UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CCS
CURSO DE MEDICINA
DISCIPLINA: PNEUMOLOGIA E CIRURGIA TORÁCICA
PROF. DR. JOÃO LUIZ VIEIRA RIBEIRO
Abordagem clínica das alterações fisiopatológicas
desencadeadas por infecções no trato respiratório inferior,
com ênfase nas pneumonias.
Componentes:
● Ana Luiza;
● André Mendes;
● Maria Eduarda;
● Matheus Sousa;
● Samuel Rosmann.
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1. BRONQUITE
SUMÁRIO 2. TUBERCULOSE
3. COVID-19
4. PNEUMONIAS
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BRONQUITE
Inflamação dos brônquios por diversas causas, incluindo vírus (rinovírus,
vírus da gripe), agentes químicos;
Pode ser aguda ou crônica
● Aguda:
○ Dura algumas semanas.
○ Geralmente é causada por infecções virais.
● Crônica:
○ >3 meses de duração por 2 anos consecutivos.
○ Associada ao tabagismo, exposição ocupacional e poluição ambiental.
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FISIOPATOLOGIA
● A exposição aos diferentes
agentes desencadeantes causa
irritação da mucosa que leva à
produção excessiva de muco,
podendo resultar em obstrução
das vias aéreas.
FONTE: MEDICINA MITOS E VERDADES, 2018
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QUADRO CLÍNICO
● Tosse persistente
○ Seca ou produtiva;
● Sensação de falta de ar.
FONTE: TdC, 2022
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DIAGNÓSTICO
● Baseado nos sintomas relatados
pelo paciente;
● Ausculta: Estertores grossos (por
causa da abertura e fechamento de
vias respiratórias contendo
secreção viscosa e espessa)
FONTE: ATHENA, 2019
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TRATAMENTO
● Tratamento sintomático;
○ Ibuprofeno / Paracetamol
● Reduzir inflamação das vias aéreas;
● Broncodilatadores;
○ Salbutamol
● Se bacteriana, antibióticos.
○ Azitromicina / Claritromicina
FONTE: MSD MANUALS, 2022.
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TUBERCULOSE
● Doença infecciosa causada pelo
bacilo de Koch (Mycobacterium
tuberculosis).
● Além dos pulmões pode afetar
outros órgãos.
FONTE: GOOGLE.
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FISIOPATOLOGIA
● A infecção ocorre por inalação de
gotículas contaminadas;
● Nos alvéolos, as bactérias inaladas
são fagocitadas por macrófagos,
● As bactérias se replicam dentro dos
macrófagos, formando os complexos
primários.
● Ocorre a mobilização de células
inflamatórias ao redor da área afetada
pela infecção, formando granulomas.
FONTE: SANARMED, 2021.
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QUADRO CLÍNICO
● Tosse persistente (mais de 2-3
semanas);
● Hemoptise, dor torácica, febre,
FONTE: BRASIL, 2016.
sudorese noturna, perda de
peso e sensação de
esgotamento físico;
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DIAGNÓSTICO
● História clínica;
● Baciloscopia direta do escarro
(identificam a presença do M.
tuberculosis);
● Radiografia de tórax (presença de
complexo de Ghon: consolidação
parenquimatosa com linfadenopatia); FONTE: MEDWAY.
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TRATAMENTO
● Combinação de Antimicrobianos
(Isoniazida, Rifampicina,
Pirazinamida e Etambutol);
● Sintomáticos;
FONTE: FIOCRUZ, 2019
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COVID-19
● Causada pelo vírus SARS-CoV-2, que desencadeou uma pandemia entre
2020 e 2022.
● Se caracteriza como uma doenças de diversos sistemas apesar de ser
mais comumente relacionada ao sistema respiratório.
● Em Teresina até 14/03/2024
○ 146.946 casos e 3.050 óbitos ([Link]
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FISIOPATOLOGIA
● Transmitido por contato, gotículas e aerossóis
● Após exposição, o vírus adentra as células do epitélio respiratório
utilizando a proteínas spike para se ligar ao receptor de ECA2, o que
causa uma resposta imunológicas, resultando em inflamação e dano aos
tecidos.
● A depender da intensidade da resposta imunológica, pode haver
produção/liberação exacerbada de citocinas, gerando respostas
inflamatórias muito intensas.
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QUADRO CLÍNICO
● Pode ser uma síndrome gripal
branda apresentando sintomas
como febre, tosse, dispneia,
poliartrites, dores musculares,
anosmia e ageusia;
● Em casos mais graves, pode
haver Síndrome Respiratória
Aguda Grave, Coagulação
Intravascular Disseminada.
FONTE: FCM UNICAMP, 2020.
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TRATAMENTO
● Casos leves: repouso,
hidratação, sintomáticos;
● Casos graves: corticosteróides,
IOT e ventilação mecânica;
● Além disso, existem tratamentos
sob investigação.
FONTE: QFS, 2024
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PREVENÇÃO
● Vacinas;
● Distanciamento social;
● Uso de máscaras;
● Higiene das mãos
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PNEUMONIA
A pneumonia pode ser caracterizada como a inflamação do parênquima
ou interstício pulmonar, causada por infecções virais, bacterianas,
parasitárias ou fúngicas.
Pode ser classificada em dois tipos:
● Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC);
● Pneumonia Adquirida no ambiente hospitalar;
A Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) é uma infecção de via aérea inferior com
acometimento alveolar que ocorre fora do ambiente hospitalar ou que se manifesta até
48 horas após a internação.
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FISIOPATOLOGIA
Tal infecção pode ter duas vias de aquisição:
● broncogênica: o patógeno penetra pela via aérea.
○ + comum
● hematogênica: patógeno penetra pela corrente sanguínea.
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FISIOPATOLOGIA - VIA BRONCOGÊNICA
FONTE: MED ESTRATÉGIA, 2022
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FISIOPATOLOGIA - VIA BRONCOGÊNICA
FONTE: MED ESTRATÉGIA, 2022 21
FISIOPATOLOGIA - VIA HEMATOLÓGICA
FONTE: MED ESTRATÉGIA, 2022 22
FISIOPATOLOGIA - VIA HEMATOLÓGICA
FONTE: MED ESTRATÉGIA, 2022
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PNEUMONIA BACTERIANA TÍPICA X ATÍPICA
A pneumonia bacteriana típica:
● é causada por bactérias extracelulares
● geram um quadro agudo, muito sintomático
● bactérias têm superantígenos e múltiplos fatores de virulência
A pneumonia bacteriana atípica:
● é causada por bactérias intracelulares
● evolução mais subaguda e oligossintomática
● bactérias têm poucos antígenos hiperinflamatórios e não produzem toxinas
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MICRORGANISMOS TÍPICOS
● Streptococcus pneumoniae
● Haemophilus influenzae
● Moraxella catarrhalis
● Staphylococcus aureus Streptococcus pyogenes
● Pseudomonas aeruginosa
● Anaeróbios
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MICRORGANISMOS ATÍPICOS
● Mycoplasma pneumoniae
● Chlamydophila pneumoniae
● Legionella pneumophila
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QUADRO CLÍNICO: PNEUMONIA BACTERIANA TÍPICA
● ocorre de forma aguda: 2 a 5 dias de evolução
● sintomas de toxemia:
○ febre alta
○ dor no corpo e articulações
● sintomas respiratórios:
○ tosse expectorada purulenta
○ taquidispneia
○ dor torácica pleurítica
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QUADRO CLÍNICO: PNEUMONIA BACTERIANA ATÍPICA
● apresentação clínica subaguda, com 7 a 14 dias de evolução.
● Pode ser precedida de pródromos gripais:
○ coriza
○ obstrução nasal
○ odinofagia
○ febre baixa
○ a tosse é geralmente pouco produtiva e hialina
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PNEUMONIA BACTERIANA TÍPICA X ATÍPICA
MED ESTRATÉGIA, 2023 29
DIAGNÓSTICO - PNEUMONIA BACTERIANA TÍPICA
Exame físico
● varia conforme o grau de acometimento pulmonar
● percussão não apresenta o típico som claro pulmonar, mas sim uma
submacicez percutória
● estertores crepitantes
● frêmito toracovocal aumentado
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DIAGNÓSTICO - PNEUMONIA BACTERIANA ATÍPICA
Exame físico
● “menos florido”
● estertores crepitantes e sibilos
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DIAGNÓSTICO
Broncopneumonia
● radiografia de tórax com a
consolidação de múltiplos
ácinos pulmonares, sem
consolidar o lobo inteiro.
● é a apresentação radiológica
mais comum das PACs
● quando não tratada, pode
progredir para pneumonia
lobar
MED ESTRATÉGIA, 2023 32
DIAGNÓSTICO
Pneumonia lobar:
● é definida pela consolidação
envolvendo um lobo
pulmonar inteiro
● ela é mais frequente na
infecção pelo pneumococo
(Streptococcus pneumoniae)
● tem maior gravidade do que a
broncopneumonia
MED ESTRATÉGIA, 2023 33
DIAGNÓSTICO - PNEUMONIA BACTERIANA TÍPICA
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
● presença de infiltrados
radiopacos irregulares,
distribuídos
unilateralmente ou
bilateralmente no
parênquima pulmonar
● presença de uma
broncopneumonia que
pode evoluir para uma
pneumonia lobar MED ESTRATÉGIA, 2023
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DIAGNÓSTICO - PNEUMONIA BACTERIANA ATÍPICA
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
● infiltrados intersticiais (reticulares
ou reticulonodulares) que se
assemelham a um “rendilhado”
no parênquima.
MED ESTRATÉGIA, 2023 35
TRATAMENTO
● pacientes ambulatoriais X internados na enfermaria X internados em UTI:
○ comorbidades
○ fatores de risco para resistência bacteriana (colonização prévia,
internação recente ou uso recente de antimicrobianos)
○ gravidade do episódio de pneumonia e alergias
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TRATAMENTO - PACIENTES AMBULATORIAIS
→ Pacientes de baixo risco ( jovens, sem comorbidades e sem uso recente de
antibióticos):
● amoxicilina;
● amoxicilina + clavulanato
● macrolídeos (azitromicina e claritromicina)
→ Pacientes com risco de complicações. Sempre fazer duas classes de
antibióticos:
● um betalactâmico associado a um macrolídeo
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TRATAMENTO - PACIENTES EM ENFERMARIAS
→ O tratamento é muito semelhante ao realizado em regime ambulatorial:
● betalactâmico + macrolídeo ou
● cefalosporina de 3ª geração ou
● amoxicilina + clavulanato
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REFERÊNCIAS
1. Ministério da Saúde. Qual é a relação entre o cigarro e a bronquite [Online]. Disponível em:
[Link]
ual-e-a-relacao-entre-o-cigarro-e-a-bronquite. Acesso em: 16 de mar. de 2024.
2. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Infeções Respiratórias. Disponível em:
[Link] Acesso em: 16 de mar.
de 2024.
3. Guia de pneumologia / coordenação deste guia Sonia Maria Faresin [et al.]. 2. ed. -Barueri, SP :
Manole, 2014.
4. Ministério da Saúde. Aspergilose. Disponível em:
[Link] Acesso em: 16 de mar.
de 2024.
5. KALIL, M. E.; FERNANDES, A. L. G.; CURZEL, A. C. da S.; et al. Aspergilose broncopulmonar
alérgica com imagem radiológica em "dedo de luva". Jornal Brasileiro de Pneumologia, São
Paulo, v. 32, n. 5, out. 2006. DOI: [Link]
6. Painel da COVID. [Link]
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desencadeadas por infecções no trato respiratório inferior,
com ênfase nas pneumonias.
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● André Mendes;
● Maria Eduarda;
● Matheus Sousa;
● Samuel Rosmann.
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