0% acharam este documento útil (0 voto)
121 visualizações16 páginas

Identidades Juvenis: Participação e Transformação

Este documento discute a construção da identidade juvenil, analisando como diversos fatores contribuem para a formação das identidades dos jovens e como eles refletem em suas culturas juvenis e capacidade de transformação social.

Enviado por

Beako
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
121 visualizações16 páginas

Identidades Juvenis: Participação e Transformação

Este documento discute a construção da identidade juvenil, analisando como diversos fatores contribuem para a formação das identidades dos jovens e como eles refletem em suas culturas juvenis e capacidade de transformação social.

Enviado por

Beako
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

A construção das identidades juvenis, participação e potencial

de transformação: Um olhar da sociologia da juventude


Lucas Maciel Dal Prá¹
Vitória Wottrich Nunes
Elisandra Reinhold Santolin²

Resumo
Por meio deste trabalho visamos compreender a formação das identidades
juvenis, analisando as características contribuintes, destacando a participação
do jovem assim como seu protagonismo e potencial transformador. A pesquisa
fora dividida em quatro etapas: inicialmente o material bibliográfico referente ao
tema central foi reunido e estudado, em seguida o conteúdo foi analisado e,
tendo-o como embasamento teórico de alta complexidade, o primeiro esboço
do trabalho foi construído. Em um momento posterior foi realizada a adaptação
do Young Self Report, questionário britânico utilizado para traçar perfis sociais
e que será usado como fonte de pesquisa e dados dentro do município de
Erechim, inicialmente. Os índices recolhidos serão comparados à literatura
encontrada e diversos questionamentos poderão ser respondidos, bem como
questões sociais e econômicas essenciais para a construção identitária. No
atual momento o questionário ainda está sendo aplicado, em razão disso
resultados conclusivos ainda não estão disponíveis. Ao fim da pesquisa
esperamos poder demonstrar os diversos fatores caracterizantes da formação
dos jovens e como eles refletem de diferentes maneiras na forma como as
juventudes atuam em seus meios sociais e culturas juvenis nas quais estão
imersos, dentro de complexos emaranhados de relações e fatores externos ao
indivíduo.

Problema
A construção identitária é, de acordo com a teoria psicossocial de Erikson
(1972), a função mais importante da adolescência. “O autor entende que
identidade é um concepção de si mesmo, composta de valores, crenças e
metas com os quais o indivíduo está solidamente comprometido” (ERIKSON
apud SCHOEN-FERREIRA, 2003, p. 107). Durante este processo a definição
pessoal é gerada: quem o indivíduo é, quais são seus valores e os caminhos
que deseja seguir no decurso da vida. Entretanto, a constituição da identidade
pessoal não é uma tarefa simples, ela é moldada a partir de inúmeros fatores,
muitos, inclusive, externos ao sujeito.
Enquanto vivem e relacionam-se, os jovens edificam experiências sociais
coletivas que são expostas através de estilos de vida específicos e distintos,
entendidos como culturas juvenis. Os diversos estilos de vida são forjados pelo
meio no qual o jovem está inserido, pelas oportunidades que recebe, pelas
opiniões que o cercam e por influências de outros indivíduos, meios e esferas
sociais, além de características intrinsecamente individuais e pessoais.
Todos esses fatores ocasionam a real estruturação da identidade juvenil e,
em um campo coletivo, a manifestação de culturas juvenis com suas próprias
práticas sociais, representações simbólicas e rituais, estabelecendo
assinalamentos que definem suas identificações e expressam sua condição,
fazendo com que o jovem aumente sua teia de relações sociais. Esta extrema
complexidade faz com que, por vezes, as manifestações juvenis sejam
colocadas numa condição paradoxal.
A exteriorização de diferentes tribos juvenis precisa, em muitos casos,
enfrentar desafios e obstáculos característicos aos grupos de minorias. As
comunidades minoritárias dentro dos agrupamentos sexuais (gays, lésbicas,
bissexuais, transsexuais, queer etc.), raciais e religiosos são alguns exemplos
que sofrem para poder expressar livremente suas culturas, tendo dificuldade
para ter em vista suas próprias características culturais durante o processo de
construção identitária.
[...] Definir os jovens que estão no Ensino Médio ou entrando
na Educação Superior é uma atividade complexa. Não há
padrões ou rótulos que possam ser aplicados a esse ou àquele
grupo. Por mais que naturalmente, os adolescentes se dividam
por interesses como esportes, natureza, consumo, cinema,
moda, religião ou política, uma ou mais dessas causas pode
tocar um mesmo jovem, em diferentes contextos, em
diferentes momentos [...] (GAMBA, 2014, p. 22).

O fator financeiro também possui papel decisivo no desenvolvimento das


identidades. Como alguém poderia formar sua individualidade de forma
saudável e pessoal sem possuir acesso a recursos como a educação?
Infelizmente o ensino público brasileiro ainda não conseguiu tornar-se um fator
de equalização de oportunidades e o jovem carente e desconhecedor segue,
por muitas vezes, precisando ceder aos fatores externos que lhe são impostos
de modo que possa manter sua sobrevivência.
Pensar sobre as manifestações juvenis no atual contexto da sociedade
brasileira não é uma ocupação simples, suscita mergulhar em um complexo
emaranhado social de relações que caracterizam a juventude, depondo esta
categoria, em alguns casos, numa condição paradoxal. Existem muitas
representações associadas aos jovens: ícones de consumo, “futuro da nação”,
problema para a sociedade. Desse modo, é preciso debater sobre as
juventudes para que haja compreendimento.
Apesar de tudo, um fato é irrefutável: o jovem é novidadeiro, ele produz o
novo e gera novas perspectivas, novos modos de ser e agir. Compreender as
juventudes atuais é uma forma de compreender o próprio mundo e suas
relações, e nesse sentido, a juventude pode ser interpretada como um
laboratório de produção social (MELUCCI, 1997; FEIXA, 2003). Imersos nesse
contexto social, os jovens produzem modos de ser que (re)significam suas
identidades e suas dinâmicas sociais (AMARAL, 2014, p. 37).
Outro fator é de suma importância durante o processo de construção
identitária: a troca de experiências com outros jovens. O fenômeno da
globalização permite que os jovens de todo o mundo troquem experiências,
informações e visões. Os dilemas e perspectivas juvenis estão inscritos em
uma sociedade globalizada, em que a tecnologia aliada às diferentes mídias
contribui na “propagação veloz de certos símbolos e valores pelos mais
diversos países o que permite que jovens - de diferentes condições sociais e
de diferentes locais do mundo - de alguma forma partilhem um mesmo universo
de preferência” (NOVAES; VITAL, 2006, p. 113).
A partir dessa produção de novas expressões, estilos, formas de
relacionamento e de novos modelos culturais, o jovem cria perspectivas de
pertencimento e possibilidades de identificação. O psicoterapeuta e
especialista em psicologia educacional Leo Freiman afirma que atualmente
muitos acreditam nas “tribos”, “mas definir, nesse caso, é limitar e as mesmas
diferenças que caracterizam grupos podem trazer comportamentos como a
intolerância, o desrespeito e o bullying”.

[...] Não gosto muito dessa nomenclatura ‘tribo’ porque


acredito que a adolescência é um período de experimentação,
e rotular um jovem dizendo que ele é isto ou aquilo pode ser
uma atitude perigosa. [...] De um lado temos uma geração
cada vez mais sedada, acomodada, acostumada com mimos,
presentes e uma educação que facilita todo tipo de acesso a
bens e serviços e que tira deste jovem a espera, o cultivo da
criatividade, a atitude empreendedora e a busca pelo novo. Na
outra ponta, temos jovens em todas as escolas do Brasil hoje,
independentemente da classe social, que estão buscando
cada vez mais o novo, pelo seu diferencial, de maneira criativa
e interessada. Eles fazem atividades extracurriculares,
envolvem-se em projetos sociais, voluntariado, realizam cursos
e oficinas voltados ao empreendedorismo, participam de
atividades culturais, etc. São jovens que eu chamo de
engajados. Garotos e garotas com brilho no olho e vontade de
crescer, que saem da escola absolutamente focados em seu
projeto de vida” [...] (FRAIMAN apud GAMBA, 2014, p.22).

O jovem possui inúmeras possibilidades para a formulação de sua


identidade individual, e existe uma infinita multiplicidade de identidades juvenis.
Como interpretar a construção de algo tão complexo como o emaranhado
identitário da juventude contemporânea e como analisar o potencial
transformador dos jovens e minorias na contemporaneidade, levando em
consideração as particularidades socioeconômicas e culturais de cada sujeito?

Objetivos
OBJETIVOS GERAIS
 Compreender como são formadas as juventudes, quais características
contribuem para a sua formação de modo a destacar a participação
juvenil e o potencial de transformação das identidades juvenis.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Pesquisar bibliograficamente sobre o assunto abordado em artigos
acadêmicos, livros referentes a juventudes e revistas contendo matérias
relacionadas ao tema de pesquisa.
 Coletar e categorizar as informações anteriormente retiradas das fontes
bibliográficas, para posteriormente montar o trabalho como um todo.
 Adaptar o questionário do Young Self Report com o intuito de realizar
um grande número de entrevistas com jovens, com a finalidade de criar
uma base de dados abrangente que suportará a pesquisa.
 Comparar a informações coletadas com os dados levantados, para
assim, construir e apresentar como as influências externas impactam na
construção identitária do jovem e quais as suas contribuições

Justificativa
A construção identitária está sendo uma questão amplamente discutida na
teoria social. As antigas identidades que estabilizaram a sociedade durante
muito tempo estão em declínio, fazendo surgir uma ampla gama de novas
individualidades e fragmentando o sujeito moderno que, anteriormente, era
visto como um indivíduo estático e unificado (HALL, 1992, p. 1). O início dessa
estruturação acontece justamente durante o período mais complexo da
trajetória humana: a juventude.

[...] Experimentamos hoje uma aguda consciência do novo, e


da obsolescência de uma parte pelo menos das categorias
através das quais várias gerações de cientistas sociais e
educadores pensaram o mundo. O trabalho, a escola, os
valores, a política constituem elementos centrais destas
transformações, que afetam os jovens, mais do que outras
categorias da população, simplesmente porque esta é uma
história que está nascendo com eles [...] (PERALVA,
SPÓSITO apud UNESCO, 2007, p. 8).

O processo de crescimento e constituição da identidade está estreitamente


ligado a um contexto que permeia os mais diversos aspectos do
desenvolvimento humano, indo desde a questão financeira do sujeito até o
aspecto familiar no qual está inserido. O desenvolvimento fomentador da
individualidade pessoal é rigorosamente privativo, forjado a partir de
predileções de atributos e condutas atraentes reparados nas pessoas mais
apreciadas no decurso da vida.

[...] A formação da identidade recebe a influência de fatores


intrapessoais (as capacidades inatas do indivíduo e as
características adquiridas da personalidade), de fatores
interpessoais (identificações com outras pessoas) e de fatores
culturais (valores sociais a que uma pessoa está exposta,
tanto globais quanto comunitários) [...] (SCHOEN-FERREIRA,
2003, p. 107).

O jovem de hoje, ao mesmo tempo que atravessa esse processo de


constituição pessoal, é taxado pela sociedade. Na grande maioria dos casos,
esses sujeitos não são vistos com bons olhos, a mídia coopera para o
pensamento social que caracteriza-os como aqueles que não ligam para os
problemas do mundo contemporâneo e só querem aproveitar a vida. A
juventude é sim o tempo de descobertas, mas isso não significa que aqueles
que atravessam essa etapa não importam-se com o futuro.
Eles querem participar, revolucionar, criar, interagir, descobrir, mudar,
escutar e, principalmente, falar. A rebeldia, que é um dos emblemas dessa fase
da vida, não é nada mais do que o anseio por ser escutado. O jovem não pode
ser visto como o futuro da nação se a sociedade não considera aquilo que ele
pensa, sente e diz. A família e a escola precisam abrir mais espaço para
diálogo se quiserem que o indivíduo seja alguém que busca por mudança e
que se preocupa com o amanhã.

[...] protagonismo é associado a diversas posturas, ações e


atores, sem deixar claro o referencial metodológico, ou seja, as
estratégias e condições para sua operacionalização, o que
impede que saia da teorização e se torne realidade no interior
da dinâmica pedagógica, abrindo espaço para o “protagonismo
regulado”, obediente às orientações e objetivos definidos pelos
adultos [...] (STAMATO, 2009, p. 2).

Além de abrir espaço para fala e escuta das perspectivas, o aspecto mais
importante é lógico: oportunizar. É papel da escola e do Estado criar
oportunidades para que os jovens possam lutar por aquilo que sonham, sempre
com o máximo de equidade possível, afinal, como todos podem mudar o
mundo se não possuem as mesmas oportunidades? Como o negro, pobre e
favelado pode transformar sua realidade se a sociedade quer que ele continue
na favela? O modelo econômico do Estado interfere na construção das
identidades juvenis a partir do momento que não propicia as mesmas
oportunidades para todos.
A escola ainda não conseguiu transformar-se em um fator de equalização
de oportunidades. O jovem quer sim mudar o mundo, mas mudar o mundo do
seu jeito, a partir de suas perspectivas, de seus problemas, da sua realidade.
Não é válido exigir algo de alguém que não sente que precisa de determinada
coisa, é por isso que as oportunidades devem ser, além de igualitárias, justas,
levando em consideração as particularidades de cada indivíduo.
As culturas juvenis e suas manifestações dentro do ambiente escolar
passam por um processo de tensionamento, de modo geral. Tudo aquilo que é
produzido pelo jovem acaba sendo reduzido ao único ponto do aluno. O jovem
não está na escola apenas para aprender, ele quer criar, mudar, revolucionar e,
quando ele luta por suas opiniões, quebrando essa categoria, acaba sendo
taxado como rebelde, desinteressado e individualista, o que afasta a escola
dos interesses pessoais desse indivíduo.
O jovem não é indiferente. Se, por um lado, o jovem não é bem empregado,
sofre violência e há um grande número de jovens encarcerados, criando uma
certa sensação de desconfiança para com esses grupos, por outro ele se sente
extremamente cobrado para produzir resultados, para ser alguém que, muitas
vezes, ele não deseja ser. A reação para esses fatores pode culminar em uma
certa passividade. Não caracteriza uma inércia total, mas é uma resposta a
uma ação extrema (SANTOS, 2011, p. 12).

[...] Penso que ser jovem estudante hoje é estar condicionado


por uma espécie de disputa ideológica. (...) nosso futuro é
disputado por forças: por um lado, o mercado de trabalho e,
em alguns casos, a nossa família nos pressionando para que
trabalhemos. E por outro lado, temos um monte de sonhos, de
vontade de ser o que de fato somos, vontade de seguir os
nossos desejos. Ainda temos a televisão e as ferramentas
desse sistema que vão nos condicionando a ser aquilo que
não queremos ser [...] (SANTOS, 2011, p. 12).

A padronização do ambiente escolar não é algo saudável, mentes são


condicionadas a um pensamento determinado, sendo inúmeras
particularidades descartadas. O jovem contemporâneo não é bom apenas nas
matérias oferecidas pelo sistema, ele é bom com poesia, arte, rap, grafite, e
tudo isso também é extremamente importante, afinal, ele expressa sua
realidade, seu pensamento, sua paixão através daquilo que ama, não quando é
obrigado a seguir padrões.

[...] a escola nos impõe uma condição apenas de aprendiz,


sem possibilidade de intervir. Somos considerados objetos da
educação e não sujeitos dela (...). Hoje, estudar é um dever,
não é só um direito. Ser obrigado a ir à escola pode parecer
chato quando significa entrar para a máquina e fazer parte da
esteira dos iguais. Desde o golpe militar de 1964, temos um
modelo de escola igual [...] (ibid., p. 12).

Transformar o eixo educacional para ampliar o universo de participação


juvenil dentro da escola é uma das tarefas do sistema para melhorar a
integração entre o estudante e a instituição. Esse movimento traz
reconhecimento à pluralidade do movimento jovem, colocando-os além da
condição de alunos, incluindo esse segmento (e todas as suas particularidades
e variedades) como participantes dentro da esfera pedagógica, um espaço que
por vezes é homogêneo.

[...] A condição de aluno na escola parece naturalizada.


Entretanto, cotidianamente, a escola é “invadida” pela vida
juvenil, com seus visuais, seus estilos, sua música e sua
cultura, que emergem neste cenário como objetos de
resistência e identidade. Nas práticas das culturas juvenis
produzem-se saberes que não estão presentes ou não são
considerados na escola e, em seu espaço, não têm lugar
apropriado [...] (AMARAL, 2014, p. 38).

Existe um ímpeto de pensar que os jovens são iguais e que não podem
trazer esperança ao mundo de hoje. Felizmente, quando a sociedade adulta
rompe esses muros de achar que detém o lado certo das coisas e observa o
jovem de perto, encontra uma realidade muito diferente daquela exposta pela
mídia. Eles são criativos, surpreendem e criam, por conta disso, oportunizar
sua capacidade de criar deve ser prioridade dentro de qualquer ambiente
social.
De um modo geral, os estudantes não têm a oportunidade de trazer a sua
cultura para dentro do ambiente pedagógico, criando uma aura de estudo de
uma cultura abstrata e irreal pairando sobre o universo educacional quando, na
verdade, basta olhar para o lado de fora da escola para encontrar uma
infinidade de expressões e criações produzidas a todo instante por mentes
brilhantes, mas que, por vezes, não são vistas por essa perspectiva otimista.
O fato de cada jovem empenhar-se em suas lutas particulares é outro
aspecto de suma importância na composição das identidades juvenis.
Querendo ou não, algumas buscas e características são comuns à diversas
pessoas e esse fator faz com que os jovens identifiquem-se uns com os outros,
gerando, de diversas formas, as culturas das juventudes e, com o processo de
globalização acontecendo durante a modernidade, a expressão é elevada ao
grande grupo. Como Marx disse sobre a modernidade:

[...] é o permanente revolucionar da produção, o abalar


ininterrupto de todas as condições sociais, e incerteza e o
movimento eternos [...]. Todas as relações fixas e congeladas,
com seu cortejo de vetustas representações e concepções,
são dissolvidas, todas as relações recém-formadas
envelhecem antes de poderem ossificar-se. Tudo que é sólido
se desmancha no ar… (MARX e ENGELS apud HALL, 1992,
p. 14).

O caráter da mudança tem grande impacto sobre a identidade cultural. Em


particular, o processo conhecido como “globalização” é um ponto crucial das
sociedades modernas, que são definidas como sociedades de mudança
constante, rápida e permanente, ao contrário das sociedades tradicionais, que
mantinham valores e características estáticos durante longos períodos,
venerando a tradição e ossificando fatores antepassados. Anthony Giddens
argumenta que:

[...] nas sociedades tradicionais, o passado é venerado e os


símbolos são valorizados porque contêm e perpetuam a
experiência de gerações. A tradição é um meio de lidar com o
tempo e o espaço, inserindo qualquer atividade ou experiência
particular na continuidade do passado, presente e futuro, os
quais, por sua vez, são estruturados por práticas sociais
recorrentes. (...) as práticas sociais são constantemente
examinadas e reformadas à luz das informações recebidas
sobre aquelas próprias práticas, alterando assim,
constitutivamente, seu caráter [...] (GIDDENS apud HALL,
1992, p. 14-5).

O sociólogo François Dubet (1994) acredita que o desenvolvimento da


identidade é causado pelas relações sociais do sujeito, elaborado a partir
daquilo que ele vive e do meio no qual está inserido. As culturas juvenis são
experiências sociais significativas para os jovens, afinal, são expressas em seu
dia a dia e adquirem sentido durante seu fluxo cotidiano, constituindo o
processo de socialização, uma vez que o jovem:

[...] interpreta a sua posição social, dá um sentido ao conjunto


de experiências que vivencia, faz escolhas, age na sua
realidade: a forma como ele se constrói e é construído
socialmente, como se representa como sujeito, é fruto desses
múltiplos processos [...] (DAYRELL apud AMARAL, 2014, p.
38).

Os grupos e manifestações nos quais o jovem está inserido “buscam formas


de se afirmar (e de resistir) diante do mundo adulto, criam distinções entre um
“eu’’ singular e um “nós” coletivo, numa dinâmica de interações que somente
quem está imerso nas práticas compreende” (AMARAL, 2014, p. 38). O grupo
funciona como um espelho, transmitindo a identidade pessoal de cada um dos
indivíduos que estão submergidos dentro de certa cultura.
Durante a constituição da individualidade, o sujeito busca criar suas
próprias características, pensamento e opiniões causando, em determinados
casos, perdas familiares, quando essas mudanças são encaradas como
rebeldia. O jovem quer lutar por aquilo que acredita e esse fator pode causar a
impressão de que a família não possui mais papel decisivo na vida do sujeito
quando, na verdade, o indivíduo quer apenas seguir as suas opiniões.
Quando o adolescente sai da redoma familiar e encara as asas do mundo,
ele está encarando o seu próprio futuro, construindo sua própria imagem;
crescendo. Crescer é um assunto familiar (KIMMEL & WEINER, 1998). O
processo de crescimento consiste, basicamente, em aprender a ser
independente dos pais e dos adultos significativos. Ao chegar no estágio da
adolescência, o sujeito precisa de liberdade para desenvolver suas próprias
opiniões, escolher seus próprios amigos.
O jovem busca autonomia para que possa ser ele mesmo, para preservar a
intimidade de seus ideais e pensamentos. Compreende-se que ele não luta
contra os pais, mas se esforça a favor de seu crescimento (FERREIRA, 2003,
p. 112). Para Bosma (2001), o início de um período de escolha de
compromissos revela um funcionamento psicossocial mais maduro. Para que
ocorra o processo de construção identitária, precisa-se de valores claros que
possam passar por questionamento e, então, aceitos ou não pelo próprio
indivíduo.
Portanto, o que está sendo discutido é a “construção” do jovem, as
oportunidades que lhe são oferecidas, suas particularidades, seu pensamento,
a vontade de participar e interagir. Para tanto, é preciso que os jovens sejam
orientados pelo mundo adulto, mas não devem ser coibidos pelo mesmo, afinal,
precisam de espaço para expressão e criação, além de maior oportunização
por meio do Estado, sempre com o máximo de equidade possível.

Referencial teórico
Stuart Hall (1992), discute a questão da identidade em uma consagrada
obra literária. O sociólogo discute, por meio de argumentação psicossocial, a
formação da identidade dos três tipos de sujeitos existentes: sujeito do
Iluminismo, sujeito sociológico e sujeito pós-moderno. A partir da posse de
conhecimentos sobre a formação da identidade no mundo de hoje, é possível
conectar a constituição identitária com o período da vida no qual ela ocorre.
A literatura e os constantes estudos vêm mostrando que o processo de
construção da identidade ocorre durante a adolescência e juventude. Essas
etapas são consideradas como as mais complexas e turbulentas do
desenvolvimento humano. Compreender esses estágios é de suma importância
para entender os comportamentos decorrentes do processo da formação
identitária, muitas vezes encarados como rebeldia e individualismo.
O Ir. Alfredo Crestani (2016), educador marista formado em Filosofia e
Psicologia, discute em seu livro “Adolescência: Tentando compreender o que é
difícil entender” esse processo de desenvolvimento, levando em consideração
as questões psicológicas do adolescente, tentando entender o que se passa
dentro dele, além do mundo no qual está inserido, amparando suas reflexões
com o conceito de “mundo globalizado” e com a teoria de “tempos-líquidos”,
desenvolvida pelo sociólogo Zygmund Bauman.
O tema também é discutido em diversos artigos publicados no periódico
“Educação em Revista”. O texto “Culturas juvenis e experiência social:
reflexões sobre os jovens na contemporaneidade”, escrito pelo mestre em
educação Márcio de Freitas do Amaral (2014), foi de grande importância para o
entendimento do tema. O autor busca analisar algumas relações entre a
socialização juvenil e culturas juvenis, tentando compreender como ocorre a
produção de experiências significativas do processo social, no âmbito relativo
dos jovens.
Vivian Gamba (2014), em parceria com um diverso grupo de especialista da
área educacional, desenvolveu um artigo científico intitulado “Em busca da
sintonia perfeita”. A autora aborda e discorre sobre a temática trabalhista da
juventude. Os jovens estão mesmo fazendo aquilo que amam ou são
condicionados a seguir determinadas profissões, em decorrência,
principalmente, da pressão educacional e familiar?
A revista Mundo Jovem tem como temática principal as juventudes, o que
faz com que inúmeros artigos sejam publicados no periódico, discutindo
incontáveis temas juvenis. Duas matérias foram de essencial importância para
o desenvolvimento do presente trabalho: “Jovem, vida e religião”, escrito por
Rui Antônio de Souza (2013) e “O jovem não é indiferente”, que traz uma
entrevista com Tábata Silveira dos Santos (2011), estudante de direito e ex-
secretária e articuladora da Pastoral da Juventude Estudantil.
Os editoriais discutem o papel do jovem na sociedade e dentro do ambiente
escolar, além de questões históricas. Falar sobre o jovem dentro da escola é
de extrema importância, é lá que ele adquire conhecimento e passa grande
parte do seu tempo. Sua participação precisa ser incentivada para que ele
possa expressar aquilo que pensa e sente, construindo o seu futuro. Esses
conceitos são confirmados pelos autores.
Um trio de pesquisadores paulistas desenvolveu, em 2003, um estudo
exploratório acerca da construção da identidade em adolescentes, tendo um
grande enfoque na questão psicológica do processo. O grupo embasou o
trabalho nas respostas obtidas através da aplicação do Young Self Report
(YSR - checklist auto-aplicável que rastreia problemas mentais) para um grupo
de 25 estudantes do Ensino Médio de uma escola em São Paulo, com idade
variando entre 15 e 17 anos.
Em 2009, a Prof. Dra. Maria Izabel Calil Stamato apresentou, durante o XV
Encontro Nacional da Associação Brasileira de Psicologia Social, seu artigo
intitulado “Protagonismo Juvenil: Uma Práxis Sócio-Histórica de Formação para
a Cidadania”. Nele, a professora discute o contexto constitucional do jovem
brasileiro, bem como a sua participação na sociedade, através da psicologia
social e histórica, atrelada à questões jurídicas que permeiam o tema.
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(UNESCO) lançou em parceria com o Ministério da Educação, em 2004, a
“Coleção Educação Para Todos”. Entre os textos, “Juventudes: outros olhares
sobre a diversidade”, lançado em 2007, discute a questão juvenil no mundo
globalizado de mudança constante e “entende que estudos e pesquisas podem
e devem ajudar a legitimar os (as) jovens como sujeitos de direitos universais e
específicos” (ABRAMOVAY et al., 2007, p. 7).
Outro livro que faz parte da coletânea lançada pela UNESCO chama-se
“Juventude e Contemporaneidade”. Lançado em 2007, os autores discorrem
sobre como é ser jovem no mundo contemporâneo, sobre os modos de ser
jovem e sobre as políticas públicas brasileiras voltadas à juventude que, apesar
de não serem de grande conhecimento popular, existem.
O estudo “A Influência dos Rótulos na Construção da Identidade do
Adolescente”, escrito pela psicóloga Gabriela Maciel Alves (2008), trata de
investigar e analisar a repercussão gerada pelos rótulos durante o período de
formação identitária, uma vez que podem acarretar em problemas de
autoestima e a rotulação pode ser extremamente prejudicial ao processo de
construção da identidade, uma vez que taxam e definem o sujeito.
Em novembro de 2012, foi realizado o Seminário Internacional Juventudes
na Contemporaneidade, que tratou da temática juvenil de modo a dar
relevância e visibilidade social e política, aos adolescentes e jovens. Uma
iniciativa que buscou incluir na agenda as reflexões sobre a juventude
brasileira, em temas que percorrem desde Direitos Humanos, Religiosidade e
Simbologias até Educação, Política e Tecnologias. A publicação “Anais do I
Seminário Internacional Juventude na Contemporaneidade” traz uma parte das
reflexões que permearam a discussão.
A escola é tema principal do estudo publicado por Fabio Barbosa Ribas Jr.
(2004), intitulado “Educação e Protagonismo Juvenil”, nele o autor discute
como a escola pode apoiar os jovens para que eles possam construir um
mundo melhor. O ambiente pedagógico e seu auxílio para com o
desenvolvimento do jovem volta a ser tema central da dissertação
“Protagonismo na Adolescência: a escola como espaço e lugar de
desenvolvimento humano”, escrito por Thais Gama da Silva (2009).
A pluralidade das culturas juvenis e suas manifestações, bem como a
constante mudança do mundo globalizado, foram discutidas no exame
publicado por Tatiana Verônica Bezerra Galvão (2008), intitulado “O papel das
transformações sociais e da identidade juvenil na construção de comunidades
de sentido”. O Governo Federal, em 2013, apresentou a “Pesquisa Nacional
Sobre Perfil e Opinião dos Jovens Brasileiros 2013”, discutindo os mais
variados temas referentes à juventude, como sexo, cor, religião, etc. Produzir
esse conhecimento é um desafio para a SNJ, desde a sua criação em 2005.
Nesse sentido, consta no documento do Conselho Nacional de Juventude
(Conjuve) intitulado Política Nacional de Juventude: Diretrizes e Perspectivas
que:

[...] as iniciativas governamentais têm cada vez mais sido


construídas a partir de diagnósticos sobre as principais
carências da população, suas necessidades mais prementes.
Portanto, passa a ser ainda mais relevante atuar sobre a
elaboração de pesquisas e diagnósticos, de modo a melhorar
continuamente suas metodologias, com o objetivo de afinar a
relação entre o olhar das instituições de pesquisa e as
necessidades das camadas da população pesquisadas [...]
(CONJUVE/FES apud SNJ, 2013, p. 5).

A partir da grande interação com as mais variadas facetas do tema, o


presente artigo foi desenvolvido, ponderando conceitos psicossociais e
culturais, tendo no âmago da discussão a construção identitária.
Posteriormente, a expressão das culturas juvenis, bem como o protagonismo
dos jovens tomara maior espaço de discussão e estudo.

Metodologia
Inicialmente a construção do trabalho será realizada com o levantamento de
informações, este será realizado através de pesquisas bibliográficas realizadas
em livros, artigos e matérias, os mesmos terão conteúdo relacionado às
juventudes e suas características sobre o ponto de vista sociológico.
Posteriormente, tendo em mãos um forte embasamento, será construído a
parte inicial do trabalho, apresentando as opiniões, argumentos, definições e
declarações de profissionais a respeito do assunto abordado neste trabalho.
Uma vez concluída a pesquisa teórica, partiremos para a adaptação do
Young Self Report, o qual será utilizado para a realização dos questionários
que serão disponibilizados aos jovens, a princípio somente aqueles
pertencentes a comunidade escolar, e os dados levantados à partir das
respostas irem compor base de informações deste trabalho.
Tendo a pesquisa bibliográfica e base composta pelas respostas do
questionário, iremos comparar ambos e verificar se são coerentes um com o
outro. A partir desse ponto trabalharemos na construção do projeto final, onde
as informações levantados e os dados coletados construíram a argumentação
ao mesmo tempo que exemplificarão o conteúdo apresentado.
Referências

ALVES, Gabriela Maciel. A construção da identidade do adolescente e a


influência dos rótulos na mesma. 2008. 50 p. Trabalho de Conclusão de
Curso (Graduação em Psicologia)- Universidade do Extremo Sul Catarinense,
Criciúma, 2008. Disponível em: <http://newpsi.bvs-
psi.org.br/tcc/GabrielaMacileAlves.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2018.

CRESTANI, Ir. Alfredo. Adolescência: Tentando compreender o que é difícil


entender. 23. ed. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2016. 199 p.

ELISA GUARANÁ DE CASTRO. Coordenadora Geral de Políticas


Transversais. Agenda Juventude Brasil: Pesquisa Nacional Sobre Perfil e
Opinião dos Jovens Brasileiros 2013. Brasília: UNESCO, 2013. 43 p.
Disponível em:
<http://bibjuventude.ibict.br/jspui/bitstream/192/91/1/SNJ_agenda_2013.pdf>.
Acesso em: 28 mar. 2018.

ETNOGRÁFICA: Revista do Centro em Rede de Investigação em


Antropologia. [S.l.: s.n.], 2011. Disponível em:
<https://journals.openedition.org/etnografica/1060>. Acesso em: 28 mar. 2018.

FERNANDES, Elisângela. Desigualdades em campo. Educação, São Paulo,


v. 14, n. 163, p. 44-49, nov. 2010.

FERREIRA, Teresa Helena Schoen; FARIAS, Maria Aznar; FERREIRA DE


MATTOS SILVARES, Edwigs. A construção da identidade em adolescentes:
um estudo exploratório. 2003. 8 p. Dissertação (Estudos de Psicologia)-
Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo,
2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-
294X2003000100012&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 21 mar. 2018.

GALVÃO, Tatiana Verônica Bezerra. O papel das transformações sociais e


da identidade juvenil na construção de comunidades de sentido. 2008. 12
p. Tese (Mestrado em Comunicação e Cultura)- Faculdade de
Comunicação/UFBa, Salvador, 2008. Disponível em:
<http://www.cult.ufba.br/enecult2008/14338.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2018.

GAMBA, Vívian. As múltiplas faces do jovem de hoje. Educação em Revista,


Porto Alegre, n. 104, p. 22-25, jun. 2014.

GAMBA, Vívian. Em busca da sintonia perfeita. Educação em Revista, Porto


Alegre, v. 17, n. 98, p. 22-26, jun. 2013.

HALL, Stuart. A identidade cultural da pós-modernidade. 10. ed. [S.l.]:


DP&A, 1992. 97 p.
AMARAL, Márcio de Freitas do. Culturas juvenis e experiência social:
reflexões sobre os jovens na contemporaneidade. Educação em Revista, Porto
Alegre, n. 104, p. 36-38, jun. 2014.

MUNDO Jovem. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011.

RIBAS, Fabio Barbosa Jr. Educação e protagonismo juvenil. 2004. 5 p.


Artigo (Consultoria em Desenvolvimento Social)- PRATTEIN, São Paulo, 2004.
Disponível em:
<http://prattein.com.br/home/images/stories/230813/Juventude/Educao_Protag
onismo.rtf.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2018.

SEMINÁRIO INTERNACIONAL JUVENTUDE NA CONTEMPORANEIDADE,


2012, Goiânia. Anais: Seminário Internacional Juventude na
Contemporaneidade... Goiânia: [s.n.], 2012. 271 p. Disponível em:
<https://www.cienciassociais.ufg.br/up/106/o/anais_seminario_juventudes_201
2.pdf_final.pdf>. Acesso em: 28 mar. 2018.

SILVA, Thais Gama da. Protagonismo na adolescência: a escola como


espaço e lugar de desenvolvimento humano. 2009. 152 p. Dissertação
(Mestrado em Educação)- Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2009.
Disponível em: <http://www.ppge.ufpr.br/teses/M09_gamasilva.pdf>. Acesso
em: 16 mar. 2018.

STAMATO, Prof Dra Maria Izabel Calil. Protagonismo Juvenil: Uma Práxis
Sócio-Histórica de Formação para a Cidadania. 2009. 8 p. Tese (Formação
Humana e Profissional)- Universidade Católica de Santos, Santos, 2009.
Disponível em:
<http://www.abrapso.org.br/siteprincipal/images/Anais_XVENABRAPSO/389.%
20protagonismo%20juvenil.pdf>. Acesso em: 16 mar. 2018.

UNESCO. Secretaria de Educação Continuada Alfabetizada e Diversidade.


Juventude e Contemporaneidade. Brasília: UNESCO, MEC, ANPEd, 2007.

UNESCO. Secretaria de Educação Continuada Alfabetizada e Diversidade.


Juventudes: outros olhares sobre a diversidade. Brasília: UNESCO, MEC,
ANPEd, 2007.

Você também pode gostar