Mesopotâmia
Mesopotâmia, palavra que significa “terra entre rios”, é o nome de uma região do Oriente Médio,
localizada ente os rios Tigre e Eufrates, na região conhecida como crescente fértil.
1. Mesopotâmia
O estabelecimento das primeiras aldeias
De acordo com estudos arqueológicos, a região da Mesopotâmia, já era ocupada por grupos
humanos por volta de 8000 a.C. Esses grupos que, que já haviam domesticado cabritos e
carneiros e sabiam cultivar trigo e a cevada, forma aos poucos abandonando a vida nômade e se
estabeleceram em aldeias. Entre esses grupos humanos da Mesopotâmia, estavam os sumérios
que provavelmente foram os primeiros a utilizar técnicas de irrigação em suas lavouras. Eles
construíram canais e represas que permitiam o aproveitamento das águas dos rios Tigre e
Eufrates para irrigar as plantações.
Dessa forma, eles ampliaram as áreas cultivadas e conseguiram produzir mais alimentos do
que o necessário para a alimentação de todos. O excedente de alimentos ocasionou grandes
modificações no modo de vida dos povos da Mesopotâmia. As populações aumentaram e as
aldeias cresceram. Muitas pessoas puderam deixar de trabalhar na agricultura para se dedicar a
outras atividades. Surgiram então, vários tipos de trabalhadores especializados como tecelões,
carpinteiros e comerciantes. A terra entre rios Mesopotâmia, palavra que significa “terra entre rios”,
é o nome de uma região do Oriente Médio, localizada ente os rios Tigre e Eufrates, na região
conhecida como crescente fértil.
Aproveitando a fertilidade do solo
A paisagem do Oriente Médio é formada, em grande parte, por desertos e montanhas, desde a
Antiguidade as condições para o cultivo de alimentos e a criação de animais são muito difíceis. A
Mesopotâmia, no entanto, tinha uma característica diferentes: em certas épocas do ano, os rios
Tigre e Eufrates enchiam e inundavam suas margens.
Essas cheias fertilizavam o solo, tornando-o apropriado para o desenvolvimento da agricultura e
da pecuária. Aproveitando a fertilidade do solo na Mesopotâmia, vários povos nela se fixaram e no
decorrer de milhares de anos, desenvolveram importantes civilizações, entre elas a dos sumérios e
a dos babilônios.
Uma sucessão de povos
Além dos sumérios e dos babilônios, vários outros povos habitaram a mesopotâmia. Alguns
desses povos já viviam ali, outros vieram de lugares distantes, atraídos pela riqueza da “terra entre
rios”. Eles travaram muitas guerras pelo domínio da região, ocasionando o sucessivo domínio de
um povo sobre o outro. Esses povos, apesar de terem línguas e costumes diferentes, exerceram
influencias culturais uns sobre os outros.
Assim, elas adquiriram semelhanças, por exemplo, na religião, nas técnicas e na escrita.
Devido a essas semelhanças, eles são conhecidos como povos mesopotâmicos.
A sociedade mesopotâmica
As primeiras cidades da Mesopotâmia foram governadas por reis. Eram forças unidades
autônomas, com governo e força militar próprios, instaladas em determinado território, por isso
chamadas de cidades-Estado. Quando um rei dominava outras cidades-Estado, ele formava um
reino como fez Sargão que foi o primeiro rei que uniu diversos povos: sumérios, acádios, assírios,
caldeus, hititas, etc. O rei era o poder máximo autocracia (governante com poder ilimitado e
independente), mas abaixo dele havia uma rede de outros poderes como o Patesí chefe político e
religioso local que governava as cidades-Estado , altos funcionários, militares e os sacerdotes que
ajudavam na administração do reino e tinham autoridade sobre o restante da população.
Quanto ao restante da sociedade camponeses e artesãos, havia muitos grupos com diferentes
situações sociais: comerciantes, escribas, médicos, soldados, camponeses, artesãos, pedreiros,
carregadores de água, escravos, etc. desses a maioria era formada pelos camponeses que
trabalhavam sob o regime da servidão coletiva. Na Mesopotâmia, as terras pertenciam aos
templos. Os camponeses para cultiva-las, pagavam parte da colheita e estavam obrigados a
trabalhar em obras públicas. Muitos escravos eram prisioneiros de guerra. Mas um homem livre
em dificuldades financeiras ou obrigado pela fome podiam vender os filhos ou a si mesmo e a toda
a família como escravos. O escravo por dividas podia reconquistar sua liberdade, caso
conseguisse pagar suas dívidas.
Atividades econômicas
A economia mesopotâmica baseava-se nas atividades desenvolvidas em dois espaços
diferentes: o campo e a cidade. Na área rural, os mesopotâmicos plantavam principalmente trigo e
cevada. O gergelim era cultivado para a extração de óleo usado na alimentação e na iluminação. A
atividade pecuária também era muito importante. Eles criavam porcos, carneiros e cabritos para a
produção de carne, lã, leite e seus derivados. Outros animais, como boi, jumentos serviam para
transporte e para puxar o arado. Os cavalos e os camelos eram utilizados principalmente no
transporte. Boa parcela do que era produzido no campo destinava-se à alimentação dos
moradores das cidades, entre eles, havia vários profissionais, como comerciantes, artesãos,
barbeiros, escultores e carpinteiros.
Muitos desses profissionais trabalhavam em suas próprias casas, pois nas cidades da
mesopotâmia era comum as moradias serem também utilizadas como oficinas de artesanato. Os
povos da mesopotâmia realizaram também conquistas importantes para a humanidade como a
metalurgia do ferro. Baseados em seus estudos astronômicos criaram um calendário e o relógio de
sol, dividiram o dia em 24 horas o círculo em 360 graus. Também se destacaram na fabricação de
tijolos, no trabalho em pedra para a construção.
A religião na Mesopotâmia
Os povos mesopotâmicos eram politeístas, isto é, acreditavam na existência de vários deuses,
entre eles Anu (deus-pai), Shamash (deus-sol), Sin (deus da lua), Inanna (deusa do amor e da
guerra), Enki (deus das águas doces) e Elil (deus dos ventos). Os Zigurates tinham grande
importância nas praticas religiosas mesopotâmicas. Era no alto dos zigurates que ficavam
localizados os templos onde os cultos eram realizados. Os cultos consistiam em orações,
sacrifícios de animais e oferendas aos deuses. Pois acreditava-se que só assim os deuses
ajudariam o povo proporcionando-lhes água, alimentos e vitórias nas guerras.