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Saturnia Perfect

O documento fornece instruções sobre baterias tracionárias, incluindo seu princípio de funcionamento, capacidade em ampère-hora, recebimento, operação, densidade, temperatura, carga, recomendações de manutenção e garantia.

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Cleber Andrade
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Edição Maio/2007

ÍNDICE

Pg.
1.0. INTRODUÇÃO......................................................................04
2.0. PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO................................................04
3.0. CAPACIDADE AMPÉRE-HORA ....................................................06
4.0. RECEBIMENTO.....................................................................06
5.0. OPERAÇÃO ...................................................................07
6.0. DENSIDADE.........................................................................10
7.0. TEMPERATURA.....................................................................14
8.0. CARGA ..............................................................................15
9.0. RECOMENDAÇÕES PARA EFEITO DE MANUTENÇÃO E GARANTIA............20
10.0. BATERIAS COM AGITAÇÃO DE ELETROLITO....................................24
11.0. MANUTENÇÃO......................................................................27
12.0. SEGURANÇA........................................................................27
13.0. REGISTRO SEMANAL DE BATERIA................................................28
14.0. REGISTRO MENSAL DE BATERIA ............................................29
15.0. SALA DE RECARGA DE BATERIAS TRACIONÁRIAS-VENTILAÇÃO..............30
16.0. LAY OUT SUGESTÃO PARA SALA DE CARGA ...................................32
17.0. DIMENSÕES E CAPACIDADE EM 8 ,6 e 5 HORAS................................33
18.0. GARANTIA...........................................................................34
19.0. DISPOSIÇÃO APÓS O USO.........................................................34

2
Edição Maio/2007

ATENÇÃO:

Este manual tem por objetivo oferecer-lhe as informações necessárias para


facilitar a utilização, operação e manutenção de sua bateria, proporcionando-lhe
maior vida útil e economia.
Leia-o atentamente antes de colocar sua bateria em operação.

Principais Recomendações para Manutenção da Bateria

1. Evite descarregar a bateria abaixo de 1,70 V/Elemento


2. Nunca adicione eletrólito aos elementos
3. Nunca adicione aditivos a bateria
4. Nunca deixe que nada caia dentro da bateria, cuidados maiores devem ser
observados durante a leitura de densidade e temperatura
5. Nunca lave a bateria
6. Não deixe acumular poeira sobre a bateria, limpe-a com um pano úmido
7. Para evitar correntes de fuga mantenha a bateria sempre limpa e seca
8. Evite chama ou faíscas nas proximidades da bateria
9. Para levantar a bateria, use sempre um dispositivo adequado (gabarito), para
não afetar a estrutura da caixa de aço.
10. Nunca tente consertar sua bateria. Se necessário solicite Assistência Técnica
Saturnia.
11. A temperatura operacional normalmente é entre 30 a 40ºC. Durante a carga a
elevação da temperatura é mais acentuada e deve ser acompanhada.
A temperatura máxima é de 45ºC
A temperatura máxima aceitável é de 50ºC mas por um período limitado a 10% do
tempo operacional diário.
12. Durante a carga ao se aproximar do valor máximo (45ºC) o regime de carga
deve ser diminuído ou interrompido temporariamente (pausa) até que diminua
para 35ºC.
Carregada a bateria esta somente pode ser colocada em operação se a temperatura
estiver ≤ 35ºC.
Siga sempre as instruções, só elas garantem o bom funcionamento da bateria
assegurando-lhe um alto grau de desempenho, confiabilidade e segurança.

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Edição Maio/2007

1.0. INTRODUÇÃO

As Baterias Tracionárias SATURNIA possuem placas positivas tubulares em liga


chumbo-antimônio e são equipadas com o exclusivo sistema AQUAMATIC.
São projetadas para serem duráveis e confiáveis, com um mínimo de
manutenção.
Os elementos possuem pólos com inserto interno de cobre e suas interligações
em cabos flexíveis totalmente isolados, permitindo assim maior confiabilidade e
um maior aproveitamento em ampères/horas devido a pequena queda de
tensão.
Os elementos são montados em vasos de polipropileno injetado de alto impacto,
o sistema de selagem a quente tampa/vaso, garante a operação sem vazamento
durante a vida útil da bateria, este projeto elimina a utilização outrora do
asfalto (betume).
Utilizando isolação nas laterais das placas negativas elimina-se a tendência de
formar “a ponte” e conseqüente fuga de corrente das baterias convencionais.
Este moderno projeto também previu um sistema de interligações que permite
em caso de eventual defeito, a extração do elemento e sua substituição de uma
maneira prática e simples.
O sistema AQUAMATIC permite um enchimento uniforme e simultâneo de água
em todos os elementos em uma única operação e período de tempo bastante
reduzido.
As baterias tracionárias Saturnia também são possíveis na versão com sistema de
agitação de eletrólito. (Veja item 10.0.)

2.0. PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO

Um acumulador elétrico é basicamente um dispositivo eletroquímico que


converte energia elétrica em energia química, armazenando-a nessa forma para
restituí-la novamente em energia elétrica quando em circuito fechado.

É formado por placas positivas e negativas intercaladas e isoladas entre si,


imersas em solução eletrolítica de ácido sulfúrico (H2S04) com densidade de 1280
± 10 g/dm 3 a 30ºC.
As placas negativas contém chumbo esponjoso (Pb) e as placas positivas contém
dióxido de chumbo (PbO2).

2.1 DESCARGA

Durante a descarga ocorrem as seguintes reações químicas:


PbO2 + Pb + 2 H2S04 => 2PbSO4 + 2H20

Observa-se que o ácido sulfúrico é, portanto, consumido na descarga, ficando


agregado quimicamente às placas, diminuindo a densidade do eletrólito.
Explicando o processo:

4
Edição Maio/2007

O ácido sulfúrico é dissociado durante a descarga em "2H+" e "SO4". O "H+" passa


na direção da corrente para a placa positiva, e combina com o oxigênio do
PbO2", formando água "H20".
O "SO4" reage com o "Pb" liberado da placa positiva e também com o "Pb" da
placa negativa, formando "PbSO4" em ambas as placas durante a descarga.
Quando as placas estiverem saturadas de sulfato de chumbo "PbSO4" não fluirá
mais corrente entre elas e a descarga estará terminada.

2.2 CARGA

Na operação de carga ou recarga, ocorre a reação inversa, ou seja:


2 PbSO4 + 2H20 => PbO2 + Pb + 2H2S04

Regenera-se portanto, o ácido sulfúrico do eletrólito, o dióxido de chumbo na


positiva e o chumbo esponjoso na negativa.

5
Edição Maio/2007

Os gases hidrogênio e oxigênio são desprendidos das placas negativas e positivas,


respectivamente, sendo mais acentuado no final da carga, quando a bateria já
atingiu a tensão de 2,35 v.p.e. Após 2,33v.p.e. a liberação de gases é maior,
fazendo com que o eletrólito borbulhe, recebendo o nome de gaseificação.

Isto é resultado da decomposição da água por excesso de corrente não utilizada


para decompor o sulfato das placas.
A gaseificação tem o efeito de homogeneizar o eletrólito, que tem o ácido com
densidade maior embaixo e menor nos níveis superiores dos elementos.

3.0. CAPACIDADE EM AMPÉRE-HORA -Ah

A capacidade Ampére-Hora (Ah), é o valor da corrente de consumo, multiplicado


pelo número de horas em utilização. A capacidade padrão utilizada no Brasil é
em regime de 8 horas (C8). Assim uma bateria de capacidade nominal C8 igual a
760Ah/8h ao fornecer uma corrente de 95A, atingirá a tensão mínima de 1,70
volts por elemento (v.p.e) ao final de 8 horas. Esta mesma bateria tem
capacidade em C5 (5h) igual a 675Ah/5h significando que fornecerá uma
corrente de 135A até a tensão mínima de 1,70 v.p.e. em 5h.
A capacidade plena é atingida ao longo dos 10 primeiros ciclos, permanecendo
constante por centenas de ciclos.
Nos catálogos SATURNIA de bateria Tracionária são apresentadas as capacidades
nos regimes de 8h (C8) e 5h (C5).

Para um mesmo tipo de empilhadeira a capacidade em Ah pode variar entre


fabricantes de baterias, em função de tamanho de placas, vasos, densidade,
etc., mas todos dentro dos padrões especificados pelos fornecedores de
empilhadeiras.

4.0. RECEBIMENTO

Verifique se não há danos na bateria decorrentes do transporte, assim que a


mesma for entregue. Se notar algum dano, examine-o atentamente com o
transportador, se for o caso, descreva o(s) dano(s) no conhecimento de entrega,
antes de assiná-lo. Remova a embalagem se for necessário.

Observação: Em vendas efetuadas na condição de entrega posto fábrica, os


danos devem ser discutidos diretamente com o transportador.

4.1. DESEMBALAGEM E MANUSEIO

As baterias SATURNIA são fornecidas completas, prontas para entrar em


funcionamento, contendo sistema automático de enchimento; isto é, válvulas de
abastecimento, juntas tipo “T” com conexão, interligações, mangueira de PVC
transparente, conexões para alimentação de água, e cabos de saída.
6
Edição Maio/2007

Atenção: O sistema de enchimento automático permite inclinação até 45 graus


sem derramamento de eletrólito. Caso ocorra derramamento, verifique em quais
elementos o nível esta baixo e complete com eletrólito na mesma densidade dos
elementos vizinhos. Este procedimento deve ser realizado com a ajuda de um
densímetro. Qualquer dúvida consulte o Departamento de Assistência Técnica
SATURNIA.

5.0. OPERAÇÃO

5.1. Verificação da densidade

A densidade das baterias SATURNIA, plenamente carregada, é de 1280 ±10g/dm 3


referido a (30ºC). Caso se verifique densidade inferior a 1260 g/ dm 3 (30ºC),
será necessário uma carga equalizadora imediatamente.

O sistema AQUAMATIC permite um enchimento rápido e completo em todos os


elementos. Para tanto, realize o seguinte procedimento:

a) Verifique se o reservatório de água destilada, está completo e seu registro


fechado.
O reservatório deve ficar mais alto que a bateria para ter pressão. Veja o
esquema do sistema.
(pg. 7)

b) Conecte a mangueira do depósito com a do conector (engate rápido) de entrada


de sua bateria.

c) Abra o registro de depósito.

d) Pronto. O enchimento foi realizado. O tempo desta operação depende da


intensidade e condições de uso da bateria. O tempo desta operação é em média
igual a três minutos.

e) Terminada a operação, feche o registro e desconecte a mangueira.

5.2. Como Fazer a Reposição da Água

A reposição da água deve ser realizada preferencialmente no final de carga.


Um pouco antes do término da carga (~90%carga) ela atinge o momento ideal
para a adição da água, pois neste instante o eletrólito permite uma mistura
ótima.
A periodicidade desta reposição deverá ser semanal, quando sua bateria operar
em condições de uso normal de regime e temperatura ou quando se fizer
necessário.

7
Edição Maio/2007

O reservatório deve ficar mais alto que a bateria entre 1,5 e 2,5m para se ter
pressão suficiente, sendo que uma altura superior a recomendada poderá
perturbar o sistema.

8
Edição Maio/2007

ENCHIMENTO AUTOMÁTICO DE AGUA AQUAMATIC

LEGENDA:
1 - Bombona / Reservatório
2 - Registro de Saída de Água
3 - Carregador da Bateria
4 - Nipple da Mangueira
5 - Engate Rápido (macho/fêmea)
6 - Válvula de Enchimento Automático/Manutenção.
9
Edição Maio/2007

7 - Ladrão para Saída em Excesso, usado quando reservatório.

OBS. Entre o tanque de água e a bateria deve ter um desnível de 1,5 a 2,5m

6.0. DENSIDADE

A densidade nominal da bateria é dado na condição de plenamente carregada e


com seu eletrólito no nível máximo. A densidade nominal das baterias SATURNIA
é 1280 ± 10 g/dm3 à 30ºC, após estabilização que ocorre aproximadamente após
os 20 ciclos iniciais.
A leitura de densidade é a forma mais confiável de se conhecer o estado de
carga que se encontra a bateria pois a densidade do eletrólito varia de acordo
com o estado de carga da bateria.

Exemplos de como realizar a leitura da densidade e temperatura, vide fig. 1 e 2.

Se a bateria estiver plenamente carregada o valor da densidade será de 1280 ±


10 g/dm3 à 30ºC (a medição de temperatura é indispensável). Se a bateria
estiver com meia carga, o valor da densidade será em torno de 1200 g/dm3 à
30ºC, e a tensão em circuito aberto, nestes casos poderá variar de 2,14 – 2,07
v.p.e.
A densidade da bateria descarregada varia por tamanho, volume de solução e
tipo de elemento, fixando em torno de 1140 g/dm3 com descarga de 80% à 30ºC,
isto significa que a mesma deverá ser recarregada,quando atingir este valor.
Para determinar a densidade utilize o densímetro, com escala expandida e
divisão de 5 em 5 pontos, com posição correta do flutuador, e mantenha os olhos
no nível da leitura.
Fig. 1

10
Edição Maio/2007

É importante notar que a densidade se altera com a variação da temperatura de


operação, sendo necessário sempre ser referenciada à temperatura padrão de
30ºC. Portanto toda leitura de densidade deve ser acompanhada da leitura de
temperatura.

Nos casos em que a leitura de temperatura for diferente da temperatura nominal


de 30ºC, devemos fazer uso da fórmula abaixo:

Dc = Dm + [0,7 (tm - 30)]


Sendo:
Dc Densidade corrigida à 30°C em g/dm3
Dm Densidade medida.
0,7 Fator de correção.
tm Temperatura medida.
30 Temperatura em graus

EXEMPLO:
Caso seja determinada a densidade de 1270 g/dm3 à temperatura de 40ºC, deve
ser corrigida a leitura segundo a FÓRMULA-.

Dc = Dm + [0,7 (tm - 30)]


Dc = 1270 + [0,7 (40 - 30)]

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Edição Maio/2007

Dc = 1270 + [0,7 (10)]


Dc = 1270 + 7
Dc = 1277 g/dm 3 a 30°C

Para facilitar a correção da densidade podemos aplicar a seguinte REGRA: Para


cada 1ºC acima de 30ºC, somar 0,7 g/dm3 na leitura, e para cada 1ºC abaixo de
30ºC, subtrair 0,7 g/dm3 na leitura.

Portanto, aplicando ao exemplo, a densidade corrigida à 30ºC será 1277 g/dm3


que representa a real densidade da bateria.
Para facilitar ainda mais podemos adotar as tabelas de correção da densidade a
seguir, para os valores de temperatura entre 15ºC e 45ºC.

6-1 TABELAS DE CORREÇÃO DE DENSIDADE

TABELA 1 - TEMPERATURA MAIOR QUE 30ºC

Se a temperatura estiver maior que 30ºC, devemos somar 0,7 g/dm3 para cada
grau centígrado a mais.

Temperatura ºC Somar g/dm3 Temperatura Somar g/dm3 Temperatura ºC Somar g/dm3


31 0,7 36 4,2 41 7,7
32 1,4 37 4,9 42 8,4
33 2,1 38 5,6 43 9,1
34 2,8 39 6,3 44 9,8
35 3,5 40 7,0 45 10,5

TABELA 2 - TEMPERATURA MENOR QUE 30ºC


Se a temperatura estiver menor que 30ºC, devemos subtrair 0,7 g/dm3 para cada
grau centígrado a menos.

Temp Somar Temp Somar Temp Somar


eratur g/dm eratur g/dm eratur g/dm
a ºC 3 a 3 a ºC 3
329 0,7 24 4,2 19 7,7
28 1,4 23 4,9 18 8,4
27 2,1 22 5,6 17 9,1
26 2,8 21 6,3 16 9,8
25 3,5 20 7,0 15 10,5

Fig. 2

12
Edição Maio/2007

13
Edição Maio/2007

7.0. TEMPERATURA

A temperatura nominal ou de referencia da bateria é 30ºC, e a temperatura


máxima que a bateria pode atingir é 45ºC, sendo que a temperatura máxima
aceitável é 50°C (mas por tempo limitado a 10%)
A bateria, é um dispositivo eletroquímico, estando seu desempenho diretamente
relacionado a temperatura de operação. A temperatura influencia a
performance da bateria, e é um dos fatores mais importantes que influenciam a
vida da bateria.
Durante a carga, normalmente observa-se um aumento de temperatura, este
entretanto, nunca deve ultrapassar 50ºC para evitar danos irreversíveis à
bateria.

GRÁFICO MOSTRANDO A INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA


NA VIDA(COMO CICLOS) DA BATERIA

% TEMPERATURA DO ÁCIDO
PROFUNDIDADE DE DESCARGA (C5)

25 ..... 40°C
100

TEMPERATURA DO ÁCIDO
40 ..... 55°C

80

55°C 40°C/30°C 25°C


60
N1 N N2
N° DE CICLOS
60% 100% 110%
VARIAÇÃO EM FUNÇÃO DA TEMPERATURA

Relações estabelecidas a partir da Norma DIN 43.539 T3 considerando operações


com manutenção e cuidados adequados / recomendados.
Este gráfico mostra a grande influência na vida (ciclagem) da bateria.
Assim na temperatura operacional 30-40ºC os ciclos obtidos são os considerados
nominais (N) mas se a faixa de operação for na faixa de 40-55ºC deve-se
considerar uma redução de vida de até 40% (N1). Por outro lado a faixa de 25-
30ºC poderá favorecer a vida ciclada até 10% (N2)
14
Edição Maio/2007

8.0. CARGA

A carga é a operação mais importante para manutenção perfeita da bateria. É no


regime de carga que a bateria após ter sido utilizada recupera sua condição
inicial, ou seja, a bateria deve ser plenamente recarregada dentro das suas
condições nominais.

Existem vários regimes de carga, onde podemos citar:

- Carga com Corrente Constante IU (manual)


- Carga com Tensão Constante UI (automática)
- Carga Especial S (manual)
- Carga de Equalização UI (manual/automática)
- Carga em dois Estágios IUI (automática)
- Carga com Agitação de eletrólito

8.1- Carga-Manual – Corrente Constante (IU)

A carga com corrente constante e carga especial, são cargas realizadas com
acompanhamento de um operador, pois existe uma elevação de temperatura
significativa que pode atingir níveis superiores ao máximo permitido (45ºC).
Assim é necessário que o operador controle a corrente, ou até mesmo desligue o
carregador, para manter o nível de temperatura abaixo da máxima.

8.2 - Carga Automática (IU)

A carga com tensão constante é a recomendada por ser mais confiável, nesta
injeta-se maior corrente no início da carga (quando a bateria está descarregada)
e mantém-se uma corrente mínima no final da carga, diminuindo a gaseificação
e a elevação da temperatura.
Esta carga recebe o nome de Tensão Constante/Corrente (UI) pois o carregador é
pré ajustado para valores específicos de tensão final (2,40 v.p.e.) e corrente
inicial limitada entre 15% e 20% da capacidade em regime de 8h (C8), sendo que
pela diferença de potencial entre a tensão da bateria (crescente durante a
carga) e a tensão ajustada no carregador, a corrente diminui gradativamente
conforme diminui tal diferença. A corrente final pode chegar a valores entre
1,5% e 2% da nominal C8.

8.3 - Carga em dois Estágios (IUI)

Existe ainda outro tipo de carga associado a este princípio, que é uma carga
dividida em dois estágios. No primeiro estágio com corrente de 20% de C8 e
tensão limitada em 2,40 v.p.e., quando a tensão da bateria atinge este valor o
carregador comuta automaticamente para o segundo estágio onde a corrente

15
Edição Maio/2007

passa para 4% a 5% de C8, e a tensão crescente até 2,60 v.p.e. O tempo total
neste tipo de carga é de aproximadamente 8 horas.
O tempo real de carga depende do tempo de descarga que a bateria foi
submetida, ou seja, uma bateria que descarregou apenas 50% da sua capacidade
terá um tempo de carga menor do que uma que tenha ido a uma profundidade
de descarga de 80%.

8.4 – Carga com Agitação de Eletrólito

A carga com Agitação de Eletrólito é a carga mais econômica, pois desde o


inicio da carga o eletrólito entra em homogeneização. Quando a bateria é
conectada ao carregador, paralelamente se conecta a mangueira de entrada de
AR da bateria ao dispositivo de agitação de eletrólito do carregador, assim o
eletrólito será mantido sempre em agitação, permitindo que a densidade atinja
o valor nominal de carga em menor tempo, impedindo também que a
temperatura da bateria atinja a valores críticos de carga com geração excessiva
de gases.
Essa carga permite uma redução de até 20 % no consumo de energia.
Estes tipos de carga são chamados "Cargas Automáticas", e não requer o
acompanhamento constante de um operador.

Em baterias de até 600Ah deve-se considerar a curva Referência 1. Já para


baterias com capacidades superiores a 600Ah deve-se utilizar a curva Referência
2, devido a maior geração de calor durante a carga em maior potência/m² para
dissipação.
As curvas foram estabelecidas como referência para recarga e deverão ser
analisadas/confirmadas para as situações operacionais encontradas na prática.

16
TENSÃO (V)
% DE RECARGA
3
DENSIDADE (g/dm )
CORRENTE A / 100Ah REF. C8

2,8 120 1280 22


CORRENTE (A)
2,7 110 1260 20 CARGA
% DE RE
2,6 100 1240 18 m3)
g/d
2,5 90 1220 16 DE( TENSÃO (V)
2,45
A
ID
+0

2,4 80 1200 14 NS
DE
2,3 70 1180 12
2,2 60 1160 10
CURVA CARACTERÍSTICA DE CARGA REFERÊNCIA 1.

TENSÃO FINAL 2,45 - 0,05V/ELEMENTO

2,1 50 1140 8
DE ELETRÓLITO APÓS DESCARGA 80% EM C8

2,0 40 1120 6
1,9 30 1100 4
TEMP. DE REF. 30°C. - TEMPERATURA OPERACIONAL 30 - 40°C
SISTEMA DE AGITAÇÃO: PRESSÃO 1psi - VAZÃO 0,5 l/min/elemento

1,8 20 1080 2
1,7 10 1060
CURVA CARACTERÍSTICA DE CARGA BATERIAS TRACIONARIAS COM AGITAÇÃO

1 2 3 4 5 6 7
TEMPO (horas)
FATOR DE RECARGA 1,05 (105%) COM 6 HORAS
Edição Maio/2007

17
Edição Maio/2007

CURVA CARACTERÍSTICA DE CARGA REFERÊNCIA 2.

CURVA CARACTERÍSTICA DE CARGA (COM LIMITAÇÃO 0,15 C8 E 2,4V/ELEM.) PARA BATERIAS


TRACIONARIAS COM AGITAÇÃO DE ELETRÓLITO APÓS DESCARGA 80% EM C8
SISTEMA DE AGITAÇÃO: PRESSÃO 1psi - VAZÃO 0,5 l/min/elemento
TEMP. DE REF. 30°C. - TEMPERATURA OPERACIONAL 30 - 40°C
+ 0,02
TEMP. MÁXIMA OPERACIONAL 50°C (10% TEMPO) - TENSÃO FINAL 2,40 - 0 V/ELEMENTO

TEMPO (horas)
7
6
5
FATOR DE RECARGA 1,05 (105%) COM 5,75 HORAS
FATOR DE CARGA (%)
TENSÃO (V)

4
3
CORRENTE A / 100Ah REF. C8

2
DENSIDADE (g/dm3)

CORRENTE (A)
DENSIDADE (g/dm )
3
% DE RECARGA
TENSÃO (V)

1
18

16

14
24

22

20

12

10

2
2,8 120 1280

2,7 110 1260

2,6 100 1240

90 1220

80 1200

70 1180

60 1160

50 1140

40 1120

30 1100

20 1080

10 1060

18
2,5

2,4

2,3

2,2

2,1

2,0

1,9

1,8

1,7
2,45
Edição Maio/2007

8.5 –Carga de Equalização UI (manual/automática)

A Carga de Equalização é utilizada para corrigir os valores de densidade e


tensão, ajustando-os para os valores nominais específicos, quando houve
recargas não completas ou descargas mais profundas que 80% de C8. É
considerada uma carga manual pois necessita de acompanhamento do operador
para não permitir que a temperatura da bateria ultrapasse os 45ºC.
A carga de equalização consiste em um prolongamento da última etapa de carga,
por um período de 3 a 5 horas observando a estabilização de densidade / tensão
por 2h. (Com intervalos de medição de ½ hora) A corrente de carga não deve
ultrapassar 4% de C8 (A) com acompanhamento e registro dos valores de tensão,
densidade e temperatura.
Também é possível realizar a carga de equalização com corrente mais baixa 1 a
2% de C8 (A) mas por um período mais longo como 24 a 30 horas, observando e
registrando a estabilização da tensão e densidade corrigidas para temperatura
de 30ºC.

CARACTERISTICAS DE RECARGA EM BATERIAS TRACIONÁRIAS SEM


AGITAÇÃO DE ELETRÓLITO.
TENSÃO V/ELEMENTO

CORRENTE A/100 Ah - REF. C8

100

2,8 18 90
CORRENTE (A)
2,7 16 80
) % de RECARGA (Ah)
2,6 14 (% 70
O
ST
2,5 12 P O 60
- RE
2,4 10 Ah 50
TENSÃO
2,3 08 40

2,2 06 30

2,1 04 20

2,0 02 10

0 1 2 3 4 5 6 7 8
tempo (h)

OBS.: Tempo de carga e tensão final poderão variar em função da idade e


condições da descarga anterior.

19
Edição Maio/2007

9.0. RECOMENDAÇÕES PARA EFEITO DE MANUTENÇÃO E GARANTIA

9.1 obrigatório ter os seguintes acessórios:

- Voltímetro com escala de dois dígitos para verificação da tensão


total (V.T.) e por elemento (v.p.e.).
- Densímetro com escala de 1.100 g/dm3 a 1.300 g/dm3 devidamente
graduados para determinação da densidade do eletrólito.
- Termômetro à álcool com escala de 0-60ºC.
- Reservatório plástico para água destilada/deionizada.
- Jarra e funil plástico para adição de água destilada ou deionizada, quando com
válvula Flip-Top

9.2 - Controle de Carga

A bateria é considerada plenamente carregada quando a densidade de seus


elementos atingir 1280 ± 10 g/dm3 à 30ºC, com valores repetidos por 3 leituras
consecutivas entrepassadas de 30 minutos. Como tal operação é difícil de ser
aplicada durante o turno normal de operação, sugerimos adotar
acompanhamento em um elemento piloto e uma vez por semana em todos os
elementos.
Este procedimento evita a perda de uma bateria por anormalidades no
carregador.

9.3 - Carregadores

O carregador deve estar regulado para manter a bateria sempre carregada. Os


valores nominais de carga são:
Tensão de saída: 2,40 – 2,45 v.p.e.
Corrente Inicial de 15 a 20% da Capacidade nominal em 8h. (C8)
Corrente Final: 2% à 5% da Capacidade nominal em 8h. (C8)
Tensão Final até 2,7 v.p.e. (Baterias sem sistema de agitação de eletrólito)
É necessário verificar as condições de funcionamento do carregador
periodicamente, pois
estando desajustado reduz a vida útil da bateria.

9.4 - Repouso após a carga

A bateria após terminar o regime de carga deve ficar em repouso no mínimo 4 h


para que haja homogeneização do eletrólito e redução de temperatura evitando
assim, que a temperatura tenha uma evolução contínua durante a operação de
carga e descarga.
Quando baterias com agitação de eletrólito, este repouso deverá ser de 2h pois
a elevação da
temperatura é menor. O objetivo é ir para máquina com temperatura ≤ 35ºC.

20
Edição Maio/2007

9.5 - Temperatura

A temperatura máxima considerada para a bateria é 45°C.


Se uma bateria estiver com valores superiores a 45ºC durante o regime de carga,
deve-se desligar o carregador e esperar que a temperatura diminua para 35° C.
A temperatura máxima aceitável é 50°C mas para 10% do tempo operacional
diário.

9.6 - Adição de água destilada ou deionizada

Durante o processo de carga a bateria libera através da eletrólise da água, gás


hidrogênio e oxigênio. Portanto durante o regime de carga a bateria perde
apenas água, diminuindo o nível do eletrólito, devendo ser completado apenas
com água destilada ou deionizada.
A adição de água destilada para acerto de nível ou densidade do eletrólito,
quando utilizar o sistema de rolhas flip top ou aquamatic, deve ser feita com o
carregador ligado à bateria, após ter atingido no mínimo 90% de carga (nunca no
início da carga, ou sem a bateria estar ligada no carregador).

9.7 - Adição de solução ácida

Nunca deve-se adicionar ácido sulfúrico às baterias. Se houver casos de


derramamento, completar o nível da solução dos elementos com água destilada
ou deionizada, e contatar imediatamente o serviço de Assistência Técnica
SATURNIA através do telefone (015) 3235-8287.

9.8 - Controle de Operação

O tempo de operação da bateria deve ser tomado pelo "Período de Operação",


ou seja, pelo turno de trabalho. A carga da bateria só deve ser realizada ao
final deste turno (normalmente o turno corresponde a 6 ou 8 horas), mesmo que
a bateria tenha sido usada apenas 2 horas. A bateria nunca deve ser
armazenada descarregada, pois isto pode causar danos permanentes nas placas,
levando à perda da mesma. Em resumo, recomendamos iniciar a recarga da
bateria no máximo 2 horas após findo o período de operação.

9.9 - Registro Periódico [Ficha de Controle] vide paginas 19 e 20

Deve-se manter uma Ficha de Controle para cada bateria, registrando


semanalmente, no início da carga e no início da descarga (antes da bateria
entrar em operação), a hora, a densidade e temperatura do elemento piloto
(defina um elemento central da bateria como sendo "elemento piloto"), além do
nº do retificador onde foi carregada e o nº da maquina em que entrou em
operação. Mensalmente e após a realização de carga de equalização deve-se
anotar a temperatura do elemento piloto, densidade e tensão de todos os
21
Edição Maio/2007

elementos. Para facilitar a elaboração da Ficha de Controle apresentamos em


anexo modelos de registros semanal e mensal.

9.10 - Sub-Carga

Durante a descarga a bateria transforma quimicamente o material ativo em


sulfato de chumbo, que deve ser novamente transformado em material ativo,
quando a carga não ocorre o sulfato de chumbo cristaliza-se na placa
impossibilitando sua transformação novamente em material ativo, o que significa
perda de capacidade e consequentemente perda de rendimento.

Quando a bateria, sem ter completado a carga é retirada para operação, suas
placas ainda contém sulfato agravado pela nova descarga que formará mais
sulfato, causando redução de rendimento e aquecimento rápido e elevado
durante a carga subsequente. A bateria só deve entrar em operação quando
estiver plenamente carregada.

9.11 - Sobrecargas

Da mesma forma que a bateria não pode sofrer cargas incompletas, não deve
receber sobrecarga (mais carga que o necessário). Isto aumenta excessivamente
os valores de temperatura e gaseificação e causa o envelhecimento precoce da
bateria reduzindo drasticamente sua vida útil.

9.12 - Densidade Alta

A bateria não deve operar com densidade superior ao seu valor nominal (1280±10
g/dm3 à 30ºC), caso isto aconteça, deve-se verificar após o termino da carga se
os indicadores de nível do eletrólito estão corretos, se estiver indicando nível
baixo, deve-se completar o nível com água destilada e aplicar uma carga de
equalização para correção da densidade, conforme item 8.5.
Se após a carga de equalização a densidade do eletrólito permanecer acima do
especificado, retire parte do eletrólito substituindo por igual parte de água
destilada. Retirando-se por exemplo 2% do volume total do eletrólito, e
substituindo por igual volume de água destilada, a densidade do elemento
diminuíra em 5 pontos. Para facilitar, se desejar diminuir 5 pontos da densidade
do eletrólito, basta multiplicar 0,00025 pela capacidade nominal da bateria
para se obter o volume em litros a ser retirado do elemento e substituído por
água destilada.
Exemplo: temos uma bateria tipo 11 SP 760, capacidade nominal em C8 = 760 Ah
, 760 x 0,00025 = 0,190 litros ou 190 ml de eletrólito a ser substituído por água
destilada.
Para baixar 10 pontos deve-se multiplicar o valor acima por 2 para obter o valor
a ser substituído do eletrólito.

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Edição Maio/2007

9.13 - Limpeza Externa

As partes externas da bateria devem ser mantidas isentas de sujeiras, elementos


estranhos, eletrólito (ácido sulfúrico) e umidade.

Para limpeza externa, usar um pano úmido em solução de bicarbonato de sódio,


diluído a 10% e efetuar de modo a retirar poeira etc.

Não lave a bateria sob nenhuma hipótese.

Em caso de acidente com derramamento de eletrólito sobre a bateria deve-se


aplicar uma solução de bicarbonato de sódio diluído a 10% em água. A remoção
da água deve ser realizada com pano seco e exclusivo para limpeza da bateria
(atenção: toda esta operação deve ser realizada com a bateria com as válvulas
fechadas, sem retirá-las).

Há baterias que possuem furos, “drenos”, no fundo da caixa de aço, o que


permite a saída da água, porém há maquinas modernas que não permitem que a
bateria possua “drenos”, assim estas são dotadas de tubos de sucção (vide figura
abaixo), pôr onde deve ser sugado toda a água utilizada, em caso de acidente,
para neutralização do eletrólito, do interior da bateria, através de uma bomba
de sucção com ar comprimido, até que esteja totalmente seca.
Tubo de
Sucção

Nota: Exceção feita em caso de acidente, nunca lave sua bateria, garanta que
permaneça sempre seca internamente, umidade pode provocar fuga de corrente,
assim como corrosão precoce da caixa de aço.
Caso seja necessário retirada de elementos para limpeza ou substituição solicite
Assistência Técnica Saturnia, não tente consertar sua bateria.

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Edição Maio/2007

9.14 - Tensão Mínima de Operação

Durante o uso da bateria na máquina não permitir que esta atinja valores de
tensão abaixo de 1,70 v.p.e. ou densidade menor que 1.120 g/dm3 (à 30ºC).

9.15 – Retoques na Pintura

Não utilizar tintas comuns para retoque ou conservação da bateria, pois nossa
pintura é especial, caso necessite fazer serviços desse tipo consulte-nos.

9.16 - Armazenamento

A bateria pode ficar armazenada por um período de até 90 dias, estando


plenamente carregada. Decorrido este período a bateria deve receber uma
carga de equalização, podendo ser armazenada por um período igual ao
primeiro. Este armazenamento subseqüente deve ser de no máximo 6 meses.

Temperatura ideal de armazenamento: 25ºC em local coberto e ventilado.


Temperaturas mais elevadas que a informada, ocasiona uma auto descarga mais
rápida, necessitando assim de uma recarga em menor espaço de tempo, como
referenciado acima.

10.0. BATERIAS COM AGITAÇÃO DE ELETRÓLITO PELO PROCESSO “AIR LIFT”

Baterias Saturnia Perfect com agitação de eletrólito, tem como objetivo


proporcionar menor tempo de recarga, menor consumo de água, menor
temperatura durante a carga, menor geração de gás, menor consumo de energia,
vida mais longa.
O processo consiste em injetar um fluxo de ar controlado sob pressão para
dentro do elemento, que através de um sistema de tubos faz o eletrólito circular
pelo interior do elemento, equalizando sua densidade, sem necessidade de
sobrecargas na bateria.
Normalmente o fator de carga para baterias tracionárias é 1,2 para plena carga.
Este fator significa que a bateria necessita na carga 20% a mais de energia do
que fora consumida na descarga anterior
Ligados no inicio da carga, o processo de homogeneização começa
imediatamente, não existindo a necessidade de longos períodos de sobrecarga,
podendo-se reduzir o fator de carga de 1,20 para 1,05.
Isto porque somente uma pequena parcela do segundo estágio de carga
realmente carrega a bateria. A maior parcela é sobrecarga, que decompõe a
água do eletrólito em hidrogênio e oxigênio que escapa dos elementos.
Este gaseio é intencional e necessário, um vez que mistura o eletrólito e evita a
estratificação nas baterias convencionais.
Porém sobrecarga significa, perda de água, geração considerável de calor,
consumo de energia, o que não beneficia o processo de carga em andamento.

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Edição Maio/2007

AGITAÇÃO DE ELETRÓLITO PELO PROCESSO ‘ AIR LIFT’

Dentro de cada elemento da bateria é instalado um tubo duplo. O tubo inferior


de menor comprimento injeta um fluxo de ar de baixa pressão para dentro do
tubo externo cheio de eletrólito (vide fig. Abaixo). O fluxo de ar em ascensão
rapidamente produz um fluxo de eletrólito, que em pouco tempo equalizará as
diferenças na densidade do eletrólito.
Todos os tubos duplos estão ligados em série sobre as tampas dos elementos e

ENTRADA DE AR

ELETRÓLITO É
ARRASTADO POR
BOLHAS DE AR

BOLHAS DE AR

ligados a uma bomba de diafragma no retificador/carregador, via uma


mangueira com engate rápido.
Ligados no inicio da carga o processo de homogeneização começa
imediatamente, não existindo as necessidades de longos períodos de sobrecarga,
podendo-se reduzir o fator de carga para 1,05.

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Edição Maio/2007

Para o funcionamento do sistema é necessário um fluxo de ar de 0,5


l/min/elemento que deve ser mantido constante durante a carga e pressão de
1psi
Na verdade esta pressão depende do tamanho do elemento porque é necessário
para vencer a coluna de ácido.
Considerando a variação do tamanho dos elementos ela varia de 0,40 a 0,80
psi.

Atenção também deve ser dada às conexões de ar e água, a fim de não se


inverter as mangueiras, portanto observe que a entrada de ar é o engate AZUL e
deve ser conectado antes de iniciar-se a carga, já o VERDE é a entrada de água e
deve ser conectado somente quando for necessária a reposição de água e ao
final da carga.

• Engate rápido identificado em Azul – entrada de AR.


• Engate rápido identificado em Verde – entrada de ÁGUA.

NOTA: Observe atentamente o perfeito encaixe das conexões de água/ar para


evitar:
Água: vazamentos sobre a bateria e consequentemente inundação da
caixa de aço.
Ar: não homogeneização do eletrólito e danos à bomba do carregador.

SISTEMA DE AGITAÇÃO DE ELETRÓLITO - AZUL

SISTEMA DE ENCHIMENTO AUTOMÁTICO - VERDE

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Edição Maio/2007

11.0. MANUTENÇÃO

- Identifique sua bateria (Tenha um número de referencia para ela);


- Mantenha uma ficha de registros;
- Mantenha sua bateria sempre limpa e seca (nunca utilize produtos de
limpeza, nem aerosóis).
- Evite chamas ou faíscas próximas à bateria;
- Reaperte periodicamente as interligações (torque entre 14 e 20 Nm );
- Verifique semanalmente o nível de água da bateria (vide item 5.2) do
manual;
- Verifique a tensão de carga da bateria (vide itens 8.0 ao 8.5);
- Verifique a tensão em aberto da bateria após carga n(após estabilização
de 6 – 10h) , que deverá ser ≥ que 2,10 v.p.e.
Importante: Nunca adicione água aos elementos sem obedecer as
instruções deste manual.

12.0. SEGURANÇA

- Nunca deixe ferramentas ou objetos metálicos sobre a bateria, estas


podem causar curtos circuitos, com correntes elevadíssimas.
- Verifique periodicamente os cabos da bateria e os cabos do retificador.
Durante a carga
curto circuitos por cabos desencapados ou expostos podem provocar faíscas,
as quais
podem provocar explosões, causando danos ao operador e à bateria.
- Não utilize os conectores da bateria como interruptor. Sempre desligue o
retificador antes de desconectar a bateria após a carga. (p/ evitar faíscas)
- Baterias possuem solução de ácido sulfúrico, em caso de contato com a
pele, lave a região afetada com água em abundância.
- No caso de queda de solução nos olhos, lave com água em abundância e
procure socorro
médico imediatamente.
- Utilize sempre, óculos de segurança, luvas e avental de P.V.C. para
manusear e/ou efetuar leituras da bateria em carga.

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Edição Maio/2007

13.0. REGISTRO SEMANAL DE BATERIA

REGISTRO SEMANAL DE BATERIA


BATERIA Nº

INÍCIO DE CARGA INÍCIO DE DESCARGA


Tensão Tensão
Data Hora Densid Temp Tensão Total Data Hora Densid. Temp. Tensão Total
g/dm3 °C (V) g/dm3 °C (V) (V)

OBSERVAÇÕES

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14.0. REGISTRO MENSAL DE BATERIA

REGISTRO MENSAL DE BATERIA


BATERIA Nº

BATERIA TIPO: DATA: / /


FABRICAÇÃO:
Nº Tensão Densidade Temperatura Densidade Observações
(V) g/dm3 ºC Corrigida
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25

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15.0. SALA DE RECARGA DE BATERIAS TRACIONÁRIAS-VENTILAÇÃO

O primeiro fator a ser considerado numa sala de recarga de baterias é a


ventilação.
Em função estamos demonstrando abaixo os requisitos de ventilação necessários
para uma Sala de Recarga para Baterias Tracionárias.
1) Considerações Gerais :
Um elemento chumbo ácido, quando em carga decompõe 0,34g de água para
cada 1 A de corrente de carga, produzindo 0,42 litros de gás hidrogênio.
Este volume deve ser diluído com 11 litros de ar para perder sua propriedade
explosiva, devendo-se ainda considerar um fator de segurança de 5 vezes.
Assim considera-se a sala de baterias suficientemente ventilada se existir a troca
do seguinte volume de ar por hora.
2) Cálculo:
Q = v.q.s.n.I
Sendo :
Q = Volume de ar em litros, a ser trocado por hora.
v = fator de diluição = 100% = 26,3
3,8%
(relação ar / hidrogênio sujeita a explosão)
q = 0,42 (volume de hidrogênio em litros produzido por ampère/elemento / hora
a 0ºC e 760 mm coluna de mercúrio).
s = fator de segurança, para instalações em terra = 5
n = número de elementos da bateria x n° de baterias.
I = Corrente em A, que causa a produção de hidrogênio (esta corrente é a final
do 1° estágio da carga e pode ser considerada como 15 A por 100 Ah de
capacidade nominal C8)

Exemplo :
Considerando-se 10 baterias de 24 volts tipo 11 SP 760 (760 Ah C8) em carga, a
corrente final de recarga será de 114 A.
Teremos então :
v = 26,3
q = 0,42 l
s=5
n = 10 . 12 = 120 elementos
I = 114 A
Q = 26,3 . 0,42 . 5 . 120 . 114 = 755,5 m3

Neste caso, necessariamente deve haver a troca de no mínimo 755,5 m3 de ar


por hora da sala de baterias.

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Edição Maio/2007

Dever-se-á considerar ainda como desejável a instalação de


iluminação/disjuntores a prova de explosão.
A logística deve ser também preponderante, devendo-se relevar as baterias em
recarga, as em descanso e a ser revezada.
Assim, em função do supradito, fica a cargo do cliente, a determinação do tipo e
quantidade de exaustores a serem instalados na sala, uma vez que associado à
capacidade e custo.
A melhor forma de evitar-se problemas é observar-se sempre o contido no
Manual da Bateria, ou seja:
• Recarregar a bateria num regime que não produza gaseificação excessiva, nem
eleve a temperatura do eletrólito acima de 45ºC.
• Ter-se retificadores adequados que garantam a plena carga sem danificar a
bateria por sobrecarga ou subcarga.
• Verificar periodicamente o nível de eletrólito.
• Evitar descargas profundas na bateria, levando-a à tensões inferiores a 1,70
V/elemento.
• Manter a bateria limpa e seca.
• Seguir todos os requisitos de segurança sempre.

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Edição Maio/2007

16.0. LAY OUT SUGESTÃO PARA SALA DE CARGA

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Edição Maio/2007

17.0. DIMENSÕES E CAPACIDADE EM 8 , 6 e 5 HORAS

ESPECIFICAÇÕES DE ELEM ENTOS TRACIONARIOS


VASO ELEMENTOS PADRÃO VASO ELEMENTOS PADRÃO
LARG COMP. CAPACIDADE LARG COMP. CAPACIDADE
8h 6h 5h 8h 6h 5h
198 47 57/20 5 SP 114 108 104 198 47 118/19 5 SP 236 216 214
198 65 57/20 7 SP 171 162 157 198 65 118/19 7 SP 354 324 321
198 83 57/20 9 SP 228 216 209 198 83 118/19 9 SP 472 432 428
198 101 57/20 11 SP 235 223 216 198 101 118/19 11 SP 590 540 535
198 119 57/20 13 SP 342 324 314 198 119 118/19 13 SP 708 648 642
198 137 57/20 15 SP 399 379 367 198 137 118/19 15 SP 826 756 749
198 155 57/20 17 SP 456 433 419 198 155 118/19 17 SP 944 864 856
198 173 57/20 19 SP 513 487 471 198 173 118/19 19 SP 1062 972 963
198 191 57/20 21 SP 570 541 524 198 191 118/19 21 SP 1180 1080 1070
198 47 63/19 5 SP 126 120 116 198 47 125/19 5 SP 250 234 230
198 65 63/19 7 SP 189 180 174 198 65 125/19 7 SP 375 351 345
198 83 63/19 9 SP 252 240 232 198 83 125/19 9 SP 500 468 460
198 101 63/19 11 SP 315 300 290 198 101 125/19 11 SP 625 585 575
198 119 63/19 13 SP 378 360 348 198 119 125/19 13 SP 750 702 690
198 137 63/19 15 SP 441 420 406 198 137 125/19 15 SP 875 819 805
198 155 63/19 17 SP 504 480 464 198 155 125/19 17 SP 1000 936 920
198 173 63/19 19 SP 567 540 522 198 173 125/19 19 SP 1125 1053 1035
198 191 63/19 21 SP 630 600 580 198 191 125/19 21 SP 1250 1170 1150
198 47 86/19 5 SP 172 160 154 198 47 152/19 5 SP 304 280 270
198 65 86/19 7 SP 258 240 231 198 65 152/19 7 SP 456 420 405
198 83 86/19 9 SP 344 320 308 198 83 152/19 9 SP 608 560 540
198 101 86/19 11 SP 430 400 385 198 101 152/19 11 SP 760 700 675
198 119 86/19 13 SP 516 480 462 198 119 152/19 13 SP 912 840 810
198 137 86/19 15 SP 602 560 538 198 137 152/19 15 SP 1064 980 945
198 155 86/19 17 SP 688 640 616 198 155 152/19 17 SP 1216 1120 1080
198 173 86/19 19 SP 774 720 693 198 173 152/19 19 SP 1368 1260 1215
198 191 86/19 21 SP 860 800 770 198 191 152/19 21 SP 1520 1400 1350
198 47 108/19 5 SP 216 200 196
198 65 108/19 7 SP 324 300 294
198 83 108/19 9 SP 432 400 392
198 101 108/19 11 SP 540 500 490
198 119 108/19 13 SP 648 600 588
198 137 108/19 15 SP 756 700 686
198 155 108/19 17 SP 864 800 784
198 173 108/19 19 SP 972 900 882
198 191 108/19 21 SP 1080 1000 980

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Edição Maio/2007

18.0. GARANTIA

As baterias SATURNIA são garantidas contra defeitos de fabricação. A garantia


não terá validade quando,

• Não forem obedecidas as orientações contidas neste manual.


• Aplicação da bateria em equipamentos para os quais não foi projetada.
• Houver danos causados por fatores externos como impactos, agentes
contaminantes, uso inadequado ou recargas inadequadas.
• Forem violadas as identificações originais de fábrica.
• For reparada por empresas ou pessoas não credenciadas.

As baterias SATURNIA possuem uma vida projetada para acima de cinco anos, seu
prazo de garantia será conforme certificado de garantia.

19.0. DISPOSIÇÃO APÓS O USO

Produto Reciclável

Quando da desativação das suas baterias, lembre-se que conforme resolução


CONAMA n.º 257 - 30/06/99 art. 1º § único, elas devem ter uma disposição final
adequada, de maneira que os elementos químicos nela contidos sejam
processados de acordo com as normas ambientais vigentes.
Os componentes das baterias chumbo-ácidas são em sua maioria recicláveis, mas
somente uma entidade idônea poderá fazê-lo de forma tecnicamente segura
evitando riscos a saúde humana e ao meio ambiente.
Para tanto, deverão ser observadas as instruções contidas no nosso
“Procedimento Para Envio de Baterias Inservíveis a Saturnia Sistemas de
Energia”, devendo-se à época, entrar em contato conosco para receber
instruções sobre como proceder para disponibilização pós uso de suas baterias.
Preservar o Meio Ambiente. Nosso compromisso.
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Edição Maio/2007

SATURNIA SISTEMAS DE ENERGIA LTDA.

Fábrica/Escritório:

Rua Ermano Marchetti, 1435 – Água Branca – CEP 05.038-001 – São Paulo
Fone ( 011 ) 36168500 FAX ( 011 ) 36168555

Rua Aurélia Luiza M. Zanom, 600 - Bairro Iporanga - CEP 18.087-100 – Sorocaba – SP
Fone (55-15) 3235.8000 - FAX (55-15) 3235.8195

ACESSÓRIOS PARA BATERIAS TRACIONARIAS

CABOS DE SAÍDA
Bitola x comprimento x código
mm2 mm
35 x 1100 = 56228092
35 x 1300 = 56228078
35 x 1500 = 56228097
35 x 2000 = 56228099
50 x 1100 = 56228093
50 x 1300 = 56228095
50 x 1500 = 56228134
50 x 2000 = 56228102
70 x 1100 = 56228094
70 x 1300 = 56228096
70 x 1500 = 56228098
CABOS DE SÁIDA 70 x 2000 = 56228103

CONECTORES
35 mm² 50 mm² 70 mm²
Bitola x comp. x código Bitola x comp. x código Bitola x comp. x código
mm2 A = mm mm2 A = mm mm2 A = mm =
35 x 70 = 51246007 50 x 70 = 51246056 70 x 95 = 51246014
35 x 95 = 51246008 50 x 95 = 51246001 70 x 105 = 51246058
35 x 105 = 51246024 50 x 105 = 51246002 70 x 125 = 51246015
35 x 125 = 51246012 50 x 125 = 51246044 70 x 140 = 51246019
35 x 145 = 51246060 50 x 145 = 51246003 70 x 165 = 51246047 35
35 x 160 = 51246013 50 x 160 = 51246055 70 x 180 = 51246046
35 x 185 = 51246061 50 x 180 = 51246004 70 x 195 = 51246016
50 x 195 = 51246053
Edição Maio/2007

TAMPA TAMPA
CONECTOR CONECTOR
NEGATIVO POSITIVO
CÓD. 51952002 CÓD. 51952003

H20 H29

VALVULA FLIP-TOP VALVULA DE ENCHIMENTO AUTOMÁTICO


CÓDIGO: 52452009(FIG.5) CÓD: 56228215 H 20 – 56228012 H 29 FIG.6)

MANGUEIRA P/ ABAST. AGUA “T” PARA ABASTECIMENTO DE AGUA


CÓDIGO: 51152002(FIG.7) CÓDIGO: 52928002(FIG.8)

36
Edição Maio/2007

ENGATE RAPIDO MACHO ENGATE RAPIDO FEMEA


CÓDIGO: 52928023(FIG.9) CÓDIGO: 52928024(FIG.10)

TUBO DE AR P/
SISTEMA DE AGITAÇÃO DE ELETROLITO
CÓDIGO : 52252024(FIG.12) TAMPÃO FINAL CÓDIGO: 52964022(FIG.11)

TUBO DE AR

“T” PARA SISTEMA DE AGITAÇÃO CONJUNTO “T” COM TUBO DE AR


CÓDIGO: 52252021(FIG.13) CÓDIGO : 56228941(FIG.14)

37
Edição Maio/2007

TUBO DE AR

´L´PARA SISTEMA DE AGITO CONJUNTO ´ L´ COM TUBO DE AR


CÓDIGO:52252022(FIG.15) CÓDIGO:56228942(FIG.16)

TUBO DE AR

‘’W’’ PARA SISTEMA DE AGITO CONJUNTO “W” COM TUBO DE AR


CÓDIGO: 52252023(FIG.17) CÓDIGO:56228946(FIG.18)

POTE DE GRAXA- 1 Kg JARRO PLASTICO


CÓDIGO: 56928003(FIG.19) CÓDIGO: 51999019(FIG.20)

38
Edição Maio/2007

MULTIMETRO – MINIPA MULTIMETRO FLUKE


CÓDIGO: 51928031(FIG.21) CÓDIGO: 51928017(FIG.22)

DENSIMETRO 1100 - 1300


CÓDIGO: 51228001(FIG.23)

TERMOMETRO FUNIL PLASTICO


CÓDIGO: 511228009(FIG.24) CÓDIGO: 51999018(FIG.25)
39
Edição Maio/2007

CHAVE “L” REVESTIDA PARAFUSO DIN 933- M10 25 mm INOX


CÓDIGO: 56128003(FIG.26) CÓDIGO: 51954005(FIG.27)

ARRUELA DE PRESSÃO ∅ 10,5 INOX CONECTOR BIPOLAR 175A


CÓDIGO: 51954009(FIG.28) CÓDIGO:51228010(FIG.29)

CONECTOR BIPOLAR 350A


CÓDIGO: 51228005(FIG.30)

40

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