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Conceitos de Cinemática e Movimento

O documento discute conceitos básicos de cinemática como posição, distância, velocidade média e aceleração média. Explica esses conceitos com exemplos de movimento retilíneo uniforme e variado.

Enviado por

Anderson Godoy
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
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1

cinemática
Direitos autorais © 2023 ÂNGELO NEVES SANTOS GUSMÃO

Todos os direitos reservados.

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de recuperação, ou transmitida de qualquer forma ou por qualquer meio, eletrônico,
mecânico, foto-cópia, gravação ou outro, sem a permissão expressa por escrito do autor.

Autor: Ângelo Neves Santos Gusmão

Design e ilustrações: Ângelo Neves Santos Gusmão

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Conteúdo
posição.............................................................................5
O conceito de posição...............................................5
Espaço......................................................................................6
Distância...............................................................................8

velocidade média.................................................9
A velocidade médica..................................................9

aceleração média.................................................10
A aceleração média..................................................10

os movimentos e suas equações.....................................11


Movimento retilíneo e uniforme..........................................................................11
Movimento progressivo e retrógrado.............................................................13
Análise gráfica do Movimento uniforme......................................................15
Movimento uniformemente variado......................................................17
Movimento acelerado e retardado......................................................19
Análise gráfica do M.R.U.V........................................................................22
Função horária da posição..................................................................24
Gráficos da função horária da posição...................................25
A equação de torricelli...........................................................................26

lançamentos.......................................................................................................27
Lançamento vertical...........................................................................27
Lançamento horizontal...........................................................................29
Lançamento oblíquio...........................................................................31
O conceito de Posição
conceito de osição
1 Vamos analisar a posição do carro e da moto
0 km 10 km em uma rodovia que começa no quilômetro 0 100 km
e termina no quilômetro 100.

2 Início da rodovia, quilômetro 0. 3 Fim da rodovia, quilômetro 100.

0 km 10 km 100 km

Para indicar a posição do carro, Para indicar a posição da moto,


4 dizemos que ele está no ponto A, 5 dizemos que ela está no ponto B,
que é localizado no quilômetro 10 que é localizado no quilômetro
da rodovia. 100 da rodovia.

E como podemos usar esse conheci-


1
mento na prática?

De forma mais técnica, vamos utilizar


2
um eixo cartesiano:

Para indicar a posição, usamos a


3 letra “S” que vem da palavra “Space”
em inglês.
S

0 km 10 km 100 km
A variação do espaço
variação do spaço
Vamos analisar a posição do carro em uma
1 rodovia que inicia no quilômetro 0 e finaliza
0 km 10 km no quilômetro 100. 100 km

A
b

Deslocamento

Se o carro que estava no ponto A, se deslocou para o ponto B da rodovia, ele


2 variou a sua posição! Logo, conseguimos calcular essa variação dá posição.

Mas como calcular ?

0 km 10 km 100 km

3 Em um determinado instante(t1), 4 Já em outro instante(t2) o carro


o carro estava na posição A, passou pela posição B, tomamos
tomamos ela como a posição ela como a posição final.
inicial…

t1 t2 100 km
10 km
Variação da posição (ΔS)

s1 s2
1 Então, do exemplo anterior temos que:

3 De modo geral:
2 S1 = 10 km
S2 = 100 km
ΔS = S2 - S1
Logo: ΔS = 100 - 10 = 90 km

Posição final

No sistema internacional, a unidade da Posição inicial


posição, assim como, a unidade da 4 Variação da posição
variação da posição é dada em metros(m).
A distância
distância Percorrida
ercorrida
1 Grandeza que indica qual a distância que
1° caso: Mesmo sentido uma determinada partícula efetivamente
percorreu entre dois instantes.

10 km 100 km
Sentido do movimento

S1 S2
Variação da posição

2 Neste caso, a moto sempre está no mesmo sentido, logo a distância percorrida
por ela é igual ao módulo da variação do espaço!

3 Logo a distância percorrida é igual a |ΔS|

Em um primeiro momento a moto está indo da


2° caso: Inverte o sentido posição 10 km para a posição 20 km porém, ao
1
chegar na posição 20 km o motorista decide retor-
nar até a posição 10 km.

10 km Sentido do movimento 10 km Sentido do movimento

20 km
20 km

2 Neste caso, devemos somar as variações de espaço, tanto na ida quanto na volta!

3 Logo a distância percorrida é igual a |ΔSida| + |ΔSvolta |


A velocidade Média
Vamos analisar

14:00 22:00 125 km


5 km

Observe que se a moto partiu às 14:00 da posição 5 km e


1 chegou a posição 125 km às 22:00, então a variação do
espaço foi de 120 km.

Logo, temos que:

6 De forma geral:
ΔS = S2 - S1 ΔS = 125 - 5 ΔS = 120 km
Variação do espaço - (m)

2 Considerando que t2 = 22 h e t1 = 14 h ΔS S2 - S1
Vm = = Vm =
Δt t2 - t1

Δt = t2 - t1 Δt = 22 - 14 Δt = 8 h Variação do tempo - (s)


3
Velocidade média - (m/s)

4 120 km
Vm = Vm = 15 km/h
8h A velocidade média não indica a
5 velocidade em cada instante, tomando
Logo, podemos dizer que em média a variação do a situação abordada acima como
espaço foi de 15 km por hora, a grandeza exemplo, a moto em algum instante
responsável por nós ajudar nessa situação é a da trajetória pode ter parado por um
velocidade média. tempo e após isso continuado a se
deslocar assim, todo o tempo é con-
As unidades em quilômetros e hora, não são as siderado no cálculo da velocidade
mais usadas em provas, normalmente utilizam- média, mesmo o tempo em repouso.
os as unidade do sistema internacional (S.I).
A aceleração
aceleração Média
édia
To = 0 s T1 = 1 s

V = 10 m/s V = 15 m/s

Nessa situação, conseguimos observar que o carro está variando a sua velocidade em cada
1
instante de forma constante.

To = 0 s Δt = 1 s T1 = 1 s

V = 10 m/s V = 15 m/s

ΔV = 5 m/s

A grandeza fisica responsável por variar a velocidade no decorrer do tempo é a aceleração.


2 Logo, podemos dizer que o carro está acelerando!

Mas como calcular?


Aqui podemos dizer que a velocidade
5 m/s aumenta 5 metros por segundo a cada
ΔV
3 a= = = a = 5 m/s2 segundo!
Δt 1s

4 De forma geral:
Variação da velocidade - (m/s)

ΔV V2 - v1
a= =
Δt Δt2 - t1

Variação do tempo - (s)

Aceleração média - (m/s2)


O movimento retilíneo Uniforme
Observe a situação
Δt = 1 h
To = 0 h T1 = 1 h

V = 80 km/h V = 80 km/h

Observe que independente do instante Então, podemos dizer que o movimento


1 em que o carro está, a sua velocidade
2 uniforme, é aquele onde a velocidade é
permanece igual. constante e consequentemente a aceler-
ação é nula.

V = 80 km/h
V = 80 km/h

3 Em tempos iguais o móvel percorre distâncias iguais!

Mas como assim?


Observe que, seguindo o
exemplo, se fixarmos a
1 Se t1 = 0, t2 = 1 h e v = 80 km/h velocidade em 80 km/h
em intervalos de tempos
2 Δt = t2 - t1 Δt = 1 - 0 Δt = 1 h iguais, o carro percorre
distâncias iguais.
Então:

3 V = ΔS ΔS = v.t ΔS = 80.1 ΔS = 80 km
Δt

4 Se t1 = 1 h, t2 = 2 h e v = 80 km/h

5 Δt = t2 - t1 Δt = 2 - 1 Δt = 1 h

Então:

ΔS
6 V = Δt ΔS = v.t ΔS = 80.1 ΔS = 80 km
Mas como deixar mais prático?

Para isso, vamos deduzir uma equação...

ΔS S - So
1 VM =
Δt
=
t- to
Chamando a velocidade média (Vm) de (V), temos:
S - So
2 V= v.(t - to) = S - So É chamada função horária da
t - to
posição dado que a equação
Reescrevendo a equação, ficamos com: depende do tempo.

3 S - So= v.(t - to)


A função horária da posição é
Se assumirmos o instante t0 = 0 s, temos: a equação de uma reta do
primeiro grau.
4 S - So= v.t 5 S = So + v.t

Função horária da posição


Movimento progressivo
e retrógrado

Sentido da trajetória

10 km 100 km

V = 72 km/h

O carro parte da posição 10 Km com sentido para a posição 100 Km de


1
uma rodovia. Dito isso, a posição de referência inicial é a posição 10 Km.

Sentido do movimento

10 km Sentido da trajetória 100 km

V = 72 km/h

É fácil notar que o carro se movimenta de modo a progredir nas posições,


2 partindo da posição 10 km e progredindo até a posição 100 km.

Assim, o movimento é chamado de progressivo com


velocidade constante e positiva (V > 0)!
Existe uma outra situação...

Sentido da trajetória
10 km 100 km

V = 72 km/h

O carro parte da posição 100 km com sentido para a posição 10 km de uma


3
rodovia. Dito isso, a posição de referência inicial é a posição 10 km.

Sentido do movimento

10 km Sentido da trajetória 100 km

V = - 72 km/h

É nítido que dada a posição de referência ter continuado a ser a posição


4 10 km, o carro está retrocedendo posições, pois está se movimentando
contra o sentido positivo da trajetória.

Assim, o movimento é chamado de retrógrado com


velocidade constante e negativa (V < 0)!

É muito importante ter atenção com o ponto de referência


da situação a ser analisada!
Uma análise Gráfica
Os gráficos de velocidade x tempo

A
V

5 Km 10 Km
V = constante

Gráfico com velocidade escalar constante,


1 dado que o movimento é uniforme.
Como a velocidade é positiva, o movimento é progressivo!

b
V

5 Km 10 Km
V = constante

Gráfico com velocidade escalar constante,


1 dado que o movimento é uniforme.
Como a velocidade é negativa, o movimento é retrógrado!

c
V

5 Km 10 Km
V = constante e igual a zero!

Gráfico com velocidade escalar constante,


1 dado que o movimento é uniforme.
Como a velocidade é nula, o carro está em repouso!
Os gráficos de Espaço x tempo

A
S
0 Km So
V = constante
So

2 Observe que movimento é progressivo!

Observe que no gráfico, a nossa análise se inicia com o móvel


1 começando em uma posição positiva. Logo, o móvel não parte
da posição inicial da trajetória!

b
S
0 Km
V = constante

0
t

2 Observe que movimento é progressivo!

Observe que no gráfico, a nossa análise se inicia com


1 o móvel começando na posição inicial da trajetória.

c
S

So 0 Km
V = constante

So

2 Observe que movimento é progressivo!


No gráfico, o móvel parte de uma posição
1 negativa na trajetória.
Uma análise Gráfica
Os gráficos de posição x tempo

A
S
So -5 Km 0 Km 10 Km
V = constante
0
t

O carro parte de uma posição positiva e


1 retrocede até uma posição negativa!
O movimento é retrógrado e a velocidade é negativa!

b
S

-5 Km V = constante 0 Km

0
t

O gráfico mostra que o carro parte do ponto


1 inicial da trajetória e retrocede posições.
O movimento é retrógrado e a velocidade é negativa!

c
S

-10 Km -5 Km 0 Km
V = constante
0
t
So

No gráfico o carro parte de uma posição


1 negativa e continua a retroceder nas posições.
O movimento é retrógrado e a velocidade é negativa!
O movimento uniformemente variado
To = 0 s T1 = 1 s

V = 10 m/s V = 15 m/s

1 Observe que o carro varia a sua velocidade ao longo da trajetória, com o passar do tempo.

To = 0 s Δt = 1 s T1 = 1 s

V = 10 m/s V = 15 m/s

ΔV = 5 m/s

Aqui percebemos que no intervalo de 1 segundo, o carro variou a sua velocidade em 5


2 metros por segundo.

3 mas e então?

To = 0 s T1 = 1 s

a = 5 m/s2 a = 5 m/s2

O movimento é uniformemente variado porque a velocidade varia de forma igual


4 em toda a trajetória! Dado que, a aceleração é constante em todo o tempo!
EE tem
tem como
como deixar
deixar mais
mais prático?
prático?

Para isso, vamos deduzir uma equação...

ΔV V - Vo
1 aM =
Δt
=
t - to
Chamando a velocidade média (am) de (a), temos:
V - Vo
2 a= a.(t - to) = V - Vo É chamada função horária da
t - to
velocidade dado que a equação
Reescrevendo a equação, ficamos com: depende do tempo.

3 V - Vo= a.(t - to)


Com essa equação, consegui-
Se assumirmos o instante t0 = 0 s, temos: mos descobrir a velocidade
escalar em qualquer instante
do movimento.
4 V - Vo= a.t 5 V = Vo + a.t

Função horária da velocidade

Existe uma equação para o movimento uniformemente


variado que é bem útil...

Com base no gráfico, podemos fazer:


V
(base maior + base menor)
1 A= . altura
V2 Trapézio 2

V1 (V2 + V1)
2 ΔS = A = . t2 - t1
2
A
Como Vm = Δs/Δt, então podemos fazer:

0 (V2 + V1)
t1 t2 . (t2 - t1)
3 Vm = 2
t2 - t1

A área do gráfico(vxt) corre-


sponde a variação do espaço (V1 + V2) Equação da
entre dois instantes! 4 Vm =
2 velocidade
escalar média
Movimento acelerado
e retardado
Vamos analisar

T1 = 0 s T1 = 1 s T1 = 2 s

V = 30 m/s
V = 20 m/s V = 25 m/s
a = 5 m/s2
a = 5 m/s2 a = 5 m/s2

Observe que o carro está acelerando constantemente com uma aceler-


1
ação de 5m/s2, variando a sua velocidade.

O movimento é acelerado por esses dois motivos:

T1 = 0 s T1 = 1 s

V = 20 m/s V = 25 m/s
V = 20 m/s
a = 5 m/s2 a = 5 m/s2
a = 5 m/s2

a
A velocidade e a aceleração têm o B A velocidade aumenta com o passar do tempo.
mesmo sentido!

O movimento acelerado é aquele em que a velocidade aumenta com o


passar do tempo e tem o mesmo sentido da aceleração!
existe uma outra situação para analisarmos...

Vamos analisar

T1 = 0 s T1 = 1 s

a = -5 m/s2 a = -5 m/s2
V = 20 m/s V = 15 m/s

Observe que o carro está acelerando constantemente com uma aceler-


1 ação de - 5m/s2, como a aceleração é negativa, podemos dizer que ele
está freando.

O movimento é retardado por esses dois motivos:

T1 = 0 s T1 = 1 s

a = -5 m/s2 a = -5 m/s2 a = -5 m/s2


V = 20 m/s V = 20 m/s V = 15 m/s

a
A velocidade e a aceleração têm B A velocidade diminui com o passar do tempo.
sentidos contrários!

O movimento retardado é aquele em que a velocidade e aceleração


apresentam sentidos contrários e a velocidade diminui com o passar
do tempo!
uma forma de visualizar melhor as possibilidades

Velocidade aceleração movimento

progressivo
positiva positiva
acelerado

progressivo
positiva negativa retardado

retrógrado
negativa positiva retardado

retrógrado
negativa negativa
acelerado

A tabela cima ajuda encontrar o tipo de movimento que você estará


analisando porém, é importantíssimo que na sua análise você tenha
atenção quanto ao referencial adotado.
Uma análise Gráfica
Os gráficos de velocidade x tempo

A
v

V>0
vo a>0

0
t

No gráfico, o móvel tem velocidade inicial


1 positiva, crescente e diferente de zero.
Se a velocidade é crescente, a aceleração é positiva!

b
v
Repouso
V>0 V=0
a>0 a>0
t
0

No gráfico, o móvel tem velocidade inicial


1 nula, ou seja, ele parte do repouso!
A velocidade é crescente, logo a aceleração é positiva.

c
v

Início
V<0 a>0 V>0
0 a>0
t

vo

No gráfico, a velocidade inicial é negativa e


1 aumenta com o tempo.
Como a velocidade é crescente, a aceleração é positiva.
A outra situação...

A
v
vo Início
V>0 V<0
a<0 a<0

0
t

No gráfico, o móvel tem velocidade inicial


1 positiva, decrescente e diferente de zero. Como a velocidade é decrescente, a aceleração é negativa.

b
v
Repouso

V=0 V<0 a<0


0 a<0
t

No gráfico, o móvel tem velocidade inicial


1 nula, ou seja, ele parte do repouso!
Como a velocidade é decrescente, a aceleração é negativa.

c
v
0 Início
t
vo V<0 a<0 V<0
a<0

No gráfico, a velocidade inicial é negativa e


1 aumenta negativamente com o tempo.
Como a velocidade é decrescente, a aceleração é negativa.
Uma equação bem útil para deixar tudo mais prático
quando calcular o espaço...

So to s t

Vo V
aceleração aceleração

1 O carro parte da posição So com uma aceleração constante, no instante inicial to até uma
certa posição S, no instante final t.

Nada demais até aqui, mas vamos deduzir uma equação


muito importante...

Como seria o gráfico da velocidade x tempo dessa situação acima?

V Trapézio

( Vo.t + Vo.t + a.t.t)


4 ΔS =
2

Vo A ( 2Vo.t + a.t2)
5 ΔS =
2
0 to
( 2Vo.t + a.t2)
6 ΔS =
Com base no gráfico, podemos fazer: 2
(base maior + base menor)
1 A= . altura
2 ΔS =Vo. t + a.t2
7
2
( V + Vo )
2 ΔS = A = .t
2
Função horária do espaço
Se v = Vo + a.t , então podemos fazer:
A função horária do espaço é
( Vo + Vo + a .t) uma função do segundo grau!
3 ΔS = .t
2
Gráficos de espaço x tempo

Gráficos com aceleração positiva:

S S S
So So So

0 0 0
t t t
Inverte o sentido de seu Inverte o sentido de seu
movimento Inverte o sentido de seu
movimento movimento

1 Quando a aceleração é positiva, a concavidade da parábola é para cima!

Gráficos com aceleração negativa:

Inverte o sentido de seu


movimento

S S S Inverte o sentido de seu


Inverte o sentido de seu movimento
So
movimento

0 0 0
t t So t
So

2 Quando a aceleração é negativa, a concavidade da parábola é para baixo!

Nos gráficos acima, quando acontece a inversão de sentido no movimento, no exato


instante a velocidade é nula
“Tá sem tempo”? uma equação para ajudar!

So s

Vo V
aceleração aceleração

1 Na situação acima, o carro tem aceleração constante e sua velocidade varia com o tempo
porém, não temos a informação dos instantes de tempo!

Então, como podemos extrair informações nesse tipo


de situação? Vamos encontrar uma equação para isso!

Vamos agrupar os conhecimentos até aqui:


V2 - 2Vo2
1 ΔS =Vo. t + a.t2 2 V = Vo + a.t 7 S - So =
2 2a

Da equação no passo 2, isolando o ORGANIZANDO TEMOS:


instante de tempo (t) podemos obter:
8 V2 = Vo2 + 2a.ΔS
( V - Vo )
3 t=
a

Substituindo a equação do passo 3 na Equação de Torricelli


equação do passo 1, temos:
Equação normalmente utilizada,
V - Vo V - Vo 2
4 S = So + Vo + a quando não se conhece os
a 2 a instantes de tempo.

Vo . V - V o 2 (a . V2 - 2V. Vo + Vo2)
5 S - So = +
a 2a2

2Vo . V - 2Vo2 + V2 - 2V . Vo + Vo2


6 S - So =
2a
O Lançamento vertical
vamos analisar...

Veja que o movimento é


2
estritamente vertical.

g
Digamos que uma pessoa
1 solte uma bolinha de uma
certa altura...

Observe também, que a gravidade está


3
atuando em todos os instantes.
vo

g
Veja que a bolinha vai sendo acelerada pela
h 4 aceleração da gravidade, sua velocidade
varia de vo para v e por fim para 2v.
v
Então podemos dizer que o movimento vertical
5
é um movimento uniformemente variado.

Nesse caso, como a gravidade “ajuda” a bolinha


2v
a cair, é comum dizer que o seu valor é positivo.
subindo...

O contrário também pode


1 acontecer, veja que a bolinha
está sendo jogada para cima.

v
Note que, a bolinha está sendo arremessada
g
pra cima, porém está sendo desacelerada
2 pela aceleração da gravidade, sua velocidade
varia de 2v para v e depois fica igual a zero. h

O movimento continua sendo um movimento 2v


3
uniformemente variado.

Nesse caso, como a gravidade “atrapalha” a bolinha


a subir, é comum dizer que o seu valor é negativo.

Instante em que a bolinha tem


velocidade igual a zero.
O instante em que a bolinha tem velocidade
igual a zero, devido sua desaceleração, é o
Altura máxima instante em que ela atinge a altura máxima.

Como o movimento na vertical é uniformemente variado, as equações do movimento


uniformemente variado são válidas:

1 Δh = Voy. t + g.t2 2 Vy = Voy + a.t 8 Vy2 = Voy2 + 2g.Δh


2

Como o movimento é na vertical, podemos chamar o espaço(s) de altura(h) e a aceleração


é a da gravidade(g).
O Lançamento Horizontal
Digamos que temos uma bolinha sobre a vamos entender...
1
mesa...

vo

Considere que a bolinha é empurrada da


2 mesa por uma corrente de ar, adquirindo
uma velocidade horizontal.

Gravidade vo
vo
Note que em toda a trajetória, a
3 bolinha está sob ação da aceler- g voy
ação da gravidade na vertical. vy
vo

2vy
Na vertical, sua velocidade vertical
4 varia de Voy para Vy e por fim para Mas, veja que a sua velocidade
2Vy 5 horizontal é constante em toda
a trajetória.

com mais detalhes...


Se desconsideramos o movimento na horizontal
Gravidade 1 e analisarmos na vertical, a bolinha fica apenas
sob a ação da gravidade!
vo
Note que na vertical, a sua velocidade vertical(Vy)
g 2 está sempre aumentando, dada a presença da
vy aceleração da gravidade.

Então, podemos dizer que o movimento na


vertical é um movimento uniformemente
variado.
o outro lado...

Por outro lado, se desconsideramos o movimento


Gravidade 1 na vertical e analisarmos na horizontal, a bolinha
fica apenas com velocidade constante.
vo

g Então, podemos dizer que o movimento na


vy horizontal não possui aceleração, ou seja,
é um movimento uniforme.

o que podemos concluir?

O lançamento horizontal, é um movimento composto, enquanto na direçao vertical


o objeto está exclusivamente sob ação da gravidade, na direção horizontal ele tem
velocidade que é constante em todo tempo.

o movimento na horizontal:

Como o movimento na horizontal é uniforme, as equações do movimento uniforme são válidas:

1 S - So= v.t

o movimento na vertical:

Como o movimento na vertical é uniformemente variado, as equações do movimento uniforme-


mente variado são válidas:

1 Δh = Voy. t + g.t2 2 Vy = Voy + a.t 8 Vy2 = Voy2 + 2g.Δh


2

Como o movimento é na vertical, podemos chamar o espaço(s) de altura(h) e a aceleração


é a da gravidade(g).
O Lançamento oblíquo
Digamos que temos uma bolinha sendo vamos entender...
1
atirada por um canhão...

2 Note que a trajetória da bolinha, é uma parábola...

Retornando ao início...

1 No início do lançamento, a bolinha tem uma velocidade inicial V0.

v0y
v0
θ
2 Veja que a velocidade Vo, faz um ângulo
v0x qualquer θ com a horizontal.

Porém, a bolinha também tem as suas componentes


3
na vertical e na horizontal.

vy

v0y vx = v0x
v0
θ
v0x

Com a bolinha continuando a trajetória veja que a velocidade Vx


1 é igual a velocidade V0x, dado que na horizontal o movimento é
uniforme, a velocidade é constante.
vy

v0y vx = v0x g
v0
θ
v0x

Por outro lado, com a bolinha continuando a trajetória veja


1 que a velocidade Vy é diferente da velocidade V0y, dado que na
vertical o movimento é uniformemente variado, a velocidade
varia, dada à atuação da gravidade.

vy
Até chegar na altura máxima, a bolinha está
3 sendo desacelerada pela gravidade, após chegar
no ponto de altura máxima, a bolinha é acelera-
da pela gravidade, dado que começa a descer. vx = v0x g

Altura maxima

Como o movimento na vertical é um lançamento vertical,


o instante em que a bolinha tem velocidade vertical igual
2
a zero, devido sua desaceleração, é o instante em que ela
atinge a altura máxima.

o que podemos concluir?

O lançamento oblíquo, é um movimento composto, enquanto na direçao vertical o


objeto está exclusivamente sob ação da gravidade, na direção horizontal ele tem
velocidade que é constante em todo tempo, além disso o objeto inicia o seu movi-
mento formando um ângulo com a horizontal.

Todas as equações que vimos anteriormente são validas, na vertical(M.R.U.V) e na


horizontal(M.R.U).
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