Reino Fungi
Reino Fungi
Introdução
O presente trabalho centra-se no Reino Fungi, este aborda o tema de forma clara e objectiva,
sequenciando os objectivos que foram marcados na recomendação do mesmo.
Para facilitar a compreensão, em certos casos, preferiu-se representar certos conteúdos em forma
de tabela, e para certificar a veracidade do trabalho ou a posterior consulta, calha o leitor queira
se familiarizar com os factos, vem na ultima pagina do trabalho as referencias bibliográficas que
foram o alicerce deste trabalho.
REINO FUNGI
Características Gerais
Os representantes do reino dos fungos são os eucariontes, podem ser unicelulares, mas a maioria
é multicelular.
Muitas vezes as células dos fungos possuem uma parede celular pelo menos em alguns estádios
do seu ciclo de vida. No entanto, esta parede tem composição química diferente da constituição
da parede celular das células das plantas. Na parede celular da maioria dos fungos, encontra-se a
quitina, o mesmo polissacarideo presente no esqueleto de artropodes.
Os fungos multicelulares são constituídos por uma rede de filamentos ramificados, chamados
hifas. O conjunto de hifas forma o micelio. Os aspectos filamentosos do micelio conferem-lhe
uma grande superfície, através da qual a absorção dos nutrientes. Alem disso, o micelio estende-
se rapidamente em todas as direcções através da fonte de alimento. Por vezes as hifas organizam-
se formando corpos compostos, esses corpos são chamados corpo de furtificacao, onde se forma
os esporos.
Todos os fungos são heterotroficos, uns são parasitas, outros são saprofitos e alguns vivem em
simbiose com outros organismos.
Começa a digerir os compostos orgânicos, por meio de enzimas extra celulares que se agregam
sobre a massa alimentar, absorvendo em seguida os produtos alimentares na forma dissolvida.
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Reprodução
A reprodução dos fungos pode ser sexuada ou assexuada. A reprodução assexuada ocorre por
fragmentação gemiparidade (brotamento) ou esporulação. Na fragmentação, o micelio pode
dividir-se, originando cada fragmento um novo fungo. A gemiparidade verifica-se em fungos
unicelulares, como as leveduras.
Apos a divisão do núcleo, forma-se uma pequena gema, onde se localiza um dos núcleos.
Separa-se depois, duas células de dimensões muito diferentes, uma muito pequena, a outra
englobando a maior parte do citoplasma.
Na esporulacao são produzidos esporos, que são células reprodutoras especializadas. Os esporos
formam-se a partir de estruturas do fungo, que podem ser esporângios ou então hifas
especializadas.
Existem uma grande diversidade de esporos que podem organizar-se por processos variados.
A Broto
B
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Os esporos são levados pelo vento, pela água ou pelos animais e germinam se caírem no meio
em que existe alimento.
Esporângio
bvEsporos
Micelio Hifa
Os fungos são heterotróficos que obtêm o alimento por absorção. Os diferentes processos de
obtenção das substancias orgânicas permitem considerar diferentes tipos de fungos.
Os fungos saprofitos vivem sobre matéria orgânica, onde parte do micelio cresce por cima de da
fonte de alimento, originado estruturas reprodutoras. Os restos do micelio desenvolvem-se no
interior do substracto, provocando a sua decomposicao. As hifas segregam enzimas hidroliticas
que lançam sobre o alimento ocorrendo uma digestão extracorporal, em que as moléculas
complexas são decompostas em moléculas simples, posteriormente, são absorvidas. Apos a
absorcao, os nutrientes passam através das hifas para todos organismos.
Os fungos saprofitos são conhecidos como decompositores, jogando um papel importante nos
ecossistemas, quando decompõem cadáveres e resíduos orgânicos dos seres vivos, assim
reciclam elementos químicos vitais como o carbono, o azoto e o fósforo sob forma de compostos
minerais que podem ser utilizados por outros organismos.
A fertilidade dos solos deve-se em grande parte a acção dos fungos, já que junto ao
microrganismo do solo desintegram as substâncias orgânicas complexas transformando-as em
substâncias úteis para as plantas cultivadas.
Alguns fungos são utilizados pelo homem na sua alimentação e actualmente são objecto de um
comércio em diversos países incluindo Moçambique.
O álcool é um produto da fermentação provocada por leveduras é uma importante substancia que
o CO2 que se desprende nas fermentações. O vinho, a cerveja e outros são produtos obtidos do
álcool derivado da actividade das leveduras.
Muitos fungos produzem substâncias químicas que impedem o crescimento das bactérias e de
outros microrganismos, as substancias produzidas pelos fungos chamam-se antibióticos e
contribuem na prolongação da vida humana destruindo a acção dos agentes patogénicos.
O mais conhecido dos antibióticos é a Penincilina, produto metabólico do fungo conhecido como
Penincilium notatum. Este antibiótico utiliza-se como agente terapêutico contra doenças
produzidas por certas bactérias. Outro antibiótico é o estroptomicina, que recebe este nome do
fungo do qual se extrai, o streptomyces griseus.
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O principal critério para separar os fungos nessas quatro classes é o tipo de processo sexual e de
estrutura reprodutiva que apresenta.
A tabela que se segue apresenta os principais grupos de fungos e algumas das suas características
principais.
Os Zigomycetes
São fungos mais simples, de hifas que crescem sobre matéria orgânica húmida. O nome do grupo
(Zigo= par, união de dois e miceto= fungo) refere-se a existência do processo sexual, pela fusão
de hifas que no ponto de contacto formam grandes Zigotos esféricos multinucleados.
No entanto, neste grupo, a reprodução assexuada é muito mais referente do que a reprodução
sexuada. Os esporos assexuados são formados em esporângios na extremidade de hifas
especializadas. Os esporos são libertados e podem ser dispersos pelo vento.
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Os Ascomycetes
Formam estruturas reprodutivas em forma de saco, denominado Asco. Dentro desses Ascos
formam-se esporos denominados Ascoesporos. Em certos Ascomycetes, os Ascos ficam
abrigados num corpo de frutificação denominado Ascorpo.
Os Basideomycetes
Formam estruturas reprodutivas denominadas Basídeos. O nome deriva de facto terem a base
presa ao corpo de fortificação e extremidade livre, onde se alongam quatro Asporos chamados
Basideosporos. A maioria dos Basideomycetes forma corpo de frutificação, o Basieocorpo,
popularmente conhecido por Cogumelo.
Os Deuteromycetes
Constituem uma classe menos importante, criada para abrigar fungos em que ainda não se
observaram fenómenos sexuais de reprodução, muitos representantes destes grupos são parasitas
e causam doenças em plantas e animais.
Os fungos simbiontes estabelecem uma relação de simbiose com outros organismos, recebem os
alimentos desses organismos, tendo o organismo com que se associam vantagem na associação.
Os Micorrises
São associações simbióticas de fungos com raízes de plantas, em algumas dessas associações
certas hifas do fungo penetram nas células das raízes mais delicadas, ficando o resto do micelio
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no solo circundante. Noutro caso as hifas formam um invólucro em termo dos pelos radiculares,
não permitindo do tecido da raiz. Em qualquer dos casos as hifas dos fungos aumentam a
superfície do sob solo de agua de sais minerais pela raiz.
Os Fungos Parasitas
São doenças humanas bastante comuns, as Micoses de pele, Unhas, de pêlos e a catidiose.
Líquenes
São associações simbióticas entre os fungos e uma alga unicelulares ou uma cionobacteria. O
fungo, geralmente uma Ascomycete, é o chamado Micobionte, heterotrofos, que predomina na
associação. O organismo fotossíntetizante chamado Ficobionte é uma alga verde ou
cionobacteria.
As hifas dos fungos estão fortemente agregadas as células fotossintéticas ou, em certos casos,
algumas hifas especializadas penetrem nas células da alga ou da cionobacteria, captando
nutrientes. O fungo cria e mantem condicoes favoráveis a vida das células fotossintéticas, por sua
vez, produzem compostos orgânicos que o fungo não pode produzir. As características desta
simbiose possibilitam aos líquenes habitats em que não viviam em situações de vida
independente.
A reprodução dos líquenes é uma combinação dos processos de reprodução sexuada do fungo e
assexuada das algas ou cionobacterias.
Conclusão
Após a grande busca de fundamentos que hoje certificam o trabalho, pode se concluir que foi
muito importante pesquisar sobre este tema, pois encara a realidade do dia-a-dia, ou seja os
Fungos estão presentes no nosso quotidiano, seja os benéficos assim como os prejudiciais.
Ainda com este trabalho, já se torna clara a grande vantagem dos fungos benéficos e a precaução
e as possíveis formas de prevenção as doenças causadas pelos fungos prejudiciais. Ainda pode se
notar que nem todos fungos conseguem viver independentemente, sendo assim recorrem a viver
em simbiose, sendo nalgumas vezes benéfica e noutras, prejudicial.
Referências bibliográficas