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Orô Npa

O documento descreve os rituais de sacrifício na religião africana, incluindo a importância do sangue e os preparativos para os sacrifícios de animais como cabras e galinhas para os orixás.

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Ed Gleyson
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Orô Npa

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Oro Npá

(Ritual de Corte)

Para os Orixás o sangue é de importância vital por estar ligada a


fertilidade, concepção, ao nascimento, enfim todos os ciclos da vida.
Ninguém vive sem sangue, e sem ele não há Axé !orça "ital#. A morte do
animal e seu sangue derramado é a condição para $ue a vida continue.
%odos t&m $ue se alimentar para viver, e este alimento se'a de
origem animal ou vegetal, serão (sacrificados( antes.Ninguém come uma
ave inteira viva ,um )oi ou um peixe $ue se'a. Os vegetais a partir do
momento $ue são arrancados de suas ra*+es, morrem.
%odo o animal sacrificado na religião africana, são despo'ados de suas
partes vitais $ue logo é oferecida aos Orixás, coração, f*gado, test*culos,
sangue, etc.# e a carne é preparada, servindo de alimento para as pessoas.
%emos outras culturas $ue agem da mesma forma, como os muçulmanos e
udeus $ue s- consomem carne animal a)atidos conforme seus preceitos.
Para a eligião Africana tudo o $ue a nature+a produ+ é
(sangue(, é o Axé. /tili+amos vários tipos de sangue para formar o Axé,
visando ampliar,
exist&ncia acumular e distri)uir o mesmo, $ue é essencial para
humana.
SANGUE
0ividi1se em tr &s categorias $ue são vermelho, o preto e o
)ranco. 2angue vermelho é encontrado no fluxo menstrual, no sangue
humana e animal, no reino vegetal temos o mel extra*do das flores e o
a+eite de dend& por exemplo.á no reino mineral encontramos presente nos
metais como co)re e )ron+e.
3ste sangue esta relacionado ao fogo, movimentos, coisas
$uentes.
Por isso, $ue vemos o 3xu, 4ang5 e 6ansã
6 ansã respondendo nesta
força da nature+a, e exigindo assim $uantidade maior desses elementos.
O sangue preto no reino mineral é encontrado no carvão e no
ferro. A cor verde e a+ul são variaç7es da cor preta, por isso, encontramos
suas fontes nas folhas e cascas de árvores. A associação do preto é com a
terra e nesta força da nature+a temos respondendo entre outros os Orixás
Ogum, Oxossi,Ossain,O)alua&.
O sangue )ranco encontramos no s&mem, saliva, hálito,
secreç7es e no plasma. 6sto no reino animal, como )om exemplo temos o
caracol. No lado vegetal temos o sumo de plantas leitosas e )e)idas
alco-licas extra*das de palmeiras e outros vegetais. Ainda neste reino se
produ+ a )anha conhecida com )anha de Ori.
Na parte mineral temos a prata, chum)o e o sal, sem es$uecer
$ue nesta cor tem a água e o ar.8omo podemos constatar não é s- do
2acrif*cio animal $ue constitu*mos o Axé, e sim um con'unto de vários
elementos da nature+a $ue produ+indo os sangues vermelhos, preto e
)ranco, mais o conhecimento profundo de $uem manipula este poder poderá
utili+ar o Axé para aumentar, acumular, fortalecer o poder dos
Orixás,garantindo a so)reviv&ncia humana.
Preparando o Local de Sacrifícios
O local a ser utili+ado para os sacrif*cios devem ser reservados e
)em limpos.
/tili+a1se lavar todo o local com água de wají
wají,e
,e em seguida
com omieró de ervas frescas.
9 muito comum colocarmos folhas do orisá $ue rece)erá os sacrif*cios so)
s o)
os igbás no chão#.
/ma )acia de agate deverá ficar nesse am)iente com 3 akasas,
akasas, ága
ága,um
,um
pouco de dend! ee33 o"os,
o"os, para $ue)rar o aj# energia negativa# para $ue a
função transcorra com harmonia e segurança.
%odos os participantes deverão estar em a)stin&ncia sexual de
pelo menos : dias, )anho tomado com sa)ão da costa, e ervas frescas, o
tra'e como sempre deverá ser o )ranco.
Preparando os animais para o Sacrifício
Os animais para sacrif*cio de verão estar sadá"eis
sadá"eis,, limpos e
lavados nas partes principais, como, pa$as
pa$as,, cabe%as
cabe%as,, asas
asas,, idí
idí,, pei$os
pei$os..
O ca)rito deverá ser mantido longe de folhas e alimentos, para
$ue na hora de entrega da folha ele não este'a de )ucho cheio, pois fa+1se
nece
necess
ssár
ário
io $ue
$ue el
elee acei
aceite
te a fo
folh
lhaa a ser
ser dada
dada a ele,
ele, repr
repres
esen
enta
taçã
ção
o de
aceitação de sacrif*cio pelo orisá.
As ca)ras não poderão estar pren&as
pren&as..
As galinhas não deverão estar c&ocando
c&ocando..
9 comum alguns )ichos virem cegos ou alei'ados dos
a)atedouros, ca)e aos 'g(s verificarem o estados dos animais, para $ue
se'am oferecidos )ichos saudáveis.
;gua deve
;gua deverá
rá ser
ser dada
dada aosaos anim
animai
aiss o dia
dia inte
inteir
iro,
o, para
para $ue
$ue
este'am saciados na hora do sacrif*cio.

de cabra, /tili+a1se
cabra, para lavarososanimais
prificar animaisantes
com do
omieró de ervas frescas e lei$e
sacrif*cio.
0everá ser separado o la%o a ser posto no Abodi ca)rito#.
Preparando a )andeja de as#
9 muito desagradável na hora do itual ficarmos procurando isso
ou a$uilo, o ideal é $ue uma )ande'a contendo todo material utili+ado este'a
a mão.
A)aixo uma relação de apetrechos e material de asé mais utili+ados<
=. O)é
O)é !ac
!aca# a#
>. %esou
soura
:. 6?
6?-
- 2a
2al#l#
@. 3p
3p pupa
pupa 0e0endnd&#
&#
B. O?in
O?in Cel
Cel##
D. Omi
Omi ;gu
;gua# a#
E. Ot* Cosca
Coscatel tel e ou Agua
Aguardent
rdente#
e#
F. AluGá ;gua
;gua de can'ica
can'ica,geng
,gengi)re
i)re,rapa
,rapadura#
dura#
H. Afotin ;gua de açIcar
açIcar $ueim
$ueimado#
ado#
=J. Omitor AKasa dilu*do em água#
==..
== 3K-
3K- AK
AKasasá,
á, ma
mass
ssaa de can'
can'ic
icaa )ran
)ranca
ca mu*d
mu*daa enro
enrola
lada
da na folh
folhaa de

=>.)ananeira#
Ataré Pimenta da 8osta#
=:. Le'ereKun
=@. MeleKun
=B. Aridã ralada
=D. 2a)ão da costa
=E. 3fun i+ africano pintura sagrada#
=F. Ossun  )astão de cor vermelha#
=H. a'* P- de cor a+ul#
>J. 6?erosun P
P- sa
sagrado de
de 6f
6fá de
de cco
or aam
marela#
>=. Lanha de Ori
>>. A+ougue
>:..
>: )ér
)éree P
P- tor
torra
rado
do do ori
ori mu$
mu$u uia
iaddo dos
dos )ic
ich
hos dad
dados ao sa
sant
nto
o do
do

>@.La)alorisa#
3Ge dundun !olha de saião#
>B. 3Ge Mara !olha de mamona )ranca#
*an$iga +n"ocando o 'risá para o 'ro npá
,rí wo -á. /rí0ok1n. / i-ín 2rs1 mám1 nle o
"enha rapidamente testemunhar, e tornar consci&ncia, Orixá venha escutar meu louvor a ti .
Oro Npá
(Esú)

*an$iga 'ro npá Es4


Os )ichos oferecidos a 3sI poderão ser de $ual$uer cor, menos )ranco. A
matança de 3sI é arrumada com as patas, asas, ra)os, caudas, e oris dos
$uadrIpedes e dos )ichos de penas.
1. ,j/ sor2 sor2

,j/ bál/ a kara r2


,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
Ao cair o sangue então canta1se<
1. ,j/ sor2
'gn npa awo
,j/
Es4 sor2
npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
1. ,j/ bal/ pa ra laraw/
Es4 npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o
3ssas cantigas acima servem tanto para $uadrIpede $uanto para )ichos de
pena. Poderá ser entoada durante o sacrif*cio a seguinte cantiga tam)ém<
1. Elegbara 6bis7
Es4 ajo a ma ma ke o
Elegbara
Es4 ajo a ma ma ke o
Laro-e e e
Oro Npá
(Ogun)

*an$iga 'ro npá 'gn


,j/ sor2

'gn
,j/ npa awo
sor2
Es4 npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
1. ,j/ bal/ pa ra laraw/
Es4 npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o
3ssas cantigas acima servem tanto para $uadrIpede $uanto para )ichos de
pena.
Poderá ser entoada durante o sacrif*cio a seguinte cantiga tam)ém<
1. Elegbara 6bis
Es4 ajo a ma ma ke o
Elegbara
Es4 ajo a ma ma ke o
Laro-e e e
*an$iga 'ro npá 'gn
1. ,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
Ao cair o sangue então cante
1. ,j/ sor2
'gn npa awo
,j/ sor2
'gn npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
1. ,j/ bal/ pa ra laraw/

'gn
,j/ npápa ra laraw/
bal/
P5ami p5ami o
Outra de Ogun muito utili+ada<
1. 'gn npá
Ej# npá
8oro npá
'jare
'gn npá
Ej# npá
8oro npá
9akanbi
8antiga para chamar o Orisá Ogun para o ig)á<
1. 'gn 'nire ore gede
Akoro 'nire
're gede wajo
Salare
'gn 'nire
're gede

'bs
'bs<
cima< do
%oda ritual
ig)á paradeapa+iguar
3'é para Ogun deveráorisá
a ira desse ser posto
ao o mariGo
ao final no final por
do ritual.
ritual.
Oro Npá
(Osoosi)

*an$iga 'ro npá 'soosi


Para o orisá Osoosi fa+1se o ritual de )a$e$#
)a$e$#,, $ue consiste em pe$uenos
cu)os de inhame cará cortados e imersos no dend& com uma pitadinha de
i?-. Na hora diante
a'oelham1se $ue vaidocomeçar os sacrif*cios
)abalorisa,
)abalorisa de Osoosi
, a)re a )oca todosum
e rece)e ospedaço
presentes
do
inhame na )oca.
3sse ritual do Lateté se dá com a seguinte cantiga<
1. )a$e$# ba$e$#
'de
'de ba$e$#
)a$e$# ba$e$#
'de
'de ba$e$#
copando o abkó 6abodi : cabri$o7
+n$rod%(o;
1. Abkó r# r#
Eran odara 'd#
1. Eran m5aba
95aba
)ori eni
Eran m5aba
95aba
copandobori ej#
o coel&o ou abodi de Odé <
1. 'd# kawa o
6bis
8afa ej#
Nessa cantiga a)aixo copamos os )ichos de pena e 6nclusive as frangas
de )enabp# e +-a 9od# e +-á )angbá <
1. 8awa o
8afa ej#
'd#
8afakawa
ej# o 6Nessa 8antiga opa1se a franga amarela para 6?a Codé7
Codé7
'de kawa o
8afa ej#
+-á 9od#
+-á )angbá
1. )ena )p# 6Nessa 8antiga opa1se a franga preta pQ Lena Lupé e
8in+a pQ 6?á Lang)á7
Lang)á7

)ena
8awa)angbá
o
8afa ej#
'd# kawa o
8afa ej#
'de kawa o
8afa ej#
copando o "eado
"eado,, o porco e as *a%as em eral para 'd# <
1. 'po $n
'jare
'si e m5afa r5ode
'po
'jare$n
'si e m5afa r5ode
'bs;
=. 3ssa
3ssa mesm
mesmaa cant
cantig
igaa acim
acimaa serv
serve1
e1no
noss $u
$uan
ando
do vamo
vamoss cast
castra
rarr um
animal, su)stitu*mos o trecho 'si e m5afa r5ode pelo nome do orisá
para $uem estamos castrando o )icho.
>. 8omo Oxosse
Oxosse não aceita
aceita ca)eças
ca)eças no momento
momento $ue dec
decepamo
epamoss o ori do
$uadrIpede o alguidar 'á está todo pintado de Ga'* e com e)5 no
fundo, colocamos o ori ali dentro e co)rimos com muita folha de
esp
espinh
inho
o che
fechado, cheiro
iroso
longe so e enviam
do il&.enviamos
os ime
imedia
diatam
tament
entee par
paraa dentro
dentro de mato
mato
Oro Npá
(Osanyín)

*an$iga 'ro npá 'san-ín


copando o A)odi<

1.,j/ sor2 sor2


,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
Ao cair o sangue então cante
1. ,j/ sor2
'san-in npa awo
,j/ sor2
'san-ín npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
1. ,j/ bal/ pa ra laraw/
'san-in npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o
Podemos ainda cantarmos as cantiga de se Kopar em e'e para este orisá,
pois trata1se de orisá da !am*lia e
1. <a &nde

A da &nda
<a &nde
'san-in n de
A da &nda
<a &nde
copando os )ichos de pena<
1. 'pere 'san-ín
Sib4
8kr ide
A kaka
'pere
'san-ín
Sib4 babá
8kr ide
A kaka
1.
Ag# ma re
8ak sodan
Ag# ma re
Ag# ma re
8ak sodan
1. 8i$ip2
Alerik2
8ak sodan
8i$ip2
Alerik2

'bs; /m dos frangos ou alo de Osan?*n deverá ter o pé es$uerdo cortado


e posto em cima do 6g)á, esse esé é oro de Osan?*n, o coração desse frango
é po
post
sto
o dent
dentro
ro de uma
uma das
das duas
duas ca)a
ca)aci
cinh
nhas
as $ue
$ue esestá
tá pend
pendur
urad
adaa em
Osan?*n.
Oro Npá
(Omolu)

*an$iga 'ro npá 'mol


O ritual para Omolu por si s- é muito pesado, para se aliviar um pouco
dessa carga, passa1se efun nas pálpe)ras de todos os presentes, marca1se
os rostos
cantiga de todos
nessa hora<como se fosse Kuras com essa efun, entoa1se a seguinte
seguinte

1. )aba efn
'ni jale
Are o orisá
)aba efn
'ni jale
Are o orisá
copando o abodi;

1.,j/ sor2 sor2


,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
Ao cair o sangue então cante
1. ,j/ sor2
'mol npa awo
,j/ sor2
'mol npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
1. ,j/ bal/ pa ra laraw/
'mol npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o
Podemos ainda cantarmos as cantiga de se Kopar em e'e para este orisá,
pois trata1se de orisá da !am*lia e
1. <a &nde
A da &nda
<a &nde
'mol n de
A da &nda
<a &nde
Ap-s cante para )ater os )ichos de pena ou mu$uia1los no chão so)re um
aKasa desenrolado cantando<
1. L5opa
9a gbere re
Ejí l5opa
9a gbere re
1. San san
8e farojí
Ejí farojí
8e san san

Ruando 'á estiverem )em moles e $uase desfalecidos leve1os em direção ao


ig)á para retirar1lhes a l*ngua e Kopar1lhes pela )oca.
A l*ngua é posta em cima do ig)á OmolI.
8ante para Kopar os )ichos de pena<
1. )ara kej a
'mol4 npá
8eri i-awo
)ara
'mol4 kej
npáa
8eri i-awo
Oro Npá
(Osumare)

*an$iga 'ro npá 'smare


Os )ichos de 'smare são sempre em casal mac&o
mac&o e f!mea#,
f!mea#, cortamos
sempre pela )oca esses )ichos.
8antamos as cantiga de se Kopar em e'e para este orisá, pois trata1se de
orisá ei da !am*lia e'e<
copando o 8a)rito <
1. <a &nde
A da &nda
<a &nde
'mol n de
A da &nda
<a &nde
copando os )ichos de pena<
1. Gbo ina j ro j ro
Ara mi kojo
Gbo ina
Gbo ina j ro j ro
Aka-a
'smare araka
Gbo ina j ro j ro
Gbo ina

Na nação de étu poderemos utili+ar o Ej# soro soro ..


Oro Npá
(Iroko)
*an$iga 'ro npá +roko

Os animais para +roko geralmente são )rancos na primeira fase de iniciação


deste orisa.
A ca)eça do ca)rito, patas, ra)o são enterradas aos pés da arvore +roko e
não são mu$uiados.
A cantiga para Kopar para +roko pode ser as de e'e ou de étu.
1. <a &nde
A da &nda
<a &nde
+roko n de
A da &nda
<a &nde
1.
+roko iroko orisá
Sa &o &o iroko
+roko orisá
Sa &o &o
Oro Npá
(sango)

*an$iga 'ro npá sango


O a'apá $ue terá sido lavado antecipadamente e passado no a'e)- $ue se
encontra ao la d o do ig)á de 2ango.
8om
entoe<uma cordinha de palha cante para $ue o a'apá ponha o ori para fora,
'ri <ada
As# kopa
Gbe na 2
As# kopa
Arai-e
As# kopa
Gbe na 2
)aba
'bs; Neste momento acima um Ogã toca alu'á com aguidavis no casco do
a'apá.
Assim $ue ele tiver posto o ori para fora laça1se com uma cordinha trançada
de palha da costa, puxa o n- for$uilha# e d& inicio ao sacrif*cio, entoe <
'ba 'ba las# 'ba
'ba $o$o bi aro
'bá 'bá las# 'bá
'bá Sango Afonjá
'ba 'ba las# 'ba
0eixe o e'é escorrer so)re o ig)á 2ango e so)re o ori 2ango e dentro da
)acia onde estará sendo )atido o e'é, imediatamente esse cágado deverá ir
para fora para ser a)erto, pois precisaremos do casco ainda para o oro.
0& continuidade com o sacrif*cio, agora com o a)odi ca)rito#, laço atado ao
peito do animal, entoe<
Eran mogba
9ogba
)ori eni
Eran mogba
9ogbá
)ori ej#

0eixe o e'é escorrer so)re a )acia onde será )atido o e'é, d& inicio agora
com os aKuK-s galos# de 2ango, entoe<
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
Ao cair o sangue então cante

,j/ sor2
Sango / pawo
,j/ sor2
Sango # pawo
,j/ sor2
'ris1 / pawo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
Sango npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami
Oro Npá
(Logun)

*an$iga 'ro npá Logn Ed#


9 muito importante sa)er $ue a matan+a de Mogun varia conforme for o
caminho desse orisa, e muito importante $ue se cu)ra os pés de Mogun 3de
com algodão na hora do oro para $ue ele não fu'a devido ao e'é.
Primeira cantiga a ser entoada antes do sacrif*cio se o caminho do Mogun for
Osoosi<
)aba 'de ewe ej# 6bis#
6bis#
Ni kori )aba
'risa n5igbo
Ni kori )aba
'logn Ede
)aba 'd#
Ara ewe

Primeira cantiga a ser entoada se o caminho for Osun<


'ro ni a j5adi# o 6bis#
6bis #
Ej# soro
'sn npa awo 6Logn7
'ro ni a j5adi# o
Ap-s ter cantado a cantiga do oro do santo de inicio ao sacrificio do ca)rito e
outros<
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2

Ao cair o sangue então cante<


,j/ sor2
Logn npa awo
,j/ sor2
Logn npa awo
,j/ sor2
'ris1 / pawo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
Logn npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami
Oro Npá
(Osun)
*an$iga 'ro npá 'sn

Os oros de Osun assum como dos outros orisá sempre envolve muito
mistérios, detalhes e muito tato.

No local do sacrif*cio é )om $ue tenha muitas folhas de Osi)ata e O'u oro
espalhadas em alguidares com água.
Antess de da
Ante darr inic
inicio
io aos
aos sacri
sacrif*
f*cio
cioss para
para o or
oris
isáá Osun
Osun en
enca
cant
ntam
amos
os com
cantigas e re+as, entoa1se<
'ro ni a j5adi# o 6bis
Ej# soro
'sn npa awo 6Logn7
'ro ni a j5adi# o
Ap-s pode se dar inicio ao sacrificio.
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara ro
Ao cair o sangue então cante
,j/ sor2
'sn npa awo
,j/ sor2
'sn npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
'sn npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o
No$a +mpor$an$e; Osun não come pata, pom)os e 6g)in
Oro Npá
(Obá)

*an$iga 'ro npá 'bá


A ca)ra de O)a deverá ter a orelha es$uerda cortada no lugar p7e1se um
aKasa com uma folha de 'a$ueira no lugar e ata1se um o'á.

A orelha vai para dentro de um alguidar co)erta com )astante e)5 e levada
imediatamente para um mato fechado.

0a1se inicio a matança do ca)ritanda <

,j/ sor2 sor2


,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara ro
Ao cair o sangue então cante

,j/
'basor2
npa awo
,j/ sor2
'ba npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
'ba npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o
3m seguida Kope o i)osé de O)a 8oelho# sim)oli+ando uma caça em $ue o
orisa captura presa entoa1se<
1. 9a n ma n
=ará 'de 'ba $afa ra
1. 'de )a-rá
'de ni $afa rode
'de ni $afa
Oro Npá
(Iyewá)

*an$iga 'ro npá +-ewá

6?eGá é a 6?ag)a $ue não aceita galinhas, a Inica $ue ela aceita ap-s
determinado preceito é a etI 0angola#.
6?eGa come cotia, ca)ra.

0a1se inicio a matança da ca)ra <

,j/ sor2 sor2


,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara ro
Ao cair o sangue então cante

,j/ sor2
+-ewa npa awo
,j/ sor2
+-ewa npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
+-ewa npá
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o
A cantiga para Kopar a cotia de 6?eGa<
1. E mabo mabo
9a mabo do ido ko
1. Agi die
Ara mere
Ara mere e 6bis#
6bis#
Oro Npá
(Oyá)

*an$iga 'ro npá '-á


Para se dar inicio ao oro de kopar de '-á de"e
de "e se $er aceso o ajere.
isso para >al>er '-á?

As can$igas ri$alís$icas s(o ;

0a1se inicio a matança da ca)ra <

,j/ sor2 sor2


,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara ro
Ao cair o sangue então cante
,j/ sor2
'-á npa awo
,j/ sor2
'-á npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
'-á npa
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami
Oro Npá
(Iyemaná)

*an$iga 'ro npá +-emanjá


Não é permitido utili+ar 6?- sal# nos rituais para o Orisá 6?eman'á.

As can$igas ri$alís$icas s(o ;


0a1se inicio a matança da ca)ra <

,j/ sor2 sor2


,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara ro
Ao cair o sangue então cante
,j/ sor2
+-emanjá npa awo
,j/ sor2 npa awo
+-emanjá
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
+-emanjá npa
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o
A prefer&ncia deste Orisá é pelo Pepe?é Pata#
Oro Npá
(Nan!)

*an$iga 'ro npá Nan(


As can$igas ri$alís$icas s(o ;

0a1se inicio a matança da ca)ra <


,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara ro
Ao cair o sangue então cante
,j/ sor2
Nan1 npa awo
,j/ sor2
Nan1 npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
Nan1 npa
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o

O animal consagrado a Nana *?a ã#. Na hora do sacrif*cio deste animal


entoamos a seguinte re+a<

Nana s/
N de
N s/
8kó
Goro goro
Sa&n
As# le gbe le
Gbe ko oro
@
Oro Npá
(Osalá)

*an$iga 'ro npá 'salá


Ao Orisá Osalá, são consafrados os animais !unfun Lranco# e f&meas. A sua
s ua
prefer&ncia é o 6g)*n caramu'o# considerado o Loi de Osalá.

%odos os animais de pena e a 8a)ra de Osalá são lavados com leite de ca)ra
antes do Oro.
As can$igas ri$alís$icas s(o ;

0a1se inicio a matança da ca)ra <

,j/ sor2 sor2


,j/ bál/ a kara r2
,j/ sor2 sor2
,j/ bál/ a kara ro

Ao cair o sangue então cante


,j/ sor2
'salá npa awo
,j/ sor2
'salá npa awo
,j/ sor2
'ris1 npa awo
,j/ soro
O )icho tendo desfalecido cante <
,j/ bal/ pa ra laraw/
'salá npa
,j/ bal/ pa ra laraw/
P5ami p5ami o

8antando para sacrificar o 6g)in <

Ruando puxamos ele pela frente fa+emos uso do algodão e cantamos <

'ro igbín
'ni koro )aba
Ara wara ki roko

Ruando sacrificamos ele $ue)rando a ponta tra+eira do ig)*n apertamos ele


contra o fundo do casco para $ue saia todo o e'é pelos fundos, cantamos <
'bo igbín
'ni koro )aba
Ara wara kiroko

Outra cantiga $ue serve tanto para sacrificar pela frente $uanto por trás<

8sa ksa
Un
Un a já
l5epa
+gbin mo ksa ksa
Oro Npá
(Oro E")

'$ras *an$igas de 'ro Ej#


=. E$4 alinha 0Sangola#

O
ouprimeiro )icho
o)rigação seráasempre
ser sacrificado no ori do pois
a etI dSangola#, iniciado em todo
s- esta orofa+
é $uem de santo
feiturae
sacrali+a o ritual, portanto, deverá ser o primeiro )icho a ser imolado,
entoe<
)aba a bi a bi e$4 konken )is#
Na cantiga acima se apresenta T galinha, na cantiga a)aixo se sacrifica T
galinha<
8en ken ken
)aba bi a bi e$4
8en ken ken
)aba
8en bi a biken
ken oro
)aba bi a bi e$4
8en ken ken
)aba bi a bi oma
3ntoa1se a cantiga a)aixo $uando a etI desfalece<
Eran gbobo
'risa fefe e$4
Eran gbobo
'risa fefe e$4 o

=. Ajapá 8ágado#
o a'apá $ue terá sido lavado antecipadamente e passado no a'e)- $ue se
encontra ao la d o do ig)á de 2ango.
8om uma cordinha de palha cante para $ue o a'apá ponha o ori para fora,
entoe<
'ri <ada
As# kopa
Gbe na 2
As# kopa
Arai-e
As# kopa
Gbe na 2
)aba
'bs; Neste momento acima um Ogã toca alu'á com aguidavis no casco do
a'apá.
Assim $ue ele tiver posto o ori para fora laça1se com uma cordinha trançada
de palha da costa, puxa o n- for$uilha# e d& inicio ao sacrif*cio, entoe <
'ba 'ba las# 'ba
'ba
'bá $o$o bi aro
'bá las# 'bá
'bá Sango Afonjá
'ba 'ba las# 'ba
=. i?
i?el
eléé Pom
Pom)o
)o##
Ei-el# n aja di#
'lowo oj ma wa
'j npá
Npá ra s#
'lorn
'lowo oj ma wa
Ago alaibase
'lorn
'lowo oj ma wa
=. Ag$an 8arneiro#
Agbo agbo ag$an
'gn palaso
Bibi kan
=. copa
copand
ndo
o o "eado
"eado,, o porco e as *a%as em eral para 'd# <
'po $n
'jare
'si e m5afa r5ode
'po $n
'jare
'si e m5afa r5ode
'bs; 3s
3ssa
sa me
mesmsmaa canti
cantiga
ga acim
acimaa serve
serve1n
1nos
os $uan
$uando
do vamo
vamoss castr
castrar
ar um
animal, su)stitu*mos o trecho 'si e m5afa r5ode pelo nome do orisá para
$uem estamos castrando o )icho.
=. Pepe-e Pato#
Pepe-e jan pepe
Er dandan
Pepe-e jan pepe
Er dandan
Er ade o???
Pepe-# pad! lCodo
Er ade o
Pepe-# pad! lCodo
Er ade o???

=. Ejá Peixe#
Ejá mogbá
9ogbá
)ori eni
Ejá mogbá
9ogbá
)ori ej#
Oro Npá

Di$alís$ica do )ic&o de  P#s


=. O animal
animal de @ patas
patas depois
depois de lavado
lavado as partes
partes consid
considera
eradas
das su'as
su'as é
condu+ido, puxado por uma corda forte, a mesma $ue será enrolada
no seu focinho entoando1se a cantiga <
9o r4bó
9o r4bó s/
9o r4bó
9o r4bó o
2eguidamente ofereça a folha de aroeira ou goia)eira ao animal
cantando<
Eran oris1
'ris1 ko be re o
Eran oris1
'ris1 ko be re o o
Assim $ue o animal pegar a folha canta1se<
' d gaingan
' d gan o
' d gaingan
' d gan o
Para saudar o animal tocando em sua ca)eça  significa $ue o animal
animal
irá morrer ao invés da pessoa, uma espécie de troca# canta1se<
Ago bó ni je
Alá foríkan gbogbo o
Alá foríkan
Ago bó ni je
Alá foríkan
Alá foríkan 1i-#
Ap-s retirada a corda será cortada em partes iguais canta1se<
<ide ko sa le ni da&ome
82 sí ni dide okFn o
*or$ando os es#s do >adrpede;

Late1se com o o)é nas 'untas antes de cortar cantando<


A sins#
Es# koma se &n
A sins#
Es# koma se &n
Bemperando a ma$an%a

Ep ppa dend&#


Epo oj oj oloja
Epo oj oj oloja
Ep
'-n mel#
9ara in e 9ara o-n
9ara in e 9ara o-n
<ndn mama niwa lase
9ara in e ni mara o-n

'$i Coscatel ou cachaça#


9ara in a 9ara o$i o moscatel#
9ara in e 9ara o$i o
<ndn mama niwa lase
9ara in ni mara o$i o
ó sal#
+-ó i-ó loj#
+-ó
+-ó loj# i-ó

'mi$oro agua de aKasá#


kilofo mo re
omi$oro
kilofo mo re
omi$oro
3spargindo aluGá cante <
)5a$isofere
)5a$isofere
Nje akikan b5a$isofere

ogando água em cima da matança e ig)ás<


B5omi npa kn
Be$e omi agba
agba jo ni npa awo
Be$e omi agba j ni npa ejo
$5omi npa kn

8antando para tirar as penas das aves

Egan
Egan gbobo
gbobo bo
bo wa
wa -e-e
o
Egan gbobo bo wa -e-e
Egan bo gbobo o

8antando para cortar as partes das aves

Eran gbobo bo wa -e-e


Eran gbobo bo wa o
Eran gbobo bo wa -e-e
Eran bo gbobo o

Arriando diante do ig)á orisa as partes cortadas em cima do couro do


ca)rito ou ca)ra canta1se <
Awa kaforican eran moba
E kopanije
Awa forican
Awa kaforican 'deran
Apresentando o ori do $uadrIpede, cru+e o o)é so)re o ori deste e ao
levantar o ori cante <
'gege mona $i biri $i ori o dide mona $i biri $i
'gege mona $i biri $i ori o dide mona $i biri $i

Ao descer o ori cante <


'gege mona $i ri ma ori o dide mona $i ri ma
'gege mona $i ri ma ori o dide mona $i ri ma
N'BA +9P'DBANBE
1. Por >e 'soosi n(o acei$a cabe%as
Osoosi deu uma rande festa na cidade em comemoração a uma
rande 8açada "itoriosa, Catou um Loi. A 8arne todos comeram,
$uanto a ca)eça ele colocou num alguidar a Porta do seu palácio.
0urante
0uran te os feste'
feste'os,
os, estav
estavam
am presentes todos os Orix
Orixás.
ás. Os Landi
Landidos
dos
da Aldeia vi+inha sou)eram do $ue estava ocorrendo e ficaram a
espreita aguardando o momento para assaltar a cidade. Cas $uando
chegaram na porta do Palácio de Odé a ca)eça do )oi mugiu avisando
a presença dos )andidos. 3stes foram pegos e a 8idade salva do
sa$ue. Os )andidos foram mortos e a festa continuou, da$uela data
em diante, osoosi, em consideração a a$uele animal exigiu $ue não se
oferecesse ca)eças em seus sacrif*cios e cultuou o Loi como animal
2agrado.
Por este motivo os Oris dos )ichos de osoosi deverão ir para o mato,
no caso do coelho e do )ode, não se canta a cantiga de oferecimento
da ca)eça, ela deve ser despachada imediatamente.

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