Resistência de Materiais Eléctricos
Tema I:
Cálculo das estruturas isostáticas.
Eng. Abdjate Ocame
Email:[email protected]
Objectivos
• Pretende-se aqui reunir em um RESUMO as principais características
do cálculo dos diagramas de estruturas lineares planas e
tridimensionais, ou seja, é um roteiro de visão geral sobre o assunto
apenas. Também são feitas algumas correlações com a prática
profissional.
Objectivos especificos
• Determinação das reacções dos apoios;
• Determinação dos esforços nos elementos estruturais para os sistemas
planos e tridimensionais;
Introdução
A disciplina de Resistência de materiais eléctricos destina-se a doptar o
futuro engenheiro elétrico a saber lidar com aspectos mecânicos e sobretudo
electrodinâmico na qual estarão sujeitos os diversos projectos no seu
quotidiano. Contudo, importa aqui estar dotado de conhecimentos mecânico
que irão levar a dimensionar a rigidez do equipamento eléctrico ou então a
rigidez na qual este equipamento estará a ser suportada (Apoios).
Estruturas lineares
As vigas e os pórticos são as primeiras estruturas que vêm à cabeça, certo?
Por exemplo:
Figura 1. Estruturas lineares
Estruturas lineares
Grau de hiperestaticidade
Não existe uma única maneira de calcular o grau de hiperestaticidade “G” das estruturas, Uma forma bem
aceita na Engenharia Civil é : G = (B - 3C - 2N) + (3*q)
Em que:
• B é o número de barras da estrutura (barras de vínculos internos e externos + barras de treliça + tirantes e escoras)
• C é o número de chapas da estrutura (separadas por rótulas)
• N é o número de nós da estrutura (que ligam barras)
• q é o número de “quebras” necessárias para tornar a estrutura aberta (quando ela for fechada, obviamente). Se for
uma estrutura aberta, q = 0. Obs: barras não fecham a estrutura, somente as chapas o fazem.
Estruturas lineares
Fisicamente:
a) A estrutura é restringida e o número de incógnitas é igual ao número de equações de equilíbrio:
ISOSTÁTICA (G = 0).
b) A estrutura é restringida e o número de incógnitas é maior que o número de equações de equilíbrio:
HIPERESTÁTICA (G > 0).
c) A estrutura não é restringida ou o número de incógnitas é menor que o número de equações de equilíbrio:
HIPOSTÁTICA (G < 0).
Figura 1. Processos de conversão energética.
Estruturas lineares
Tem – se que, se a estrutura não tem rótulas nem tirantes (ou escoras) e nem é
fechada, só tem uma chapa “C”, “B” é somente o número de reações “r” de apoio (3
para engaste, 2 para apoio simples e 1 para apoio móvel) e “q=0”. Então a equação
é G=r-3.
Teoria e regras
1) Calcular o grau de hiperestaticidade conforme capítulo anterior. Só continuar
se G=0 (estrutura isostática), para o caso deste texto.
2) Calcular as reações de apoio. Simplesmente se fazem os somatórios de força
“F” nas direções x e y e de momento fletor “M” num ponto “p” qualquer.
ΣFx = 0; ΣFy = 0; ΣMp = 0.
3) Escolher um ponto e calcular os esforços (normal, cortante e momento fletor).
O normal é calculado com ΣF = 0, considerando todas as ações e reações que
estiverem na direção do normal. O cortante é calculado com ΣF = 0,
Teoria e regras
considerando todas as ações e reações que estiverem na direção da cortante. O
momento fletor é calculado com ΣM = 0 no ponto escolhido, considerando todas
as ações e reações que produzirem momento no ponto escolhido.
4) Escolhendo-se vários pontos pode-se desenhar o diagrama. Obviamente
existem pontos chave: onde a estrutura muda de direção, onde existem ações
concentradas (momento fletor ou força) e centros de vão.
• Devem ser seguidas as CONVENÇÕES DE SINAL para montar o diagrama de
corpo livre, a saber:
Teoria e regras
NORMAL: positiva tracionando a barra.
CORTANTE: positiva causando giro da barra no sentido HORÁRIO.
MOMENTO FLETOR: em geral, não há sinal. Apenas desenha-se o diagrama
no lado que a barra estiver sendo tracionada (lado de onde sai a seta), com valor
em módulo.
Teoria e regras
Dentro da etapa 4:
• No caso de pontos entre uma ação perpendicular concentrada, o diagrama de
momento fletor será, sempre, uma reta inclinada e o diagrama de cortante será,
sempre, uma reta horizontal.
• No caso de pontos entre uma ação perpendicular linearmente distribuída, o
diagrama de momento fletor será, sempre, uma parábola de 2º grau e o diagrama
de cortante será, sempre, uma reta inclinada
Determinação das reacções dos apoios
Viga biapoaiada com carga concentrada
• Consideremos a viga:
A seguir temos o diagrama de corpo livre da viga, onde L = a+b. Esta será dividida
nos trechos AC, do apoio da esquerda até a carga, e CB, da carga até o apoio da
direita.
Determinação das reacções dos apoios
D.C.L.:
→
• Fazendo:
σ 𝑭𝒙 = 𝟎; σ 𝑭𝒚 = 𝟎; σ 𝑴𝒑 = 𝟎
• Teremos:
𝑃.𝑏 𝑃.𝑎
𝑅𝐴 = ; 𝑅𝐵 =
𝐿 𝐿
Determinação das reacções dos apoios
Viga biapoaiada com carga distribuída
• Consideremos a viga:
A seguir temos o diagrama de corpo livre da viga biapoiada com carga
distribuida, L é a distância entre os apoios e q é a carga distribuida.
Determinação das reacções dos apoios
D.C.L.:
• Fazendo:
σ 𝑭𝒙 = 𝟎; σ 𝑭𝒚 = 𝟎; σ 𝑴𝒑 = 𝟎
• Teremos:
𝑞.𝐿 𝑞.𝐿
𝑅𝐴 = ; 𝑅𝐵 =
2 2
Obrigado!