Microbiologia em Ebook
Microbiologia em Ebook
TODOS
OS DIREITOS RESERVADOS.
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
Organizadora
Tânia Leiko Tanaka
Autores
Tânia Leiko Tanaka
Débora Cunha Torres
Luíza Moreira Galindo
Maria Eduarda Bergamo
Pâmela Maioli Lopes
Alessandra Bucci Cancado
Ana Clara Justo da Silva
Anderson Santana dos Reis
Meykson Junio Moura da Silva
Revisora Científica
Thais Fabiana Gameiro Lucas
2 Virologia
3 Bacteriologia
48
Débora Cunha Torres
5 Bactérias patogênicas
93
Maria Eduarda Bergamo
8 Micologia
161
Anderson Santana dos Reis
EM E-BOOK
CAPÍTULO
1
AO ESTUDO
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
CAPÍTULO 1
Introdução ao estudo da Microbiologia
1. INTRODUÇÃO À MICROBIOLOGIA
A palavra “Microbiologia” tem origem grega de: mikros = pequeno; bios = vida e logos =
ciência. Logo, a microbiologia é a ciência que vai estudar as características biológicas,
estruturais, reprodutivas, genéticas e fisiológicas de microrganismos.
Os microrganismos são seres vivos tão pequenos que não podem ser vistos à olho nú,
somente através do microscópio. Este grupo é composto por uma variedade de seres vivos que
apenas compartilham o fato de serem microscópicos. Entre os microrganismos mais comuns,
podemos citar: bactérias, vírus, fungos e protozoários. Muito embora os vírus sejam entidades
microscópicas, não são constituídos de células.
Embora a microbiologia seja pauta de assuntos atuais, principalmente em época de
pandemia, o estudo dos microrganismos acontece há muito tempo e só continua sendo possível
pelo constante avanço tecnológico. As descobertas microbiológicas surgiram entre os anos de
1632 e 1723, com os cientistas Antony Van Leeuwenhoek e Robert Hooke.
Especula-se que o primeiro cientista a observar células vivas foi Leeuwenhoek, que relata
ter observado microrganismos na sua cavidade bucal, com isso, ele foi o criador do primeiro
microscópio, como ilustrado na figura 1, para que pudesse fazer a observação dos organismos,
que os nomeou como “animálculos”.
7
CAPÍTULO 1 Microbiologia em E-book
Foram propostas algumas teorias para explicar a origem dos microrganismos que serão
descritas a seguir: a teoria da abiogênese e a teoria da biogênese.
Para que a teoria da biogênese fosse aceita, Louis Pasteur realizou os experimentos,
ilustrados na figura 2. Resumidamente: despejou caldo de carne com microrganismos em um
frasco de pescoço comprido, em seguida curvou em formato de S, para impedir contaminação
externa, ferveu o caldo por vários minutos para matar os microrganismos e não observou a
presença deles, mesmo muito tempo depois.
8
CAPÍTULO 1 Microbiologia em E-book
3. VÍRUS
Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios. São agentes infecciosos que não
possuem “maquinaria” metabólica própria e necessitam de uma célula para que possam se
reproduzir. Apesar de existir uma constante discussão acerca da classificação dos vírus serem
seres vivos ou não, eles têm capacidade de reprodução apenas no interior das células e são
susceptíveis às mutações.
São microrganismos muito pequenos, seu tamanho varia de 20–300 nm. Os vírus são
considerados acelulares, quando estão fora de células vivas eles são inertes, não possuindo
capacidade de metabolismo. Seu genoma é composto apenas por um tipo de ácido nucleico
(material genético), podem ter RNA ou DNA, diferente dos outros microrganismos, os vírus
conseguem guardar suas informações no RNA. Existem vírus que durante sua fase de replicação
podem ter o DNA e o RNA, como nos casos de retrovírus (vírus HIV) . O material genético é
envolto por um capsídeo, que são proteínas que vão envolver o material genético e tem função
de proteção e rigidez e a estrutura do capsídeo vai ser diferente para cada vírus. Podemos
observar a estrutura viral, analisando a figura 3 abaixo.
Além do capsídeo, alguns vírus também apresentam um envelope viral que é formado de
fosfolipídios, glicoproteínas e glicolipídios formados por um envoltório lipídico resultante da
membrana plasmática da célula que foi invadida.
Ou seja, enquanto o capsídeo é uma camada protetora protéica do ácido nucleico, o
envelope viral constitui uma membrana rica em lipídeos e reveste a partícula mais
externamente.
No próximo capítulo (capítulo 2), os detalhes a respeito da estrutura, multilicação viral e das
viroses, serão abordados com maiores detalhes.
9
CAPÍTULO 1 Microbiologia em E-book
4. BACTÉRIAS
As bactérias são organismos unicelulares, ou seja, compostos de uma única célula, e não
possuem núcleo definido que delimita o DNA. São células procariotas que possuem apenas o
material genético composto por cromossomo e plasmídeo (DNA extracromossomal não
obrigatório), citoplasma, ribossomos, membrana plasmática e parede celular (tem na sua
estrutura peptideoglicano, na maioria das vezes). Esses organismos também apresentam como
característica a ausência de organelas membranosas. As bactérias podem ser recobertas de
fimbrias, ou ainda podem ter flagelos.
Existem dois grandes grupos de bactérias: as que tem parede celular típica e as que não
tem. O grupo de bactérias que possuem a parede celular constituída de peptidoglicano podem
ser subdivididas em: bactérias gram-positivas e bactérias gram-negativas. Já, o grupo de
bactérias que não possuem parede celular típica são: micobactérias, micoplasma, clamídia e
riquétsias.
As bactérias gram-positivas têm sua parede celular composta de maior quantidade de
peptidoglicano e têm ácidos lipotecóicos ancorados. O ácido teicoico é exclusivo da bactéria
gram-positiva. Já as bactérias gram-negativas têm camada fina de peptidoglicano e uma
membrana externa que é formada por porinas, fosfolipideos e lipopolissacarídeos (LPS).
Sobre sua morfologia, ilustrada na figura 4 abaixo, as bactérias podem ser classificadas em:
cocos, bacilos, espirilos e vibriões. Os cocos têm sua estrutura esférica e são nomeados de
acordo com seu arranjo, ou seja, o agrupamento de dois cocos formam os diplococos; o
agrupamento de quatro cocos formam os tétrades; as sarcinas são formadas por oito cocos e
têm formato similar à um cubo; os estreptococos são agrupados em cadeia linear e os
estafilococos são bem semelhantes à um cacho de uva.
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CAPÍTULO 1 Microbiologia em E-book
5. FUNGOS
11
CAPÍTULO 1 Microbiologia em E-book
As hifas são filamentos longos e em formato cilíndrico que possuem vários núcleos, como
ilustrado na figura 6 acima. As hifas têm como função: digestão extracelular e reprodução
(sexuada e assexuada). Apesar da semelhança com as plantas, os fungos precisam se alimentar
de substâncias orgânicas e as hifas liberam substâncias que degradam os carboidratos para que
seu metabolismo seja concluído.
Mais detalhes a repeito dos fungos microscópicos poderão ser encontrados no capítulo 8.
6. PROTOZOÁRIOS
Os protozoários são unicelulares, eucariontes e heterotróficos. Têm vida livre e podem ser
encontrados em inúmeros ambientes, porém existem algumas espécies de protozoários que
necessitam de outros organismos para que possam sobreviver – parasitas. A reprodução pode
acontecer sexuada ou assexuada, sendo a assexuada a mais comum.
12
CAPÍTULO 1 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 1: Organizando conceitos
13
DICAS DE LEITURA
Acesse o livro "Microbiologia" em "Minha
Biblioteca" do Centro Univesitário São
Camilo e estude mais sobre o assunto!
Capítulo: 1
Páginas: 4 - 15
CAPÍTULO 1 Microbiologia em E-book
DICAS DE AULAS
Y!
LA
DÁ UM P
TEORIA DA MEDICINA
AULA 1: INTRODUÇÃO, HISTÓRIA E
CONCEITOS DA MICROBIOLOGIA
AULA 2: CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS
BACTÉRIAS (PARTE I E II)
HENAC ALMEIDA
AULA 3: VÍRUS - CONCEITO, REPLICAÇÃO
E REPRODUÇÃO VIRAL
PROF° GUILHERME
AULA 4: MICROBIOLOGIA, FUNGOS E
PROTISTAS
LINK DA AULAS
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4-
AULA
15
QUESTÕES
Capítulo 1: Para treinar e fixar o conteúdo!
3. Em uma visão geral da estrutura procariótica, qual das alternativas está correta?
A. As células procarióticas são células bastante complexas, são providas de carioteca onde
está armazenado seu material genético e sua membrana celular é uma camada de
peptidioglicanos.
B. A presença das mitocôndrias nas células procarióticas tem grande importância como
fonte de energia e os plasmídeos apresentam seu material genético.
C. Os flagelos presentes nas células procariontes também estão presentes nas células
eucariontes assim como o núcleo das células.
D. Somente as células eucariontes apresentam estruturas externas, membrana celular
completa.
E. As células procarióticas apresentam uma variedade de estruturas externas, membrana
celular envolvida pela parede celular composta por peptidioglicanos.
16
QUESTÕES
Capítulo 1: Para treinar e fixar o conteúdo!
A. Glicocálice
B. Flagelo
C. Parede celular
D. Plasmídeo
E. Citoplasma
"As hifas são um conjunto de células organizadas e os micélios são um conjunto de hifas."
A afirmação é:
( ) Verdadeira
( ) Falsa
RESPOST
AS:
1. C
2. E
3. E
4. D
5. V
17
Curiosidades
SAIBA MAIS!
Você sabia que o cheiro da chuva e o cheiro de terra molhada são causados por
uma bactéria?
entram em contato com a água e são disseminados através da própria chuva. As gotas
18
REFERÊNCIAS
do Capítulo
BROOKS, Geo F. et al. Microbiologia médica de Jawetz, Melnick e Adelberg. 26. ed.
Porto Alegre: AMGH, 2014.
LEVINSON, Warren. Microbiologia médica e imunologia. 13. ed. Porto Alegre: AMGH,
2016.
MADIGAN, Michael T. et al. Microbiologia de Brock. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.
TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. 12. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2017.
19
EM E-BOOK
CAPÍTULO
2
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
CAPÍTULO 2
Virologia: Propriedades gerais dos vírus
22
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
2. ESPECTRO DE HOSPEDEIROS
Ao contrário das células procarióticas e eucarióticas, nas quais o DNA é sempre o material
genético principal (o RNA tem um papel auxiliar), os vírus podem possuir tanto DNA como RNA,
mas ambos são raramente encontrados. O ácido nucleico dos vírus pode ser de fita simples ou
dupla. Assim, existem vírus que apresentam o familiar DNA de dupla-fita, DNA de fita simples,
RNA de dupla-fita e RNA de fita simples. Dependendo do vírus, o ácido nucleico pode ser linear
ou circular. Em alguns vírus (como o vírus da gripe), o ácido nucleico é segmentado (TORTORA;
FUNKE; CASE, 2017).
3.2 Capsídeo
3.3 Envelope
Em alguns vírus, o capsídeo é envolto por um envelope, que geralmente consiste em uma
combinação de lipídeos, proteínas e carboidratos (TORTORA; FUNKE; CASE, 2017). O envelope
viral é adquirido à medida que o vírus deixa a célula, em um processo denominado
“brotamento” (LEVINSON, 2016).
23
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
24
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
Vírus helicoidais
Os vírus helicoidais assemelham-se a longos bastonetes que podem ser rígidos ou flexíveis.
O ácido nucleico viral é encontrado no interior de um capsídeo oco e cilíndrico que possui uma
estrutura helicoidal. Os vírus que causam raiva e a febre hemorrágica Ebola são helicoidais
(TORTORA; FUNKE; CASE, 2017).
25
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
Vírus poliédricos
Muitos vírus animais, vegetais e bacterianos são poliédricos, isto é, têm muitas faces. O
capsídeo da maioria dos vírus poliédricos tem a forma de um icosaedro, um poliedro regular
com 20 faces triangulares e 12 vértices (TORTORA; FUNKE; CASE, 2017), de morfologia
ligeiramente esférica (MADIGAN et al. 2016). Os capsômeros de cada face formam um
triângulo equilátero (TORTORA; FUNKE; CASE, 2017).
Figura 4. Morfologia de um vírus poliédrico não envelopado (Fonte: TORTORA; FUNKE; CASE, 2017).
26
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
Vírus envelopados
Figura 5. Morfologia de um vírus helicoidal envelopado (Fonte: TORTORA; FUNKE; CASE, 2017).
Vírus complexos
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CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
4. MULTIPLICAÇÃO VIRAL
Os vírus animais diferem dos fagos no seu mecanismo de penetração na célula hospedeira.
Além disso, uma vez dentro da célula, a síntese e a montagem de novos componentes virais são
ligeiramente diferentes, em parte devido às diferenças entre as células procarióticas e
eucarióticas. Os vírus animais têm determinados tipos de enzimas não encontrados nos fagos.
Finalmente, os vírus animais e os fagos diferem quanto aos mecanismos de maturação e
liberação, e quanto aos efeitos de sua multiplicação na célula hospedeira (TORTORA; FUNKE;
CASE, 2017). Vamos iniciar o estudo a partir da multiplicação de vírus animais e, posteriormente,
abordaremos o ciclo lítico e lisogênico dos bacteriógafos.
28
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
Em geral, os vírus de DNA replicam seu genoma no núcleo da célula hospedeira, usando
enzimas virais, e sintetizam as proteínas do capsídeo e outras proteínas no citoplasma, usando
enzimas do hospedeiro. As proteínas migram, então, para o núcleo e são reunidas ao DNA
recém-sintetizado para formar os novos vírions. Os vírions são transportados pelo retículo
endoplasmático para a membrana da célula hospedeira e são liberados (TORTORA; FUNKE;
CASE, 2017).
Os vírus de RNA multiplicam-se essencialmente da mesma forma que os vírus de DNA, com
exceção de que os vírus de RNA se multiplicam no citoplasma da célula hospedeira. Diversos
mecanismos distintos de produção de mRNA são observados entre os diferentes grupos de
vírus de RNA. As principais diferenças entre os processos de multiplicação residem na forma
como o mRNA e o RNA viral são produzidos (TORTORA; FUNKE; CASE, 2017).
Estes vírus têm uma RNA-polimerase dependente de RNA. Essa enzima não é codificada em
nenhum genoma celular. Os genes virais induzem a produção dessa enzima pela célula
hospedeira. Essa enzima catalisa a síntese de outra fita de RNA, complementar à sequência de
bases da fita infecciosa original. Assim que o RNA e as proteínas virais são sintetizados, ocorre a
maturação (TORTORA; FUNKE; CASE, 2017).
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CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
30
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
Figura 9. O ciclo lítico de um bacteriófago T-par (Fonte: TORTORA; FUNKE; CASE, 2017).
31
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
Alguns vírus não causam a lise e a morte da célula hospedeira quando se multiplicam. Esses
fagos lisogênicos (também denominados fagos temperados) podem induzir um ciclo lítico, mas
também são capazes de incorporar seu DNA ao DNA da célula hospedeira para iniciar um ciclo
lisogênico. Na lisogenia, o fago permanece latente (inativo). As células bacterianas hospedeiras
são conhecidas como células lisogênicas (TORTORA; FUNKE; CASE, 2017). Observe, na figura 10,
as principais diferenças entre o ciclo lítico e o ciclo lisogênico.
Tabela 1. Comparação entre a multiplicação viral dos bacteriófagos e dos vírus animais
(Fonte:TORTORA; FUNKE; CASE, 2017).
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CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
5.1 Papilomavírus
Esses vírus assemelham-se aos poliomavírus em alguns aspectos, mas possuem genoma e
tamanho grandes. Existem muitos genótipos de papilomavírus humanos, também conhecidos
como vírus das "verrugas"; certos tipos são agentes causadores de cânceres genitais em seres
humanos (BROOKS et al., 2014).
5.2 Adenovírus
Vírus de tamanho médio (70 a 90 nm), sem envelope, que exibem simetria cúbica. O
genoma consiste em DNA de fita dupla linear. Pelo menos 51 tipos de adenovírus infectam os
seres humanos, particularmente as mucosas. Certos adenovírus provocam doenças
respiratórias agudas, conjuntivite e gastroenterite (BROOKS et al., 2014).
5.3 Hepadnavírus
São vírus pequenos (40 a 48 nm) que contêm moléculas de DNA de fita dupla circular. O
vírus consiste em um cerne de nucleocapsídeo icosaédrico em um envelope estreitamente
aderente que contém lipídeos. Os hepadnavírus causam hepatites aguda e crônica; as infecções
persistentes estão associadas ao elevado risco de desenvolvimento de câncer hepático, nos
casos de hepatite B (BROOKS et al., 2014).
5.4 Herpes-vírus
Trata-se de uma grande família de vírus com diâmetro de 150 a 200 nm. Nucleocapsídeo
com simetria cúbica, sendo circundado por um envelope que contém lipídeo. O genoma
consiste em DNA de fita dupla linear. Os herpes-vírus humanos abrangem os herpes-vírus
simples tipos 1 e 2 (lesões orais e genitais), vírus varicela-zóster (herpes-zóster e varicela),
citomegalovírus, vírus Epstein-Barr (mononucleose infecciosa e associação com neoplasias
humanas), bem como os herpes-vírus humanos 6 e 7 (linfotrópico T), além do herpes-vírus
humano 8 (associado ao sarcoma de Kaposi) (BROOKS et al., 2014).
5.5 Poxvírus
33
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
6.1 Picornavírus
Pequenos vírus (28 a 30 nm), resistentes ao éter, que exibem simetria cúbica. O genoma de
RNA é de fita simples. Os grupos que infectam os seres humanos são os enterovírus (poliovírus,
vírus Coxackie, vírus Echo e o rinovírus [com mais de 100 sorotipos que causam o resfriado
comum]) e os hepatovírus (vírus da hepatite A) (BROOKS et al., 2014).
6.2 Herpes-vírus
As partículas são pequenas (27 a 34 mm) e resistentes ao éter. O genoma é de fita simples,
formado por RNA. O vírus da hepatite E humana pertence a este grupo (BROOKS et al., 2014).
6.4 Retrovírus
Vírus com envelope e esféricos (80 a 110 nm de diâmetro) cujo genoma contém duas cópias
de RNA de fita simples linear. As partículas virais contêm um nucleocapsídeo helicoidal dentro
de um capsídeo icosaédrico. Os vírus da leucemia e do sarcoma de animais e seres humanos
estão incluídos nesse grupo. Os retrovírus causam a síndrome da imunodeficiência adquirida
(AIDS) (BROOKS et al., 2014).
6.5 Coronavírus
Brooks et al. (2014), em conformidade com Rabaan et al. (2020), citam que os coronavírus
se caracterizam como partículas com envelope externo de 120 a 160 nm, contendo um
genoma não segmentado de RNA de fita simples e positiva, possuindo os maiores genomas de
RNA (27 a 32 kb) entre os vírus de RNA. O envelope viral é derivado da célula hospedeira e
tem picos de glicoproteína.
34
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
[Link]
fielmente-precisa-do-virus-sars-cov-2/
[Link]
35
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
7. PRINCIPAIS VIROSES
7.1 AIDS
A AIDS é uma doença causada por retrovírus da família Lentiviridae (HIV-1 e HIV-2), que
evolui para uma grave disfunção do sistema imunológico à medida que vão sendo destruídos os
linfócitos T CD4+, uma das principais células-alvo do vírus. É transmitida por via sexual (esperma
e secreção vaginal); pelo sangue (via parenteral e vertical); e pelo leite materno, elucida Brasil
(2010).
7.2 COVID-19
7.3 Dengue
Doença infecciosa febril aguda, que pode ser de curso benigno ou grave, dependendo da
forma como se apresente, sendo que os vetores são mosquitos do gênero Aedes. O vírus da
Dengue é Arbovírus do gênero Flavivirus, pertencente à família Flaviviridae, descreve Brasil
(2010).
7.4 Hepatites
Brasil (2010) descreve-a como doença viral com infecções assintomáticas ou sintomáticas
(até formas fulminantes, raras). As Hepatites sintomáticas são caracterizadas por mal-estar,
cefaleia, febre baixa, anorexia, fadiga, náuseas, vômitos e desconforto no hipocôndrio direito,
sendo que a icterícia é encontrada entre 18% e 26% dos casos de Hepatite Aguda. Está
relacionado ao vírus da Hepatite A (família Picornaviridae), B (família Hepadnaviridae), C (família
Flaviviridae), D (família Deltaviridae) e E (família Caliciviridae).
7.5 Herpes
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CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
7.6 Influenza
Conforme Brasil (2010), Influenza ou gripe é uma infecção viral aguda do trato respiratório.
Apresenta-se com início abrupto com febre, mialgia e tosse seca. Está relacionada ao vírus
Influenza, da família Orthomyxoviridae. A transmissão é direta, por meio de gotículas expelidas
pelo indivíduo infectado, ou de modo indireto, por meio do contato com as secreções do
doente.
Doença viral que, com maior frequência, manifesta-se como infecção subclínica nos genitais
de homens e mulheres. As lesões podem ser múltiplas, localizadas ou difusas, e de tamanho
variável. Está relacionado ao Papilomavírus humano (HPV), da família do Papovavirus (BRASIL,
2010).
37
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 2: Organizando conceitos
38
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 2: Organizando conceitos
Ácido Nucleico
Os vírus podem possuir tanto DNA como RNA, mas
nunca ambos. O ácido nucleico pode ser de fita
simples ou dupla. Assim, existem vírus que
apresentam o familiar DNA de dupla-fita, DNA de
fita simples, RNA de dupla-fita e RNA de fita
simples.
Vírus helicoidal
Vírus envelopado
Capsídeo
O ácido nucleico de um vírus é protegido por um
(TORTORA; FUNKE; CASE, 2017) revestimento proteico, chamado de capsídeo. Os
vírus podem ser classificados em vários tipos
morfológicos diferentes, com base na arquitetura do
capsídeo.
(MADIGAN et al, 2016)
Vírus poliédrico
Vírus complexo
Nucleocapsídeo
A estrutura composta pelo ácido nucleico e pelas
(TORTORA; FUNKE; CASE, 2017) proteínas do capsídeo é denominada
nucleocapsídeo.
39
CAPÍTULO 2 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 2: Organizando conceitos
40
DICAS DE LEITURA
Acesse esses livros em "Minha Biblioteca"
do Centro Universitário São Camilo e
estude mais sobre o assunto!
Capítulo: 13
Capítulo: 10
Capítulos: 29 e 30
DICAS DE AULAS
Em plataformas de universidades públicas Y!
LA
DÁ UM P
USP
CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS
VÍRUS (VIDEOAULA: USP)
[Link]
idItem=14239
USP
CORONAVÍRUS E OS ALIMENTOS
(VÍDEO INFORMATIVO: USP)
[Link]
videos/pos-no-combate-ao-covid-19/185-
coronavirus-e-os-alimentos
d a aula
e o link
ie e col
e g a dor!
Cop v
se u na
no
43
QUESTÕES
Capítulo 2: Para treinar e fixar o conteúdo!
1. O processo de multiplicação viral pode ser dividido em cinco principais etapas. Descreva os
eventos associados a cada uma dessas etapas.
4. Por que determinados vírus devem ser desnudados logo após a penetração na célula
hospedeira, enquanto outros não necessitam passar por esse processo?
5. (LEVINSON, 2016) - Cada uma das afirmações a seguir, referentes aos vírus, está correta, à
EXCEÇÃO de:
6. (LEVINSON, 2016) - Os vírus são parasitas intracelulares obrigatórios. Cada uma das
afirmações a seguir, referentes a este fato, está correta, à EXCEÇÃO de:
(A) Os vírus não são capazes de gerar energia fora das células.
(B) Os vírus não são capazes de sintetizar proteínas fora das células.
(C) Os vírus devem degradar o DNA da célula hospedeira a fim de obterem nucleotídeos.
(D) Vírus envelopados requerem membranas de células hospedeiras a fim de obterem seus
envelopes.
44
QUESTÕES
Capítulo 2: Para treinar e fixar o conteúdo!
7. (BROOKS et al., 2014) - Qual das seguintes afirmativas sobre a morfologia viral é verdadeira?
8. (BROOKS et al., 2014) - Os arbovírus são classificados em diferentes famílias virais baseados
na seguinte característica:
RESPOST
AS:
5. D
6. C
7. D
8. C
45
Curiosidades
SAIBA MAIS!
Aprovado em 2015 pelo FDA, órgão americano responsável pelo controle de alimentos e
medicamentos, o talimogene laherparepvec (TVEC) é um vírus oncolítico, que pode ser usado
para tratar melanomas que não podem ser removidos cirurgicamente (FOOD AND DRUG
ADMINISTRATION, 2015; EUROPEAN MEDICINES AGENCY, 2016). Considerado um tipo de
terapia genética, é proveniente de um vírus herpes simplex de tipo 1 (HSV-1) atenuado,
conhecido como herpes labial, descrevem European Medicines Agency (2016) e Conry et
al. (2018).
46
REFERÊNCIAS do Capítulo
47
3
CAPÍTU
LO
EM E-BOOK
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
CAPÍTULO 3
Bacteriologia
1. INTRODUÇÃO A BACTERIOLOGIA
De acordo com Tortora (2017), as bactérias são organismos unicelulares (compostos por
uma única célula), cujo material genético não possui uma membrana nuclear, sendo assim
chamados de procariotos.
Características importantes
Estrutura Celular
Mecanismo de Replicação
50
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Outras características gerais das bactérias, seriam a apresentação de sua parede celular,
estes organismos apresentam uma parede celular rígida que contém ”peptideoglicano” (PPG),
um polímero de aminoácido e açúcares complexos, um componente estrutural exclusivo desses
microrganismos (LEVINSON, 2014).
51
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Logo abaixo podemos analisar as diferenças, ilustradas com maiores detalhes, entre
as células procariontes e eucariontes:
As bactérias podem se diferenciar entre si, por muitos fatores, como por exemplo sua
morfologia (formato), composição química, tipo de nutrição, fontes de energia, atividades
bioquímicas entre outros (TORTORA, 2017).
52
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Muitas vezes, essas características do grupo são úteis na identificação de certos cocos.
Com relação ao grupo dos bacilos, estes, podem se dividir somente ao longo de seu eixo;
portanto, existe um menor número de agrupamentos de bacilos que o grupo de cocos
(TORTORA, 2017).
Conforme o mesmo autor, a maioria dos bacilos se apresenta como bastonetes simples,
chamados de bacilo único, simples ou isolado. Contudo ainda podem apresentar arranjos, tais
como os abaixo mencionados e ilustrados na figura 2.
53
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
54
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Glicocálice
De acordo com Tortora (2017), muitas bactérias secretam na sua superfície uma substância
que compõe o glicocálice (que significa revestimento de açúcar) que envolvem as células.
O glicocálice bacteriano é um polímero viscoso e gelatinoso que está situado externamente
à parede celular e é composto por polissacarídeo, polipeptídeo ou ambos. Sua composição
química varia amplamente entre as espécies. Em grande parte, ele é produzido dentro da célula
e secretado para a superfície celular. Se a substância é organizada e está firmemente aderida à
parede celular, o glicocálice é descrito como cápsula (TORTORA, 2017). Uma das funções do
glicocálice é proteger a célula contra a desidratação, e sua viscosidade pode inibir o movimento
dos nutrientes para fora da célula, outras funções ligadas a essa estrutura serão explicadas a
seguir quando esta será descrita como cápsula (TORTORA, 2017).
Cápsula
A cápsula é uma camada gelatinosa que reveste toda a bactéria. É composta por
polissacarídeos, os açúcares que compõem os polissacarídeos variam de uma espécie
bacteriana para a outra e, frequentemente, determinam o tipo sorológico de uma espécie
(LEVINSON, 2014). De acordo com Levinson (2014), a cápsula é importante por quatro razões
principais:
(1) É um determinante da virulência de diversas bactérias, uma vez que limita a capacidade de
fagócitos engolfarem as bactérias. Cargas negativas no polissacarídeo capsular repelem a
membrana celular negativamente carregada do neutrófilo e evitam que ele engolfe a bactéria.
(2) A identificação específica de uma bactéria pode ser realizada pelo uso de um antissoro
contra o polissacarídeo capsular.
(3) Os polissacarídeos capsulares são utilizados como antígenos em determinadas vacinas, uma
vez que são capazes de induzir a formação de anticorpos protetores.
(4) A cápsula pode desempenhar um papel na adesão das bactérias aos tecidos humanos, que
consiste em uma etapa inicial importante da infecção.
55
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Flagelos
Algumas células procarióticas possuem flagelos, que são longos apêndices filamentosos que
realizam a propulsão da bactéria (TORTORA, 2017).
De acordo com o mesmo autor, ainda há algumas bactérias que não possuem
flagelos, estas, são chamadas de atríquias (sem projeções). Além disso, os flagelos
encontrados nas células procarióticas, ainda possuem uma classificação quanto a sua
distribuição sendo chamado de:
56
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Figura 6 - Propulsão gerada pelo flagelo – Movimento ondulante (Fonte: TORTORA, 2017).
Filamentos axiais
Fímbrias e pili
57
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Fímbrias: Podem ocorrer nos polos da célula bacteriana ou podem estar homogeneamente
distribuídas em toda a superfície da célula. Elas podem variar em número e possuem uma
tendência a se aderirem umas às outras e às superfícies. Por isso, elas estão envolvidas na
formação de biofilmes e outros agregados na superfície de líquidos, vidros e pedras. As fímbrias
também auxiliam na adesão da bactéria às superfícies epiteliais do corpo (TORTORA, 2017). A
seguir uma representação figurativa da fímbria de uma bactéria:
Pili: Os pili (singular: pilus) normalmente são mais longos que as fímbrias, e há apenas um ou
dois por célula. Os pili estão envolvidos na motilidade celular e na transferência de DNA. Em
um tipo de motilidade, chamada de motilidade pulsante, onde faz contato com uma superfície
ou com outra célula e, então, se retrai (força de deslocamento) produzindo movimentos
curtos, abruptos e intermitentes. O outro tipo de motilidade associada aos pili é a motilidade
por deslizamento, a motilidade por deslizamento fornece uma maneira para os micróbios
viajarem nos ambientes com baixo conteúdo de água, como os biofilmes e o solo (TORTORA,
2017).
Uma das funções dos pili está na facilitação da transferência de DNA entre as bactérias,
em um processo chamado de conjugação. Esses pili são chamados de pili de conjugação
(sexuais), que serão explicados mais adiante (TORTORA, 2017).
Parede celular
Segundo o mesmo autor, a parede celular da célula bacteriana é uma estrutura complexa
e semirrígida que circunda a membrana plasmática (citoplasmática) e a protege, bem como ao
interior da célula, de alterações adversas no meio externo (TORTORA, 2017). A principal função
da parede celular é prevenir a ruptura das células bacterianas quando a pressão da água
dentro da célula é maior que fora dela. Ela também ajuda a manter a forma de uma bactéria e
serve como ponto de ancoragem para os flagelos. À medida que o volume de uma célula
bacteriana aumenta, sua membrana plasmática e parede celular se estendem, conforme
necessário (TORTORA, 2017).
A parede celular também pode contribuir para a capacidade de algumas espécies causarem
doenças como Pneumococcus, Staphylococcus, Enterococcus, entre outros.
58
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Além disso, pode ser o local de ação de alguns antibióticos, como a penicilina. A
composição química da parede celular é usada para diferenciar os principais grupos de
bactérias (TORTORA, 2017).
Composição e características
Figura 9. Esquema da parede celular de bactérias gram-negativas e gram-positivas (Fonte: TORTORA, 2017) .
De acordo com Tortora (2017), a coloração de Gram foi desenvolvida em 1884 pelo
bacteriologista dinamarquês Hans Christian Gram. Ela é um dos procedimentos de coloração
mais úteis, pois classifica as bactérias em dois grandes grupos: gram-positivas e gram-negativas
como observado na figura anterior (figura 10).
59
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
60
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Membrana plasmática
Figura 12. Estrutura da membrana plasmática de uma bactéria (Fonte: TORTORA, 2017).
A principal função desta estrutura está na seleção de entrada e saída de matérias da célula
procariótica, ou seja, ela atua como uma barreira e indica que determinadas moléculas e íons
consigam atravessar a membrana, a conhecida “permeabilidade seletiva” (TORTORA, 2017).
Citoplasma
Em conformidade com Tortora (2017), para uma célula procariótica, o citoplasma refere-se
à substância celular localizada no interior da membrana plasmática, sendo que sua composição
é formada por cerca de 80% de água, contendo, principalmente, proteínas (enzimas),
carboidratos, lipídeos, íons inorgânicos e muitos compostos de baixo peso molecular.
O citoplasma é espesso, aquoso, semitransparente e elástico. As principais estruturas do
citoplasma dos procariotos são: um nucleoide (contendo DNA), as partículas, denominadas
ribossomos, e os depósitos de reserva, denominados inclusões. O termo citoesqueleto é um
nome coletivo para uma série de fibras (pequenas vias e cilindros) no citoplasma (TORTORA,
2017). O citoesqueleto procariótico atua na divisão celular, mantendo a forma da célula, no
crescimento, na movimentação do DNA, no direcionamento de proteínas e no alinhamento de
estruturas internas (TORTORA, 2017).
61
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Nucleoide
O nucleoide de uma célula bacteriana carrega toda a informação genética da célula, além
de informações necessárias para as estruturas e funções celulares. É composto por uma única
molécula longa e contínua de DNA de dupla-fita denominado cromossomo bacteriano, fixado à
membrana plasmática e ao contrário dos cromossomos de células eucarióticas, os procarióticos
não são circundados por um envelope nuclear (TORTORA, 2017).
O nucleoide pode ser esférico, alongado ou em forma de halteres. Em bactérias em
crescimento ativo, cerca de 20% do volume celular é preenchido pelo DNA, uma vez que essas
células pré-sintetizam o DNA para as células futuras (TORTORA, 2017).
Ribossomos
Plasmídeos
(1) Plasmídeos transmissíveis: podem ser transferidos de uma célula a outra por conjugação.
(2) Plasmídeos não transmissíveis: uma vez que não contêm genes de transferência,
frequentemente estão presentes em muitas cópias (10 a 60) por célula.
Endósporos
62
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
De acordo com Levinson (2014), as bactérias reproduzem-se por fissão binária, durante
esse processo a célula parental divide-se, e origina duas células-filhas, sendo assim, realizam um
crescimento exponencial (crescimento logarítmico). O conceito de crescimento exponencial é
ilustrado logo abaixo:
63
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
(3) A fase estacionária ocorre quando a depleção de nutrientes ou os produtos tóxicos causam
uma diminuição no crescimento até que o número de células novas produzidas se equilibra
com o número de células que morrem, resultando em um estado de equilíbrio. Apenas as
células cultivadas em um aparato especial, denominado quimiostato, no qual nutrientes frescos
são adicionados continuamente, podem permanecer na fase log e não entram na fase
estacionária.
(4) A fase final corresponde à fase de morte, caracterizada por um declínio no número de
bactérias viáveis.
Transformação
64
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Conjugação em bactérias
Outro mecanismo pelo qual o material genético é transferido de uma bactéria para outra é
denominado conjugação. A conjugação é mediada por um tipo de plasmídeo, um fragmento
circular de DNA que se replica de modo independente do cromossomo da célula.
Entretanto, os plasmídeos diferem dos cromossomos bacterianos, pois os genes que eles
transportam, normalmente, não são essenciais para o crescimento da célula sob condições
normais (TORTORA, 2017).
Nesse processo, o pilus de conjugação de uma bactéria, chamada de célula F+ ou doadora,
conecta-se ao receptor na superfície de outra bactéria de sua própria espécie ou de espécies
diferentes. As duas células estabelecem contato físico, e o DNA da célula F é transferido para a
outra célula. O DNA compartilhado pode adicionar uma nova função à célula receptora, como a
resistência a um antibiótico ou a habilidade de degradar o seu meio com mais eficiência
(TORTORA, 2017).
65
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
Transdução
66
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 3: Organizando conceitos
Estrutura complexa e
semirrígida que circunda a Gram-negativo
Flagelos membrana plasmática e a
protege, bem como ao
Cápsula
Longos apêndices interior da célula de
filamentosos que alterações adversas do Camada gelatinosa que reveste
meio externo Gram-positivo toda a bactéria. É composta
realizam a propulsão
da bactéria por polissacarídeos e
determinam o tipo sorológico
Parede celular de uma espécie.
Pilina
Estruturas externas
Pili a parede da bacteria Filamentos axiais
Plasmídeo Nucleoide -
Possuem a função
de sintetizar Cromossomo
Moléculas de DNA de proteínas para a
fita dupla, circulares e célula Estrutura que carrega toda
extracromossomais, informação genética da célula,
capazes de replicar-se além de informações necessárias
independente do para as estruturas e funções
cromossomo celulares.
bacteriano. Ribossomos
- Não são circundados por
envelope nuclear
Citoplasma
Estruturas internas a
Substância celular localizada
parede da bacteria
no interior da membrana
plasmática, formado por água,
proteínas, carboidratos,
lipídeos, íons entre outros
Endósporo
Membrana
Citoesqueleto plasmática São células bacterianas
desidratadas, altamente
duráveis com paredes
Membrana situada no espessas, produzidas pelas
Série de fibras localizadas dentro interior da parede celular, próprias células com o
do citoplasma, atua na divisão constituída por fosfolipídeos objetivo de sobreviver a
celular, no crescimento, na e proteínas cuja função está temperaturas extremas,
movimentação do DNA, no na seleção de materiais da falta de água, exposição a
direcionamento de proteínas e célula (permeabilidade muitas substâncias
alinhamento das organelas seletiva) e revestimento químicas tóxicas e radiação.
67
CAPÍTULO 3 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 3: Organizando conceitos
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68
DICAS DE LEITURA
Acesse o livro "Microbiologia" em "Minha
Biblioteca" do Centro Universitário São
Camilo e estude mais sobre o assunto!
Capítulos: 3, 4 e 8.
DICAS DE AULAS
Em plataformas de universidades públicas Y!
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DÁ UM P
LABXCHANGE
STRUCTURE AND REPLICATION OF
BACTERIAL CELLS
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d a aula
e o link
ie e col
e g a dor!
Cop v
se u na
no
70
QUESTÕES
Capítulo 3: Para treinar e fixar o conteúdo!
71
QUESTÕES
Capítulo 3: Para treinar e fixar o conteúdo!
5. O Vibrio cholerae, também chamado de vibrião colérico, é a bactéria causadora da cólera. O
termo vibrião indica uma classificação dessa bactéria com base no seu formato. Analise as
alternativas e marque aquela que indica o formato de um vibrião.
a) Formato esférico.
b) Formato oval.
c) Formato de vírgula.
d) Formato cilíndrico.
e) Formato espiral
a) Nucleoide
b) Plasmídeo
c) Peptideoglicano
d) Pilus
e) Lipídeo
7. A figura a seguir demonstra uma curva de crescimento bacteriano, dividida em fases: a,b,c,e d.
Qual a denominação da fase indicada pela letra B?
a) Fase log
b) Fase lag Respost
as:
c) Fase da morte 1- C
d) Fase estacionária 2- A
3- C
4- D
5- C
6- D
7- A
72
Curiosidades
SAIBA MAIS!
O oficial médico inglês, Alexander Fleming, voltou da Primeira Guerra Mundial com um
sonho: pesquisar uma forma de reduzir o sofrimento dos soldados que tinham suas feridas
infectadas, impondo dor e, por tantas vezes, um processo ainda mais acelerado em direção à
morte. De volta ao St. Mary´s Hospital, em Londres, em 1928, dedicou-se a estudar a bactéria
Staphylococcus aureus, responsável pelos abscessos em feridas abertas provocadas por armas
de fogo. Estudou tão intensamente que, um dia, exausto, resolveu se dar de presente alguns
dias de férias. Saiu, deixando os recipientes de vidro do laboratório, com as culturas da bactéria,
sem supervisão. Esse desleixo fez com que, ao retornar, encontrasse um dos vidros sem tampa
e com a cultura exposta e contaminada com o mofo da própria atmosfera. Estava prestes a
jogar todo o material fora quando, ao olhar no interior do vidro, percebeu que onde tinha se
formado bolor, não havia Staphylococcus em atividade.
Concluiu que o mofo, oriundo do fungo Penicillium, agia secretando uma substância que
destruía a bactéria. Ainda que, por acaso, estava descoberto o primeiro antibiótico natural – a
penicilina – que é para tantos cientistas uma das mais importantes descobertas da história
humana. Para eles, a medicina só se tornou ciência verdadeira a partir dos antibióticos. Antes
deles, era um bom exercício para o diagnóstico das enfermidades infecciosas. Quanto ao
tratamento e à cura, só a interpretação religiosa podia compreender ou ajudar. Com a
descoberta de Alexander Fleming, abriam-se as portas de um novo mundo, com o surgimento
de uma grande indústria que passou a se dedicar à produção de penicilina e outros antibióticos
responsáveis pela possibilidade de vida com qualidade para pessoas que sofriam de
tuberculose, pneumonia, meningite, sífilis, entre outras infecções.
73
REFERÊNCIAS
do Capítulo
Microbiologia médica - 6. ed. / 2009. MURRAY, Patrick R.; ROSENTHAL, Ken S.; PFALLER, Michael
A. Microbiologia medica.
MOLINARO, Etelcia Moraes; CAPUTO, Luzia Fátima Gonçalves; AMENDOEIRA, Maria Regina Reis
(Org). Conceitos e Métodos para a Formação de Profissionais em Laboratórios de Saúde, v. 4.
Rio de Janeiro: EPSJV, IOC, 2009.
Imagem: MURRAY, Patrick R.; ROSENTHAL, Ken S.; PFALLER, Michael A.. Microbiologia Médica. 8
ed. Rio De Janeiro: Editora Elsevier Ltda, 2014.
TORTORA, Gerard J.; FUNKE, Berdell R.; CASE, Christine L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre:
Artmed, 2017. 935 p
74
4
CAPÍTU
LO
EM E-BOOK
NORMAL DO
CORPO HUMANO
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
CAPÍTULO 4
Microbiota normal do corpo humano
1. MICROBIOTA NORMAL
2. LOCALIZAÇÃO DA MICROBIOTA
Nos seres humanos a microbiota se distribui entre as partes do corpo que se comunicam
com o meio externo, como por exemplo, a pele e as mucosas, como ilustrado na figura 1. A sua
colonização ocorre em diferentes fases da vida de forma heterogênea. O tipo de exposição e os
primeiros contatos do bebê com o mundo nos primeiros anos de vida são cruciais para
determinar quais microrganismos colonizarão seu corpo (TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
77
CAPÍTULO 4 Microbiologia em E-book
Há uma grande variedade de micróbios em cada segmento corporal e cada qual tem sua
própria diversidade de espécies. Começando pela pele, ilustada na figura 2, se tem uma
microbiota residente bem estabelecida e mais concentrada na região das axilas e períneo. A
colonização de cada sítio anatômico da pele é condicionada pelos fatores limitantes de
temperatura, disponibilidade de nutrientes e umidade, que permitem e selecionam a
sobrevivência bacteriana. Sua população inclui principalmente bactérias gram-positivas aeróbias
obrigatórias como Micrococcus, aeróbias facultativas como Sthaphylococcus e anaeróbias
restritas como Propionibacterium. Os Sthaphylococcus aureus estão presentes em altos níveis na
região da vulva em mulheres férteis. A região do ouvido externo e médio tem uma colonização
bem semelhante a microbiota da pele (TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
Já, as fossas nasais, são predominantemente colonizadas por Sthaphylococcus e
Corynebacterium. Na faringe e tranqueia encontra-se Streptococcus, Neisseria, entre outros. Os
bronquíolos são estéreis (TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
78
CAPÍTULO 4 Microbiologia em E-book
O trato genital feminino tem uma microbiota variável que se modifica conforme a idade,
pH, secreção hormonal, ciclo menstrual, atividade sexual, uso de medicamentos e
anticoncepcional. Após o nascimento da criança do sexo feminino, decorrente aos níveis
aumentados de estrógeno, há proliferação e colonização de Lactobacillus em sua genital, que
serão dominantes pelos próximos seis meses da recém-nascida. Esse gênero de bactérias é
importante em mulheres saudáveis, pois fazem a manutenção do equilíbrio da microbiota dessa
região através da fermentação do glicogênio presente na vagina, diminuindo o pH local e
desfavorecendo a proliferação de bactérias que vivem com o pH neutro. Durante a premenarca
e menopausa o pH vaginal aumenta e a população de Lactobacillus diminui, coexistindo com
Corynebacterium, Sthaphylococcus e Escherichia. No trato genital masculino se encontram na
uretra Staphylococcus epidermidis, Corynebacterium, Streptococcus e E. coli (TRABULSI e
ALTERTHUM, 2017).
Já na cavidade bucal, por ser uma região em constante contato com várias populações do
meio externo, a microbiota é muito diversificada. Estima-se encontrar mais de 700 espécies de
bactérias nessa região, e seu tipo é de grande importância para a medicina e odontologia, já que
algumas doenças como actinomicoses, periodontites e endocardites, são causadas por
componentes da microbiota bucal (TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
No caso da microbiota gastrointestinal, dispõe o maior número de diversidade e coleções
bacterianas de todo o corpo humano. As bactérias podem ser encontradas ao longo de todo o
trato gastrointestinal (TGI), porém o local onde residem a maior concentração dessas bactérias é
no colón e no ceco, regiões do intestino grosso. A composição da população desse sistema é
amplamente variada sendo de ordem de 1 a 10 bilhões de UFC/ml no conteúdo intestinal, e
estima-se ter por volta de mais de 700 espécies diferentes de microrganismos, sendo a grande
maioria bactérias (TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
O estômago é uma região do TGI que apresenta pH baixo em adultos saudáveis, essa
característica limita a proliferação bacteriana a mil UFC/ml de suco gástrico. Nesse local
encontram-se Streptococcus, Lactobacillus e Candida albicans. Porém há também uma
grande parcela de indivíduos que são colonizados pelo Helicobacter pylori, responsável
por causar infecção bacteriana crônica no estômago e duodeno e aumentar o risco de úlceras e
câncer, por esse motivo ainda é discutido se deve considerá-la como um membro da microbiota
estomacal ou não (TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
Figura 3: Representantes da microbiota normal em diferentes regiões do corpo, em (a) no epitélio nasal,
em (b) no estômago e em (c) no intestino delgado (Fonte: TORTORA, 2017).
79
CAPÍTULO 4 Microbiologia em E-book
Já o duodeno é composto por uma microbiota muito semelhante a que está presente no
estômago e jejuno. Nessa região tem-se uma ordem de 100.000 a 10.000.000 UFC/ml, e seus
principais membros são Streptococcus, Lactobacillus, Haemophilus, Veillonella, Bacteroides,
Corynebacterium e Actinomyces. No caso do íleo, a população bacteriana é de 10.0000.000
UFC/ml e sua microbiota é composta por representantes anaeróbios facultativos, Enterobacterias
e
anaeróbios obrigatórios (TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
Avançando para o colón se tem a maior concentração de colonização e variedade
bacteriana no organismo humano, tendo uma ordem de 10 bilhões de UFC/ml, sendo
encontrados principalmente gêneros como Bacterioides, Bifidobacterium, Escherichia coli,
Clostridium, Eubacterium, Bacillus, Peptostreptococcus, Fusobacterium e Ruminococcus. A
colonização desse local se inicia no recém-nascido por bactérias anaeróbias facultativas como
Escherichia coli, Esterococcus faecalis e Enterococcus faecium, esse acontecimento se dá por conta
do elevado teor de oxigênio presente na região inicialmente. Conforme esse oxigênio vai sendo
consumido, bactérias anaeróbias estritas começam a colonizar a região também, sendo as
principais representantes as Bacterioides, Bifidobacterium e Clostridium (TRABULSI e ALTERTHUM,
2017).
O pH do colón é por volta de 5,5, devido a presença de produtos ácidos que se originam
da fermentação que ocorre nessa área. O fato do ambiente ser relativamente ácido permite a
competição entre bactérias produtoras de ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e bactérias que
utilizam carboidratos, além de estimular também a produção de Butirato. O Butirato no colón
intestinal é responsável pela modulação da microbiota nessa região, pois permite um equilíbrio
entre a presença de Eubacterium ssp e Bifidobacterium spp que metabolizam lactato, e vale
ressaltar que indivíduos adultos saudáveis têm baixas concentrações dessa substância
(TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
3. FUNÇÕES DA MICROBIOTA
Assim que estabelecida, a microbiota pode trazer benefícios ao hospedeiro, como por
exemplo o antagonismo microbiano ou também chamado de exclusão competitiva, que consiste
na competição entre microrganismos. Nela a microbiota normal protege o hospedeiro contra a
colonização de microrganismos potencialmente patogênicos. O antagonismo ocorre por meio
da competição por nutrientes, da produção de substâncias prejudiciais aos micróbios invasores,
da alteração do meio, como pH e disponibilidade de oxigênio e pela competição de sítios de
adesão, processo que ocorre no TGI e faz um efeito barreira impedindo a instalação de
bactérias patogênicas na superfície das células intestinais. (TORTORA, 2017).
80
CAPÍTULO 4 Microbiologia em E-book
81
CAPÍTULO 4 Microbiologia em E-book
Além disso, podemos listar algumas características que fazem as bactérias serem
consideradas benéficas ao homem, como por exemplo não apresentarem nenhum fator de
patogenicidade e não serem envolvidas em nenhum tipo de infecção do TGI, porém vale-se
destacar que fora de seu sítio anatômico específico ainda são capazes de causar infecções.
Representantes de bactérias desse tipo são os gêneros Lactobacillus e Bifidobacterias. O
elemento que envolve a implantação destas bactérias é o ‘fator bífido”, um tipo de nutriente
passado ao bebê através do leite materno durante a amamentação, ele favorece a instalação
desses microrganismos no TGI humano (TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
Há algum tempo, tem sido sugerido o uso de pré e probióticos durante o período de
colonização intestinal, para uma melhor otimização dessa futura microbiota, porém como é algo
recente, ainda se tem a necessidade de mais aprofundamento nestas pesquisas. Os prebióticos
são carboidratos presentes nos alimentos que não são digeríveis pelo homem, mas servem
como substratos para fermentação estimulando seletivamente o crescimento e atividade de
certas bactérias. Já os probióticos são microrganismos vivos que promovem benefícios ao
hospedeiro quando usados de maneira correta. Um adendo importante é que o benefício do
uso de probióticos é transitório, pois quando utilizados, não colonizam de forma permanente,
exercendo seus efeitos apenas quando estão sendo consumidos ao organismo humano
(TRABULSI e ALTERTHUM, 2017).
82
CAPÍTULO 4 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 4: Organizando conceitos
83
DICA DE LEITURA
Acesse o livro "Microbiologia" em "Minha
Biblioteca" do Centro Universitário São
Camilo e estude mais sobre o assunto!
Página: 390
CAPÍTULO 4 Microbiologia em E-book
DICAS DE AULAS
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CANAL
MICROBIOLOGIA
MÉDICA
MICROBIOTA NORMAL
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e g ador!
Cop v
se u na
no
85
QUESTÕES
Capítulo 4: Para treinar e fixar o conteúdo!
1. ITEP (2018) - Flora normal é um termo utilizado para descrever várias bactérias que residem
permanentemente em certos locais do corpo. A respeito do assunto, é correto afirmar que:
A) O estado do imunológico do portador não exerce influência nas taxas de reprodução desses
organismos.
B) A pele, o colón, a vagina e o fígado possuem bactérias associadas.
C) A presença de bactérias da fauna normal facilita a colonização por microrganismos
patogênicos.
D) Bactérias do trato vaginal são importantes, pois produzem vitaminas B e K.
E) É dito “colonizado” o indivíduo com intensa proliferação de bactérias do trato intestinal.
2. FAFIPA (2014) - A lavagem das mãos tem por objetivo a remoção de microbiota transitória e a
diminuição de microbiota residente da pele. É CORRETO afirmar:
86
QUESTÕES
Capítulo 4: Para treinar e fixar o conteúdo!
A) Traqueia.
B) Ouvido médio.
C) Bronquíolos.
D) Olhos.
E) Faringe.
5. Relacione os conceitos:
( ) Circunstância em que há um equilíbrio entre microrganismos comensais e patogênicos.
( ) São microrganismos vivos que promovem benefícios ao hospedeiro quando usados de
maneira correta.
( ) Compreende um desequilíbrio na flora intestinal em que existe alteração na quantidade e na
distribuição de bactérias no intestino, o que pode causar inflamação.
( ) São carboidratos presentes nos alimentos que não são digeríveis pelo homem, mas servem
como substratos para fermentação de certas bactérias.
( ) Ocorre através da competição por nutrientes, da produção de substâncias prejudiciais aos
micróbios invasores e da alteração do meio.
1- Disbiose
2- Simbiose
3- Probióticos
4- Prebióticos
5- Antagonismo microbiano
87
QUESTÕES
Capítulo 4: Para treinar e fixar o conteúdo!
7. Julgue as afirmações abaixo como verdadeiras ou falsas:
A) Pele.
B) Fossas nasais.
C) Colón.
D) Estômago.
88
Curiosidades
SAIBA MAIS!
89
Curiosidades
SAIBA MAIS!
90
Curiosidades
SAIBA MAIS!
A disbiose da flora intestinal também pode estar associada à doença de Alzheimer (DA) que
é uma das formas mais comuns de demência e está associada a uma cognição comprometida e
acúmulo de peptídeos β-amiloides (Aβ) no cérebro (Jian et al. 2017).
91
REFERÊNCIAS
do Capítulo
JIANG, C et al. The Gut Microbiota and Alzheimer's Disease. Journal of Alzheimer´s
Disease. Disponível em: [Link] Acesso em: 20
out 2021.
RATTO, R.S et al. Relatioship between intestinal microbiotes and depression. Research,
Society and Development, v. 9, n. 12, , 2020. Disponível em:
[Link] Acesso em 15 out 2021.
TRABULSI, L.R; ALTERTHUM, Flavio (Ed.) Microbiologia. 6. ed. São Paulo: Atheneu, 2017.
101 p.
TORTORA, Gerard J. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2017. 390p.
92
EM E-BOOK
CAPÍTULO
5
PATOGÊNICAS
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
CAPÍTULO 5
Bactérias patogênicas
Antes de descrevermos a respeito das bactérias patogênicas e das infecções causadas por
elas, conhecidas genericamente como bacterioses, é importante definirmos os conceitos de
patogenicidade e de virulência, que serão apresentados a seguir.
95
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
Embora alguns patógenos possam causar dano quando na superfície dos tecidos, a maioria
deles precisa penetrar nos tecidos para causar doenças. Há diversos fatores de virulência, a
título de exemplo, podemos observar na figura 1, alguns dele presentes na bactéria Salmonella,
um bacilo gram-negativo. Essas estruturas bacterianas contribuem para a capacidade das
bactérias de invadir o hospedeiro e/ou evadir do sistema imunológico, descreveremos a seguir
alguns exemplos, como a cápsula, parede celular, enzimas, entre outros.
96
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
3.1 CÁPSULA
Essa estrutura bacteriana permite que resistam às defesas do hospedeiro por impedir o
processo de fagocitose, realizado por fagócitos, para englobar e destruir microrganismos. Isso
ocorre devido à natureza química da cápsula que parece impedir a ligação adequada do
fagócito à bactéria. O Streptococcus pneumoniae, causador da pneumonia pneumocócica possui
cápsula. Observa-se que as linhagens capsuladas são virulentas, já as linhagens não capsuladas
não são virulentas, pois são suscetíveis à fagocitose e eliminadas por este processo. Outros
exemplos de bactérias capsuladas são: Klebsiella pneumoniae (causador da pneumonia
bacteriana); Haemophilus influenzae (causador de pneumonia e meningite em crianças); Bacillus
anthracis (causador do antraz) e Yersinia pestis (causador da peste) (TORTORA, 2017).
A parede celular de bactérias pode conter substâncias químicas que contribuem para a sua
virulência. Streptococcus pyogenes possui a proteína M encontrada tanto na superfície celular
quanto nas fímbrias, com isso participa da aderência da bactéria às células epiteliais, aumentando a
virulência do microrganismo. A Neisseria gonorrhoeae cresce no interior das células epiteliais e dos
leucócitos humanos, usam suas fímbrias e outras proteínas externas, denominadas Opa, para
aderir às células do hospedeiro. Após a aderência através das proteínas Opa e pelas fímbrias, as
células do hospedeiro captam as bactérias. Já na parede celular de Mycobacterium tuberculosis é o
lipídeo ceroso (ácido micólico) que aumenta a virulência do organismo, conferindo resistência à
digestão por fagócitos e permitindo até́ mesmo que a bactéria se multiplique no interior desses
fagócitos (TORTORA, 2017).
3.3 ENZIMAS
Algumas bactérias produzem enzimas extracelulares que podem digerir o material entre as
células e induzir a formação ou a degradação de coágulos sanguíneos (TORTORA, 2017).
As coagulases são enzimas bacterianas que coagulam o fibrinogênio no sangue que, é
convertido em fibrina, gerando a malha que forma o coágulo sanguíneo que serve de proteção
para elas. As coagulases são produzidas por alguns membros do gênero Staphylococcus,
envolvidas na formação de abscessos.
As quinases bacterianas são enzimas que degradam a fibrina e, assim, digerem
coágulos formados pelo organismo. Uma das quinases mais conhecidas é a
fibrinolisina (estreptoquinase), produzida por Streptococcus pyogenes. Já a estafiloquinase, é
produzida por Staphylococcus aureus.
A hialuronidase é outra enzima secretada por estreptococos. Ela hidrolisa o ácido
hialurônico dos tecidos conectivos e com isso auxilia na dispersão do microrganismo a partir de
seu sítio inicial de infecção
A colagenase, produzida por diversas espécies de Clostridium, facilita a disseminação da
gangrena gasosa, pois quebra o colágeno, presente nos tecidos conectivos de músculos e de
outros órgãos e tecidos.
97
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
3.5. ADESINAS
Fímbrias e pili são estruturas proteicas da superfície da célula bacteriana que atuam no
processo de adesão. Fímbrias tipo I estão distribuídas uniformemente sobre a superfície das
células. Os pili são normalmente mais longos que as fímbrias, estão presentes em menor
número na superfície celular. Tanto os pili quanto as fímbrias atuam na ligação às glicoproteínas
da superfície da célula hospedeira, necessários no processo de aderência. Os flagelos também
podem aumentar a adesão às células hospedeiras (Microbiologia de Brock, 2016).
3.6. INVASINAS
98
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
4.1. TOXINAS
As toxinas são substâncias venenosas produzidas por alguns microrganismos, podem ser
transportadas pelo sangue ou pela linfa ocasionando efeitos graves e, muitas vezes, fatais.
Algumas toxinas geram febre, distúrbios cardiovasculares, diarreia e choque. As toxinas também
podem inibir a síntese proteica, destruir células e vasos sanguíneos e danificar o sistema
nervoso central, causando espasmos. Das mais de 220 toxinas bacterianas conhecidas,
aproximadamente 40% causam doenças decorrentes dos danos às membranas das células
eucarióticas. As toxinas podem ser classificadas em dois tipos principais: exotoxinas e
endotoxinas, como ilustrado na figura 2 abaixo e comparadas na figura 3.
99
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
4. 1. 1 EXOTOXINAS
Exo significa “fora”, refere-se ao fato de que as exotoxinas são secretadas para o exterior
das células bacterianas. Sua produção ocorre durante o seu crescimento e metabolismo
bacteriano, e são secretadas no meio circundante ou liberadas após a lise da célula (TORTORA,
2017).
As exotoxinas são proteínas e muitas são enzimas que catalisam apenas certas reações
bioquímicas, mesmo as pequenas quantidades são bastante perigosas, pois podem agir
várias vezes seguidas.
As bactérias que produzem exotoxinas podem ser gram-positivas ou gram-negativas. Os
genes que codificam a maioria (e talvez todas) das exotoxinas são carreados em plasmídeos
bacterianos ou fagos.
As exotoxinas são solúveis em fluidos corporais, podem difundir-se facilmente no sangue,
sendo rapidamente transportadas por todo o corpo.
Agem destruindo determinadas partes das células do hospedeiro ou inibindo certas funções
metabólicas. São altamente específicas em relação aos seus efeitos teciduais e estão entre
as substâncias mais letais conhecidas.
São as exotoxinas que produzem os sinais e os sintomas específicos da doença como no
botulismo que normalmente é provocado pela ingestão da exotoxina, e não devido a uma
infecção bacteriana.
Com base em sua estrutura e função, são divididas em 3 categorias: (1) toxinas A-B, (2)
toxinas danificadoras de membrana e (3) superantígenos.
100
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
4.1. 2 ENDOTOXINAS
101
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
As bactérias capazes de causar uma doença infecciosa no ser humano são dotadas de
fatores de virulência, isto é, estruturas ou propriedades microbianas usadas como estratégias
para colonizar o hospedeiro susceptível e/ou escapar do sistema de defesa, entre as quais
poderíamos exemplificar a proteína A, a coagulase, cápsula ou ainda a endotoxina, é com o
auxílio dessas estruturas, que as bactérias se instalam e multiplicam-se num determinado tecido
do corpo. Nessa situação, as bactérias podem causar sinais e sintomas que são percebidos pelo
indivíduo. No entanto, quando seu sistema imunológico conseguir combater esses
microrganismos de maneira eficiente, não ocorrerão sinais e sintomas da doença. Assim, nem
toda infecção, necessariamente, irá provocar uma doença (BROCK, 2016).
De acordo com Brock (2016), há diversas bacterioses causadas por esse processo de
invasão dos microrganismos, seja através da pele, da mucosa, através da contaminação por
secreções salivares, por alimentos ou relações sexuais sem proteção, como por exemplo, a
tuberculose, tétano, coqueluche, pneumonia, cólera, meningite e a sífilis.
A título de exemplos, mencionaremos dois grandes gêneros de bactérias causadoras de
infecções de pele muito comuns: Staphylococcus e Streptococcus (TORTORA, 2017).
102
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
A infecção por S. aureus pode se apresentar como foliculite por invadir os folículos da pele,
pequenas aberturas naturais, o folículo infectado de um cílio é conhecido como terçol, mas
pode haver formas mais graves, como o folículo piloso, que gera abscessos com pus, onde o
antibiótico não é capaz de penetrar de modo eficiente e, assim, dificulta o controle da infecção e
o tratamento em si (TORTORA, 2017).
Os estafilococos são bactérias gram-positivas que formam agrupamentos densos,
semelhantes a cachos de uvas e podem ser divididas em dois grupos de acordo com a
produção de coagulase, uma enzima que coagula a fibrina, assim temos os estafilococos
coagulase positivo e as que não produzem coagulase. Os estafilococos coagulase positivo
utilizam a fibrina para recobrir-se, assim não são reconhecidos como estruturas estranhas à
nossa composição e podem resistir por muito mais tempo no nosso corpo (TORTORA, 2017).
Quase todas as linhagens patogênicas do S. aureus são coagulase-positivas. Esse é um dado
significativo, pois existe alta correlação entre a capacidade da bactéria de produzir coagulase e a
produção de toxinas nocivas, muitas das quais danificam e facilitam a disseminação do
organismo nos tecidos ou são letais para as defesas do hospedeiro. Além disso, algumas
linhagens podem causar sepse, gerando risco à vida e outras produzem enterotoxinas que
afetam o trato gastrintestinal (TORTORA, 2017).
As bactérias gram-positivas, apresentam parede celular espessa com diversas camadas de
peptideoglicano, que contribuem para a proteção da célula, além de favorecer a dispersão de
metabólitos até a membrana celular. Porém, o peptideoglicano pode ser degradado pela
lisozima, uma enzima presente nas secreções como lágrima e saliva dos seres humanos e, sem
esse fator protetor, as bactérias não resistem às mudanças de pressão osmótica e sofrem
citólise. Notamos que as estratégias de defesa que possuímos podem impedir que ocorra uma
doença ou não, a depender do tipo de bactéria e do local onde estiver presente (TORTORA,
2017).
Observamos na figura 5 abaixo, o S. aureus frequentemente associado às condições
patológicas, tais como acne, furúnculos, e artrite, os Streptococcus que apresentam morfologia e
parede celular semelhante são causadores de pneumonia e meningite, pois cada gênero
bacteriano é dotado de alguns fatores de virulência específicos (BROCK, 2016).
103
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
O S. pyogenes assim como a S. aureus causam o impetigo, uma infecção muito comum em
crianças de 2 a 5 anos, transmitida por contato direto em que o patógeno adentra o organismo
através de rupturas cutâneas e pequenos ferimentos e, como resultado da infecção, forma
bolhas claras na pele, como ilustrado na figura 6. Há uma forma mais grave da doença: o
impetigo bolhoso, que é causada pela toxina A, frequente em recém-nascidos e é conhecido
como “impetigo do recém-nascido” (TORTORA, 2017).
104
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
105
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 5: Organizando conceitos
[Link]
106
DICA DE LEITURA
Acesse esses livros em "Minha Biblioteca"
do Centro Universitário São Camilo e
estude mais sobre o assunto!
Página: 579
Página: 152
CAPÍTULO 5 Microbiologia em E-book
DICAS DE AULAS
Em plataformas de universidades públicas Y!
LA
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[Link]
v=mr79zkDWGfY
[Link]
v=t3jvppGKzdk
d a aula
e o link
ie e col
e g a dor!
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no
108
QUESTÕES
Capítulo 5: Para treinar e fixar o conteúdo!
[Link] (2013): Torcedores passam mal e Vigilância Sanitária apreende alimentos no Maracanã.
Fim do jogo, Brasil campeão da Copa das Confederações, festa em grande parte do Maracanã.
Em uma ambulância, um paramédico atende uma paciente. Ao informar que o caso não era
grave, ele revelou a preocupação com a ingestão de alimentos de qualidade duvidosa no
estádio. Vários torcedores procuraram o centro médico e as ambulâncias apresentando mal-
estar, vômito e diarreia, ao mesmo tempo em que a Vigilância Sanitária realizava a apreensão de
59 quilos de alimentos. Entre os alimentos apreendidos, alguns apresentavam prazo de validade
vencido, outros não apresentavam identificação e ainda havia alguns alimentos que não
estavam armazenados em temperatura ideal.
A Vigilância notificou imediatamente as empresas responsáveis pelos produtos, que haviam
recebido concessão da FIFA para a venda no estádio. De acordo com a Secretaria de Saúde do
Rio de Janeiro, lanches prontos, tais como hambúrguer e cachorro-quente, estavam fora da
validade; três quilos de salsicha estavam sem identificação; sanduíches com pasta de frango,
que seriam distribuídos aos stewards (seguranças), estavam guardados fora da temperatura
ideal; o queijo ralado também não tinha procedência, embora embalado. Os relatos dos
pacientes apontavam para o cachorro-quente como causador da intoxicação.
Considerando a notícia acima, avalie as asserções a seguir.
I. Vômito e diarreia são sintomas comuns de intoxicação ou toxinfecção alimentar causadas
por bactérias como Staphylococus aureus, Clostridium perfringens e Escherichia coli, que
podem se desenvolver e produzir toxinas em alimentos estocados por longos períodos de
tempo ou em temperatura indevida.
II. A rapidez do surgimento dos sintomas nos consumidores que estavam no estádio sugere
a contaminação dos alimentos por Staphylococus aureus, que pode ter ocorrido a partir
do contato com as mãos dos manipuladores dos alimentos, provavelmente no momento
do preparo.
III. Medidas básicas de higiene, como, por exemplo, lavar as mãos antes do preparo de
alimentos e após usar o banheiro, são suficientes para prevenir a contaminação dos
alimentos por microrganismos como Escherichia coli e Salmonella spp. e, por isso, são
medidas de prevenção aos surtos de intoxicação ou toxinfecção alimentar.
IV. As análises microbiológicas e bromatológicas são ferramentas complementares das
boas práticas de fabricação, contribuindo para a garantia da qualidade dos alimentos e
para a prevenção de eventos adversos à saúde pública, bem como para a detecção do agente
causal dos surtos de toxinfecção alimentar.
109
QUESTÕES
Capítulo 5: Para treinar e fixar o conteúdo!
2. (ENADE 2016 adaptado) Apesar dos antimicrobianos existentes, da melhora das condições
sanitárias e das medidas de controle de infecção hospitalar, os estafilococos continuam sendo
um dos patógenos que mais afetam o homem. Indivíduos sadios são colonizados
intermitentemente por Staphylococcus aureus, mas a partir de sítios específicos, podem
contaminar a pele e membranas mucosas de pacientes em hospitais por contato direto ou
ocasionar infecções letais dados os fatores de virulência ou de resistência aos antimicrobianos
atualmente utilizados, como a vancomicina. Em contrapartida, os estreptococos foram os
maiores causadores de infecção hospitalar na era pré-antibiótica, tendo causado surtos de
infecção e morte de puérperas. Eles provocam, ainda hoje, doenças muito graves e muitas vezes
letais, mesmo em pacientes imunocompetentes (BRASIL. Agência Nacional de Vigilância
Sanitária. Microbiologia Clínica para o Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde.
Brasília, 2013 (adaptado)).
110
QUESTÕES
Capítulo 5: Para treinar e fixar o conteúdo!
3. (ENEM, 2021) Nas últimas décadas vários países, inclusive o Brasil, têm testemunhado uma
grande proliferação de bactérias patogênicas, envolvidas em uma variedade de doenças e que
apresentam resistência a múltiplos antibióticos. Atualmente têm se destacado as superbactérias
que acumularam vários genes determinantes de resistência, a ponto de se tornarem resistentes
a praticamente todos os antimicrobianos. FERREIRA, F. A.; CRUZ, R. S.; FIGUEIREDO, A. M. S. O
problema da resistência a antibióticos. Ciência Hoje, v.48, n.287, 2011 (adaptado).
Essa resistência tem ocorrido porque os(as):
4. (ENEM, 2017) Os medicamentos são rotineiramente utilizados pelo ser humano com o intuito
de diminuir ou, por muitas vezes, curar possíveis transtornos de saúde. Os antibióticos são
grupos de fármacos inseridos no tratamento de doenças causadas por bactérias. Na terapêutica
das doenças mencionadas, alguns desses fármacos atuam:
111
QUESTÕES
Capítulo 5: Para treinar e fixar o conteúdo!
5. A pneumonia é uma infecção pulmonar bastante comum que pode ser desencadeada por
diversos fatores, tais como bactérias, vírus, fungos e algumas substâncias inorgânicas. A respeito
das pneumonias bacterianas, marque a alternativa incorreta.
6. (Unicamp-SP) - Estima-se que um quarto da população europeia dos meados do século XIX
tenha morrido de tuberculose. A progressiva melhoria da qualidade de vida, a descoberta de
drogas eficazes contra a tuberculose e o desenvolvimento da vacina BCG fizeram com que a
incidência da doença diminuísse na maioria dos países. Entretanto, estatísticas recentes têm
mostrado o aumento assustador do número de casos de tuberculose no mundo, devido à
diminuição da eficiência das drogas usadas e à piora da condições sanitárias em muitos países.
RESPOST
AS:
1. C
2. D
3. B
4. E
5. D
6. RESP
OSTAS
A)Bacil :
o de
Mycoba Koch
cterium ou ba
B)A tubercu ctéria
transm losis.
Quand is s ã o é
o o do direta.
espirra ente to
, ele c sse, fa
espalh onsequ la ou
a no a entem
com o r gotas ente
micrób peque
Assim, io da t nas
se a ubercu
respira lguma lose.
r este pessoa
micrób ar pod
io para e levar
o seu p este
ulmão
.
112
Curiosidades
SAIBA MAIS!
Você sabia que a nossa alimentação pode ser a porta de entrada para diversas
bactérias?
113
REFERÊNCIAS
do Capítulo
MICROBIOLOGIA de Brock. 14. Porto Alegre ArtMed 2016 1 recurso online ISBN
9788582712986. TORTORA, Gerard J. Microbiologia. 12. Porto Alegre ArtMed 2017 1
recurso online ISBN 9788582713549.
114
EM E-BOOK
CAPÍTULO
6
BACTERIANO
EM LABORATÓRIO
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
CAPÍTULO 6
Nutrição, metabolismo e crescimento bacteriano em laboratório
[Link]ÇÃO
1.1. MACRONUTRIENTES
ÁGUA
Uma das principais funções da água é agir como solvente, essa ação é essencial para que
aconteçam as trocas metabólicas do organismo, além de compor um meio no qual há a
digestão extracorpórea e a reconstrução de macromoléculas, permitindo a ocorrência dos
processos enzimáticos e bioquímicos que são essenciais para a manutenção do metabolismo
bacteriano.
CARBONO
O carbono é o esqueleto estrutural da matéria viva, é necessário para todos os compostos
orgânicos que constituem uma célula viva, como carboidratos, aminoácidos, lipídeos e
nucleotídeos. Metade do peso seco de uma típica célula bacteriana é composta de carbono.
117
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
NITROGÊNIO
Esse elemento é uma parte essencial dos aminoácidos que constituem as proteínas,
presente também nas bases nitrogenadas compondo DNA e RNA. Ao contrário das células
eucarióticas, algumas bactérias podem usar nitrogênio gasoso ou atmosférico para a síntese
celular por um processo chamado fixação de nitrogênio.
Outros usam compostos nitrogenados inorgânicos, como nitratos, nitritos ou sais de
amônio e ainda podem ser usados compostos de nitrogênio orgânico, como aminoácidos e
peptídeos. Muitas bactérias obtêm esses compostos da decomposição de material contendo
proteína e reincorporando os aminoácidos em novas proteínas sintetizadas e outros compostos
nitrogenados.
ENXOFRE
Requerido para a biossíntese de aminoácidos como cisteína e metionina, estes
aminoácidos formarão as proteínas, além de participar da formação de vitaminas, como a
tiamina e a biotina, que contêm enxofre.
FÓSFOROS
O fósforo é essencial para a síntese de ácidos nucleicos (DNA e RNA), formação de
fosfolipídios presentes na membrana plasmática e ATP.
1.2. MICRONUTRIENTES
118
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
2. METABOLISMO
119
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
120
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
Fases:
1 – Fase lag ou inicial = Ocorre a adaptação das bactérias às novas condições ambientais;
2 – Fase exponencial = Após a adaptação, ocorre a divisão das células, aumento da população
em escala exponencial;
3 – Fase estacionária = Com o aumento da população os nutrientes passam a ser um fator
limitante, então o crescimento se estabiliza;
4 – Fase de declínio = Sem comida e com o ambiente cheio de toxinas as bactérias começam a
morrer, e por isso ocorre o declínio no número de células.
121
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
122
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 6: Organizando conceitos
123
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
124
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
125
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
126
CAPÍTULO 6 Microbiologia em E-book
127
DICA DE LEITURA
Acesse esses livros em "Minha Biblioteca"
dO Centro Universitário São Camilo e
estude mais sobre o assunto!
Capítulo: 4
Capítulos: 3, 4 e 5
DICAS DE AULAS
Em plataformas digitais Y!
LA
DÁ UM P
[Link]
[Link]
v=SwIwvpD-UMA
[Link]
v=7qRsOme2Brs
BACTÉRIAS: REPRODUÇÃO,
METABOLISMO E ARCHEAS;
[Link]
v=usclpAEBI64
a aula
in k d
e c o le o l or!
o p ie e ga d
C
o s e u nav
n
QUESTÕES
Capítulo 6: Para treinar e fixar o conteúdo!
2. De acordo com o tipo de alimentação, os seres vivos podem ser classificados em autotróficos
e heterotróficos. Analise as alternativas seguintes e marque aquela que melhor define um ser
autotrófico:
a) Seres autotróficos são organismos capazes de produzir seu próprio alimento utilizando
matéria orgânica proveniente de outro ser vivo.
b) Seres autotróficos são aqueles organismos que se alimentam tanto de vegetais quanto de
animais.
c) Seres autotróficos são aqueles que retiram seu alimento de outros seres vivos.
d) Seres autotróficos são organismos capazes de sintetizar seu próprio alimento, não
necessitando da matéria orgânica já produzida.
e) Seres autotróficos são organismos incapazes de produzir seu próprio alimento, sendo a base
da cadeia alimentar.
130
QUESTÕES
Capítulo 6: Para treinar e fixar o conteúdo!
Respost
as:
1) D
2) D
3) E
4) D
5) V, F,
F, V e V
.
131
Curiosidades
SAIBA MAIS!
Endósporos
132
Figura 5 – Formação de endósporo bacteriano (TORTORA, 2017)
Curiosidades
SAIBA MAIS NO
CAPÍTULO 3!
(1'623526
Uma bactéria pode se modificar ao longo da reprodução, mesmo que assexuada, por
mutações espontâneas, que são fenômenos mais raros de ocorrer em relação aos processos de
recombinação bacteriana, que trazem genes de outros microrganismos para as bactérias,
confira mais sobre eleV no capítulo 3.
133
REFERÊNCIAS
do Capítulo
TORTORA, Gerard J. Microbiologia. 12. Porto Alegre ArtMed 2017 1 recurso online ISBN
9788582713549.
134
CAPÍTU
7
LO
EM E-BOOK
DO CRESCIMENTO BACTERIANO
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
CAPÍTULO 7
Controle do crescimento bacteriano
1. CONCEITOS INTRODUTÓRIOS
Segundo Tortora (2017), desde os tempos mais remotos, os métodos físicos de controle do
crescimento microbiano já eram empregados para a preservação do alimento. Nesta época,
eram utilizados métodos de dessecação com a adição de sal, que por meio da pressão
osmótica, sequestra água do alimento, evitando a sua contaminação. Essas eram as técnicas
iniciais de controle microbiológico.
Atualmente, existem inúmeras técnicas de controle microbiano e a escolha do melhor
método a ser empregado é muito importante, tendo em vista que, em muitos dos processos
poderá ocorrer além da eliminação dos microrganismos, de compostos e componentes
importantes do material subordinado ao processo.
A seguir apresentaremos alguns procedimentos de controle microbiológico onde a
temperatura é empregada para esta finalidade. Vale lembrar que: microrganismos patogênicos
para o homem, crescem em temperaturas próximas às nossas. Por isso, o emprego de baixas
ou altas temperaturas, tende a danificar estruturas biológicas de grande importância para a
manutenção e sobrevivência dos microrganismos.
137
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
2.1 TEMPERATURA
O calor acima de 45ºC é capaz de desnaturar algumas enzimas microbianas, mudando sua
forma e consequententemente promovendo sua inativação. As baixas temperaturas também
podem impedir o funcionamento correto de enzimas promovendo efeito bacteriostático.
(TORTORA, 2017).
Apresentaremos a seguir, como as altas e as baixas temperaturas são empregadas no
controle microbiano, descrevendo sucintamente o mecanismo pelo qual isto acontece.
O calor úmido é o processo no qual ocorre a geração de calor por meio do aquecimento
da água até seu ponto de ebulição gerando vapor, onde ocorre a coagulação da proteína
microbiana presente no material tratado. Este é o princípio de ação desse método, em que a
desnaturação, é capaz de alterar a estrutura das proteínas por meio da quebra das ligações de
hidrogênio.
Autoclavação
138
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Pasteurização
139
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
O calor seco provoca a destruição dos microrganismos por meio da oxidação dos seus
constituintes celulares orgânicos. Ocorre de uma forma mais lenta quando comparado ao calor
úmido, este meio de controle de crescimento microbiano é indicado quando o contato do
material a ser tratado com o vapor seja inadequado.
Chama direta
Este método consiste em levar o material, por exemplo a alça metálica de inoculação, muito
usada em laboratórios de microbiologia, em contato direto com a chama acesa do bico de
Bunsen para eliminação de contaminantes existentes nela (TORTORA, 2017).
Incineração
Esterilização em ar quente
Refrigeração
2.2 FILTRAÇÃO
2.3 DESSECAÇÃO
141
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Neste processo, a adição de altas quantidades de sal ou de açúcar nos materiais, cria um
meio hipertônico que promove a saída de água das células microbianas presentes neles
(TORTORA, 2017).
Este método tem um princípio muito parecido com o de dessecação no sentido de
remoção de água do material, sendo comumente empregado para a conservação de alimentos,
seja na adição de sal em carnes ou então o uso de açúcar ou soluções açucaradas para a
preservação de frutas ou fabricação de geleias (TORTORA, 2017).
2.5 RADIAÇÃO
Figura 4 - Diferença no comprimento de onda e os tipos de emissão energética dos diferentes tipos de
radiações (Fonte: TORTORA, 2017).
142
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
A radiação não ionizante possui baixo poder de penetração quando comparada com a
radiação ionizante, gera danos ao DNA e por isso é utilizada apenas na descontaminação de
superfícies por meio de radiação UV emitidos por lâmpadas. Seu uso comum é em salas de
cirurgia para descontaminação do ar na ausência de pessoas e em laboratórios para
descontaminar materiais (TORTORA,2017; BLACK, 2021).
Figura 5 - Cabine de segurança biológica onde a emissão de luz UV para evitar a contaminação quando não
está sendo utilizada e quando em uso ocorre a filtração do ar por meio de filtro HEPA proporcionando a
área um ambiente livre de contaminantes.
Fonte: General Med.,
O fenol foi o primeiro agente a ser utilizado como desinfetante em salas de cirurgia, em
1860 por Lister, um médico e pesquisador britânico. Derivados de fenol em especial o que é
derivado do alcatrão, denominado de cresol, estão presente na maioria dos desinfetantes
comerciais como o Lysol, por ser um excelente desinfetante de superfícies (TORTORA, 2017).
143
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Fenol
Compostos fenólicos
Os compostos fenólicos são derivados do fenol, que possuem uma molécula quimicamente
alterada a fim de reduzir a irritabilidade proporcionada na pele ou, então, aumentar seu poder
bacteriostático, quando junto de algum detergente.
Estes agentes atuam por lesão à membrana plasmática dos micróbios e enquanto
desinfetantes conseguem permanecer ativos na presença de compostos orgânicos, mantendo
estabilidade e persistindo por longos períodos, sendo agentes apropriados para desinfecção
de materiais biológicos como pus, saliva e fezes (TORTORA, 2017).
Bisfenóis
Segundo Tortora (2017), são derivados do fenol, contendo em sua composição dois
grupos fenólicos conectados, podem ser encontrados na composição de loções, para o controle
de crescimento microbiano, em cirurgias e hospitais com o nome de hexaclorofeno, sendo
bastante eficaz contra estafilococos e estreptococos gram-positivos.
Outro bisfenol é o triclosano presente na formulação de sabonetes devido a sua ação
antibacteriana, assim como em produtos cosméticos para melhor conservação. Porém o relato
de existirem bactérias resistentes à sua ação, além de possíveis casos de câncer, tem restringido
o seu uso.
3.2 BIGUANIDAS
Estes agentes apresentam amplo espectro de atividade tendo seu mecanismo de ação
principalmente na lesão da membrana celular, sendo muito efetivo contra bactérias gram-
positivas e gram-negativas, exceto Pseudomonas (TORTORA, 2017).
A biguanida mais conhecida é a clorexidina, utilizada como componente da formulação de
produtos que controlam o crescimento microbiana da pele e das mucosas como mertiolate e
alguns enxaguantes bucais.
3.3 HALOGÊNIOS
Este grupo é composto pelo cloro e pelo iodo e seu nome deriva de sua localização na
tabela periódica na família VII A, do grupo dos ametais.
144
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Iodo
Cloro
4. ÁLCOOIS
145
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Comumente usamos na prátca o etanol, com sua concentração ótima de 70%, por ter
menor efetividade quando puro, pela volatilidade e, a presença de água na solução, é
necessária para a desnaturação dos microrganismos. Além dele, o isopropanol é
frequentemente comercializado como álcool de fricção sendo relativamente superior ao etanol
nos processos de desinfecção e antissepsia, sendo mais barato, menos volátil e de mais fácil
obtenção quando comparado ao etanol (TORTORA, 2017).
Diversos metais pesados são utilizados como biocidas ou antissépticos, mesmo que em
quantidades muito baixas, destacam-se a prata, o cobre, o zinco, o selênio e o mercúrio, sendo
chamada de ação oligodinâmica (oligo tem o significado de pouco), quando a prata e o cobre
exercem a ação antimicrobiana mesmo presente em pequenas quantidades (TORTORA, 2017;
BLACK, 2021).
146
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Sabões e detergentes
Temos na composição dos sabões, álcalis e sódio, que possuem pouco valor antisséptico,
mas são capazes de exercer uma excelente função na remoção mecânica dos microrganismos
por meio da esfregação, em que o sabão atua rompendo o filme oleoso da pele (formado pelas
células mortas, pó, suor seco, microrganismos e secreções oleosas das glândulas sebáceas) em
pequenas gotículas, realiza a emulsificação desses componentes e os remove da superfície
tratada, isso faz dos sabões bons agentes degermantes (BLACK, 2021; TORTORA, 2017).
Os detergentes atuam na eliminação de microrganismos e na retirada da sujeira quando
são dispostos na água, fazendo com que esta mistura penetre nas cavidades a serem limpas.
Denomina-se como catiônicos os detergentes que possuem cargas positivas, sendo utilizados
no processo de limpeza de utensílios de cozinha (podendo inativar alguns vírus), e aniônicos os
que possuem cargas negativas, onde são utilizados para a lavagem de roupa e para a limpeza
domiciliar (BLACK, 2017).
147
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Sanitizantes ácido-aniônicos
148
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
A adição de conservantes químicos nos alimentos tem como principal função evitar o
crescimento de microrganismos que possam deteriorá-los ou, então, que retardem essa
deterioração prologando assim o shelf life dos produtos.
Ácidos orgânicos
Temos como principais ácidos orgânicos utilizados para a conservação dos alimentos, o
ácido sórbico, o sorbato de potássio e o benzoato de sódio que atuam impedindo o
crescimento de bolores, principalmente em alimentos com pH mais ácido, em torno de 5,5 ou
menor, como os queijos e os refrigerantes. Já o proprionato de cálcio utilizado em produtos de
panificação controla o crescimento de bolores interferindo em seu metabolismo e no controle
de bactérias do gênero Bacillus pela ação na integridade de sua membrana plasmática , evitando
a formação de secreções semelhantes a muco que alteram as características físicas do pão,
deixando-o viscoso (TORTORA, 2017).
Nitratos e Nitritos
Os nitratos e nitritos possuem um uso amplo na indústria, podendo destacar o uso de nitrito
de sódio como: conservante de embutidos, corante na indústria têxtil e na fabricação de papéis,
assim como na composição de chapas de aço (QUIMESP).
O nitrito é o principal ativo e tem como principal função a manutenção da cor vermelha
presente em carnes, pois reage com o sangue ali contido, além da prevenção da germinação do
cresde endósporos botulínicos, além de poder ser obtido através do resultado da utilização
como substituto do oxigênio por bactérias em condições anaeróbias (TORTORA, 2017).
5.3 ALDEÍDOS
Os aldeídos estão entre um dos agentes químicos mais efetivos no controle do crescimento
microbiano, sendo normalmente apresentados na forma de formaldeído e glutaraldeído, que
atuam inativando as proteínas.
O gás de formaldeído serve como um excelente desinfetante, sua forma comumente
disponível de formalina era amplamente utilizada para a conservação de amostras biológicas.
Em relação ao glutaraldeído, este é mais eficaz que o formaldeído e acaba sendo menos tóxico,
sendo utilizado em hospitais para a esterilização de equipamentos de terapia respiratória que
passaram por uma limpeza cuidadosa anteriormente (TORTORA, 2017; LEVINSON, 2016).
149
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Apesar do peróxido de hidrogênio não ser muito eficaz como antisséptico em feridas
abertas devido à sua rápida degradação pela enzima catalase, presente em células humanas, é
muito eficaz na desinfecção de objetos inanimados.
O ácido paracético é eficiente contra endósporos e vírus, atua em 30 minutos, e é usado
em equipamentos médicos, maquinário de processamento de alimentos e principalmente em
endoscópios, por não deixar resíduos tóxicos (TORTORA, 2017; LEVISON, 2016).
150
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
6. ANTIMICROBIANOS
São um grupo de compostos sintéticos ou naturais que vão ser capazes de inibir o
crescimento ou matar/destruir os agentes infecciosos. Entre eles: antibacterianos, antifúngicos,
antiprotozoários, anti-helmínticos e antivirais. Ao utilizar os antimicrobianos é importante a
ciência de dois termos: espectro de ação e potência inibitória mínima. O espectro de ação é o
percentual de espécies sensíveis, ou seja, é o grupo que o medicamento vai agir e ser funcional.
E a potência inibitória mínima é a concentração do medicamento que será necessária para
cessar o crescimento bacteriano.
151
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
Existem dois tipos de resistência: natural/intrínseco, em que todos daquela mesma espécie
vão ser resistentes (por exemplo: micobactérias – a sua parede celular tem capacidade de
permear diferentes compostos e produzir inúmeras enzimas que modificam ou degradam os
fármacos). E a adquirida, que são espécies com linhagens resistentes ou sensíveis.
152
CAPÍTULO 7 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 7: Organizando conceitos
Mapa mental dos métodos químico e físicos de controle do crescimento microbiano.
153
DICAS DE LEITURA
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Capítulo: 7
Capítulo: 5
Capítulo: 4
Páginas: 59 - 65
DICA DE LEITURA
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Capítulo: 13
Páginas: 99 - 103
Capítulo: 13
DICAS DE AULAS
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QUESTÕES
Capítulo 7: Para treinar e fixar o conteúdo!
1. Qual das substâncias químicas abaixo é utilizada para esterilizar instrumentos hospitalares
que são sensíveis à temperatura?
A – Cloreto de Benzalcônio
B – Cresol
C – Óxido de Etileno
D – Timerosal
E – Tintura de Iodo
A - Ácidos orgânicos
B - Álcoois
C - Aldeídos
D - Metais Pesados
E - Todas as Alternativas
157
QUESTÕES
Capítulo 7: Para treinar e fixar o conteúdo!
"Agente microbiano é tudo aquilo que é utilizado para matar ou diminuir a população de
microrganismos."
( ) Verdadeiro
( ) Falso
Respost
as:
1) C
2) A
3) C
4) A
5) V
158
Curiosidades
SAIBA MAIS!
A afirmação de que um produto sanitizante de mãos à base de álcool matará 99,9% dos
germes deve ser analisada com cautela, sendo esta afirmação rara de ser atingida em condições
típicas de uso, tendo em vista patógenos como Clostridium difficile que é formador de esporos e
vírus que não possuem envelope lipídico, são comparativamente resistentes a este tipo de
produto. A ação dos nitritos com os aminoácidos gera nitrosaminas, que são compostos
cancerígenos, este fator trouxe a redução da quantidade utilizada na indústria, porém não sua
isenção, tendo em vista principalmente o seu controle na prevenção do botulismo, contudo
a ANVISA alertou do controle sobre a formação dessa substância principalmente pela
indústria farmacêutica.
159
REFERÊNCIAS
do Capítulo
BLACK, Jacquelyn; BLACK, Laura. Esterilização e Desinfecção. In: Microbiologia:
Fundamentos e Perspectivas. 10º ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 2021. p 326-
349.
MADIGAN, Michael et al. Crescimento e controle microbiano. In: MADIGAN, Michael et al.
Microbiologia de Brock. 14º ed. Porto Alegre: Artmed, 2016. p 143-182.
160
8
CAPÍTU
LO
EM E-BOOK
MICROBIOLOGIA EM E-BOOK
CAPÍTULO 8
Micologia
1. INTRODUÇÃO À MICOLOGIA
O reino Fungi contempla seres popularmente conhecidos como fungos, que podem ser
tanto macroscópicos como microscópicos: bolores e leveduras serão abordados com maiores
detalhes neste capítulo e apresentam variedade morfológica e muitas peculiaridades, como:
São organismos eucariontes (apresentam núcleo definido, delimitado por carioteca, além de
outras organelas membranosas);
Podem ser uni ou pluricelulares, apresentando morfologia (formato e estrutura) bem
característica;
São heterotróficos (não sintetizam o próprio alimento) dependendo da absorção de matéria
orgânica proveniente de outros organismos;
São encontrados em uma variedade de lugares, mas possuem preferência por ambientes
úmidos, por vezes escuros, por vezes claros (na presença de luz para formação de
pigmentos);
Na grande maioria dos fungos a parede celular é composta por quitina, um exoesqueleto
encontrado também na carapaça de artrópodes. Além disso possuem o glicogênio como
carboidrato de reserva energética, assim como os animais.
163
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
A unidade estrutural dos fungos multicelulares são as hifas, que são filamentos em que está
contido o material genético dos fungos, podem ser de dois tipos, conforme descrito abaixo e
ilustrados na figura 1.
I. Hifas cenocíticas: São encontradas em fungos simples, contendo filamentos contínuos com
diversos núcleos.
II. Hifas septadas: São encontradas em fungos complexos, constituídas por filamentos
contendo paredes divisórias (septos), que separam a parte interior das hifas que podem ter um
núcleo ou mais núcleos.
A figura 1 representa um esquema de Hifas Cenocíticas (acima) e de Hifas Septadas (abaixo), com um ou
mais núcleos. Disponível em: [Link]
164
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
Figura 2. Esquema da estrutura observada nos fungos pluricelulares, em que temos os micélios vegetativo
e reprodutivo. Disponível em: [Link]
165
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
I. Bolores: Os bolores são fungos pluricelulares, formados por filamentos denominados de hifas,
que em conjunto formam os micélios. Quando o substrato de um ambiente proporciona
umidade e nutrientes suficientes; os esporos germinam e possibilitam a sua proliferação. Os
bolores possuem uma ampla capacidade de adaptação e crescimento, sob condições
extremamente variáveis como umidade e temperatura, sendo pouco exigentes quanto aos
nutrientes para seu desenvolvimento, razão pela qual permite seu crescimento praticamente
em qualquer tipo de substrato.
Figura 4. Estrutura de fungos filamentos e leveduras. Fonte: ANVISA. AGENCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA
SANITÁRIA. Detecção e Identificação dos Fungos de Importância Médica. Brasília, 2004. Disponível em:
[Link]
166
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
De acordo com a classificação taxonômica, os seres vivos são agrupados devido ao seu grau
de semelhança. No reino fungi há cinco subdivisões, são elas:
4.1. QUITRIDIOMICETOS
São um dos mais primitivos e vivem em meio aquático ou em solos úmidos. Alimentam-se
por absorção da matéria orgânica que se decompõe e podem parasitar algas, protozoários,
fungos, plantas e animais. Algumas espécies podem ser pragas para o cultivo de milho.
4.2. ASCOMICETOS
Constituem a classe mais numerosa dos fungos, sendo representados por cerca de 30 mil
espécies. Nessa classe se encontram fungos muito importantes, como os Saccharomyces cerevisiae,
responsáveis pela fermentação alcoólica etílica e muito utilizados na fabricação de pães, bolos e
bebidas.
4.3. BASIDIOMICETOS
4.4. ZIGOMICETOS
São tipos de fungos profusamente distribuídos pelo ambiente, podendo atuar como
decompositores ou como parasitas de animais. O bolor que cresce em frutas é um exemplo e seu
corpo de frutificação é uma penugem branca que lembra filamentos de algodão.
4.5. DEUTEROMICETOS
São conhecidos por fungos imperfeitos e não têm reprodução sexuada conhecida. Nessa classe
se encontram fungos que causam no homem as infecções chamadas micoses, entre elas
podemos citar: a candidíase, a frieira ou pé de atleta, entre outras.
Alguns deuteromicetos têm grande importância econômica, pois são utilizados na fabricação
de queijos, como os dos tipos camembert e roquefort, e de antibióticos, como a penicilina.
DICAS E SUGESTÕES: Para mais informações sobre a classificação taxonômica dos fungos, acesse o site
da Internacional Commission on the Taxonomy of Fungi. Acesso em: [Link]
167
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
Embora o reino contemple seres vivos com características e estruturas simples, estes
possuem mecanismos fisiológicos interessantes de serem estudados.
5.1. DIGESTÃO
5.2. RESPIRAÇÃO
A respiração dos fungos ocorre através de trocas gasosas, podendo ocorrer tanto de forma
aeróbica (necessitando da presença de oxigênio) quanto de forma anaeróbica (não
necessitando da presença de oxigênio). Os fungos podem realizar ambas as respirações,
dependendo da espécie.
Além disso, podemos classificá-los como obrigatórios ou facultativos, por exemplo, quando
se diz que um fungo é anaeróbio obrigatório, significa que este realiza somente aquele tipo de
processo metabólico, já em caso de um fungo facultativo, pode ser realizado ambos os tipos de
respiração, de acordo com as condições ambientais em que os microrganismos estiverem
inseridos.
5.3. REPRODUÇÃO
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
168
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
REPRODUÇÃO SEXUADA
O ciclo reprodutivo sexuado pode ocorrer de diferentes formas para fungos terrestres e
fungos aquáticos.
No ciclo reprodutivo de fungos aquáticos haverá a reprodução de gametas flagelados, que
se fundem e geram zigotos que se desenvolverão em um novo indivíduo.
Nos fungos terrestres, existe um ciclo de reprodução no qual haverá produção de esporos
por meiose. Desenvolvendo-se, esses esporos geram hifas haploides que posteriormente se
fundem e geram novas hifas diploides, dentro os quais ocorrerão novas meioses para produção
de novos esporos meióticos.
FIQUE ATENTO!
A forma de reprodução e o tipo de esporos formados são ferramentas importantes na
diferenciação dos fungos dentre os filos. A observação das estruturas reprodutivas é realizada
em microscópio, sendo apenas os esporos assexuados identificados dessa forma. A microscopia
eletrônica e por varredura são recursos importantes para identificação das espécies fúngicas
em caráter de pesquisa.
169
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
6.1. MICORRIZAS: Ocorre pela associação de fungos com raízes de plantas, tendo a formação
de uma estrutura conhecida como micorriza. Nesse caso haverá o desenvolvimento de
uma relação mutualística de associação, em que os fungos irão degradar os materiais do
solo, absorver os minerais ali presentes e transferir para as plantas, propiciando-lhe um
crescimento sadio. E as plantas, por sua vez, irão ceder certos açúcares e aminoácidos
aos fungos, necessários para o seu crescimento e desenvolvimento.
Esse tipo de relação se desenvolve em algumas plantações características, como
tomateiros e morangueiros, além de biomas pobre em nutrientes, como o cerrado.
6.2. LÍQUENS: Assim como nas micorrizas, os líquens são formados através de uma
relação mutualística de associação, mas entre algas clorofiladas e fungos. As algas fazem
fotossíntese produzindo a matéria orgânica, que servirá como substrato para o fungo. Já o
fungo criará um ambiente que retém umidade e nutrientes inorgânicos, que por sua vez, irá
proteger as algas e permitirá a realização do processo de fotossíntese.
170
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
Por ser um reino que apresenta uma ampla diversidade, além das aplicações nas áreas
anteriores, os fungos também são utilizados pela Indústria Farmacêutica e Química na
fabricação de certos medicamentos, pois podem produzir compostos que são danosos para
algumas espécies de bactérias. Podemos citar a aplicação do gênero fúngico Penicillium,
amplamente utilizado para produção do antibiótico penicilina, que combate doenças infecciosas
causadas por bactérias. Além disso, temos outro exemplo de fármaco que é a ciclosporina,
isolada do fungo Tolypocladium inflatum, que é uma droga imunossupressora, utilizada para
reduzir a probabilidade de rejeição de um órgão transplantado.
Apesar dos fungos assumirem papéis de extrema importância alguns são capazes de
provocar doenças em plantas e animais, inclusive no homem.
As doenças causadas por fungos, denominadas de micoses, atingem a boca, pele, unhas e
cabelos.
De acordo com as características das micoses, haverá diferentes nomenclaturas, que
indicarão a localização e o tipo de fungo envolvido. Podem ser adquiridas de várias maneiras,
tanto pelo contato direto com áreas e indivíduos infectados, por inalação, por lesões na pele e
tecido, como também pela condição patogênica da microbiota endógena (NASCIMENTO, J.S,
2010).
Como vimos anteriormente as micoses podem ser classificadas de acordo com o tecido
infectado ou conforme o grupo de fungos que estão localizados na região, para esta
identificação e posterior classificação é necessário coletar amostras e analisar rigorosamente
em laboratório.
A seguir, apresentaremos nos mapas mentais, os principais tipos de micoses que atingem
os humanos com as suas principais características.
171
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 8: Organizando conceitos
PRINCIPAIS TIPOS DE MICOSE
172
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
MAPA MENTAL
Capítulo 8: Organizando conceitos
173
DICAS DE LEITURAS
174
CAPÍTULO 8 Microbiologia em E-book
DICAS DE VÍDEOS
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Além das leituras indicadas, temos outras indicações muito interessantes que agregarão ainda
mais conhecimento sobre esses seres vivos fantásticos.
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175
QUESTÕES
Capítulo 8: Para treinar e fixar o conteúdo!
- Questões dissertativas
1. Por que nenhum organismo que pertence ao Reino Fungi é capaz de realizar fotossíntese?
2. Cite duas características importantes para identificar os seres vivos incluídos no Reino dos
Fungos.
176
QUESTÕES
Capítulo 8: Para treinar e fixar o conteúdo!
- Questões objetivas:
1. (UFV): Observe a figura seguinte que representa a estrutura de um fungo:
177
QUESTÕES
Capítulo 8: Para treinar e fixar o conteúdo!
A) captada da luz solar pela cana-de-açúcar, armazenada na molécula de glicose produzida por
fungos no processo de fermentação e, posteriormente, transferida para a molécula de etanol.
E) captada da luz solar por meio do processo de fotossíntese realizado pela cana-de-açúcar e
armazenada na molécula de glicose, que foi, posteriormente, fermentada por fungos.
4. (UFRN): Assinale a opção em que há correspondência entre o ser e aquilo que se afirma sobre
ele.
C) O fungo é uni ou pluricelular, pode causar candidíase e ser usado nas indústrias alimentícia e
farmacêutica.
178
QUESTÕES
Capítulo 8: Para treinar e fixar o conteúdo!
C) não apresentam parede celular, enquanto todos os vegetais apresentam parede celular
formada por celulose.
D) têm o glicogênio como substância de reserva energética, enquanto nos vegetais a reserva
energética é o amido.
179
RESPOSTAS DAS QUESTÕES
- Questões dissertativas
1. Porque as células dos organismos que pertencem a este reino não possuem cloroplastos.
2. Todos os fungos são heterotróficos, ou seja, diferentemente das plantas, não são capazes de
produzir seu próprio alimento, nutrindo-se por absorção. Além de heterotróficos, os fungos são
seres eucarióticos e podem ser unicelulares, como no caso das leveduras, ou multicelulares,
como os cogumelos.
5. Os principais tipos de micoses provocadas por fungos patogênicos são as micoses cutâneas,
subcutâneas, sistêmicas e superficiais. Além disso, temos as doenças causadas por fungos
oportunistas em condições especiais.
[Link] fatores de virulência permitem o crescimento dos fungos em condições adversas oferecidas
pelo hospedeiro, propiciando o estabelecimento da relação parasitária e contribuindo no
processo de doença, auxiliando no desenvolvimento da infecção e interferindo com a
patogênese das micoses. Podemos citar como fatores de virulência da C. albicans para
ocorrência da patogênese da candidíase: germinação das células da levedura, a penetração na
mucosa e a fagocitose induzida de uma levedura por uma célula da mucosa. Estes eventos são
promovidos por adesinas [Als1p, Als5p (Ala1p), Hwp1p e Int1p] e enzimas secretadas (Sap e
Plb1p) (CALDERONE; FONZI, 2001).
- Questões alternativas
1. Alternativa A. 4. Alternativa C.
2. Alternativa B. 5. Alternativa B.
3. Alternativa E. 6. Alternativa E.
180
Curiosidades
SAIBA MAIS!
Entre 1845-1849, na Irlanda, houve um grande período de fome, que causou a morte de
um milhão de pessoas devido à contaminação fúngica nas culturas de batatas, principal fonte de
alimento da região. Graças ao avanço científico e à biologia molecular, pesquisadores
conseguiram identificar a espécie à qual a contaminação foi associada. O mesmo reino que nos
fornece vinho, trufas e queijos especiais manifesta-se na natureza de forma destrutiva.
Atualmente, há fungicidas disponíveis no mercado para o controle das contaminações; no
entanto, para o seu uso, é necessário reconhecer a qual grupo o fungo pertence, o que reforça
a importância de reconhecer as principais características que agrupam os fungos, desde filos
até gênero, na organização taxionômica.
Os fungos diferenciam-se das bactérias quanto à estrutura da parede celular. Nas bactérias,
a constituição é majoritariamente por camadas de peptidoglicanos; nos fungos, é de quitina.
Uma vez que os principais antibióticos têm ação nos peptidoglicanos e ribossomos 70S, esses
fármacos não conseguem atuar nas doenças fúngicas. Para isso, um dos antifúngicos mais
utilizados é a anfotericina B, capaz de romper a membrana celular.
181
REFERÊNCIAS
do Capítulo
MADIGAN, Michael T.; MARTINKO, John M.; PARKER, Jack. Microbiologia de Brock. 10.
ed. São Paulo: Pearson, 2010. 608 pág. Disponível em:
<[Link]
>
MORAES, Aurea M., PAES, Rodrigo A., HOLAND, Veronica L. Micologia. 5. ed. São
Paulo: Âmbito Cultural Edições Ltda, 1995. 98 pág.
182