Integral Dupla: Teoria e Exemplos
Integral Dupla: Teoria e Exemplos
Edson Vargas
ZZ
se o limite existe, f
chama-se integrável
f (x, y ) dxdy = lim S(P, ℘, f )
R ∥P∥→0 em R
Integral dupla
1.5
1.0
D
0.5
ZZ
▷ Se f (x, y ) ≥ 0 é integrável em D, então f (x, y ) dxdy , é
D
a massa de D ou volume abaixo do gráfico.
ZZ
▷ Se f (x, y ) = 1 é integrável em D, então dxdy = Área(D)
D
Região D do tipo I
(
ϕ(x) ≤ y ≤ ψ(x), ϕ e ψ contínuas em [a, b]
D=
a≤ x ≤ b, a, b ∈ R
Y
3
X
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5
-1
Região D do tipo II
(
ϕ(y ) ≤ x ≤ ψ(y ), ϕ e ψ são contínuas em [a, b]
D=
a≤ y ≤ b, a, b ∈ R
Y
Y
1.0
2.5
0.8
2.0
1.5 0.6
1.0 0.4
0.5 0.2
X
-1 1 2 3 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0
X
T EOREMA
Se D é uma região do tipo I ou II e z = f (x, y ), (x, y ) ∈ D,
é contínua, então
ZZ f é integrável em D, ou seja, existe a
integral dupla f (x, y ) dxdy .
D
T EOREMA (F UBINI )
(
ϕ(x) ≤ y ≤ ψ(x)
Seja D = , onde ϕ e ψ são
a≤ x ≤b
contínuas. Se z = f (x, y ) é contínua em D, então f é
integravel e vale:
ZZ Z bZ ψ(x)
f (x, y ) dxdy = f (x, y ) dydx
D a ϕ(x)
Y
3
X
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5
-1
T EOREMA (F UBINI )
(
ϕ(y ) ≤ x ≤ ψ(y )
Seja D = , onde ϕ e ψ são
a≤ y ≤b
contínuas. Se z = f (x, y ) é contínua em D, então f é
integravel e vale:
ZZ Z bZ ψ(y )
f (x, y ) dxdy = f (x, y ) dxdy
D a ϕ(y )
Y
2.5
2.0
1.5
1.0
0.5
X
-1 1 2 3
0.8 0.8
0.6 0.6
0.4 0.4
0.2 0.2
X X
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0
ZZ Z 2Z 3
Vol(S) = (9 − y 2 )dxdy = (9 − y 2 )dydx =
D Fubini 0 0
Z 2
2
2(9 − y )dx = 54 − 54/3 = 36
0
f f
3.0 3.0
2.5 2.5
2.0 2.0
1.5 1.5
1.0 1.0
0.5 0.5
u x
-1.0 -0.5 0.5 1.0 1.5 2.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.4
p
r
θ
(
x = r cos θ
T =
y = r sen θ
onde r ≥ 0 e 0 ≤ θ ≤ 2π (ou r ≥ 0 e θo ≤ θ ≤ θo + 2π)
4
6
5
2
X
3 -4 -2 2 4
2
-2
r -4
1 2 3 4 5 6 7
θ 4
5
2
4
X
2 -4 -2 2 4
r -2
2 4 6 8 10
-4
Y
3.0
2.5
θ
2.5
2.0 1.0
2.0
0.8
1.5
0.6
1.5
1.0
0.4
1.0 0.2
0.5
r
0.5 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0
X
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5
X
0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0
Z π/4Z 2/ cos θ
dxdy r 1
ZZ ZZ
= drdθ = drdθ =
D (x + y 2 )3/2
2
Dr θ r3 0 1/ cos θ r2
Z π/4 Z π/4 √
1 2/ cos θ cos θ 2
=− dθ = − − cos θ dθ =
0 r 1/ cos θ 0 2 4
y=x 1.0
1.5
0.8
1.0
0.6
y=v x
0.4
0.5 0.2
u
X 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5
-0.5 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 -0.2
-0.5
Edson Vargas
1
D
X
-3 -2 -1 1 2 3
-1
-2
1
D
X
-3 -2 -1 1 2 3
-1
-2
M(x, y ) ≤ z ≤ N(x, y )
( ϕ, ψ, M e N contínuas.
S: ϕ(x) ≤ y ≤ ψ(x) f limitada em S e
D:
a≤x ≤b
contínua no interior de S.
3y
0 ≤ z ≤ − 2 − 3x + 3
S : 0 ≤ y ≤ −2x + 2
0 ≤ x ≤ 1
ZZZ Z 1Z −2x+2Z − 3y − 3x + 3
xdxdydz = 2 xdzdydx =
S Fubini 0 0 0
Z 1Z −2x+2
3y
x − − 3x + 3 dydx =
0 0 2
!
3xy 2
Z 1
−2x+2
− − 3x 2 y + 3xy dx =
0 4 0
!
3x(−2x + 2)2
Z 1
− − 3x 2 (−2x + 2) + 3x(−2x + 2) dx =
0 4
!
3x 4 3x 2
Z 1 1
3 2
3x − 6x + 3x dx = − 2x 3 + =
0 4 2 0
3 3 1
−2+ =
4 2 4
4z 3 1 16
8− =
3 −1 3
Sejam β = {⃗u , ⃗v , w
⃗ }, base ortonormal destrógira e O, uma
origem no espaço. Se p é um ponto no espaço e
⃗ = x ⃗u + y ⃗v + z w
Op ⃗ , então a tripla (r , θ, z) tal que
q
r = x 2 + y 2 e θ ∈ [0, 2π] satisfaz x = r cos θ e y = r sen θ,
chama-se coordenadas cilíndricas de p.
x =
r cos θ
1 T = y = r sen θ
z= z
2 r ≥ 0 e 0 ≤ θ ≤ 2π
(ou θo ≤ θ ≤ θo + 2π).
3 r dr dθ dz = dx dy dz
Sejam β = {⃗u , ⃗v , w
⃗ }, base ortonormal destrógira e O, uma
origem no espaço. Se p é um ponto no espaço e
⃗ = x ⃗u + y ⃗v + z w
Op ⃗ , então a tripla (ρ, θ, φ) tal que
q
ρ = x 2 + y 2 + z 2 , θ ∈ [0, 2π] e φ ∈ [0, π] satisfazem
x = ρ cos θ sen φ e y = ρ sen θ sen φ e z = ρ cos φ, chama-se
coordenadas esféricas de p.
x = ρ cos θ sen φ
1 T : y = ρ sen θ sen φ
z = ρ cos φ
2 ρ ≥ 0, 0 ≤ θ ≤ 2π, 0 ≤ φ ≤ π
3 ρ2 sen φ dρ dθ dφ = dx dy dz
4 π/2
Z 3/2
= 8 − 4 − 4 cos2 θ dθ =
3 0 !
Z π/2
4 2
= 4π − 8 (1 − cos θ) sen θdθ =
3 0 mv
! !
8t 3
Z 0
4 4 0
= 4π + 8 (1 − t 2 )dt = 4π − 8 − =
mv 3 1 3 3 1
16
(3π − 4)
9 Edson Vargas, IME - USP São Paulo - 2024
E XEMPLO