Ação do Estado e Cidade Informal em Florianópolis
Ação do Estado e Cidade Informal em Florianópolis
Resumo
A tese de que o estado brasileiro tolera e fomen- Abstract
ta as ocupações urbanas irregulares como respos- The thesis that the Brazilian state tolerates and
ta à sua própria incapacidade de prover habitação encourages urban squatting as a response to its
popular e de garantir empregos que permitam a own inability to provide popular housing and to
aquisição de habitação no mercado imobiliário é guarantee jobs that enable the acquisition of
testada neste artigo, por meio do estudo do caso housing in the real estate market is tested in this
de Florianópolis. Estudou-se a irregularidade no article through the case study of Florianópolis.
município e dois indicativos de atuação municipal We studied irregularity and two indications
na sua consolidação: implementação de equipa- of municipal action in its consolidation in
mentos comunitários e emissão de alvarás de cons- Florianópolis: implementation of community
trução. Verificou-se que os alvarás de construção facilities and issuance of construction permits. We
em ocupações irregulares são limitados somente found that construction permits are limited only by
por restrições registrais, mas não pela existência registration restrictions, not by the existence or not
ou não de propriedade da terra e que o município of land ownership, and that the municipality works
trabalha ativamente na produção de equipamentos actively in the production of health, education, and
de saúde, educação e transporte, mas não de lazer transport facilities, but not of leisure facilities in
nessas áreas. these areas.
Palavras-chave: ocupações irregulares; NUI; infor- Keywords: irregular occupations; informal urban
malidade; equipamentos comunitários; alvarás de settlement; informality; community facilities;
construção. construction permits.
Cad. Metrop., São Paulo, v. 26, n. 59, pp. 255-281, jan/abr 2024 Artigo publicado em Open Acess
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da terra (se legal ou ilegal); (2) urbanização Art. 11, II – núcleo urbano informal: aque-
(se dentro ou fora dos padrões vigentes); e (3) le clandestino, irregular ou no qual não foi
possível realizar, por qualquer modo, a titu-
serviços públicos essenciais (se existentes ou
lação de seus ocupantes, ainda que atendi-
se inexistentes/precários). A primeira variável da a legislação vigente à época de sua im-
é condicionante indispensável, e pelo menos plantação ou regularização. (Brasil, 2017)
uma dentre as outras duas deve estar presente.
O Quadro 1 mostra a lógica e o resultado de ca- Nota-se, inclusive, que o atendimento de
da combinação possível entre as variáveis. normas urbanísticas (legislação vigente à épo-
Conforme análise do quadro, sempre que ca de sua implantação) é explicitamente citado
a ocupação é legal o IBGE a entende como for- como indiferente nessa classificação, e nesse
mal. As ocupações ilegais, caso estejam dentro caso, não há qualquer referência à precarieda-
dos padrões vigentes de urbanização e tenham de de atendimento por equipamentos públicos
atendimento por serviços públicos essenciais, ou por infraestrutura urbana.
tampouco entram na classificação “aglomera- Além destas, a Pesquisa NUI realizada
do subnormal” (AGSN). Nota-se, portanto, que pelo Ipea (2022) abordou também os critérios
a principal variável adotada pelo IBGE é a pro- adotados para classificação. Conforme tal pes-
priedade da terra. quisa, foram utilizadas duas dimensões: uma
Outra perspectiva é a da lei federal denominada "físico-territorial" e outra deno-
n. 13465/2017, que trata da regularização minada “jurídico-fundiária” (p. 16). Na primei-
fundiária rural e urbana e também faz refe- ra dimensão, a pesquisa registra que “para
rência à propriedade da terra para classificar ser considerado NUI, é suficiente que, além
a informalidade, quando esta define o NUI em de ser ocupado por população de baixa ren-
seu art. 11, II: da [...] o assentamento em tela tenha alguma
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precariedade,em qualquer grau, seja referen- unidades residenciais como parâmetro e, por-
te à urbanização, às infraestruturas ou às edi- tanto, incluindo povoados afastados com algu-
ficações” (ibid.). A segunda dimensão entende ma precariedade habitacional ou urbanística.
como NUI qualquer ocupação de terra “sem Também se verifica que propriedade ou posse
algum título que dê aos ocupantes a garantia formal da terra é o único critério presente em
de posse segura” (ibid.). Conforme se verifica, todas as classificações estudadas. A existência
portanto, a primeira dimensão da pesquisa NUI de infraestrutura e equipamentos e o padrão
considera, além da propriedade ou da posse da de urbanização são vistos em duas das quatro
terra, do padrão de urbanização e da existên- classificações abordadas. A renda da população
cia de equipamentos públicos, também a renda e a precariedade das edificações são critérios
da população e a precariedade das edificações explorados apenas pela dimensão físico-territo-
existentes; enquanto a sua segunda dimensão rial da Pesquisa NUI do Ipea (ibid.), enquanto a
trata apenas da propriedade ou posse segura quantidade de unidades residenciais é critério
da terra. O Quadro 2 condensa os critérios utili- adotado apenas pelo IBGE (2010).
zados na classificação da informalidade urbana Nota-se que os critérios elencados aci-
até aqui estudados. ma são indicadores de informalidade urbana
Em análise comparativa ao Ipea (2022), e, portanto, não necessariamente causa dela,
os dados do IBGE para AGSN podem servir de podendo ser também consequência ou reflexo.
referência inicial para levantamento de dados Para este estudo, assume-se como NUI toda
de NUIs, sendo os do Ipea (ibid.) mais abran- ocupação urbana na qual não haja propriedade
gentes por não utilizarem a quantidade de ou posse formal da terra, independentemente
Dimensão Dimensão
IBGE Lei Federal físico-territorial jurídico-fundiária
Tipos de critérios
(AGSN, 2010) 13465/2017 da Pesquisa NUI da Pesquisa NUI
(Ipea, 2022) (Ipea, 2022)
Propriedade ou posse formal da terra sim sim sim sim
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1960 97.827 – –
1970 138.717 40.890 41,80
1980 187.871 49.154 35,43
1991 255.390 67.519 35,94
2000 342.315 86.925 34,04
2010 421.240 78.925 23,06
2022 537.213 115.973 27,53
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Os mapas representados na Figura 3 re- Norte da Ilha e nos distritos Coqueiros, Lagoa
velam que tal crescimento populacional ocor- da Conceição e Trindade. As imagens referen-
reu de maneira dispersa, conforme dados da tes aos anos de 2002 e 2019 (Figura 3) revelam
Prefeitura Municipal de Florianópolis (2023a). que o espraiamento urbano chegou por últi-
Até a década de 1960, a população estava pra- mo aos distritos Tapera, Campeche, Ingleses e
ticamente concentrada nos distritos Estreito e Rio Vermelho.
Sede e, na década de 1970, também na região
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Importante destacar a condição insular se verifica que pouco mais de 10% da área ur-
do município, que possui 97,23% (IBGE) do seu banizada está sob terrenos de marinha de pro-
território em ilha. A Figura 11 e a Tabela 2 apre- priedade da União e que a maior parte destes
sentam a relação entre a mancha urbana, as (82,45%) se encontram fora dos NUIs.
áreas de marinha e os NUIs, conforme a qual
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Para esta pesquisa, buscou-se, junto à e, nos casos em que tal correspondência foi
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Ur- inexistente, por meio de geocodificação com
bano (SMDU), a relação de alvarás de constru- base no endereçamento constante da lista de
ção expedidos entre os anos de 2002 e 2021 alvarás e em sua correspondência na platafor-
(PMF, 2023d) e buscou-se, junto ao Instituto ma Google Maps. Os dados oriundos da so-
de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf, breposição dos alvarás espacializados com a
2023), a base cadastral imobiliária espacializa- mancha de NUI são os fixados na Tabela 3 e na
da. Espacializaram-se os alvarás por meio de Figura 13, e a evolução desses alvarás por ano
correspondência direta da inscrição imobiliária são é fixada nas Figuras 14 e 15.
constante da lista de alvarás e da base cadastral
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Conforme tais dados, no período entre em NUI e os expedidos para imóveis fora dos
2002 e 2021, um a cada quatro alvarás expe- NUIs, revela que, dentre os alvarás em áreas
didos pelo município foi para construções em informais, aqueles até 250m² são mais expres-
áreas sem regularidade urbanística, e quase sivos e, dentre os alvarás em áreas formais, os
13% de todo o volume de construção licenciado maiores que 250m² são mais representativos. A
no período ocorreu sobre essas mesmas áreas. explicação para isso pode estar nas restrições
A segregação de dados por ano revelou que tal impostas pela informalidade: imóveis sem re-
prática é constante e recorrente nas últimas gularidade registral não podem ser objeto de
duasdécadas: em quase todos os anos estuda- incorporação imobiliária e, consequentemen-
dos, o volume licenciado sobre áreas irregulares te, de financiamento. Os custos da construção,
fica entre 7 e 20%, sem grandes tendências es- portanto, devem ser arcados diretamente pelo
pecíficas em determinado recorte temporal. possuidor, e a instituição de eventuais condo-
A análise do porte das edificações ob- mínios de unidades residenciais ou comerciais
jeto de alvará de construção no município de não tem lastro legal. Portanto, a tendência é
Florianópolis (Figura 16), agrupados os alva- que as construções sejam unifamiliares e a sua
rás entre os expedidos para imóveis inseridos área construída seja limitada.
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Fonte: elaboração própria, em 2023. Dados: PMF (2023a), PMF (2023b) e PMF (2023d).
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irregular, e, além disso, pela própria natureza pontos de ônibus, unidades de educação, uni-
da ocupação irregular, há de se esperar que dades de saúde e área licenciada em cada um
a maioria das edificações não tenha qualquer deles e no município.
licenciamento. No entanto, o fato de o estado Com algumas exceções, o padrão repete-
estar disposto e de, realmente, abrir a possi- -se: pontos de ônibus, educação e saúde pre-
bilidade de licenciamento de obras em áreas sentes, obras licenciadas e quase nenhuma
irregulares, por si só, já pode servir para corro- área de lazer. Quanto à inexistência de equipa-
borar a hipótese. mentos de saúde nas NUIs do Rio Vermelho, foi
Sobre os equipamentos urbanos analisa- verificada uma unidade de atendimento fora da
dos, que são de fato iniciativa do próprio esta- NUI no distrito e outras duas presentes no dis-
do, percebe-se maior preocupação do estado trito vizinho, ensejando uma análise qualitativa
em garantir acesso ao transporte público, à mais aprofundada sobre esse serviço, a fim de
educação e à saúde nas ocupações informais verificar sua efetividade.
e uma menor preocupação com o forneci- Fundamental resgatar a dialética de
mento de áreas de lazer em NUI. Quando se Lefebvre (2006), citada na seção introdutó-
observa, por recorte distrital, a porcentagem ria deste estudo, para explicar o papel do
de áreas de lazer em NUI segue quase irrele- estado. Conforme se viu, a atuação do esta-
vante. A Figura27 mostra os três distritos cuja do é essencialmentecontraditória: enquan-
superfíciede NUI é mais relevante sobre a sua to ele estabeleceuma série de normas e leis
área urbanizada (acima de 60%) – Ingleses, que regem o ordenamento territorial (“cas-
Campeche e Rio Vermelho – e a distribuição de tração”, “esmagamento” e “centro estável de
Fonte: elaboração própria, em 2023. Dados: PMF (2023a), PMF (2023b), PMF (2023d) e
PMF (2023e).
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sociedadese espaços”, nos termos do próprio básica). Para além da consolidação, um papel
Lefebvre (ibid., p. 45), trabalha ativamente na desejável para o estado para essas áreas deve
consolidação de ocupações que não passaram passar por políticas de regularização fundiária,
pelo crivo legal (violência subversiva como res- inclusão de parques, praças e áreas verdes de
posta à violência do poder). O próprio trabalho qualidade, garantia de calçadas caminháveis e
do estado na implantação de infraestrutura e acessíveis, segurança, entre outros serviços que
equipamentos também é contraditório: ele é são reservados às áreas regulares da cidade.
eficiente na implementação de pontos de ôni- Como encaminhamentos da pesquisa,
bus, unidades de ensino básico, centros de saú- sugere-se aprofundamento do estudo com a
de e até mesmo em licenciar edificações e ine- inclusão de variáveis como renda e valor da
ficiente em prover áreas verdes ou áreas de re- terra, que podem explicar diferenças como a
creação e lazer de qualidade à cidade informal. percebida do distrito do Campeche, onde, ape-
Tal contradição pode ser explicada: se o sar de grande índice de informalidade, existe
papel do estado é meramente consolidar essas maior presença do estado nos indicadores de
ocupações como resposta à sua própria inca- pontos de ônibus, educação e alvarás do que
pacidade de garantir imóveis formais a preços os visualizados nos distritos do Rio Vermelho
acessíveis e de tirar parcela considerável da sua e dos Ingleses. Outra análise, dando continui-
população da situação de pobreza, conforme dade a esta pesquisa, incluiria equipamentos
sugerido na introdução deste artigo, então é urbanos, tais como drenagem, coleta de esgo-
de esperar que as políticas públicas existentes to, distribuição de água e energia e iluminação
nos NUIs tenham apenas o viés de consolidá-los pública, considerados básicos pela lei federal
seja por meio de segurança jurídica, seja pela n. 6.766/1979 (Brasil, 1979), comparando-os
garantia de acesso a transporte público (ainda a outros equipamentos cuja importância não
que precário) e equipamentos comunitários seja reconhecida como básica pela lei federal,
básicosque permitam que a população possa tais como calçadas, sinalização de trânsito, pa-
trabalhar (creches, escolas básicas, saúde vimentação de vias ou arborização urbana.
[I] https://orcid.org/0009-0002-3776-5325
Universidade Federal de Santa Catarina, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-
-Graduação em Arquitetura e Urbanismo. Florianópolis, SC/Brasil.
[email protected]
[II] https://orcid.org/0009-0008-1636-1499
Pesquisador autônomo. Florianópolis, SC/Brasil.
[email protected]
[III] https://orcid.org/0009-0007-5807-4095
Pesquisador autônomo. Florianópolis, SC/Brasil.
[email protected]
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