Nome: Laizes Johanson Prado
RGM: 35576812
Prática de Ensino em Química no Ensino Médio – 2023/2
Unidade II - Como ser professor de Química no Ensino Médio?
Leia o trecho a seguir, e responda as perguntas:
Representação e comunicação na área de Química:
• Descrever as transformações químicas em linguagens discursivas;
• Compreender os códigos e os símbolos próprios da Química atual;
• Traduzir a linguagem discursiva em linguagem simbólica da Química e vice-
versa;
• Utilizar a representação simbólica das transformações químicas e reconhecer
suas modificações ao longo do tempo;
• Traduzir a linguagem discursiva em outras linguagens usadas em Química:
gráficos, tabelas e relações matemáticas;
• Identificar fontes de informação e formas de obter informações relevantes
para o conhecimento da Química (livro, computador, jornais, manuais etc.);
Pergunta 1 - O que significa, na prática: “Traduzir a linguagem discursiva
em linguagem simbólica da Química e vice-versa”?
A Química tem seu modo próprio de interrogar, analisar e descrever os
fenômenos naturais, construindo conhecimentos através de experimentação e
observação e fazendo uso de uma linguagem peculiar para descrevê-los.
Linguagem essa caracterizada por representações simbólicas, tais como as
estruturas moleculares, modelos atômicos, fórmulas, reações químicas, dentre
muitas outras.
Essa linguagem simbólica permite a universalização da informação e se
constitui, de fato, como uma linguagem própria, pois, independentemente do
idioma nativo do químico ou estudante, “H 2O” sempre será entendido como
água, mesmo que a própria palavra “água” tenha muitas possibilidades de
tradução (SILVA et al., 2019).
“Com a evolução da ciência, o homem realizou várias adaptações
com a finalidade de criar uma linguagem formada de representações,
simbologias, gráficos, figuras, estruturas e equações, com o intuito de
comunicar-se de maneira organizada, sucinta e conclusiva
(Galagovsky et al., 2002). No entanto, para estudar a ciência química
é necessário entender esta linguagem, o que muitas vezes é um
trabalho difícil, pois esta tem pouca relação com a linguagem
comum.” (BATISTON, SILVA & KIOURANIS, 2012)
Assim sendo, devido a importância da linguagem química, uma das
competências a ser desenvolvida pelos alunos do ensino médio, segundo os
Parâmetros Curriculares Nacionais (2006), é a capacidade de “reconhecer e
saber utilizar tal linguagem, sendo capaz de entender e empregar, a partir das
informações, a representação simbólica” (SILVA et al., 2019, p. 2239). Ou seja,
o aluno precisa compreender a linguagem simbólica e fazer uso devido dela,
sendo capaz de traduzir o conhecimento teórico presente nos discursos para a
linguagem química bem como o contrário, entender o que aquela
representação significa.
Pergunta 2 - O que significa na prática: “Traduzir a linguagem discursiva
em outras linguagens usadas em Química: gráficos, tabelas e relações
matemáticas”?
Como mencionado na resposta anterior, a química, como uma ciência
fundamentalmente experimental, faz uso de muitas formas de organização e
análise do conhecimento, tais como gráficos e tabelas, além de apropriar-se
também da linguagem matemática.
Assim sendo, o aluno precisa ter como uma de suas competências
desenvolvidas o letramento gráfico. As habilidades envolvidas nesta
competência estão listadas na referência a seguir:
“Algumas habilidades referentes ao desenvolvimento do letramento
gráfico listadas na literatura são: ler, interpretar, produzir inscrições;
traduzi-las entre si; adequá-las a situações diferentes daquelas em
que foram concebidas; reconhecer que elas não representam, em sua
totalidade, a realidade; aplicar recursos semióticos e ferramentas
matemáticas para direcionar a produção de sentidos; interagir com a
inscrição, de forma a manipulá-la mentalmente e concretamente;
extrapolar, prever e inferir relações entre os dados nela presentes;
questionar e refletir sobre a forma como tal representação foi
construída, entre outras.” (ROTH et al., 2005; OLANDE, 2014 apud
LIMA & QUEIROZ, 2019).
REFERÊNCIAS:
BATISTON, W. P.; SILVA, C. F. N. da; KIOURANIS, N. M. M.
Compreensão da Linguagem Química Simbólica por Alunos de
Ensino Médio. In: XVI ENCONTRO NACIONAL DE ENSINO DE
QUÍMICA (XVI ENEQ); X ENCONTRO DE EDUCAÇÃO QUÍMICA
DA BAHIA (X EDUQUI). Anais [...]. Salvador, BA, Brasil, 17 a 20 de
julho de 2012. Disponível em:
<[Link]
pdf>. Acesso em: 25 out. 2023.
LIMA, M. S. de; QUEIROZ, S. L. Letramento Gráfico: Perspectivas
Presentes nos PCNEM e Ações no Ensino de Química. Química
Nova na Escola, v. 41, n. 3, p. 300-313, 2019. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 25 out. 2023.
SILVA, G. de O.; NETO, E. G. de S.; FALCÃO, A. P. S. T.; FILHO, M.
C.; LIMA, I. dos S.; RIBEIRO, I. S. D. C. A.; SILVA, D. F.; FREIRE, M.
dos S. A linguagem química no ensino médio: observações a partir
das reações químicas. Brazilian Applied Science Review, [S. l.], v.
3, n. 5, p. 2233-2245, 2019. DOI: 10.34115/basrv3n5-025. Disponível
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<[Link]
4131>. Acesso em: 25 out. 2023.