14/08
Fisiologia II (Sistema muscular)
Componentes plásticos: que não retornam ao seu tamanho após a contração sem ação externa
(mitocôndrias; retículo sarcoplasmático; sistema tubular)
Componentes elásticos: aqueles que retornam ao seu tamanho normal. Devido ao desuso
pode diminuir.
O músculo é composto majoritariamente de água, diferentemente do que as pessoas pensam,
não é proteína. O valor de água presente nos músculos varia entre 67 e 80%, de acordo com a
necessidade metabólica daquele músculo isso explica o pump do treino aquele grupo
muscular está hiperativo no momento e tem mais água no tecido. Além da água, o segundo
componente encontrado em maior quantidade são as proteínas, porém o número é muito
variável de acordo com a vida ativa daquele indivíduo. Os tipo de proteínas encontradas
também variam, sendo elas funcionais, não só de preenchimento e matriz energética
(metabolismo proteico gera muito subproduto tóxico e não é primeira fonte de energia),
portanto as proteínas é um tecido funcional. Proteínas contráteis: actina e miosina
contraem, mas são inúteis sozinhas, precisam das proteínas da regulação (permitem a
contração, espera o momento exato da contração; reguladoras troponina e tropomiosina);
também há proteínas do citoesqueleto para ancoragem das proteínas contráteis e para
alinhamento daquele tecido proteínas do citoesqueleto; há ainda as proteínas dissolvidas,
espalhadas no sarcoplasma como a hemoglobina e a mioglobina (ligadas à processos
específicos como estocagem de O2, cadeia energética etc.); por último, podemos citar as
proteínas do citoesqueleto, também responsáveis pela elasticidade.
Além de proteínas e água, o músculo também é composto por gordura entre as
proteínas/fibras, a porcentagem varia de acordo com a constituição corporal de cada indivíduo.
Substâncias nitrogenadas creatina; aminoácidos livres; atp; uréia (problema quando
degrada o músculo). Carboidratos para reserva energética. Eletrólitos, com destaque para o
Cálcio quando falamos de tecido muscular.
Propriedades
Elasticidade distensão
Contratilidade contração
Tonicidade tônus
Funções
Movimento e a manutenção da postura;
Produção de calor;
Proteção e a alteração da pressão para auxiliar para auxiliar a circulação;
Absorventes de choques para proteger o corpo;
Fala e deglutição;
Controles esfincterianos.
Histologia muscular
Músculo estriado cardíaco células agem como uma só para melhor propagação do impulso
elétrico e todas as células controlem ao mesmo tempo (discos intercalares); multiforme (sem
forma definida, permitindo que se encaixe no tecido e que se comunique com várias células ao
mesmo tempo); involuntário
Músculo estriado esquelético diferenças
Músculo liso uma parte da energia utilizada na contração dele é desperdiçada (não gera
contração); não tem como função encurtar, mas apertar (diminuir diâmetro de órgãos ocos,
tubulares – viscerais); musculatura em formato de rede; involuntário – metabolismo local.
*síndrome compartimental – pesquisar
Epimísio envolve o músculo como um todo
Perimísio envolve cada feixe
Endomísio envolve cada miofibrila (célula muscular)
As fáscias são responsáveis por cerca de 30% da força do músculo
Miofibrila
Núcleo fica rente a membrana para não atrapalhar o deslizamento das miofibrilas para a
contração. O retículo sarcoplasmático reveste toda a superfície da miofibrila por ser onde o
cálcio está armazenado. Os túbulos T (transversos) permitem que o líquido em volta do
músculo passe pelo meio das miofibrilas, fazendo essa comunicação entre os meios.
Uma miosina central puxa várias actinas ao mesmo tempo, assim como uma actina é puxada
por várias miosinas ao mesmo tempo.
A célula muscular não se divide, assim como os neurônios. Em casos de lesão grave, no lugar
de músculo aparece tecido fibroso (tecido não-contrátil)
Faixas diferentes densidades da fibra muscular; arranjo estrutural
Faixa I mais clara; só actina
Faixa A mais escura, miosina e actina sobrepostas
Disco Z estrutural, sobreposição de actina, resistência
Sarcômero toda a unidade contrátil
A fibra muscular é uma só desde a origem até a inserção do músculo.
Zona H proteína ligante entre miosina e actina
Sarcolema dupla membrana (plasmática e basal)
Túbulos T
Miofibrilas
Na cabeça da miosina que ocorre o processo energético (acoplamento do ATP)
Proteínas estruturais
Transversais: miomesina (liga a miosina e titina; forma a linha M e participa da estabilização da
posição dos filamentos grossos) e proteína C (fixam as moléculas de miosina formando os
filamentos grossos)
21/08/2023
Miomesina: liga miosina e titina forma a linha M e participa da estabilização da posição dos
filamentos grossos
Proteína C: fixa as moléculas de miosina que formam um filamento grosso
Titina: extende-se do disco Z a linha M ancorando os filamentos grossos dando estabilidade
durante a contração.
Nebulina: mantém os filamentos de actina juntos
Desperdiçamos grande parte da energia para contração em forma de calor
Proteínas reguladoras
Proteínas que controlam o processo de contração/deslizamento; elas mantém o potencial de
repouso.
Troponina proteína ligada por três partes; em um lado está ligada à tropomiosina (troponina
T), a parte central, chamada de troponina C, do outro lado a actina (troponina I). A troponina C
recebe o cálcio, sinalizador de contração, ativando a saída da tropomiosina. À chegada de
cálcio a troponina muda de formato, encurta e gira, movendo a tropomiosina
Tropomiosina é quem impede a contração constante
No repouso a tropomiosina cobre o centro ativo da actina impedindo que se forme a
pontecruzada com a miosina; sua posição é mantida pela troponina; quando o cálcio se liga a
troponina a tropomiosina é afastada, descobrindo o sítio ativo.
Para que haja relaxamento precisa de energia quando não tem energia suficiente para
cessar a contração resulta em câimbra
Proteínas reguladoras são responsáveis por isso; elas escondem o sítio ativo entre miosina e
actina, permitindo a contração apenas quando requisitado e cessando a contração quando
acaba o estímulo.
Quando em potencial de repouso a tropomiosina fica no lugar de ligação entre a cabeça da
miosina e a actina. Quando consideramos que a cabeça da miosina está sempre energizada,
basta a saída da tropomiosina para que haja a contração.
Lembrando que a musculatura estriada esquelética segue a lei do tudo ou nada, contraindo
sempre com força total. A dosagem de força é ditada pela quantidade de fibras recrutadas,
sendo que todas as fibras utilizadas naquele movimento estão com força máxima.
Lesões fisiológicas de sarcolema dor muscular tardia sinaliza respostas adaptativas
(hipertrofia)
No Diafragma elas funcionam da mesma forma.
Tipos de fibras
Fibras do tipo I e fibras do tipo II, no geral, porém há subdivisões.
*Pela ausência de estímulos as fibras musculares podem assumir funções de outro tipo de fibra
adaptação funcional influenciado por características genéticas determina quão rápido,
quão eficiente será o processo
Fibras do tipo I (vermelho) – cor está relacionado a um aspecto microscópio relacionado aos
seus componentes tem mais capilares, mioglobina e hemoglobina (transportadores de
sangue), tem muitas enzimas e muitas mitocôndrias, portanto produz energia muito rápido,
mas não retém útil em esportes de longa duração, por estar sempre produzindo energia
fibras oxidativas (processo pelo qual a mitocôndria produz ATP) demora pra fadigar, mas não
tem tanta força tônicas/lentas
Fibras do tipo II (branca) maior estoque de energia glicose (forma mais rápida de
energia) – sempre leva muita água consiga (20x mais do que o próprio peso), dando esse
aspecto inchado à fibra por não ter tantos capilares nessa fibra, quando acabar seu estoque
de glicose ela fadiga fibra de explosão, tempo limitado, cansa muito rápido, mais fatigável
glicolíticas
As duas opções estão presentes do mesmo músculo, porém pode haver predominância de
determinado tipo em cada músculo, determinando para que esse músculo será melhor
Eletroestimulação em pacientes hospitalizados ou em coma dar estímulo elétrico que o
neurônio deveria estar dando naquelas fibras
X músculo = X exercício
Y músculo = Y exercício
Motoneurônio neurônio cortical com estímulos a todo momento, algum desses estímulos
pode despolarizar e levar à contração7
A quantidade de fibras inervadas por um único motoneurônio varia pela precisão com que
aquele músculo precisa contrair. Se não precisa de precisão um único neurônio pode inervar
centenas de fibras de um único músculo ao mesmo tempo, especialista em força. Quando
pensamos em músculos da mão, por exemplo, que realiza movimentos finos, não é possível
que apenas um motoneurônio inerve tudo.
Quadríceps 1 motoneurônio inerva 150 fibras musculas essa junção é chamada de
unidade motora o ponto de contato entre o motoneurônio e a membrana da célula
muscular é chamado de placa motora o impulso elétrico (na eletroestimulação) é mais
eficiente se aplicado na placa motora
*ponto motor local da concentração das placas motoras
Não importa o paciente sentir ou não a dor, o importante é a contração ser visível
Unidade motora – foto
Placa motora – foto
Fenda motora – foto
Junção neuromuscular muita mitocôndria muita energia para que o processo seja
realizado
Membrana celular se dobra para aumentar a área de contato com o neurônio, permitindo que
os neurotransmissores (acetilcolina) se liguem nessas dobras
28/08/2023
Fisiologia da Contração Muscular
Para contração o músculo precisa de um potencial de ação, a partir do qual é desencadeado
uma série de eventos, sendo o primeiro a liberação de cálcio. Depois da liberação de Ca não
tem como voltar atrás, vai haver contração.
Estímulo elétrico liberação de Ca tropomiosina libera os sítios ativos cabeça da
miosina se liga na actina ao final do giro da miosina, quebra do ATP, ocorre a contração.
Excesso de Ca tetania contração constante
Falta de Ca fraqueza muscular
*As proteínas dentro da célula também possuem carga negativa
Eletroterapia causa despolarização, levando à contração muscular
Despolarização = contração
Hiperpolarização momento após a repolarização em que o meio intracelular fica mais
negativo, nesse momento não é possível despolarizar
Despolarização repolarização hiperpolarização bomba de NaK
Medicamentos para diminuir a PA muitas vezes está relacionada com bloqueadores dos canais
de Ca, portanto, a contração fica prejudicada
No músculo liso, ao invés da troponina temos a calmodulina, que carrega o Ca para que haja a
contração. Isso permite que existam medicamentos que atuem em cada tecido muscular de
forma isolada.
Receptores proprioceptivos musculares
Quimiorreceptores pH; K+; PCO2; PO2
Fuso muscular comprimento muscular
Órgão tendinoso de Golgi tensão muscular
Ambos são receptores proprioceptivos, porém se diferenciam pela ação e localização.
Enquanto o fuso muscular está posicionado no ventre muscular, funcionando o tempo todo em
que o músculo contrai, o OTG está localizado no tendão.
Fuso muscular fibras musculares (com ação normal) com monitoramento por receptores;
são fibras que mandam as necessidades mecânicas do músculo para o SNC, agindo a partir daí
(contraindo mais ou cessando a contração) fibra intrafusal inervação aferente, enquanto
as fibras extrafusais são apenas eferentes.
Não é utilizada apenas a informação dos receptores no músculos, mas de todo o corpo.
Tipos de receptor muda de acordo com a função fibra dinâmica de bolsa nuclear (informa
sobre a velocidade da contração); fibra estática de bolsa nuclear (comprimento da fibra); fibra
de cadeia nuclear (comprimento do músculo)
Fibra estática de bolsa nuclear (mais arredondada) e fibra de cadeia nuclear (linear) apenas se
diferem pela estrutura, enviam a mesma informação
Todas essas informações são utilizadas para evitar que haja estiramento muscular, além de
precisão do movimento.
Fuso muscular age de maneira reflexa
Fibras aferentes Ia informação pro SNC, tem os três tipos de fuso
Fibras aferentes II fuso de cadeia linear e fibra estática de bolsa nuclear, terminações em
buque
Motoneurônios alfa fibra aferente responsável pela estimulação da fibra motora extra-fusal
cortical
Motoneurônio y fibra aferente responsável pela estimulação das fibras motoras intra-fusais
fuso manter as fibras sempre tensionadas, para que o fuso funcione durante todo o
movimento
04/09/2023
O fuso muscular impede um alongamento eficiente.
Para um bom alongamento é necessário que o fuso seja desativado
À medida que o músculo começa a ficar mais ativo, depois que ele "esquenta",
o fuso perde capacidade de atividade pela quantidade de sangue, água e
processos metabólicos ali. Portanto, o alongamento após atividade física é
mais perigoso, pois o fuso muscular não está funcionando tão bem, porém é
mais eficiente se o terapeuta souber fazer da maneira correta, já que o fuso
não irá “frear” o movimento.
Outra forma de desativá-lo é através do frio. Enganar o músculo ativando
primeiro o antagonista para então alongar o agonista. Como se fizesse o SNC
focar em um músculo e de repente começa a contrair o contrário, pegando-o de
surpresa.
O fuso muscular é responsável pelo tônus muscular e por nos manter de pé contra a
ação da gravidade.
A ação da gravidade estira constantemente os fusos; mesmo o músculo estando em
repouso. Este estiramento causa uma contração reflexa (reação postural) chamada de
tônus muscular de repouso.
Se o músculo é mais fraco do que o esperado/normal o fuso tem ação menos
eficiente. Caso o músculo não tenha força suficiente para fazer o que o fuso
quer/precisa/manda é menos eficiente. Por isso, é mais comum que músculos
exauridos/fatigados sofram lesão, por não conseguirem mais fazer a contração
protetora.
Órgão Tendinoso de Golgi
Enquanto o objetivo do fuso é proteger o músculo, o OTG tem como objetivo proteger
o tendão (sempre que tiver perigo de um estiramento do osso). Esse estiramento do
tendão nada mais é do que a contração do ventre muscular, que força o osso a
acompanhar o movimento.
Quanto mais estiramento tiver sofre o tendão, mais resposta do SNC (também como
reflexo) esse tendão vai receber. Porém, enquanto a sinapse do fuso é excitatória
(manda contrair) a sinapse do OTG é inibitória (bloqueia a contração do músculo).
Quanto mais carga (mais perigo ao tendão) menos força você faz, porque o OTG freia
cada vez mais o movimento com o aumento de carga/perigo.
Força efetiva não depende apenas de força contrátil, mas também da modulação dos
receptores musculares sobre a contração.
Cabo de guerra entre fuso e OTG um mandando contrair e o outro mandando
relaxar ao mesmo tempo, procurando equilíbrio.
OTG também pode ser utilizado para alongamento reflexo miotático inverso (ao
invés de mandar contrair, manda relaxar).
Sistema Endócrino
Hormônios precisa ser uma substância sinalizadora, produzida por alguma glândula
específica, cai na corrente sanguínea com a única função de entregar uma mensagem
em outra parte do corpo/organismo.
Sistema endócrino sinalização química
Pré-diabetes é o excesso de insulina circulante, enquanto a diabetes em si possuem
falta de diabetes. O problema da pré-diabetes é a falta de receptores ativos, pode
estar cheio de glicose e cheio de insulina, mas a insulina não consegue agir pela falta
do receptor. Esses receptores perdem a função, em grande parte, por inatividade física
(célula não precisa da glicose e aí ela fica flutuando lá, sem receptores, sem destino).
No caso da pré-diabete é reversível com mudança alimentar e atividade física.
Diabetes é irreversível, as células produtoras de insulina inflamam por produzirem
insulina demais, até que elas morrem e falta insulina, num quadro de diabetes.
Sinalização parácrina não entra na corrente sanguínea, ativa uma célula vizinha
(ACh na contração muscular)
Sinalização endócrina hormônio entra na corrente sanguínea e procura sítios ativos
por todo o corpo.
Endócrino corrente sanguínea
Exócrino cavidade, ducto, superfícies
Sistema endócrino é um conjunto de órgãos que apresentam como atividade
característica a produção e secreção de hormônios; é um sistema adaptável
Características dos hormônios:
Coordenação do metabolismo
Coordenação de aspectos metabólicos e também de diversas funções como
motilidade do trato gastrointestinal, secreção de enzimas digestivas, secreção de
outros hormônios, sistema reprodutor
Meia vida curta; em casos de necessidade a produção é constante, dura minutos na
corrente sanguínea
Dosagens muito baixas no sangue; problema na reposição hormonal
Doses contínuas, baixas, sendo que dura pouco
Ação pode ser lenta (modificam genética como o nascimento de pelos durante a
puberdade) ou de ação rápida (parecida com enzimas, facilitadoras de processo
fisiológico do organismo)
Mecanismos pelos quais eu regulo a secreção de hormônio: mecanismos de feedback
(positivo ou negativo, negativo na maioria das vezes)
Feedback negativo: sistema fechado com uma glândula que produz um hormônio que
cai na corrente sanguínea, porém volta a circular pela sua própria glândula produtora.
Quanto mais hormônio tem no sangue (quanto mais hormônio passa pela sua glândula
produtora, menos hormônio aquela glândula produz) = estabilidade de hormônios na
corrente sanguínea.
Feedback negativo: o próprio hormônio produzido por aquela glândula faz com que
sua produção seja freada, buscando o equilíbrio, uma dosagem ideal circulante.
Feedback positivo: quando o próprio produto estimula ainda mais aquela reação. Ex:
inflamação.
11/09/2023
Os hormônios são classificados em:
- Peptídeos pequenas proteínas
- Aminas catecolaminas adrenalina e noradrenalina aminas vasoativas pq
agem na vasoconstrição
- Esteroides bomba estimulam crescimento, não só de músculos
São separados em dois grandes grupos: os lipofílicos e os hidrofílicos
Lipofílicos maior afinidade com lipídeos, se dissolve facilmente pela membrana
celular, não precisa de receptor fora da célula, mas tem um receptor direto no núcleo,
ativam o DNA, alteram características gênicas, expressão gênica, meia-vida longa,
circulação no plasma ligado à proteínas, concentração baixa no sangue
Hidrofílicos se liga à uma proteína transmembrana (proteína G) que, depois de
ativada, envia um mensageiro intracelular (o principal é o AMPcíclico), meia-vida curta,
circulação livre no plasma, concentração muito baixa no sangue
Classificação de acordo com a distância do local de produção e do sítio ativo
Hormônios parácrinos ação local, comunicação com célula vizinha
Mecanismos de ação:
Ativação do AMP cíclico vem da quebra do ATP; é uma combinação do hormônio
com receptores especiais na membrana celular efeito ativador sobre reações
químicas intracelulares(como catalisador); ativação de enzimas; alterações na
permeabilidade celular; modificações do grau de contração da musculatura lisa;
ativação da síntese proteica; promoção da secreção celular mediador hormonal
intracelular – faz a comunicação entre os meios
Ativação gênica combinação hormônio com receptores especiais no citoplasma
celular hormônio + receptor no núcleo = ativação gênica maior síntese proteica;
maior ativação da divisão celular, potencial oncogênico hormônios esteroides
Hipotálamo é o ponto de partida da produção de todos os hormônios e a hipófise é a
glândula mão, aquela que comanda todas as outras
Eixo Hipotálamo-Hipófise
Entre hipotálamos e hipófise existe grande comunicação, de nervos e vasos,
facilitando que trabalhem como uma unidade só.
Hipotálamo integração de informações do hormonal e nervoso (orgânico e
neuronal)
Hipotálamo controla o SNA para manter a homeostase do organismo
Hipotálamo é responsável pelos comportamentos motivacionais: fome, sede, proteção,
vínculo afetivo, segurança
Hipófise é dividida em duas partes anatomicamente, sempre seguindo o que o
hipotálamo manda:
Adeno-hipófise (anterior) fica pendurada, completamente separada da posterior
Neuro-hipófise (posterior) diretamente ligada ao hipotálamo, como se fosse um
prolongamento
São completamente separadas e diferentes, até a vascularização, a comunicação
entre elas é por hormônios
Toda vez que tiver RH no nome é um hormônio liberador, as primeiras letras
representam os hormônios que eles vão a estimular.
Todo hormônio liberador vai ter ação sobre outra glândula
A hipófise anterior produz e secreta: GH (hormônio do crescimento); TSH
(tiroestimulante); ACTH (adrenocorticotrópico); PrL (prolactina); FSH
(foliculoestimulante); LH (luteinizante)
Diferentemente da neuro-hipófise, que só secreta, a adeno-hipófise produz e secreta
os hormônios.
GH
Hormônio do crescimento
No metabolismo de carboidrato é um hormônio pró-energético
18/09/2023
GH hormônio do crescimento estimula mitose estimula o fígado a produzir
outro hormônio proteico com objetivo de promover aporte energético e crescimento
IGF-I incorpora aminoácidos às estruturas síntese proteica síntese de RNA
síntese de DNA colágeno aumenta número e tamanho de células
Esse processo nas cartilagens é essencial para a manutenção delas, evitando o
desgaste, mantendo-as saudáveis.
Também tem ação nos ossos regulares curtos (frontais, mandíbula, falanges distais,
metacarpo, metatarso)
Diferenciação cartilaginosa nos ossos longos tem vida curta (param de responder ao
GH) porém os ossos curtos continuam crescendo (por toda a vida) por não terem a
limitação da epífise de crescimento.
O crescimento dos ossos curtos também acontece através da síntese de RNA até o
aumento de número e tamanho de células.
GH aumenta função miocárdica, aumenta função endotelial (endotélio atua na
proteção mecânica dos vasos cardíacos), diminui quantidade de LDL, aumenta
capacidade aeróbica, aumento do QoL (quality of life), aumenta bem estar, aumenta o
cognitivo, aumenta glicogênese, aumenta lipólise, aumenta densidade mínima óssea,
aumenta síntese proteica.
Menos GH mais chance de problemas cardiovasculares
Hormônio tireoestimulante (tirotropina – TSH)
Função controle da secreção da glândula tireoide, controle quase total da tireoide
Atua por feedback negativo
Hormônio adrenocorticotrópico (ACTH)
Controle da secreção dos hormônios supra-renais (aumento das células); controla
atividade das supra-renais
Supra-renais cortisol corticóides reações inflamatórias, proteção do próprio
corpo liberado quando o corpo está sob estresse exercício físico
Atua por feedback negativo
Hormônio Prolactina
Estimula o crescimento das mamas; aumenta a produção e secreção de outro
hormônio que estimula produção de leite (lactação)
Prolactina síntese de leite
Ocitocina (neurohipófise) ejeção do leite
Hormônio folículo-estimulante
Desenvolvimento dos gametas
Na mulher desencadeia o crescimento dos folículos ovarianos e estimula secreção de
estrogênio pelos ovários
No homem desencadeia crescimento dos testículos
Hormônio luteinizante
Finaliza o processo iniciado pelo FSH
Na mulher desencadeia o rompimento do folículo na ovulação e secreção de
estrogênio e progesterona
No homem desencadeia a secreção de testosterona pelos testículos
Hipófise posterior
Recebe os hormônios do hipotálamo e são armazenados ali e liberados pela hipófise
posterior quando necessário. Secreta apenas dois hormônios: ocitocina (lactação,
prazer) e antidiurético (controle eletrolítico, regulação da função renal).
Hormônio antidiurético – vasopressina (ADH)
Retenção de água do rim, diminuir filtração de água pelo rim; aumenta permeabilidade
dos ductos coletores e aumenta a retenção de água; a urina fica mais concentrada;
assim sendo a pressão osmótica dos fluidos corporais diminui; glicogenólises no
fígado; estimula a secreção de ACTH; aumenta pressão arterial pela retenção de
líquidos
ADH tem estímulos osmóticos (regulação do sangue) e não osmóticos
Osmolaridade é uma função do número total de partículas em solução,
independente de massa, carga ou composição química. As partículas dissolvidas
(osmólitos) exercem uma força que tendem a atrair água através das membranas
semi-impermeáveis.
Pressão osmótica ideal é 290 mOsm/Kg H2O
260 super-hidratação
Desidratação 310
ADH diminui quantidade de urina retém mais líquido diminuir ADH pra liberar a
retenção água não reabsorvida
09/10
*Ouvir primeiros 15min do áudio.
Tireoide – TSH
TSH Controle da secreção da glândula tireoide (aumento das células tireoidianas);
controle de forma quase total a tireoide; facilita a síntese e liberação de T3 e T4.
Metabolismo conjunto de reações químicas do organismo
Tireoide tem papel central na regulação da taxa metabólica do organismo
Glândula periférica, palpável, pequena, formato de H, na frente da traqueia abaixo de
C4. Formada por várias células foliculares, células circulares produtoras de hormônios;
esses hormônios são direcionados à região central, chamada coloide, para então ir
para a corrente sanguínea.
Iodo é b ase fundamental para que a tireoide funcione, esse iodo vem da nutrição,
principalmente do sal. Principais fontes de iodo: frutos do mar
T3 e T4 têm ação de expressão gênica; manda a célula produzir proteína. T4 é só
para circulação.
T3: 80% é conversão periférica de T4
Efeitos sobre o organismo:
Acelera captação de glicose pelas células; aumenta glicólise; aumenta neoglicogênese
(produção de glicose a partir de outras fontes); aumenta absorção de pelo TGI;
aumenta secreção de insulina. Aumenta mobilização de lipídeos, aumenta AG livres,
oferecendo mais energia. Diminui quantidade de colesterol circulate.
Indiretamente é um hormônio de proteção cardiovascular, até certo ponto.
Aumenta síntese proteica e enzimática; aumenta número e tamanho das mitocôndrias
nas células; promove captação rápida de glicose; aumenta glicólise e gliconeogênse
etc.
Aumenta o MTB de 60 a 100% acima do normal; auxilia na diminuição do peso
corporal; tremores nos músculos pela atividade química aumentada; no excesso desse
hormônio a pessoa tem insônia, o que gera sensação constante de fadiga causada
pelo sono difícil.
Quando relacionada com cárdio aumenta a circulação da pele, com vasodilatação e
perda de calor, o que aumenta o débito cardíaco para que o sistema cardiovascular
consiga manter o calor da pele. Consequentemente aumenta a PA.
No sistema respiratório aumenta o metabolismo; aumenta o consumo de O2 e
eliminação de CO2 e aumenta teor de gás carbônico a ser descartado.
No sist. Dig. Aumenta o apetite, por ter um alto consumo calórico; aumenta secreção
digestiva e motilidade do sist digestivo.
Sistema ósseo saída de cálcio dos ossos, o qual é lançado no sangue e eliminado
pela urina. Gera rarefação óssea, podendo chegar à osteopenia.
Sistema Nervoso excesso Insônia; nervosismo; ansiedade; tremor muscular
Hipotireoidismo queda da TMB pela metade
Hipertireoidismo aumento do TMB até o dobro
Hipotireoidismo
Mixedema baixo metabolismo celular; letargia; lentidão mental; pele insensível e
ressecada; FC e PA baixas, queda capilar, aumento de peso
Cretinismo retardo mental; pode ser congênito
Hipertireoidismo
Nervosismo; emagrecimento; intolerância ao calor; aumento da pulsação; tremor fino
nos dedos; exoftalmia (olhos esbugalhados); FC e PA altas; insônia; etc.
Bócio endêmico aumento da glândula quando falta iodo e a produção do hormônio
cai, o que faz com que a adeno hipófise produza muito TSH e gere uma hipertrofia da
glândula pelo excesso de estímulo.
Calcitonina é secretada pela tireoide em resposta a altos níveis plasmáticos de Ca,
e reduz o nível plasmático aumentando o depósito de Ca nos ossos.
PTH produzido pelas paratireoides; tira o Ca do tecido ósseo para disponibilizar na
corrente sanguínea.
Paratireoides glândulas anexas muito pequenas, grudadas na tireoide, produzem o
paratormônio eleva nível de Ca plasmático e diminuição de fósforo.
Hipopatireoidismo espasmos, hiperreflexibilidade, confundível com paciente neuro,
sinal de Chvostek (percussão da mandíbula e boca vai pra esse lado em espasmo),
Sinal de Trousseau (isquemia do membro e esse membro entra em espasmo, dedos
fecham em garra)
Hiperparatireoidismo hipercalemia, distúrbio eletrolítico, excesso de Ca na urina;
etc.
16/10/2023
Supra-renais
Duas glândulas em formato triangular (chapéu) sobre cada rim (bilateral). Possuem
diversas partes dentro, responsável por muitas substâncias diferenças. Uma parte está
relacionada a controle eletrolítico, outra relacionada ao estresse, outra ao estímulo de
mitose, outra relacionada a estabilidade hemodinâmica.
Divididas, principalmente, em duas partes bem distintas, anatomicamente e
fisiologicamente (não existe nenhuma relação): córtex e medula
Medula: tecido nervoso que atua como auxiliar do SNA simpático, dando a versão
química
Córtex: maior parte, equilíbrio eletrolítico, sistema inflamatório e hormônio (esteroides
e sexuais)
Medula central, menor, parte do SNA simpático, produz as aminas vasoativas e
opioides endógenos adrenalina e noradrenalina embora a adrenalina e a
noradrenalina tenham ações praticamente iguais, se diferem pelos receptores e pela
dose, tendo em vista a NA circula com uma dose muito mais baixa as duas possuem
um efeito extremamente rápido no corpo humano
Todo hormônio com ativação e desativação rápida são bons para a modulação do
organismo tanto que as respostas permanentes são problemáticas, principalmente
para o sistema cardiovascular extremamente utilizada em pacientes com
instabilidade hemodinâmica, principalmente aqueles com PA baixa faz
vasoconstrição, aumentando a PA
Opioides endógenos substâncias da papoula com forte efeito analgésico, ou seja, a
pessoa não sente dor. Por isso que a pessoa que se machuca ou está em uma
situação de perigo (SNA simpático adrenalina) a pessoa não sente dor. Os opioides
têm grande aplicabilidade na área da saúde cuidados paliativos para o paciente não
sentir dor, diminui dispnéia, dando um conforto momentâneo para o paciente com falta
de ar e diminuindo os efeitos colaterais. Porém as doses necessárias para esses
efeitos costumam ser bem maiores do que as fisiológicas. Causa sensação de bem-
estar, tem efeitos em todo o sistema nervoso
Efeito colateral das aminas vasoativas e dos opioides inibe a motilidade do trato
gastrointestinal, consequentemente, diminui profundidade inspiratória
Efeito da adrenalina é mais focado no coração, enquanto a NA tem maior efeito nos
vasos
Córtex aldosterona (equilíbrio hídrico renina-angiotensina-aldosterona),
corticóides (cortisol e cortidosterona) na zona fasciculada protegem as células do
estresse, seja químico, mecânico etc. Muito estresse muito corticoide por muito
tempo efeitos colaterais
Zona reticulada hormônios androgênicos (esteroides) não só produzidos pelas
gônadas, mas no córtex adrenal também principalmente quando relacionado a
desempenho esportivo dopping estimulam produção de muitas proteínas e
mitose
Zona Glomerulosa (primeira linha) Corticosteroides Mineralocorticoides ação
de equilíbrio hidroeletrolítico (sódio e potássio, principalmente) polpam ou facilitam
a saída dos minerais e água (consequentemente) o principal é a aldosterona
efeito curto (cerca de 20min)
glicocorticoides (segunda linha) além do efeito inflamatório tem efeito metabólico
(metabolismo energético) para proteção das células cortisol circula na corrente
sanguínea ligado à proteínas e tem ação mais longa
Relação entre estresse e diabetes alta dosagem de cortisol em pessoas
extremamente estressadas (todos os tipos de estresse) cortisol alto = glicemia alta
(glicose no sangue aumenta com o aumento do cortisol) inibe a entrada da glicose
nas células, estimula a glicogênese hepática. Um paciente com altos níveis de cortisol
por muito tempo, apresenta glicemia alta, levando a um aumento da produção de
insulina pelo pâncreas, que a longo prazo fica sobrecarregado e entra em insuficiência
pancreática, levando a um quadro de diabetes pela incapacidade de produção de
insulina.
Andrógenos (terceira linha) mitose e crescimento celular esteroides
Todos acima são produzidos no córtex da adrenal a partir de colesterol
*Todos hormônios esteroides são produzidos a partir do colesterol circulante
Adrenocorticotrófico controla as adrenais feedback negativo direto
Cortisol X adrenocorticotrófico relação com o ciclo circadiano doses de ACTH
baixos durante a madrugada pico de ACTH às 6am pico de cortisol às 8am
difícil confiar no horários de pico por conta de as pessoas possuírem rotinas
diferentes, para seguir esses horários deveríamos nos deitar com o sol e nos levantar
com ele. Cada pessoa tem seu próprio ciclo circadiano e os hormônios seguem o ritmo
ditado por ele, mas é um processo reversível a longo prazo
Cortisol também tem função na regulação da resposta do sistema inflamatório
minimiza o efeito colateral da inflamação
23/10/2023
Cortisol é de ação gênica.
Funções do cortisol metabolismo de carboidratos gliconeogênese~ç
oferecendo sempre energia para as células se protegerem mantêm a glicemia alta
(assim como GH e aminas vasoativas)
Metabolismo de proteínas catabolismo quanto mais cortisol circulante, menos
massa muscular o indivíduo tem
Metabolismo de lipídeos catabolismo aumenta ácidos graxos livres circulantes na
corrente sanguínea como fonte de energia
Pessoa estressada mais chance de desenvolver diabetes, doenças cardíacas e
possuir triglicérides alto
Ações do cortisol:
No estresse aumenta glicocorticóide e aumenta resposta adaptativa; porém só é
bom a curto prazo
Na inflamação anti-inflamatório diminui prostanóides; aumenta citocinas
Na alergia anti-alérgico; um upgrade da função como anti-inflamatório
No sangue aumenta eritrócitos (glóbulos vermelhos); sangue mais viscoso, mais
denso mais trabalho para o coração; diminui eosinófilos e linfócitos (células de
defesa)
No sistema imune além da diminuição das células de defesa, diminuição do próprio
tecido linfóide, células T e anticorpos
No tecido conjuntivo diminui síntese de colágeno diminuição de matriz óssea,
pele, vasos, tecidos em geral perda de resistência
Rim aumenta a filtração do rim excreta mais água
Osso além do problema com o colágeno, diminui absorção de Ca, aumenta
reabsorção óssea torna o osso menos resistente
Cardio manutenção da PA (aumenta); potencializa a ação das catecolaminas (epi e
NE)
Defesa aguda, efeito crônico é muito ruim
Mineralocorticoides
90% da sua ação vem da Aldosterona
Desóxicorticosterona e 9 alfa flurocortisol os outros 10%
Aldosterona liga-se frouxamente à proteínas plasmáticas e 50% é transportada de
forma livre pelo líquido extracelular (sangue)
Estímulos diminuição do volume do LEC (hemorragia, desidratação etc) e
diminuição da concentração de Na no sangue; volume sanguíneo baixo; PA baixa;
aumento da concentração de K no sangue e de acordo com a secreção do ACTH
Sistema Renina-Angiotensina angiotensina II aumenta o efeito