: pessoas são o mais importante capital de que as empresas dispõem, precisam ser
seleccionadas com aptidão possível, visto que se houver falhas nesse processo, irão repercutir em
outras posteriores. (FAISSAL, 2005).
Treinador: para acompanhar tendências e tecnologias é essencial que as empresas capacitem seus
Colaboradores, a fim de torná-los mais eficazes. Algumas organizações possuem centros de
treinamento e desenvolvimento, outras já evoluíram para centros educacionais e universidades
corporativas. (CHIAVENATO, 1999).
Importância da avaliação de desempenho: a fim de suprir a necessidade de alocar cada
colaborador na função adequada, faz necessário o uso de forma sistemática de avaliação de
desempenho, para evitar que o desempenho do colaborador seja inferior ao esperado dele
(MAXIMIANO, 1995).
Ainda segundo Maximiano (1995), com boa avaliação de desempenho, é possível: obter recursos
para elaborar planos de melhoria para desempenhos insatisfatórios; conseguir recursos para
remunerar; recursos para redesenhar o perfil ocupado dos cargos; enaltecer o autoconhecimento dos
empregados; reconhecer quanto os programas de treinamento tem contribuído um desempenho
satisfatório dos colaboradores;
Cultura organizacional
Para Chiavenato (2003), cultura organizacional é o sistema de crenças e valores compartilhados que
se desenvolve dentro da organização ou dentro de uma subunidade e que guia e orienta o
comportamento de seus membros. Para ficar mais fácil, vamos imaginar um grupo de jogadores de
basquete. Observem que todos usam a mesma marca de roupa, utilizam uma linguagem própria,
frequentam os mesmos lugares e têm gostos muito semelhantes na hora de consumir. Este
“fenómeno” também acontece dentro das empresas e até mesmo dentro de departamentos. Podemos
observar que isto vai além do uniforme. As pessoas passam a se comportar de modo similar em
decorrência da cultura ali existente.
A cultura organizacional baseia-se nas crenças em relação ao que é importante na vida, nas
expectativas sobre o comportamento dos membros da organização e no conjunto de valores em vigor
na empresa, suas relações e sua hierarquia, em que é definido o padrão de comportamento e de
atitudes que governam as acções e decisões mais importantes da administração.
As decisões de uma empresa são tomadas de acordo com a cultura que nela é praticada. Quando a
cultura é bem definida, garante coerência nas acções e decisões, proporcionando condições para
alcançar os objectivos e metas estipuladas.
A cultura é constituída por meio do conjunto de políticas e normas da organização. Quando a cultura
é conhecida por todos, temos uma cultura oficial. Quando a cultura que é praticada não coincide com
a oficial, o que vale é a cultura praticada. A melhor maneira de se identificar a cultura praticada na
empresa é observar as preocupações, as decisões e as prioridades da alta administração. A cultura se
manifesta de várias formas e pode ser usada para alcançar os objectivos do mesmo modo que os
demais recursos (matéria-prima, os equipamentos, os recursos financeiros e os recursos humanos).
Se uma empresa desenvolve uma cultura muito diferente da que é habitualmente utilizada no sector
ao qual ela pertence, pode encontrar dificuldades para operar de forma adequada.
Muitas vezes os responsáveis por sectores ou divisões, criam subculturas dentro dessas áreas
funcionais, o que pode vir a comprometer a cultura da empresa.
As empresas podem difundir sua cultura por meio de documentos escritos, nos quais ela estará clara,
ou por meio de reuniões, seminários e palestras para os colaboradores. Contudo, são as acções e as
decisões administrativas a melhor forma de ensinar a cultura.
Uma das maiores dificuldades encontradas pela empresa é a mudança da sua cultura. Deve-se levar
em conta que as decisões sobre as pessoas que foram admitidas basearam-se na cultura existente e
que estas pessoas per amanheceram na empresa.
Mudar a cultura da empresa significa mudar a forma de pensar e agir das pessoas e, em alguns casos,
mudar as pessoas, pois desafia hábitos já assimilados de pensamentos e acções.
Uma cultura forte que deu certo durante muito tempo pode dificultar a mudança, quanto for
necessária. Geralmente, são as mudanças no ambiente externo e a necessidade de se adaptar a elas
que forçam as mudanças de cultura.
Para que esta mudança de cultura aconteça, serão necessários esforços concentrados e não ocorrerá
do dia para noite.
Clima organizacional
Quando falamos de clima organizacional, fica difícil visualizá-lo, mas vamos explicar. Vamos
recapitular algumas situações do nosso dia a dia. Quando, por exemplo, desobedecemos a alguma
ordem de nossos pais ou do nosso superior hierárquico, como fica o ambiente quando chegamos?
Lembrou? Pois é, isto é o clima. O mesmo vale para nossa casa, para o trabalho e para qualquer outro
lugar onde estejam envolvidas pessoas.
O clima organizacional, nas informações de Lacombe, demonstra o grau de satisfação das pessoas
com o ambiente interno da empresa. Esta relação está intimamente relacionada à motivação, à
identificação com a empresa, à colaboração entre os membros da empresa, ao interesse no trabalho, à
forma como se dá a comunicação interna, aos relacionamentos entre as pessoas e à integração da
equipe, entre outros.
Um bom administrador tem como prioridade criar um ambiente na organização que propicie às
pessoas que nela trabalham unirem-se em prol de um esforço comum, desenvolvendo suas
competências, se realizando profissionalmente e obtendo reconhecimento e recompensas.
Se o clima organizacional é bom, as pessoas tendem a ser proactivas, se for ruim, provocará
descrença e revolta, aumentando a rotatividade (troca de pessoal) e o absenteísmo (faltas por diversos
motivos) na instituição.
O clima organizacional reflecte a qualidade do ambiente de trabalho percebida pelas pessoas da
empresa.
O planeamento de pessoal se baseia em dois processos principais que são: A Previsão de Recursos
Humanos, que consiste no uso de técnicas específicas, na busca de determinar o número, o tipo e a
qualidade de pessoas que a organização precisará, para manter seu crescimento e explorar as
oportunidades futuras; A Auditoria de Recursos Humanos, que consiste no uso de técnicas
específicas, necessárias para quantificar e qualificar as habilidades e o desempenho de cada
indivíduo, que já existe dentro da organização, objectivando desta forma, identificar os recursos
humanos internos e as possibilidades de melhor aproveitamento, evitando assim, muitas vezes, os
altos custos de contratações externas.
2.4.Recrutamento Externo
O recrutamento é externo quando a organização procura preencher suas vagas com candidatos
externos atraídos pelas técnicas de recrutamento (ROCHA, 1997; CHIAVENATO, 2009).No
recrutamento externo há dois tipos de abordagem: a directa e a indirecta (CHIAVENATO, 2009):
Recrutamento Directo O recrutamento directo é realizado pela empresa sendo ela própria que recorre
ao mercado através da média (meios de comunicação) através dos quais a divulgação será efetuada
(AIRES, 2007) podendo a empresa ser identificada ou não (CÂMARA et.al., 2003); Recrutamento
Indireto Quando o recrutamento directo não é eficaz, ou quando a empresa não possui recursos
próprios para efectuar recrutamento e selecção ou ainda quando pretende distanciar-se do processo, a
organização opta pelo contacto com empresas especializadas como headhunters (caçadores de
cabeças) search (consultores de pesquisa directa) e consultores de recrutamento (CÂMARA et.al.,
2003) Vantagens do recrutamento externo: Traz “sangue novo” e experiências novas para a
organização: ocasiona sempre uma importação de ideias novas, de diferentes abordagens dos
problemas internos da organização; Renova e enriquece os recursos humanos da organização:
principalmente quando a política é a admitir pessoal com gabarito igual, ou melhor, do que o já
existente na empresa; Traz novas competências para a organização: permite comprar competências
novas que a organização não tem tempo suficiente para construir internamente.
2.6.Recrutamento Misto
Apresenta-se como alternativa para ultrapassar as desvantagens de optar apenas por recrutamento
interno ou externo (AIRES, 2007). Um sempre deve complementar o outro (CHIAVENATO, 2009).
As vagas são divididas pelos candidatos internos e externos, passando a ter as mesmas oportunidades
sendo que a avaliação dos candidatos é feita de maneira externa à organização para que não haja ou
sofra influências (AIRES, 2007). Chiavenato (2009) cita três alternativas de sistema a ser adoptado
no recrutamento misto: Inicialmente recrutamento externo seguido de recrutamento interna;
Inicialmente recrutamento interno seguido de recrutamento externo e Recrutamento externo e
recrutamento interno concomitantemente
A primeira vista, o processo de selecção parece ocorrer de forma unilateral, onde a organização
processa a selecção e decide quem ela vai contratar. Esta visão, na verdade não é real, pois as pessoas
que são seleccionadas, também decidem se irão ingressar na organização, através do processo de
contratação, esta decisão das pessoas está directamente ligada ao nível de satisfação dos interesses
das pessoas em relação as ofertas da organização. É necessário que a organização ofereça elementos
atractivos que motivem as pessoas a aceitarem ingressar, através do processo de contratação de
pessoal.
Selecção é a segunda etapa do processo e, em geral, o departamento de RH (gestão de pessoas) faz a
triagem e a selecção preliminar, mas a escolha final caberá à futura chefia, a selecção contempla o
conjunto de práticas e processos usados para escolher, dentre os candidatos disponíveis, aquele que
parece ser o mais adequado para a vaga existente. Quanto maior for o número de candidatos, maior
será a probabilidade de se admitir a pessoa certa.
A selecção busca entre os candidatos recrutados aqueles mais adequados aos cargos existentes na
empresa, visando a manter ou aumentar a eficiência e o desempenho do pessoal, bem como a eficácia
da organização. (RIBEIRO, 2008. p. 223), o processo de selecção começa com a análise dos
currículos dos candidatos que podem vir a constituir um volume muito grande quando a empresa
utiliza recrutamento por meio de anúncios na média. Contudo, após uma breve leitura, grande parte
desse volume de currículos será descartada. Os principais métodos utilizados para a selecção são:
• Triagem preliminar dos currículos;
• Entrevista;
• Informações de pessoas confiáveis;
• Testes técnico-profissionais;
• Testes psicológicos;
• Dinâmica de grupo;
• Entrevistas pelas chefias futuras;
• Informações de empregos anteriores;
• Informações cadastrais; e
• Exame médico.
2.8.Admissão
A admissão é a terceira etapa. Terminado o processo de selecção, é processada a admissão, que
começa com o comunicado do resultado a todos os candidatos e o pedido de apresentação dos
documentos exigidos pela empresa e pela legislação aos futuros colaboradores, mantenha seus
documentos sempre em ordem e à mão. Você só poderá ser admitido após a apresentação de todos
eles.
Existem muitos tipos de métodos de avaliação de desempenho, pois eles são criados visando atender
os objectivos de cada organização, e muitas vezes são utilizados mais de um tipo, para que a
avaliação se torne mais completa, por isso vejamos quatro tipos principais que são mais utilizados
pelas organizações:
A avaliação dos subordinados pelo superior, é um dos tipos mais utilizados pelas organizações;
Um grupo de superiores avaliando os subordinados, é realizado por um comité de
administradores, onde cada um preenche formulários de avaliação em separado, valendo a pena
salientar que as tendências de injustiças se tornam diluídas, apesar de demandar mais tempo; Um
grupo de subordinados avalia um colega, este método é menos utilizado, pois se destina
principalmente para medir a capacidade de liderança de um indivíduo; Os subordinados avaliam os
superiores, este método tem importância peculiar, pois propicia avaliar os administradores, propicia
se efectuar a correcção de algumas falhas e consequentemente a melhoria de desempenho dos
avaliados. É necessário que os avaliadores não se tornem juízes, e por conseguinte atribuam
julgamento nos processos de avaliação de desempenho, pois isto constitui uma distorção. Os
objectivos da avaliação devem ser em busca da comparação do desempenho actual e a busca do
desempenho proposto ou ideal para a organização.
6. Acompanhamento e aconselhamento:
O acompanhamento consiste no conjunto de métodos que quando postos em prática, visam criar
condições de reacções necessárias para o bom desempenho do indivíduo no trabalho, para que ele
sege eficiente, nos diversos sectores da organização, e perceba o acompanhamento como factor de
motivação, se sentindo valorizado, pela importância que lhe confere e cuidados que lhe dispensa a
organização. O acompanhamento deve ser visto como uma necessidade contínua, se iniciando desde
o processo de selecção, treinamento e avaliação de desempenho.
O aconselhamento é um processo que consiste em informar à gestão de recursos humanos, e quando
conveniente ao próprio indivíduo, a respeito de problemas que possam estar exercendo influência
negativa no desempenho do mesmo dentro da organização, sugerindo soluções adequadas a estes
problemas, visando promover o ajustamento do indivíduo ao seu trabalho, seus companheiros e enfim
à organização.
Por mais que a tecnologia tenha permitido avanços nessa área, muitas empresas ainda utilizam
Formas arcaicas de controlo de ponto, como os sistemas manuais ou mecânicos.
Os medos de aderir a mudanças nos processos tradicionais da empresa estão ligados a essa decisão.
Basta aderir a ferramenta, cadastrar os colaboradores, suas jornadas, e pronto! Todas as marcações de
entrada e saída ficarão armazenadas na plataforma. Além disso, se o sistema for inteligente e
completo, também é possível cadastrar regras de cálculo específicas, e contabilizar as faltas, férias,
atrasos e muito mais.
Para ajudar os profissionais deste departamento nessas tarefas, Chiavenato, que também é
especialista em administração de empresas, propôs uma forma de reorganizar essas funções em
subsistemas de RH, para que se tenha um maior controle sobre elas, esses subsistemas são 5
categorias que agrupam todas as funções do departamento em áreas específicas segundo os objectivos
de cada uma, e que ao mesmo tempo as mantenham conectadas. São elas:
Tipos de subsistemas de RH
Como disse acima, existem 5 tipos de subsistemas descritos por Chiavenato, que devem funcionar de
maneira integrada e eficiente para garantir o crescimento da empresa, fazer com que se destaque, e
com que tenha todos os benefícios acima.
Aplicação de pessoas
Uma vez que o RH consegue realizar o processo selectivo e contratar o melhor profissional, o
próximo passo é aloca-lo ao seu novo cargo e avaliá-lo. Esse momento é o segundo subsistema,
chamado de aplicação de pessoas.
Antes de realizar cada uma dessas tarefas, contudo, o responsável por esse subsistema deve deixar
claro as funções que serão realizadas, assim como o salário condizente com o cargo. Com essas
informações, deve-se começar a alocação desse profissional, essa etapa é extremamente importante
para que o funcionário se sinta parte da empresa e de seus colegas. Dessa forma, o apresente à seus
novos colegas, mostre seu local de trabalho, e principalmente o introduza à cultura organizacional.
Segundo Chiavenato, ela é capaz de estimular a satisfação no trabalho, a motivação e o desempenho
dos colaboradores.
“Os indivíduos aguardam recompensas, satisfações e frustrações e, essas expectativas tendem a levar
à motivação. Factores de satisfação são os que demonstram os sentimentos mais positivos do
profissional em relação ao trabalho”, Chiavenato (2002).
A segunda tarefa, por sua vez, é avaliar o desempenho desse novo profissional. É importante verificar
o processo de adaptação desse funcionário, se está conseguindo ou não realizar suas
responsabilidades, e o que pode ser feito para ajudá-lo caso necessário, vale lembrar que essa análise
deve ser feita não só com o novo colaborador, mas com todos os funcionários e de forma periódica,
para garantir que todos estejam alinhados e conquistando as metas estipuladas pela contratante.
Manutenção de pessoas
Por mais que a Organização consiga realizar um processo selectivo efectivo, e contratar os melhores
profissionais, é muito comum ver situações em que não conseguem reter esses talentos por muito
tempo, o terceiro subsistema, chamado de manutenção de pessoas, foca nas melhores estratégias para
reter os colaboradores.
Esses profissionais devem saber como motivar e engajar as equipes, para que haja um bom clima
organizacional e para que todos se sintam felizes em seus ambientes de trabalho.
Um grande exemplo que é muito visto no mundo corporativo é a prática do “team building”. Esse
treinamento foca em melhorar as relações entre os funcionários, por meio de um conjunto de técnicas
que visam o desenvolvimento emocional e comportamental.
Mas além dele, existem diversas outras formas e acções para motivar os colaboradores, como por
exemplo:
Estabelecer um plano de carreira;
Pacote de benefícios (como plano de saúde, odontológico, parceria com academias, creches, e vale
refeição);
Adoptar uma política de bonificação por produtividade ou pelo cumprimento das metas
estabelecidas;
Reajuste salarial;
Realizar feedbacks constantes.
Com essas acções, sua organização conseguirá reter esses profissionais, fazer com que sejam mais
produtivos, e evitar uma alta rotatividade.
Desenvolvimento de pessoas
Junto às acções para motivar e engajar os colaboradores que citei acima, outra questão que sua
Organização também deve se preocupar é proporcionar formas que treinem e desenvolvam as
habilidades dos funcionários, o quarto subsistema, de desenvolvimento de pessoas, é a área
responsável por garantir essas oportunidades, seja por meio de treinamentos, ou de cursos,
workshops, oficinas, congressos, palestras, simpósios, e muitas outras opções.
Essas acções podem ser usadas tanto com o objecto de desenvolvimento profissional, quanto das
habilidades comportamentais dos funcionários, que abrange questões como suas capacidades de
decisão, empatia e liderança, Com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, fazer com que
seu negócio cresça e se destaque muitas vezes se torna uma tarefa difícil, mas programas de
treinamento e capacitação de funcionários são algumas das melhores formas de se preparar para
conquistar isso.
Afinal, esses treinamentos irão não só desenvolver as habilidades dos colaboradores, como também
aperfeiçoar a comunicação entre as equipes, proporcionar melhor gerenciamento de tempo, ajudar na
retenção de talentos, e aumentar a eficácia dos objectivos da sua Organização de forma geral.
Para ter sucesso neste subsistema, o primeiro passo é identificar as necessidades da sua organização,
ou seja, qual o objectivo de se organizar essas acções, para a partir disso, elaborar o seu planeamento
de treinamento.
Aqui, é importante avaliar: quais treinamentos já estão sendo usados na empresa? Devem ser
mantidos ou mudados? Quais os melhores treinamentos disponíveis? Qual o estilo de aprendizagem
dos colaboradores? O treinamento deve ser feito online ou presencial?
Monitoramento de pessoas
Se você chegou até aqui, então viu quantas tarefas o departamento de recursos humanos devem lidar,
com tantas responsabilidades e funções, nada disso será possível sem o mínimo de organização,
especialmente para grandes empresas. Por isso, o quinto e último subsistema é o de monitoramento
de pessoas, que tem o objectivo de manter todas as informações dos colaboradores em ordem e
organizadas. Ele funciona como um banco de dados para a organização, que deve ser integrado e
colaborar com todos os outros subsistemas, para que tenha todos esses dados actualizados.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Independente. Lisboa, Portugal. Data da publicação 25/09/2007. Disponível em
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CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Pessoas. O novo papel de recursos humanos nas Organizações.
Rio de Janeiro: Campus, 1999
GRAMINA, Maria Rita., BRANCO, Renata Castello. Selecção por Competências –Garimpando
Talentos e Potenciais. Disponível em
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out.2012.