Regulamentação de Criptomoedas no Brasil
Regulamentação de Criptomoedas no Brasil
CABEDELO - PB
2023
EVANDRO GOMES BEZERRA NETO
CABEDELO - PB
2023
EVANDRO GOMES BEZERRA NETO
Resultado: ________
BANCA EXAMINADORA
____________________________________________
Professor Orientador
____________________________________________
Examinador
A missão do advogado em plena era da
inteligência artificial, é resguardar o
direito alheio, direito esse que está
saindo do campo tradicional e
navegando pela órbita digital.
RESUMO
With the increase in technology, cryptocurrency has become one of the most talked
about topics in contemporary times, from its ease of transaction, without the need for a
centralized brokerage, even the fees have a negligible value compared to currency
transactions. It is bringing with it new values, new perspectives of what this digital
currency can provide humanity. The present work has the general objective of
analyzing the relationship between the Brazilian legal system and cryptocurrencies in
the tax field and specific objectives: Investigate current and current regulations on
cryptocurrencies in Brazil; Show that cryptocurrencies are also an investment: Reflect
on regulation and suitability for social welfare. Its methodology is exploratory and
descriptive as well as bibliographical. And it focuses on the problem of the delay in the
regulation of cryptocurrencies and the socioeconomic impact on the Brazilian nation. It
is justified by exposing the subject, noting the relevance of the explained theme, since it
is correlated with tax rights and duties. Electronic money in the Brazilian context is
already a reality and urgently needs adequate regulatory bodies in the strict sense and
educational measures for the generation of artificial intelligence.
Keywords: Bitcoin. Cryptocurrency. Regulation.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................08
2 CONCEITO HISTORICO...........................................................................................09
2.1 A IMPORTÂNCIA DA MOEDA................................................................................11
2.2 A IMPORTÂNCIA DO CAMBIO .............................................................................15
3 CRIPTOMOEDA BITCOINS......................................................................................16
3.1 REGULAMENTAÇÕES DA CRIPTOMOEDA NO BRASIL.....................................19
4 METODOLOGIA........................................................................................................22
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................................23
REFERÊNCIAS ............................................................................................................24
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1 INTRODUÇÃO
É sabido que todo tributo deve ser previsto em lei para ser cobrado, algo muito
importante que o direito menciona é acerca da hipótese de incidência. Essa hipótese
fica no campo abstrato descrita pela lei tributária. Esse fato gerador está na esfera
concreta o efeito econômico irá possuir efeitos jurídicos correlacionados. Nesse sentido,
o papel do Estado se torna fundamental para uma adequada regulação de criptoativos
no país, no que diz a respeito das criptomoedas.
Convêm pontuar que tal procedimento é uma forma eficiente ao combate de
sonegações ao erário tributário, sabendo que, a qualquer momento por meio apenas de
uma wallet (carteira virtual) pode ser feito uma transferência, não gerando fato gerador,
e sendo convertido em moeda não tributada, bastando apenas transferir para laranjas e
dividir o momento para não ser detectado pelas malhas nacionais, logo, tal ação no
Brasil é considerado crime de sonegação que consiste no ato de deixar de declarar ou
mentir para as autoridades fiscais, no intuito de não pagar ou pagar menos impostos.
O presente estudo em questão trará como temática central a regulamentação
das criptomoedas no Brasil, tocante a área tributária jurídica, a fim de apresentar sua
relevância, enquanto instrumento inovador, visando ganhar seu espaço no mercado
brasileiro de modo lícito, auditável, regulamentado em sua totalidade. A qual nos traz a
finalidade de evitar erros ou omissões nas declarações de pessoa física ou jurídica.
Criptomoeda ou cibermoeda, surgiu no ano de 2009, trazendo consigo uma nova
tecnologia chamada blockchain, foi criada por um usuário que até hoje é conhecido pelo
seu pseudônimo Satoshi Nakamoto, até então não se sabe muito a respeito do criador
da criptomoeda Bitcoin (BTC), mostrando algo novo ao mundo, uma espécie de
dinheiro virtual ainda desconhecido por muitos trazendo consigo facilidades,
simplesmente podendo ser trocado em corretoras por moeda corrente em determinados
países.
Devido à “descentralização” e sua inovação no mercado grande parte de seu
conteúdo não é regulado por normas jurídicas estatais. Têm apenas algumas normas
esparsas não consolidadas em um código, mas nada específico para esse novo
advento virtual.
9
O presente artigo tem como objetivo geral analisar a relação entre o sistema
jurídico brasileiro e as criptomoedas no âmbito tributário. Tem como objetivos
específicos: i) Investigar as normas atuais e vigentes sobre criptomoedas no Brasil; ii)
Mostrar que criptomoedas também é um investimento; e iii) Refletir acerca da
regulamentação e adequação para um bem estar social.
O presente artigo se justifica com a exposição do assunto, notando-se a
relevância da temática explanada, uma vez que a mesma esta correlacionada com
direitos e deveres tributários, e infrações penais para o descumprimento de, até então,
normas esparsas.
Partindo do princípio da legalidade abordado pelo artigo 37 da Constituição
Federal (CF), da Carta Magna, de 1988, o presente artigo tem como problema a
demora de regulamentação para tal moeda, uma relevante questão: Qual o risco se
tem com a falta de regulamentação das criptomoedas e os precedentes que se
abrem a partir de uma lacuna no Sistema Tributário Nacional?
Tendo em vista que países como Rússia, Estados Unidos da América (EUA) e
alguns outros países membros da União Europeia (UE) que já reconhecem as
criptomoedas como ativos de movimentação financeira e a regulamentaram por terem
visto a força e à proporção que se ganha a cada dia que passa.
2 CONCEITO HISTÓRICO
financeiro. A organização econômica para outros países também começou por meio do
escambo e veio evoluindo até os dias de hoje.
Historicamente falando, cada país com sua modalidade e produtos que foram
negociados. No início, essas trocas eram conhecidas como o escambo. Foi uma das
primeiras formas de trocas existentes na história da humanidade. Não somente trocas
com valores ínfimos como também grandes valores em forma de trocas de mercadores,
objetos etc. Sendo assim:
mercado.
A moeda brasileira teve seu início em uma época bem remota, como também
seu desenvolvimento, adequação aos vários cenários econômicos vivenciados em
tempos diferentes, com modificações em sua economia para melhor evoluir no mercado
nacional como também, internacional. Tendo como fonte para sua alteração os fatos
sociais de cada tempo, cronologicamente, observe:
Moeda Período de
Plano Vigência Fundamento Legal Equivalência
Símbolo
Econômico Vigente
Período
Alvará S/N de R 1$2000 = 1/8 de ouro
- Real R colonial até
01/09/1808 de 22K.
07/10/1833
8/10/1833 a Rs 2$500 = 1/8 de ouro
- Mil Réis Rs Lei no 59, de 08/10/1883
31/10/1942 de 22K
Cr$ 1,00 = Rs 1$000
01/11/1942
Decreto Lei no 4791, de
- Cruzeiro Cr$ a (um cruzeiro
05/10/1942
30/11/1964 corresponde a mil-réis)
Cruzeiro
01/12/1964
Lei no 4511, de Cr$ 1 = Cr$ 1,00
- (retirada dos Cr$ a
01/12/1964
centavos) 12/02/1967
Cruzeiro Novo
13/02/1967 Decreto-Lei no 1 de
NCr$ NCr$ 1,00 = Cr$ 1.000
- (volta dos a 13/11/1965
centavos) 14/05/1970
Resolução do Banco
15/05/1970
Cruzeiro Cr$ Central Cr$ 1,00 = NCr$ 1,00
- a
no 144, de 31/03/1970
14/08/1984
Cruzeiro
15/08/1984 Lei no 7214, de
Cr$ Cr$ 1 = Cr$ 1,00
- (retirada dos a 15/08/1984
centavos) 27/02/1986
Cruzado I
Fev 1986
Cruzado 28/02/1986
Decreto-lei no 2283, de
(volta dos Cz$ a Cz$ 1,00 = Cr$ 1.000
Cruzado II 27/02/1986
centavos) 15/01/1989
Jun 1987
14
Verão I
Collor I
Jan 1991
Medida Provisória
no 336, de 28/07/1993,
Transição para
o Real convertida na Lei
01/08/1993 CR$ 1,00 = Cr$
Cruzeiro Real CR$ no 8697, de 27/08/1993,
a 1.000,00
30/06/1994 e
Ago 1993 Resolução BACEN
no 2010, de 28/07/1993
Segundo Mazzi (2013), o câmbio é o preço de troca de moeda entre dois países,
o comércio entre eles, em economia internacional, o dólar é a moeda referência, então,
no Brasil a taxa de câmbio, é a taxa de troca entre o real e o dólar. E funciona da
seguinte forma: essa taxa determina quantos reais são necessários para compra de um
dólar no mercado. De acordo com a economia nacional, se pode medir através do
preço do dólar as relações da economia brasileira.
Pode se mencionar que, o câmbio em sua essência, pura e simples de
compreender, tem suas variações de acordo com o mercado atingido. Pode se afirmar
que:
Um dos setores que são mais afetados pela variação do câmbio é a indústria.
Se o dólar sobe, os preços dos produtos nacionais ficam mais baratos e dos
importados mais caros, beneficiando a indústria nacional. O contrário também é
verdadeiro. Muita importação não é positivo, pois estamos colocando produtos
de outras economias dentro do nosso país (MAZZI, 2013).
3 CRIPTOMOEDAS BITCOINS
O nome bit não faz referência a byte, como muitos podem pensar, mas sim a
uma rede de compartilhamento ponto a ponto (P2P), chamada de BitTorrent,
em que cada usuário é anônimo e possui o mesmo valor. É o que acontece com
a moeda virtual. Apesar de ser a mais conhecida e amplamente aclamada no
mundo da internet, o Bitcoin não é a única criptomoeda existente. Os destaques
da concorrência vão para o Litecoin e o Mastercoin, mas nenhum deles possui a
representatividade do Bitcoin, a principal moeda virtual do mundo atualmente. A
origem do Bitcoin é atribuída a Dorian Nakamoto, um codinome que seria
utilizado por Satoshi Nakamoto, apesar de ele sempre negar a suposta criação
que, ao menos oficialmente, permanece no anonimato (PENA, 2017).
Como citado acima, usada através da internet, o bitcoin é uma das principais
moedas no meio eletrônico online, por ser a mais usada, existem outras que derivam da
doravante moeda. Famosa por sua flexibilidade na hora da troca, ela ainda não é
reconhecida por alguns países, pois não tem um banco central que a regule, isso a
torna vulnerável a especulações e instabilidade no seu curso de desenvolvimento, por
não ter uma agência reguladora, se torna arriscado para quem faz seus investimentos.
Ainda assim, a moeda eletrônica, nesse caso, o Bitcoin (BTC), se desdobra de
uma maneira extraordinária, dando causa à modificação em transações monetárias
internacionais, tudo pela rede, com um sistema de segurança próprio e impenetrável,
com sua valorização, faz o Estado brasileiro querer aplicar medidas de controle em
criptoativos na rede. É uma forma de câmbio moderno, onde seus usuários não
precisariam justificar, ou, declarar tais rendimentos, porém, não é mais bem assim.
Destarte, a moeda eletrônica ou, Bitcoin é:
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com várias ferramentas para dar aos seus clientes mais segurança em suas
transações.
Sendo um programa de compra e venda de uma forma de moeda de troca, não
existe uma agência reguladora, os usuários baixam o programa de validação dessas
transações em Bitcoin realizadas entre si, para que desta forma surja um registro das
movimentações em moeda eletrônica. O que garantirá que cada usuário faça esse
registro é justamente o incentivo que é dado pelo sistema, bonificando aos usuários que
registraram as suas transações com unidades de Bitcoin, e dessa forma as moedas vão
aumentando o fluxo de circulação no mercado (PENA, 2023).
O sistema de informações e registros do Bitcoin, chamado proof of work, também
conhecido como mineração, funciona com o registro de informações mandado pelo
usuário, esses registros de movimentações ficará guardado em uma plataforma online e
dará ao usuário que registrou tal movimentação, unidades de Bitcoin, como bônus por
sua mineração. Desta forma, qualquer usuário pode minerar, abrindo possibilidades de
competição no mercado, lançando no sistema as informações e ganhando unidades de
Bitcoin com isso.
Ainda segundo Pena (2023), com as informações lançadas no sistema, ele vai
resolver a transação, que leva em torno de dez minutos para solucionar o problema e
registrar em uma plataforma online chamada Blockchain. Na plataforma é onde todas
as informações são registradas, os seus mineradores registram as informações em um
bloco, em cada bloco além de conter toas os registros feitos nos últimos dez minutos,
também contem o proof of work, como também uma referência ao bloco anterior a ele.
Blockchain quer dizer no português, corrente de bloco. O computador fica
tentando resolver os problemas das informações lançadas no sistema durante dez
minutos, após os dez minutos o sistema precisará resolver outro problema e assim por
diante, a segurança do programa blockchain e justamente a conexão de todos os
blocos, pois depois de atualizados todos os blocos estarão vinculados ao bloco anterior.
É praticamente impossível quebrar este sistema, pois teriam que quebrar as
ligações inteiras do bloco para conseguir violar o programa. São milhares de
informações recebidas de dez em dez minutos o que impossibilitaria a violação.
Diferente dos bancos, que o cliente só consegue observar as suas operações, o Bitcoin,
19
Parágrafo único. O disposto nesta Lei não se aplica aos ativos representativos
de valores mobiliários sujeitos ao regime da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de
1976, e não altera nenhuma competência da Comissão de Valores Mobiliários.
Art. 2º. As prestadoras de serviços de ativos virtuais somente poderão funcionar
no País mediante prévia autorização de órgão ou entidade da Administração
Pública Federal.
Parágrafo único. Ato do órgão ou da entidade da Administração Pública Federal
a que se refere o caput estabelecerá as hipóteses e os parâmetros em que a
autorização de que trata o caput deste artigo poderá ser concedida mediante
procedimento simplificado.
Art. 3º. Para os efeitos desta Lei, considera-se ativo virtual a representação
digital de valor que pode ser negociada ou transferida por meios eletrônicos e
utilizada para realização de pagamentos ou com propósito de investimento, não
incluídos (BRASIL, 2022).
Ressalta ainda que, essa declaração voluntária, como citada acima, servirá para
aqueles que realizam transações em corretoras fora do Brasil. As corretoras nacionais
de criptoativos já realizam essas informações a Receita Federal (RF). Essa informação
deverá ser feita mensalmente pelo e-CAC (Centro Virtual de Atendimento ao
Contribuinte). Porém, o que chama a atenção é, que essa normativa, abarcar não
somente as Criptomoedas, mais também uma gama de outros ativos digitais, como
dividendos.
Até então, existe a proposta para estabelecer regras para nortear a
comercialização de criptoativos no Brasil, de modo específico e não mais esparsas.
Além das novas regras oferecerem mais segurança ao consumidor, em combate a
crimes financeiros e transparência das operações, a partir de uma série de definições
de conceitos, diretrizes e sistema para o licenciamento de Exchanges, que são as
plataformas para compra e venda de criptoativos no Brasil e no mundo (BONBANA,
2022).
Sendo assim, a lei dispõe sobre diretrizes a serem observadas na prestação de
serviços de ativos virtuais e na regulamentação das prestadoras de serviços de ativos
virtuais; altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para
prever o crime de fraude com a utilização de ativos virtuais, valores mobiliários ou
ativos financeiros; e altera a Lei nº 7.492, de 16 de junho de 1986, que define crimes
contra o SFN, e a Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, que dispõe sobre lavagem de
dinheiro, para incluir as prestadoras de serviços de ativos virtuais no rol de suas
disposições (BRASIL, 2022).
Ainda assim:
21
Se tendo essa proporção quanto às criptomoedas, como cita acima, não poderia
deixar esparsa a regulamentação desse fato socioeconômico, essa preocupação é real,
tendo resoluções provisórias e uma lei emitida para tal. Outrossim, não deixa a margem
a sociedade e suas transações eletrônicas, dando um norte em regulamentação
tributária em transações financeiras no meio eletrônico.
Existindo, atualmente uma lei que regule tal fato socioeconômico. Até o ano de
2022 a regulamentação brasileira federal que concerne à forma tributária que as
criptomoedas tinham, tratava-se acerca da instrução normativa (IN) RBF N° 8888/2019,
que também vem a abarcar outros ativos digitais, estabelece em seus Arts. 1° e 2° que:
Diante desse cenário, e a fim de dar concretude é aplicado até então à instrução
normativa, RBF N° 8888/2019, afim de que futuramente pudesse se aplicar uma lei
mais específica como a então Lei 14.478, de 2022. Vale ressaltar que o Brasil está na
7ª posição de adeptos a essa nova moeda, como menciona Lucas Bonbana, um dos
escritores da coluna Economia da Folha UOL.
4 METODOLOGIA
explorador tenha dados concretos para sua pesquisa, diante dos diversos fenômenos
que acontecem em uma organização.
Foi utilizado, também, o procedimento bibliográfico, pois através deste, foi
realizado um levantamento dos dados já publicados por meios escritos e eletrônicos,
como por exemplo: livros de autores que versam sobre o tema em questão, artigos
científicos e páginas em websites.
A pesquisa bibliográfica vem corroborar através de obras de diversos autores,
segundo Gil (2010) a pesquisa bibliográfica concede ao pesquisador uma ampla gama
de conhecimento, pois tem o intuito de analisar as diversas posições dos autores ao
tema a ser pesquisado.
De acordo com Diehl (2004) a vantagem da pesquisa bibliográfica se dá ao fato
do pesquisador usufruir de uma fonte rica e estável de documentos, arquivos e livros
para que o pesquisador possa ter embasamentos teóricos na construção da sua
relevante pesquisa, através das bibliografias, temos condições de correlacionar ou não
as diversas correntes de pensamentos.
Os critérios de inclusão do presente trabalho buscou uma problemática
realmente acometida no Brasil que é a regulamentação das criptomoedas buscando
uma solução clara para isso e mostrando o quanto evoluímos hodiernamente,
demonstrando a forma lidada com a atual situação e como lidou provisoriamente antes
de regulamentar o fato socioeconômico e eletrônico.
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estado.
O presente trabalho mostra a realidade do que está acontecendo no meio digital
envolvendo criptomoedas e sua relação com tributos (impostos, taxas e contribuições)
no território brasileiro, sendo um país em 7º lugar em uso de tais ativos, demonstrou
que provisoriamente puderam lidar com tal situação, tentando prevenir quaisquer tipos
de fraude e também prejuízos ao erário com uma resolução provisória e deixando a
cargo dos usuários a declaração voluntária com a criação da resolução 8888 de 2019.
Não distante disso, o presente trabalho demonstrou a importância do tema ora
abordado, a solução de políticas públicas sancionadas com a lei 14.478, de 2022, que
dispõe sobre diretrizes a serem observadas na prestação de serviços de ativos virtuais
e na regulamentação das prestadoras de serviços de ativos virtuais; altera o Decreto-
Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para prever o crime de fraude
com a utilização de ativos virtuais, valores mobiliários ou ativos financeiros; e altera a
Lei nº 7.492, de 16 de junho de 1986, que define crimes contra o SFN, e a Lei nº 9.613,
de 3 de março de 1998, que dispõe sobre lavagem de dinheiro, para incluir as
prestadoras de serviços de ativos virtuais no rol de suas disposições.
Finalizando, é preciso valer o que doravante fora positivado, demonstrando a
preocupação e o compromisso com a excelência do trabalho executivo, sancionando
uma lei para não deixar esparsa a regulamentação de um tema tão delicado quanto à
questão abordada no presente artigo. Enfim, dando uma resposta ao sistema
internacional, dizendo que a sociedade brasileira se importa com o que lhe é pertinente,
levando a sérios investimentos, transações e, principalmente, o avanço tecnológico.
Regulamentando fatos socioeconômicos de impacto direto nas relações públicas e no
setor industrial.
REFERÊNCIAS
BOMBANA, Lucas. Brasil, o 7° país que mais usa criptomoedas. Disponível em:
<https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/09/brasil-e-7o-pais-que-mais-usa-
criptomoedas-diz-estudo>. Acesso em 26 mai. 2023.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2010.
GIL, A. C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2012.