Aula sobre Radiação- Roteiro
O que é Radiação?
Radiação é um processo físico de emissão e
deslocamento de energia através de partículas ou
por meio de ondas eletromagnéticas.
A radiação pode acontecer no meio material ou no
espaço. Isto é, ela pode ser gerada por fontes
naturais ou por aparelhos construídos pelo homem.
A radiação natural acontece espontaneamente e não
tem origem por tecnologia humana. A radiação
nuclear é um belo exemplo disso, pois parte do
interior do núcleo de um átomo instável.
Esses elementos podem ser achados em rochas ou
sedimentos. A radiação cósmica também é natural e
se origina por conta das explosões do sol e de
estrelas.
-Alguns doa tipos de radiações mais
comuns:
Alfa;
Beta;
Gama;
Raio X;
Ultravioleta;
Luz visível;
Ondas de rádio;
Infravermelha;
Micro-ondas.
-Porque a radiação é prejudicial aos
seres vivos?
A radiação pode provocar basicamente dois tipos de
danos ao corpo, um deles é a destruição das
células com o calor, e o outro consiste numa
ionização e fragmentação (divisão) das células.
O calor emitido pela radiação é tão forte que
pode queimar bem mais do que a exposição
prolongada ao sol. Portanto, um contato com
partículas radioativas pode deixar a pele do
indivíduo totalmente danificada, uma vez que as
células não resistem ao calor emitido pela reação.
A ionização e fragmentação celular implicam em
problemas de mutação genética durante a gestação
de fetos, que nascem prematuramente ou, quando
dentro do período de nove meses, nascem com graves
problemas de má formação.
Quimicamente falando, seria assim: as partículas
radioativas têm alta energia cinética, ou seja, se
movimentam rapidamente. Quando tais partículas
atingem as células dentro do corpo, elas provocam
a ionização celular. Células transformadas em íons
podem remover elétrons, portanto, a ionização
enfraquece as ligações. E o resultado? Células
modificadas e, consequentemente, mutações
genéticas.
-20 curiosidades aleatórias e bizarras
sobre a radiação:
1. A tripulação de um submarino nuclear está
exposta a menos radiação do que quem está em terra
seca.
2. A usina de Chernobyl ainda está emitindo
radiação mesmo 30 anos depois do fatídico
acidente. Isso pode gerar um colapso na estrutura
e causar ainda mais emissões radioativas.
3. A estação Grand Central, em Nova York, tem uma
enorme quantidade de granito e, por isso, emite
muito mais radiação do que o que seria permitido –
mesmo em uma usina nuclear!
4. O fungo Cryptococcus neoformans cresce em
Chernobyl justamente pelos altos índices de
radiação no ar.
5. Essa é para os fumantes: em média, uma pessoa
que fuma recebe uma carga anual de radiação
equivalente a 300 radioagrafias de tórax.
6. A maior quantidade de radiação espacial
recebida pela Terra foi em 24 de dezembro de 2004,
por causa de uma estrela de nêutrons a 50 mil
anos-luz de distância.
7. As bananas são levemente radioativas.
8. Pilotos e comissários de bordo estão mais
expostos à radiação do que funcionários de usinas
nucleares.
9. Um punhado de urânio, que caiba em uma mão, tem
praticamente a mesma quantidade de radiação que 10
bananas.
10. O controverso Projeto Manhattan testou os
efeitos da radiação nos cidadãos de diversas
maneiras, inclusive utilizando aveia radioativa na
alimentação de bebês.
11. O mesmo projeto injetou uma enorme quantidade
de plutônio no pintor de casas norte-americano
Albert Stevens. Mesmo assim, ele sobreviveu aos
efeitos radioativos por mais de 20 anos e se
tornou o ser humano que ficou vivo por mais tempo
com os altos índices de radiação no corpo.
12. O bombeiro Vladimir Pravik trabalhou no
acidente nuclear de Chernobyl e teve a cor de seus
olhos alterada de castanho para azul devido à
radiação. Ele também sucumbiu no desastre.
13. Após a descoberta do rádio, muitos produtos
como pastas de dentes e doces passaram a utilizar
o elemento químico. Seus danos à saúde só foram
descobertos anos depois.
14. Na década de 50, um brinquedo infantil foi
vendido junto com amostras reais de minérios
radioativos.
15. A futura explosão do sistema WR 104 pode gerar
uma supernova com radiação suficiente para causar
a extinção da vida na Terra – mas fique calmo,
pois isso deve levar muitíssimo tempo para
acontecer.
16. Sabe quando a televisão analógica fica com
estática ou “chuvisco”? Cerca de 1% disso é devido
à radiação cósmica de fundo que ainda resta do Big
Bang!
17. Próximo a Chernobyl, foi encontrada uma soja
que desenvolveu defesas contra a radiação. Isso
poderá beneficiar a ciência no futuro.
18. Ainda em Chernobyl, a radiação pode ter
ocasionado mutações genéticas em diversas espécies
– e em muitas isso foi fundamental para elas
sobreviverem.
19. Você já ouviu que telefones celulares emitem
radiação? Isso é verdade, mas você próprio emite
mais radiação do que o seu smartphone.
20. Nosso corpo é constantemente bombardeado com
radiação, mas a maior parte dela não causa
problema algum. Devemos nos preocupar apenas com
altas incidências de radiação ionizante, daquelas
que existem em raios X e raios gama.
-Maiores acidentes nucleares da
história:
Chernobyl (1986)
O maior desastre nuclear da história ocorreu em
Chernobyl, na região da Ucrânia, em 26 de abril de
1986, quando um reator da usina apresentou
problemas técnicos, liberando uma nuvem
radioativa, com 70 toneladas de urânio e 900 de
grafite, na atmosfera. O acidente é responsável
pela morte de mais de 2,4 milhões de pessoas nas
proximidades e atingiu o nível 7, o mais grave da
Escala Internacional de Acidentes Nucleares
(INES).
Após a explosão do reator, vários trabalhadores
foram enviados ao local, para combater as chamas.
Sem equipamento adequado, eles morreram em combate
e ficaram conhecidos como “liquidadores”. A
solução foi construir uma estrutura de concreto,
aço e chumbo, para cobrir a área da explosão.
No entanto, a construção foi feita com urgência e
apresenta fissuras, tanto que o local até hoje é
nocivo, pela radiação. Para se ter uma idéia da
magnitude do acidente, o volume de partículas
radioativas em Chernobyl foi 400 vezes maior do
que o emitido pela bomba atômica de Hiroshima,
lançada no Japão, após a Segunda Guerra.
Prypiat, cidade elaborada para ser moradia dos
trabalhadores da usina, teve seus habitantes
mortos ou evacuados. Animais, rios e florestas
também foram contaminados e diversas anomalias
genéticas se deram na região, que engloba antigos
países do bloco soviético, como Bielorrúsia,
Ucrânia e Rússia. Hoje, 26 anos após a catástrofe,
foi iniciada a construção de uma nova estrutura,
para reduzir a ameaça de radioatividade no local.
Atualmente a cidade de Prypiat é desabitada.
Three Mile Island (1979)
A central nuclear de Three Mile Island foi cenário
de um acidente que atingiu o nível 5 na Escala
Internacional de Eventos Nucleares, em 28 de março
de 1979. Localizada próxima a Harrisburg, capital
da Pensilvânia, a usina sofreu superaquecimento
devido a um problema mecânico, mas não chegou a
explodir, pois os técnicos optaram pela liberação
de vapor e gases.
Apesar de não haver casos de mortes em razão da
radiação, cerca de 25 mil pessoas entraram em
contato com os gases, que foram liberados para
evitar a explosão. No mesmo ano, uma comissão
presidencial e a Comissão Nuclear Reguladora
chegaram a seguinte conclusão: “ou não haverá
casos de câncer ou o número será tão pequeno que
nunca será possível detectá-los.”
Kyshtym (Ozyorsk - 1957)
Criada em 1957, como fruto da corrida nuclear da
União Soviética, a usina de Mayak sofreu uma falha
no sistema de refrigeração do compartimento de
armazenamento de resíduos nucleares. O erro causou
uma explosão em um tanque com 80 toneladas de
material radioativo.
A nuvem de gás contaminou a região em um raio de
800 km. Como a cidade de Ozyorsk, onde aconteceu o
acidente, não estava no mapa soviético, o fato
ficou marcado como “o desastre de Kyshtym”. Cerca
de dez mil pessoas foram evacuadas, sem explicação
do governo. Foram registradas pelo menos 200
mortes por causa da exposição à radiação.
Césio – 137 (1987)
O acidente radioativo de nível 5 segundo a INES
aconteceu em Goiânia, em 1987, quando dois
catadores de papel encontraram um aparelho de
radioterapia e o levaram para um ferro-velho. Após
desmontarem o aparelho, os homens encontraram uma
cápsula de chumbo, com cloreto de césio em seu
interior.
A coloração brilhante do cloreto de césio no
escuro impressionou Devair Ferreira, o dono do
ferro-velho, que levou o “pó branco” consigo e
distribuiu o material para familiares e vizinhos.
Após o contato com o césio, náuseas, vômitos e
diarréia atacaram (a sobrinha de Devair foi a
primeira a falecer, seis dias após ingerir o
material). Ao todo, onze pessoas morreram e mais
de 600 foram contaminadas. A exposição à radiação
atingiu 100 mil pessoas.
O ferro-velho onde abriram a cápsula foi
demolido, o comércio fechou e muitas pessoas se
mudaram. As autoridades sanitárias construíram um
depósito em Abadia de Goiânia, cidade próxima,
para armazenar as mais de 13 mil toneladas de lixo
atômico, resultantes do processo de
descontaminação da região.
Tokaimura (1999)
A 100 km de Tóquio, a cidade sede da indústria
nuclear japonesa foi palco de um acidente que
expôs mais de 600 pessoas à alta radiação, em
1999. Funcionários de uma empresa de
reprocessamento de urânio exageraram na dose do
metal radioativo em um reator desativado há um
ano, que sofreu uma reação descontrolada, vazando
a radiação.
Seversk (1993)
A cidade de Seversk, na região da Sibéria, abriga
reatores nucleares e indústrias químicas para a
separação e processamento de urânio e plutônio. A
União Soviética não permitia que a cidade
aparecesse no mapa, fato que mudou em 1992, após
um decreto de Boris Yeltsin. Logo após, em 1993, a
usina Tomsk-7 sofreu um acidente, em que um tanque
com substâncias radioativas explodiu. Uma nuvem
radioativa se formou na região, que hoje é fechada
e só pode ser visitada a convite. O número de
vítimas é desconhecido.
Yucca Flat (1970)
A região de intensos testes nucleares fica em
Nevada, a 65 km de Las Vegas. Em dezembro de 1970,
um dispositivo de alta potência foi detonado no
subsolo, mas provocou rachaduras, que resultaram
em detritos radioativos na atmosfera. Cerca de 86
trabalhadores foram expostos à radiação. Não se
sabe o que ocorreu com os funcionários. Atualmente
desativada, a região recebeu seu último teste em
1992.
Windscale (1957)
Durante o período que sucedeu a Segunda Guerra, a
Inglaterra também buscava desenvolver armas
nucleares. A pressa em fazer uma bomba atômica em
Windscale levou ao incêndio no reator, vazando
material radioativo para a atmosfera. Para manter
uma boa imagem sobre seu programa nuclear, o
governo do país tentou ocultar as negligências que
levaram ao acidente, que – supostamente –
ocasionou mais de duas centenas de casos de câncer
entre as comunidades vizinhas.
Bohunice (1977)
O acidente na usina de Bohunice, na
Tchecoslováquia de 1977 (hoje dividida em
República Checa e a Eslováquia) ocorreu após uma
mudança de combustível. Os absorventes de umidade
que cobriam as barras de combustível não foram
removidos da forma correta. Como conseqüência, o
combustível sofreu superaquecimento, levando à
corrosão do reator.
Segundo a Agência Internacional de Energia
Atômica, não há estimativas adequadas sobre
feridos ou mortos porque, na ocasião, o acidente
teria sido encoberto pelo governo soviético. O que
se sabe é que os gases radioativos se espalharam
por toda a usina.
Fukushima (2011)
Localizada a cerca de 250 km ao norte de Tóquio,
a usina nuclear Daiichi, em Fukushima, sofreu
danos em três de seus seis reatores, em 11 de
março de 2011, depois de um terremoto de 9 graus
na escala Richter ter atingido o país. Autoridades
japonesas afirmaram que os níveis de radiação
liberada foram altos, quase preocupantes. O
desastre foi classificado com grau 5 na Escala
Internacional de Acidentes Nucleares (INES).
Após o ocorrido, cientistas japoneses pretendem
realizar uma mini-fusão nuclear, a fim de entender
melhor o acidente de 2011 e se preparar de forma
adequada em caso de novas catástrofes.
-Os principais descobridores da
radiação:
"O primeiro elemento químico radioativo a ser
descoberto foi o urânio, pelos cientistas Antoine
Henri Becquerel (1852-1908), Marie Sklodowska
Curie (1867-1934) e Pierre Curie (1859-1906). A
descoberta da radioatividade levou-os a ganhar o
prêmio Nobel de Física, em 1903." "O casal Curie
passou então a estudar mais a fundo a
radioatividade e a realizar uma série de
experimentos com dois minerais de urânio – a
pechblenda (óxido de urânio) e a calcolita
(fosfato de cobre e uranila). No entanto, o que
mais chamou a atenção deles é que esses minérios
eram ainda mais radioativos que o próprio urânio
metálico isolado, levando-os então à conclusão de
que haveria outro elemento radioativo presente nos
minerais."
"Eles iniciaram então árduos trabalhos a fim de
separar os constituintes da pechblenda, buscando o
outro elemento que poderia estar contribuindo para
a radiação observada. Os cientistas conseguiram,
do governo austríaco, uma tonelada de pechblenda,
vinda das minas de Joachimstal, localizadas na
Boêmia (República Checa). Depois de três meses,
eles conseguiram isolar um novo elemento
radioativo, o polônio (nome dado em homenagem à
pátria de Marie). No entanto, o minério puro ainda
se mostrava mais radioativo do que seria explicado
apenas pela presença do polônio; por isso, os
trabalhos continuaram."
-Alimentos que possuem radiação:
Você sabia que a radioatividade está presente em
grande parte das suas refeições?
Banana
castanha do pará
cenoura
batata inglesa
carne
feijão
cerveja
são alguns exemplos de alimentos que carregam, de
forma natural, elementos radioativos. Não há como
fugir, mas também não precisa se preocupar. "Seria
necessário que uma pessoa comesse toneladas de
bananas por ano para atingir níveis inseguros",
afirma Márcio Tadeu Pereira, chefe do laboratório
de Irradiação Gama do Centro de Desenvolvimento da
Tecnologia Nuclear (CDTN), que fica na UFMG.
-Principais sintomas ao ser exposta a
alto índice de radiação:
Nos seres humanos, quando há exposição aguda à
altas doses de radiação, o paciente pode
desenvolver uma síndrome clínica que possui como
sintomas:
Náuseas;
Vômitos;
Diarreias;
Febre;
Dor de cabeça;
Queimaduras no corpo;
Mudança de produção de sangue;
Queda de imunidade.
A longo prazo, essa exposição aumenta o risco de
desenvolver alguns tipos de câncer e diminuir a
fertilidade, por isso há regulamentações para que
façamos o uso seguro dela.
-Uso da radioatividade no nosso
cotidiano:
-Radiografia;
-Radioterapia;
-Esterilização de materiais;
-Ondas de rádio;
-Ondas transmitidas por celulares e radares;
-Transmissões de TVs;
-Redes de Wi-Fi etc...