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Orientações sobre TEA nas Escolas SP

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TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

ORIENTAÇÕES PARA AS ESCOLAS ESTADUAIS DE ENSINO


FUNDAMENTAL E MÉDIO DE SÃO PAULO

REALIZAÇÃO: APOIO:
TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)
ORIENTAÇÕES PARA AS ESCOLAS ESTADUAIS DE ENSINO
FUNDAMENTAL E MÉDIO DE SÃO PAULO

AUTORAS:
Vera Lucia Messias Fialho Capellini
Priscila Vandrea Camargo Duarte
Amanda Pereira Dippólito

REVISÃO DO TEXTO:
Eduardo Pimentel da Rocha

PROJETO GRÁFICO:
Bárbara Cristina Domingues Prado

APOIO E REALIZAÇÃO:
Coordenadoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade. Secretaria dos Direitos da
Pessoa com Deficiência e Secretaria da Educação - Governo do Estado de São Paulo.

Os autores integram o Grupo de pesquisa “A inclusão da pessoa com deficiência ou


superdotação e os contextos de aprendizagem e desenvolvimento” do Laboratório de
Tecnologias para o Desenvolvimento e Inclusão de Pessoas (LATEDIP), vinculado ao Programa
de Pós-Graduação em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem, da Faculdade de
Ciências da Unesp – Bauru. https://www.fc.unesp.br/#!/latedip.

REALIZAÇÃO: APOIO:
Capellini, Vera Lúcia Messias Fialho.
Transtorno do Espectro Autista (TEA) : orientações
para as Escolas Estaduais de Ensino Fundamental e
Médio de São Paulo / Vera Lúcia Messias Fialho
Capellini, Priscila Vandrea Camargo Duarte, Amanda
Pereira Dippólito. - São Paulo: Unesp, 2024
57 p.

ISBN 978-65-86498-38-7

Inclui bibliografia

1. Educação especial. 2. Educação inclusiva. 3.


Diversidade. 4. Transtorno do Espectro Autista. I.
Duarte, Priscila Vandrea Camargo. II. Dippólito,
Amanda Pereira. III. Título.
CDD 371.9

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca da Unesp Bauru


Minervina Teixeira Lopes CRB-8/8692
SUMÁRIO

Primeiras palavras 6

Sobre as orientações 10

Introdução 12

O QUE É TEA? 14

POSSÍVEIS BARREIRAS VIVENCIADAS PELA PESSOA COM TEA 17


NO CONTEXTO ESCOLAR

POTENCIALIDADES DO ESTUDANTE COM TEA 20

MITOS, ESTEREÓTIPOS, PRECONCEITOS SOBRE O TEA 23

ESTUDANTE COM TEA NO AMBIENTE ESCOLAR 29

ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES AOS PROFESSORES E GESTORES EDUCACIONAIS 33

COMO O ESTUDANTE COM TEA PODE SE ORIENTAR 36


NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES AOS COLEGAS DE CLASSE 38


E PESSOAS DO CONVÍVIO

QUEM PROCURAR QUANDO PRECISAR DE AJUDA NA ESCOLA 41

INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR E MUNDO DO TRABALHO 43

LEGISLAÇÕES NACIONAIS E DO ESTADO DE SÃO PAULO SOBRE


48
TEA NO ÂMBITO NACIONAL

OUTRAS INFORMAÇÕES E CURIOSIDADES 51

CONSIDERAÇÕES FINAIS 55

ENDEREÇOS DE PÁGINAS SOBRE O TEMA 57

Referências 58
6

PRIMEIRAS PALAVRAS

“Diversidade é convidar para a festa, inclusão é chamar para dançar!”


(Vernã Meyers)

Olá, educadores, pais, estudantes e comunidade em geral. Desejamos que a leitura deste
documento inspire vocês na construção de políticas, práticas e culturas mais inclusivas! Não é
fácil, mas é possível e necessário!

As orientações presentes neste documento estão voltadas para o Ensino Fundamental e Médio e
tem por objetivo desmistificar conceitos equivocados sobre o Transtorno do Espectro Autista
(TEA), frequentemente utilizados no contexto escolar.

Aos familiares e/ou responsáveis, sabemos que a luta diária não tem sido fácil! Porém, estamos
convictos que nossas escolas estão, a cada dia mais, buscando ressignificar suas práticas, para
acolher a todos os estudantes e proporcionar a estes serviços da Educação Especial de forma
colaborativa, garantindo que a aprendizagem aconteça para todos, como um direito fundamental
e mola propulsora para o desenvolvimento humano.

Queridos gestores, o ditado "A escola tem a cara do Diretor" ganha ainda mais relevância ao
considerarmos que os gestores querem e têm o poder de ampliar as possibilidades dessa
transformação. Como líderes, vocês podem incentivar a discussão, expandir as oportunidades de
formação e assumir responsavelmente o papel de condutores das despesas do serviço público.
7

Queridos professores, quantos de nós já não pensaram assim: Meu Deus, eu não sei lidar com
este aluno! Não estou preparado! Não tive formação para atender estes alunos! Calma...
Inclusão escolar é processo e, como tal, estamos no caminho. A Secretaria da Educação do
Estado de São Paulo já introduziu o Ensino colaborativo, o qual não é panaceia, nem salvador da
Pátria, porém as pesquisas do Brasil e do mundo apontam-o como uma estratégia exitosa, que
permite o aprimoramento da inclusão escolar. (Capellini; Zerbato, 2022; Stefanidis et al, 2023).

Para iniciar, é necessário ter em mente que a pessoa com TEA tem o direito de ser assistida pela
Educação Especial e, mais do que isso, receber uma educação de qualidade, que seja inclusiva,
acessível, considere suas especificidades e garanta sua participação plena em todos os níveis de
ensino: da Educação Infantil ao Ensino Superior.

Tendo em vista o objetivo de promover uma educação de qualidade para todos os estudantes,
precisamos cada vez mais aprender na escola e na sociedade a respeitar a diversidade humana,
considerando a singularidade de cada um e procurando romper com práticas capacitistas.1

Imagem de storyset no Freepik

1 O que é capacitismo? “O capacitismo é “[…]uma postura preconceituosa que hierarquiza as pessoas em função da
adequação dos seus corpos à corponormatividade. É uma categoria que define a forma como as pessoas com
deficiência são tratadas de modo generalizado como incapazes (incapazes de produzir, de trabalhar, de aprender,
de amar, de cuidar, de sentir desejo e ser desejada, de ter relações sexuais etc.), aproximando as demandas dos
movimentos de pessoas com deficiência a outras discriminações sociais, como o sexismo, o racismo e a
homofobia. Essa postura advém de um julgamento moral que associa a capacidade unicamente à funcionalidade
de estruturas corporais e se mobiliza para avaliar o que as pessoas com deficiência são capazes de ser e fazer
para serem consideradas plenamente humanas.” (Mello, 2016, p. 3272).
8

A união de esforços para construção de uma rede escolar cada vez mais inclusiva, com a
participação e convivência entre todos (estudantes, familiares ou responsáveis, comunidade
escolar, órgãos dedicados a matéria e a sociedade civil), é importante para retirarmos o estigma
limitante que acompanha a pessoa com TEA e criar pontes que possibilitem práticas
pedagógicas prazerosas e eficazes, as quais possam ser baseadas em mais rodas de conversas
e práticas inovadoras, que construam conhecimentos de diferentes formas, e menos aulas
expositivas, marcadas por “lousa e giz” . Isto posto, visto que os estudantes são diferentes, não
podemos esperar que todos aprendam da mesma forma.

Vamos à luta!
Temos paradigmas para quebrar e a uma escola inclusiva
e acessível, onde todos possam dançar, para construir!
10

SOBRE AS ORIENTAÇÕES

As orientações disponíveis no presente documento “Transtorno do Espectro Autista (TEA):


Orientações para as Escolas Estaduais de Ensino Fundamental e Médio de São Paulo” tem
como propósito contribuir para a construção de práticas, culturas e políticas inclusivas e garantia
dos direitos das pessoas em suas diferenças no ambiente escolar.

A primeira versão foi produzida pelo Projeto Educando para Diversidade, desenvolvido na
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, a partir do financiamento do Convênio
Santander.

Em sua 2ª edição, o conteúdo foi adaptado a todas as instituições do Ensino Superior do Estado
de São Paulo, por meio da parceria com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Imagem de storyset no Freepik

Para esta 3ª edição, as orientações presentes na 2ª edição, organizada por Leite et al. (2023),
por meio da Coordenadoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (CAADI), em uma
nova parceria com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, foram adaptadas com
autorização dos autores das edições anteriores, com a finalidade de uma ampla circulação em
todas as escolas de Ensino Fundamental e Médio do estado de São Paulo.

As orientações referem-se a práticas educativas sobre TEA para todos aqueles que acreditam
que a convivência com as diferenças contribui para nosso desenvolvimento em diferentes
contextos. Assim, estas têm como finalidade difundir e compartilhar informações que propiciem e
contribuam para a efetividade da participação, visando incluir aqueles que apresentam diferenças
físicas, sensoriais e/ou comportamentais, em um espaço de escolarização comum. Dessa forma,
enfatizando o compromisso com a propagação dos direitos fundamentais dos estudantes no
ambiente escolar (Leite, et al., 2023).
12

INTRODUÇÃO

A percepção sobre a diversidade nem sempre foi como a concebemos atualmente. A consciência
sobre a multiplicidade de diferenças entre as pessoas não era tão explícita há 50 anos, ou seja,
antes do processo de globalização dos meios de comunicação.

Existia, e ainda existe, uma representação de humanidade muito homogênea, que leva ao
entendimento de que tudo que se distancia dos padrões de comportamentos e expressões
culturais considerados adequados se enquadra como “desvio” da norma, ou seja, algo estranho,
reprovável e que origina preconceitos. Diante da diversidade e pluralidade social e cultural, os
indivíduos se reconhecem como diverso, mas a diversidade do outro os incomoda, contradizendo
a própria percepção que esse indivíduo tem da diversidade.

Dessa forma, a escola “deve se configurar como um espaço democrático em que a diferença
seja entendida como constitutiva do ser humano. Reconhecê-la, respeitá-la e valorizá-la passa a
ser um compromisso de todas as pessoas!” (Leite, 2023, et al, p. 2).

A proposta de construção de cultura inclusiva é pautada na ideia de que a escola deve aceitar e
reconhecer a diversidade entre todos os que ali se encontram, de acordo com os preceitos
existentes nas políticas inclusivas de educação de qualidade para todos. Assim, pressupõe a
transformação das concepções de educação homogeneizadora para a educação da e na
diversidade: a escola que possui uma cultura inclusiva é, antes de tudo, uma escola que acolhe a
todos, independentemente das características físicas, sociais, psicológicas e cognitivas.

Além disso, a escola inclusiva cria estratégias de ensino e aprendizagem diferentes, a fim de
buscar o melhor de cada estudante, igualando, assim, as oportunidades de aprendizagem a
partir da diferenciação das estratégias. Nela, o estudante está no centro do processo de ensino e
aprendizagem, sendo necessário o conhecimento de sua história, seus interesses e motivações,
os tipos de apoio de que mais necessita, as formas de estimular a sua autonomia e a interação
com docentes e colegas.

Estas orientações poderão ser lidas por toda a


comunidade escolar, inclusive pelos estudantes com TEA.
14

O QUE É TEA?

O TEA, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V, 2014), é


caracterizado como um transtorno do neurodesenvolvimento, que afeta de forma persistente a
comunicação e a interação social do indivíduo, associado a padrões restritos e repetitivos de
comportamento, interesses ou atividades.

As características comuns do sujeito com TEA incluem rotinas rígidas, maior sensibilidade a
estímulos sensoriais e dificuldade em regular e expressar emoções. Esses indicativos são
passíveis de serem percebidos precocemente, logo na primeira infância.

Muito conhecido simplesmente como autismo, esse transtorno consta no DSM-V, que agrupa os
transtornos mentais e auxilia no diagnóstico e nas intervenções direcionadas por profissionais de
saúde.

De acordo com a versão do ano de 2023 do DSM-V, o TEA engloba os quadros antes
conhecidos como autismo, Síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância e o
Transtorno Global do Desenvolvimento - TGD. Portanto, tais termos agora estão em desuso e
considera-se apenas o termo Transtorno do Espectro Autista.

A ideia de espectro reúne condições com variadas características associadas que possuem
semelhanças no seu funcionamento ou são geradas pelo mesmo mecanismo. Isso significa que
pessoas com autismo podem ser muito diferentes entre si e também podem apresentar
características comuns ao quadro de TEA, como déficits na comunicação e na interação social e
comportamentos repetitivos.

Anteriormente, classificavam-se as diferenças entre as pessoas com TEA em grau leve,


moderado ou severo, porém, na atualidade, entende-se que não deve haver níveis
classificatórios para designar a pessoa, mas sim classificar o nível de suporte que ela necessita
para desempenhar atividades de forma independente.

Adaptado de (Leite, et al. 2023, p.7) .


15

Assim, utiliza-se a seguinte classificação:

Nível 1 de suporte - necessidade baixa de apoio

Nível 2 de suporte- necessidade de apoio substancial;

Nível 3 de suporte - necessidade de apoio muito substancial.

De acordo com Maenner (2023), o TEA é diagnosticado Mulheres


com mais frequência em homens do que em mulheres, 20%
equivalente a uma proporção de quatro para um. Há
investigações em andamento sobre as questões de
prevalência de TEA em meninos em relação a meninas,
mas ainda não são conclusivas.

Observa-se que as meninas tendem a apresentar


traços entendidos como menos intensos, sua
socialização a partir de pressupostos de características
e comportamentos atribuídos ao gênero feminino, que
as leva a adotar estratégias de sombreamento desses
traços, como o fenômeno da camuflagem social (LAI et
al., 2015). Homens
80%
POSSÍVEIS BARREIRAS
17

VIVENCIADAS PELA PESSOA COM


TEA NO CONTEXTO ESCOLAR

As pessoas com TEA, no cotidiano do contexto escolar, apresentam alguns desafios em


relação à:

Organização e planejar seu tempo para a realização de tarefas, trabalhos, materiais,


provas, metas e demais afazeres do contexto escolar;

Compreender questões das práticas sociais e entender as diferentes linguagens, que


são, em geral, abstratas, como metáforas, ironias, piadas, etc.;

Compreender questionamentos amplos e sem orientação específica;

Interpretar corretamente comportamentos não verbais, expressões faciais,


emoções, intenções, linguagem corporal e entonação de voz, bem com aplicá-los
à sua prática social;

Manter atenção e motivação constantes quando se trata de atividades distantes dos


seus temas de interesse;

Realizar atividades grafomotoras (grafia ilegível, maior tempo para escrever e realizar
uma prova etc.), devido às alterações na coordenação motora fina;

Executar várias atividades ao mesmo tempo;

Focar visualmente todas as partes da tarefa/atividade/conteúdo apresentado;

Lidar com estímulos sensoriais como luzes muito intensas, ruídos extremos, odores,
sabores e/ou texturas específicas, no caso de ter hipersensibilidade sensorial;

Flexibilizar suas rotinas e lidar com situações novas e inesperadas;

Compartilhar interesses comuns;

Reconhecer suas próprias habilidades e pontos fortes;

Lidar com a rigidez do pensamento e com a autocobrança;

Suas expectativas e cobranças excessivas e irreais;

Saber como e quando buscar ajuda;

Iniciar, manter e terminar uma conversa, devido às dificuldades na interação


e na comunicação;

...
18

...

Identificar assuntos apropriados ao contexto, de maneira a manter a conversa


e ser assertivo;

Estabelecer comunicação e interação com o professor;

Interagir com seus colegas;

Identificar outros estudantes com TEA;

Realizar trabalhos em grupo;

Fazer apresentações oralmente e se expor diante de um público;

Lidar com o isolamento social;

Conseguir comunicar suas necessidades e preferências;

Lidar com a falta de apoio e suporte educacional e social para enfrentar situações
novas e desconhecidas no ambiente escolar;

Lidar com preconceitos, discriminação, falta de compreensão e aceitação;

Entender a intenção do outro e se defender adequadamente;

Identificar as exigências do professor e as expectativas dos colegas;

Cumprir com suas obrigações escolares no tempo adequado e apresentar êxito no


desempenho escolar.

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Algumas dessas barreiras e desafios fazem parte da vida de vários outros estudantes. Contudo,
enquanto a maioria deles consegue se adaptar de modo razoavelmente rápido às situações e
contar com uma rede de apoio (amigos, colegas, familiares e/ou responsáveis, professores,
coordenadores etc.), o estudante com TEA nem sempre pode dispor desse apoio, além do fato
de, muitas vezes, não possuir suporte educacional adequado às suas necessidades. Tais
situações podem acarretar aumento da ansiedade, baixa autoestima, isolamento social,
dificuldade de aprendizagem e, consequentemente, baixo desempenho escolar, o que pode
ocasionar reprovações sucessivas e, até mesmo, o abandono e a evasão escolar.
20

POTENCIALIDADES DO
ESTUDANTE COM TEA

Ser um estudante do Ensino Fundamental e Médio expressa uma das potencialidades da pessoa
com TEA, pois a nova realidade exige que se lide com mudanças e adaptações à sua rotina. Há

!
uma série de habilidades específicas que podem ser apresentadas pelo estudante com TEA,
dentre as quais podemos destacar:

Facilidade no processamento visual e espacial das informações; !


Boa memória mecânica e de longo prazo, podendo vir a desenvolver
habilidades em áreas específicas, como na música, na matemática,
na pintura, no desenho, etc.;

Precisão e atenção aos detalhes;

Intensa dedicação, motivação, concentração e foco nas atividades

!
e/ou temas específicos do seu interesse;

!
Propensão para pensar racional e logicamente, permitindo a resolução de
problemas por diferentes perspectivas e por meio de soluções;

Respeito e adesão às regras estabelecidas e cumprimento delas;

!
Gosto por seguir rotinas, adaptando-se com exatidão ao proposto;

!
Elevado senso de justiça, sinceridade e honestidade;

Amplo conhecimento e curiosidade sobre temas específicos;

Facilidade com tarefas mecânicas, precisas e repetitivas;

...

(Adaptado de Leite, et al 2023, p.14).


21

...

Domínio sobre o funcionamento de objetos e/ou processos;

!
Extenso vocabulário e facilidade em aprender diferentes línguas;

Comportamento de escuta elevado, mostrando-se bom ouvinte;


!
Desempenho acadêmico satisfatório, apresentado
por grande parte desses estudantes.

(Adaptado de Leite, et al 2023, p.14).

Imagem de storyset no Freepik


23

MITOS, ESTEREÓTIPOS,

?
PRECONCEITOS SOBRE O TEA

Há muitos dados e materiais circulando (pelas mídias sociais, pela internet ou por produções
midiáticas) que não possuem comprovação científica, ou seja, que apresentam informações não
fidedignas a respeito do TEA. Isso contribui para a ilusão e o desenvolvimento de ideias e
concepções equivocadas sobre o transtorno, favorecendo a propagação de mitos, preconceitos e
estereótipos sobre esse público.

Vamos desmistificar juntos algumas compreensões e informações equivocadas que são bastante
comuns?

O TEA tem cura?

O TEA é uma condição permanente, ou seja, a pessoa nasce com o transtorno e


permanece com ele ao longo de toda a sua vida. Mas é claro que, com o auxílio de uma
?
?
rede de apoio (terapias, família, amigos, educação, etc.), é possível minimizar as barreiras
que impedem o avanço do indivíduo, promovendo maiores possibilidades de
desenvolvimento e qualidade de vida dos sujeitos. Pessoas autistas podem adquirir muitas
habilidades, independência e autonomia, mas jamais deixam de ser autistas. O TEA não é
uma doença, por isso não se deve pensar em cura ou que possa ser algo passageiro.

(Leite et al., 2023, p.18-23)

TEA É UMA DOENÇA CONTAGIOSA?

NÃO
?
?
O TEA é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento e não uma doença. Sua
origem ainda é desconhecida. Porém, há diversas pesquisas sobre esse tema sendo
realizadas pelo mundo afora e acredita-se em múltiplas causas: genéticas, biológicas e
ambientais.

(Leite et al., 2023, p.18-23)


?
24

AS MÃES SÃO RESPONSÁVEIS POR TER UM FILHO COM TEA?

NÃO
?
?
Entre as décadas de 1940 e 1960 Bettelheim propôs a teoria que defendia que o autismo
era uma desordem mental causada por “mães geladeira” - mães sem afetividade por seus
filhos, no entanto, esta teoria caiu por terra com o avanço da ciência. A causa genética já
está mais do que comprovada pela ciência. Não existe um único gene causador do TEA,
mas sim uma interação complexa entre diversos genes. Além disso, é possível que exista
relação com fatores ambientais.

(Leite et al., 2023, p.18-23)

TODA PESSOA COM TEA TÊM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL?

NÃO
?
?
Muitas pessoas com TEA são identificadas de forma equivocada com deficiência
intelectual. A deficiência intelectual pode ou não ser uma condição coexistente com o TEA.
Pelo fato de o TEA se configurar como um espectro com diferentes modos de
comprometimento, as pessoas que estão no espectro podem ou não apresentar prejuízos
cognitivos, não falarem ou terem dificuldades intensas na interação social, bem como
outras condições singulares. A literatura científica aponta que um terço das pessoas com
TEA pode apresentar algum nível de deficiência intelectual.

(Leite et al., 2023, p.18-23)

TODAS AS PESSOAS COM TEA TÊM TRANSTORNOS MENTAIS?

NÃO
?
?
Estudos indicam a prevalência de 28% de ocorrência de Transtorno e Déficit de Atenção e
Hiperatividade (TDAH); 20% para Transtornos de ansiedade; 13% para Desordens do
sono; 12% para Transtornos de personalidade; 11% para Desordens depressivas; 9% para
Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC); 5% para Desordem Bipolar e 4% para
Esquizofrenia (LAI et al, 2019).

(Leite et al., 2023, p.18-23)


?
25

?
?
TODAS AS PESSOAS COM TEA SÃO IGUAIS?

NÃO

Como todo ser humano, cada pessoa com TEA é singular, diferente e única! Não há duas
pessoas com TEA iguais. Cada pessoa com TEA tem seu jeito de ser e estar no mundo,
construindo diferentes histórias de vida. Importante: como qualquer outra pessoa, esses
sujeitos apreciam ser valorizados pela sua individualidade.

(Leite et al., 2023, p.18-23)

?
TODAS AS PESSOAS COM TEA POSSUEM MENTES
BRILHANTES, SÃO “GÊNIOS”? ?
NÃO

As pessoas com TEA, assim como todas as outras, possuem habilidades e dificuldades,
podem ter desempenho acima, abaixo ou na média. Algumas pessoas com TEA têm
habilidades intelectuais que chamam atenção. Embora alguns possam, sim, ter altas
habilidades/superdotação como uma dupla condição, mas não é a regra.

(Leite et al., 2023, p.18-23)

?
?
AS PESSOAS COM TEA TÊM AUSÊNCIA DE SENTIMENTOS?

NÃO

As pessoas com TEA podem ter dificuldade em identificar e expressar suas emoções e
sentimentos, mas isso não quer dizer que não os sentem e que não são afetadas por eles.
Gostam de se sentir amadas, respeitadas, aceitas e expressam seus afetos de diferentes
formas (nem sempre tão convencionais); podem namorar, casar e ter filhos, se assim
desejarem, e podem vivenciar plenamente sua sexualidade.
Chacotas e piadas sobre pessoas com TEA, bem como o uso de palavras de mau gosto
para se referir a elas como insensíveis, esquisitas ou frias podem machucá-las, ferindo
seus sentimentos, e levá-las a se afastarem do convívio social.

(Leite et al., 2023, p.18-23)


?
26

?
?
AS PESSOAS COM TEA SÃO ANTISSOCIAIS?

NÃO

As pessoas com TEA apresentam dificuldades de interações sociais, devido a


complexidade de interpretar sinais não verbais transmitidos pelo outro ou compreender a
linguagem corporal. O vínculo afetivo se restringe, geralmente, ao número reduzido de
amigos. É comum as pessoas com TEA realizarem atividades sozinhas, e tal
comportamento deve ser respeitado.

(Leite et al., 2023, p.18-23)

?
?
AS VACINAS CAUSAM TEA?

NÃO

Há alguns anos, uma publicação associou a vacina de rubéola ao autismo, o que gerou
boatos sobre a relação entre esses fatores. Entretanto, o The Lancet, jornal científico de
medicina internacional, retratou-se e refutou essa publicação, que considerou irreal, ou
seja, falsa. Portanto, não há evidências científicas de que vacinas, medicamentos ou glúten
possam causar o autismo.

(Leite et al., 2023, p.18-23)

?
?
AUTISTAS VIVEM NO SEU PRÓPRIO MUNDO E GOSTAM
DE FICAR SOZINHOS?

Pessoas com TEA podem parecer alheias ao mundo externo, mas essa é uma impressão
de quem vê de fora. Muitas pessoas autistas preferem ficar sozinhas, devido a dificuldades
para se inserir em grupos e interagir com outras pessoas, o que não significa,
necessariamente, que gostem de ficar sozinhas. Autistas também percebem e aprendem
com o mundo ao redor. Precisamos compreender a melhor forma de acessar seus
interesses e favorecer sua participação. Com as adaptações necessárias, respeito às
diferenças e inclusão social, pessoas autistas podem gostar de estar em grupo, como
qualquer outra pessoa.

(Leite et al., 2023, p.18-23)


?
27

?
?
AS PESSOAS COM TEA SÃO INCAPAZES DE APRENDER?

NÃO

As pessoas com TEA possuem seu próprio tempo, ritmo e forma de aprender,
desenvolvendo suas potencialidades. Podem apresentar, ao longo da vida, necessidades
educacionais específicas que devem ser atendidas durante o processo de ensino, de
maneira a garantir condições para uma aprendizagem mais efetiva e um melhor
desenvolvimento.

(Leite et al., 2023, p.18-23)

TODO MUNDO É UM POUCO AUTISTA?

Além de falsa, essa afirmação é capacitista. Muita gente acha que, por possuir
características aparentemente comuns ao autismo, como não gostar de barulho, por
?
?
exemplo, pode ser “um pouco” autista. Primeiro, não existem níveis de autismo, mas sim
de suporte necessário à pessoa autista. Segundo, essa ideia é desrespeitosa com as
pessoas que realmente têm a condição.

(Leite et al., 2023, p.18-23)


ESTUDANTE COM TEA NO
29

AMBIENTE ESCOLAR

Não há dúvidas que vocês docentes estão sempre aprimorando sua prática pedagógica, neste
sentido, cabe lembrar que os estudantes com TEA, em decorrência das suas necessidades
específicas, podem demandar suporte e acessibilidade curricular em sua trajetória escolar. Por
isso, antes de tudo, é fundamental que nós docentes conheçamos nossos estudantes, suas
preferências, e notar que cada indivíduo, com ou sem TEA, é único, assim como todos os
estudantes elegíveis aos serviços da Educação Especial.

É necessário OLHAR para o estudante, ACOLHER E CONHECER!

A cada início de ano letivo ou no decorrer, nós recebemos novos desafios e é muito importante
que nós estejamos dispostos a enfrentá-los, tendo principalmente a consciência da importância
do nosso papel na inclusão, enquanto professor de classe comum.

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Coletar informações sobre o estudante com TEA, com o intuito de verificar se existem relatórios,
anotações sobre os anos letivos anteriores, pode ajudar, assim como conversar com a família
e/ou responsáveis, a entender a história e qual é o tipo de atendimento multidisciplinar que ele
recebe ou recebeu. O trabalho em equipe é, sem dúvida, também um dos pilares para
desenvolvermos um bom trabalho.

Pensando em adaptações pedagógicas, você poderá oportunizar uma didática diferenciada para
todo o grupo, e não somente para o estudante elegível aos serviços da Educação Especial.
30

Por fim, elencamos alguns recursos e/ou estratégias que visam maximizar potencialidades,
garantir o acesso e permanência do estudante na escola:

Suportes atitudinais:
O estudante com TEA deve ser respeitado
nas suas especificidades. Para isso, é
preciso que a comunidade escolar aprenda
a conviver com ele e legitime seu modo
diferente de ser ou de agir. Diálogos em
formato de frases curtas e claras,
velocidade e ritmo de fala reduzidos são
sugestões para facilitar a comunicação com
o estudante com TEA. A prática do bullying,
expressa por meio de zombarias, e/ou a
exclusão de grupos de colegas, deve ser
identificada e eliminada.
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Suportes informacionais:
É importante que seja disponibilizado ao
estudante o mapa da localização dos
espaços da unidade escolar, para melhor
orientação, e os telefones de atendimento
da secretaria da escola.

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31

Suporte pedagógico:
A Secretaria da Educação - SEDUC, visando à redução e à eliminação de barreiras no
ambiente escolar, disponibilizará os seguintes serviços:

Professor Especializado;
Atendimento Educacional Especializado – AEE no contraturno escolar ou turno extra;
Projeto Ensino Colaborativo no turno escolar como forma de AEE expandido;
Recursos Pedagógicos, de Acessibilidade e de Tecnologia Assistiva;
Profissional para atuar com estudantes com deficiência auditiva e surdez
ou surdo-cegueira;
Serviço de Profissional de Apoio Escolar;
Recursos pedagógicos, de acessibilidade e de tecnologia assistiva.

Cabe enfatizar que cabe ao Professor Especializado, entre outras atribuições, orientar os
responsáveis pelo estudante, as famílias e a comunidade escolar quanto aos
procedimentos educacionais e encaminhamentos para as redes de apoio.

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33

ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES
AOS PROFESSORES E
GESTORES EDUCACIONAIS

Como vimos, são várias as características específicas apresentadas pelo estudante com TEA. É
preciso conceber que a pessoa que se enquadra no espectro não se resume a essa condição,
uma vez que tem pensamentos, sentimentos e emoções próprias, ou seja, é um ser humano
como qualquer outro e tem suas particularidades de desenvolvimento. Assim, aconselhamos que
coordenadores e/ou professores, já no ato da matrícula do estudante, ou na matrícula
antecipada, agende a Avaliação Pedagógica Inicial – API, para que seja possível identificar os
apoios, recursos e serviços necessários a sua integração e participação, por meio da utilização
de estratégias pedagógicas que considerem as potencialidades e necessidades específicas de
cada um, tal como previsto na Resolução SEDUC nº21, de 21 de junho de 2023.

O professor deve promover a acessibilidade curricular, com o auxílio do professor especializado


do AEE, concretizar as atividades e interações pedagógicas, bem como a utilização de recursos
e de tecnologias assistivas que possam contribuir para a autonomia e desenvolvimento escolar
dos estudantes com TEA. Este docente deverá realizar constante diálogo com o Professor
Especializado do AEE e do Projeto de Ensino Colaborativo, sempre com o firme compromisso de
garantir a inclusão nas classes comuns do ensino regular, assumindo atribuições em cada uma
das ações realizadas com os estudantes.

Ademais, o professor deve disponibilizar conteúdo da aula com antecedência; utilizar mapas,
diagramas e esquemas conceituais que expliquem processos e procedimentos; determinar
detalhadamente os critérios de avaliação e os objetivos das atividades, bem como ampliar o
tempo de entrega delas; nas avaliações propostas, considerar formatos diferenciados, tempo
adicional para a realização de provas e opções adaptadas de respostas tais como prova oral,
respostas diagramadas ou por esquemas; oferecer informação clara e sistematizada, sobre a
rotina semanal, grade horária, calendário escolar, atividades extracurriculares.

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34

Quando o professor for fazer uso de slides, deverá disponibilizá-los previamente ao estudante,
tendo em vista que pode existir dificuldade em acompanhar a explicação do conteúdo em sala de
aula. Durante o diálogo com o aluno, determinar os objetivos e finalidades da conversa, evitando
a utilização de sentidos conotativos; buscar exemplos concretos para ilustrar o que se fala; iniciar
a conversação com base no conhecimento prévio do estudante e, a partir disso, estabelecer
relações com outros conteúdos, para motivá-lo a participar do diálogo.

Identificar se o discente sofre com hipo ou hipersensibilidade sensorial, pois essa condição
pode intensificar sensações relativas aos estímulos olfativos, visuais, auditivos e táteis ou levar
a pessoa a não senti-los ou a permanecer indiferente a eles.

Permitir que o estudante se ausente por períodos curtos da sala de aula, caso necessário,
para que ele consiga se autorregular (monitorar e controlar emoções, sentimentos,
pensamentos, comportamentos), contando com o apoio do Profissional de Apoio Escolar.

Dentro do possível, procurar controlar ruídos em sala; evitar tocar no estudante; estabelecer
rotinas de trabalho, tal como sinalizar o momento da participação em uma dada atividade;
estar atento às relações entre os pares para evitar possível bullying praticado contra o
estudante com TEA.

Encorajar a pessoa com autismo a buscar redes de apoio que trabalhem de forma conjunta
com a escola e família, tais como monitorias, treinamentos ou profissionais que possam
proporcionar suporte complementar, como psicólogos ou assistentes sociais, de forma a não
expor a condição do estudante, suas particularidades ou dificuldades aos demais colegas,
para que não haja constrangimento.

Além disso, é essencial que o professor estabeleça uma rotina visual, deixando claro para o
estudante o que vai acontecer no decorrer da aula, dando comandos curtos e dirigidos, bem
como questionamentos claros e objetivos.

Quanto às atividades, devem ser estruturadas de forma a ofertar pouco conteúdo por folha,
somente as informações mais relevantes, quando forem oferecidos textos para leitura. Para
que o estudante acompanhe, é necessário destacar (grifar) as partes importantes para que
facilite a localização. Ressaltamos ainda que, quando forem tratados temas que tenham
muitas nomenclaturas, utilizar de imagens para facilitar a compreensão, e se abster de usar
metáforas, uma vez que para os estudantes com TEA isso pode causar barreiras na
compreensão.
36

COMO O ESTUDANTE COM TEA


PODE SE ORIENTAR NO
PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Considerando que estas orientações poderão ser lidas por toda a comunidade escolar, inclusive
pelos estudantes com TEA, deixamos nesta seção algumas orientações para os estudantes, com
o intuito de auxiliá-los em seu próprio processo educacional.

Informe o professor sobre suas necessidades específicas de aprendizagem. Isso é uma boa
medida para que ele consiga repensar sua prática pedagógica.

A Lei no 12.764/2012 (BRASIL, 2012), que Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da
Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, e a Lei Brasileira de Inclusão (BRASIL, 2015),
apresenta conteúdos sobre a inclusão das pessoas com deficiência, TEA e Altas
Habilidades/Superdotação em vários âmbitos, inclusive o educacional. Sugerimos que esses
documentos sejam disponibilizados para toda a comunidade escolar, para que possam ser
apropriados e sirvam de instrumento à reivindicação dos direitos dos estudantes elegíveis aos
serviços da Educação Especial.

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ESTRATÉGIAS E ORIENTAÇÕES
AOS COLEGAS DE CLASSE E
PESSOAS DO CONVÍVIO

Você convive com algum amigo, parente ou colega de classe que tenha TEA e está com dúvidas
sobre como começar ou manter um contato com ele? Se sim, aqui vão algumas orientações para
você:

Antes de qualquer atitude, compreenda a condição do TEA enquanto parte da pessoa e,


portanto, não faça julgamentos: a condição do autismo integra a individualidade do
sujeito. Aceite esse aspecto indissociável da pessoa, que a torna única;

Enxergue a pessoa com TEA como ela é, ou seja, como alguém que tem desejos,
sonhos, dificuldades, direitos e deveres, assim como você;

Procure respeitar o espaço da pessoa, de acordo com a proximidade e com o vínculo


que mantém com a mesma;

A forma como o estudante com TEA interage e se comunica não impede que ele
mantenha interações sociais, por isso, quando houver necessidade, ajude-o no processo
de inserção nos grupos, ou ainda, inicie uma conversa com algum assunto do interesse
dele e procure escolher rotinas previsíveis;

Saiba compreender os limites da pessoa com TEA: não priorize o contato visual,
continue conversando mesmo que ela não pareça estar prestando atenção ao que você
diz ou não olhe nos seus olhos;

Seja claro e objetivo ao falar e fazer perguntas, pois a maioria das pessoas com TEA têm
dificuldade em entender expressões com sentido figurado, como sarcasmo, ironia, por
exemplo;
39

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Comportamentos aparentemente agressivos dirigidos às pessoas de seu convívio podem ocorrer,


logo, não atribua apressadamente a esses comportamentos características hostis ou mal-
intencionadas.
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QUEM PROCURAR QUANDO


PRECISAR DE AJUDA NA ESCOLA

Estou com dificuldades para aprender.


E agora? O que eu faço? Onde posso buscar ajuda?

Caso você seja um estudante com TEA e se encontre com dificuldades escolares, busque entrar
em contato com a equipe gestora e Professor do Projeto Ensino Colaborativo.

Você também pode buscar algum dispositivo institucional (órgão, núcleo, centro, comissão, etc.)
que seja responsável por garantir a acessibilidade e/ou a inclusão na sua instituição, que pode
auxiliá-lo nesse processo.

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Caso você não se sinta à vontade com nenhuma dessas opções, pode buscar apoio e/ou
orientação do professor especializado do Atendimento Educacional Especializado – AEE para
que, juntos, vocês solicitem o auxílio do professor de sua confiança, Coordenador de Gestão
Pedagógica, Coordenador de Organização Escolar e/ou do Diretor Escolar para enfrentar essas
barreiras.
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INGRESSO NO ENSINO SUPERIOR


E MUNDO DO TRABALHO

O acesso ao ensino superior e a inserção no mundo do trabalho são etapas importantes para
qualquer indivíduo, e para aqueles com TEA pode ser uma temática complexa e desafiadora.
Para a sua análise, faz-se necessário considerar diversos aspectos, a começar pelo histórico do
sujeito, desde a infância. O diagnóstico precoce, logo na primeira infância, permite o
encaminhamento aos serviços de apoio e/ou orientação do professor especializado do
Atendimento Educacional Especializado – AEE.

Tanto no ambiente escolar quanto profissional, esses indivíduos podem enfrentar uma série de
obstáculos, que vão desde a falta de compreensão e apoio adequados, até a falta de adaptação
a ambientes e demandas específicas. Quando não ocorre esse apoio, funções cognitivas podem
não ser estimuladas, acarretando as dificuldades de aprendizagem já mencionadas
anteriormente, as quais poderão afetar todo o desenvolvimento educacional e profissional da
pessoa.

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No contexto do ingresso no ensino superior, é importante considerar os interesses e habilidades


do estudante com TEA. Em muitos casos, suas escolhas podem estar alinhadas aos padrões
restritos de interesse associados ao transtorno, o que significa que ele já pode ter desenvolvido
habilidades relevantes para o curso desejado. Por exemplo, se o estudante demonstra aptidão
para áreas como matemática ou informática, ele pode encontrar mais facilidade em cursos
relacionados a essas áreas do conhecimento.

Além disso, é fundamental oferecer apoio e recursos específicos para garantir a inclusão desses
estudantes no ambiente universitário. Isso pode incluir adaptações na estrutura física do campus,
para facilitar a locomoção e o acesso a recursos e serviços, bem como o fornecimento de
suporte individualizado, como tutoria, mentoria e acompanhamento psicológico, para lidar com os
desafios acadêmicos e sociais.
44

Quando pensamos na inclusão desse sujeito no mundo de trabalho, ou seja, na sua participação,
precisamos considerar em qual área ele pretende atuar. Algumas vezes, a escolha é
correspondente aos padrões restritos de interesse da pessoa com TEA e, por isso, seu repertório
já contempla e tem aprimoradas as habilidades exigidas pela vaga almejada. Outra possibilidade
é a escolha de um posto de trabalho que não demande da pessoa com TEA ações que a deixe
desconfortável. Por exemplo: se ela tem dificuldades de interação social, poderá trabalhar com
uso de tecnologias, a qual permite que o profissional realize seu trabalho sem necessariamente
interagir a todo momento com outras pessoas, ou optar por cargos em que o trabalho seja
desempenhado individualmente.

Neste contexto, é crucial considerar os desafios enfrentados pelos estudantes e profissionais


com TEA, bem como as estratégias e políticas necessárias para promover sua inclusão e garantir
oportunidades igualitárias para o desenvolvimento educacional e profissional, sendo alguns
deles:

Locomoção e transporte: é comum que a pessoa com TEA tenha dificuldade em utilizar
serviços de transporte público para chegar até o local de trabalho, ou, se for estudante, ao
transporte coletivo escolar. Um exemplo dessa dificuldade é o contato social com outras
pessoas, principalmente o físico, o qual pode ser muito desgastante. Além disso, o transporte
público pode ser bastante desagradável para quem tem hipersensibilidade sensorial, uma vez
que se trata de um ambiente com muitos estímulos sonoros, táteis, visuais e olfativos.

Pressões quanto a prazos e ao cumprimento de ordens podem causar dissonância cognitiva


no sujeito com TEA. Além disso, as pessoas que convivem no mesmo espaço podem não
compreender os rituais comportamentais apresentados para a execução de determinada
tarefa ou os seus movimentos estereotipados, que servem para regular a ansiedade, o que
pode gerar conflitos nas interações sociais;

Muitas vezes, a falta de confiança para executar certas tarefas pode funcionar como gatilho
para a ansiedade em pessoas com TEA. Soma-se a isso o comprometimento
sociocomunicacional e tem-se um quadro em que a pessoa pode ter dificuldades de solicitar
ajuda, podendo interromper a execução da tarefa laboral ou acadêmica ou até mesmo deixar
o local de trabalho ou a universidade;
45

Utilizar locais que facilitem o acesso aos itens do trabalho, assim como minimizar distrações
visuais e ruídos;

Operar em locais com pouca luminosidade;

Permitir o uso de fones de ouvido;

Realizar descrição clara, minuciosa e com antecedência das tarefas, deveres,


responsabilidades, expectativas e normas da instituição de ensino e/ou da empresa;

Ofertar suporte de mentores (orientador profissional) e/ou conselheiros (colega de trabalho


que ajudará no processo de adaptação à função);

Organizar atividades e programas que visem à criação de grupos de suporte e discussão


voltados à pessoa com TEA no espaço acadêmico e no espaço laboral;

Realizar campanhas de conscientização e treinamentos com vistas a esclarecer sobre o TEA


e reduzir o preconceito e as barreiras à inclusão dos sujeitos no ambiente acadêmico e de
trabalho;

Oferecer apoio e incentivo às pessoas com TEA, pelos gestores e coordenadores, no espaço
acadêmico e laboral;

Incentivar o respeito e o vínculo de companheirismo entre os estudantes e os


trabalhadores;

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Ressalta-se ainda que o incentivo, a adoção e a criação de políticas públicas que promovam a
participação de pessoas com TEA no ensino superior e no mundo do trabalho podem ser
consideradas como ferramentas para viabilização e estímulo à construção de uma cultura
inclusiva e de suportes adequados no ambiente educacional e laboral, contribuindo para a
preparação para a atuação profissional, o incentivo à contratação, o acompanhamento, o
fomento à produção científica e o desenvolvimento de informações precisas sobre o tema
(Leopoldino; Coelho, 2017).

A liberdade de exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, como prevê a Constituição


Federal, tem sustentação na Lei 2.813/91, mais conhecida como Lei de Cotas, que dispõe sobre
os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências. Representando um
avanço fundamental no campo da inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho,
seu artigo 93 determina um percentual de cargos que devem ser ocupados por beneficiários
reabilitados do INSS ou pessoas com deficiência, na proporção de 2 a 5% de reserva das vagas
para contratação, a depender da quantidade total de funcionários da empresa. No âmbito federal,
o Decreto No 9.508/18 também assegura a reserva de vagas para as pessoas com deficiência no
provimento de cargos e de empregos públicos ofertados em processos seletivos e em concursos
públicos.

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LEGISLAÇÕES NACIONAIS E DO
ESTADO DE SÃO PAULO SOBRE
TEA NO ÂMBITO NACIONAL

NO ÂMBITO NACIONAL

LEI Nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012


Regulamentada pelo Decreto nº 8.368, de 2 de dezembro de 2014, essa lei, conhecida
como Lei Berenice Piana, institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa
com Transtorno do Espectro Autista, além de indicar, para todos os efeitos legais, que a
pessoa com TEA passa a ser considerada pessoa com deficiência no país. Propõe
diretrizes para a maior participação social da pessoa com TEA, orientando o diagnóstico
precoce, tratamentos especializados, disponibilização de medicamentos pelo SUS, acesso
à educação e à proteção social e ao trabalho, entre outros direitos que visam à igualdade de
oportunidades.

LEI Nº 13.146, de 06 de julho de 2015


Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com
Deficiência). Essa normativa assegura e promove os direitos e liberdades fundamentais da
pessoa com deficiência, em condições de igualdade, objetivando a sua inclusão social e o
reconhecimento da sua cidadania.

LEI Nº 13.861, de 18 de julho de 2019


Inclui as especificidades inerentes ao transtorno do espectro autista nos censos
demográficos. Assim, a partir do Censo de 2022, o país contará com dados censitários
sobre o autismo no Brasil.
49

NO ÂMBITO ESTADUAL

LEI Nº 16.756, de 8 de junho de 2018


Dispõe sobre o dever de inserção do símbolo mundial da conscientização sobre o
Transtorno do Espectro Autista - TEA nas placas de atendimento prioritário.

Decreto nº 67.635/2023
Dispõe sobre a Educação Especial na rede estadual de ensino e dá providências correlatas.

Resolução SEDUC 21/2023


Dispõe sobre a regulamentação da Política de Educação Especial do Estado de São Paulo
e do Plano Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo – TEA.

Política de Educação Especial do Estado de São Paulo.


Dispõe sobre a regulamentação da Política de Educação Especial do Estado de São Paulo.

DECRETO Nº 67.634, de 6 de abril de 2023


Institui o Plano Estadual Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo
– PEIPTEA e dá providências correlatas. O plano propõe divulgar e promover ações para
promoção das políticas públicas e aprimoramento dos serviços nos diversos setores e
esferas da sociedade civil, voltados às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

LEI N° 17.158, DE 18 DE SETEMBRO DE 2019


(Última atualização: Lei n° 17.798, de 06/10/2023)
Institui a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro
Autista - TEA, e dá outras providências
51

OUTRAS INFORMAÇÕES
E CURIOSIDADES

O TEA por se tratar de um espectro têm diferentes sintomas e intensidades, sendo abordadas,
neste documento orientador, algumas particularidades. Contudo, ainda trouxemos algumas
curiosidades sobre o tema para vocês!

Você sabia que o dia 02 de abril é o Dia Mundial de


Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista?

A data foi oficializada em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU), com o
objetivo de conscientizar e sensibilizar a população mundial sobre o tema, desconstruir
mitos e estereótipos relacionados às pessoas com TEA e favorecer a objetivação de seus
direitos e deveres fundamentais. No Brasil, a data de celebração foi instituída pela Lei nº
13.652, de 2018. No dia 2, e por todo mês de abril, ocorrem eventos, palestras, reuniões,
debates e a iluminação, com a cor azul, de prédios e monumentos históricos.
Segundo o site Autismo e Realidade,2 escolheu-se a cor azul para simbolizar o transtorno
porque há maior incidência de casos em pessoas do sexo masculino, e a fita em quebra-
cabeça com diferentes cores para representar a complexidade do transtorno e a
diversidade de pessoas e famílias que convivem com ele.
Tem-se considerado mais adequado utilizar o logotipo da neurodiversidade, simbolizado
por um sinal do infinito do arco-íris, que celebra a ideia do espectro com infinitas variações
e possibilidades.

2 https://autismoerealidade.org.br
52

Você sabia que há uma Carteira de Identificação de Pessoa com TEA?

A Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) foi


sancionada pela Lei n° 13.977/2020, e visa garantir atenção integral, pronto atendimento e
prioridade às pessoas com TEA no atendimento e no acesso aos serviços públicos e
privados, em especial nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social.
É um documento oficial desenvolvido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa
com Deficiência (SEDPcD) e idealizada pela Secretaria de Gestão e Governo Digital
(SGGD). Para emitir a carteirinha, acesse o Portal CipTEA (ciptea.sp.gov.br), ou vá
presencialmente em alguns dos postos do Poupatempo que já contam com esse
atendimento especializado.
No Estado de São Paulo, a partir do Decreto Nº 67.634/23, de 06/04/2023, que institui o
Plano Estadual Integrado para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo
(PEIPTEA), ações intersetoriais das Secretárias do Estado de São Paulo (Direitos da
Pessoa com Deficiência, Saúde, Educação e Assistência e Desenvolvimento Social), sob
coordenação da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência são desenvolvidas,
com o objetivo de articular e ampliar os serviços e ações às pessoas com TEA.
Bem como a Resolução SEDUC – 21, de 21-6-2023 – Dispõe sobre a regulamentação da
Política de Educação Especial do Estado de São Paulo e do Plano Integrado para Pessoas
com Transtorno do Espectro do Autismo – TEA.

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Você sabia que produções midiáticas podem auxiliar


a compreender melhor o TEA?
Apesar de a pessoa com TEA enfrentar desafios quanto à possibilidade da hipo ou da
hipersensibilidade aos estímulos presentes em seu contexto, ela vivencia sentimentos e
emoções, mesmo que sua forma de atribuir sentido às relações possa ser diferente da de
uma pessoa que não se enquadra no espectro. Essa e outras questões são bem abordadas
em produções como o longa-metragem "Molly - Experimentando a Vida", dirigido por John
Duigan, ou o documentário "O Cérebro de Hugo", dirigido por Sophie Rèvil e baseado em
fatos, com vários depoimentos, em forma de narrativas, sobre ser autista.

Você sabia que existem salas sensoriais em aeroportos


para as pessoas com TEA?
Espaços tranquilos e silenciosos estão surgindo em aeroportos do exterior, como nos
Estados Unidos e Irlanda. A proposta é realmente serem ambientes tranquilos e seguros
para crianças e adultos com TEA ou com outros Transtornos de Neurodesenvolvimento,
sendo uma alternativa antes do momento do embarque, principalmente em situações de
atraso de voos ou aglomeração de pessoas, caso sintam-se desconfortáveis.

Você sabia que existem sessões de cinema adaptadas


para pessoas com TEA?
Apesar de algumas crianças e adultos com TEA conseguirem frequentar salas comuns de
cinema, em sua maioria é necessário que algumas adaptações sejam realizadas no
ambiente, principalmente ajustes de luminosidade e som. Adaptar as sessões e salas para
torná-las inclusivas e para que possam receber de forma mais confortável as pessoas é
fundamental para ampliar a criação de espaços inclusivos e as formas de garantir o acesso
ao lazer e cultura nos mais diversos âmbitos para as pessoas autistas.
55

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Esperamos que o conteúdo lido tenha contribuído para ampliar seu conhecimento sobre as
pessoas com TEA e, sobretudo, tenha ajudado na percepção dos caminhos que conduzem a
uma realidade mais inclusiva, acessível e anticapacitista.

Os desafios são visíveis, mas é preciso considerar os avanços alcançados nos últimos 50 anos.
Olhar para a história e perceber a luta travada até aqui nos dá esperança e embasamento para
modificar o que ainda é necessário.

Importante ter como premissa “nada sobre nós sem nós”, isto é, dar vez e voz à pessoa com
TEA é o ponto de partida, colocá-los como protagonistas da luta pelos direitos e dignidade
mostra respeito e consideração de sua capacidade.

A educação será uma importante aliada, pois oferece as ferramentas necessárias para lidar com
o preconceito, injustiças sociais e capacitismo e, principalmente, ensinará a pessoa sem
deficiência a não reproduzi-los.
ENDEREÇOS DE PÁGINAS
57

SOBRE O TEMA

Os endereços indicados são algumas sugestões da SEDPCD sobre o tema:

Autismo e Realidade
https://autismoerealidade.org.br/

Autism Research Institute


https://www.autism.org/

Autism Speaks
https://www.autismspeaks.org/

Instituto Lagarta Viva Pupa


https://www.lagartavirapupa.com.br/

National Autistic Society


https://www.autism.org.uk/

World Autism Organisation (WAO)


https://worldautismorganisation.com/

TISMOO
https://tismoo.us/portal/

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58

REFERÊNCIAS

AUTISM SPEAKS. CDC estimate on autism prevalence in- creases by nearly 10 percent, to 1 in 54
children in the U.S. Autism Speaks, New York, 2020. Disponível em: <https://www.
autismspeaks.org/press-release/cdcestimate-autism-preva-lence-increases-nearly-10-percent-1-54-
children-us.>. Acesso em: 10 mar. 2024.

CAPELLINI, Vera Lúcia Messias Fialho; ZERBATO, Ana Paula. O que é o ensino colaborativo. 2.
ed. São Paulo: Edicon, 2022.

LEITE, Lúcia Pereira et al. Transtorno do Espectro Autista : guia de orientações para as Instituições
de Ensino Superior. Coordenadoria de Ações Afirmativas Diversidade e Equidade (CAADI), org. –
2. ed. São Paulo : Unesp, 2023. < https://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ wp-
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LAI, M. C. et al. Sex/gender differences and autism: setting the scene for future research. Journal of
the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, v. 54, n. 1, p. 11-24, 2015.

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LEOPOLDINO, C. B.; COELHO, P. F. C. O processo de inclusão de autistas no mercado de


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MAENNER, M.J.; WARREN, Z.; WILLIAMS, A. R.; et al. Prevalence and Characteristics of Autism
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59

MELLO, A.G.(2016). Deficiência, incapacidade e Vulnerabilidade: do capacitismo ou a


preeminência capacitista e biomédica do Comitê de Ética em Pesquisa da UFSC. Ciência &
Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 21, n. 10, p. 3265-3276, 2016. Disponível em:
<https://educadiversidade.unesp.br/guia-para-praticas-anticapacitistas-na-
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OPAS. Organização Pan-americana de Saúde. Folha informativa – Transtorno do Espectro


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SÃO PAULO (Estado). Política de Educação Especial do Estado de São Paulo. Secretaria da
Educação do Estado de São Paulo, 2021. Disponível em: <https://www.educacao.sp.gov.br/wp-
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REDAÇÃO AUTISMO E REALIDADE. Os símbolos do autismo. Autismo e Realidade, 2019.


Disponível em: <https://autismoerealidade.org.br/2019/03/22/os-simbolos-do-autismo/>. Acesso
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STEFANIDIS, Abraham,et al. A meta-syntesis of co-teaching students with and without


disabilities. Educational ResearchReview, 38,100504, 2023. Disponível em:
<www.elsevier.com/locate/edurev>. Acesso em: 23 fev.202

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