Ensaio de Adensamento Edométrico
Ensaio de Adensamento Edométrico
1. INTRODUÇÃO
2. OBJETIVO
3. CÁLCULOS
TABELA 3.1
CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA 03.96
TABELA 3.2
RESULTADOS DE ENSAIOS DA AMOSTRA 03.96
A classificação do solo foi realizada de acordo com Sistema Unificado de Classificação dos
Solos (USCS) e Sistema HRB - AASHTO - (American Association of State Highway and
Transportation Officials) através da composição granulométrica e os limites de Atterberg.
60
LINHA "B"
LL = 50 LINHA "U"
IP = 0,9(LL-8)
LINHA "A"
40 CH IP = 0,73(LL-20)
30
20 CL
IP = 15
MH - OH
10
CL-ML ML - OL
0
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
LL = 36
Limite de Liquidez (%)
% passa na peneira nº 200 = 73% > 35% - Grupo dos solos finos (A-4, A-5, A-6 ou A-7).
De acordo com a Fig. 3.5 – Classificação dos solos finos no Sistema Rodoviário (Sousa Pinto):
LL = 36 < 40 ok!
IP = 15 > 10 ok!
A classificação do solo fino segundo o Sistema Rodoviário é A6.
Conhecido os dados iniciais da amostra, Tabela 3.1, através das equações 1 e 2 obtêm- se o
índice de vazios para cada estágio, Tabela 3.3:
hi
hs = - equação 1;
1 + ei
Sendo :
hi = altura inicial do corpo de prova (mm);
ei = índice de vazios inicial.
hs = 11,94 mm
h
e = − 1 - equação 2;
hs
Sendo :
h = altura do corpo de prova ao final de cada estágio (mm).
Ensaios de Laboratório – Exercícios
TABELA 3.3
ÍNDICE DE VAZIOS
Tensão Altura do CP
Estágios Índice de Vazios Observações
[kPa] h [cm]
1 10 1,996 0,67
2 40 1,991 0,67
3 80 1,979 0,66
4 160 1,960 0,64
5 200 1,956 0,64
Inundação
6 200 1,949 0,63
7 320 1,945 0,63
8 640 1,930 0,62
9 935 1,912 0,60
10 200 1,923 0,61
11 40 1,937 0,62
Descarregamento
12 10 1,941 0,63
13 0 1,942 0,63
0.64 0.64
Coeficiente de compressibildade, av
e1 − e2
av =
σ ' 2 − σ '1
0.62 0.62
0.60 0.6
0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000
Tensão Efetiva (kPa)
Figura 3.2 - Índice de vazios contra a tensão efetiva.
Ensaios de Laboratório – Exercícios
e1 − e2 320 − 935
av = − =− = 4,51x10 −5 [kPa −1 ]
σ ' 2 − σ '1 0,63 − 0,60
av
Definição: mv = ,
1+ e
Sendo:
TABELA 3.4
COEFICIENTE DE VARIAÇÃO VOLUMÉTRICA
Tensão mv
Estágio Índice de vazios inicial
[kPa] [kPa-1]
7 320 0,63 2,76E-05
8 640 0,63 2,77E-05
9 935 0,62 2,79E-05
TABELA 3.5
COEFICIENTE DE ADENSAMENTO – MÉTODO CASAGRANDE
Tensão t50 h Cv
Estágio
[kPa] [min] [cm] [cm²/s]
7 320 11,00 0,973 2,8E-04
8 640 10,00 0,966 1,3E-03
9 935 10,00 0,958 1,3E-03
TABELA 3.6
COEFICIENTE DE ADENSAMENTO – MÉTODO TAYLOR
Tensão t90 h Cv
Estágio
[kPa] [min] [cm] [cm²/s]
7 320 132,25 0,973 1,0E-04
8 640 20,25 0,966 6,5E-04
9 935 49,00 0,958 2,6E-04
Ensaios de Laboratório – Exercícios
Observações:
Nas figuras 3.3 a 3.5 a seguir são apresentados os cálculos de t50 e t90 pelos métodos de
Casagrande e Taylor para os estágios 7, 8 e 9 respectivamente.
Ensaios de Laboratório – Exercícios
19.468
d50
Altura do C.P. (mm)
19.464
19.460
d100
19.456
19.452
19.448 t1
t2=4.t1
0.1 1 10 100 1000 10000
Tempo Log(min)
t50 =11
19.468
Altura do C.P. (mm)
19.464
U = 90%
19.460
U = 100%
19.456
19.452
19.448
t90= 11,5
0 5 10 15 20 25 30 35 40
Raiz Quadrada de t
Figura 3.3 - Estágio nº: 07 - Pressão de 320,0 kPa – Cálculo de t50 e t90.
Ensaios de Laboratório – Exercícios
19.340
Altura do C.P. (mm)
19.330
d50
19.320
19.310
19.300
d100
19.290 t1
t2=4.t1 t50=10
0.1 1 10 100 1000 10000
Tempo Log(min)
19.340
Altura do C.P. (mm)
19.330
X 1,15.X
19.320
U = 90%
19.310
19.300
U = 100%
19.290
0 5 10 15 20 25 30 35
t90= 4,5
Raiz Quadrada de t
Figura 3.4 - Estágio nº: 08 - Pressão de 640,0 kPa – Cálculo de t50 e t90.
Ensaios de Laboratório – Exercícios
19.160
d50
19.140
d100
19.120 t1
t2=4.t1
0.1 1 10 100 1000 10000
Tempo Log(min)
t50=10,3
19.180
Altura do C.P. (mm)
19.160
U = 90%
19.140
U = 100%
19.120
0 5 10 15 20 25 30 35 40
t90= 7
Raiz Quadrada de t
Figura 3.5 - Estágio nº: 09 - Pressão de 935,0 kPa – Cálculo de t50 e t90.
Ensaios de Laboratório – Exercícios
Definição: k = Cv .mvγ w
Sendo:
γ w - peso especifico da água – 10 kN/m³
TABELA 3.7
COEFICIENTE DE PERMEABILIDADE
Observações:
Traça-se a curva índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada, sendo o índice de
vazios calculado ao final de cada estágio de carregamento e descarregamento.
Obtêm-se o ponto de mínimo raio de curvatura e, por ele, traçar uma paralela ao eixo das
abscissas e uma tangente à curva.
Traça-se a bissetriz do ângulo formado por essas retas. A abscissa do ponto de intersecção da
bissetriz com o prolongamento do trecho virgem corresponde à tensão de pré-adensamento (σpa).
Na Figura 3.6 está apresentado tensão de pré-adensamento calculada pelo método de
Casagrande, σpa =50 kPa.
0.70
ei = 0,68
0.68
0,672
0,668 Cr
Índice de Vazios
0.66
0.64
0,636
Cc
0.62
0,615
Ce
0,608
0.60
σpa=50kPa
1 10 100 1000
Tensão Efetiva - σ' (kPa)
Figura 3.6: Tensão de pré-adensamento σpa calculada pelo método de Casagrande.
e0 − e1 0,672 − 0,668
Cr = ; Cr = = 0,008
log
σ 1 '
log 30
10
( )
σ 0 '
e0 − e1 0,636 − 0,620
Cc = ; Cc = = 0,05
log
σ 1 '
log 400
200
( )
σ 0 '
e0 − e1
Ce = ;
σ '
log 1
σ 0 '
0,615 − 0,608
Ce = = 0,015
(
log 300
100
)
Ensaios de Laboratório – Exercícios
Traça-se a curva índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada, sendo o índice de
vazios calculado ao final de cada estágio de carregamento e descarregamento.
Traça-se uma reta horizontal passando pela ordenada correspondente ao índice de vazios inicial
da amostra.
Prolonga-se o trecho virgem e determinar o ponto de interseção com a reta definida no tópico
anterior. Pelo ponto de interseção traçar uma reta vertical até interceptar a curva. Por esta
interseção, traçar uma reta horizontal até o prolongamento do trecho virgem. A abscissa deste
ponto corresponde a tensão de pré-adensamento (σpa).
Na Figura 3.7 está apresentado tensão de pré-adensamento calculada pelo método de Pacheco
Silva, σpa = 50 kPa.
0.70
ei = 0,68
0.68
Índice de Vazios
Inundação
0.66
Solo é considerado colapsível se i > 0,02.
∆e 0,638 − 0,632
i= = = 0,004
1 + ei 1 + 0,675
0.64
0,004 < 0,02 ⇒ solo _ NÃO _ colapsível ∆e Desvio de umidade
0.62
0.60
σpa=50 kPa
1 10 100 1000
Tensão Efetiva - σ' (kPa)
Figura 3.7: Tensão de pré-adensamento σpa calculada pelo método de Pacheco Silva.
Observações:
Conforme demonstrado nos gráficos 3.6 e 3.7 o valor da tensão de pré-adensamento calculado
pela metodologia proposta por Casagrande (σpa = 50 kPa) e Pacheco Silva (σpa = 50 kPa) foram
iguais.
Nota se que neste caso o ponto de mínimo da curva está bem definido o que não dificulta a
aplicação da metodologia proposta por Casagrande, mas em caso em que este ponto não esteja
evidente o valor tensão obtido pelos dois métodos poderá ser distintos, uma vez que metodologia
proposta por Pacheco Silva não depende do ponto de mínimo da curva e sim do índice de vazios
inicial da amostra.
Ensaios de Laboratório – Exercícios
As duas metodologias para o cálculo da tensão de pré-adensamento não diferem de valor o que
demonstra que qualquer metodologia poderá ser aplicada para este cálculo mas sempre que os
dados não estiverem claros um dos métodos poderá ser a contraprova ou sua complementação
No gráfico 3.7 também está demonstrado o que este solo não apresenta características colopsiva
quando submetido à inundação, ou seja, a razão da variação do índice de vazios pela soma de 1
mais o índice de vazios inicial (0,003) é menor que 0,02 valor referência. Notas de Aula
(ENSAIO DE LABORATÓRIO E DE CAMPO EM GEOTECNIA (CIV 883)) pág. 57.
4. CONCLUSÕES E CONSIDERAÇÕES
O solo apresenta mais de 70 % passante na peneira 200 (0,075 mm), densidade real dos grãos
(Gs) de 2,63, limite de liquidez de 37% e índice de plasticidade de 15%, permeabilidade da
ordem 10-9 a 10-8 cm/s características de solos argilosos.
4,51E-05 [kPa-1];
2,76E-05 [kPa-1];
2,77E-05 [kPa-1];
2,79E-05 [kPa-1];
-
- Tensão de pré-adensamento (σpa)
- Método Casagrande = 50 [kPa]
- Pacheco Silva = 50 [kPa]
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
PINTO, C. S. - Curso Básico de Mecânica dos Solos. 3ºed. Oficina do Texto - Rio de Janeiro,
2000;
CRAIG, R. F. - Mecânica dos Solos - 7ª ed. tradução Amir Kurban – Rio Janeiro: LTC, 2007.
Ensaios de Laboratório – Exercícios
ENUNCIADO
ENSAIOS DE LABORATÓRIO E DE CAMPO EM GEOTECNIA (CIV 883)
Data: __________
Grupo:
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________
Classificação do solo:
Limites de Consistência Granulometria (%)
Limite de Liquidez (LL) 36 Argila 21
Limite de Plasticidade (LP) 21 Silte 52
Índice de Plasticidade (IP) 15 Areia fina 23
Densidade Relativa dos Grãos (G) 2.63 Areia média 4
3
Massa Específica Seca Máxima (kN/m ) 16.3 Areia grossa 0
Umidade Ótima 17.4 Pedregulho 0
0 0 0,592 19,408 0 0 0 0
0,13 0,35 0,13 0,35 0,13 0,35
0,25 0,5 0,25 0,5 0,25 0,5
0,5 0,71 0,5 0,71 0,5 0,71
1 1 0,58 19,420 1 1 1 1
2 1,41 0,58 19,420 2 1,41 2 1,41
4 2 0,58 19,420 4 2 4 2
8 2,83 0,58 19,420 8 2,83 8 2,83
15 3,87 15 3,87 15 3,87
30 5,48 30 5,48 30 5,48
60 7,75 60 7,75 60 7,75
120 10,95 120 10,95 120 10,95
400 20 240 15,49 240 15,49
445 21,1 480 21,91 480 21,91
1350 36,74 1440 37,95 1440 37,95
OBS: OBS: OBS:
REFERÊNCIAS
ABNT (1990). Solo – Ensaio de adensamento unidimensional. MB-3336, Associação Brasileira de Normas
Técnicas, São Paulo, SP, 13 p.
ASTM (1989). Standard test method for one-dimensional consolidation properties of soils using controlled-
strain loading. D 4186. American Society For Testing And Materials. 5 p.
CONTENCO. Manual de operação e instrução de execução do ensaio de adensamento edométrico. REF C1072.
9 p.
Head, K.H. (1994). Manual of Soil Testing. Oedometer consolidation tests, 2 vols., London, UK, pp. 340 - 423.
ANEXO 1 - DESCRIÇÃO DO ENSAIO:
EQUIPAMENTOS
a) Prensa de adensamento.
b) Célula de adensamento: base rígida, anel fixo à base (para conter o corpo de
prova), pedras porosas e cabeçote rígido de carregamento.
c) Aparelho para talhagem de corpos de prova.
d) Balança com capacidade nominal de 3 kg, com resolução de 0,1 g.
e) Extensômetro capaz de medir deslocamentos de até 1,5 cm, com resolução de 0,01
mm.
f) Cronômetro com resolução de 1 s.
g) Termômetro.
h) Paquímetro.
i) Espátula.
j) Faca.
k) Serras de fio metálico.
l) Régua metálica biselada.
m) Papel absorvente.
PROCEDIMENDO GERAL
Execução do ensaio:
Coeficiente de adensamento:
b) Processo de Casagrande -
• Para cada incremento de carga, plotar a curva de adensamento, com a altura do
corpo de prova no eixo das ordenadas e no eixo das abcissas o logaritmo do
tempo.
• Determinar o ponto correspondente a 100% do adensamento primário pela
interseção das retas tangente ao trecho central da curva (correspondente ao
adensamento primário) e ao final da curva (correspondente ao adensamento
secundário).
• Obter o ponto correspondente a 0% de adensamento, ou ao início do
adensamento através do seguinte procedimento: selecionar duas alturas do corpo
de prova, h1 e h2, correspondentes respectivamente aos tempos t1 e t2, cuja relação
t2/t1 deverá ser igual a 4. A altura do corpo de prova correspondente a 0% de
adensamento primário (h0) é calculada por:
h 0 = h1 + (h1 - h 2 )
• A altura do corpo de prova correspondente a 50% (h50) de adensamento
primário é a média entre as alturas obtidas em 0 e 100% de adensamento.
• O tempo referente a 50% de adensamento (t50) é obtido tomando-se a abcissa
do ponto correspondente à h50.
• O coeficiente de adensamento (Cv ) é dado por:
2
0,197 × H d
Cv =
t 50
Onde:
Hd = altura de drenagem igual a (0,5xH50) (cm).
c) Processo de Taylor -
• Para cada incremento de carga, plotar a curva de adensamento, com a altura do
corpo de prova no eixo das ordenadas e no eixo das abcissas a raiz quadrada do
tempo.
• Determinar o ponto inicial de adensamento primário, ou correspondente a 0% de
adensamento, pelo prolongamento da reta definida pelos pontos iniciais da curva de
adensamento ou pelo prolongamento do trecho reto inicial até o eixo das
ordenadas.
• Em uma ordenada qualquer do trecho reto, traçar uma horizontal e determinar o
ponto de interseção entre esta horizontal e a reta traçada no item anterior.
• Na mesma horizontal, determinar o ponto correspondente a 15% do segmento
horizontal anterior.Traçar uma reta ligando este ponto ao inicio do adensamento
primário. As coordenadas do ponto de interseção desta reta com a curva de
adensamento são os pontos t90 e h90, que correspondem a 90% de adensamento
primário.
• O coeficiente de adensamento (Cv ) será calculado por:
0,848 × H d 2
Cv =
t90
Onde:
Hd = altura de drenagem igual a (0,5xH50) (cm)
t90 = tempo correspondente à 90% do adensamento primário (s).
Tensão de pré-adensamento:
a) Processo de Casagrande -
• Traçar a curva índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada,
sendo o índice de vazios calculado ao final de cada estágio de carregamento e
descarregamento.
• Obter o ponto de mínimo raio de curvatura e, por ele, traçar uma paralela ao
eixo das abcissas e uma tangente à curva.
Traçar a bissetriz do ângulo formado por essas retas. A abscissa do ponto de
intersecção da bissetriz com o prolongamento do trecho virgem corresponde à
tensão de pré adensamento (σpa).
b) Processo de Pacheco Silva -
• Traçar a curva índice de vazios em função do logaritmo da tensão aplicada,
sendo o índice de vazios calculado ao final de cada estágio de carregamento e
descarregamento.
• Traçar uma reta horizontal passando pela ordenada correspondente ao índice
de vazios inicial da amostra.
• Prolongar o trecho virgem e determinar o ponto de interseção com a reta
definida no tópico anterior. Pelo ponto de interseção traçar uma reta vertical até
interceptar a curva. Por esta interseção, traçar uma reta horizontal até o
prolongamento do trecho virgem. A abscissa deste ponto corresponde a tensão de
pré-adensamento (σpa).
RESULTADOS