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Regulamentação de Criptomoedas no Brasil

O documento discute a regulamentação de criptomoedas no Brasil no âmbito jurídico-tributário. Aborda o conceito histórico de moeda e câmbio, analisa a criptomoeda Bitcoin e as normas brasileiras sobre o tema, e reflete sobre a importância da regulamentação para o bem-estar social.

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Regulamentação de Criptomoedas no Brasil

O documento discute a regulamentação de criptomoedas no Brasil no âmbito jurídico-tributário. Aborda o conceito histórico de moeda e câmbio, analisa a criptomoeda Bitcoin e as normas brasileiras sobre o tema, e reflete sobre a importância da regulamentação para o bem-estar social.

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UNIESP – CENTRO UNIVERSITÁRIO

COORDENAÇÃO DO CURSO DE BACHARELADO EM DIREITO

EVANDRO GOMES BEZERRA NETO

BITICOINS E A REGULAMENTAÇÃO DAS CRIPTOMOEDAS NO ÂMBITO JURIDICO


TRIBUTÁRIO BRASILEIRO

CABEDELO - PB
2023
EVANDRO GOMES BEZERRA NETO

BITICOINS E A REGULAMENTAÇÃO DAS CRIPTOMOEDAS NO ÂMBITO JURIDICO


TRIBUTÁRIO BRASILEIRO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à


Coordenação de Curso de Direito do UNIESP
Centro Universitário, como requisito parcial à
obtenção do grau de Bacharel em Direito.

Orientador: Prof. Esp. Paulo Francisco


Monteiro Galvão Júnior.

CABEDELO - PB
2023
EVANDRO GOMES BEZERRA NETO

BITICOINS E A REGULAMENTAÇÃO DAS CRIPTOMOEDAS NO ÂMBITO JURIDICO


TRIBUTÁRIO BRASILEIRO

Resultado: ________

Cabedelo, ____ de _____________ de 2023.

BANCA EXAMINADORA

____________________________________________

Professor Orientador

____________________________________________

Examinador
A missão do advogado em plena era da
inteligência artificial, é resguardar o
direito alheio, direito esse que está
saindo do campo tradicional e
navegando pela órbita digital.
RESUMO

Com o aumento da tecnologia a criptomoeda tem se tornado um dos assuntos mais


falados da contemporaneidade, desde a sua facilidade em transação, sem precisar de
uma corretora centralizada, até mesmo as taxas tem um valor ínfimo comparado nas
transações de moedas correntes. Está trazendo consigo novos valores, novas
perspectivas do que essa moeda digital pode proporcionar a humanidade. O presente
trabalho tem como objetivo geral analisar a relação entre o sistema jurídico brasileiro e
as criptomoedas no âmbito tributário e objetivos específicos: Investigar as normas
atuais e vigentes sobre criptomoedas no Brasil; Mostrar que criptomoedas também é
um investimento: Refletir acerca da regulamentação e adequação para um bem estar
social. Sua metodologia é exploratória e descritiva como também, bibliográfica. E se
debruça na problemática da demora na regulamentação das criptomoedas e o impacto
socioeconômico a nação brasileira. Se justifica com a exposição do assunto, notando-
se a relevância da temática explanada, uma vez que a mesma esta correlacionada com
direitos e deveres tributários. A moeda eletrônica no contexto brasileiro já é uma
realidade e necessita urgentemente de orgãos reguladores adequados em sentido
estrito e medidas educativas para a geração da inteligência artificial.

Palavras-chaves: Bitcoin. Criptomoeda. Regulamentação.


ABSTRACT

With the increase in technology, cryptocurrency has become one of the most talked
about topics in contemporary times, from its ease of transaction, without the need for a
centralized brokerage, even the fees have a negligible value compared to currency
transactions. It is bringing with it new values, new perspectives of what this digital
currency can provide humanity. The present work has the general objective of
analyzing the relationship between the Brazilian legal system and cryptocurrencies in
the tax field and specific objectives: Investigate current and current regulations on
cryptocurrencies in Brazil; Show that cryptocurrencies are also an investment: Reflect
on regulation and suitability for social welfare. Its methodology is exploratory and
descriptive as well as bibliographical. And it focuses on the problem of the delay in the
regulation of cryptocurrencies and the socioeconomic impact on the Brazilian nation. It
is justified by exposing the subject, noting the relevance of the explained theme, since it
is correlated with tax rights and duties. Electronic money in the Brazilian context is
already a reality and urgently needs adequate regulatory bodies in the strict sense and
educational measures for the generation of artificial intelligence.
Keywords: Bitcoin. Cryptocurrency. Regulation.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................08
2 CONCEITO HISTORICO...........................................................................................09
2.1 A IMPORTÂNCIA DA MOEDA................................................................................11
2.2 A IMPORTÂNCIA DO CAMBIO .............................................................................15
3 CRIPTOMOEDA BITCOINS......................................................................................16
3.1 REGULAMENTAÇÕES DA CRIPTOMOEDA NO BRASIL.....................................19
4 METODOLOGIA........................................................................................................22
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................23
REFERÊNCIAS ............................................................................................................24
8

1 INTRODUÇÃO

É sabido que todo tributo deve ser previsto em lei para ser cobrado, algo muito
importante que o direito menciona é acerca da hipótese de incidência. Essa hipótese
fica no campo abstrato descrita pela lei tributária. Esse fato gerador está na esfera
concreta o efeito econômico irá possuir efeitos jurídicos correlacionados. Nesse sentido,
o papel do Estado se torna fundamental para uma adequada regulação de criptoativos
no país, no que diz a respeito das criptomoedas.
Convêm pontuar que tal procedimento é uma forma eficiente ao combate de
sonegações ao erário tributário, sabendo que, a qualquer momento por meio apenas de
uma wallet (carteira virtual) pode ser feito uma transferência, não gerando fato gerador,
e sendo convertido em moeda não tributada, bastando apenas transferir para laranjas e
dividir o momento para não ser detectado pelas malhas nacionais, logo, tal ação no
Brasil é considerado crime de sonegação que consiste no ato de deixar de declarar ou
mentir para as autoridades fiscais, no intuito de não pagar ou pagar menos impostos.
O presente estudo em questão trará como temática central a regulamentação
das criptomoedas no Brasil, tocante a área tributária jurídica, a fim de apresentar sua
relevância, enquanto instrumento inovador, visando ganhar seu espaço no mercado
brasileiro de modo lícito, auditável, regulamentado em sua totalidade. A qual nos traz a
finalidade de evitar erros ou omissões nas declarações de pessoa física ou jurídica.
Criptomoeda ou cibermoeda, surgiu no ano de 2009, trazendo consigo uma nova
tecnologia chamada blockchain, foi criada por um usuário que até hoje é conhecido pelo
seu pseudônimo Satoshi Nakamoto, até então não se sabe muito a respeito do criador
da criptomoeda Bitcoin (BTC), mostrando algo novo ao mundo, uma espécie de
dinheiro virtual ainda desconhecido por muitos trazendo consigo facilidades,
simplesmente podendo ser trocado em corretoras por moeda corrente em determinados
países.
Devido à “descentralização” e sua inovação no mercado grande parte de seu
conteúdo não é regulado por normas jurídicas estatais. Têm apenas algumas normas
esparsas não consolidadas em um código, mas nada específico para esse novo
advento virtual.
9

O presente artigo tem como objetivo geral analisar a relação entre o sistema
jurídico brasileiro e as criptomoedas no âmbito tributário. Tem como objetivos
específicos: i) Investigar as normas atuais e vigentes sobre criptomoedas no Brasil; ii)
Mostrar que criptomoedas também é um investimento; e iii) Refletir acerca da
regulamentação e adequação para um bem estar social.
O presente artigo se justifica com a exposição do assunto, notando-se a
relevância da temática explanada, uma vez que a mesma esta correlacionada com
direitos e deveres tributários, e infrações penais para o descumprimento de, até então,
normas esparsas.
Partindo do princípio da legalidade abordado pelo artigo 37 da Constituição
Federal (CF), da Carta Magna, de 1988, o presente artigo tem como problema a
demora de regulamentação para tal moeda, uma relevante questão: Qual o risco se
tem com a falta de regulamentação das criptomoedas e os precedentes que se
abrem a partir de uma lacuna no Sistema Tributário Nacional?
Tendo em vista que países como Rússia, Estados Unidos da América (EUA) e
alguns outros países membros da União Europeia (UE) que já reconhecem as
criptomoedas como ativos de movimentação financeira e a regulamentaram por terem
visto a força e à proporção que se ganha a cada dia que passa.

2 CONCEITO HISTÓRICO

Antes da existência do dinheiro conhecido atualmente, era utilizado à modalidade


escambo, funcionava da seguinte maneira; mercadoria sendo trocado por outra
mercadoria, sem a existência de uma moeda oficial. Pode-se acrescentar que, o tempo
de trabalho era negociado também, as modalidades foram se atualizando até chegar
aos mentais (BRASIL, 2017).
Os metais preciosos começaram a ganhar espaço nos negócios na antiguidade,
a cunhagem começou a ficar padronizada, o escambo foi ficando esquecido, e o rosto
estampado em metais foi tomando espaço, para negociações que envolviam maior
valor monetário, utilizando o ouro e prata, para trocas comuns do dia-a-dia, metais com
valor inferior, a exemplo o bronze. Sendo assim:
10

A necessidade das trocas, na economia é decorrência da evolução


dos costumes sociais, onde o individuo deixa de ser auto-suficiente na
produção dos bens de que necessita para sua sobrevivência. O
pecuarista, por exemplo, necessita trocar a carne que produz por
alimentos, roupas, móveis e outros bens e serviços que atendam a
suas necessidades ou a seus desejos de consumo. Como nos
primórdios da civilização não existia o dinheiro como o conhecemos
atualmente, a maneira de se obter um bem ou serviço de que se
necessitava era por meio de troca direta, também conhecida por
Escambo. Acontecia mais ou menos assim: necessitando de um bem
que não produzia, o indivíduo A procurava trocar seus excedentes
com o indivíduo B, produtor do bem de que necessitava. Essas trocas
diretas apresentavam inconvenientes: nem sempre a mercadoria
disponível para troca pelo indivíduo A era necessária ao indivíduo B.
Este necessitava da mercadoria produzida pelo individuo C, e assim
por diante. Assim, as trocas esbarravam na dificuldade de se
encontrar um contraparte que tivesse exatamente a necessidade
oposta, ou seja, a troca só se efetivaria se houvesse Coincidência de
Desejos. Em um sistema como esse, o pecuarista levaria metade de
seu tempo produzindo carne e a outra metade 12 procurando alguém
com quem pudesse fazer uma troca apropriada. Além disso, como
equacionar o volume de comércio? Como se percebe, trocas dessa
natureza em economias complexas como as atuais jamais
prosperariam. Nestas, não só os bens de consumo, mas os recursos
econômicos também são vendidos e comprados com dinheiro, a
exemplo do trabalhador que fornece seu trabalho em troca de dinheiro
e, com esse, adquire os bens de que necessita. Dada as dificuldades
para realizar trocas diretas, a sociedade encontrou uma forma que
contornasse o problema: a utilização de uma mercadoria como
moeda. Surgiu, assim, a mercadoria com funções de dinheiro,
reconhecida como Moeda-Mercadoria. Em uma economia que
comercializa bens num sistema de mercado, a definição de uma
mercadoria para servir de intermediária nas trocas facilita,
sobremaneira, o desenvolvimento das transações (BRASIL, 2017).

Como supracitado, deve-se lembrar de que, a moeda na antiguidade sempre foi


relativa ao seu uso, considerava-se moeda o objeto de troca como o arroz para China, o
cacau para o México e assim, se têm produtos sendo trocados em forma de dinheiro.
Segundo Santiago (2017), as primeiras moedas surgiram no século VII a.C.
confeccionadas pelos sumérios, eram pequenas peças de metal com seu valor e seu
peso, e com impressão e cunho definido. Essa descoberta facilitou por ter um padrão e
um valor divisível com facilidade de transporte, com o padrão que se tem
hodiernamente.
De modo geral, segundo Santiago (2017), a economia tem uma mesma
linguagem mundial, em países do mundo no que diz respeito ao sistema econômico e
11

financeiro. A organização econômica para outros países também começou por meio do
escambo e veio evoluindo até os dias de hoje.
Historicamente falando, cada país com sua modalidade e produtos que foram
negociados. No início, essas trocas eram conhecidas como o escambo. Foi uma das
primeiras formas de trocas existentes na história da humanidade. Não somente trocas
com valores ínfimos como também grandes valores em forma de trocas de mercadores,
objetos etc. Sendo assim:

É conhecida pelo nome de Escambo a prática ancestral de se realizar


uma troca comercial sem o envolvimento de moeda ou objeto que se
passe por esta, e sem equivalência de valor.
É a forma original e mais básica que o ser humano tem de realizar
trocas, geralmente realizadas com o excedente de cada comunidade.
Assim, o habitante de uma vila pesqueira, quando obtivesse peixe em
demasia, teria o desejo natural de trocar o seu excedente para ter uma
variação em sua dieta.
Logo, o pescador procuraria alguém que por exemplo fosse agricultor e
tivesse plantado algum gênero alimentício em excesso. Havia ainda a
necessidade dos dois entrarem em acordo, ou seja, de haver a
coincidência dos dois personagens desejarem aquilo que o outro
participante na troca tivesse para oferecer. Logo, caso os interesses não
convergissem, a troca ia por água abaixo (SANTIAGO, 2017).

A evolução da sociedade e da economia levou a criação de diferentes formas de


troca e de bens e serviços, como comércio online, o uso de crédito e débito, bem como
comércio eletrônico e métodos de pagamento, sendo assim, essas opções
proporcionam maior praticidade, eficiência e segurança nas transações comerciais.
Como demonstra acima, a primeira troca ou transação tem esse termo; escambo,
porém como a mesma finalidade que se tem hoje em dia, a troca era a prática mais
comum na antiguidade.
Em resumo, embora o escambo não seja mais amplamente utilizado nas
economias modernas, as trocas diretas ainda podem ocorrer em algumas
circunstâncias específicas, mas a moeda e outros meios de pagamento se tornaram a
principal forma de realizar transações comerciais.
12

2.1 A IMPORTÂNCIA DA MOEDA

Hodiernamente, a moeda tem sua importância devido às mudanças no cenário


socioeconômico, sabendo que os fatos sociais influenciam na lei, pois os costumes
ou, a cultura tendenciosamente, mudam com o passar do tempo, o sistema
econômico do Estado é afetado, estando sempre em constante mudança, tendo
como fato histórico a criação e o desenvolvimento da moeda. Segundo Juliane Nós
(2010), a moeda é considerada um conjunto de ativos de uma economia utilizada
para comprar bens e serviços de outras pessoas, empresas.
Destarte, a moeda, agora na história, desenvolveu em cada país sua forma de
utilização, seria no Brasil, o “real”, para os americanos, o “dólar”, para os europeus,
o “euro” e assim sucessivamente. Ainda assim, conceitua-se moeda:

A moeda é utilizada como medida de valor, para a empresa seria como a


medida do trabalho exercido sobre o produto. Na economia a moeda tem três
funções especificas. Pode ser tratada como meio de troca onde os compradores
dão aos vendedores quando deseja adquirir um produto, mercadoria. Pode ser
considerada uma unidade de conta, utilizada para anunciar preços e registrar
débitos, ou seja, quando desejamos medir e registrar valor econômico. Algumas
empresas e pessoas também optam por usar uma reserva de valor para
transferir poder aquisitivo do presente para o futuro. Contudo neste item não
são apenas contados a moeda em si, mas também os ativos não-monetários.
Para uma nação, seja ela qual for, uma moeda é vital para o pleno
desenvolvimento socioeconômico que vise estabilidade em longo prazo (NÓS,
2010).

Como supra dito, a importância da moeda é justamente o poder divisível, e de


fácil acesso e manuseio, nos dias atuais não há a troca de um fardo de feijão por um
fardo de arroz, a moeda tem o seu valor intrínseco e o seu poder econômico, entre
outros pontos, pode se observar, como supracitado, as funções da moeda; a moeda é
também usada para registrar preços, anunciar preços, e seu desenvolvimento faz girar
a economia do Estado onde circula.
Segundo Schröder (2015), a moeda é a expressão da organização econômica do
mercado, um hábito de troca que gerou um conceito de ativos, avaliados no início de
sua transação por proporção igual, hoje traz em sua essência valores registrados,
facilitando as transações econômicas, por ser de fácil acesso e manuseio para o
13

mercado.
A moeda brasileira teve seu início em uma época bem remota, como também
seu desenvolvimento, adequação aos vários cenários econômicos vivenciados em
tempos diferentes, com modificações em sua economia para melhor evoluir no mercado
nacional como também, internacional. Tendo como fonte para sua alteração os fatos
sociais de cada tempo, cronologicamente, observe:

Quadro 1. Desenvolvimento histórico da moeda no Brasil.

Moeda Período de
Plano Vigência Fundamento Legal Equivalência
Símbolo
Econômico Vigente

Período
Alvará S/N de R 1$2000 = 1/8 de ouro
- Real R colonial até
01/09/1808 de 22K.
07/10/1833
8/10/1833 a Rs 2$500 = 1/8 de ouro
- Mil Réis Rs Lei no 59, de 08/10/1883
31/10/1942 de 22K
Cr$ 1,00 = Rs 1$000
01/11/1942
Decreto Lei no 4791, de
- Cruzeiro Cr$ a (um cruzeiro
05/10/1942
30/11/1964 corresponde a mil-réis)

Cruzeiro
01/12/1964
Lei no 4511, de Cr$ 1 = Cr$ 1,00
- (retirada dos Cr$ a
01/12/1964
centavos) 12/02/1967

Cruzeiro Novo
13/02/1967 Decreto-Lei no 1 de
NCr$ NCr$ 1,00 = Cr$ 1.000
- (volta dos a 13/11/1965
centavos) 14/05/1970

Resolução do Banco
15/05/1970
Cruzeiro Cr$ Central Cr$ 1,00 = NCr$ 1,00
- a
no 144, de 31/03/1970
14/08/1984
Cruzeiro
15/08/1984 Lei no 7214, de
Cr$ Cr$ 1 = Cr$ 1,00
- (retirada dos a 15/08/1984
centavos) 27/02/1986

Cruzado I

Fev 1986
Cruzado 28/02/1986
Decreto-lei no 2283, de
(volta dos Cz$ a Cz$ 1,00 = Cr$ 1.000
Cruzado II 27/02/1986
centavos) 15/01/1989

Jun 1987
14

Verão I

Jan 1989 Medida Provisória no 32,


16/01/1989
Cruzado Novo de 15/01/1989, NCz$ 1,00 = Cz$
NCz$ a
Verão II convertida na Lei 1.000,00
15/03/1990
no 7730, de 31/01/1989
Maio 1989

Collor I

Mar 1990 Medida Provisória


16/03/1990 no 168, de 15/03/1990,
Cruzeiro Cr$ Cr$ 1,00 = NCz$ 1,00
a convertida na Lei 8024,
Collor II 31/07/1993 de 12/04/1990

Jan 1991

Medida Provisória
no 336, de 28/07/1993,
Transição para
o Real convertida na Lei
01/08/1993 CR$ 1,00 = Cr$
Cruzeiro Real CR$ no 8697, de 27/08/1993,
a 1.000,00
30/06/1994 e
Ago 1993 Resolução BACEN
no 2010, de 28/07/1993

Real Leis no 8880, de


Real R$ Desde 27/05/1994 e 9069, de R$ 1,00 = CR$ 2.750,00
Julho 1994 01/07/1994 29/06/1995

Fonte: Banco Central do Brasil, 2017.

A cronologia demonstrada, doravante, reforça a tese que, os fatos sociais e suas


mudanças, fazem a economia variar de acordo com o momento. Em suma, todas as
alterações contribuíram para o desenvolvimento econômico do país, analisando as
taxas de valorização para que a moeda ganhasse força por parte de cada mudança.
Segundo Schröder (2015), as leis são para regular os fatos sociais no âmbito
jurídico, podendo comparar as alterações das moedas no Brasil, como adaptações aos
fatos econômicos que foram avançando e a sociedade brasileira também avançou,
trazendo para sua estrutura o equilíbrio financeiro e a estabilidade do Estado.
Na simulação acima, se tem o modelo de custos das moedas vigentes no Brasil
desde a época de sua colonização, como também a sua equivalência. Para se entender
melhor as alterações e a influência que causaram na economia, datando o período de
sua vigência, o fundamento legal e sua equivalência em referência as melhorias
trazidas por cada mudança citada (PACIEVITCH, 2017).
15

2.2 A IMPORTÂNCIA DO CÂMBIO

Segundo Mazzi (2013), o câmbio é o preço de troca de moeda entre dois países,
o comércio entre eles, em economia internacional, o dólar é a moeda referência, então,
no Brasil a taxa de câmbio, é a taxa de troca entre o real e o dólar. E funciona da
seguinte forma: essa taxa determina quantos reais são necessários para compra de um
dólar no mercado. De acordo com a economia nacional, se pode medir através do
preço do dólar as relações da economia brasileira.
Pode se mencionar que, o câmbio em sua essência, pura e simples de
compreender, tem suas variações de acordo com o mercado atingido. Pode se afirmar
que:

Um dos setores que são mais afetados pela variação do câmbio é a indústria.
Se o dólar sobe, os preços dos produtos nacionais ficam mais baratos e dos
importados mais caros, beneficiando a indústria nacional. O contrário também é
verdadeiro. Muita importação não é positivo, pois estamos colocando produtos
de outras economias dentro do nosso país (MAZZI, 2013).

Outrossim, se observa que, é muito mais vantajoso, quando se têm produtos


nacionais baratos por conta da variação do dólar. Com relação à importação, de certa
forma, a indústria brasileira é beneficiada, pois com produtos de valores baixo o real
não precisa ser comparado ao dólar, e mais, a positividade em valorizar a economia
nacional, e não colocar muitos produtos importados de outras economias.
Doravante, no mesmo prisma, se destaca a importância do câmbio e sua
influência na economia brasileira, ou, em qualquer país que haja tais tipos de
transação, demonstrando o poder de sua economia na moeda de circulação tendo
como pano de fundo a transação permitida por tratados internacionais em mercado
aberto para tal.
16

3 CRIPTOMOEDAS BITCOINS

A tendência do momento, segundo Pena (2017), são as criptomoedas, ou,


moeda eletrônica, conhecida a priori, Bitcoins. A famosa moeda eletrônica chegou ao
mercado sem chamar muita atenção, mas, como é sabido, que os fatos sociais. Que
são variáveis é que fazem movimento na história, muda a cultura e a forma de enxergar
as demais coisas, como por exemplo, o cenário econômico, a partir do momento em
que transações começam a serem feitas através do dinheiro eletrônico, que por sua
vez, atualmente, já deixou o Sistema Tributário Nacional (STN) embaraçado por sua
utilização e valorização, causando comoção em políticas públicas acerca da tributação
de tal moeda, que são:

O nome bit não faz referência a byte, como muitos podem pensar, mas sim a
uma rede de compartilhamento ponto a ponto (P2P), chamada de BitTorrent,
em que cada usuário é anônimo e possui o mesmo valor. É o que acontece com
a moeda virtual. Apesar de ser a mais conhecida e amplamente aclamada no
mundo da internet, o Bitcoin não é a única criptomoeda existente. Os destaques
da concorrência vão para o Litecoin e o Mastercoin, mas nenhum deles possui a
representatividade do Bitcoin, a principal moeda virtual do mundo atualmente. A
origem do Bitcoin é atribuída a Dorian Nakamoto, um codinome que seria
utilizado por Satoshi Nakamoto, apesar de ele sempre negar a suposta criação
que, ao menos oficialmente, permanece no anonimato (PENA, 2017).

Como citado acima, usada através da internet, o bitcoin é uma das principais
moedas no meio eletrônico online, por ser a mais usada, existem outras que derivam da
doravante moeda. Famosa por sua flexibilidade na hora da troca, ela ainda não é
reconhecida por alguns países, pois não tem um banco central que a regule, isso a
torna vulnerável a especulações e instabilidade no seu curso de desenvolvimento, por
não ter uma agência reguladora, se torna arriscado para quem faz seus investimentos.
Ainda assim, a moeda eletrônica, nesse caso, o Bitcoin (BTC), se desdobra de
uma maneira extraordinária, dando causa à modificação em transações monetárias
internacionais, tudo pela rede, com um sistema de segurança próprio e impenetrável,
com sua valorização, faz o Estado brasileiro querer aplicar medidas de controle em
criptoativos na rede. É uma forma de câmbio moderno, onde seus usuários não
precisariam justificar, ou, declarar tais rendimentos, porém, não é mais bem assim.
Destarte, a moeda eletrônica ou, Bitcoin é:
17

Bitcoin é uma moeda completamente digital, também chamada de criptomoeda.


A criação do Bitcoin representa o surgimento de um novo meio de pagamento,
descentralizado (ponto a ponto) e digital. O sistema é gerenciado pelos próprios
usuários e não é necessário nenhum intermediador, como empresas de cartão
ou o próprio Banco Central. Isso quer dizer que as transações realizadas
consistem no envio de moedas de uma pessoa para outra pela internet, sem
passar por um banco. Dessa forma, os custos são menores e você pode usar
suas moedas em qualquer país, sem nenhum requisito ou limite. Para comprar
Bitcoin, você precisa abrir conta em uma exchange de moedas virtuais. Há
também algumas formas de ganhar fragmentos da moeda através de sites que
pagam pelo acesso. Apesar da popularidade que essa moeda vem ganhando,
este ainda é um mercado novo e, por isso, é preciso ficar atento. O objetivo
principal da moeda Bitcoin é facilitar as transações realizadas na internet. Mas,
como investimento, essa é uma alternativa de risco (TORORADAR, 2017).

Como supracitado, o funcionamento do Bitcoin, mesmo não sendo ainda


regularizado em alguns países, tem crescido consideravelmente em termos de usuários
que criaram suas contas online e aderiram ao sistema, que mesmo sendo novo e uma
empreitada de risco, tem conseguido deixar muita gente rica, pois essa moeda também
é uma forma de investimento, igual à bolsa de valores, o Bitcoin também tem seus altos
e baixos no seu mercado financeiro próprio, o que mostra a sua independência.
Segundo o Banco Central do Brasil (BACEN) (2017), o funcionamento da moeda
eletrônica se dá primeiro, na abertura de uma conta digital, aonde se encontra a carteira
virtual, instalada em seu computador ou celular. Isso facilitando seu acesso ao banco
online onde responsável poderá realizar suas transações com toda segurança fornecida
pelo site, ou pela conta online aberta pela pessoa que irá utilizar esses serviços.
O funcionamento do Bitcoin é descentralizado por isso à tecnologia peer to peer,
quer dizer “você e a outra parte”, não existe um banco que realize tal transação, é só
você e a outra parte diretamente, sem intermediário. O Bitcoin tem suas diferenças com
relação ao dinheiro real, não através de bancos, ou maquinetas e seus cartões e
também não uma moeda física (FOBE, 2016).
Os bancos tradicionais em todo o mundo têm sua equipe e profissionais técnicos
preparadas para dar suporte ao cliente de sua agência, tudo isso para que não haja
transtornos ou erros em suas transações, erros em repetições de procedimentos entre
outros prejuízos aos seus clientes, por isso, todo um aparato técnico de profissionais,
18

com várias ferramentas para dar aos seus clientes mais segurança em suas
transações.
Sendo um programa de compra e venda de uma forma de moeda de troca, não
existe uma agência reguladora, os usuários baixam o programa de validação dessas
transações em Bitcoin realizadas entre si, para que desta forma surja um registro das
movimentações em moeda eletrônica. O que garantirá que cada usuário faça esse
registro é justamente o incentivo que é dado pelo sistema, bonificando aos usuários que
registraram as suas transações com unidades de Bitcoin, e dessa forma as moedas vão
aumentando o fluxo de circulação no mercado (PENA, 2023).
O sistema de informações e registros do Bitcoin, chamado proof of work, também
conhecido como mineração, funciona com o registro de informações mandado pelo
usuário, esses registros de movimentações ficará guardado em uma plataforma online e
dará ao usuário que registrou tal movimentação, unidades de Bitcoin, como bônus por
sua mineração. Desta forma, qualquer usuário pode minerar, abrindo possibilidades de
competição no mercado, lançando no sistema as informações e ganhando unidades de
Bitcoin com isso.
Ainda segundo Pena (2023), com as informações lançadas no sistema, ele vai
resolver a transação, que leva em torno de dez minutos para solucionar o problema e
registrar em uma plataforma online chamada Blockchain. Na plataforma é onde todas
as informações são registradas, os seus mineradores registram as informações em um
bloco, em cada bloco além de conter toas os registros feitos nos últimos dez minutos,
também contem o proof of work, como também uma referência ao bloco anterior a ele.
Blockchain quer dizer no português, corrente de bloco. O computador fica
tentando resolver os problemas das informações lançadas no sistema durante dez
minutos, após os dez minutos o sistema precisará resolver outro problema e assim por
diante, a segurança do programa blockchain e justamente a conexão de todos os
blocos, pois depois de atualizados todos os blocos estarão vinculados ao bloco anterior.
É praticamente impossível quebrar este sistema, pois teriam que quebrar as
ligações inteiras do bloco para conseguir violar o programa. São milhares de
informações recebidas de dez em dez minutos o que impossibilitaria a violação.
Diferente dos bancos, que o cliente só consegue observar as suas operações, o Bitcoin,
19

através de seu sistema blockchain, traz a possibilidade de observar todas as


informações da história do programa, mesmo que você não saiba quem são as
contrapartes.

3.1 REGULAMENTAÇÕES DA CRIPTOMOEDA NO BRASIL

Em relação às regulamentações de criptoativos e moedas eletrônicas, no ano de


2022, o então presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.478, de 2022, que traz em
seu texto Art. 1º. Esta Lei dispõe sobre diretrizes a serem observadas na prestação de
serviços de ativos virtuais e na regulamentação das prestadoras de serviços de ativos
virtuais, sendo assim, também diz:

Parágrafo único. O disposto nesta Lei não se aplica aos ativos representativos
de valores mobiliários sujeitos ao regime da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de
1976, e não altera nenhuma competência da Comissão de Valores Mobiliários.
Art. 2º. As prestadoras de serviços de ativos virtuais somente poderão funcionar
no País mediante prévia autorização de órgão ou entidade da Administração
Pública Federal.
Parágrafo único. Ato do órgão ou da entidade da Administração Pública Federal
a que se refere o caput estabelecerá as hipóteses e os parâmetros em que a
autorização de que trata o caput deste artigo poderá ser concedida mediante
procedimento simplificado.
Art. 3º. Para os efeitos desta Lei, considera-se ativo virtual a representação
digital de valor que pode ser negociada ou transferida por meios eletrônicos e
utilizada para realização de pagamentos ou com propósito de investimento, não
incluídos (BRASIL, 2022).

Demonstrando assim como supra, o perigo da falta de regulamentação de tais


ativos eletrônicos na fraude ao sistema financeiro e tributário do Brasil e regulamentado
tais transações eletrônicas. Pondo um controle no que até o ano citado, não tinha
regulamentação, facilitando crimes de sonegação e outros tipos de fraude como
lavagem de dinheiro. A partir do momento em que há regulamentação, já dificulta a
intenção criminosa e legaliza a transação de tais ativos eletrônicos.
Igualmente, se tem as formas de declaração dos criptoativos, criados para evitar
a transação fraudulenta. Partindo do ponto da temática abordada, a configuração do
Direito Tributário em relação às Criptomoedas, no Brasil, se tem algumas opções de
declarar. Umas das modalidades são feitas por meio da declaração voluntária, baseado
na instrução normativa (IN) RBF N° 8888/2019, a mesma menciona:
20

Art. 1º. Esta Instrução Normativa institui e disciplina a obrigatoriedade de


prestação de informações relativas às operações realizadas com criptoativos à
Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).
Art. 2º. As informações a que se refere o art. 1º deverão ser prestadas com a
utilização do sistema Coleta Nacional, disponibilizado por meio do Centro Virtual
de Atendimento (e-CAC) da RFB, em leiaute a ser definido em Ato Declaratório
Executivo (ADE) da Coordenação-Geral de Programação e Estudos (Copes), a
ser publicado no prazo de até 60 (sessenta) dias, contado a partir da data de
publicação desta Instrução Normativa (BRASIL, 2019).

Ressalta ainda que, essa declaração voluntária, como citada acima, servirá para
aqueles que realizam transações em corretoras fora do Brasil. As corretoras nacionais
de criptoativos já realizam essas informações a Receita Federal (RF). Essa informação
deverá ser feita mensalmente pelo e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao
Contribuinte). Porém, o que chama a atenção é, que essa normativa, abarcar não
somente as Criptomoedas, mais também uma gama de outros ativos digitais, como
dividendos.
Até então, existe a proposta para estabelecer regras para nortear a
comercialização de criptoativos no Brasil, de modo específico e não mais esparsas.
Além das novas regras oferecerem mais segurança ao consumidor, em combate a
crimes financeiros e transparência das operações, a partir de uma série de definições
de conceitos, diretrizes e sistema para o licenciamento de Exchanges, que são as
plataformas para compra e venda de criptoativos no Brasil e no mundo (BONBANA,
2022).
Sendo assim, a lei dispõe sobre diretrizes a serem observadas na prestação de
serviços de ativos virtuais e na regulamentação das prestadoras de serviços de ativos
virtuais; altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para
prever o crime de fraude com a utilização de ativos virtuais, valores mobiliários ou
ativos financeiros; e altera a Lei nº 7.492, de 16 de junho de 1986, que define crimes
contra o SFN, e a Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, que dispõe sobre lavagem de
dinheiro, para incluir as prestadoras de serviços de ativos virtuais no rol de suas
disposições (BRASIL, 2022).
Ainda assim:
21

O Brasil se tornou o sétimo maior mercado global na adoção de criptomoedas,


sendo o primeiro entre os pares da América Latina, segundo o estudo "Global
Crypto Adoption Index 2022" publicado nesta quarta-feira (14) pela plataforma
de dados Chainalysis. O país avançou sete posições em relação ao
levantamento do ano passado, quando apareceu na 14ª posição. "Queremos
destacar os países onde os investidores individuais, e não os profissionais, mais
estão adotando os ativos digitais", diz o estudo (BONBANA, 2022).

Se tendo essa proporção quanto às criptomoedas, como cita acima, não poderia
deixar esparsa a regulamentação desse fato socioeconômico, essa preocupação é real,
tendo resoluções provisórias e uma lei emitida para tal. Outrossim, não deixa a margem
a sociedade e suas transações eletrônicas, dando um norte em regulamentação
tributária em transações financeiras no meio eletrônico.
Existindo, atualmente uma lei que regule tal fato socioeconômico. Até o ano de
2022 a regulamentação brasileira federal que concerne à forma tributária que as
criptomoedas tinham, tratava-se acerca da instrução normativa (IN) RBF N° 8888/2019,
que também vem a abarcar outros ativos digitais, estabelece em seus Arts. 1° e 2° que:

Art. 1º. Esta Instrução Normativa institui e disciplina a obrigatoriedade de


prestação de informações relativas às operações realizadas com criptoativos à
Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).
Art. 2º. As informações a que se refere o art. 1º deverão ser prestadas com a
utilização do sistema Coleta Nacional, disponibilizado por meio do Centro Virtual
de Atendimento (e-CAC) da RFB, em leiaute a ser definido em Ato Declaratório
Executivo (ADE) da Coordenação-Geral de Programação e Estudos (Copes), a
ser publicado no prazo de até 60 (sessenta) dias, contado a partir da data de
publicação desta Instrução Normativa (BRASIL, 2019).

No que concernem às questões tributárias já impostas, a partir do momento do


fato gerador, aplica-se também, diretamente, a Lei N° 5.172, de 25 de outubro de 1966,
como também, os Arts. 113 ao 117 do Código Tributário Nacional (CTN), que diz:

Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.


§ 1º. A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por
objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se
juntamente com o crédito dela decorrente.
§ 2º. A obrigação acessória decorre da legislação tributária e tem por objeto as
prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação
ou da fiscalização dos tributos.
§ 3º. A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-
se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como
necessária e suficiente à sua ocorrência.
22

Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na


forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não
configure obrigação principal.
Art. 116. Salvo disposição de lei em contrário, considera-se ocorrido o fato
gerador e existentes os seus efeitos:
I - tratando-se de situação de fato, desde o momento em que o se verifiquem as
circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que normalmente
lhe são próprios;
II - tratando-se de situação jurídica, desde o momento em que esteja
definitivamente constituída, nos termos de direito aplicável (BRASIL, 1966).

Diante desse cenário, e a fim de dar concretude é aplicado até então à instrução
normativa, RBF N° 8888/2019, afim de que futuramente pudesse se aplicar uma lei
mais específica como a então Lei 14.478, de 2022. Vale ressaltar que o Brasil está na
7ª posição de adeptos a essa nova moeda, como menciona Lucas Bonbana, um dos
escritores da coluna Economia da Folha UOL.

4 METODOLOGIA

Segundo a metodologia estudada e de acordo com os objetivos trabalhados,


classifica-se esta pesquisa sendo como uma pesquisa exploratória e descritiva. Afirma
Branchi (2002) que, a pesquisa exploratória é usada quando se busca reunir
informações novas sobre determinado tema, a qual não se tem muito conhecimento.
Segundo Gil (2012) a descritiva tem como objetivo abordar as características de
determinadas populações e fenômenos. Uma de suas particularidades é a utilização de
técnicas padronizadas, como por exemplos, o questionário e a observação.
A pesquisa aqui exposta é do tipo exploratória e descritiva, pela observação de
um campo de debate que ainda tem sido pouco explorado. Através desta pesquisa
exploratória buscou-se trazer a caracterização das hipóteses levantadas neste trabalho
científico. Para Gil (2010) o planejamento da pesquisa exploratória tende a ser flexível,
pois considera os mais variados aspectos ou acontecimentos estudados, com isso é
possível ter uma olhar amplo sobre a pesquisa.
Segundo Barros (2007) a pesquisa exploratória tende a favorecer o acúmulo de
informações sobre os fenômenos observados pelo pesquisador, fazendo com que o
23

explorador tenha dados concretos para sua pesquisa, diante dos diversos fenômenos
que acontecem em uma organização.
Foi utilizado, também, o procedimento bibliográfico, pois através deste, foi
realizado um levantamento dos dados já publicados por meios escritos e eletrônicos,
como por exemplo: livros de autores que versam sobre o tema em questão, artigos
científicos e páginas em websites.
A pesquisa bibliográfica vem corroborar através de obras de diversos autores,
segundo Gil (2010) a pesquisa bibliográfica concede ao pesquisador uma ampla gama
de conhecimento, pois tem o intuito de analisar as diversas posições dos autores ao
tema a ser pesquisado.
De acordo com Diehl (2004) a vantagem da pesquisa bibliográfica se dá ao fato
do pesquisador usufruir de uma fonte rica e estável de documentos, arquivos e livros
para que o pesquisador possa ter embasamentos teóricos na construção da sua
relevante pesquisa, através das bibliografias, temos condições de correlacionar ou não
as diversas correntes de pensamentos.
Os critérios de inclusão do presente trabalho buscou uma problemática
realmente acometida no Brasil que é a regulamentação das criptomoedas buscando
uma solução clara para isso e mostrando o quanto evoluímos hodiernamente,
demonstrando a forma lidada com a atual situação e como lidou provisoriamente antes
de regulamentar o fato socioeconômico e eletrônico.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em suma, com o aumento da tecnologia na economia globalizada, a criptomoeda


tem se tornado um dos assuntos mais falados da Quarta Revolução Industrial, desde a
sua facilidade em transação, sem precisar de uma corretora centralizada, até mesmo as
taxas têm um valor ínfimo comparado nas transações de moedas correntes.
A criptomoeda está trazendo consigo novos valores, novas perspectivas do que
essa moeda digital pode proporcionar a humanidade. Meios de trocas descentralizados
estão sendo usados diariamente, não estão gerando nenhum tipo de imposto e muitas
vezes a sonegação se apresenta diante de uma não regulamentação por parte do
24

Estado.
O presente trabalho mostra a realidade do que está acontecendo no meio digital
envolvendo criptomoedas e sua relação com tributos (impostos, taxas e contribuições)
no território brasileiro, sendo um país em 7º lugar em uso de tais ativos, demonstrou
que provisoriamente puderam lidar com tal situação, tentando prevenir quaisquer tipos
de fraude e também prejuízos ao erário com uma resolução provisória e deixando a
cargo dos usuários a declaração voluntária com a criação da resolução 8888 de 2019.
Não distante disso, o presente trabalho demonstrou a importância do tema ora
abordado, a solução de políticas públicas sancionadas com a lei 14.478, de 2022, que
dispõe sobre diretrizes a serem observadas na prestação de serviços de ativos virtuais
e na regulamentação das prestadoras de serviços de ativos virtuais; altera o Decreto-
Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para prever o crime de fraude
com a utilização de ativos virtuais, valores mobiliários ou ativos financeiros; e altera a
Lei nº 7.492, de 16 de junho de 1986, que define crimes contra o SFN, e a Lei nº 9.613,
de 3 de março de 1998, que dispõe sobre lavagem de dinheiro, para incluir as
prestadoras de serviços de ativos virtuais no rol de suas disposições.
Finalizando, é preciso valer o que doravante fora positivado, demonstrando a
preocupação e o compromisso com a excelência do trabalho executivo, sancionando
uma lei para não deixar esparsa a regulamentação de um tema tão delicado quanto à
questão abordada no presente artigo. Enfim, dando uma resposta ao sistema
internacional, dizendo que a sociedade brasileira se importa com o que lhe é pertinente,
levando a sérios investimentos, transações e, principalmente, o avanço tecnológico.
Regulamentando fatos socioeconômicos de impacto direto nas relações públicas e no
setor industrial.

REFERÊNCIAS

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Municípios. Diário Oficial da União. 27 out. 1966.

______. Instrução normativa. N. 1888 de 3 de maio de 2019. Altera a Instrução


Normativa RFB nº 1.888, de 3 de maio de 2019, que institui e disciplina a
obrigatoriedade de prestação de informações relativas às operações realizadas com
criptoativos à Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB). Diário Oficial da
União. 01 ago. 2019.

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