12/09/2023
ESTRADAS RODOVIÁRIAS 01
Professor: Vitor Hugo de Oliveira Barros
Contato: [email protected]
Serra Talhada, PE.
CURVAS HORIZONTAIS
SIMPLES
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Introdução
• O traçado de uma rodovia é constituído por trechos retos e
trechos curvos que se alternam ao longo da sua diretriz. No
plano horizontal, os trechos retos recebem o nome de tangentes
e os trechos curvos de curvas de concordâncias horizontais ou,
simplesmente, curvas horizontais.
• As curvas horizontais, por sua vez, podem ser compostas
apenas de curvas circulares ou de curvas circulares e curvas de
transição.
Introdução
• Uma forma de definir o traçado, no plano horizontal, é acomodar
os trechos retos sobre o terreno, em função do seu relevo e de
eventuais obstáculos existentes e, em seguida, concordá-los por
meio de curvas.
• Outra forma é localizar os pontos de passagem obrigatórios,
concordar adequadamente as curvas nas diretrizes da rodovia e,
em seguida, interligá-las com as retas tangentes.
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Introdução
• Geralmente, o relevo da região, as características geológico-
geotécnicas dos terrenos atravessados pela via, problemas de
desapropriações, os pontos de passagem obrigatórios e outros
determinam a quantidade de curvas a serem usadas no traçado
da rodovia.
Introdução
• Contudo, recomenda-se que o projetista utilize o menor número
possível de trechos curtos e priorize as curvas de raios grandes,
evitando ainda, sempre que possível, o uso de tangentes muito
longas, por serem previsíveis, perigosas e por estimularem os
usuários a excederem a velocidade de projeto.
• Além disso, deve-se também levar em conta que trechos retos
muito grandes causam monotonia, sono e ofuscamento noturno.
De toda forma, de maneira geral, o traçado deve acompanhar o
relevo do terreno, alterando-o apenas quando necessário.
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Introdução
• As curvas de concordância horizontal utilizadas nos projetos de
rodovias são categorizadas em quatro tipos: curvas circulares
simples, curvas circulares compostas, curvas circulares reversas
e curvas circulares com trechos de transição (ou simplesmente
curvas de transição). Na sequência apresentamos as
características geométricas, as equações matemáticas para o
cálculo dos parâmetros geométricos e os métodos de
implantação dessas curvas no terreno.
CURVAS HORIZONTAIS
CIRCULARES SIMPLES
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Curvas horizontais circulares simples
• Numa primeira análise, deve-se
considerar as curvas horizontais
como sendo formadas por arcos de
circunferência que se ligam
diretamente às tangentes.
• Essas curvas são denominadas
curvas horizontais circulares, as
quais são descritas pelos seus
raios (R) e pelos ângulos de
deflexão entre as tangentes ou
ângulos centrais de curvatura (AC)
Curvas horizontais circulares simples
• PI = ponto de interseção das
tangentes
• PC = ponto de curva – ponto de início
da curva
• PT = ponto de tangência – ponto final
da curva
• c = corda da curva
• AC = deflexão entre as tangentes –
ângulo central da curva
• T = comprimento da tangente da curva
• D = desenvolvimento da curva –
comprimento da curva
• O = centro da curva
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Curvas horizontais circulares simples
• PM = ponto médio da curva
• S = ponto médio da corda
• E = distância externa à curva ou
afastamento
• γp= ângulo central do ponto (P)
Curvas horizontais circulares simples
Comprimento da tangente (T)
São os segmentos de retas que unem o (PC) e o (PT) ao (PI)
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Curvas horizontais circulares simples
Afastamento (E)
É a distância entre o (PI) e o ponto médio da curva (PM)
Curvas horizontais circulares simples
Ordenada média (S-PM)
É a distância entre o ponto médio da curva (PM) e o ponto médio
da corda (S), que une o (PC) ao (PT).
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Curvas horizontais circulares simples
Corda (c)
É o segmento de reta entre o (PC) e o (PT).
Curvas horizontais circulares simples
Desenvolvimento (comprimento) da curva (D)
É o comprimento da curva dado pelo arco de círculo entre o (PC)
e o (PT).
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Curvas horizontais circulares simples
• Grau da curva ou Grau de curvatura (G)
Para o caso rodoviário, este elemento geométrico é o ângulo
central que corresponde a um arco de 20 metros.
Exemplo
• Calcularos elementos geométricos de uma curva circular
simples considerando que o raio mínimo é igual a 200 metros e
o ângulo central é igual a 32°12’35”.
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CÁLCULO DAS ESTACAS DOS
PONTOS NOTÁVEIS
Cálculo de estacas
• Para implantar pontos sobre o traçado, as normas de projeto
internacionais utilizam a estaca como unidade de comprimento.
Em termos topográficos, para o caso de projeto rodoviário, uma
estaca corresponde à extensão de 20 metros sobre o eixo da
rodovia, em sua projeção horizontal; sendo que na etapa de
anteprojeto, ela pode chegar a 50 metros.
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Cálculo de estacas
• Quando um ponto a ser localizado não corresponde a um
número inteiro de estacas, sua posição é definida pela estaca
anterior mais a distância em metros a partir dela.
• A identificação da estaca será realizada seguindo a notação [A +
B].
• Sendo,
• A = número inteiro de estacas
• B = distância em metros (fração de estaca)
Cálculo de estacas
• Exemplo: o ponto (P), distante 335,480 m do ponto inicial do
traçado (estaca zero), será identificado pela estaca [16 +
15,480].
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Cálculo de estacas
Apresentação em projeto
• A indicações usuais nas folhas de projeto são as seguintes
(depende do projetista):
• Numeração das estacas múltiplas de 5;
• A indicação do PC e PT com o número das respectivas estacas;
• Na parte interna, colocam-se os valores dos principais elementos
da curva.
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Apresentação em projeto
Apresentação em projeto
• Costuma-se também indicar cortes ou aterros, e enquadrar o
eixo da estrada entre os dois traços paralelos, cujo afastamento
é igual à largura da plataforma.
• Os valores dos principais elementos das curvas podem ser
colocados em tabelas do rodapé da folha de projeto.
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Geometria da curva circular
• Uma curva pode ser definida pelo raio ou pelo grau.
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Geometria da curva circular
• Quando se faz a substituição do comprimento do arco de uma
curva pela sua respectiva corda se comete um erro, cuja
grandeza passa a ser mais significativa à medida que se
aumenta o comprimento da corda.
• Se adotarmos cordas de 20 metros para R>180 m, cordas de 10
metros para 65<R<180, cordas de 5 metros para 25<R<65 e
cordas de 2 metros para R<25 m, o erro será menor que 0,01
m, portanto desprezível.
Geometria da curva circular
• Utilizando uma corda c = 20 m:
• O grau deve ser múltiplo de 40’ para facilitar a locação.
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Exemplo 2
• Dado R’ = 300 m, calcular um novo raio R>R’ de modo que o
grau da curva seja múltiplo de 40’.
Deflexão por metro
• A deflexão por metro (dm) é o ângulo formado entre a tangente
T e uma corda de comprimento c = 1 m que parta do PC.
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Deflexão por metro
• A deflexão sobre a tangente é
dada por:
• Para o cálculo da deflexão por
metro, basta dividir a
deflexão sobre a tangente
pelo valor da corda c:
Deflexão por metro
• Para c = 20 m:
• Recomenda-se adotar valores
inteiros para a deflexão por
metro, para facilitar as
leituras dos ângulos de
deflexão para a locação da
curva.
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Exercício
• (Concurso DNER) Numa curva circular com um raio de 170 m,
queremos locar um ponto logo à frente do Ponto de Curvatura
(PC). Sabemos que o comprimento do arco é de 20 m. A soma
das coordenadas sobre a tangente deste ponto são:
• A) 0,168 m
• B) 0,924 m
• C) 1,848 m
• D) 21,14 m
Exemplo 3
• Numa curva horizontal circular, temos AC = 45,5°, R = 171,98
m e E(PI) = 180 + 4,12. Determinar os elementos T, D, E, G20,
d, dm, E(PC) e E(PT).
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LOCAÇÃO DE CURVAS
CIRCULARES POR DEFLEXÃO
Locação de curvas
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Deflexões sucessivas
• A deflexão sucessiva é aquela correspondente a cada estaca
isoladamente, ou seja, é o ângulo que a visada a cada estaca
forma com a tangente ou com a visada da estaca anterior.
Deflexões sucessivas
• A primeira deflexão sucessiva (ds1) é obtida pelo produto da
deflexão por metro (dm) pela distância entre o PC e a primeira
estaca inteira dentro da curva (20-a):
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Deflexões sucessivas
• A última deflexão sucessiva (dsPT) é calculada multiplicando a
deflexão por metro pela distância entre o PT e a última estaca
inteira dentro da curva:
Deflexões sucessivas
• As demais deflexões são calculadas pela expressão:
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Deflexões acumuladas
• As deflexões acumuladas
se referem sempre em
relação à tangente e
apresentam valores
acumulados das
deflexões sucessivas.
Deflexões acumuladas
• Admitindo-se que os
pontos PC e PT são
estacas fracionárias,
tem-se:
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Deflexões acumuladas
Exemplo 4
• Construir a tabela de locação da curva do exemplo 3.
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Exemplo 5
• No traçado mostrado, onde as curvas são circulares, calcule a
estaca final do trecho.
Exemplo 6
• Em um traçado com curvas horizontais circulares, conforme o
esquema mostrado, considerando que os dois raios são iguais,
responda:
• A) Qual o maior raio possível?
• B) Qual o maior raio que se consegue usar deixando um trecho reto de
80,00 metros entre as curvas.
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Obrigado!
Professor: Vitor Hugo de Oliveira Barros
Contato: [email protected]
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