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Relatório de Observação em Escola MT

O relatório descreve uma observação realizada em uma escola estadual em Barra do Garças, MT. Detalha o contexto socioeconômico da escola, sua proposta metodológica e concepção de avaliação.

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Dávylla Moana
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Relatório de Observação em Escola MT

O relatório descreve uma observação realizada em uma escola estadual em Barra do Garças, MT. Detalha o contexto socioeconômico da escola, sua proposta metodológica e concepção de avaliação.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

Campus Universitário do Araguaia – CUA


Instituto de Ciências Exatas e da Terra/ICET
Química Licenciatura

DAVYLLA MOANA SOUZA SILVA

Relatório de Observação

Pontal do Araguaia – MT
Abril de 2024

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DAVYLLA MOANA SOUZA SILVA

Relatório de Observação

Pontal do Araguaia – MT
Abril - 2024

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 4
2. SOBRE A ESCOLA ........................................................................................................... 5
2.1 CONTEXTO SOCIOECONÔMICO DA ESCOLA ..................................................... 5
2.2 PROPOSTA METODOLÓGICA ................................................................................. 6
2.3 CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO ............................................................................... 6
3. A OBSERVAÇÃO ............................................................................................................ 7
4, CONSIDERAÇÕES FINAIS .............................................................................................. 9

5. REFÊRENCIAS ................................................................................................................ 10

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1. INTRODUÇÃO

O presente relatório é resultado do trabalho de observação realizado em uma escola


estadual no município de Barra do Garças - MT, no dia 14 de março de 2024. A observação
em sala de aula teve o propósito de proporcionar aos estudantes do curso de Licenciatura em
Química, especificamente da disciplina de Didática, experiências diretas das situações
encontradas no cotidiano de uma sala de aula, permitindo a compreensão de como essas
situações estão sendo abordadas e sua conexão com o contexto, além de resgatar os
conhecimentos relacionados à elaboração das práticas educativas.

Segundo Freire (1970/1987) dentro do contexto do ensino e aprendizagem, a


Observação Direta é vista como uma metodologia que envolve observar um fenômeno, evento
ou situação, coletar informações e registrá-las para análise posterior. É um elemento essencial
em qualquer processo de pesquisa em sala de aula, servindo de base para o pesquisador na
coleta de dados.

Durante a graduação em licenciatura observação é uma ferramenta de extrema


importância para relacionar a teoria com a prática, possibilitando que o futuro licenciado entre
em contato com a realidade escolar e a prática docente. A observação é essencial para entender
a relação entre o professor e aluno, principalmente sobre o aspecto de ensino aprendizagem. A
ação de olhar e escutar é um sair de si para ver o outro e a realidade segundo seus próprios
pontos de vista, segundo sua história.

A observação em sala de aula, que é uma abordagem valiosa na formação dos


professores dentro da escola, pois oferece ao observador a oportunidade tentar entender as
práticas abordadas dentro da sala de aula pelo professor e explorar novas abordagens para
melhorar o ensino, a gestão da sala de aula, as estratégias de ensino e a avaliação da
aprendizagem. A sala de aula representa um ambiente estratégico para identificar as
verdadeiras necessidades de formação contínua dos professores.

A base do trabalho do professor consiste na combinação da teoria com a prática de


ensino. Tanto em cursos de formação inicial quanto continuada, espera-se que eles contribuam
para o aprimoramento da capacidade de ensino do docente.

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Ninin (2010), considera a observação como um instrumento valioso para o
desenvolvimento da reflexão crítica do ensino do professor. Ninin sobre a observação em sala
de aula:

Se na perspectiva crítica de educação consideramos o sujeito capaz de fazer uso do


conhecimento para modificar a si próprio e ao contexto em que se encontra inserido,
tendo para isso que negociar significados e buscar constantemente o consenso com
aqueles com os quais se relaciona, então podemos dizer que observação é o ato de
olhar alguém ou alguma coisa cuidadosamente, a partir de critérios negociados, com
o propósito de entender e fundamentar os aspectos observados, de modo a possibilitar
mudanças factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais dos envolvidos, capazes
de gerar transformação não somente neles, mas no contexto em que atuam (Ninin,
2010: 36-7).

2. SOBRE A ESCOLA

2.1 CONTEXTO SOCIOECONÔMICO DA ESCOLA

A escola escolhida para a observação foi a Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar
Dutra, localizada na rua Mato Grosso, N° 1523, Centro, no município de Barra do Garça - MT.
A Escola Gaspar Dutra é uma importante instituição de ensino, onde a diversidade floresce nas
relações sociais, pois a comunidade é formada por alunos de vários grupos de origem social,
política, econômica, étnica, religiosa, oriundos do bairro central, de bairros vizinhos e fazendas
próximas.
O processo de ensino e aprendizagem no mundo moderno é difícil, mas é necessário
que todos sejam respeitados em suas diferenças. A escola ressalta também o desafio de atender
aos indígenas, pois não há nenhuma formação específica para esse grupo étnico que vem
crescendo gradativamente na escola.

2.2 PROPOSTA METODOLÓGICA

Nesta modalidade de ensino tomamos como referencial a Base Nacional Comum


Curricular e as Orientações Curriculares para o Estado de Mato Grosso, que trata sobre garantir
a aprendizagem essencial, que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e
modalidades da Educação Básica, sendo de modo contínuo e progressivo. As aulas são

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ministradas em sala, Laboratório de Ciências e Matemática, sala de vídeo, quadra poliesportiva,
sala de informática e Biblioteca, possibilitando a inter-relação entre a teoria e a prática. A
escola também participa do Projeto “Meu corpo, Minha voz, meu Direito” da Rede de Frente
e Ministério Público que trata sobre a violência contra a mulher, criança, adolescente e grupos
em vulnerabilidade.
Desenvolvemos atividades de treinamento no contraturno na disciplina de Educação
Física nas modalidades Futsal, Voleibol e Basquetebol. Além das aulas de Intervenção
Pedagógica em todas as disciplinas no contra turno ofertado aos alunos com defasagem na
aprendizagem; aulas de revisão Pré-ENEM aos alunos do 3º do EM; Ciclo de palestras em
parceria com instituições locais; atendimento aos alunos das universidades e faculdades na
modalidade de estágio de observação e regência nas disciplinas de Educação Física, Química,
Biologia, Geografia e Língua portuguesa; PIBID de Química e Recolhimento de material
reciclável em Eco Ponto instalado na escola em parceria com Secretaria Municipal de
Urbanismo e Paisagismo.

2.3 CONCEPÇÃO DE AVALIAÇÃO

O processo avaliativo é permeado por diferentes modalidades de avaliação:


diagnóstica, formativa e somativa. Na escola realizamos avaliação diagnóstica nas primeiras
semanas do ano letivo para identificar as dificuldades apresentadas pelos alunos e que merecem
atenção especial. Este processo culmina com a construção do plano de intervenção pedagógica.
Ao final de cada bimestre, após conselho de classe, novos planos de intervenção são criados
para superar as dificuldades diagnosticadas.
A avaliação formativa se dá ao longo de todo o processo de construção do
conhecimento e, sempre que detectadas dificuldades na aprendizagem, possibilitando
superação. Ao final de cada bimestre e, de acordo com os instrumentos adotados na escola, e é
computada uma nota de zero a dez referente ao desempenho do aluno.
Os instrumentos avaliativos adotados são: observação e registro, prova escrita, que
pode ser objetiva e/ou dissertativa, portfólio, autoavaliação, trabalhos (individual ou coletivo),
seminário, entrevistas, relatório de aula prática, lista de verificação e escalas. No diurno a nota
será composta de zero a dois pontos para a observação e registro do desempenho do aluno no
desenvolvimento das atividades diárias e, zero a oito pontos distribuídos a critério do professor
(prova escrita, que pode ser objetiva e/ou dissertativa, portfólio, autoavaliação, trabalhos,
seminário, entrevistas, relatório de aula prática, lista de verificação e escalas).

3
No período noturno o processo deve acontecer de forma diferenciada para possibilitar
a permanência e o prosseguimento nos estudos do aluno trabalhador, sendo considerada a
frequência (zero a um ponto), zero a seis pontos distribuídos a critério do professor (prova
escrita, que pode ser objetiva e/ou dissertativa, portfólio, autoavaliação, trabalhos, seminário,
entrevistas, relatório de aula prática, lista de verificação e escalas) e zero a dois pontos para a
observação e registro do desempenho do aluno no desenvolvimento das atividades diárias.
O processo de recuperação de conteúdo é contínuo, sendo que, ao final de cada
bimestre, após o cômputo da nota, é garantido ao aluno, independentemente do valor alcançado,
atividades de recuperação inerente às atividades propostas, resguardada a pontuação referente
à frequência (noturno) e observação e registro (diurno e noturno).

3. A OBSERVAÇÃO

A aula observada foi de química, no segundo ano do ensino médio da escola, o


conteúdo era química inorgânica, especificamente reações de decomposição. A duração da aula
foi de 50 minutos.

A princípio a professora realizou algumas perguntas aos alunos com o intuito de


identificar quais conhecimentos prévios eles possuíam sobre reações de decomposição. Isso
permitiu que a professora estabelecesse o ponto de partida da aula com base no entendimento
atual dos alunos.

Em relação à metodologia praticada pelo docente notou-se que o desenvolvimento do


ensino dos conteúdos de química foi pouco diversificado, e com rendimento baixo. A aula
seguiu um fluxo mais convencional, ou seja, a professora conduziu um protocolo de
transmissão de informações com posterior designação de exercícios enquanto os alunos
assumiram uma postura predominantemente passiva.

No decorrer da aula foi possível observar uma chamada constante por parte da
professora que aguardava as respostas dos alunos, porém sem muito sucesso. A professora
formulava uma mesma pergunta de formas diferentes, com o intuito de incentivar não apenas
a elaboração de respostas mais abrangentes ou precisas, mas também para permitir diferentes
interpretações. Mas dificilmente os alunos responderam às questões colocadas em pautas em

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aula. E quando a professora conseguiu que os alunos participassem, alguns levaram na
brincadeira, outros poucos realmente conseguiram responder com sucesso.

Em relação a organização da sala de aula, os alunos ficaram durante a aulas em duplas


ou trios, com algumas conversas paralelas. A sala de aula era razoavelmente limpa pelo fato de
ser a última aula do período da manhã. A aula não ocorreu em local ou ambiente alternativo,
nem dentro nem fora da escola.

Os recursos pedagógicos utilizados pela professora durante a aula foi o livro didático
ofertado pelo estado e o quadro. Que são recursos utilizados nas aulas mais tradicionais, sem
explorar recursos criativos, deixando a aula pouco interessante para os alunos.

Os alunos em um momento da aula reclamaram que o laboratório da escola não tinha


nenhum recurso, e era utilizado simplesmente como dispensa da escola. Alguns dos alunos
relataram que nunca tiveram aulas práticas na disciplina de Química.

4, CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho possibilitou conhecer a realidade do cotidiano escolar, possibilitando


compreender melhor o relacionamento entre professores e alunos. No entanto, também foi
possivel observar os desafios que podem ser enfrentados para melhorar o ambiente de
aprendizagem. Um desses desafios é a necessidade de mais interatividade em sala de aula.

Portanto, as observações em sala de aula oferecem uma oportunidade única de


compreender e refletir sobre a prática docente, destacando áreas de sucesso e áreas de melhoria,
e fornecendo subsídios importantes para o aprimoramento constante do processo educacional.

3
5. REFÊRENCIAS

BUENO, L. 2007. A construção de representações sobre o trabalho docente: o papel do estágio.


Tese de Doutorado, PUC-SP

FREIRE, P. 1970/1987. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

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GATTI, B. A. Pesquisar em educação: considerações sobre alguns pontos-chave. Diálogo
Educacional, Curitiba, n. 19, p. 25-35, 2006. Disponível em:
[Link] Acesso em: 23 março. 2024

NININ, M.O.G. 2010. O fio da meada: descortina-se a prática da observação. Uma perspectiva
crítica. São Carlos: Pedro & João Editores.

PIMENTA, SELMA GARRIDO et al. Formação de professores - saberes da docência e da


identidade do professor. Revista Nuances, v. 3, 1997.

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