ACADEMIA MILITAR “MARECHAL SAMORA MACHEL”
Direcção Pedagógica
Departamento de Ciências Militar de Exercito
Cadeira: Organização Militar 2024
Texto de Apoio
TEMA: ORGANIZAÇÃO DOS RAMOS DAS FORÇAS ARMADAS DEFESA DE
MOÇAMBIQUE A
Organização dos Ramos das Forças Armadas compreende:
a) O Comando;
b) O Estado-Maior;
c) A Inspecção do Ramo;
d) As Repartições;
e) Os Órgãos de Conselho;
f) Os Elementos da Estrutura de Base.
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Comandante de Ramo
O Comandante de Ramo é o Chefe Militar de mais elevada autoridade da hierarquia do seu
Ramo e responde perante o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas pela
preparação, disciplina e administração das forças e meios do respectivo Ramo.
O Comandante de Ramo é um oficial general, com o posto de Major-General/Contra-Almirante,
nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Ministro da Defesa Nacional.
O Comandante de Ramo é nomeado por um período de cinco anos prorrogável por três anos, sem
prejuízo da faculdade de exoneração prevista na lei e de só exercer as suas funções por um
período máximo de oito anos.
Em caso de exoneração ou vacatura do cargo o Chefe do Estado-Maior General das Forças
Armadas submete ao Ministro da Defesa Nacional uma proposta de nomes de oficiais Generais
que preencham as condições legais e que o Conselho Militar do Ramo considere os mais
adequados para o desempenho do cargo a prover. Junto do Comandante do Ramo funcionam
órgãos de apoio.
Competências do Comandante de Ramo
São competências do Comandante de Ramo:
a) Dirigir, coordenar e administrar o respectivo Ramo;
b) Participar na elaboração de Conceito Estratégico Militar;
c) Elaborar os projectos de orçamento anual do respectivo Ramo e dirigir a correspondente
execução;
d) Propor a organização, o apetrechamento e instrução do seu Ramo;
e) Elaborar os programas gerais de armamento e equipamento do respectivo Ramo e submetê-los
ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas;
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f) Elaborar as bases específicas da administração do pessoal do Ramo e submetê-las ao Chefe do
Estado-Maior General das Forças Armadas;
g) Decidir e assinar, nos termos da lei, as promoções e nomeações dos militares até ao posto de
sargento, do respectivo Ramo, ouvido o Conselho Militar do Ramo;
h) Propor ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, nos termos da lei, a promoção
a oficial subalterno e de oficial subalterno, oficial superior e de oficiais superiores do seu Ramo,
ouvido o Conselho Militar do Ramo;
i) Apresentar ao Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas as necessidades do
respectivo Ramo em pessoal dos contingentes anuais a incorporar, bem como de pessoal a
desmobilizar;
j) Adoptar medidas de carácter social, superiormente definidas, relativas a remunerações dos
militares e outras, respeitantes às suas famílias;
Estado-Maior do Ramo
Estado-Maior do Ramo é o órgão de estudo e planeamento, é dirigido por um Chefe do
EstadoMaior, com o posto de Brigadeiro/Comodoro, nomeado pelo Ministro da Defesa Nacional,
sob proposta do Chefe do Estado-Maior General das Forcas Armadas.
Inspecção do Ramo
A Inspecção do Ramo assegura o exercício da acção inspectiva, controlo e avaliação da
organização, funcionamento e desempenho das unidades, órgãos e estabelecimentos do Ramo, é
dirigida por um Inspector, com o posto de Brigadeiro/Comodoro, nomeado pelo Ministro da
Defesa Nacional sob proposta do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Órgãos de Conselho do Ramo
Os Órgãos de Conselho do Ramo destinam-se a apoiar o Comandante do Ramo na tomada de
decisões em assuntos especialmente importantes na preparação, disciplina e administração do
Ramo.
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Órgãos de Base
Os órgãos de base têm por função a formação, a sustentação e o apoio geral do Ramo.
São órgãos de base do Ramo:
a) As Unidades Militares;
b) As Escolas Práticas.
Ramo do Exército
O Ramo do Exército é dirigido pelo Comandante do Exército, coadjuvado por um Chefe do
Estado-Maior e compreende:
A Inspecção do Ramo;
A Repartição de Operações;
A Repartição de Educação Cívico-Patriótica
A Repartição de Pessoal;
A Repartição de Informações Militares;
A Repartição de Reconhecimento;
A Repartição de Artilharia Terrestre;
A Repartição de Artilharia Anti-Aérea;
A Repartição de Engenharia e Defesa Química;
A Repartição de Comunicações;
A Repartição de Logística;
A Repartição de Finanças;
A Repartição de Saúde Militar.
Funcionam, ainda, no Comando do Exército:
O Conselho Militar do Ramo;
O Conselho de Disciplina do Ramo.
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Na dependência directa do Comandante do Exército funcionam os seguintes órgãos de apoio:
O Gabinete do Comandante;
O Gabinete Jurídico;
O Gabinete de Cooperação;
O Destacamento de Apoio e Serviços;
A Unidade Cerimonial.
O Comando do Ramo do Exército é composto por:
Comandante;
Chefe do Estado-Maior;
Inspector;
Chefes de Repartições.
Na subordinação directa do Comandante do Exército funcionam:
As Brigadas;
Os Regimentos;
A Escola Prática;
Os Centros de Formação.
Funções do Ramo do Exército
Preparar, aprontar, empregar e manter as forças necessárias para a realização das tarefas
da componente terrestre da defesa do território nacional.
Realizar a vigilância e controlo permanente do Espaço Estratégico de Interesse
Nacional;
Assegurar o trabalho de educação cívico-patriótica dos militares do Ramo;
Preparar e manter a mobilidade operacional e táctica das forças e a execução de
operações aerotransportadas;
Preparar e manter forças necessárias para a execução de trabalhos de desminagem,
destruição de engenhos explosivos e assistência às vítimas das minas.
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Ramo da Força Aérea
O Ramo da Força Aérea de Moçambique é dirigido pelo Comandante da Força Aérea,
coadjuvado por um Chefe do Estado-Maior e compreende:
A Inspecção do Ramo;
O Comando de Aviação;
O Comando de Defesa Anti-Aérea;
A Repartição de Operações;
A Repartição de Educação Cívico-Patriótica;
A Repartição de Pessoal;
A Repartição de Informações Militares;
A Repartição de Reconhecimento;
O Posto de Comando do Ramo;
A Repartição de Comunicações;
A Repartição de Logística;
A Repartição de Finanças;
A Repartição de Engenharia de Aviação;
A Repartição de Engenharia de Defesa Anti-Aérea;
A Repartição de Saúde Militar.
Funcionam, ainda, no Comando da Força Aérea:
O Conselho Militar do Ramo;
O Conselho de Disciplina do Ramo
Na dependência directa do Comandante da Força Aérea funcionam os seguintes órgãos de apoio:
O Gabinete do Comandante;
O Gabinete Jurídico;
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O Gabinete de Cooperação;
O Destacamento de Apoio e Serviços;
O Comando do Ramo da Força Aérea é composto por:
Comandante;
Chefe do Estado-Maior;
Inspector;
Chefes de Repartições.
Na subordinação directa do Comandante da Força Aérea funcionam:
Bases Aéreas;
Brigadas;
Regimentos;
Escolas Práticas.
Funções do Ramo da Força Aérea
Preparar, aprontar, empregar e manter as forças e meios necessários para garantir a
defesa, o controlo e a vigilância do espaço aéreo nacional;
Prestar apoio às forças de superfície, garantindo a manutenção da situação aérea
favorável, que permita a normal condução das acções de forças amigas;
Participar com meios no treino das forças pára-quedistas;
Transportar o Chefe de Estado e outras Altas Entidades nas suas deslocações, em
compromissos internos e internacionais;
Realizar o transporte de militares e de material dentro do país e, quando necessário, para
fora do território nacional, em apoio às operações de manutenção da paz, no âmbito da
SADC, da UA e da ONU; Assegurar o trabalho de educação cívico-patriótica dos
militares do Ramo;
Realizar acções de busca e salvamento;
Apoiar a actividade de fiscalização marítima;
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Efectuar operações de evacuação sanitária.
Ramo da Marinha de Guerra de Moçambique
O Ramo da Marinha de Guerra de Moçambique é dirigido pelo Comandante da Marinha de
Guerra, coadjuvado por um Chefe do Estado-Maior e compreende:
A Inspecção do Ramo;
A Repartição de Operações;
A Repartição de Educação Cívico-Patriótica;
A Repartição de Pessoal; A Repartição de Informações Militares;
A Repartição de Navegação e Hidrografia;
A Repartição de Comunicações;
A Repartição de Logística;
A Repartição de Finanças;
A Repartição de Engenharia Naval;
A Repartição de Armamento Naval;
A Repartição de Saúde Naval.
Funcionam ainda no Comando da Marinha de Guerra:
O Conselho Militar do Ramo;
O Conselho de Disciplina do Ramo.
Na dependência directa do Comandante da Marinha de Guerra funcionam ainda os seguintes
órgãos de apoio:
O Gabinete do Comandante;
O Gabinete Jurídico;
O Gabinete de Cooperação;
O Destacamento de Apoio e Serviços;
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A Unidade Cerimonial.
O Comando do Ramo da Marinha de Guerra é composto por:
Comandante;
Chefe do Estado-Maior;
Inspector;
Chefes de Repartições.
Na subordinação directa do Comandante da Marinha de Guerra funcionam:
As Bases Navais;
A Base de Fuzileiros;
As Escolas Práticas
Funções do Ramo da Marinha
Preparar, aprontar, empregar e manter as forças e meios necessários para garantir a
defesa, o controlo e a vigilância da costa marítima e águas interiores;
Garantir o exercício da autoridade do Estado nos diversos espaços de soberania ou
jurisdição marítima nacional, designadamente em matérias de fiscalização, de
policiamento de pessoas e bens, da segurança marítima e da navegação;
Assegurar a coordenação e o exercício, no quadro institucional, do Sistema de Autoridade
Marítima e o emprego articulado das capacidades navais e daquelas que são próprias da
autoridade marítima;
Realizar operações navais de vigilância e controlo permanente do Espaço Estratégico de
Interesse Nacional e, quando necessário, com outros países;
Realizar a actividade de fiscalização marítima e pesqueira;
Transportar o Chefe de Estado e outras Altas Entidades nas suas deslocações em
compromissos internos e internacionais;
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Realizar o transporte de militares e de material dentro do país e, quando necessário, para
fora do território nacional, em apoio às operações de manutenção da paz, no âmbito da
SADC, da UA e da ONU;
Assegurar o trabalho de educação cívico-patriótica dos militares do Ramo;
Realizar acções de busca e salvamento; e Efectuar operações de evacuação sanitária.
Docente: Carlos Pareia
(Tenente)
Nampula
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