ACIDENTE
VASCULAR
ENCEFÁLICO
(AVE)
Paula Andrade
Enfermeira
Esp. Urgência e Emergência
Esp. Cardiologia e
Hemodinâmica
Docente Uniplan
Instrutora de SBV e PS
Santo Antônio de Jesus-BA
AVE
Episódio agudo >24h
caracterizado por sinais
clínicos de perturbação focal
ou global da função
neurológica;
Se sintomas em
menos de 24h e
AVE isquêmico não há
(mais prevalente evidência
em 85%) e AVE radiológica =
hemorrágico Ataque
(15%); isquêmico
transitório (AIT)
Uma das
principais
2ª maior causa
causas de
de mortalidade;
incapacidade no
mundo;
Ataque isquêmico transitório (AIT)
Súbito,
causado
por
isquemia
cerebral;
Sintomas
regridem
Sem infarto em até
associado; 24h;
comum na
1ªh;
15-30%
dos AIT
evoluem
p/ AVEi
no
mesmo
dia;
Causas e Fatores de risco
Em artérias 20% dos casos:
Principal causa pequenas causado por
modificável do AVE: intracranianas e êmbolos
aterosclerose grandes artérias cardiogênicos por
do pescoço e fibrilação atrial e
cerebrais; 30% idiopático;
Sinais de AVE: Escala de Cincinatti
Exame físico
Queda facial + rápido e preciso
Método de triagem fraqueza nos que deve ser
com boa acurácia; MMSS + fala realizado em todos
anormal; os pacientes com
suspeita de AVE;
Sinais e Sintomas
Quanto maior a
área acometida:
mais grave e
maior o risco de
sequelas;
Atingem o lado
contralateral da
lesão;
AVE isquêmico
Relacionado a evento
tromboembólico ou placas
ateroscleróticas em arteriais
cerebrais;
Liberação de lactato
(acidose do ph
sanguíneo) + radicais Infarto do
território Causa diminuição do
livres e mediadores
fluxo sanguíneo
inflamatórios, encefálico
cerebral: eventos
causando morte
deletérios ao SNC;
celular;
Tempo é cerébro
Redução do
aporte de
sangue =
forma uma A cada
área menor minuto, a área
de isquemia de isquemia
cresce sobre Cada minuto
e área maior que passa:
de a área de
penumbra; perde 1,9
penumbra milhões de
(pode ser Probabilidade neurônios;
recuperada); de
recuperação Eficácia do
funcional tratamento
reduz; diminui com
o tempo e
quanto antes
tratar: maior
a chance de
recuperação
funcional;
Atendimento inicial
Enfermeiro deve realizar
Aplicação da Escala de
uma classificação de risco Oferta de oxigênio se
Cincinatti + Escala de
adequada baseada em saturação <94%;
Coma de Glasgow
sinais, sintomas, SSVV;
AVP para coleta de
exames: glicemia,
Monitorização da FC, FR,
eletrólitos, função renal,
PA, SPO2, Glicemia;
hemograma, troponinas,
CKMB, coagulograma;
Exames diagnósticos
Tomografia computadorizada (TC) de
crânio: sem contraste; mais usado,
mais disponível e menor custo;
Ressonância
magnética (RM): alta
Exclui sangramento intracraniano; sensibilidade e
TC deve ser realizada em 25min e precisão; alto custo;
interpretada em 45min pelo médico;
Avaliação detalhada do acometimento Avaliação detalhada
cerebral (localização, tamanho, região da área de
vascular, sangramento); sangramento ou
isquemia;
Mostra isquemia em 67% dos casos nas
primeiras 3h do início dos sintomas, 82%
dos casos nas primeiras 6h e detecção
em 90% após 1semana;
TC de crânio
Outro exame complementar: ECG
Eletrocardiograma de repouso;
P/ identificar sinais de IAM e arritimias Ex: Fibrilação atrial
que aumentam o risco de AVE; (FA)
Na FA pode
ocorrer formação
FA é uma arritmia,
de trombos no
principal causa de
coração que
AVEi;
podem progredir p/
cérebro;
Escala NHISS p/ AVEi
Quanto maior o NIHSS
maior a gravidade do
AVCi e pior o
prognóstico!
Trombectomia mecânica
Remoção
do coágulo
obstrutivo Exame de Indicações P/ pacientes com
do vaso angiografia, uso de
lesões de grandes
sanguíneo; stent
vasos e início dos
autoexpansível que
sintomas menor
integra ao trombo e
que 8h ou entre
retira-o da
8-24h;
circulação;
E sistema de Manter PA menor
aspiração que ou igual a
aspira o trombo e 180x105mmHg por
desobstrui a artéria 24h;
Tratamento farmacológico
Medicamentos
trombolíticos; • Início dos sintomas há
• Indicado p/ menos de 4,5h; >18anos; TC
AVEi agudo; • Destroem o coágulo; sem sinais de sangramento;
• Recomendado • Alteplase mais utilizado; • Eficácia da terapia é
e seguro; tempo-dependente, ou seja,
• Melhora do prognóstico
funcional em 3-6meses deve ser iniciada o quanto
Trombólise antes (ideal é em menos de
3h);
Indicações
PA menor
que
Controle 180x110mm
dos níveis Hg (p/
pressóricos candidatos a
trombólise)
Não candidatos
a trombólise:
manter PA
menor que
220x120mmHg
Contraindicações do trombolítico
Terapia de suporte no AVEi
Se o paciente não for candidato a
trombólise?
Terapia de
suporte +
Cuidado com
anticoagulantes
AAS nas
devido ao risco
primeiras
de
24h;
transformação
hemorrágica;
Estatinas Dupla antiagregação
oral; AAS+Clopidrogel;
Complicações do AVEi
Edema cerebral devido
Transformação
a hiperventilação, uso
hemorrágica;
de manitol;
Delirium devido a
Convulsão; declínio cognitivo,
infecção e AVE grave;
AVE hemorrágico
Causado por distúrbios
Sangramentos
Associado ou não a de coagulação,
intracranianos ou
traumas; malfarmações
subaracnoides;
arteriovenosas;
Efeito compressivo
Lesão ocorre pelo
levando a hipoperfusão
extravasamento de
+ lesão tecidual com
sangue no espaço
edema intracraniano
subaracnóideo ou
(devido a cascata
intraparenquimatoso;
inflamatória);
AVEh: HIP ou HSA
• Alterações crônicas em pequenas artérias e
arteríolas = forma aneurismas = rompem = HIP;
Hemorragia • Ocorre edema, coágulo e compressão;
intraparenquimatosa (HIP) • RNC, déficit neurológico súbito, cefaleia,
náuseas, vômitos, PA elevada, convulsão;
• Causada pela ruptura de aneurisma
intracraniano;
Hemorragia subaracnóidea • Gravíssimo;
(HSA) • Risco de óbito em 32%-67%;
• Cefaleia súbita, náuseas, êmese, tontura;
Tratamento p/ AVEh
HIP HSA
Prevenir
Controle da pressão ressangramento com
intracraniana repouso absoluto,
(manitol); analgesia, redução
hiperventilação; da PA, corticoide p/
sedação; reduzir processo
inflamatório;
Avaliação com
neurocirurgião; Avaliação com
procedimento neurocirurgião;
cirúrgico; procedimento
cirúrgico;
Acompanhamento na UTI
AVEi AVEh
Cuidados gerais
Principais cuidados no AVE
Avaliar estado neurológico diariamente (cincinatti, NHISS,
glasgow, exame físico);
AVP sempre íntegro e pérvio p/ coleta de exames e
administração de medicamentos;
Monitorar sinais vitais (controle de PA, O2 >94%, FC, FR,
temperatura e glicemia);
Repouso no leito; banho no leito;
Alimentação via oral se for possível;
Cabeceira elevada a 45º, grades elevadas na lateral da maca;
Prevenção de quedas e lesão por pressão;
FISIOTERAPIA DE REABILITAÇÃO MOTORA
Agilidade no resultado dos exames de imagem e laboratoriais;
Importância do trabalho em equipe!
Fundamental a atuação da fisioterapia e nutrição na
recuperação do paciente de AVE!
Referências
BRASIL, Ministério da Saúde. Relatório de recomendação: protocolo clínico e diretrizes
terapêuticas do acidente vascular cerebral isquêmico agudo. Brasília: 2021.
CAMPANHARO, C. R. V.; et al. Guia de Bolso para Assistência de Enfermagem em Emergência. 1
ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2017.
HCOR. Protocolo de acidente vascular cerebral. 2021.
SANAR. Material complementar: curso online resumos sobre acidente vascular cerebral.
LIMA, Marjana Reis; PAGLIOLI, Rafael; HOEFEL FILHO, João Rubião. Diagnóstico por imagem do
acidente vascular encefálico. Acta méd.(Porto Alegre), p. [9]-[9], 2012.
Velasco, Irineu Tadeu; Brandão Neto, Rodrigo Antonio; Souza, Heraldo Possolo de; Marino, Lucas
Oliveira; Marchini, Julio Flávio Meirelles; Alencar, Júlio César Garcia de (eds). Medicina de
emergência: abordagem prática [[Link].]. BARUERI: Manole, 2019.