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Material de Matemática para Exame 2015

Este documento apresenta um material de estudo de matemática para o Exame de Acesso de 2015, contendo capítulos sobre conjuntos numéricos, potenciação, radiciação, polinómios, exponenciais, logaritmos, equações e desigualdades algébricas.
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EXAME DE ACESSO 2015

MATERIAL DE ESTUDO DE MATEMÁTICA PARA

CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

Autores: Walter Pedro, Luísa Vega, Paulo Kaminda, Cláudio Bernardo, Joaquim Bumba,
Valdik Fonseca, Cândido João, Odálya Pérez e Francisco Gil

Janeiro de 2015
Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

Índice

CAPÍTULO I - CONJUNTOS NUMÉRICOS .............................................................................................................1

1.1 Os principais conjuntos numéricos são ..................................................................................................1

1.2 Intervalos de números reais ......................................................................................................................1

CAPÍTULO II - POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO .................................................................................................4

2.1 Potenciação ..................................................................................................................................................4

2.2 Propriedades da Potenciação.................................................................................................................4

2.3 Radiciação .....................................................................................................................................................8

2.4 Número irracional .........................................................................................................................................8

2.5 Conversão de um radical em potência de expoente fracionário ...............................................8

2.6 Conversão de uma potência com expoente fracionário em radical .........................................9

2.7 Propriedades dos radicais .........................................................................................................................9

2.8 Redução dos radicais ...............................................................................................................................11

2.9 Racionalização ...........................................................................................................................................11

CAPÍTULO III – POLINÓMIOS ................................................................................................................................14

3.1 Definição .......................................................................................................................................................14

3.2 Monómio .......................................................................................................................................................14

3.3 Grau de polinómio .....................................................................................................................................14

3.4 Valor numérico ............................................................................................................................................15

3.5 Operações com polinómios ....................................................................................................................16

3.5.1 Adição e Subtração (Diferença) de polinómios .......................................................................16

3.6 Multiplicação de polinómios ...................................................................................................................19

3.6.1 Multiplicação de polinómios por um número real (ou escalar) ............................................19

3.6.2 Regra de sinais da Multiplicação ...................................................................................................19

3.6.3 Multiplicação de um monómio por um polinómio ...................................................................20

3.6.4 Multiplicação de um polinómio por um polinómio...................................................................22

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3.6.5 Divisão de polinómios .......................................................................................................................25

3.6.5.1 Divisão de polinómios pelo método das chaves ...................................................................25

3.7 Dispositivo prático de Briot-Ruffini ..........................................................................................................28

3.8 Produtos notáveis e factorização ..........................................................................................................31

3.9 Completando quadrado .........................................................................................................................32

3.10 Factorização ..............................................................................................................................................34

3.10.1 Condições de factorização de polinómios ..............................................................................35

CAPÍTULO IV: EXPONENCIAIS E LOGARITMOS ...............................................................................................37

4.1 Equações exponenciais ...........................................................................................................................37

4.2 Resolução de equações exponenciais ...............................................................................................37

4.3 Inequações exponenciais........................................................................................................................38

4.4 Resolução de inequações exponenciais ............................................................................................38

4.5 Logaritmo ( ..............................................................................................................................39

4.5.1 Condição de existência do logaritmo..........................................................................................40

4.5.2 Logaritmos iguais .................................................................................................................................41

4.5.3 Logaritmo do produto .......................................................................................................................41

4.5.4 Logaritmo do quociente ...................................................................................................................41

4.5.5 Cologaritmo de um número ............................................................................................................41

4.5.6 Logaritmo da potência .....................................................................................................................42

4.5.7 Logaritmo da potência da base ....................................................................................................42

4.5.8 Logaritmo da raiz n-ésima ................................................................................................................42

4.6 Mudança de base .....................................................................................................................................42

4.7 Mudança da base como quociente ...................................................................................................43

4.8 Mudança de base como produto ........................................................................................................43

4.9 Função exponencial .................................................................................................................................43

4.9.1 Definição ...............................................................................................................................................43

4.9.2 Representação gráfica .....................................................................................................................44

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4.10 Função logaritmo .....................................................................................................................................45

4.10.1 Domínio da função logarítmica ...................................................................................................46

4.10.2 Gráfico de uma função logarítmica ...........................................................................................46

4.10.3 Características do gráfico da função logarítmica y = logax ..............................................47

CAPÍTULO V - EQUAÇÕES ALGÉBRICAS ..........................................................................................................48

5.1 Definição .......................................................................................................................................................48

5.2 Classificação................................................................................................................................................48

CAPÍTULO VI - DESIGUALDADES ALGÉBRICAS................................................................................................53

6.1 Introdução sobre inequações ................................................................................................................53

6.2 Manipulação de equações ....................................................................................................................53

6.2.1 Inequações do 1º grau ......................................................................................................................54

6.2.2 Inequações do 2º grau ......................................................................................................................55

6.2.3 Inequações modulares ......................................................................................................................57

6.2.4 Inequações produto ..........................................................................................................................60

6.2.5 Inequações quociente ......................................................................................................................63

CAPÍTULO VII - SEQUÊNCIAS ...............................................................................................................................66

7.1 Progressões Aritméticas (PA) ...................................................................................................................67

7.1.1 Propriedade de uma PA ...................................................................................................................67

7.1.2 Classificação de uma PA .................................................................................................................68

7.1.3 Termo Geral de uma PA....................................................................................................................68

7.1.4 Interpolação Aritmética ....................................................................................................................69

7.1.5 Soma dos n primeiros termos de uma PA ....................................................................................69

7.2 Progressões Geométricas (PG) ...............................................................................................................71

7.2.1 Classificação da PG ...........................................................................................................................71

7.2.2 Termo Geral de uma PG ...................................................................................................................72

7.2.3 Interpolação Geométrica ................................................................................................................72

7.2.4 Soma dos termos de uma PG Finita...............................................................................................73

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7.2.5 Produto dos Termos de uma PG .....................................................................................................74

8.1 Representação de uma taxa percentual ...........................................................................................78

8.2 Cálculo da percentagem .......................................................................................................................78

8.3 Procedimentospara determinar que percentagem representa um número de outro ........79

8.4 Elementos do Cálculo das Percentagens ...........................................................................................79

8.5 As percentagens e as operações comerciais ...................................................................................83

8.6 Vendas com lucro ......................................................................................................................................84

8.7 Vendas com lucro ......................................................................................................................................85

8.8 Vendas com prejuízo .................................................................................................................................86

8.9 Vendas com prejuízo no preço de compra .......................................................................................86

8.10 Vendas com prejuízo no preço de venda recorrendo à fórmula .............................................87

8.11 Descontos e Aumentos...........................................................................................................................89

8.12 Juros..............................................................................................................................................................93

CAPÍTULO IX - NOÇÕES BÁSICAS DE DERIVADAS .........................................................................................98

9.1 Propriedades das Derivadas ...................................................................................................................98

9.2 Regras de Derivação ................................................................................................................................98

9.3 Exemplos .......................................................................................................................................................99

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CAPÍTULO I - CONJUNTOS NUMÉRICOS

1.1 Os principais conjuntos numéricos são

= {Números Naturais } = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, …}

= {Números Inteiros} = {…. -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4 …}

a
Q = {NúmerosRacionais} = { x : x  , a, b  z, b  0 }
b

 = Q{Números irracionais } = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, …}

1.2 Intervalos de números reais

Intervalos Representação na recta real Condição Conjunto

a, b a≤x≤b
{x ∈ℝ : a ≤ x ≤ b}
a b
Fechado

a, b a <x <b


{x ∈ℝ : a <x <b}
Aberto a b

a, b
a <x ≤ b
Semi aberto {x ∈ℝ : a <x ≤ b}

à esquerda a b

a, b
a ≤ x <b
Semi aberto {x ∈ℝ : a ≤ x <b}

à direita a b

Nota: o intervalo fechado significa que os extremos ( a e b) estão incluídos.

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Exercícios Resolvidos

1. Usando a notação de conjunto escrever os intervalos

a) ]−3, 6[ = x  R :  3  x  6 b) ]  , 6] = x  R :   x  6
c) [ 2, 
3 ] = xR: 2  x  3 
d) [−1, 0[ = x  R : 1  x  0 e) ]−∞, 0[ = x  R : x  0

2. Se A = {x ∈ℝ : 2 < x < 5} e B = {x ∈ℝ : 3≤ x < 8} determinar

a) A ∩ B={ x ∈ℝ : 3≤x<5} b) A – B ={ x ∈ℝ : 5 < x < 8 } c) B – A={ x ∈ℝ : 2 < x < 3 }

3. Represente graficamente os resultados de cada expressão abaixo:

a)]  , 6] ∪[−1, 1[
-1 1  6

b) [ 1 , 3]
2, 3]∩[
2
1 3
2 3
2

Exercícios de Fixação

1. Quais das alternativas abaixo são falsas?

a) {Ø} é um conjunto unitário


b) { } é um conjunto vazio
c) Se A = {1, 2, 3} então {3} ∈A
d) {x ∈ℕ: x = 2n, onde n ∈ℕ } é o conjunto dos números naturais ímpares

e) ∅⊂[ 1 ,- 1 ] f) [ 1 ,- 1 ]∪{ } ⊂Ø g) B ∩ A ⊂A ∪B h) Q ⊂ℝ−ℤ


2 2 2 2

2. Escreva cada preposição abaixo usando o sinal de desigualdade

a) a é um número positivo a)R: a > 0

b) b é um número negativo b) R: b < 0


c) a é maior que b c)R: a > b

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3. Representar na reta real os seguintes intervalos

a) [−10, 11] b) [0, 3[ c) ]−3, 0] d) ]3, 7[ e) ]0,+∞ [

4. Representar graficamente os intervalos dados pelas desigualdades

a) 2 ≤ x ≤ 7 b) √3 ≤ x ≤ √5 c) 0 ≤ x < 2 d) −∞ < x <−1

5. Determinar graficamente

a) ]5, 7] ∩ [6, 9] b) ]−∞, 7] ∩ [8, 10] c) ]−3, 0] ∪]0, 8[) d) ]0, 7] − ]5,7[

6. Sejam M = {x ∈ℝ:2 ≤ x <10}, N = {x ∈ℝ:3 < x < 8} e P ={x ∈ℝ:2 ≤ x ≤ 9}.


Determinar o conjunto P − (M − N).

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CAPÍTULO II - POTENCIAÇÃO E RADICIAÇÃO

2.1 Potenciação

n
A potência é o produto de n fatores iguais a a. Ou seja a  a
 , n ∈N.
.a.a. ... .a
n fatores

a é a base;

n é o expoent e.

Exemplos:

 22   2 2  4
2
a) 33  3  3  3  27 b) c)  3  
3 3
 
9
4 4 4 16

2.2 Propriedades da Potenciação

A) Multiplicação de Potências da mesma base

Procedimento: conserva-se a base e somam-se os expoentes.


am . an = am+n

Exemplos:
a) 2 x  2 2  2 x2 b) a 4  a7  a 4 7  a11

c) 0,98.0,92.0,95 = 0,915 d) 2 4.28  2 48  212

B) Divisão de Potências da mesma base

Procedimento: Conserva-se a base e subtraiem-se os expoentes.

am am
 a mn ; a  0 ou a mn 
an an

34
Exemplos: a) b)
x
 3 4 x
3
4 4 x a4
c) a  a 4 5
 a 1 d) a 
a 5
ax

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C) Potência de uma Potência

Procedimento: Conserva-se a base e multiplicam-se os expoentes

am n = am.n

Exemplos: a) (32 ) 3  32..3  36 b) 4  3 2


 432  4 6

c) b x 4
 b x4  b 4x d) 37 x  37   x

D) Potências de um Produto
Procedimento: Eleva-se cada factor a esse expoente
a.b m = am.b m
Exemplos:

a) x  a   x2  a2
2
b) 4 x 3  43  x 3  64 x 3

c) 3 x 4  3 4   x 4  3 4   x 12 
4
4
 34  x 2
 3 4  x 2  81x 2
 

 x  y 
1 1
d) e) (5.4) 2  5 2.4 2  20 2
1
x y x 2
y 2 2  x y

E) Potências de um quociente

Procedimento: Eleva-se o dividendo e o divisor a esse expoente


n
an
n
a an a
   , com b  0 e    ; ( b  0)
b bn bn b

Exemplos:

2
a) 
2 22 4 b)  1 
2
12
     
1
3 32 9 5 52 25

1 1 2
c) 2 2 2
2 2
2 d)  4  42 16
      
3 9 
1 2
3 3 2 3 9 81

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F) Casos particulares

a) Base negativa:
Exemplos: a) -24 = (-2)(-2)(-2)(-2)= 16 b)  33   3 3 3   27

a) Base positiva: a 
n 1

an
3 2
1
2
Exemplos: a) a  3 1
   3 b)  2  3
  
9
a a 3 2 4

2 3
c)  4 2    1   1
3
d)  2
 
 3
    
27
 4 16  3  2 8

b) Expoente fraccionário:
m
n n
a  am

Exemplos:
1
x  2 x1  x 7 5
a) 2
b) 3
x7  x 3 c) a 2
 a5

1 8
d) 25 2  25  5 e) x 3  3
x8 f) 92 
1
91  3

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Calcule:

a) 12002 = 1 b) 2 4 = 16 4
c) (2) = 16 d) ( 2 )  4 = 81/16
3

2. Escreve numa só potência:

d)  54 2
4 6 5 3 3
a) 35.32.37 b) 2 .2
7 3
c) 10 .10 .10
7
3 .3 10 .10 4

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

3. Calcule cada uma das potências:

a) (2 x ) 3 2 2 3 3
b) ( x ) e)
86 3
2
 29 
f)  3
3

3 2  5 3/ 5
 
 2 2.2 

4. Assinale verdadeira ou falso, caso seja falso corrija:

a) 7  4  28
3 3 3
b) (2  5) 2  2 2  5 2 c) (9 4 ) 6  348 d) (0,25) 2  16

5. Escreva na forma decimal:

6 2
a) 10 b) 10 c) 10 d) 10
6 8

6. Escreve na forma de potência de base 2:

a) (0,5) 3 b)  0,25 2 c) (0,25 2 ) 3 d) 16 2 : 0,25 3

7. Simplifique dando a resposta na forma de potência de base 3:

(27 3 ) 6 .(243 2 ) 4 .(3)


[(0.1) 2 ] 3 .(729 2 ) 3 .[(0,3  4 )  2 ]6 .9

8. Calcular o valor da expressão:

(7  3) 2 .10 2 4 7 .8 2.2 2 9.2.2 3


a) b) 5,4.0,036.23 c) d)
10 3.10 1 2,3.0,054.0,36 1024 2 2 4.2 2.2 5

9. Se x  3 e
6
y  9 3 , podemos afirmar que:
a) x é o dobro de y b) x – y = 1 c) x = y d) y é o triplo de x

 2 
 
1
2
10. Para x = 4, qual é o valor de  x  x .x 3  : x 5 ?
2

 

0
2
 52  32   
11. Simplifica a expressão 3 .
1 1
32  
5 2

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2.3 Radiciação

A raiz enésima de um número a é indicado por

n
a  b  bn  a n  Z e n  2

n n - o índice;
Em a, temos: 
a - o radicando.

Exemplos:

a)
4  2 pois 22  4

b)
5
32  2 pois 25  32

2.4 Número irracional

É um número real que não pode ser escrito sob a forma p/q, com p e q números inteiros.

3 4
Exemplos: 2 , 5, 15

2.5 Conversão de um radical em potência de expoente fracionário

m
n
Um radical pode ser representado na forma de potência com expoente fraccionário: a m
 an

Exemplos:

a) b) c)

Nota: Transformar um número em radical significa escrevê-lo sob a forma de raiz. (Prateado)

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2.6 Conversão de uma potência com expoente fracionário em radical

Uma potência de expoente fracionário pode ser transformada num radical

m
n
an  am

Exemplos:

a) b) c)

2.7 Propriedades dos radicais

a) Produto de radicais com mesmo índice

Procedimento: Conserva-se o índice e multiplicam-se os radicandos, simplificando sempre


que for possível o resultado obtido.

«A multiplicação de radicais é feita do mesmo modo


Exemplos:
que a multiplicação de polinómios, mas
considerando os radicais a parte não-
Efetue as multiplicações seguintes:
literal» (Prateado)

a)

b) )

c) )

d)


e) 3 2  2   
2  3  3( 2 ) 2  9 2  2 2  6  6  (9  2) 2  6  11 2

b) Divisão de radicais com mesmo índice:

Procedimento: Devemos conservar o índice e dividir os radicandos, simplificando sempre


que for possível o resultado obtido

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Exemplos:

Efectue as divisões abaixo:

a) 3
20  3 10  3
20
 3
2 b) 28  7 
28
 4 2
10 7

c) 30 15  5 3  30 15 d) 12 e) 50
6 5 12  3 2 50  2  5
5 3 3 2

c) Potência de radical

Procedimento: Para elevar um radical a uma potência, conservamos o índice do radical e


elevamos o radicando à potência indicada.

Exemplos:

Calcule as potências:

 2
1 2
2
a)  (2 )  2  2
2 2 2

 9
2 4
b)
2
3
 (3 3 2 ) 2  (3 3 ) 2  (3) 3  3
34  3
33.3  33 3

c) 4 5   3
 4 3 53  64 53  64 5 2.5  64.5 5  320 5

d)  7 3 
2
 ( 7 ) 2  2 7 3  ( 3 ) 2  7  2 7.3  3  10  2 21  2(5  21)

d) Radical de radical

Procedimento: Devemos multiplicar os índices desses radicais e conservar o radicando,


simplificando o radical obtido, sempre que possível (considerando o
radicando um número real positivo e os índices números naturais não-nulos).

mxn
mn
a 1xa  mxn a

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Exemplos:

Reduza a um único radical:

a) b) 3
7  3x2 7  6 7
2 1

c)
3
5  2 2 x3 x 2
5  5 5 5 6 5
2 12 2 12 6
d)
4
23 5  4 x 2 x3 2 x5  24 10

2.8 Redução dos radicais

Para reduzir os radicais ao máximo possível, devemos decompor primeiro os radicandos.

Exemplos:

a) 144  24.32  22.3  12 b) 3


243  3 243  3 35  3 32.33  3.3 9 c) 8  18  2 2  3 2   2

2.9 Racionalização

Procedimentos: Recorrer às propriedades de radiciação

1. Temos no denominador apenas raiz quadrada:

4 4 3 4 3 4 3
   
3 3 3  3 2
3

2. Temos no denominador raízes com índices maiores que 2:

2 3
a)
3
Temos que multiplicar numerador e denominador por x 2 , pois 1 + 2 =3.
x

2 3
x2 23 x2 23 x2 2 3 x2 2 3 x2
    
x 12
3
x 3
x2 3
x1  x 2 3 3
x3 x

1 5
b) Temas que multiplicar numerador e denominador por x 3 , pois 2 + 3 = 5.
5 2
x
5 5 5 5 5
1 x3 x3 x3 x3 x3
    
5
x2 5
x3 5
x2  x3 5
x 2 3 5
x5 x

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3. Temos no denominador soma ou subtração de radicais:


2

2  7 3   2 7  3  2 7 3 2   7 3   7 3 
7 3  7 3   7 3   7    3
2 2

73

4 2

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. Dê o valor das expressões e apresente o resultado na forma fracionária:

1 4
a) b) 0,81 c) 2,25 d)
100 9

2. Calcule a raiz indicada:

9 4 12
a) a3 b)
3
48 c) t7 d) t

3. Escreva na forma de potência com expoente fracionário:

a) 7 b) 4 2 3 c) 5 3 2 d) 6
a5

4. Escreva na forma de radical:


5

   
1 1 1
 
a) 8 2 b) a 7 c) a 3 b 4 d) m 2 n 5

5. Calcule as seguintes raízes:


a) 3 125 b) 5
243 c) 3
 125 d) 5 1

6. Fatorize e escreva na forma de potencia com expoente fracionario:

a) 3
32 b) 8
512 c) 8
625 d) 4
27

7. Simplifique os radicais:

a) b) c)
5
a 10 x a 4b 2c 25a 4 x 3
432

8. Determine as somas algébricas:

a)
73 5 b) 53 2  83 3  2  43 2  83 3
2  23 2  3 2
3 4

9. Simplifique as expressões e calcule as somas algébricas:

a) 4 96  4 486  24 6  94 243  b) 43 81  813 375  103 24 


64 729 125

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 1 6 3 10 5 10 
10. Simplifique a expressão  4 a 2 y 4   y a  a y .
2 

11. Racionalize as expressões:

2 2 3 1 3 1
a) 3 b) 
5 3 2 3 1 3 1

Respostas dos exercícios propostos sobre radiciação

1 9 15 1
1- a) b) c) d) 
10 10 10 4
2- a) 3
a b) 23 6 c) t3 t d) t
1 3 2 5

3- a) 72 b) 24 c) 35 d) a6
1 1
4- a) b)
7
a5 c)
4
a 3 .b d)
8 5
m 2 .n
5- a) 5 b) 3 c) 5 d) 1
5 3 4 3
6- a) 23 b) 27 c) 37 d) 34
7- a) a2 5 x b) a 2b c c) 5a 2 x d) 62 2
11 3
8- a)  2 b) 3
22
12
9- a) 34 6  273 3 b) 443 3
y
10- a)  a
2
11- a) 5  3 3 4 b) 4

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CAPÍTULO III – POLINÓMIOS

3.1 Definição

Um polinómio na variável real x é definido como sendo uma soma algébrica de monómios.

Px  an xn  an1xn1  ...  a2 x2  a1x1  a0 , onde (n ∈ℕ0).

3.2 Monómio

Um monómio é uma expressão constituída por um número, por uma variável ou por um produto de
números de expoentes naturais.

3.3 Grau de polinómio

Dado o polinómio Px   an x  an1 x


n 1
n
 ...  a2 x 2  a1 x1  a0 , não identicamente nulo, com

a n  0 , o grau do polinómio é dado pela mais alta potência da variável do polinómio P(x).

Exemplos Procedimentos Grau do polinómio


Px  4 x  3x  5
3 Expoente do maior termo 3

Px  7 x3 y 2  2 xy  15 Soma dos expoentes do termo de maior 5


grau

Px   5 Número 0

Observação:

UmPolinômio é nulo,(P(x) = 0) quando todos os coeficientes são iguais a Zero.

Exemplos:

a) P(x) = 0 x  0 x  0 x  0 x  0 = 0
4 3 2

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b) Se P( x)  (a  7) x 3  4(2  b) x 2  6(c  2) x  4d é identicamente nulo, concluímos que:

a  7  0 a7
 4(2  b)  0  b  2


6(c  2)  0  c  2

 4 d  0 d0

Em relação a uma das variáveis, o grau do polinómio é dado pelo maior expoente dessa
variável.

Exemplos:
a) Px  5x3  3x2  4 x  5  gr( Px)  3  Polinomiodo 3.ºgrau

b) Px   5yx 3
gr(P x )  3  grau polinomio P x  em relação a x.
gr P( x)   1  grau do polinmio P x  em relação a y

c) Px   2 xy 2  4 x 2 y

gr(Px )  2  grau polinomio P x  em relação a x.


gr P( x)   2  grau do polinmio Px  em relação a y

3.4 Valor numérico

Quando é atribuído um número à variável x , ou seja x   ( ℝ), e calculamos


P   an n  an1 n1  ...  a2 2  a1 1  a0 , dizemos que P  é o valor numérico do polinómio
para x  .

Exemplos:

Determinar o valor numérico do polinómio Px   x 3  4 x 2  6 x  4 para:

a) x 1 b) x  
1 c) x0 d) x  3
2

Resolução:

a) Substituindo a variável x por 1 teremos:

P1  13  41  61  4  1  4  6  4  1


2

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b) Substituindo a variável x por   1  teremos:


 2

3 2
 1  1  1  1 1 1  1 65
P        4    6    4    4     6      4  
 2  2  2  2 8 4  2 8

c) P0  03  402  60  4  0  0  0  4  4

P3  33  43  63  4  27  36  18  4  5


2
d)

Exercícios

1. Determine o valor numérico dos seguintes polinómios:


a) Px   x 2 para x  3 b) Px   2 x 3  2 x  5 para x  2
3
4
d) Px   3x 3  4 x 2 para x  1
c) Px   7 x  15 pra x  5

2. Dado o polinómio

Px   x 2  2 x  a , obtenha o valor numerico de a , de modo que P3  10.

3. Determine o grau dos seguintes polinómios:


a) F  3ab 3  5a 2 bc 2  3a 3b d) B  10cx 2  4 y

b) G  5a 2 x  3ax 2  8x 4  3ax 3 e) L  10dx 3  4

c) D  4bx 2  2bx  2 f) A  33x  41x 2

3.5 Operações com polinómios

Sejam Px  e Qx  , tais que Px   an x  an1 x


n 1
n
 ...  a2 x 2  a1 x1  a0 , e
Qx   bn x n  bn1 x n1  ...  b2 x 2  b1 x1  b0 e k ℝ .

3.5.1 Adição e Subtração (Diferença) de polinómios

As operações de adição e subtração de polinômios requerem a aplicação de jogos de sinais,


redução de termos semelhantes e o reconhecimento do grau do polinômio. Vejamos, com
exemplos, como são realizadas as operações de adição e subtração.

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a) Adição

Px   Qx   an  bn x n  an 1  bn1 x n 1  ...  a1  b1 x1  a0  b 0 

Observação: Px   Qx   P  Qx 

Exemplo:

Dados os polinómios Px  e Qx  . Calcule Px   Qx 

Px   3x 3  2 x 2  7 e Qx   3x 4  7 x 3.  2 x  1.

Somando-se os coeficientes dos termos de mesmo grau, obtemos:

Px   Qx   0  3x 4  3  7x 3   2  0x 2  0  2x  7  1  3x 4  4 x 3  2 x 2  2 x  8

b) Subtração

Px   Qx   an  bn x n  an1  bn1 x n1  ...  a1  b1 x1  a0  b 0 

Observação: Px   Qx   P  Qx 

Exemplo: Dados os polinómios Px  e Qx  . Calcule Px   Qx 

Px   3x 3  2 x 2  7 e Qx   3x 4  7 x 3.  2 x  1.
Subtraindo-se os coeficientes dos termos de mesmo grau, obtemos:

Px  Qx  0  3x 4  3  7x 3   2  0x 2  0  2x  7  1  3x 4  4x 3  2x 2  2 x  6

Exercícios resolvidos:

1. Efectue as seguintes adições de polinómios:

a) 2 x 2
 
 9 x  2  3x 2  7 x  1 
b) 5x 2
 
 5 x  8   2 x 2  3x  2 
c) 2 x 3
 
 5 x 2  4 x  2 x 3  3x 2  x 

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2. Efectue as seguintes subtrações de polinómios

a) 6 x 2
 
 6 x  9  3x 2  8 x  2 
b)  2a 2
 
 3a  6   4a 2  5a  6 
c) 4 x 3
 
 6 x 2  3x  7 x 3  6 x 2  8 x 

Resolução:

   
1.a) 2 x 2  9 x  2  3x 2  7 x  1  2 x 2  9 x  2  3x 2  7 x  1  5x 2  2 x  1

   
1.b) 5x 2  5x  8   2 x 2  3x  2  5x 2  5x  8  2 x 2  3x  2  3x 2  8x  10

1.c) 2 x 3  5x 2  4 x   2 x 3  3x 2  x   2 x 3  5x 2  4 x  1  2 x 3  3x 2  x  4 x 3  2 x 2  5x

2.a) 6 x 2  6 x  9  3x 2  8x  2  6 x 2  6 x  9  3x 2  8x  2  3x 2  14 x  11

2.b)  2a 2  3a  6   4a 2  5a  6  2a 2  3a  6  4a 2  5a  6  2a 2  2a

2.c) 4 x 3  6 x 2  3x   7 x 3  6 x 2  8x   4 x 3  6 x 2  3x  7 x 3  6 x 2  8x  3x 3  5x

Exercícios propostos:

Efectue as seguintes adições e subtrações:

a) 5x 2
 
 2ax  a 2   3x 2  2ax  a 2 
b) y 2
 
 3y  5   3y  7  5y 2 
c) 9x 2
 
 4 x  3  3x 2  10 
d) 7 x  4 y  2  2x  2 y  5

e) x 2
 
 2 xy  y 2  y 2  x 2  2 xy 
f) 7ab  4c  3a  5c  4a  10

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Resposta:

 
a) 2x 2 ; 
b)  4 y 2  2 ; 
c) 12 x 2  4 x  13 ;
d) 5 x  2 y  3 ; e) 0  ; f) 7ab  c  7a  10

3.6 Multiplicação de polinómios

3.6.1 Multiplicação de polinómios por um número real (ou escalar)

Na multiplicação de um polinómio por um número(escalar), devemos observar o seguinte


procedimento:

Seguir cuidadosamente a regra dos sinais e a redução dos termos semelhantes.

3.6.2 Regra de sinais da Multiplicação

     ;      ;      e     

k  Px   k  an x n  k  an1 x n1  ...  k  a2 x 2  k  a1 x1  k  a0 


Observação: k  Px   k  P x 

Exemplos:

Multiplique os seguintes polinómios pelas constantes correspondentes:

a) Px   3x 3  2 x 2  7 e k  -4.

Multiplicando-se os coeficientes dos termos do polinómio pela constante - 4 obtemos:

 4Px   43x 3  2 x 2  7   43x 3   42 x 2   47  12x 3  8x 2  28

b) Px   5 x 4  3x 3  7 x  3 e k  2.

Multiplicando-se os coeficientes dos termos do polinómio pela constante 2 obtemos:


2Px  2 5x 4  3x 3  7 x  3  25x 4  23x 3  27 x  23  10 x 4  6 x 3  14 x  6

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3.6.3 Multiplicação de um monómio por um polinómio

Para multiplicarmos um polinómio por um monómio devemos multiplicar cada monómio do polinómio por
cada monómio multiplicador, aplicando a propriedade distributiva da multiplicação.

Vejamos o exemplo abaixo:

Multiplicar o polinómio 2 x 2  y pelo monómio 7xy 2 .

Efeituando as multiplicações, teremos:

    
7 xy 2  2 x 2  y  7 xy 2  2 x 2  7 xy 2  y  14 x 3 y 2  7 xy 3 

Veja mais exemplos:

a) 2a  7b  3c    2a  7b   2a  3c   14ab  6ac

b) 4 x  2 y    3x   4 x 3x   2 y 3x   12 x 2  6 xy

c) 6a  5b  3c  6a  3c   5a  3c   18ab  15ac

Exercícios resolvidos

1. Multiplicar o polinómio 7ax 2  4ax  a  2 pelo monómio 3a 2 x .


efetuando as multiplicações, teremos:

7ax 2
    
 4ax  a  2  3a 2 x  7a 2 x 3a 2 x  4ax 3a 2 x  a  3a 2 x  2  3a 2 x      
 21a x  12a x  3a x  6a x
3 3 3 2 3 2

2. Multiplicar o polinómio 3x 2 y  2 xy 2  x 3  5 y 3 pelo monómio  xy 1 .  


efetuando as multiplicações, teremos:

3x 2
      
y  2 xy 2  x 3  5 y 3   xy 1  3x 2 y xy 1  2 xy 2   xy 1  x 3   xy 1  5 y 3   xy 1    
 3x 3 y 0  2 x 2 y 1  x 4 y 1 x  5 xy 2  3x 3  2 x 2 y  x 4 y 1  5 xy 2

3. Multiplicar o polinómio x 3  5x 2  10 x  7 pelo monómio  2x . 2

efetuando as multiplicações, teremos:

x 3
     
 5 x 2  10 x  7   2 x 2  x 3  2 x 2  5 x 2  2 x 2  10 x   2 x 2  7   2 x 2     
 6 x  10 x  20 x  14 x
5 4 3 2

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4. Multiplicar o polinómio y 2  2 y  1 pelo monómio 0,5 y 3 .

efetuando as multiplicações, teremos:

y 2
  
 2 y  1  0,5 y 3  y 2 0,5 y 3  2 y 0,5 y 3  1  0,5 y     
 0,5 y  y  0,5 y
5 4 3

x
5. Multiplicar o polinómio x  3x pelo monómio .
3 2

Efetuando as multiplicações, teremos:

 x

   x  3x
3 2

x
x3 
x

 3x 2 
x4

3x 3
   
2 2 2 2 2

6. Multiplicar o polinómio
2 2 1 pelo monómio 2x .
x  x
3 2 3

Efetuando as multiplicações, teremos:

 2x   2 2 1  2x  2 2  x1  4x3 2x 2
  x  x   x   x  
 3  3 2  3 3  22  9 6

7. Simplifique as expressões:

 
a) 2a  a 4  5a  3a 3  a 2  2  

b) 
2y y2  2y  2


y 2 3 y  7 
5 5

Resolução:

a)  
2a  a 4  5a  3a 3  a 2  2   
 2a 5  10a 2  3a 5  6a 3
 a 5  6a 310a 2

b)

2 y y2  2 y  2

y 2 3 y  7 

5 5
2 y3  4 y 2 3 y3  7 y 2
 
5 5
2 y3 4 y2 3 y3 7 y2
   
5 5 5 5
2 y3 3 y3 4 y2 7 y2
   
5 5 5 5
3 2
y 3y
 
5 5

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3.6.4 Multiplicação de um polinómio por um polinómio

Para multiplicar dois polinómios, aplicamos a propriedade distributiva da multiplicação em


relação à adição e à subtração. Isto é, multiplicamosacada termo do 1º polinómio por cada
termo do 2º polinómio, em seguida agrupamos os termos semelhantes.

Exemplos:

1. Se multiplicarmos 3x  1 por 5 x 2  2 , teremos:  

3x  1  5x 2 
 2 → aplicar a propriedade distributiva.

   
3x  5x 2  3x  2  1  5x 2  12  15x 3  6 x  5x 2  2

 
Portanto: 3x  1  5 x 2  2  15 x 3  5 x 2  6 x  2

2. Multiplicando 2 x 2
 x 1  por 5x  2 , teremos:
2 x 2

 x  1  5 x  2 → aplicar a propriedade distributiva.

2 x 2  5 x   2 x 2   2   x  5 x   x  2   1  5 x 1   2 
 10 x 3  4 x 2  5 x 2  2 x  5 x  2
 10 x 3 x 2  3 x  2

Portanto: 2 x 2

 x  1 5 x  2  10 x 3  x 2  3x  2

3. Dados os polinómios Px  e Q x  , calcule Px   Qx 

a) Px   3x 3  2 x 2  7 e Qx   3x 4  1

P x Q x   3 x 3  2 x 2  7 3 x 4  3  
 3 x 3
 3x 4
  3x 3
      
 3  2 x 2  3 x 4  2 x 2  3  7  3 x 4  7  3
 9 x  9 x  6 x  6 x  21x  21
7 3 6 2 4

 9 x 7  6 x 6  21x 4  9 x 3  21

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b) Px   3ab  5ab 2 e Qx   2a  7a 2 b 3


P  Q  3a 2 b  5ab 2 2a  7a b  2 3


 3a 2 b  2a   3a b  7 a b   5ab
2 2 3 2
 
 2a  5ab 2  7 a 2 b 3 
 6a 3 b  21a 4 b 4  10a 2 b 2  35a 3 b 5
 21a 4 b 4  35a 3 b 5  6a 3 b 2 10a 2 b 2

Exercícios resolvidos:

Efectue os seguintes produtos:

a) 3x  5  b) 2 x x  5  c) 4 xa  b 

d) 
2x x 2  2x  5  e) 3x  2x  5  f) x  4 y x  y 

g) 3x 2
 4x  3 x  1 h) x 3

 2 x3  8 

Resolução

a) 3x  5   3x  15 ; b) 2 xx  5   2 x 2  10 x ;

c) 4 xa  b   4ax  4bx d) 2 xx 2  2 x  5   2 x 3  4 x 2  10 x ;

3x  2x  5   6 x 2  15 x  2 x  10
e)
 6 x 2  17 x  10

x  4 y x  y   x 2  xy  4 xy  4 y 2
f)
 x 2  4 y 2  5 xy

g) 3x 2

 4 x  3 x  1  3x 3  3x 2  4 x 2  4 x  3x  3

h) x 3

 2 x3  8  x 6
 8 x 3  2 x 2  16

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Exercícios propostos

1. Considere os polinómios: Px   x 2  3x  5 ; Q x    x  5 e

R  x   3x 3  2 x  1 . Calcule:

a) Px   Qx  c) Px   Qx  e) 3  Q x 

b) Px   Rx  d) Px   Qx  f) Rx   Qx 

Respostas:

a) x 2
 4 x  10 ; b) 3x 5
 9 x 4  17 x 3  7 x 2  13x  5 ; c) x 2
 2x ;
d)  x 3
 8x 2  20 x  25 ; e)  3x  15 ; f) 3x 5
 9 x 4  17 x 3  7 x 2  13x  5 

2. Efetue e simplifique as expressões seguintes:


a) x x  2 b) ab  c   ba  c 
c) 3 x  2  
 1 2
x   3 x x  1 d) 
x 4 x 3  x 2  1  3 x x  4  
 2 

Respostas:

a) x 2
 2x ; b) 2ac  ; c)
 3 3 
  x  2 x  3x  ;
2
d) 4x 4
 x 3  3x 2  11x 
 2 
3. Calcule os seguintes produtos:

a) 4 x a  b b) 2 x x 2
 2x  5  c) 3x  22 x  1

d) 6 x 2  46 x 2  4 e) x 2

 x  1 x  1

Respostas:

a) 4 xa  4 xb  ; 
b) 2 x 3  4 x 2  10 x ;  
c) 6 x 2  7 x  2 ; 
d) 36 x 4
 16  e) 3x 3
 x 2  7x  3 

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3.6.5 Divisão de polinómios

3.6.5.1 Divisão de polinómios pelo método das chaves

Dados os polinómios P(x) e Q(x) e

Px  Qx  qx, pois qx  Qx  r x  Px, onde r x é o rest o da divisão.

O resto da divisão r  x  é um polinómio cujo grau não pode ser igual nem maior que o grau do

divisor Q x  .

As partes que constituem uma divisão são:

Px   Dividendo; Qx   Divisor ; qx   Quociente e r x   Resto

Este método consiste no seguinte formato

P(x) Q(x)
r(x) q(x)

Exemplo 1:

Divida Px   x 3  3x 2  4 x  1 por Qx   x 2  x  1 .

a) Escolher o primeiro termo do quociente, que deve ser multiplicado pelos termos do divisor. Pode
também dividir diretamente o 1º termo de maior grau do polinómio Px  (dividendo) pelo 1º

x3
termo de maior grau do polinómio Q x  (Divisor);  x , obtendo assim o 1º termo do
x2
quociente.

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b) Multiplicar o termo do quociente obtido e passar o inverso do resultado para subtrair do


polinômio.

3º• Agora deve-se repetir o primeiro passo, escolher o termo conveniente para multiplicar pelo primeiro
termo do divisor para que fique igual ao primeiro termo do polinômio que foi resultado da primeira
operação.

4º• Repetir o mesmo processo do segundo passo.

Como o resto tem um grau menor do que o grau do divisor não é possível continuar com a divisão.

Assim temos que qx   x  4 e que r x    x  3 .

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Exemplo 2:

Assim temos que qx   3x 2  x  2 e o resto r x   0 .

Exemplo 3:

Assim temos que qx   5x  9 e o resto r x   -5 .

Exemplo 4:

Assim temos que qx   3x 2  x  1 e o resto r x   0 .

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Exemplo 5:

Assim temos que qx   4 x  5 e o resto r x   0 .

Exercícios propostos:

1) Calcule os quocientes:

a) 2x 2

 5x  12  x  4 b) 6x 4
 
 11x 3  5x 2  18x  7  2 x 2  3x  1 
c) 7 x  2x 4

 3x 5  2  6 x 2  3x  2 d) 4a 2

 7a  3  4a  3

e) 3x 3
 
 13x 2  37 x  50  x 2  2 x  5  f) x 3
 
 6x 2  7 x  4  x 2  2x  1 

Respostas:

a) 2x e resto 0 ; 
b) 3x 2  x  6 e resto  x  1 ;  
c) x 4  2 x  1 e resto 0 ; 
d) a  1 e resto 0 e) 3x  7 e resto 0 f) x  4 e resto 0

3.7 Dispositivo prático de Briot-Ruffini

O dispositivo prático de Briot-Ruffini consiste na divisão de um polinómiopor um divisor do primeiro


grau da forma ( x   ) , onde  é uma das suas raízes.

Exemplo:

Dados: P(x) = 5x3 – 2x2 + 3x – 1 e Q(x) = x – 2.

Aplicando a regra do Briot Ruffini, teremos:

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O primeiro coeficiente de P(x) é o 5. Repete-se o primeiro coeficiente na linha de baixo

Em seguida, multiplica-se o 5 por 2 e soma-se o resultado com o segundo coeficiente de P(x), o


número (– 2), isto é, 5.2 + (– 2) = 8. O resultado 8 deve ser escrito em baixo do coeficiente (– 2).

Repete-se o processo, multiplicando 8 por 2 e somando-se o terceiro coeficiente de P(x), o


número 3. O cálculo é dado por 8.2 + 3 = 19. Escreve-se o resultado em baixo do coeficiente 3.

Aplicando o mesmo procedimento pela última vez, multiplica-se o 19 por 2 e soma-se o resultado
ao (– 1), ou seja, 19.2 + (– 1) = 37. O resultado (37) é colocado em baixo de ( –1) e é o resto de
nossa divisão.

O polinômio resultante dessa divisãotem como coeficientes 5, 8 e 19e terá um grau a menos que
o polinómio inicial. Isto é, a divisão de 5x3 – 2x2 + 3x – 1 por x – 2 é 5x2 + 8x + 19, e o resto da
mesma é r = 37.

Exercícios Resolvidos

1. Seja o polinômio P (x) = x4-2x3+4x-10. Efetuar a divisão pelo binômio (x-2).


Vemos que P (x) está incompleto, faltando o termo ax2. Completamo-lo da seguinte forma:

P (x) = x4-2x3+0x2+ 4x-10

Concluímos que: q(x)= 3x3+4x2+8x+20 e o resto r(x)= 30

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2. Efetuar, utilizando o dispositivo prático de Briot-Ruffini, a divisão do polinômio P(x) = 2x4 + 4x3–
7x2+12 por Q(x) = (x – 1).

Resolução

Concluímos que:q(x) = 2x3 + 6x2 – x – 1 e o restor(x) = 11


3. Obter o quociente e o resto da divisão de
P(x) = 2x5 – x3 – 4x + 6 por Q(x)=(x + 2).

Resolução

Concluímos que: q(x)= 2x4 – 4x3 + 7x2 – 14x + 24 e o resto r(x) = – 42

Exercícios propostos:

1. Aplicando o dispositivo pratico de Briot-Ruffini, calcule o quociente e o resto caso exista da


divisão de:

a) Px   2 x 2  3x  2 por Qx   x  3

b) Px   x 4  3x 2  x  5 por Qx   x  2

c) Px   2 x 3  7 x 2  2 x  1 por Qx   x  4

d) Px   2 x 3  10 x 2  8x  3 por Qx   x  5

e) Px   x 2  2 x  1 por Qx   3x  1

f) Px   2 x 3  3x 2  x  2 por Qx   2 x  1

Soluções:

a) qx   5x  18 ; r x   56
b) qx   x 3  2 x 2  7 x  13 ; r x   21

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c) qx   2 x 2  x  6 ; r x   25
d) qx   2 x 2  8 ; r x   37

q x   ; r x  
x 7 16
e) 
3 9 9
f) q x   x 2  x ; r x   2

3.8 Produtos notáveis e factorização

3.8.1 Produtos notáveis(ou casos notáveis)

Designação Expressão Expansão do produto

Produto da soma pela diferença x  y x  y  x2  y2

Quadrado de uma soma x  y 2 x 2  2 xy  y 2

Quadrado de uma diferença x  y 2 x 2  2 xy  y 2

Cubo de uma soma x  y 3 x3  3x 2 y  3xy 2  y3

Cubo de uma diferença x  y 3 x3  3x 2 y  3xy 2  y 3

Produtos especiais

 x  y x  y   x 2  y2

 x  y x 2 
 xy  y 2  x 3  y 3

 x  y x 2 
 xy  y 2  x 3  y 3

 x  y x  y x 2  y 2   x 4  y 4
 x  y x 4 
 x 3 y  x 2 y 2  xy 3  x 5  y 5

 x  y x  y x 2 
 xy  y 2 x 2  xy  y 2  x 6  y 6 
 x  y 2  x  y   4 xy
2

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Exemplos:

a) x  4x  4  x 2  4 2  x 2  16

b) 3x  5 y 3x  5 y   3x 2  5 y 2  32 x 2  5 2 y 2  9 x 2  25 y 2

c) 3  23  2  32  22  9  4  5

d) x  12  x   2x 1  1  x 2  2 x  1


2 1

e) 3x  4 y 2  3x 2  23x 4 y   4 y 2  32 x 2  24 xy  4 2 y 2  9 x 2 24 xy  16 y 2

f) x  23  x   3x  2  32 x 2  2 .  x 3  6 x 2  24 x  8


3 2 2 3

g) 2 x  33  2 x 3  32 x 2 3  32 x 32  33 .  8x 3  36 x 2  54 x  27

3.9 Completando quadrado

O método de completar quadrado consiste em formar trinómios quadrados perfeitos. Este foi
criado por Al-Khowarkmi.

Para completar o quadrado é necessário recordar qual é a forma de um trinómio quadrático


perfeito.

x 2  2ax  a 2

Nesta equação:

O coeficiente do primeiro termo deve ser 1 (repara que  


x2  1 x2 .

O último termo a2 é o termo independente.


O coeficiente do termo do meio é o dobro da raiz quadrada do último termopelo 1º termo

( a 2  a ; e o seu dobro  2a ).

Desta forma teremos:

x 2  2ax  a 2  0  x  a 2  0  x  a x  a   0  x  a
(neste caso há uma raiz dupla).

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Exemplos:

a) x 2  8x  16  0
 O coeficiente do primeiro termo é 1.
 O último termo é um quadrado perfeito 4.
 O coeficiente do termo do meio é o dobro da raíz quadrada do
último termo.

Então x 2  8x  16  0  x  42  0  x  4 (raiz dupla)

b) x 2  11x  24  0
•  O coeficiente do primeiro termo é 1.
•  O último termo não é um quadrado perfeito.
•  O coeficiente do termo do meio não é o dobro da raíz quadrada do último termo.

Nestes casos multiplica-se e divide-se o 2º termo, por 2 e eleva-se a metade desse número ao
quadrado em seguida adiciona-se para completar o quadrado perfeito, como não podemos
alterar a equação inicial, subtraímos a metade e desse número ao 3º termo.

2 2
 11   11   11 
x  2  x        24  0
2

 2  2  2 
2 4
 11   11 
 x       24  0
 2   2 
2
 11  121 96
 x     0
 2  4 4
2
 11  25
 x    0
 2  4
2 2
 11  5
 x       0  usando a  b  a  b a  b  vem :
2 2

 2  2
 11 5  11 5 
 x    x   0
 2 2  2 2
 16  6
 x   x    0
 2  2
  x  8 x  3  0

A equação tem duas raízes reais: x1  8 ou x 2  3 .

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c) Resolução de equação quadrática através do método de Completar o

o quadrado: 2 x 2  12 x  8  0

 Tornar o coeficiente do termo x igual a 1, dividimos ambos os termos da equação por 2 :


2

x 2  6x  4  0

 Multiplica-se e divide-se o 2º termo, isto é o coeficiente de "x" por 2 (dois) e adiciona-se e

subtrai-se o quadrado da metade do coeficiente do termo em "x" para formar o quadrado


perfeito:
2 2
6 6 6
x  2  x        4  0  x 2  23x  3  3  4  0
2 2 2

2 2 2


  x  3  9  4   x  3  5  0  x  32   
2
0
2 2
5

 x 3 
5 x 3 
5 0

A equação tem duas soluções (ou raízes): x1  3  5 ou x2  3  5.

d) x 2  8x  16  0

• O coeficiente do primeiro termo é 1.


• O último termo é o quadrado perfeito de 4. (reparar que 16  4 2 )
• O coeficiente do termo do meio é o dobro da raíz quadrada do último termo.

 x  4  0  x  4 (neste caso há uma raiz dupla)


2
Então x 2  8 x  16  0

3.10 Factorização

A factirização de um polinómio consiste em coloca-lo na forma de um produto de dois ou mais


factores.

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3.10.1 Condições de factorização de polinómios

I. Colocação de factor comum em evidência

Coloca-se em evidência o factor comum do polinómio para obter a forma factorizada.

Exemplos:

a) 2 xy  3 y  2 x  y  3  y  y2 x  3

b) x 2  4 x  x  x  4  x  x x  4 

c) 8x
3
 
 4 x 2  12 x  4 x   x 2  4 x   x  4 x   3  4 x 2 x 2  x  3

d) x 3 y  xy 3  xy   x 2  xy   y 2  xy x 2  y 2  

II. Agrupamento

Agrupam-se termos do polinómio que possuem factores em comum que são colocados em
evidência.

Exemplos:

a)
  
2 x 3  x 2  4 x  2  2 x 3  x 2  4 x  2  x 2 2 x  1  22 x  1  2 x  1 x 2  2 
a)  
6 x 2  5x  4 xy  10 y  6 x 2  5x  4 xy  10 y   x6 x  5  2 y2 x  5

III. Factorização de Trinômiosquadrados perfeitos

Os Trinômios quadrados perfeitos são o resultado da expansão do quadrado de uma soma


ou do quadrado de uma diferença de dois termos. Para factorizar um Trinômio quadrado
perfeito é preciso identificar quais são esses termos, o que feito por inspeção (ou tentativa).

Exemplos:

Fatorize as seguintes expressões:

4 x 2  4 x  1  2 x   22 x 1  1  2 x  1


2 2 2
a)

b) 9 x  12 x  4  3x   23x 2  2  3x  2


2 2 2 2

16 x 2  24 xy  9 y 2  4 x   24 x 3 y   3 y   4 x  3 y 
2 2 2
c)

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x 2  10 x  25  x   2x 5  5  x  5


2 2 2
d)

64 y 2  80 y  25  8x   28 x 5  5  8x  5


2 2 2
e)

Exercícios propostos:

1. Factorize as seguintes expressões:

a) 6 x 3  8x 8

b) 4ax 2 6a 2 4 x 2  4a 3 x 2

c) 10000  x 2 y 2

d) a 2b 4  9

e) ax 2  bx 2  3a  3b

f) 25a 4  100b 2

g) 33xy 2  44 x 2 y  22 x 2 y

Respostas:

 
a) 2 x 3 3  4 x 5  ; b) 2ax 12a  2a  ;
2 2
c) 100  xy 100  xy  ;

d) ab 2

 3 ab 2  3  e) ax  3  bx  3
2 2
ou x 2 a  b   3a  b 
 
f) 5a 2  10b 5a 2  10b  g) 11xy 3y  4 x  2 x 

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CAPÍTULO IV: EXPONENCIAIS E LOGARITMOS

4.1 Equações exponenciais

As equações em que as variáveis aparecem como expoentes de potências, chamam-se


equações exponenciais.

4.2 Resolução de equações exponenciais

a) Obter nos dois membros da equação, potências de bases iguais.

b) Igualar os expoentes.

c) Determinar o valor da variável (x).

Exercícios resolvidos

1)

Resolvendo a equação do segundo grau vem:

5  25  24 5  7
x1    2  x1  2
6 6

5  25  24 5  7 1 1
x1      x2  -
6 6 3 3

S = { -1/3 ; 2}

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2)

Colocando em evidência:

4.3 Inequações exponenciais

As desigualdades que contêm variáveis no expoente, chamam-se inequações exponenciais.

4.4 Resolução de inequações exponenciais

a) Converter os dois membros da inequação em potências da mesma base.

b) Comparar os expoentes.

Exercícios resolvidos

1) ; S=

2) ; S=

3)

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

4)

5)

Exercícios Propostos

Resolva as seguintes inequações:

a) c)

3) e)

Exercícios propostos

1) Represente graficamente as seguintes funções:

a) c)

b) c) d)

2) Determine se os seguintes pares ordenados pertencem ou não à função

a) (5;32); b) (-3; c) d) (-1;0,5)

4.5 Logaritmo (

Chama-se logaritmo do número b em relação à base a à representação

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4.5.1 Condição de existência do logaritmo

Para que exista o logaritmo c é preciso que


b

Exemplos:

a)

b)

c)

d)

a. Propriedades

a) Logaritmo de 1 em qualquer base é igual a zero.

b) Logaritmo da base

c) Logaritmo de potência da base

d) Potência de expoente logarítmico

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Exemplos:

a) b)

4.5.2 Logaritmos iguais

Dois logaritmos da mesma base são iguais, se os seus logaritmandos forem iguais.

4.5.3 Logaritmo do produto

O logaritmo do produto é igual à soma dos logaritmos dos fatores.

Exemplo:

4.5.4 Logaritmo do quociente

O logaritmo do quociente é igual a diferença entre o logaritmo do dividendo e do divisor;

Exemplo:

4.5.5 Cologaritmo de um número

É o logaritmo do inverso desse número

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4.5.6 Logaritmo da potência

Exemplo:

4.5.7 Logaritmo da potência da base

Exemplo:

4.5.8 Logaritmo da raiz n-ésima

O logaritmo da raiz n-ésima é igual ao inverso do índice da raiz multiplicado pelo logaritmo do
radicando.

Exemplo:

4.6 Mudança de base

Esta operação permite-nos passar de uma a outra base, segundo a nossa conveniência.
Existem duas formas:

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4.7 Mudança da base como quociente

O logaritmo de b na base a- é igual ao logaritmo de b numa outra base (c) , dividindo pelo
logaritmo de a na base ( c ).

Exemplos

a) b)

4.8 Mudança de base como produto

O logaritmo de x na base a, é igual ao logaritmo de b (nova base ) na base a, multiplicado pelo


logaritmo de x numa outra base b.

4.9 Função exponencial

4.9.1 Definição

Uma função do tipo , chama-se função exponencial.

A. Domínio da função exponencial

D=R (o expoente x pode ser qualquer número real).

B. Imagem da função exponencial

+ (a potência y é sempre um número positivo)

C. Zero da função

A função exponencial não possui zeros, pois

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4.9.2 Representação gráfica

Para representarmos graficamente uma função exponencial, podemos fazê-lo da mesma forma
que fizemos com a função quadrática, ou seja, atribuimos alguns valores arbitrários ao x,
montarmos uma tabela com os respectivos valores de f(x), localizarmos os pontos no plano
cartesiano e traçarmos a curva do gráfico.

Para a representação gráfica da função atribuimos ao x os valores representados


no quadro abaixo:

x y
-6 0.03
-3 0.17
-1 0.56
0 1
1 1.8
2 3.24

Gráfico

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a) Função Exponencial Crescente

Se temos uma função exponencial crescente, qualquer que seja o valor real de x.

b) Função Exponencial Decrescente

Se temos uma função exponencial decrescente em todo o domínio da função.

4.10 Função logaritmo

Toda função definida pela lei de formação f(x) = logax, com a ≠ 1 e a > 0 é denominada função
logarítmica de base a. Nesse tipo de função o domínio é representado pelo conjunto dos números
reais maiores que zero e o contradomínio, o conjunto dos reais.

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Exemplos:

a) f(x) = log2x b)f(x) = log3x c)f(x) = log1/2x


d) f(x) = log10x e)f(x) = log1/3x f)f(x) = log4x
g) f(x) = log2(x – 1) h)f(x) = log0,5x

4.10.1 Domínio da função logarítmica

Dada a função f(x) = log(x – 2) (4 – x), temos as seguintes restrições:

a) 4 – x > 0 → – x > – 4 → x < 4


b) x – 2 > 0 → x > 2
c) x – 2 ≠ 1 → x ≠ 1+2 → x ≠ 3

Realizando a intersecção das restrições a, b e c, temos o seguinte resultado: 2 < x < 3 e 3 < x < 4.

Dessa forma, D = {x R / 2 < x < 3 e 3 < x < 4}

4.10.2 Gráfico de uma função logarítmica

Para a construção do gráfico da função logarítmica devemos estar atentos a duas situações:

1) a > 1 2) 0 < a < 1

a) Função crescente(a > 1)

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b) Função decrescente (0 < a < 1)

4.10.3 Características do gráfico da função logarítmica y = logax

a) O gráfico está totalmente à direita do eixo y, pois ela é definida para x > 0.

b) O gráfico intersecta o eixo das abscissas no ponto (1,0), então a raiz da função é x = 1.

Através dos estudos das funções logarítmicas, chegamos à conclusão de que ela é uma função
inversa da exponencial. Observe o gráfico comparativo a seguir:

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CAPÍTULO V - EQUAÇÕES ALGÉBRICAS

5.1 Definição

Uma equação é uma igualdade entre duas expressões algebraicas, relacionadas através de
diversas operações matemáticas.

Convém referir que os valores incluídos numa equação podem ser números, incógnitas ou
variáveis que substituem o valor que se tenta descobrir.

5.2 Classificação

As equações classificam-se em função dos seus graus. Assim sendo, uma equação pode ser do
1º grau, 2º grau, 3º grau, etc…

Exemplos:

a) -3x + 4 = 3 (equação do 1º grau)

b) 5x2 + 2x – 7 = 3x2 – 4x + 5 (equação do 2º grau)

c) –x3 + x2 - 2x +4 = 3x3 – 4x – 3

5.3 Resolução de uma equação

Ao substituir a variável por um valor do seu domínio numérico, a equação transforma-se numa
proposição verdadeira, então esse valor numérico é denominado solução da equação.

Resolver uma equação significa achar uma equação equivalente mais simples, da forma x = c,
onde c é a solução da equação.

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A. Procedimento para a resolução de uma Equação Linear

Uma equação linear (ou do primeiro grau) numa variável pode reduzir-se na forma ax = b (a, b,
x , a  0).

Para resolver uma equação linear aplicam-se os seguintes passos:

a. Eliminar os sinais de agrupamento (parêntesis);

b. Reduzir os términos semelhantes em cada membro da equação, caso existam;

c. Transpor para o 1º membro as variáveis e para o 2º, os termos independentes;

d. Isolar a variável da equação ax = b;

e. Escrever o conjunto solução encontrado.

Exemplos:

Encontrar o número natural que satisfaz a seguinte equação:

6x + 5 – 4 (5x + 0,25) = 3x + 56 – (x + 4)

Solução

6x + 5 – 4 (5x + 0,25) = 3x + 56 – (x + 4)

6x + 5 – 20 x – 1 = 3x + 56 – x – 4 Eliminando parêntesis

– 14x + 4 = 2x + 52 Reduzindo os térmos semelhantes

52 – 4 = – 14x – 2x

48 = – 16x

48 : (– 16) = x

–3= x S = , pois -3 não é um número natural (-3N)

B. Procedimento para a resolução de uma Equação Quadrática

Uma equação quadrática (ou de segundo grau) numa variável é uma expressão reduzida na
forma: ax2 + bx + c = 0

onde a, b, c são os coeficientese (a, b, c, x , a  0).

Para resolvermos uma equação do 2º grau recorremos à fórmula de Bháskara (fórmula


resolvente) baseada no cálculo do discriminante e representada por:

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 b 
x 
 2a



x   b  

 2a

a, b, c, são os coeficient es da equação quadrática


onde:  2
 é o discrimina nte e   b - 4ac

O discriminante () indica a quantidade de soluções da equação quadrática. Ou seja:

Se > 0, a equação tem duas raízes reais;



Se = 0, a equação tem duas raízes reais iguais (ou uma única raiz);
Se < 0, a equação não tem raízes reais.

Exemplo:

Determinar o conjunto solução da equação: x2 – 2x – 2= 0

Solução

Para a = 1, b = -2 e c = -2, substituindo na fórmula

x1= = ; x2 = =

S={ ; }

C. Resolução das Equações Fracionárias

Uma equação fracionária a uma variável é uma expressão algébrica que tem a variável, pelo
menos, em algum denominador. Ou seja, tomam a forma

P(x)
, com Q(x)  0
Q(x)

Para obtermos a solução das equações fracionárias, procedemos da seguinte forma:

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a) Determinar o domínio da equação, isto é, excluir todos os valores que anulam os


denominadores;

b) Simplificar, se é possível, todas as frações algébricas;

c) Transformar as frações num denominador comum e posteriormente eliminá-lo;

d) Efetuar os produtos indicados e agrupar os termos semelhantes;

e) Isolar a variável para determinar a solução da equação quadrática aplicando o algoritmo


visto anteriormente.

Exemplo:

Resolver a seguinte equação:

x 4 2
 
x  2 x 1 x  2

Solução

a) Determinar o domínio D = {-2; 1}

b) MMC é (x +2)(x + 1)

c) Eliminar os denominadores

d) Agrupar os termos semelhantes

e) Resolver a equação

x 4 2
  0
x  2 x 1 x  2

x 4 2
  0
x  2 x 1 x  2
x ( x  1)  4( x  2)   2 x  1
0
x  2x  1
x 2  x  4x  8  2x  2
0
xISPTEC
 2 -xInstituto
 1 Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências 51
x  x6
2
0
x  2x  1
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x2 – x – 6 = 0
(x – 3) (x + 2) = 0
x1 = 3 e x 2 = - 2

Como x = -2 anula um dos denominadores, então, a solução da equação é x = 3. S = { 3 }.

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CAPÍTULO VI - DESIGUALDADES ALGÉBRICAS

6.1 Introdução sobre inequações

Inequações são expressões matemáticas que envolvem os símbolos:

a) >(maior que)

b) < (menor que)

c) ≥ (maior ou igual a)

d) ≤ (menor ou igual a)

Resolver uma inequação em x significa encontrar todos os valores de x para os quais a


inequação seja verdadeira.

O conjunto de todas as soluções de uma inequação é o que chamamos conjunto solução.

6.2 Manipulação de equações

As inequações podem ser manipuladas como as equações e as regras são muito similares, mas
existe uma excepção.

 Se adicionarmos um mesmo número aos dois membros da inequação, esta mantem-se


inalterável.
 Se subtrairmos um mesmo número aos dois membros da inequação, esta mantem-se
inalterável.
 Se multiplicarmos ou dividirmos ambos os membros por um número positivo, a inequação
mantem-se verdadeira.
 Se multiplicarmos ou dividirmos ambos os membros por um número negativo, muda o sinal da
desigualdade.

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6.2.1 Inequações do 1º grau

Uma inequação linear é dada pela forma , , e

onde são números reais com

O conjunto das soluções de uma inequação linear com uma variável forma um intervalo de
números reais. Por este facto, podemos apresentar o conjunto solução por meio da
representação gráfica da reta real ou em forma de intervalos.

Exemplos:

Resolva as inequações:

a)

b)

c)

d)

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Exercícios propostos

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

j)

6.2.2 Inequações do 2º grau

Considere a função , onde , sendo e números reais. A

inequação do 2º grau é toda desigualdade tal que:

ou

A resolução de uma inequação do 2º grau consiste na determinação dos valores de x que


satisfaçam a desigualdade, envolvendo o estudo dos sinais de uma função do 2º grau.

Exemplos:

a)

Achando os zeros de , temos:

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Os valores que satisfazem a desigualdade são aqueles que

Avaliando os sinais da função na reta real:

b)

c)

d)

Exercícios propostos

a)

b)

c)

d)

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e)

f)

g)

h)

i)

j)

Soluções:

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

j)

6.2.3 Inequações modulares

As inequações modulares são dadas segundo a definição de módulo.

De modo geral, se é um número positivo, então:

1º caso:

2º caso: ou

Exemplos:

a)

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b)

Elevando ambos os lados da desigualdade ao quadrado, temos

c)

d)

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1º Caso: Se , temos

2º Caso: Se , temos:

A solução da inequação proposta é:

Exercícios propostos

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

j) +3

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Soluções:

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

j)

6.2.4 Inequações produto

Consideremos e funções de variável . Chamamos inequações produto as seguintes

desigualdades:

ou

Para resolvê-las, é necessário fazer o estudo do sinal separadamente, transportar os sinais para um
quadro, efetuar o produto dos sinais e determinar os intervalos de valores em que a inequação se
torna verdadeira.

Exemplos:
a)

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b)

c)

-1 1

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d)

Exercícios propostos

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i) 2

j)

Soluções

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

h)

i)

j)

6.2.5 Inequações quociente

Consideremos e funções de variável . Chamamos inequações quociente as

seguintes desigualdades:

ou

A resolução da inequação quociente é similar ao da inequação produto pois no conjunto dos


números reais, a divisão ou multiplicação de dois números apresenta a mesma regra de sinais,
lembrando que

Exemplos

a)

1
- + +
+ + -
- + -

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b)

c)

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Exercícios propostos

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

j)

Soluções

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

i)

j)

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CAPÍTULO VII - SEQUÊNCIAS

Definição

Uma sequência é uma função f de N em R, ou seja, f: N R. Para todo número natural iassociamos um
número real ai por meio de uma determinada regra de formação. A sequência pode ser denotada por:

f: { (1, a1),(2,a2),...,(i,ai),...}

Ou, por meio de um diagrama:

Para simplificar a notação, também podemos denotar uma sequência usando apenas a imagem de f:

f = (a1,a2,a3, ... ,ai, ...)

Exemplos

A) Sequências dadas por fórmulas de recorrência:

a) Seja a sequência f tal que , n ϵ {2,3,4,5}.

f = {2,5,8,11,14}, e f é uma sequência finita.

b) Seja a sequência h tal que , n ϵ N, com n .

h = {1,3,27,81,243,...}, e h é uma sequência infinita.

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B) Sequências que expressam os seus termos em função da sua posição:

a) Seja g uma sequência, ondean=2n, com 1 .

g = (2, 4, 8, 16), é uma sequência finita.

b) Seja f uma sequência, bn=3n+1, para qualquer n natural maior ou igual a 1.


f = (4,7,10,13,16,19,...). f é uma sequência infinita.

7.1 Progressões Aritméticas (PA)

Progressão Aritmética é toda a sequência que pode ser dada pela seguinte fórmula de recorrência:

Onde k e r são números reais fixos dados. A constante r é chamada de razão da PA.

Exemplos

São progressões aritméticas as funções:

f1= (2, 4, 6, 8, 10,...); o primeiro termo é 2 e a razão é 2.


f2=(0,-1,-3,-5,-7,...); o primeiro termo é 0 e a razão é -2.
f3= (5, 5, 5, 5, 5, ...); o primeiro termo é 5 e a razão é 0.
f4=(1,1/2,2,3/2,3,...); o primeiro termo é 1 e a razão é 1/2.
f5= (3/4, 1/2, 1/4, 0, -1/4, -1/2); o primeiro termo é 3/4 e a razão é -1/4.

7.1.1 Propriedade de uma PA

A diferença entre dois termos consecutivos quaisquer de uma PA é sempre constante e é igual à sua
razão.

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7.1.2 Classificação de uma PA

a) Uma PA é crescente quando sua razão for positiva.


b) Uma PA é decrescente quando sua razão for negativa.
c) Uma PA é constante quando sua razão for nula.

7.1.3 Termo Geral de uma PA

Uma vez conhecido o primeiro termo e a razão de uma PA, pode-se deduzir uma lei de formação que
permite calcular qualquer termo da PA sem usar o cálculo por recorrência. Denotando-se o primeiro
termo da PA por a1 e a razão por r, tem-se:

Somando todos os membros do lado direito das igualdades e todos os membros do lado esquerdo das
igualdades tem-se:

Cancelando os termos semelhantes em ambos os lados da igualdade obtem-se:

A expressão acima é chamada de termo geral da PA, e fornece uma lei de formação para se
encontrar qualquer elemento da sequência sem o uso da recorrência. O termo geral da PA também
pode ser demonstrado usando-se o princípio da indução finita.

Também é possível obtermos uma lei de formação para calcular o n-ésimo termo de uma PA partindo
de seu k-ésimo termo. Se n< k tem-se:

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Portanto,

7.1.4 Interpolação Aritmética

Interpolar k meios aritméticos entre os números a e b significa obter uma PA, cujos extremos são a1=a e
an=b. A PA procurada terá k+2 termos.

Assim:

Exemplo:
Interpolar 5 meios aritméticos entre 2 e 4.
Tem-se que estes meios serão dados pela PA cujo primeiro termo é igual a 2 e razão igual a

Portanto os meios da PA procurados são (2,7/3,8/3,3,10/3,11/3,4).

7.1.5 Soma dos n primeiros termos de uma PA

a) Usando a indução finita que, ao somar-se os números naturais de 1 até n, o resultado da


soma S será dado por:

A soma dos n primeiros termos de uma PA qualquer, de primeiro termo a1 e razão r é designada por Sn.
Sendo:

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

Então:

Substituindo a), a soma dos números naturais de 1 até (n-1) será dada por:

Logo,

Desenvolvendo a expressão acima obtém-se

E concluí-se que,

Exemplo

Calcular a soma dos 25 termos iniciais da PA (1,7,13,...).


A PA tem primeiro termo igual a 1 e razão igual a 6.
O 25º termo será dado por a25=1+24.6=145.
Então a soma S25 será dada por:

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7.2 Progressões Geométricas (PG)

Progressão Geométricaé toda a sequência que pode ser dada pela seguinte fórmula de recorrência:

,
Onde k e r são número reais fixos dados. A constante r é chamada de razão da PG.
Numa PG, a razão entre dois termos consecutivos é sempre constante e coincide com a razão da

própria PG.
Exemplos
São progressões geométricas as funções:

f1=(1,3,9,27,81,…); o primeiro termo é 1 e a razão é 3.


f2=(-2,-4,-8,-16,-32,…); o primeiro termo é -2 e a razão é 2.
f3=(5,5,5,5,5,…); o primeiro termo é 5 e a razão é 1.
f4=(2,1,1/2,1/4,1/8,1/32,…); o primeiro termo é 2 e a razão é 1/2.
f5=(5,-10,20,-40,80,…); o primeiro termo é 5 e a razão é -2.

7.2.1 Classificação da PG

a) Uma PG é crescente quando cada termo for maior que seu antecessor. Isto ocorre quando o
temo inicial é positivo e a razão é maior que 1, ou quando o primeiro termo é negativo e a razão
é um número entre 0 e 1.

b) Uma PG é decrescente quando cada termo for menor que seu antecessor. Isto ocorre quando o
temo inicial é positivo e a razão é um número entre 0 e 1, ou quando o primeiro termo é
negativo e a razão é maior que 1.

c) Uma PG é constante quando cada termo for igual ao termo anterior (todos os termos são iguais
entre si). Isto ocorre quando o temo inicial é diferente de zero e a razão é igual a 1, ou quando o
primeiro termo é zero e a razão é qualquer número.

d) Uma PG éalternante quando cada termo tem o sinal contrário de seu antecessor. Isto ocorre
quando a razão da PG é negativa.
e) Uma PG éestacionária quando o primeiro termo for não nulo e todos os outros nulos. Isto ocorre
quando o temo inicial é diferente de zero e a razão é igual a zero.

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7.2.2 Termo Geral de uma PG

Conhecendo-se o primeiro termo e a razão de uma PG, pode-se deduzir uma lei de formação que
permite calcular qualquer termo da PG sem usar o cálculo por recorrência. Denota-se o primeiro termo
da PG por a1 e a razão por r, tem-se:

Se multiplicarmos todos os membros do lado direito das igualdades e todos os membros do lado
esquerdo das igualdades tem-se:

Cancelando os fatores iguais em ambos os lados da igualdade obtemos:

A expressão acima é chamada de termo geral da PG. O termo geral da PG também pode ser
demonstrado usando-se o princípio da indução finita.

7.2.3 Interpolação Geométrica

Interpolar k meios geométricos entre os números a e b significa obter uma PG, cujos extremos são a1=a e
an=b. A PG procurada terá (k+2) termos.
Assim:

Logo:

Exemplo

Num determinado semestre, a produção de uma indústria cresceu em PG. Em Janeiro a produção foi
de 1500 unidades, e, em Junho, foi de 48000 unidades. Qual foi a produção em cada um dos meses
entre Janeiro e Junho?
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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

O que se tem de fazer é interpolar 4 meios geométricos entre os números 1500 e 48000.
Estes meios serão dados pela PG de primeiro termo igual a 1500 e razão igual a:

Os meios da PGprocurados serão:


(1500,3000,6000,12000,24000,48000)

7.2.4 Soma dos termos de uma PG Finita

A soma dos n primeiros termos de uma PG de primeiro termo a1 e razão r será dada por:

Ao multiplicar-se a soma toda pela razão da PG obtem-se:

Subtraindo (2) de (1) tem-se:

Resultando em:

E obtendo-se:

, onde r ≠ 1
A soma dos termos de uma PG, também pode ser expressa por:

Nota: Geralmente a razão designa-se por r nas PA e por q nas PG.

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7.2.5 Produto dos Termos de uma PG

Chama-se Pn ao produto dos n primeiros termos de uma PG finita.


Tem-se:

Então:

Usando a fórmula da soma dos primeiros n números naturais ter-se-á:

Partindo da expressão anterior, obtemos:

Logo, o produto dos termos de uma PG também pode ser expresso da seguinte forma:

Exercícios propostos

1. Determinar x tal que a sequência (x, 2x+1, 5x+7) seja uma PA. (R: x=-5/2.)
2. Determine a de forma que (a2, (a+1)2, (a+5)2) seja uma PA.(R: a=-23/6.)
3. Obter uma PA de 3 termos tais que a soma seja 24 e o produto seja 440.
Sugestão: Adopte que a PA tem a forma (x - r, x, x+r).(R: (5, 8, 11) ou (11, 8, 5).)
4. Obter 3 números em PA sabendo que sua soma é 18 e a soma de seus inversos é 23/30. (R: (2, 6, 10)
ou (10, 6, 2).)
5. A soma de 4 termos consecutivos de uma PA é -6, o produto do primeiro deles pelo quarto é -54.
Determine a PA. (R: (-9, -4, 1, 6) ou (6, 1, -4, -9).)

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6. Obter uma PA crescente de 4 termos tais que o produto dos extremos seja 45 e o dos meios seja 77.
(R: (3, 7, 11, 15) ou (-15, -11, -7, -3).)
7. Obter uma PA de 5 termos sabendo que sua soma é 25 e a soma de seus cubos é 3025. (R: (-3, 1, 5, 9,
13) ou (13, 9, 5, 1, -3).)
8. Mostre, usando o princípio da indução finita, que o termos geral de uma PA de primeiro termo k e
razão r é dado pela expressão: an=k+(n - 1).r
9. Calcule o vigésimo termo de uma PA cujo termo inicial é 5 e a razão é 3. (R: 62.)
10. Obter o 9º, o 23º e o 1000º termo da PA (3,7,11,15,...) (R: 35, 91 e 3999.)
11. Obter a razão da PA em que o primeiro termo é -1 e o vigésimo primeiro é 59. (R: 3.)
12. Obter o primeiro termo de uma PA de razão 2, cujo 21º termo é 30. (R: -10.)
13. Qual é o termo igual a 71 na PA em que o 3º termo é 17 e a razão é 6? (R: É o 12º termo.)
14. Qual é a razão da PA em que a3=-1 e a15=-37? (R: -3.)
15. Obter o termo geral da PA em que a12=54 e a14=64. (R: an=4n+6)
16. Determinar a PA em que o 6º termo é 7 e o 10º termo é 15. (R: (-3,-1,1,3,...) )
17. Qual é a PA em que o 1º termo é 20 e o 9º é 44? (R: (20,23,26,...) )
18. Determinar a PA em que se verificam as relações: a12+a21=302 e a23+a46=446.
(R: (89,93,27,...) )
19. Qual é o primeiro termo negativo da PA (60,53,46,...)? (R: a10.)
20. Qual é o primeiro termo positivo da PA (-101,-97,-93,...)? (R: a27.)
21. Intercalar (ou interpolar) 5 meios aritméticos entre -2 e 40.
(R: São os meios da PA (-2,5,12,19,26,33,40).)
22. Inserir 12 meios aritméticos entre 100 e 200.
(R: Resultam da PA de primeiro termo 100 e razão 100/3.)
23. Quantos meios aritméticos devem ser interpolados entre 12 e 34 para que a razão da interpolação
seja ½? (R: 43.)
24. Quantos números inteiros e positivos, formados por 3 algarismos, são múltiplos de 13? (R: 69.)
25. De 100 a 1000 quantos são múltiplos de 2 ou de 3? (R: 601.)
26. Inscrevendo-se nove meios aritméticos entre 15 e 45, qual é o sexto termo da PA? (R: 30.)
27. Calcule a soma dos 90 primeiros números ímpares positivos. (R: 8100)
28. Obtenha uma fórmula genérica para a soma dos n primeiros números ímpares positivos. (R: Sn=n2.)
29. Qual é a soma dos números inteiros de 1 a 150? (R: 11325.)
30. Obtenha a soma dos 10 primeiros termos da PA (3,7,11,15,...). (R: 210.)
31. Determine o primeiro termo e a razão da PA em que o vigésimo termo é 2 e a soma dos 50 termos
iniciais é 650. (R: a1= - 36 e r=2.)
32. Qual é o 23º termo da PA de razão 3, em que a soma dos 30 termos iniciais é 255? (R: 31.)
33. Quantos termos devem ser somados na PA (-5,-1,3, ...), a partir do primeiro termo, para que a soma
seja 1590? (R: 30)

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34. Ao se efectuar a soma de 50 parcelas em PA (202, 206, 210, ...), por distracção não foi somada a 35º
parcela. Qual foi a soma encontrada? (R: 14662.)
35. Determinar uma PA em que a soma dos 10 termos iniciais é 130 e a soma dos 50 termos iniciais é
3650. (R: a1=-1/2 e r=3.)
36. Qual é a soma dos múltiplos de 5 positivos, formados por três algarismos? (R: 98550.)
37. Qual é a soma dos múltiplos de 11 compreendidos entre 100 e 10000? (R: 4549050.)
38. Obter uma PA em que a soma dos n primeiros termos é n2+2n para todo n natural.
(R: (3, 5, 7, 9, ...)
39. Calcular o primeiro termo e a razão de uma PA em que a soma dos n primeiros termos é para todo n
natural. (R: (5, 7, 9, ...))
40. Qual deve ser o valor de x para que a sequência (5,15,45,135,x) seja uma PG? (R: 405)
41. Qual é o número que deve ser somado a 1, 9 e 15 para que se tenha, nesta ordem, três números em
PG ? (R: -33.)
42. A sequência (an-4, an-2, an, an+2), com a≠0 está em progressão geométrica? Se sim, qual é a razão? (R:
Sim, é uma PG de razão a2.)
43. Qual é a razão da PG (1/2, 1/6, …)? (R: 1/3.)
44. Determine o 4º termo da PG (ab, a3b2, …) com a≠0 e b≠0. (R: a7b4.)
45. A população de um país é actualmente igual a P0 e cresce 3% ao ano. Qual será a população do
país daqui a t anos? (R: P0.(1,03)t).)
46. Um tanque de água tem capacidade C0. Após ficar completamente cheio, este tanque começou a
escoar água perdendo 4% de seu volume a cada minuto. Qual será o volume de água no tanque
daqui há t minutos? (R: C0.(0,96)t.)
47. Determinar 3 números reais positivos em PG, de forma que sua soma seja 21/8, e a soma de seus
quadrados seja 189/64. (R: (3/8, ¾, 3/2) ou (3/2, ¾, 3/8).)
48. Numa PG crescente, o 3º termo é 3 e o 5º termo é 48. Qual é o valor do 4º termo. Qual é a razão da
PG? (R: O valor do 4º termo é 12 e a razão é 4. )
49. Numa PG temos a5=32 e a8=256. Calcule o primeiro termo e a razão desta PG.
(R: a1=2 e r=2.)
50. Numa PG, a soma do 3º e do 5º termos é igual a 360 e a soma do 4º e do 6º termo é igual a 1080.
Determine a razão e o primeiro termo desta PG. (R: a1=4 e r=3.)
51. Três números estão em PG de forma que o produto deles é 729 e a soma é 39. Calcule os 3 números.
(R: 3, 9 e 27.)
52. Inserir 3 meios geométricos entre 3 e 48. (R: (3,6,12,24,48) ou (3,-6,12,-24,48).)
53. Qual é a razão da PG que obtemos ao interpolar 4 meios geométricos entre 1 e 243? (R: 3.)
54. Quantos meios geométricos devemos inserir entre 1/16 e 64 de modo que a sequência obtida tenha
razão 4? (R: A PG deve ter 6 termos e temos que inserir 4 meios geométricos.)
55. Quantos meios geométricos devem ser inseridos entre 32 e 2048 para que se obtenha uma PG de
razão 2? (R: A PG deve ter 7 termos e temos que inserir 5 meios geométricos.)

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

56. A soma de uma PG finita é 728. Sabendo-se que o último termo é 486 e a razão é igual a 3, calcule o
primeiro termo desta sequência. (R: 2.)
57. Calcule o valor de x na igualdade 10x+20x+…+1280x=7650, sabendo que os termos do 1º membro
formam uma PG. (R: x=3.)
58. Partindo de um quadrado Q1, cujo lado mede a metros, consideremos os quadrados Q2, Q3, Q4,...,
Qn tais que os vértices de cada quadrado sejam os pontos médios dos lados do quadrado anterior.
Calcular a soma das áreas dos quadrados Q1, Q2, Q3, Q4, …, Qn. (R: 2a2)
59. Quantos termos da PG (1, 3, 9, 27, …) devem ser somados para que a soma seja 3280. (R: 8 termos.)
60. Uma empresa produziu 10000 unidades de certo produto em 2009. A meta é produzir, a cada ano,
20% a mais do que no ano anterior. Quantas unidades deverão ser produzidas no período de 2009 a
2013? (R: 74416.)
61. Qual é o limite da soma 0,6+0,06+0,006+…quando o número de termos tende a infinito? (R: 2/3.)

62. Determine o limite da soma da PG infinita (R: 1)

63. Determine o limite da soma da PG infinita (R: ¼.)

64. A medida do lado de um triângulo equilátero é 10. Unindo-se os pontos médios dos seus lados
obtém-se um segundo triângulo equilátero. Unindo-se os pontos médios desse novo triângulo obtém-
se um terceiro e, assim por diante, indefinidamente. Calcule a soma dos perímetros de todos os
triângulos. (R: 60.)
65. Determine o conjunto solução da equação 21+x+21+2x+21+3x+…=2/3, na qual o primeiro membro é o
limite da soma de uma PG infinita. (R: x=- 2.)

66. Calcular a soma da série infinita: (R: 4)

67. Determinar a fracção geratriz das dízimas periódicas:


a) 0,3333... (R: 1/3)

b) 0,5212121 (R: 86/165.)


68. Em cada uma das PG’s abaixo calcule o produto dos n termos iniciais:
a) (1,2,4,8,…) e n=10.b) (-2,-6,-54,…) e n=20.

c) (3,-6,12,…) e n=25.d) ((-2)0, (-2)1, (-2)2,…) e n=66.

e) ((-3)25, (-3)24, (-3)23, …) e n=51.f)(a, -a2, a3, -a4, …) e n=100.

(R: a) 245; b) 220.3190; c) 325.2300; d)-22145 ; e) 1; f) a5050.)


69. Calcular o produto dos 101 termos iniciais da PG alternante em que a 51=-1. ( R:-1.)

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

CAPÍTULO VIII - PERCENTAGEM

Introdução

A Matemática não é aplicadaapenas nas transacções bancárias e comerciais mas, ela faz parte do
nosso dia-a-dia.

Pretendemos com este resumo rever subtópicos matemáticos vistos em classes anteriores, enfatizando o
cálculo da percentagem nomeadamente nas operações comerciais.

Razão centesimal : Toda a razão que tem como denominador o número 100

Percentagem:É o valor obtido ao aplicarmos uma taxa percentual a um determinado valor.

8.1 Representação de uma taxa percentual

= 0,45 = 45% (lê-se quarenta e cinco por cento). Indica que um número inteiro foi dividido em 100

partes e tomadas 45 dessas partes.

As expressões como 45%, 60% e 125% são chamadas taxas centesimais ou taxas percentuais.

8.2 Cálculo da percentagem

Exemplo

800 estudantes realizaram o teste de matemática e reprovaram 9% desse número. Quantos estudantes
reprovaram?

Para solucionar esse problema devemos aplicar a taxa percentual (9%) sobre o total de estudantes
(800), assim sendo:

o que se traduz na seguinte linguagem matemática 9


 800  72
100

R: Reprovaram 72 estudantes.

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

8.3 Procedimentospara determinar que percentagem representa um número de outro

1. Determinar que parte representa um número de outro através da operação de divisão


2. Expressar a fração em centésimas.
3. Expressar a centésima em forma de percentagem.

Exemplo
5
Que percentagem representa o número ?
8

5
1.  0,625
8
Fazendo a divisão virá 2. 0,625  100
3. R : 62,5%

8.4 Elementos do Cálculo das Percentagens

a) Principal: Valor da grandeza que se pretende calcular a percentagem (P - TOTAL)


b) Taxa percentual: valor que representa a quantidade de unidades tomadas em cada 100 ( i - %)
c) Percentagem: resultado do que se obtém quando se aplica a taxa da percentagem ou taxa
percentual (p)

Exemplo

Uma fábrica produz 2400 bicicletas mensais. No mês de Setembro houve um excesso de 15%
no cumprimento do plano mensal. Quantas bicicletas foram produzidas neste mês?

Dados:

Aplicando a fórmula teremos

Isolando

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

R: Foram produzidas 360 bicicletas. Tendo-se verificado um excesso na produção, resta por
último somar esse valor determinado à produção mensal da fábrica.

2400  360  2760 bicicletas.

Exercícios Resolvidos

1. Um trabalhador cujo salário era de USD 2.000,00 recebeu um aumento de 5%. Quanto passará a
receber?

Aplicando a regra de três


USD %
2000 ------- 100%
X ------- 5%

2000  5
x  x  100 ; Novo Salário: 2.000 + 100 = 2.100 (USD 2.100,00)
100

2. Uma empresa dedicada ao comércio de materiais didácticos comprou um computador no valor


de USD 250,00 e revendeu-o a USD 300,00. Qual a taxa percentual de lucro obtida?

Escrevemos uma equação, na qual se somam os USD 250,00 iniciais com a percentagem de
aumento relativamente a esse valor. Isto é:

Portanto, a taxa percentual de lucro foi de 20%.

3. Na elaboração de um projecto de um edifício universitário determinou-se que 30% da área total era
destinada para a construção de um prédio para salas de aulas, 10% para Biblioteca e Laboratórios,
restando apenas 1800m2 para espaços de lazer. Calcule a área total do terreno em m2.

Considerando a dimensão total do terreno como T, temos o seguinte:

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

R: A área total de terreno é de 3000 m


2

4. Um computador custava USD 15.300,00. Após o lançamento de um novo modelo o preço baixou
para USD 10.500,00. Qual foi a taxa de redução do preço?

R: A taxa de redução foi de 31,4%

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

Exercícios Propostos

1. Pedro recebe um salário de USD 1.200,00 e gasta-o da seguinte forma: 1 para pagar o seguro de
10
saúde, 30% para pagar a renda decasa e 35% com a alimentação. Quanto restou?

a) USD 300,00 b) USD 600,00 c) USD 900,00 d) USD 1.000,00

2. O salário líquido da Tânia é de USD 720,00 depois de deduzidos os 20% de impostos sobre os
rendimentos. Determine o salário bruto da Tânia.

a) USD 740,00 b) USD 900,00 c) USD 1440,00 d) USD 1500,00

3. Numa turma constituída por 40 rapazes e 40 raparigassabe-se que 20% dos rapazes e 30% das
raparigas são fumadores. Determine a percentagem dos estudantes que não fumam.

a) 12% b) 25 % c) 50% d) 60%

4. Do número total de funcionários de uma empresa, sabe-se que 15% trabalham no Departamento de
Recursos Humanos,60% no Departamento Técnico e os restantes 100 funcionários pertencem a outro
Departamento. Qual é o número total de funcionários da empresa?

a) 300 b)400 c)750 d)800

5. Segundo o Relatório sobre o cumprimento do Plano mensal, a produção total dos itens A,B e C foi de
3.500 unidades. Diga que percentagens do total representam as unidades produzidas de B.

Itens Produção
A 20% Do Total
B ?
C 300 Unidades

a)25% b) 30,4% c)60% d)71,43%

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

8.5 As percentagens e as operações comerciais

Introdução

Operações comerciais são operações de compra de mercadorias, venda, permuta, entre outras
cujo objetivo é o de obter lucro.

Lucroé a diferença entre o preço de venda e o preço de compra.

Em situações diversas, envolvendo operações comerciais, é comum ouvirmos: “Vendi uma


mercadoria com 20% de lucro”. “Vendi uma mercadoria com 30% de prejuízo.” Frases como estas,
muitas vezes, são motivo de dúvidas: 30% de prejuízo sobre o quê?
A venda de mercadorias pode oferecer lucro ou prejuízo e estes podem ser “sobre opreço de
compra” ou “sobre o preço de venda”.

Simbologia

V - Preço de Venda

C - Preço de Compra

L - Lucro

P - Prejuízo

Para uma transação com Lucro, tem-se:

Para uma transação com prejuízo, tem-se:

Numa transação comercial de compra e venda, à diferença entre o preço de venda e o preço de
Custo denomina-seLucro (L).

 Diferença negativa chama-se Prejuízo(P)


 Diferença positiva chama-se Lucro (L)

O lucro pode ser escrito na forma de percentagem de duas maneiras:

a) Lucro sobre o preço de compra (ou custo).

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

b) Lucro sobre a venda

A mesma análise pode ser feita para o caso do prejuízo.

8.6 Vendas com lucro

a) Sobre o preço de Compra

Exemplos

1. Por quanto deve servendido um terreno 15m x15mque foi comprado a USD 4.000,00 de modo a
obter-se 20% de lucro?

; e

Preço de Venda

R: Para obter um lucro de 20% sobre a compra, devo vender o terreno por USD 4.800,00.

Analisando com base nas fórmulasteremos:

Se substituímos por i (taxa unitária do lucro em %) virá de forma organizada:

Preço de Venda seria:

Outro Processo

2. Uma mercadoria foi comprada por USD1.000,00 e vendida por USD1.200,00. Calcule:

a) O lucro obtido na transação.


b) A percentagem de lucro sobre o preço de Custo.

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

c) A percentagem de lucro sobre o preço de Venda.

a)

b)

c)

8.7 Vendas com lucro

Sobre o preço de venda

Sabendo que:

Onde:

V - Preço de Venda

C - Preço de Custo

i - Taxa unitária de Lucro.

Exemplo

Um equipamento electrodoméstico foi comprado por 30.000 AKZ, a que preço deverá

ser vendido para que proporcione o lucro de 25% sobre a venda.

Recorrendo à fórmula (outro processo)

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

8.8 Vendas com prejuízo

Sobre o preço de compra

Exemplo

Um objecto foi vendido com um prejuízo de 40% sobre o preço de Custo. Sabendo que esse
objeto custou USD 300,00, qual foi o preço de venda?

Sabendo que

Segundo os dados considera-se o Preço da Compra C como 100%, o prejuízo 40%, isto implica que a

venda está avaliada em 60% = 100%  40% .Substituindo na equação teremos:

Outro Processo

Sendo o prejuízo

Substituindo,

8.9 Vendas com prejuízo no preço de compra

Exemplos

1. Um grupo de agricultores decide vender os seus produtos agrícolas que custaram


AKZ 50.000,00 com um prejuízo de 15% do preço de Custo. Nestas condições, qual será o
preço de venda dos seus produtos?

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

Portanto o grupo de agricultores venderá os seus produtos no valor de AKZ 42.500,00 o que
representa um prejuízo de AKZ 7.500,00.

2. Calcular o preço de venda de uma casa que se comprou no valor de USD 30.000,00 tendo
perdido25% do preço de venda.

C= USD 30.000,00

Pv =25% de V

V=?

Sabemos que:

Substituindo pelo valor de C (preço de Custo) tem-se:

8.10 Vendas com prejuízo no preço de venda recorrendo à fórmula

Exemplos

1. Calcular o prejuízo e o preço de venda de uma mercadoria que foi comprada por USD 800,00
com 25% de prejuízo no preço de venda.

Com ajuda da fórmula, tem-se:

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

2. Vendeu-se um Kit de Material de Escritório no valor de USD 300,00 com um prejuízo de 25% no
preço de custo. Quanto teria pago por ele?

3. Um apartamento que custa USD 96.000,00foi vendido por USD 80.000,00. Qual seria a taxa
unitária de prejuízo sobre o preço de venda?

4. Um terreno foi vendido por USD 50.600,00 dando um prejuízo de 8% sobre o preço de venda.
Quanto havia custado?

Exercícios propostos

1. Um apartamento foi vendido por USD 5.400,00. Sabendo que o lucro foi de 25% sobre a venda.
Qual é o valor do lucro obtido?
a) USD 1.350,00 b) USD 1.800,00 c) USD 2.500,00 d) USD 4.800,00

2. Uma viatura avaliada em USD 15.000,00 foi vendida com um prejuízo de 15% sobre o preço de
compra. Qual foi o preço de venda?
a) USD 12.600,00 b) USD12.750,00 c) USD 13.500,00 d) USD 14.000,00

3. João vendeu a sua viatura por USD 2.600,00 com um lucro de 30% sobre o preço de compra.
Qual foi o valor de venda?
a) USD 1.000,00 b) USD 2.000,00 c) USD 3.000,00 d) USD 3.400,00

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4. A Suzanna pagou USD 13.600,00, por um lote de acções. Alguns meses depois, devido a
dificuldades financeiras, vendeu-o por USD 10.200,00. Calcule a percentagem de perda?
a) 20% b)35% c)34% d)25%

5. A Camila vendeu uma caneta por USD 15,00. Considerando um lucro de 25% sobre o preço de
compra. A que preço foi vendida a caneta?
a) USD 10,00 b) USD 18,75 c) USD 15,00 d) USD 20,00

8.11 Descontos e Aumentos

Os descontos (abatimentos) e aumentos (acréscimos) classificam-se em sucessivos e simultâneos.

A) Descontos e aumento sucessivos

Uma operação de descontos ou de aumento sucessivo é toda operação que indica que cada novo
desconto ou novo aumento incide sobre o valor já descontado ou aumentado anteriormente.

Exemplo

Sobre uma factura de USD 100.000,00 passada por uma loja de conveniência, são feitos descontos
sucessivos de 10%, 6%, 3%. Qual é o valor líquido da fatura?

Solução:

Este problema pode ser resolvido de duas maneiras:

Primeiro Processo: Calculando os descontos sobre as quantias líquidas:

10%  100.000 = 10000 então teremos 100.000 – 10.000 = 90.000

6%  90.000 = 5400 então teremos 90.000 – 5400 = 84.600

3%  84600= 2 538 então teremos 84600 -2538= 82 062

Processo: Analisando o resultado obtido, verifica-se que o valor final (valor liquido) é o resultado da
diferença entre o valor inicial (valor bruto) e os descontos. Podemos solucionar o problema da
seguinte forma:

Valor final = 100.000 * (1 – 0.10) * (1- 0.6) * (1 – 0.03)

Valor final = 100.000 * 0.90* 0.94* 0.97 = 100.000* 0.82 = 82. 062

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

Portanto o valor final é calculado da seguinte forma:

Valor final = valor inicial* (1 - 1ª taxa) * (1 - 2 ª taxa) * (1- 3 ª taxa)... (1 – enésima taxa) o que nos permite
afirmar:

Vf = vi (1- i) (1 – i) (1 – i)... (1 – i) onde:

Vf = valor final ou valor descontado (valor bruto)

Vi = valor inicial (valor liquido)

I,i, i... = Taxas de descontos

Vi =

I = 1 – (1 – i) (1- i)... (1- i)

O aumento sucessivo é calculado pela seguinte fórmula:

Vf = vi (1+ i) (1 +i) (1+ i)... (1 + I)

Vi = onde i= ( 1+i)( 1+i)... (1+ i)

B) Descontos e aumentos simultâneos

Uma operação é considerada de desconto ou aumento simultâneo quando os descontos ou


aumentos estiverem direcionadas sobre o valor inicial.

O valor inicial (quando submetido a vários aumentos simultâneos) é dado por:

A partir de:

Vf = Vi (1 +i +i +... + i )

Vi = Para descontos simultâneos:

Vf = Vi (1- i – i -... – i)

Vi = .

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Exercícios resolvidos

1. Um funcionário da empresa X recebe um salario de 10.000 kz, foi-lhe dado 25% de acréscimo
para responder pela secção administrativa e outro adicional de tempo de serviço
correspondente a 10%. Quanto recebe ao todo? Qual é a taxa total de acréscimo que tem
sobre o salario.

10.000 * 0.25 = 2500

10.000 * 0.1 = 1000

Vf = 10.000 + 2500 + 1000 = 13.500

2. Um funcionário ganha por mês 8000 AKZ. Em cada mês o seu salario sofre uma redução de 10%
devido aos impostos. Qual é o valor do salário líquido deste funcionário? Qual é o valor que lhe é
descontado mensalmente?

Vf = Vi * (1 + i)

Vf = 8000 (1 – 0.10)

Vf = AKZ 7200,00

Valor descontado mensalmente

0.10 * 8000 = AKZ 800,00

3. Uma mercadoria de 50.000 AKZ, sofreu descontos sucessivos de 20%,15% e 10%. A quanto ficou
reduzido o preço dessa mercadoria e qual foi o valor do desconto?

Taxas de descontos:

1 – 0.20 = 0.80

1 – 0.15 = 0.85

1 – 0.10 = 0.9

Vf = vi (1 – i) = 50000 * 0.8*0.85*0.9

50000 * 0.612 = AKZ 30.600,00

Podemos calcular o desconto pela fórmula:

Vf – vi = 50000 – 30600

= AKZ 19 400,00

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4. O preço do saco de cimento no mercado custava 1800 AKZ. Sofreu um acréscimo de 35% e em
seguida um desconto de 20%. Quanto custa o saco de cimento após esse acréscimo e
desconto?

Taxa de desconto

1 + 0.35 = 1.35

1 – 0.20 = 0.80

Vf = 1800 * 1.35* 0.80

Vf = 1800 * 1.08

= Akz 19, 44

Exercícios Propostos

1. Uma passagem aérea entre Luanda – Menongue custava no mês de Fevereiro, 10000 kz, em Maio
houve um aumento de 20% e em setembro, houve outro aumento de 25%.Qual é o preço das
passagens apos esses aumentos?
a) AKZ9.000,00 b) AKZ 17.000,00 c) AKZ 14.000,00 d) AKZ 15.000,00

2. João comprou sapatos com um desconto de 15% do preço do produto. Se ele pagou AKZ13.000,00
pelos sapatos, qual era preço inicial?
a) AKZ 15.294,00 b) AKZ 15.400,00 c) AKZ 15.300,00 d) AKZ 15.100,00

3. João comprou uma residência por USD 150.000,00 e passando 7 anos revendeu-a por USD 390.000,00.
Qual é o percentual de valorização desse imóvel neste período.

a) 260% b) 180% c) 200% d) 220%

4.Pedro contraiu um empréstimo bancário que deveria ser devolvido em 30 de Novembro de 2014.
Como conseguiu o dinheiro 30 dias antes da data prevista, ele negociou com o gerente e conseguiu
7% de desconto no pagamentodesseempréstimo. Pagou AKZ 75.000,00. Qual era em Kwanzas (AKZ),
o valor a ser pago por João em 30 de Novembro de 2014?

a) AKZ 82.300.00 b) AKZ 85.000l00 c)AKZ 81.525,00 d)AKZ 80.645,00

5. Uma loja recebeu uma remessa de computadores com 400 computadores de mesa e 200 portáteis.
Dos computadores recebidos 6% dos de mesa não funcionavam e 8% dos portáteis também não

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

funcionavam. O total das máquinas com defeitos representa, em relação ao total de peças
recebidas uma percentagem de:

a) 8% b) 5.6% c) 6.7% d) 9.2%

8.12 Juros

A) Definição das variáveis que relacionam os juros

Jorge pede emprestado à Cármen USD 60,00 para ser pagoao fim de três meses.Por isso,
comprometeu-se a pagar para além dos USD 60,00 mais USD 15,00.

Juro – j: Quantia que se paga a título de compensação pelo uso do dinheiro emprestado. Neste
caso USD 15,00 representarão o juro.

Capital - c:é o dinheiro sobre o qual recairão os juros. Neste exemplo o capital é representado
pelos USD 60,00 que Jorge pediu emprestado à Cármen.

Taxa de juros – i: é a razão entre o juro produzido e o capital empregado na unidade de


tempo. A taxa de juro que o Jorge pagará para à Cármen é de 25%.Isto é USD 15,00 representa
j 15
25% de USD 60,00. A taxa é dada pela fórmula i  i  0,25
c 60

Unidade de tempo: é o intervalo de tempo após o qual se aplicam os juros sobre o capital
inicial, somando-se os valores.Os juros são estabelecidos segundo um período de tempo e uma
percentagem. Assim juros de 7% ao mês significam que a cada mês são aplicados juros sobre o
valor anterior.

Montante - M: é o capital resultante da soma do capital inicial c e do juro aplicado j ao fim do


período financeiro, isto é,

Exemplo

Pretende-se calcular o juro sobre 10.000 AKZ, à taxa de 5% ao ano durante 4 anos.

O 5% indica que de cada AKZ 100,00 ganhamos AKZ 5,00 em cada ano. Aplicando a regra de 3
teremos:

Capital - Juro - Tempo

100 5% - 1ano

10.000 x 4anos

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

Assim obtemos a seguinte relação

B) Fórmula de Juro

; c – capital; i - taxa unitária; n - intervalo de tempo(anos,meses,dias)

C) Fórmula de Montante

Nota: a taxa i e o período de tempo devem estar nas mesmas unidades, ou seja:

se tivermos uma taxa diária n deve ser calculado em dias,

se a taxa for mensal n deve ser calculado em meses.

1 ano…..12 meses…Taxa anual

1 mês…..30 dias…..Taxa mensal

1 ano….360 dias..…Taxa diaria

Exemplos

1. Nimi empregou o seu capital de USD 8.000,00 durante 5 anos a uma taxa de 50% ao ano.Calcule
os juros produzidos.

50
j  c * i * n  8000* * 5  20000
100

Os juros produzidos foram de USD 20.000,00

2. Calcule o capital que aplicado a uma taxa de 40% ao ano, durante 2 anos, produziu os juros de
AKZ 24.000,00.

j 24000
j  c * i * n, onde c    30000
i *n 40
100

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

O capital aplicado foi de AKZ 30.000,00

3. A que taxa mensal foi aplicado o capital de AKZ 25.000,00 durante 8 meses que produziu juros de
AKZ 7.000,00 ?

j 7000
j  c * i * n, onde i    0,035  100%  3,5%
c * n 25000 * 8

Exercicios resolvidos

1. Mauro aplicou o seu capital de USD 2.000,00 a uma taxa de 50% ao mês, duante 100 dias. Quanto
recebeu?

n = 100 dias

Ataxa unitária é de 60% ao mês, portanto reduz-se à mesma unidade de tempo.

Sendo n = 100 dias = 100 meses e aplicando a regra de três simples, teremos:
30

1 mês - 30dias

X meses - 100dias

100
x
30

Substituindo x na fórmula de juros teremos:

60 100
j  c * i * n  20000* *  40000
100 30

Após 100 dias, Mauro recebeu AKZ 40.000,00

2. Carlos fez uma aplicação de AKZ 80.000,00à taxa de 40% ao ano durante 3 anos,6 meses e 120 dias.
Quanto recebeu de juros com essa aplicação?

n = 3 anos + 5 meses + 120 dias, convertendo na mesma unidade de tempo, teremos:

6 120 13
n  3 anos  anos anos  anos
12 360 2

13 40
j  c * i * n  80000* *  208000
2 100

Carlos recebeu AKZ 208.000,00 de juros.

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

3. Qual seria o montante aplicado durante 80 dias à taxa de 10% ao mês para receber USD160,00 de
juros?

20 8
n  80 dias  2 meses  20 dias  2 meses  meses  meses
30 3

j 160 , O Capital (C) foi de USD 600,00


j  c * i * n, onde c    600
i *n 10 8
*
100 3

M = C + J = 600 + 100 = 700., e o Montante (M) = USD 700,00.

4. Um negociante pagou USD 560,00 pelo empréstimo de USD 500,00 durante um mês.Qual é a taxa
percentual?

j M - c 560  500 60
i     0,12 *100%  12%
n* c n* c 1 * 500 500

A taxa percentual aplicada foi de 12%

5. Calcular o valor do capital, para que os juros simples a uma taxa de 24% ao ano,durante 10 meses
sejam de USD 576,00?

24%
i  24% ao ano  ao mês  2% ao mês
12

j
 2500 , o Capital aplicado foi de USD 2.500,00.
500 60
c  
n * i 10 * 2 500
100

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Exame de Acesso 2015 - Material de estudo de Matemática

Exercicios propostos

1. Empregou-se um capital de USD 10.000,00 a taxa de 5% ao ano.No fim de certo tempo retirou --se
o capital e juros no valor de USD 12.000,00.Calcule o tempo de aplicaçao?

a)1ano b)2 anos c)4 anos d)6 anos

2. Margarida aplicou o seu capital de AKZ 150.000,00 a juros simples durante dois anos, 2 meses e 20
dias, obtendo AKZ 50.000,00 de juros.A que taxa mensal está aplicado o capital da Margarida?

a)10% b)15% c)25% d)45%

3. Ao fim de quantos meses o capital de AKZ 60.000,00 aplicado a uma taxa de 5% ao ano renderia
juros para formar um montante de AKZ 80.500,00?

a) 6,833 meses b) 62 meses c) 82 meses d) 90 meses

4. Qual é o valor do montante produzido por um capital de USD 2.500,00 aplicado no regime de
juros simples a uma taxa mensal de 7% ao mês durante 11 meses?

a) USD 4.425,00 b) USD 192.500,00 c) USD 19.250,00 d) USD 20.000,00

5. Adquiriu-se um Kit de Escritório (scanner, computadores, etc.) para trabalho administrativo.


Durante quantos anos se deve pagar o empréstimo considerando que o valor total do
pagamento chegará a USD 3.600,00 pagando com juros USD 1.800,00 a uma taxa de 3% mensal.

a) 5 anos b) 10 anos c)15 anos d) 20 anos

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CAPÍTULO IX - NOÇÕES BÁSICAS DE DERIVADAS

9.1 Propriedades das Derivadas

a) y  k y' 0
b) y  x y' 1
c) y uv y´ u'v'
d) y  u.v y´ u' v  uv'
u u '.v  u..v'
e) y  y´
v v2

9.2 Regras de Derivação

Seja u = f(x) e v = g(x) e n

a) y  k.u y´ k.u'

b) y  un y'  n. u n1u'
u'
c) y  ln u y' 
u
d) y  au y'  a u .ln a.u'
e) y  sen u y'  u' cos u
f) y  cos u y'  u' senu
u'
g) y  arcsen u y' 
1 u2
h) y  sec u y'  u' sec u.tgu
i) y  cosseu y'  u' cos sec u.cot gu
u'
j) y  arccos u y'  
1 u2
u'
k) y  arc cot g u y'  
1 u2
l) y  uv y'  vuv1 .u' u v .ln u.v'

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9.3 Exemplos

a)

b)

c)

d)

d) f(x) x
Solução transformando Pr eviamente em potencia e aplicando a regra temos :

f x   x1 / 8 ; f ´( x )  x 7 / 8
1
8

e)   
f ( x )  cos ln 4 x 2  x
8x  1
Solução : f ´( x )   2  
.sen ln 4 x 2  x 
4x  x

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