PROJETO E CÁLCULO
DE ESTRUTURAS METÁLICAS
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
O modo de flambagem global ocorre, de modo geral, em
barras de comprimento longo e está relacionado às
propriedades geométricas da seção do perfil (momento de
inércia, constantes de torção e de empenamento), à
excentricidade da carga aplicada e às condições de contorno
da barra.
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
O modo global em perfis de chapa dobrada pode ocorrer basicamente de três
formas. A primeira, bem comum em pilares esbeltos, ocorre em torno do eixo de
menor inércia e denomina-se flambagem por flexão.
A segunda forma de ocorrência, a flambagem por torção, envolve a rotação da s
eção transversal em torno de um eixo definido pelo centro de torção, ou centro
de cisalhamento.
A terceira e mais complexa forma envolve a combinação de flexão e torção,
conhecida como flambagem lateral de vigas e, em barras sob compressão axial,
denominada de flexo-torção de colunas.
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
A flambagem torcional de uma viga-calha está ilustrada na Figura 23. Maiores
detalhes de cada um desses modos globais podem ser obtidos em TIMOSHENKO
e GERE [24].
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
Material com comportamento não linear isotrópico, com limite de escoamento
f MPa y = 250 , f 230MPa 0 ε = e n = 12.
• Módulo de elasticidade inicial E 205000 MPa 0 = .
• Máximo deslocamento segundo o eixo de menor inércia L /1000 δ i = .
• Altura dos perfis 21 cm, largura das mesas 15 cm, espessura das mesas 0.9
cm e espessura das almas 0.5 cm.
A seguir, na Tabela 4.1, os comprimentos e índices de esbeltez relativos dos perfis juntamente
com os resultados:
ESTRUTURAS METÁLICAS
Tabela 4.1 – Comprimentos, carga última relativa e índices de esbeltez relativos dos perfis longos
Perfis Longos
ESTRUTURAS METÁLICAS
Tabela 4.1 – Comprimentos, carga última relativa e índices de esbeltez relativos dos perfis longos
CONTINUAÇÃO DA TABELA... Perfis Longos
ESTRUTURAS METÁLICAS
Perfis Longos
Na figura 4.1, onde são representadas as curvas χ − λ (carga última relativa –
esbeltez relativa), em azul estão os pontos relativos à Tabela 4.1 e em vermelh
o os relativos à regressão segundo a equação (3.3) cujos parâmetros α, β e λr
regredidos são 111.39, 6.829, 0.613, respectivamente, e o erro dessa regressão
é de 1.4%
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Perfis Longos
As cargas últimas relativas e as esbeltezes relativas são obtidas mediante as
expressões (2.7) e (2.8), onde σ e é a tensão crítica de Euler (2.4).
Deste estudo se conclui que a curva χ − λ obtida tem aspecto similar ao das
curvas de flambagem do SSRC e do ECCS.
Considerando apenas os perfis cujos índices de esbeltez relativos são 0.4, 0.6,
0.8, 1.0, 1.2, 1.4, 1.6 e 1.8 (para comparação posterior) tem-se para α, β, λr e
para o erro os seguintes valores, respectivamente, 266.732, 7.342, 0.789 e 0.1
266%.
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Perfis Longos
Considerando agora os perfis cujos índices de esbeltez relativos são 0.8, 1.0, 1.
2, 1.4, 1.6 e 1.8 e fazendo-se a regressão para obtenção do parâmetro α da
NBR 8800/86, obtém-se um valor igual a 0.258
6), valor este situado entre a curva a que corresponde a α = 0.158 e a curva b
que corresponde a α = 0.281. Fazendo o mesmo em relação ao Eurocódigo 3
tem-se um α regredido igual a 0.34, exatamente o valor usado pela mesma
norma para curva b.
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Perfis Curtos
Atualmente, as normas utilizam o conceito de largura efetiva para calcular a resistência de
pilares metálicos sujeitos à flambagem local e à interação flambagem global – flambagem
local.
O presente estudo desenvolvido tem o objetivo de propor um procedimento
alternativo de cálculo da resistência de pilares curtos comprimidos sujeitos à flambagem
local. O procedimento baseado no conceito de largura efetiva não considera de forma
precisa a interação entre as chapas componentes do perfil.
Um tubo metálico comprimido, de seção retangular ou quadrada, submetido a flambagem local apresenta
duas chapas fletidas de forma côncava e as outras duas fletidas de forma convexa. O primeiro grupo apresenta
distribuição de tensões distinta da que apresenta o segundo grupo. Este fenômeno não é considerado nas
expressões utilizadas na determinação da largura efetiva.
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Perfis Curtos
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Perfis Curtos
Na fase pós–crítica aparecem tensões na direção normal à direção da carga de
compressão. Por outro lado, com imperfeições iniciais, estas tensões existem
sob qualquer solicitação.
Portanto, para o cálculo da resistência destes perfis, é mais correto utilizar o
critério de plastificação de von Mises que utilizar somente a componente de
tensão medida na direção da carga de compressão, como se faz no conceito
da largura efetiva.
Com base nestas observações, foi estudado o comportamento de uma série
de perfis curtos comprimidos, cujos comprimentos são de um módulo.
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Flambagem na alma
• Material com comportamento não linear isotrópico, com limite de escoamento
• Módulo de elasticidade inicial
• Máximo deslocamento normal ao plano da chapa
• Altura dos perfis 40 cm, largura das mesas 20 cm, espessura das mesas 1.1 cm.
• Índice de esbeltez relativo das mesas menor que 0.3
A seguir, na Tabela 5.1, as demais características dos perfis:
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Flambagem na alma
Tabela 5.1 – Espessura da alma e comprimento dos perfis curtos sujeitos a flambagem
na alma
Os resultados desta análise são mostrados na Tabela 5.2. As cargas últimas relativas e as esbeltezes
relativas são obtidas mediante as expressões (2.7) e (2.8), onde σ e é a tensão crítica de Bryan (2.31)
para a alma
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Flambagem na alma
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Flambagem na alma
Desse estudo foi feito uma regressão polinomial na qual pode-se ter uma
aproximação do fator k de flambagem local em função do índice de esbeltez
da alma (λa = h/tw). O polinômio regredido segundo os dados da Tabela 5.2 é
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Flambagem na alma
A partir do estudo do parâmetro de flambagem local k foram estudados mais seis perfis cujos índices de esbeltez
variam aproximadamente de 0.8 a 1.8 com incremento de 0.2, com as mesmas características gerais dos perfis
estudados anteriormente. A seguir, na Tabela 5.3, são apresentadas as demais características dos perfis:
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Flambagem na alma
Os resultados desta análises são mostrados na Tabela 5.4
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
• Flambagem na alma
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
Exemplos:
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
Exemplos:
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM LOCAL x FLAMBAGEM GLOBAL
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
Exercício :
1. Poste com perfil W Calcular o esforço normal resistente no mesmo perfil do
problema 5.1.2 (caso sem contenção lateral), considerando-o engastado numa
extremidade e livre na outra. Comparar o resultado com o da mesma peça engastada
em uma extremidade e rotulada na outra (empenamento livre).
Solução:
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
ESTRUTURAS METÁLICAS
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
Exercício 2.
Calcular a resistência de projeto `a compressão com flambagem para o perfil W310x21,0kg/m com um comprimento
de flambagem de 3m nos dois planos de flambagem. Verificar se o perfil de aço AR-350 ´e mais econômico que o
de aço MR-250 (ASTM A36). Assumir ambas extremidades rotuladas:
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FLAMBAGEM GLOBAL
FIM