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Avaliação de Concreto Armado 1 IFAL

O documento apresenta os cálculos estruturais de uma viga de concreto armado, incluindo dimensionamento à flexão e ao cisalhamento, detalhamento das armaduras e verificação dos requisitos mínimos. Foram realizados dois dimensionamentos, um inicial e um redimensionamento considerando altura mínima.

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Avaliação de Concreto Armado 1 IFAL

O documento apresenta os cálculos estruturais de uma viga de concreto armado, incluindo dimensionamento à flexão e ao cisalhamento, detalhamento das armaduras e verificação dos requisitos mínimos. Foram realizados dois dimensionamentos, um inicial e um redimensionamento considerando altura mínima.

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Instituto Federal de Alagoas – IFAL

Campus Palmeira dos Índios

LUCAS EMANOEL WANDERLEY SILVA

Concreto Armado 1
1ª Avaliação formativa

Palmeira dos Índios, 04 de maio de 2021


Este relatório é parte do sistema de avaliação da
disciplina de Concreto Armado 1, do curso de
Engenharia Civil.

Semestre Letivo: 2020.2


Professor: Rafael Araújo Guillou

Palmeira dos Índios, 04 de maio de 2021


SUMÁRIO
1. CÁLCULOS INICIAIS ...................................................................................................................................... 4
1.1. Combinações para o Estado Limite Ultimo (ELU) ..................................................................................... 5
1.2. Propriedade dos materiais ........................................................................................................................... 5
1.2.1. Concreto ....................................................................................................................................... 5
1.2.2. Aço ............................................................................................................................................... 6
2. DIMENSIONAMENTO A FLEXÃO ............................................................................................................... 7
2.1. Seção 1........................................................................................................................................................ 7
2.2. Seção 2........................................................................................................................................................ 7
2.3. Cálculo da armadura mínima de flexão ...................................................................................................... 8
3. DIMENSIONAMENTO AO CISALHAMENTO .......................................................................................... 10
3.1. Seção 1...................................................................................................................................................... 10
3.2. Seção 2...................................................................................................................................................... 11
3.3. Cálculo da armadura mínima de cisalhamento ......................................................................................... 11
4. DETALHAMENTO DAS ARMADURAS TRANSVERSAIS – CORTANTE............................................ 12
4.1. Seção 1...................................................................................................................................................... 12
4.2. Seção 2...................................................................................................................................................... 12
5. DETALHAMENTO DAS ARMADURAS LONGITUDINAIS – FLEXÃO................................................ 13
5.1. Seção 1...................................................................................................................................................... 13
5.1.1. Verificação do baricentro – Seção 1 ........................................................................................... 14
5.2. Seção 2...................................................................................................................................................... 14
5.2.1. Verificação da armadura máxima longitudinal ........................................................................... 14
5.2.2. Verificação do baricentro – Seção 2 ........................................................................................... 15
6. CONSIDERANDO A ALTURA MÍNIMA - REDIMENSIONAMENTO................................................... 16
6.1. Dimensionamento a flexão ....................................................................................................................... 16
6.1.1. Seção 1 ....................................................................................................................................... 16
6.1.2. Seção 2 ....................................................................................................................................... 16
6.1.3. Armadura mínima de flexão ....................................................................................................... 16
6.2. Dimensionamento ao cisalhamento .......................................................................................................... 16
6.2.1. Seção 1 ....................................................................................................................................... 17
6.2.2. Seção 2 ....................................................................................................................................... 17
6.2.3. Armadura mínima transversal .................................................................................................... 17
6.3. Detalhamento das armaduras transversais ................................................................................................ 17
6.3.1. Seção 1 ....................................................................................................................................... 17
6.3.2. Seção 2 ....................................................................................................................................... 17
6.4. Detalhamento das armaduras longitudinais .............................................................................................. 18
6.4.1. Seção 1 ....................................................................................................................................... 18
[Link]. Verificação do baricentro – Seção 1 ........................................................................................... 19
6.4.2. Seção 2 ....................................................................................................................................... 19
[Link]. Verificação da armadura máxima longitudinal ........................................................................... 19
[Link]. Verificação do baricentro – Seção 2 ........................................................................................... 19
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Viga com os carregamentos indicados ........................................................................ 4


Figura 2 – Diagrama de Esforço Cortante ..................................................................................... 5
Figura 3 – Diagrama de Momento Fletor ...................................................................................... 5
Figura 4 – Detalhamento das armaduras transversais ................................................................. 12
Figura 5 – Seção transversal da viga ........................................................................................... 13
Figura 6 – Detalhamento da armadura de flexão - Seção 1......................................................... 13
Figura 7 - Detalhamento da armadura de flexão - Seção 2 ......................................................... 14
Figura 8 – Detalhamento das armaduras transversais (Redimensionado) ................................... 17
Figura 9 – Seção da viga redimensionada ................................................................................... 18
Figura 10 – Detalhamento das armaduras longitudinais – Seção 1(Redimensionado) ............... 18
Figura 11 – Detalhamento das armaduras longitudinais – Seção 2 (Redimensionado) .............. 19
4

1. CÁLCULOS INICIAIS

A partir dos dados indicados em questão, obteve-se os parâmetros e esforços para


iniciar o detalhamento, utilizou-se o Mathcad para auxiliar nos cálculos. Na Tabela 1,
segue os dados indicados em questão.
Tabela 1 – Dados
DADOS INDICADOS EM QUESTÃO - Nº25
ÂNGULO ÂNGULO
L1 L2 Qk Pk h
bw (cm) LOCALIZAÇÃO DA OBRA DAS DOS
(m) (m) (kN/m) (kN) (cm)
BIELAS TIRANTES
5 1 40 125 20 40 Beira Mar - Cruz das Almas 40° 90°
Fonte: Autor
Onde:
L1 e L2 são os comprimentos da viga, em m;
Qk é o carregamento distribuído ao longo do comprimento, em kN/m;
Pk é o carregamento pontual, em kN;
bw é a largura da seção da vida, em cm;
h é a altura da seção da viga, em cm.

Calculou-se, através do software Ftool, os diagramas de Momento Fletor e de


esforço cortante. A viga indicada, e os diagramas seguem nas figuras abaixo.

Figura 1 – Viga com os carregamentos indicados

Fonte: Autor
5

Figura 2 – Diagrama de Esforço Cortante

Fonte: Autor

Figura 3 – Diagrama de Momento Fletor

Fonte: Autor

1.1. Combinações para o Estado Limite Ultimo (ELU)


Para os carregamentos em questão, é necessário utilizar os coeficientes de
ponderação das ações do ELU. Tais ações são permanentes, como indicados, e as
condições de obra normal. Utilizou-se a Tabela 11.1 da NBR-6118/2014 obter o
coeficiente ponderador, o qual gg = 1,4.

1.2. Propriedade dos materiais


1.2.1. Concreto
Para obter a resistência característica para a questão é necessário verificar a
agressividade do meio, o qual foi indicado que o local da obra, a partir de estudos possui
uma agressividade considerada elevada. A partir da Tabela 6.1 da NBR-6118/2014,
optou-se pela classe de agressividade IV (Muito Forte).
Com isso, determinou-se a classe do concreto através da Tabela 7.1 da NBR-
6118/2014, o qual é o concreto C40, com fck = 40 MPa. Utilizou-se o coeficiente de
6

ponderação da resistência do concreto de gc = 1,4, sendo a resistência característica de

projeto fcd = 28,571 MPa.


A partir da classe de agressividade, obteve-se o cobrimento nominal para uma
viga, com auxílio da Tabela 7.2 da NBR-6118/2014, o qual é 50 mm.

1.2.2. Aço
Para a questão foi utilizado o aço CA-50, com fyk = 500 MPa. O coeficiente de
ponderação da resistência do aço utilizado foi de gs = 1,15, então a resistência
característica de projeto do aço é de 434.783 MPa, sendo utilizado fyd = 435 MPa.
7

2. DIMENSIONAMENTO A FLEXÃO
Para a determinação das armaduras submetidas a flexão, utilizou-se das equações
obtidas através do equilíbrio de forças atuantes na seção, se limitando-se aos domínios 2,
3, 4 e 4ª.
Inicialmente, foi adotado uma altura útil (d) de 80% da altura da seção da viga (h)
– d = 32 cm, o que posteriormente, a partir do detalhamento da armadura longitudinal, foi
necessária a alteração – d = 30,45 cm.
Para o dimensionamento, a viga foi dividida em duas seções, onde se encontram
momento positivos e negativos. A seção 1, onde o momento é positivo, se estende entre
0 a 3.55 m, já a seção 2, com momento negativo, de 3.55 a 6 m.

2.1. Seção 1
Para a seção 1 o momento máximo de projeto (Md) foi igual a 90 kN.m.
𝒙
Utilizando a equação 1, a partir do equilíbrio, obteve-se um = 0,281, o qual é
𝒅

menor que 0,45, não sendo necessário a utilização de armadura dupla, sendo dúctil
suficiente. Após verificação observou-se que o domínio de deformação, para tal seção, se
encontra no domínio 3.

(1)
Onde:
x é a distância da linha neutra (LN) ao ponto de maior encurtamento da seção; e
𝒙
ξ= .
𝒅

Utilizou-se a equação 2 para a determinação da armadura para flexão da seção 1


(As1).

(2)
Então, para a seção 1, As1 = 7,657 cm², já com a altura útil ajustada (d = 30,75
cm).

2.2. Seção 2
Já para a seção 2, onde o momento é negativo, Md = 203 kN.m.
𝒙
Determinou-se um = 0,858, sendo maior que 0,45, tendo a necessidade da
𝒅

utilização de uma armadura dupla. Observou-se que a seção 2 se encontra no domínio 4.


8

Segue tal dimensionamento, onde posteriormente foi calculado uma altura útil
mínima, para não haver necessidade de armadura de compressão.
𝑥
Então, para a determinação das armaduras, foi utilizado = 0.45 para a
𝑑

determinação das parcelas de momento. A equação 1 foi utilizada, sendo então para
determinar Md1, o qual é igual a 132,945 kN.m.
A parcela de momento para a armadura de compressão é a diferença entre o Md e
Md1, sendo então 70,055 kN.m. A equação 3 foi utilizada para a determinação da
armadura de compressão (A’s).

(3)
Sendo d’ a distância entre o eixo da armadura de compressão e a face mais
próxima do elemento, estimado inicialmente como 6 cm, que após detalhamento o
encontrado foi 8,4 cm, utilizado o resultado em questão.
A armadura de compressão encontrada foi de 7,304 cm².
Para a determinação da armadura de tração, novamente foi utilizada a equação 2,
somado a armadura de compressão. Sendo As2 = 19,544 cm².

2.3. Cálculo da armadura mínima de flexão


Para o cálculo da armadura mínima, determinou-se o momento mínimo (Mmín)
através da 4, e com auxilio das equações 5, 6, 7, 8 e 9.

(4)

(5)

(6)

(7)

(8)

(9)
9

Onde:
Wo é o módulo resistente, em cm³;
I é a inércia da seção, em cm4;
y é a distância da LN à face mais distante, em cm;
fctk,sup é a resistência à tração superior característica, em MPa;
fctm é a resistência à tração máxima, em MPa.

𝒙
Então, Mmín = 19,462 kN.m. Com o auxílio da equação 1, determinou-se =
𝒅

0,055. Com o concreto C40, deve-se respeitar uma taxa mínima absoluta de 0,179% da
seção. Sendo assim, utilizando a 2, As_mín = 1,503 cm².
Então, a armadura mínima não foi utilizada na viga, devido a maioria dos esforços
ponderados serem maiores que o momento mínimo.
10

3. DIMENSIONAMENTO AO CISALHAMENTO
Foi considerado o modelo de cálculo II, indicado em questão, assim como, ângulo
das bielas (θ) e ângulo dos tirantes (a), tendo como base o método da treliça de Mörsh.

Inicialmente verificou-se a resistência da biela (VRd2), com auxílio da equação 10


e 11. Encontrando av2 = 0,84 e VRd2 = 388,637 kN.

(10)

(11)
Comparando com o valor do cortante máximo de projeto, Vsd_max = 231 kN, pode-
se concluir que a biela irá resistir aos esforços.
Para o cortante, observou-se os esforços, optando por dividir em duas seções
devido as intensidades dos carregamentos. A seção 1 se estende até 3,5 m, já seção 2 de
3,5 a 6 m.

3.1. Seção 1
Para a seção 1, o esforço cortante máximo de projeto (Vsd) foi de 100 kN.
Com a equação 12 obteve-se a armadura da seção (Asw).

(12)
Onde:
Vc é a parcela de força cortante resistida por mecanismos complementares ao modelo em treliça,
em kN.
Como o modelo de cálculo II foi utilizado, considera-se Vc = Vc1, onde Vc1 que é
o valor referência quando 30° ≤ θ ≤ 45°. Utilizando as equações 13, 14 e 15, obteve-se
Vc0 = 64,106 kN e Vc1 = 47,611 kN.

(13)

(14)

(15)

(16)
11

Onde:
Vc0 é o valor de referência para Vc, quando θ = 45º, em kN;
fctd é a tensão resistente de tração do concreto, em MPa;
fctk_inf é a resistência à tração superior característica, em MPa.

Então, a armadura dos estribos da seção 1 é Asw_1 = 3,688 cm²/m.

3.2. Seção 2
Já a seção 2, tem Vd = 231 kN. Utilizando dos mesmos procedimentos da seção
1, obteve-se Vc1 = 26,002 kN e Asw_2 = 14,429 cm²/m.

3.3. Cálculo da armadura mínima de cisalhamento


Com a equação 17, pode-se determinar a armadura mínima (Asw_min) para a viga
em questão, o qual é 2,807 cm²/m.

(17)
Podendo determinar o cortante mínimo para tal armadura, sendo Vsw_min = 83,754
kN, pela equação 18.

(18)
Como há uma grande variação nos esforços na viga em questão, a armadura
mínima não foi utilizada, ficando a favor da segurança.
12

4. DETALHAMENTO DAS ARMADURAS TRANSVERSAIS – CORTANTE


4.1. Seção 1
Para a seção 1, optou-se pela utilização de barras de 6,3 mm de diâmetro, devido
a quantidade de estribos se comparado a uma barra de 5 mm.
Com a utilização de tal barra, encontrou um espaçamento de 16 cm, com 22
estribos ao longo de 3,5 m da viga.
Como Vsd1 < 0.67 VRd2, o espaçamento máximo entre estribos é de 18,27 cm,
podendo utilizar a barra de 6,3 mm.

4.2. Seção 2
Já a seção 2, optou-se pela utilização da barra de 8 mm. Com barras menores o
espaçamento poderia inviabilizar a vibração do concreto durante a execução.
O espaçamento para a barra utilizada ficou 7 cm, que apesar de ser um
espaçamento pequeno, o aumento da seção da barra (para 10 mm, por exemplo) traria
dificuldade na execução das dobras dos estribos, por se tratar de um diâmetro maior.
Ficando também menor que o espaçamento máximo. Sendo necessário a utilização de 36
estribos.

A Figura 4 ilustra o detalhamento citado acima, sendo elaborado através do


AutoCad.

Figura 4 – Detalhamento das armaduras transversais

Fonte: Autor
13

5. DETALHAMENTO DAS ARMADURAS LONGITUDINAIS – FLEXÃO


Para o detalhamento, limitou-se a quantidade de barras a 4, para evitar que a altura
do baricentro seja maior que 10% da altura da seção.
A Figura 5 representa a seção e seus limites – já adotando o cobrimento indicado
de 50 mm. Tal representação está em escala e em metros.
Para a viga em questão, não houve necessidade de armadura de pele, pois h < 60
cm.
Figura 5 – Seção transversal da viga

Fonte: Autor

5.1. Seção 1
Com tal limitação do baricentro, a barra utilizada será a de 16 mm, o qual para a
área encontrada são necessárias 4 barras. Limitando-se a 2 cm de espaçamento mínimo
entre barras.
Como não houve necessidade de armadura de compressão, guias de estribo de 6,3
mm foram colocados na parte comprimida da seção.
Na figura 6, ilustra o detalhamento da seção.
Figura 6 – Detalhamento da armadura de flexão - Seção 1

Fonte: Autor
14

Como o d encontrado na seção foi maior que o calculado, não houve a necessidade
de alteração.

5.1.1. Verificação do baricentro – Seção 1


Verificou-se a altura do baricentro da viga seção em questão, sendo a = 2,6 cm,
sendo 6,5% da altura da viga < 10%, estando dentro do limite para o equilíbrio calculado.

5.2. Seção 2
Para a seção 2, utilizou-se barras de 25 mm para a armadura tracionada, sendo
necessário 4 barras. O espaçamento mínimo entre barras utilizado foi de 2,5 cm.
Já a armadura comprimida, foram utilizadas 4 barras de 16 mm. Com
espaçamento mínimo de 2,0 cm.
A Figura 7 apresenta o detalhamento da seção 2.
Figura 7 - Detalhamento da armadura de flexão - Seção 2

Fonte: Autor
Houve a necessidade ta alteração da altura mínima durante o dimensionamento,
visto que o d adotado inicialmente é maior que o dreal.
O d’ também necessitou de alteração após a verificação das condições reais, como
o d’ adotado foi menor que o real.

5.2.1. Verificação da armadura máxima longitudinal


Somando as parcelas das áreas das armaduras tracionadas e comprimidas, foi
obtido As = 26,848 cm², sendo 3,35% da área de concreto da seção (Ac = 800 cm²), não
ultrapassando o limite de 8% indicado.
Foi verificado somente a seção 2, por possuir a maior área de aço da viga.
15

5.2.2. Verificação do baricentro – Seção 2


A altura do baricentro da seção 2 é 3,75 cm, sendo 9,375% da altura da seção,
ainda dentro do limite (<10 %).
16

6. CONSIDERANDO A ALTURA MÍNIMA - REDIMENSIONAMENTO


Como na seção 1 não necessitou de armadura comprimida não há necessidade da
verificação para essa seção. Já a seção 2, houve necessidade de armadura dupla, então
para calcular o dmin utilizou-se a equação 19, baseado no momento máximo da segunda
seção (Md=203 kN.m), mantendo os demais parâmetros constantes, adotando ξ = 0.45.

(19)
Então, a altura útil mínima é de 37,696 cm, sendo maior que o d utilizado para o
dimensionamento anterior. Para determinar a altura mínima da seção da viga é necessário
um novo detalhamento, adotando agora o dmin.
O redimensionamento foi realizado com as equações descritas anteriormente.

6.1. Dimensionamento a flexão


6.1.1. Seção 1
Com todos os parâmetros constantes, somente a alteração no d, temos um ξ =
0,175, encontrando-se no domínio 2, podendo determinar a área de aço: As1 = 5,902 cm².

6.1.2. Seção 2
Já na seção 2, ξ = 0,448 estando no domínio de deformação 3, determinando a
área de aço de 15,082 cm².

6.1.3. Armadura mínima de flexão


Para o cálculo da armadura mínima, inicialmente, estimou-se um h = 47,12 cm
para a determinação do momento mínimo, sendo alterado posteriormente, o qual Mmín =
27,157 kN.m, sendo então As_mín = 1,69 cm ².
A armadura mínima também não foi utilizada, devido a diferença de intensidades
dos momentos na viga.

6.2. Dimensionamento ao cisalhamento


Verificou-se, inicialmente, a resistência da biela, a qual VRd2 = 481,12 kN, sendo
maior que o maior esforço cortante de projeto, então a biela irá resistir aos esforços.
Determinando, também, o Vc0 = 79,361 kN.
17

6.2.1. Seção 1
O Vc1 = 62,866 kN para a seção 1, sendo então Asw1 = 2,111 cm²/m.

6.2.2. Seção 2
Já a para seção 2, Vc1 = 41,258 kN, então Asw2 = 10,788 cm²/m.

6.2.3. Armadura mínima transversal


A armadura mínima para a nova configuração é de 2,807 cm²/m, sendo o cortante
mínimo igual a 103,685 kN.
Como Asw1 < Asw_min, então para o trecho da seção 1 (0 a 3,5 m) será utilizado o
Asw_min. Já na segunda seção não é possível utilizar a armadura mínima (Asw2 > Asw_min).

6.3. Detalhamento das armaduras transversais


6.3.1. Seção 1
O espaçamento máximo entre estribos encontrado para a seção 1 é de 22,168 cm.
Foi utilizado, também, a barra de diâmetro 6,3 mm para os estribos, com espaçamento,
ainda no limite, de 22 cm. Sendo necessários 16 estribos.

6.3.2. Seção 2
Para a seção 2 foram adotadas barras de 8 mm, também no caso da possível
dificuldade na execução com barras de diâmetros menores e maiores. Com isso, o
espaçamento é de 9 cm, sendo necessários 28 estribos para o trecho (3,5 a 6 m).
A Figura 8 ilustra do detalhamento da viga.

Figura 8 – Detalhamento das armaduras transversais (Redimensionado)

Fonte: Autor
18

6.4. Detalhamento das armaduras longitudinais


A partir do detalhamento das armaduras longitudinais foi possível encontrar a
altura mínima da seção da viga, onde hmin = 47,25 cm. A Figura 9 apresenta a seção da
viga redimensionada, considerando também o cobrimento de 50 mm.
Para a viga em questão, não houve necessidade de armadura de pele, pois h < 60
cm.
Figura 9 – Seção da viga redimensionada

Fonte: Autor

6.4.1. Seção 1
Seguindo a mesma linha do primeiro detalhamento, se atentando a altura do
baricentro, foi utilizado 3 barras de 16 mm de diâmetro, limitando-se a 2 cm de
espaçamento mínimo entre barras. A Figura 10 apresenta o detalhamento da seção 1.
Como não houve necessidade de armadura de compressão, guias de estribo de 6,3
mm foram colocados na parte comprimida da seção.
Figura 10 – Detalhamento das armaduras longitudinais – Seção 1(Redimensionado)

Fonte: Autor
19

[Link]. Verificação do baricentro – Seção 1


A altura do baricentro da seção foi de 1,73 cm, sendo 3,661% da nova altura da
seção, estando dentro dos limites para o equilíbrio.

6.4.2. Seção 2
Utilizou-se, novamente, 4 barras de 25 mm para a seção, se limitando ao
espaçamento mínimo de 2,5 cm entre barras.
Como não houve necessidade de armadura de compressão, guias de estribo de 8
mm foram colocados na parte comprimida da seção.
A Figura 11 ilustra o detalhamento.
Figura 11 – Detalhamento das armaduras longitudinais – Seção 2 (Redimensionado)

Fonte: Autor

[Link]. Verificação da armadura máxima longitudinal


Tendo então, a maior área de aço da viga, onde é 1,596% da área de concreto na
seção (Ac = 945 cm²), sendo menor que os 8% indicados.

[Link]. Verificação do baricentro – Seção 2


A altura do baricentro da seção foi de 3,75 cm, sendo 7,973% da nova altura da
seção, estando dentro dos limites para o equilíbrio.

Todos os cálculos e detalhamentos estão disponíveis em anexo para possíveis


considerações.

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