O Absenteísmo é um dos problemas mais antigos no mundo do trabalho.
Sua origem remota ao êxodo de proprietários rurais, que deixavam suas terras para
tentar uma vida melhor nas cidades, praticando o chamado “absentismo”.
Tempos mais tarde, veio a Revolução Industrial e a adaptação do termo para descrever
as faltas dos trabalhadores que atuavam nas fábricas.
O que é absenteísmo?
Absenteísmo, ou absentismo, significa a falta de pontualidade e assiduidade no
cumprimento de um dever ou obrigação. No trabalho, o absenteísmo está relacionado a faltas
ou atrasos do colaborador.
De acordo com Idalberto Chiavenato — autor renomado na área de Administração de
empresas e RH — o absenteísmo, também chamado de ausentismo, é a soma dos períodos em
que os colaboradores se ausentam do trabalho, independentemente do motivo.
É importante ressaltar que as férias dos funcionários não entram nesse cálculo, visto
que fazem parte dos direitos dos empregados.
Certo grau de absenteísmo é normal e não prejudica o andamento das atividades e
produtividade da empresa, podendo haver graves prejuízos para a organização caso essa taxa
seja muito elevada. Além disso, o valor desse índice ajuda a sinalizar problemas no ambiente
de trabalho, seja em relação à cultura organizacional ou outros problemas estruturais.
Como calcular o índice de absenteísmo?
O índice de absenteísmo é calculado a partir da relação entre o total de faltas e atrasos
e a quantidade de dias ou horas trabalhadas pelos funcionários de uma empresa.
As unidades de medida mais utilizadas para a realização da conta são horas ou minutos
para incluir os atrasos e saídas antecipadas. Caso somente os dias de falta sejam contabilizados,
é indicado que se use dias para facilitar o cálculo.
Agora, vamos à fórmula! A mais utilizada é a seguinte:
(total de colaboradores x total de faltas e atrasos) ÷ (total de colaboradores x total de dias
trabalhados)
Exemplo 1:
• Colaboradores: 50
• Jornada: 8 horas diárias/ 20 dias por mês
• Faltas: 1 por colaborador (em média)
Nesse caso iremos manter a unidade de medida dias, pois não estão sendo
contabilizados atrasos ou saídas antecipadas.
(50 x 1) ÷ (50 x 20) = 50 ÷ 1000 = 0,05 ou 5% de absenteísmo
Exemplo 2:
• Colaboradores: 100
• Jornada: 8 horas diárias / 20 dias por mês
• Faltas: 2 por colaborador (em média)
• Atrasos: 30 minutos por colaborador (em média)
Antes de iniciarmos a conta, vamos deixar todos os valores na mesma unidade de medida.
30 minutos de atraso por funcionário em horas: 30 ÷ 60= 0,5 horas
20 dias úteis em horas: 20 x 24= 480 horas
2 faltas por funcionário em horas: 2 x 24= 48 horas
O cálculo para esses dados então seria (utilizaremos a medida de horas, para facilitar o
cálculo):
Total de faltas e atrasos: 0,5 + 48 = 48,5
(100 x 48,5) ÷ (100 x 480) = 4850 ÷ 48000 = 0,10 ou 10% de absenteísmo
Lembrando que para essas contas a quantidade de faltas levadas em consideração eram
equivalentes ao total de funcionários, ou seja, 1 falta por colaborador.
Qual o índice aceitável de absenteísmo?
De acordo com um estudo da Exame, o setor de serviços tem uma taxa média de
absenteísmo de 5%, enquanto no setor varejista esse índice varia entre 7% a 10%.
Não há um consenso em relação a um número ideal e esse índice pode variar de acordo
com o segmento e tamanho da empresa. Mas, de modo geral, um índice de até 4% de
absenteísmo é considerado aceitável. Quando o valor ultrapassa esse limite, deve-se ficar alerta.
Quais são os tipos de absenteísmo?
As razões pelas quais os funcionários faltam ao trabalho são as mais diversas, mas
podemos enquadrá-las em algumas categorias principais:
1. Absenteísmo Justificado
O absenteísmo justificado está relacionado à falta justificada, ou seja, o colaborador
informa à empresa o motivo da ausência. De modo geral, nesse tipo de falta, a empresa é
informada previamente e é possível se preparar para a ausência daquele funcionário.
Tipos comuns de absenteísmo justificado são licenças ou idas em consultas médicas.
2. Absenteísmo Injustificado
No absenteísmo injustificado, o funcionário não informa o motivo que o fez se ausentar
do trabalho.
Imprevistos, insatisfação com o ambiente de trabalho e falta de motivação são apenas
alguns exemplos desse tipo de ausência nas organizações.
3. Presenteísmo
O presenteísmo é a presença parcial do funcionário no ambiente de trabalho, ou seja, o
profissional está presente, mas seu desempenho é muito abaixo do esperado por possíveis
problemas pessoais ou de saúde.
Nesses casos, o funcionário tem uma grande queda de produtividade e não consegue
desempenhar suas funções de forma satisfatória por diferentes razões.
Esse tipo de ocorrência é uma das mais difíceis de serem detectadas, pois nem sempre
há um medidor tão objetivo que consiga identificar essa situação rapidamente.
Uma das formas de identificar o presenteísmo ao longo do tempo é acompanhar o
atingimento de metas e/ou produtividade no trabalho. A partir da observação de queda desses
indicadores e da persistência por um longo período, pode-se inferir que seja um caso de
presenteísmo.
Bibliografia
Absenteísmo: o que é, impactos e como diminuir nas empresas. FIA Business School, 02 de
jun. 2020. Disponível em: <https://fia.com.br/blog/absenteismo/>. Acesso em: 31 de mar.
2024.
DO NASCIMENTO, T. Absenteísmo: o que é, tipos, como calcular e diminuir! Gupy Blog, 21
de dez. 2023. Disponível em: <https://www.gupy.io/blog/absenteismo#1-absente-smo-
justificado>.Acesso em: 31 de mar. 2024.