0% acharam este documento útil (0 voto)
197 visualizações6 páginas

Ação de Rescisão Contratual e Devolução

Este documento descreve uma ação de rescisão contratual movida por Vera Lúcia Edionardo Cardoso da Silva contra as empresas SI Representações Ltda e Omini Administradora de Bens e Consorcio Ltda. Vera alega que foi induzida ao erro pelos corretores das empresas ao assinar contratos de consórcio sob a promessa de contemplação rápida, tendo pago R$ 158.000,00 sem receber o bem ou devolução do valor. Pede a rescisão dos contratos e a devolução dos valores corrigidos.

Enviado por

Paulo Timóteo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
197 visualizações6 páginas

Ação de Rescisão Contratual e Devolução

Este documento descreve uma ação de rescisão contratual movida por Vera Lúcia Edionardo Cardoso da Silva contra as empresas SI Representações Ltda e Omini Administradora de Bens e Consorcio Ltda. Vera alega que foi induzida ao erro pelos corretores das empresas ao assinar contratos de consórcio sob a promessa de contemplação rápida, tendo pago R$ 158.000,00 sem receber o bem ou devolução do valor. Pede a rescisão dos contratos e a devolução dos valores corrigidos.

Enviado por

Paulo Timóteo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOC, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Paulo Timóteo

OAB/RO 2437

Douglas Aranha
OAB/RO 1779

EXCELENTÍSSIMA DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA CIVIL DA COMARCA DE GUAJARA


MIRIM/RO.

VERA LÚCIA EDIONARDO CARDOSO DA SILVA, brasileira, casada, produtora rural, portadora
da Cédula de Identidade RG 704.405 SESDEC/RO, e CPF 805.984.042-87, residente e
domiciliada na Linha 33, km 04, Zona Rural, Distrito de Nova Dimensão, Município de Nova
Mamoré-RO., CEP 76.857-000, fone 69 9940-8835, por intermédio de seus advogados
constituídos por meio da procuração anexa, com endereço profissional na Rua Tenreiro
Aranha, 2494, Sala 120, Galeria Eldorado, na cidade de Porto Velho-RO., CEP 76.801-114, e-
mail [email protected], onde recebe as notificações referentes ao caso,
vem à sereníssima presença de Vossa Excelência, com suporte no art. 776 do Código Civil
Brasileiro , ajuizar a presente

AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL c/c DEVOLUÇÃO DE QUANTIAS PAGAS

Em face de SI REPRESENTAÇÕES LTDA - WORDPRIME & INVESTIMENTOS, sociedade


empresária limitada, devidamente inscrita no CNPJ sob nº 26.355.301/0001-21, com sede na
Rua Benjamim Constant, 1989, Bairro São Cristóvão, nesta cidade de Porto Velho-RO., CEP
76804-056, contato (65) 99937-2012, e-mail [email protected], e

OMINI ADMINISTRADORA DE BENS E CONSORCIO LTDA, inscrita no CNPJ sob nº 42.828.


593/0001-29, com sede na Ferdinand Brokoff, 65, Jardim Jaqueline, São Paulo SP, CEP
05529- 050 , telefones ( 11) 3090 - 5557 , email [email protected], pelos
motivos de fato e direito a seguir expostos:

1. Dos Fatos

A Autora tinha interesse em adquirir equipamentos agrícolas para incremento e melhoria no


trato do sítio da unidade familiar.

Em pesquisas nas redes sociais, encontrou os vendedores Esdras Souza e Mateus, que se
apresentaram como corretores de consórcios imobiliários e de maquinários agrícola.

A Autora foi atendida pelos corretores, que culminou com aquisição de duas cotas do
consórcio, administrado pelo Segundo Requerido, concretizado na assinatura de duas
proposta de Participação em Grupo de Consórcio, sendo as propostas 1485 e 1484, tendo
como especificação do Bem MAQUINÁRIO BLACK, com o valor do crédito em R$ 500.000,00,
e R$ 1.000.000,00, respectivamente.

Ao ver o interesse da Autora e a simplicidade de uma pequena agricultora, que tira da terra
o sustento de sua família, os Corretores, Esdras Souza e Mateus, se utilizando de falácias e
retóricas bem elaboradas, induziram Autora e seu esposo a contratarem o consórcio e
Rua Tenreiro Aranha, 2494, Sala 120, Galeria Eldorado – Centro
PORTO VELHO-RO CEP 76.801-114 – Fone (69) 3229-4471 – [email protected]
Paulo Timóteo
OAB/RO 2437

Douglas Aranha
OAB/RO 1779

efetuarem o pagamento da quantia de R$ 158.000,00 (Cento e cinquenta e oito mil reais), no


dia 12/04/2022, que seria um lance, e, que dessa forma a contemplação seria garantida, por
aporte financeiro, da parte dos requeridos, para a contemplação.

O valor entregue como pagamento do lance, é a economia de uma vida. A Autora havia
vendido a terra onde morava e recebido o valor do sinal de negócio, com expectativa de
ampliar a quantidade de terras e efetuar um plantio de qualidade.

Os vendedores, apresentaram os documentos para a Autora assinar e forneceu dos dados


bancários, para fins de pagamento da quantia do lance, inclusive tiraram foto, na sede da
empresa, confirmando o fechamento do negócio.

Após a Autora efetuar o pagamento, não houve nenhuma comprovação de oferta de lance,
contemplação, pagamento de parcelas e muito menos, dispositivos para acompanhamento
das assembleias, ou mesmo, a devolução do valor pago de lance.

O pagamento e a contratação se deram em abril, e, desde então a Autora e seu esposo não
tiveram mais sossego, passaram a insistir na devolução da quantia paga e o vendedores,
bloquearam a Autora e sempre procrastinando o atendimento e negando prestar as
informações devidas, como pode se observar nos áudios dos corretores, que podem ser
acessados nos links abaixo:

https://drive.google.com/file/d/1BMXNT2Y-XOtEchAROVoB28nWuI9N0V1c/view?
usp=sharing

https://drive.google.com/file/d/1OIGGyLDhrHcgMyRbwe656Iw2bHplOqXF/view?
usp=sharing

https://drive.google.com/file/d/16B44j5B4DoDPRYcYZD1Xa3i4axXHkPTF/view?usp=sharing

Após várias tentativas de se inteirar sobre o andamento do Consórcio e as datas das


assembleias, para acompanhamento do lance ofertado, a Autora desconfiou das
informações e procurou o endereço da empresa, em Porto Velho e já não mais encontrou,
tendo mudado de endereço.

As agruras da Autora se perpetuaram, com a busca sobre informações sobre a idoneidade da


empresa, e se deparou com várias pessoas na mesma situação, porém, a Autora
empreendeu nas cotas de consórcio, a economia de uma vida, comprometendo a
subsistência de sua família.

Cumpre destacar que o contrato de proposta do consórcio não prevê a entrada de


pagamento de consórcio, e que não foi fornecido extrato de pagamento do grupo de
consórcio, para comprovar a destinação do valor pago, entretanto os vendedores, agindo em

Rua Tenreiro Aranha, 2494, Sala 120, Galeria Eldorado – Centro


PORTO VELHO-RO CEP 76.801-114 – Fone (69) 3229-4471 – [email protected]
Paulo Timóteo
OAB/RO 2437

Douglas Aranha
OAB/RO 1779

nome das Requeridas fizeram promessa de contemplação, o que comprova o induzimento a


erro e ofensa ao dever de informação.

Diante do ocorrido não resta alternativa a Autora, a não ser propor a presente demanda.

2. Do Direito

Os documentos anexos comprovam a existência do contrato de consórcio, junto à Segunda


Requerida, cuja relação foi intermediada pela Primeira Ré, cuja, cartas de crédito somam um
montante de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais).

A prova dos autos indica a existência de vício de consentimento quando da assinatura do


contrato de consórcio, vez que o promovente tão somente aderiu ao contrato em debate em
razão da promessa de contemplação mediante o pagamento do valor de R$ 158.000,00
(Cento e cinquenta e oito mil reais).

A prova dos autos indica, portanto, a existência de vício de consentimento quando da


assinatura dos contratos de consórcio.

As requeridas não apresentam comprovante e extrato de pagamento e também não


devolvem o valor recebido indevidamente.

A ausência de fornecimento de recibo em nome da administradora do consórcio e do extrato


de pagamento do grupo, indica que as Requerida estão praticando uma espécie de
estelionato, pois, induziram a Autora a uma falsa concepção de algo com o intuito de obter
vantagem ilícita para si e para outro.

Com isso, configurou- se acertado o entendimento de que houve nulidade no contrato em


testilha.

Por tais razões, deve ser declarado rescindido o contrato entabulado entre as partes e o
Autor faz jus a restituição do valor pago indevidamente, valor este que deve ser corrigido,
nos termos estipulados pelo Julgador.

No tocante ao direito de indenização, de fato, o princípio da vinculação está disposto na


segunda parte do art. 30 do CDC, pois toda informação ou publicidade, suficientemente
precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e
serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se
utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Aliás, a oferta de produtos e serviços deve assegurar informações corretas, claras, precisas,
ostensivas e em l íngua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade,
composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados (ar t. 31 do
CDC) .
Rua Tenreiro Aranha, 2494, Sala 120, Galeria Eldorado – Centro
PORTO VELHO-RO CEP 76.801-114 – Fone (69) 3229-4471 – [email protected]
Paulo Timóteo
OAB/RO 2437

Douglas Aranha
OAB/RO 1779

Não bastasse, nos termos dos § § 1º e 2º do artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor


(CDC), é enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter
publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por
omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qual
idade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e
serviços; assim como a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar
sobre dado essencial do produto ou serviço.

Dessa forma, o fornecedor tem, evidentemente, responsabilidade não apenas pelo


cumprimento da proposta publicitária perante os seus consumidores, como também frente
aos danos causados por publicidades enganosas ou abusivas.

Em se tratando de contrato de consórcio, a promessa de contemplação rápida ou imediata é


apta a determinar a resolução do contrato por publicidade enganosa e erro na contratação,
sendo a aferição da indevida promessa de contemplação a par do conjunto probatório
produzido o determinante ao êxito da pretensão.

Nesse sentido:

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PRIVADO NÃO ESPECIFICADO.


CONSÓRCIO DE BEM IMÓVEL. PROMESSA DE CONTEMPLAÇÃO.
PROPAGANDA ENGANOSA. FRAUDE NÃO DEMONSTRADA.
DANO MORAL CONFIGURADO. DEVOLUÇÃO IMEDIATA DAS
PARCELAS.
POSSIBILIDADE. DOS DANOS MORAIS: No caso em concreto,
razoável reconhecer a angústia do autor, que foi enganado e
investiu em vão seus recursos em grupo de consórcio da
empresa ré, acreditando em uma promessa de fácil
contemplação que poster iormente se mostrou uma farsa
(GRIFEI ). QUANTUM INDENIZATÓRIO: Considerando as
circunstâncias do caso concreto, em especial o montante
despendido pelo autor quando das contratações fi rmadas com
a ré (cerca de quatro mil reais), o valor da indenização por
danos morais vai fixada em R$ 2. 000,00, devidamente cor
rigidos pelo IGP - M, a constar desta data, e acrescidos de juros
de mora de 1% ao mês, a contar da c i tação, sendo este o valor
necessário para repor a moral ofendida pelo requerida.
DEVOLUÇÃO IMEDIATA DE VALORES POSSIBILIDADE: Em que
pese a orientação do RESP nº 1. 119. 300, no sentido de que a
devolução dos valores deve ocorrer em até 30 dias a contar do
prazo previsto contratualmente para encerramento do grupo de
consórcio. No caso concreto, comprovado nos autos que o autor
fora vítima de propaganda enganosa por parte da ré que lhe
prometeu consórcio contemplado, não se trata de
Rua Tenreiro Aranha, 2494, Sala 120, Galeria Eldorado – Centro
PORTO VELHO-RO CEP 76.801-114 – Fone (69) 3229-4471 – [email protected]
Paulo Timóteo
OAB/RO 2437

Douglas Aranha
OAB/RO 1779

encerramento do negócio por vontade da parte contratante, e


sim de rescisão contratual, o que importa em devolução
imediata dos valores adimplidos pelo autor, sob pena de
configurar penalidade indevida ao consumidor. Precedentes
desta Cor te. SUCUMBÊNCIA: Invertida e de total
responsabilidade da parte ré.
APELO PROVIDO (Apelação Cível Nº 70065256745, Décima
Nona Câmara Cível, Tribunal de Just iça do RS, Relator: Eduardo
João Lima Costa, Julgado em 10/ 09/ 2015)

Diante de tal quadro, conclui - se que houve oferta inadimplida de transferência de cota de
consórcio contemplada, o que autoriza a resolução dos contratos firmados entre a Autora e
administradora do consorcio e conveniada correspondente da administradora de consórcio,
ensejando a restituição do valor pago pela autora, corrigido desde o desembolso e acrescido
de juros de mora desde a citação.

A indenização por dano moral encontra amparo no art. 5º, X, da Constituição Federal e arts.
186 e 927, combinados, do Código Civil Brasileiro.

Na hipótese dos autos, os dissabores experimentados pela Autora e sua família, superam
meros infortúnios galgando a condição de dano moral indenizável.

De fato, a falsa promessa da transferência de cota contemplada obstaculizou a aquisição dos


equipamentos agrícolas pretendidos pela Autora, sendo que, mesmo após as tratativas
realizadas entre as partes, as Requeridas se negaram a restitui o valo recebido, e sequer
continuaram a atender a Autora.

Configurado, pois, o abalo moral apto à indenização, pelo que requer seja declarado
rescindido os contratos de proposta de participação em grupo de consórcio firmado entre
aas partes em 11/04/2022, devendo as Requeridas serem condenadas de forma solidaria no
dever de devolver a quantia de R$ 158.000,00, de forma corrigida na forma da lei, e
indenizar a Autora em Danos morais, a ser determinado por Vossa Excelência.

3. Dos Pedidos

Diante do exposto, requer a Vossa Excelência:

1. A citação das Requeridas, para, querendo, contestar a presente ação, sob pena de revelia
e confissão;

2. Que seja a ação julgada TOTALMENTE PROCEDENTE para o fim de determinar a rescisão
dos contratos de proposta de participação em grupo de consórcio firmado entre aas partes
em 11/04/2022, devendo as Requeridas serem condenadas de forma solidaria no dever de

Rua Tenreiro Aranha, 2494, Sala 120, Galeria Eldorado – Centro


PORTO VELHO-RO CEP 76.801-114 – Fone (69) 3229-4471 – [email protected]
Paulo Timóteo
OAB/RO 2437

Douglas Aranha
OAB/RO 1779

devolver a quantia de R$ 158.000,00 (cento e cinquenta e oito mil reais), e no dever de


indenizar em dados morais, a ser fixado ao Justo Arbítrio de Vossa Excelência.

3. Que seja oportunizado o pagamento parcelado das custas, bem como a sua
complementação, após a realização da audiência de tentativa de conciliação;

4. Que sejam as Requeridas condenadas no dever de pagar as custas processuais e


honorários advocatícios ao advogado vencedor na forma determinada no artigo 85 e incisos
do CPC.

Protesta por todos os meios de prova em direito admitidos, em especial a juntada de novos
Documentos, oitiva dos corretores, cuja qualificação será apresentara em momento
processual oportuno.

Dá- se à causa o valor de R$ 158.000,00 (cento e cinquenta e oito mil reais).

Termos em que,
Pede deferimento.

Porto Velho-RO, 18 de agosto de 2022

PAULO TIMÓTEO BATISTA


OAB/ RO 2437

Rua Tenreiro Aranha, 2494, Sala 120, Galeria Eldorado – Centro


PORTO VELHO-RO CEP 76.801-114 – Fone (69) 3229-4471 – [email protected]

Você também pode gostar