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Ensaio de Adensamento Edométrico

O documento apresenta os cálculos e resultados de um ensaio de adensamento edométrico realizado em uma amostra de solo. Fornece detalhes sobre os índices físicos do solo, sua classificação, e cálculos de parâmetros como coeficientes de compressibilidade e adensamento.

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Ensaio de Adensamento Edométrico

O documento apresenta os cálculos e resultados de um ensaio de adensamento edométrico realizado em uma amostra de solo. Fornece detalhes sobre os índices físicos do solo, sua classificação, e cálculos de parâmetros como coeficientes de compressibilidade e adensamento.

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MESTRADO PROFISSIONAL EM ENGENHARIA GEOTÉCNICA

ENSAIOS DE LABORATÓRIO E DE CAMPO EM GEOTECNIA

ENSAIO DE ADENSAMENTO EDOMÉTRICO


OU COMPRESSÃO CONFINADA

Alunos: - César de Jesus Ferreira Santos


- Fernanda Linhales de Freitas

Professor: Lúcio Flávio de Souza Villar


Área de concentração: Geotecnia de Barragens

Belo Horizonte, Maio de 2008.


Ensaios de Laboratório – Exercícios

1. INTRODUÇÃO

O presente relatório apresenta os cálculos e resultados relativos ao ensaio de adensamento


edométrico ou compressão confinada. Os dados dos ensaios (Amostra: 03.96) foram fornecidos
pelo prof. Lúcio Flávio, não houve acompanhamento deste ensaio, apenas serão compilados os
dados.

2. OBJETIVO

O objetivo do ensaio é calcular os índices físicos, fazer a classificação do solo, obter os


coeficientes de compressibilidade (av), os coeficientes de variação volumétrica (mv), os
coeficientes de adensamento (Cv) - Método de Casagrande e Taylor, os coeficientes de
permeabilidade (k), calcular a tensão de pré-adensamento (σpa) - Método Casagrande e Pacheco
Silva, calcular o índice de compressão (Cc), índice de recompressão (Cr) e índice de expansão
(Ce).

3. CÁLCULOS

3.1 ÍNDICES FÍSICOS

As características iniciais da amostra: 03.96 são apresentadas na Tabela 3.1 e os resultados de


ensaios de granulometria (classificação ABNT), densidade relativa dos grãos (G), limites de
consistência (Atterberg), peso específico seco máximo e umidade ótima (ensaio de
compactação) na Tabela 3.2.

Da relação básica entre os índices físicos:


γd = γs / (1 + e) ∴ 1 + e = γs/γd ∴ e = (γγs/γγd) – 1
γw = 10 kN/m3,
Gs = γs/γw = 2,63 ⇒ γs = 2,63.10 = 26,3 kN/m3
Logo, e = (26,3/15,7) – 1 = 0,68
Gs.w = S.e
S = (Gs.w)/e ∴ S = (2,63.0,054)/0,68 = 0,21 = 21%
Altura dos sólidos:
hs = hi/(1 + ei)
Onde:
hi = altura inicial do corpo de prova (cm);
ei = índice de vazios inicial
Logo,
hs = 2/(1 + 0,68) = 1,19 cm
Ensaios de Laboratório – Exercícios

TABELA 3.1
CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA 03.96

Descrição Unidade Antes Teor de Umidade


Diâmetro cm 5,04 Descrição Unidade Antes
Altura cm 2,00 Cápsula - 51 61
Área cm² 19,98 Tara g 19,20 19,25
Volume cm³ 39,96 Solo úmido + tara g 32,90 36,81
Massa úmida g 66,07 Solo seco + tara g 32,16 35,97
Índice de vazios - 0,68 Massa de água g 0,74 0,84
Peso . esp. Úmido kN/m³ 16,55 Massa seca g 12,96 16,72
Peso . esp. seco kN/m³ 15,70 Umidade % 5,70 5,00
Grau de saturação % 21,00 Umidade média % 5,4
Altura de sólidos Hr cm 1,19 Constante da alavanca: 10

TABELA 3.2
RESULTADOS DE ENSAIOS DA AMOSTRA 03.96

Descrição Unidade Valor Granulometria - NBR 6502/95 (%)


Limite de Liquidez (LL) % 36 Argila < φ 0,002 mm 21
Limite de Plasticidade (LP) % 21 Silte (0,002< φ <0,06) mm 52
Índice de Plasticidade (IP) % 15 Areia fina (0,06 < φ <0,2) mm 23
Densidade real dos Grãos (Gs) - 2,63 Areia média (0,2 < φ < 0,6) mm 4
3
Peso Específico Seco Máximo (kN/m ) 16,3 Areia grossa (0,6 < φ < 2,0) mm 0
Umidade Ótima % 17,4 Pedregulho φ > 2,0 mm 0

3.2 CLASSIFICAÇÃO DO SOLO

A classificação do solo foi realizada de acordo com Sistema Unificado de Classificação dos
Solos (USCS) e Sistema HRB - AASHTO - (American Association of State Highway and
Transportation Officials) através da composição granulométrica e os limites de Atterberg.

3.2.1 Sistema unificado “SUCS”:

% de finos = material que passa na peneira nº 200 (0,075mm)

% finos = 21 + 52 = 73% > 50% - solo de granulação fina

Limites de Atterberg: LL = 36 % ; LP= 21 % ; e IP = LL –LP = 15 %.


Ensaios de Laboratório – Exercícios

60
LINHA "B"
LL = 50 LINHA "U"
IP = 0,9(LL-8)

Índice de Plasticidade (%)


50

LINHA "A"
40 CH IP = 0,73(LL-20)

30

20 CL

IP = 15
MH - OH
10
CL-ML ML - OL
0

0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
LL = 36
Limite de Liquidez (%)

Figura 3.1: Carta de Plasticidade – Casagrande

 Classificação do solo segundo a classificação unificada é CL, ou seja, argila de baixa


compressibilidade.

3.2.2 Sistema HRB – AASHTO

% passa na peneira nº 200 = 73% > 35% - Grupo dos solos finos (A-4, A-5, A-6 ou A-7).
De acordo com a Fig. 3.5 – Classificação dos solos finos no Sistema Rodoviário (Sousa Pinto):
LL = 36 < 40 ok!
IP = 15 > 10 ok!
A classificação do solo fino segundo o Sistema Rodoviário é A6.

3.3 CÁLCULO DO ÍNDICE DE VAZIOS PARA OS 13 ESTÁGIOS DO ENSAIO DE


ADENSAMENTO

Conhecido os dados iniciais da amostra, Tabela 3.1, através das equações 1 e 2 obtêm- se o
índice de vazios para cada estágio, Tabela 3.3:
hi
hs = - equação 1;
1 + ei
Sendo :
hi = altura inicial do corpo de prova (mm);
ei = índice de vazios inicial.
 hs = 11,94 mm

h
e = − 1 - equação 2;
hs
Sendo :
h = altura do corpo de prova ao final de cada estágio (mm).
Ensaios de Laboratório – Exercícios

TABELA 3.3

ÍNDICE DE VAZIOS

Tensão Altura do CP
Estágios Índice de Vazios Observações
[kPa] h [cm]
1 10 1,996 0,67
2 40 1,991 0,67
3 80 1,979 0,66
4 160 1,960 0,64
5 200 1,956 0,64
Inundação
6 200 1,949 0,63
7 320 1,945 0,63
8 640 1,930 0,62
9 935 1,912 0,60
10 200 1,923 0,61
11 40 1,937 0,62
Descarregamento
12 10 1,941 0,63
13 0 1,942 0,63

3.4 CÁLCULO DE COEFICIENTE DE COMPRESSIBILIDADE (Av):

Plotando-se as curvas índice de vazios contra a tensão efetiva obtêm-se o coeficiente de


compressibilidade (av) através da inclinação da reta, conforme apresentado Figura 3.2.

Tensão Efetiva (kg)


0 4 8 12 16 20
0.68 0.68

0.66 0.66 Índice de Vazios


Índice de Vazios

0.64 0.64
Coeficiente de compressibildade, av
e1 − e2
av =
σ ' 2 − σ '1
0.62 0.62

0.60 0.6
0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000
Tensão Efetiva (kPa)
Figura 3.2 - Índice de vazios contra a tensão efetiva.
Ensaios de Laboratório – Exercícios

e1 − e2 320 − 935
av = − =− = 4,51x10 −5 [kPa −1 ]
σ ' 2 − σ '1 0,63 − 0,60

3.5 COEFICIENTE DE VARIAÇÃO VOLUMÉTRICA (mv)

av
Definição: mv = ,
1+ e

Sendo:

e – índice de vazios para cada estágio.

Os resultados do coeficiente de variação volumétrica para os estágios 7, 8 e 9 estão apresentados


na Tabela 3.4 a seguir.

TABELA 3.4
COEFICIENTE DE VARIAÇÃO VOLUMÉTRICA

Tensão mv
Estágio Índice de vazios inicial
[kPa] [kPa-1]
7 320 0,63 2,76E-05
8 640 0,63 2,77E-05
9 935 0,62 2,79E-05

3.6 COEFICIENTE DE ADENSAMENTO (Cv)

O cálculo do coeficiente de adensamento será realizado para os estágios 7, 8 e 9 pelos métodos


de Casagrande Tabela 3.5 e Taylor Tabela 3.6 respectivamente.

3.6.1 Método de Casagrande

• Para cada incremento de carga, plota-se a curva de adensamento, com a altura do


corpo de prova no eixo das ordenadas e no eixo das abcissas o logaritmo do tempo.
• Determina-se o ponto correspondente a 100% do adensamento primário pela
interseção das retas tangente ao trecho central da curva (correspondente ao adensamento
primário) e ao final da curva (correspondente ao adensamento secundário).
• Obtêm-se o ponto correspondente a 0% de adensamento, ou ao início do
adensamento através do seguinte procedimento: selecionar duas alturas do corpo de
prova, h1 e h2, correspondentes respectivamente aos tempos t1 e t2, cuja relação t2/t1
deverá ser igual a 4. A altura do corpo de prova correspondente a 0% de adensamento
primário (h0) é calculada por:
h 0 = h1 + (h1 - h 2 )
Ensaios de Laboratório – Exercícios

• A altura do corpo de prova correspondente a 50% (h50) de adensamento primário


é a média entre as alturas obtidas em 0 e 100% de adensamento.
• O tempo referente a 50% de adensamento (t50) é obtido tomando-se a abcissa do
ponto correspondente à h50.
• O coeficiente de adensamento (Cv) é dado por:
2
0,197 × H d
Cv =
t 50
Onde:
Hd = altura de drenagem igual a (0,5xH50) (cm).

TABELA 3.5
COEFICIENTE DE ADENSAMENTO – MÉTODO CASAGRANDE

Tensão t50 h Cv
Estágio
[kPa] [min] [cm] [cm²/s]
7 320 11,00 0,973 2,8E-04
8 640 10,00 0,966 1,3E-03
9 935 10,00 0,958 1,3E-03

3.6.2 Método de Taylor

• Para cada incremento de carga, plota-se a curva de adensamento, com a altura do


corpo de prova no eixo das ordenadas e no eixo das abcissas a raiz quadrada do tempo.
• Determina-se o ponto inicial de adensamento primário, ou correspondente a 0%
de adensamento, pelo prolongamento da reta definida pelos pontos iniciais da curva de
adensamento ou pelo prolongamento do trecho reto inicial até o eixo das ordenadas.
• Em uma ordenada qualquer do trecho reto, traçar uma horizontal e determinar o
ponto de interseção entre esta horizontal e a reta traçada no item anterior.
• Na mesma horizontal, determinar o ponto correspondente a 15% do segmento
horizontal anterior.Traçar uma reta ligando este ponto ao inicio do adensamento
primário. As coordenadas do ponto de interseção desta reta com a curva de adensamento
são os pontos t90 e h90, que correspondem a 90% de adensamento primário.
• O coeficiente de adensamento (Cv) será calculado por:
0,848 × H d 2
Cv =
t90
Onde:
Hd = altura de drenagem igual a (0,5xH50) (cm)
t90 = tempo correspondente à 90% do adensamento primário (s).

TABELA 3.6
COEFICIENTE DE ADENSAMENTO – MÉTODO TAYLOR

Tensão t90 h Cv
Estágio
[kPa] [min] [cm] [cm²/s]
7 320 132,25 0,973 1,0E-04
8 640 20,25 0,966 6,5E-04
9 935 49,00 0,958 2,6E-04
Ensaios de Laboratório – Exercícios

Observações:

O coeficiente de adensamento calculado pelo método de Casagrande apresentou valores da


ordem de 60% maior que pelo método de Taylor. Este fato pode ser explicado por o método de
Casagrande considera 50% de adensamento e o método de Taylor considera 90% de
adensamento para o cálculo do coeficiente de adensamento.

Nas figuras 3.3 a 3.5 a seguir são apresentados os cálculos de t50 e t90 pelos métodos de
Casagrande e Taylor para os estágios 7, 8 e 9 respectivamente.
Ensaios de Laboratório – Exercícios

Determinação do Coeficiente de Adensamento, Cv


Método de Casagrande
19.472
d0

19.468

d50
Altura do C.P. (mm)
19.464

19.460
d100

19.456

19.452

19.448 t1
t2=4.t1
0.1 1 10 100 1000 10000
Tempo Log(min)
t50 =11

Determinação do Coeficiente de Adensamento, Cv


Método de Taylor
19.472
d0

19.468
Altura do C.P. (mm)

19.464
U = 90%

19.460
U = 100%

19.456

19.452

19.448
t90= 11,5

0 5 10 15 20 25 30 35 40
Raiz Quadrada de t

Figura 3.3 - Estágio nº: 07 - Pressão de 320,0 kPa – Cálculo de t50 e t90.
Ensaios de Laboratório – Exercícios

Determinação do Coeficiente de Adensamento, Cv


Método de Casagrande
19.350
d0

19.340
Altura do C.P. (mm)
19.330

d50
19.320

19.310

19.300
d100

19.290 t1
t2=4.t1 t50=10
0.1 1 10 100 1000 10000
Tempo Log(min)

Determinação do Coeficiente de Adensamento, Cv


Método de Taylor
19.350
d0

19.340
Altura do C.P. (mm)

19.330

X 1,15.X

19.320
U = 90%

19.310

19.300
U = 100%

19.290
0 5 10 15 20 25 30 35
t90= 4,5

Raiz Quadrada de t

Figura 3.4 - Estágio nº: 08 - Pressão de 640,0 kPa – Cálculo de t50 e t90.
Ensaios de Laboratório – Exercícios

Determinação do Coeficiente de Adensamento, Cv


Método de Casagrande
19.200
d0

Altura do C.P. (mm) 19.180

19.160
d50

19.140

d100
19.120 t1
t2=4.t1
0.1 1 10 100 1000 10000
Tempo Log(min)
t50=10,3

Determinação do Coeficiente de Adensamento, Cv


Método de Taylor
19.200
d0

19.180
Altura do C.P. (mm)

19.160

U = 90%

19.140

U = 100%
19.120
0 5 10 15 20 25 30 35 40
t90= 7

Raiz Quadrada de t

Figura 3.5 - Estágio nº: 09 - Pressão de 935,0 kPa – Cálculo de t50 e t90.
Ensaios de Laboratório – Exercícios

3.7 COEFICIENTE DE PERMEABILIDADE (k)

Definição: k = Cv .mvγ w
Sendo:
γ w - peso especifico da água – 10 kN/m³

Os resultados os coeficiente de permeabilidade para os estágios 7, 8 e 9 estão apresentados na


Tabela 3.7 a seguir.

TABELA 3.7
COEFICIENTE DE PERMEABILIDADE

Tensão Taylor Casagrande


Estágio Índice de vazios
[kPa] k [cm/s] k [cm/s]
7 320 0,63 2,80E-10 7,81E-10
8 640 0,62 1,80E-09 3,65E-09
9 935 0,60 7,38E-10 3,62E-09

Observações:

Conforme demonstrado na Tabela 3.7 os valores de permeabilidade estão aumentado com


acréscimo de tensão.

3.8 CÁLCULO DE PRESSÃO DE PRÉ-ADENSAMENTO

3.8.1 Método de Casagrande

Traça-se a curva índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada, sendo o índice de
vazios calculado ao final de cada estágio de carregamento e descarregamento.
Obtêm-se o ponto de mínimo raio de curvatura e, por ele, traçar uma paralela ao eixo das
abscissas e uma tangente à curva.

Traça-se a bissetriz do ângulo formado por essas retas. A abscissa do ponto de intersecção da
bissetriz com o prolongamento do trecho virgem corresponde à tensão de pré-adensamento (σpa).
Na Figura 3.6 está apresentado tensão de pré-adensamento calculada pelo método de
Casagrande, σpa =50 kPa.

Também estão apresentados os cálculos de índice de compressão (Cc), índice de recompressão


(Cr) e índice de expansão (Ce).
Ensaios de Laboratório – Exercícios

0.70

ei = 0,68
0.68
0,672
0,668 Cr
Índice de Vazios

0.66

0.64
0,636
Cc
0.62
0,615
Ce
0,608

0.60
σpa=50kPa
1 10 100 1000
Tensão Efetiva - σ' (kPa)
Figura 3.6: Tensão de pré-adensamento σpa calculada pelo método de Casagrande.

Cálculo de Índice de Recompressão

e0 − e1 0,672 − 0,668
Cr = ; Cr = = 0,008

log
σ 1 ' 
 log 30
10
( )
 σ 0 '

Cálculo de Índice de Compressão

e0 − e1 0,636 − 0,620
Cc = ; Cc = = 0,05

log
σ 1 ' 
 log 400
200
( )
 σ 0 '

Cálculo de Índice de Expansão

e0 − e1
Ce = ;
σ ' 
log 1 
 σ 0 '

0,615 − 0,608
Ce = = 0,015
(
log 300
100
)
Ensaios de Laboratório – Exercícios

3.8.2 Método de Pacheco Silva

Traça-se a curva índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada, sendo o índice de
vazios calculado ao final de cada estágio de carregamento e descarregamento.
Traça-se uma reta horizontal passando pela ordenada correspondente ao índice de vazios inicial
da amostra.
Prolonga-se o trecho virgem e determinar o ponto de interseção com a reta definida no tópico
anterior. Pelo ponto de interseção traçar uma reta vertical até interceptar a curva. Por esta
interseção, traçar uma reta horizontal até o prolongamento do trecho virgem. A abscissa deste
ponto corresponde a tensão de pré-adensamento (σpa).
Na Figura 3.7 está apresentado tensão de pré-adensamento calculada pelo método de Pacheco
Silva, σpa = 50 kPa.

0.70

ei = 0,68
0.68
Índice de Vazios

Inundação
0.66
Solo é considerado colapsível se i > 0,02.

∆e 0,638 − 0,632
i= = = 0,004
1 + ei 1 + 0,675
0.64
0,004 < 0,02 ⇒ solo _ NÃO _ colapsível ∆e Desvio de umidade

0.62

0.60
σpa=50 kPa
1 10 100 1000
Tensão Efetiva - σ' (kPa)
Figura 3.7: Tensão de pré-adensamento σpa calculada pelo método de Pacheco Silva.

Observações:

Conforme demonstrado nos gráficos 3.6 e 3.7 o valor da tensão de pré-adensamento calculado
pela metodologia proposta por Casagrande (σpa = 50 kPa) e Pacheco Silva (σpa = 50 kPa) foram
iguais.
Nota se que neste caso o ponto de mínimo da curva está bem definido o que não dificulta a
aplicação da metodologia proposta por Casagrande, mas em caso em que este ponto não esteja
evidente o valor tensão obtido pelos dois métodos poderá ser distintos, uma vez que metodologia
proposta por Pacheco Silva não depende do ponto de mínimo da curva e sim do índice de vazios
inicial da amostra.
Ensaios de Laboratório – Exercícios

As duas metodologias para o cálculo da tensão de pré-adensamento não diferem de valor o que
demonstra que qualquer metodologia poderá ser aplicada para este cálculo mas sempre que os
dados não estiverem claros um dos métodos poderá ser a contraprova ou sua complementação

No gráfico 3.7 também está demonstrado o que este solo não apresenta características colopsiva
quando submetido à inundação, ou seja, a razão da variação do índice de vazios pela soma de 1
mais o índice de vazios inicial (0,003) é menor que 0,02 valor referência. Notas de Aula
(ENSAIO DE LABORATÓRIO E DE CAMPO EM GEOTECNIA (CIV 883)) pág. 57.

4. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES

O solo apresenta mais de 70 % passante na peneira 200 (0,075 mm), densidade real dos grãos
(Gs) de 2,63, limite de liquidez de 37% e índice de plasticidade de 15%, permeabilidade da
ordem 10-9 a 10-8 cm/s características de solos argilosos.

Síntese dos Resultados de adensamento:

- Coeficiente de compressibilidade (av):

4,51E-05 [kPa-1];

- Coeficiente de variação volumétrica (mv) (calculado para os estágios 7, 8 e 9)::

2,76E-05 [kPa-1];
2,77E-05 [kPa-1];
2,79E-05 [kPa-1];

- Coeficiente de adensamento (Cv) (calculado para os estágios 7, 8 e 9)::


- Método de Casagrande - Método de Taylor
2,8E-04 [cm²/s] 1,0E-04 [cm²/s]
1,3E-03 [cm²/s] 6,5E-04 [cm²/s]
1,3E-03 [cm²/s] 2,6E-04 [cm²/s]

- Coeficiente de permeabilidade (k) (calculado para os estágios 7, 8 e 9):

- Método de Casagrande - Método de Taylor


7,81E-10 [cm/s] 2,80E-10 [cm/s]
3,65E-09 [cm/s] 1,80E-09 [cm/s]
3,62E-09 [cm/s] 7,38E-10 [cm/s]

-
- Tensão de pré-adensamento (σpa)
- Método Casagrande = 50 [kPa]
- Pacheco Silva = 50 [kPa]

- Índice de recompressão (Cr) = 0,008


- Índice de compressão (Cc) = 0,05
- Índice de expansão (Ce) = 0,015
Ensaios de Laboratório – Exercícios

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PINTO, C. S. - Curso Básico de Mecânica dos Solos. 3ºed. Oficina do Texto - Rio de Janeiro,
2000;
CRAIG, R. F. - Mecânica dos Solos - 7ª ed. tradução Amir Kurban – Rio Janeiro: LTC, 2007.
Ensaios de Laboratório – Exercícios

ENUNCIADO
ENSAIOS DE LABORATÓRIO E DE CAMPO EM GEOTECNIA (CIV 883)

Turma: ______ Data: __________


Grupo: ________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________

ENSAIO DE ADENSAMENTO EDOMÉTRICO OU COMPRESSÃO CONFINADA


Amostra: Local do Ensaio: Laboratório de Geotecnia
Técnico: Data:
Obs.:.

Para os valores registrados em um ensaio de adensamento edométrico em uma


amostra de solo, pede-se:

a) Calcular todos os índices físicos ainda não calculados na planilha.


b) Fazer a classificação do solo, com base em pelo menos dois sistemas de classificação
diferentes.
c) Calcular, para todos os estágios de carga, carregamento e descarregamento, o índice
de vazios final. Note, através do exame das fórmulas envolvidas, que não é necessário
o preenchimento de toda a tabela de cada estágio para o cálculo deste índice de vazios
final.
d) Plotar a curva índice de vazios contra a tensão efetiva e índice de vazios contra o
logaritmo da tensão efetiva do ensaio.
e) Traçar as curvas de deformação contra a raiz do tempo e deformação contra logaritmo
do tempo para três estágios de carregamento, a escolher. Sugere-se que os três sejam
para maiores níveis de pressão que a pressão de pré-adensamento (no trecho de reta
virgem) e que eles não sejam consecutivos.
f) Para estes estágios de carga do item anterior, obter: os coeficientes de adensamento
pelo método de Taylor e de Casagrande; os coeficientes de permeabilidade, os
coeficientes de compressibilidade, os coeficientes de variação volumétrica da amostra.
g) Comparar os resultados obtidos nos cálculos dos coeficientes de adensamento e
explicar as possíveis diferenças nos valores obtidos pelo método de Casagrande e de
Taylor. Esteja ciente de que o parâmetro deve ser calculado para todos os estágios de
carga.
h) Comente sobre os resultados de coeficiente de permeabilidade, coeficiente de
compressibilidade e coeficiente da variação volumétrica. Procure identificar como estes
valores variam com a mudança no nível de tensões e de índice de vazios. Aqui também
cabe o mesmo comentário do item anterior, ou seja, o parâmetro devem ser calculados
para todos os estágios de carga.
i) Calcular a tensão de pré adensamento pelo método de Casagrande e de Pacheco Silva.
Comentar os resultados obtidos e a diferença nos dois métodos.
j) Calcular o coeficiente de compressão deste solo.
k) Comentar sobre as características de colapsividade deste solo.
l) Comparar todos os parâmetros calculados com os de outros solos. Estes valores para
comparação podem ser obtidos em livros. Faça comentários sobre as diferenças ou
semelhanças encontradas (por exemplo, com base no coeficiente de compressão que
foi calculado, o que se pode dizer a respeito deste solo, que tipo de solo lhe parece ser?
Fazer o mesmo com todos os parâmetros).
m) Use somente unidades do Sistema Internacional, convertendo as que por acaso não
estiverem assim na planilha.
n) Todos os itens acima devem constar no relatório do ensaio. Eles podem ser
respondidos como um questionário em anexo ao relatório ou estarem dentro do texto do
relatório de uma maneira clara e objetiva.
PRÁTICA DO LABORATÓRIO DE GEOTECNIA
Prof. Lúcio Villar

Data: __________
Grupo:
________________________________________________________________________________

________________________________________________________________________________

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ENSAIO DE ADENSAMENTO EDOMÉTRICO


Amostra: 03.96 Local do Ensaio: Laboratório de Geotecnia
Técnico: Data:
Obs.: Ensaio com inundação em 2OOkPa.
RESULTADO DOS ENSAIOS DE CARACTERIZAÇÃO

Classificação do solo:
Limites de Consistência Granulometria (%)
Limite de Liquidez (LL) 36 Argila 21
Limite de Plasticidade (LP) 21 Silte 52
Índice de Plasticidade (IP) 15 Areia fina 23
Densidade Relativa dos Grãos (G) 2.63 Areia média 4
3
Massa Específica Seca Máxima (kN/m ) 16.3 Areia grossa 0
Umidade Ótima 17.4 Pedregulho 0

CARACTERÍSTICAS DO CORPO DE PROVA

Antes Depois Teor de Umidade


Diâmetro (cm) 5.044 Antes Depois
Altura (cm) 2.0 Cápsula 51 61
Área (cm2) Tara (g) 19,2 19,25
3
Volume (cm ) Solo úmido + tara (g) 32,90 36,81
Massa úmida (g) 66.07 Solo seco + tara (g) 32,16 35,97
Índice de vazios Massa de água (g)
Mas. esp. úmida (kN/m3) 16.55 Massa seca (g)
3
Mas. esp. seca (kN/m ) 15.7 Umidade (%)
Grau de saturação (%) Umidade média (%)
Altura de sólidos Hr (cm) Constante da alavanca: 10
o o
Data: ---------- Estágio n Data: ---------- Estágio n :
o
:01 02 Data:- Estágio n :03
Carga (kg): 0.20 Carga (kg):0.82 Carga (kg):1,63
Pressão (kPa): 10,0 Pressão (kPa): 40,0 Pressão (kPa): 80,0
Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura
do do do
min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P.
0 0

0 0 0,00 20 0 0 0,042 19,958 0 0 0,088 19,912


0,13 0,35 0,023 19,977 0,13 0,35 0,069 19,931 0,13 0,35 0,130 19,870
0,25 0,5 0,024 19,976 0,25 0,5 0,070 19,930 0,25 0,5 0,130 19,870
0,5 0,71 0,026 19,974 0,5 0,71 0,070 19,930 0,5 0,71 0,131 19,869
1 1 0,027 19,973 1 1 0,071 19,929 1 1 0,132 19,868
2 1,41 0,028 19,972 2 1,41 0,072 19,928 2 1,41 0,133 19,867
4 2 0,030 19,970 4 2 0,073 19,927 4 2 0,133 19,867
8 2,83 0,030 19,970 8 2,83 0,075 19,925 8 2,83 0,134 19,866
15 3,87 0,032 19,968 15 3,87 0,075 19,925 15 3,87 0,136 19,864
30 5,48 0,033 19,967 30 5,48 0,077 19,923 30 5,48 0,137 19,863
60 7,75 0,035 19,965 60 7,75 0,078 19,922 60 7,75 0,139 19,861
120 10,95 0,036 19,964 120 10,95 0,079 19,921 120 10,95 0,140 19,860
400 20 0,037 19,963 400 20 0,080 19,920 400 20 0,142 19,858
445 21,1 0,037 19,963 480 21,91 0,081 19,919 445 21,1 0,145 19,855
1350 36,74 0,042 19,958 1440 37,95 0,088 19,912 1400 37,42 0,206 19,794
OBS: para carga de OBS: OBS:
assentamento de 0,10 kg
(5kPa), não houve variação de
leitura. Início carregamento.
Data:- Estágio no : 04 Data: Estágio no :05 Data: Estágio no : 06
Carga (kg):3,26 Carga (kg): 4.08 Carga (kg):4.08
Pressão (kPa): 160,0 Pressão (kPa): 200.0 Pressão (kPa): 200.0
Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura
do do do
min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P.

0 0 0,206 19,794 0 0 0,398 19,602 0 0 0,438 19,562


0,13 0,35 0,367 19,633 0,13 0,35 0,41 19,590 0,13 0,35
0,25 0,5 0,368 19,632 0,25 0,5 0,41 19,590 0,25 0,5
0,5 0,71 0,37 19,630 0,5 0,71 0,41 19,590 0,5 0,71
1 1 0,371 19,629 1 1 0,41 19,590 1 1
2 1,41 0,373 19,627 2 1,41 0,411 19,589 2 1,41 0,501 19,499
4 2 0,375 19,625 4 2 0,411 19,589 4 2
8 2,83 0,377 19,623 8 2,83 0,412 19,588 8 2,83 0,505 19,495
15 3,87 0,379 19,621 15 3,87 0,413 19,587 15 3,87 0,506 19,494
30 5,48 0,38 19,620 30 5,48 0,414 19,586 30 5,48 0,507 19,493
60 7,75 0,382 19,618 60 7,75 0,415 19,585 60 7,75 0,507 19,493
120 10,95 0,385 19,615 120 10,95 0,417 19,583 120 10,95 0,507 19,493
240 15,49 0,391 19,609 240 20 0,418 19,582 240 20 0,507 19,493
480 21,91 0,392 19,608 420 20,49 0,421 19,579 480 21,91
1440 37,95 0,398 19,602 1400 37,42 0,438 19,562 1440 37,95 0,51 19,490
OBS: OBS: OBS:
Data: Estágio no : 07 Data: Estágio no : 08 Data: Estágio no : 09
Carga (kg):6.52 Carga (kg): 13.04 Carga (kg): 19.06
Pressão (kPa): 320.0 Pressão (kPa):640.0 Pressão (kPa): 935.0
Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura
do do do
min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P.

0 0 0,51 19,490 0 0 0,548 19,452 0 0 0,705 19,295


0,13 0,35 0,53 19,470 0,13 0,35 0,655 19,345 0,13 0,35 0,806 19,194
0,25 0,5 0,53 19,470 0,25 0,5 0,659 19,341 0,25 0,5 0,811 19,189
0,5 0,71 0,53 19,470 0,5 0,71 0,662 19,338 0,5 0,71 0,818 19,182
1 1 0,531 19,469 1 1 0,666 19,334 1 1 0,822 19,178
2 1,41 0,532 19,468 2 1,41 0,67 19,330 2 1,41 0,828 19,172
4 2 0,532 19,468 4 2 0,674 19,326 4 2 0,833 19,167
8 2,83 0,534 19,466 8 2,83 0,678 19,322 8 2,83 0,838 19,162
15 3,87 0,535 19,465 15 3,87 0,68 19,320 15 3,87 0,843 19,157
30 5,48 0,537 19,463 30 5,48 0,683 19,317 30 5,48 0,848 19,152
60 7,75 0,539 19,461 60 7,75 0,688 19,312 60 7,75 0,853 19,147
120 10,95 0,541 19,459 120 10,95 0,692 19,308 120 10,95 0,858 19,142
240 15,49 0,542 19,458 240 15,49 0,695 19,305 240
370 19,24 0,542 19,458 480 21,91 370 19,24 0,868 19,132
1440 37,95 0,548 19,452 1200 34,64 0,705 19,295 1440 37,95 0,879 19,121
OBS: OBS: OBS:
Data: Estágio no : 10 Data: Estágio no : 11 Data: Estágio no : 12
Carga (kg): 4.08 Carga (kg): 0.82 Carga (kg): 0.20
Pressão (kPa): 200.0 Pressão (kPa): 40.0 Pressão (kPa): 10,0
Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura
do do do
min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P.
0 0

0 0 0,879 19,121 0 0 0,769 19,231 0 0 0,632 19,368


0,13 0,35 0,78 19,220 0,13 0,35 0,678 19,322 0,13 0,35 0,618 19,382
0,25 0,5 0,778 19,222 0,25 0,5 0,673 19,327 0,25 0,5 0,616 19,384
0,5 0,71 0,776 19,224 0,5 0,71 0,672 19,328 0,5 0,71 0,615 19,385
1 1 0,774 19,226 1 1 0,669 19,331 1 1 0,612 19,388
2 1,41 0,772 19,228 2 1,41 0,669 19,331 2 1,41 0,611 19,389
4 2 0,772 19,228 4 2 0,668 19,332 4 2 0,61 19,390
8 2,83 8 2,83 8 2,83
15 3,87 15 3,87 15 3,87
30 5,48 30 5,48 30 5,48
60 7,75 0,771 19,229 60 7,75 0,653 19,347 60 7,75 0,605 19,395
120 10,95 0,77 19,230 120 10,95 0,648 19,352 120 10,95 0,603 19,397
240 15,49 0,769 19,231 240 15,49 0,647 19,353 240 15,49 0,602 19,398
445 21,1 360 18,97 0,646 19,354 480 21,91 0,598 19,402
1440 37,95 0,769 19,231 1440 37,95 0,632 19,368 1440 37,95 0,592 19,408
OBS: OBS: OBS:
Data: Estágio no : 13 Data: Estágio no : Data: Estágio no :
Carga (kg): 0.00 Carga (kg): Carga (kg):
Pressão (kPa): 0.00 Pressão (kPa): Pressão (kPa):
Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura Tempo Leitura Altura
do do do
min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P. min min0.5 mm C.P.
0 0

0 0 0,592 19,408 0 0 0 0
0,13 0,35 0,13 0,35 0,13 0,35
0,25 0,5 0,25 0,5 0,25 0,5
0,5 0,71 0,5 0,71 0,5 0,71
1 1 0,58 19,420 1 1 1 1
2 1,41 0,58 19,420 2 1,41 2 1,41
4 2 0,58 19,420 4 2 4 2
8 2,83 0,58 19,420 8 2,83 8 2,83
15 3,87 15 3,87 15 3,87
30 5,48 30 5,48 30 5,48
60 7,75 60 7,75 60 7,75
120 10,95 120 10,95 120 10,95
400 20 240 15,49 240 15,49
445 21,1 480 21,91 480 21,91
1350 36,74 1440 37,95 1440 37,95
OBS: OBS: OBS:

REFERÊNCIAS

ABNT (1990). Solo – Ensaio de adensamento unidimensional. MB-3336, Associação Brasileira de Normas
Técnicas, São Paulo, SP, 13 p.

ASTM (1989). Standard test method for one-dimensional consolidation properties of soils using controlled-
strain loading. D 4186. American Society For Testing And Materials. 5 p.

CONTENCO. Manual de operação e instrução de execução do ensaio de adensamento edométrico. REF C1072.
9 p.

Head, K.H. (1994). Manual of Soil Testing. Oedometer consolidation tests, 2 vols., London, UK, pp. 340 - 423.
ANEXO 1 - DESCRIÇÃO DO ENSAIO:

EQUIPAMENTOS

a) Prensa de adensamento.
b) Célula de adensamento: base rígida, anel fixo à base (para conter o corpo de
prova), pedras porosas e cabeçote rígido de carregamento.
c) Aparelho para talhagem de corpos de prova.
d) Balança com capacidade nominal de 3 kg, com resolução de 0,1 g.
e) Extensômetro capaz de medir deslocamentos de até 1,5 cm, com resolução de 0,01
mm.
f) Cronômetro com resolução de 1 s.
g) Termômetro.
h) Paquímetro.
i) Espátula.
j) Faca.
k) Serras de fio metálico.
l) Régua metálica biselada.
m) Papel absorvente.

PROCEDIMENDO GERAL

Preparação do corpo de prova:

a) O corpo de prova poderá ser obtido a partir de amostras indeformadas ou de


amostras deformadas compactadas em laboratório.
b) Para amostras deformadas, indicar o procedimento seguido para a moldagem do
corpo de prova na apresentação dos resultados.
c) Para corpos de prova moldados a partir de amostras indeformadas, deve-se ter o
cuidado de prepará-los em ambientes onde não ocorram mudanças significativas na
umidade do solo.
d) Devem ser obtidos, previamente:
• Massa (Manel), diâmetro interno (di) e altura do anel de adensamento(hi).
• Massa específica dos grãos do solo (ρs), segundo IT 002.
e) Para amostras indeformadas, retirar um prisma de solo com dimensões excedentes
ao anel que deverá ser utilizado.
f) O corpo de prova deverão ser talhados rente ao topo do anel, com a utilização de
ferramentas cortantes apropriadas, como facas.
g) À medida que um segmento do corpo de prova apresentar o diâmetro
aproximadamente igual ao diâmetro interno do anel, introduzi-lo no interior do
mesmo, por leve pressão uniforme.
h) O corpo de prova deverá ser introduzido de forma a obter um excesso na altura, que
posteriormente será retirada.
i) Para solos com consistência mole a média, utilizar serra ou fio metálico para o
acerto da base e do topo do corpo de prova no anel. Para solos de maior
consistência, uma régua metálica biselada é suficiente para o acerto das superfícies.
j) Utilizar as aparas do processo de talhagem para a determinação do teor de umidade
inicial do corpo de prova (wi), conforme IT 001.
k) Obter a massa do conjunto corpo de prova e anel de adensamento (Mconj). Obter,
por subtração da massa do anel, o valor da massa do corpo de prova (Mi).
l) Calcular o volume do corpo de prova (Vi) a partir da altura e do diâmetro interno do
anel de adensamento.
m) Calcular a massa específica aparente úmida inicial (ρi) pela divisão da massa do
corpo de prova pelo seu volume.

Montagem do corpo de prova na célula de adensamento:

a) As pedras porosas e papéis filtro devem ser preparados antes da montagem. No


caso de solos saturados, as pedras porosas devem ser previamente fervidas e
mantidas imersas em água até o instante de sua uilização. Para solos parcialmente
saturados, ambos devem estar parcialmente umedecidos. Para solos expansivos,
colapsíveis ou muito secos, utilizar pedras porosas e papéis filtro secos.
b) A montagem da célula de adensamento deve seguir a seguinte seqüência: base
rígida, pedra porosa inferior, papel filtro, anel de adensamento com o corpo de
prova, papel filtro e pedra porosa superior.
c) Após a montagem da célula, colocar o cabeçote metálico. Ajustar o conjunto ao
sistema de aplicação de cargas da prensa.
d) Quando não for feita a inundação do corpo de prova a célula de adensamento
deverá ser protegida contra perdas de umidade por evaporação, através de seu
envolvimento com plástico, borracha aderente ou algodão levemente umedecido.

Execução do ensaio:

a) Após a colocação da célula de adensamento no sistema de aplicação de cargas da


prensa, instalar o extensômetro e aplicar uma tensão para o assentamento de 5kPa
no caso de solos resistentes ou de 2kPa para solos com baixa consistência. Zerar o
extensômetro cinco minutos após a aplicação dessa tensão.
b) Aplicar cargas adicionais à célula de adensamento, em estágios predeterminados,
onde geralmente um incremento de carga equivale à tensão anterior. O
carregamento deve continuar até a definição da região de compressão virgem.
Estágios intermediários podem ser introduzidos, de forma a se definir com maior
precisão a tensão de pré-adensamento.
c) Em amostras indeformadas saturadas nas condições de campo ou extraídas abaixo
do lençol freático, o ensaio deverá ser executado com inundação do corpo de
prova, logo após a aplicação da carga inicial. Este processo é efetuado colocando-
se água sobre o anel de adensamento.
d) Após a saturação da amostra, o que pode ser constatado quando a água percola
através do corpo de prova saindo pela canalização na base da célula, podem ser
efetuadas medidas do volume de água percolado conectando uma bureta graduada
na base da célula de adensamento.
e) Para cada um dos estágios, executar leituras no extensômetro imediatamente antes
do carregamento e nos intervalos de tempo de 15 s, 30 s, 1 min, 2 min, 4 min, 8
min, 15 min, 30 min, 1 h, 2 h, 4 h, 8 h e 24 h contados a partir do instante de
aplicação do incremento de carga.
f) Se necessário, as leituras devem continuar por um intervalo de tempo maior, até
que fique definida a reta de compressão secundária no gráfico altura do corpo de
prova em função do logaritmo do tempo ou até que se seja atingido 100% do
adensamento primário no gráfico altura do corpo de prova em função da raiz
quadrada do tempo.
g) A duração de cada estágio de carregamento deverá ser a mesma ao longo do
ensaio, com exceção dos estágios nos finais de semana.
h) Em ensaios sobre solos pouco compressíveis, as leituras efetuadas ao longo do
tempo devem ser corrigidas, somando ou subtraindo, conforme o caso, a
deformação do conjunto célula de adensamento – sistema de aplicação de carga,
correspondente ao estágio aplicado.
i) Completadas as leituras do extensômetro correspondentes ao máximo
carregamento desejado, efetuar o descarregamento do corpo de prova em estágios,
semelhantemente ao carregamento. O descarregamento deverá ocorrer em, no
mínimo, três estágios.
j) Finalizado o processo de descarregamento, retirar toda a sobrecarga aplicada
sobre a célula de adensamento.
k) Desmontar a célula de adensamento, retirando o anel com o corpo de prova.
Enxugar as superfícies opostas do corpo de prova com papel absorvente e
determinar a massa (Mf) e o teor de umidade final do ensaio (wf).
CÁLCULOS

Índices físicos iniciais do corpo de prova:


a) Massa específica aparente seca (ρd) -
100 × ρ
ρd =
100 + wi
Onde:
ρ = massa específica do solo (g/cm3)
wi = teor de umidade inicial (%).
b) Índice de vazios (ei) -
ρs
ei = −1
ρd
Onde:
3
ρs = massa específica dos grãos (g/cm ).
c) Grau de saturação inicial (Si) -
wi × ρ s
Si =
ei × ρ w
Onde:
3
ρw = massa específica da água, igual a 1,00g/cm .

Índices físicos ao final de cada estágio de pressão:

a) Altura dos sólidos (hs) -


hi
hs =
1 + ei
Onde:
hi = altura inicial do corpo de prova (cm)
ei = índice de vazios inicial.

b) Índice de vazios (e) -


h
e = −1
hs
Onde:
h = altura do corpo de prova ao final de cada estágio (cm).
Obs.: os índices obtidos ao final de cada estágio de carregamento deverão, quando
porventura calculados, serem apresentados no campo observações, presente ao
final de cada estágio de carregamento.

Índices físicos finais do corpo de prova:

a) Grau de saturação final (Sf) -


w f × ρs
Sf =
e f × ρw
Onde:
wf = teor de umidade ao final do ensaio (%)
ef = índice de vazios ao final do último estágio de descarregamento
3
ρw = massa específica da água ou seja, 1,00 g/cm .

Coeficiente de adensamento:
b) Processo de Casagrande -
• Para cada incremento de carga, plotar a curva de adensamento, com a altura do
corpo de prova no eixo das ordenadas e no eixo das abcissas o logaritmo do
tempo.
• Determinar o ponto correspondente a 100% do adensamento primário pela
interseção das retas tangente ao trecho central da curva (correspondente ao
adensamento primário) e ao final da curva (correspondente ao adensamento
secundário).
• Obter o ponto correspondente a 0% de adensamento, ou ao início do
adensamento através do seguinte procedimento: selecionar duas alturas do corpo
de prova, h1 e h2, correspondentes respectivamente aos tempos t1 e t2, cuja relação
t2/t1 deverá ser igual a 4. A altura do corpo de prova correspondente a 0% de
adensamento primário (h0) é calculada por:
h 0 = h1 + (h1 - h 2 )
• A altura do corpo de prova correspondente a 50% (h50) de adensamento
primário é a média entre as alturas obtidas em 0 e 100% de adensamento.
• O tempo referente a 50% de adensamento (t50) é obtido tomando-se a abcissa
do ponto correspondente à h50.
• O coeficiente de adensamento (Cv ) é dado por:
2
0,197 × H d
Cv =
t 50
Onde:
Hd = altura de drenagem igual a (0,5xH50) (cm).

c) Processo de Taylor -
• Para cada incremento de carga, plotar a curva de adensamento, com a altura do
corpo de prova no eixo das ordenadas e no eixo das abcissas a raiz quadrada do
tempo.
• Determinar o ponto inicial de adensamento primário, ou correspondente a 0% de
adensamento, pelo prolongamento da reta definida pelos pontos iniciais da curva de
adensamento ou pelo prolongamento do trecho reto inicial até o eixo das
ordenadas.
• Em uma ordenada qualquer do trecho reto, traçar uma horizontal e determinar o
ponto de interseção entre esta horizontal e a reta traçada no item anterior.
• Na mesma horizontal, determinar o ponto correspondente a 15% do segmento
horizontal anterior.Traçar uma reta ligando este ponto ao inicio do adensamento
primário. As coordenadas do ponto de interseção desta reta com a curva de
adensamento são os pontos t90 e h90, que correspondem a 90% de adensamento
primário.
• O coeficiente de adensamento (Cv ) será calculado por:
0,848 × H d 2
Cv =
t90
Onde:
Hd = altura de drenagem igual a (0,5xH50) (cm)
t90 = tempo correspondente à 90% do adensamento primário (s).

Tensão de pré-adensamento:

a) Processo de Casagrande -
• Traçar a curva índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada,
sendo o índice de vazios calculado ao final de cada estágio de carregamento e
descarregamento.
• Obter o ponto de mínimo raio de curvatura e, por ele, traçar uma paralela ao
eixo das abcissas e uma tangente à curva.
Traçar a bissetriz do ângulo formado por essas retas. A abscissa do ponto de
intersecção da bissetriz com o prolongamento do trecho virgem corresponde à
tensão de pré adensamento (σpa).
b) Processo de Pacheco Silva -
• Traçar a curva índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada,
sendo o índice de vazios calculado ao final de cada estágio de carregamento e
descarregamento.
• Traçar uma reta horizontal passando pela ordenada correspondente ao índice
de vazios inicial da amostra.
• Prolongar o trecho virgem e determinar o ponto de interseção com a reta
definida no tópico anterior. Pelo ponto de interseção traçar uma reta vertical até
interceptar a curva. Por esta interseção, traçar uma reta horizontal até o
prolongamento do trecho virgem. A abscissa deste ponto corresponde a tensão de
pré-adensamento (σpa).

Índice de compressão e índice de descompressão (ou recompressão):

O índice de compressão e o de descompressão é o coeficiente angular do trecho virgem da


curva de compressão e da curva de descompressão, respectivamente. Podem ser calculados
através da expressão:
e1 − e2
Cc ou Cr =
lgσ 1 − lg σ 2
Onde:
Cc ou Cr = índice de compressão ou descompressão, respectivamente
e1, e2 = índices de vazios correspondentes a dois pontos quaisquer do trecho virgem
σ1, σ2 = tensões correspondentes aos índices de vazios e1 e e2 (kPa).

RESULTADOS

Deverá constar nos resultados:


• Processo de moldagem do corpo de prova.
• Massa específica aparente úmida ou seca, teor de umidade, índice de vazios e grau de
saturação iniciais do corpo de prova.
• Condição de ensaio (se inundado ou não).
• Gráfico índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada.
• Tensão de pré-adensamento e processo para sua determinação.
• Gráficos de adensamento (altura do corpo de prova em função do logaritmo do tempo ou em
função da raiz do tempo) para todos os estágios de carregamento.
• Gráfico do coeficiente de adensamento em função do logaritmo da tensão média no estágio,
indicando o método empregado para a determinação do coeficiente de adensamento.
• Gráfico do logaritmo do coeficiente de permeabilidade em função o índice de vazios, para os
ensaios em que o coeficiente de permeabilidade foi determinado.
• Teor de umidade, índice de vazios e grau de saturação finais do corpo de prova.

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