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Capítulo 6

O documento descreve as fases e técnicas de salvamento aquático, incluindo a cadeia de sobrevivência do afogado, fases do salvamento, diferentes cenários de acordo com o estado da vítima, técnicas de entrada na água, aproximação, seleção de meios de salvamento, salvamento sem meios, início de SBV aquático, defesa do NS, extração da praia e piscina, sinalética e apitos.
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Capítulo 6

O documento descreve as fases e técnicas de salvamento aquático, incluindo a cadeia de sobrevivência do afogado, fases do salvamento, diferentes cenários de acordo com o estado da vítima, técnicas de entrada na água, aproximação, seleção de meios de salvamento, salvamento sem meios, início de SBV aquático, defesa do NS, extração da praia e piscina, sinalética e apitos.
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Módulo 6:

O Salvamento.
1) Fases do salvamento:

1.1) Cadeia de sobrevivencia do afogado: Segundo a comissão médica da I.L.S., a


importância desta cadeia de sobrevivência reside no fato de ser uma ferramenta de
educação. E todos os elos são de iguais importância

a) Prevenção: Conscientização aos banhistas para os perigos.

b) Reconheça o afogado: Avistar a vítima e ligar 112. Pedir ajuda, enquanto permanece no
local para ajudar

c) Fornecer flutuação: Evitando a submersão.

d) Retirar da água: Fazer o reboque.

e) Suporte Básico de Vida: Iniciar o RCP, se necessário.

1.2) Fases do salvamento:

a) Reconhecimento: Constatar a emergencia, Alertar SOS - 1°Ajuda, Despir/Vestir o


uniforme, confirmar o número de vítimas e avaliar as condições ambientais.

b) Planejamento: Escolher o meio de salvamento (Alcançar, lançar, caminhar, remar, nadar,


rebocar).

c) Ação: Entrar no mar para retirar o afogado, parar a uma distancia de 3 a 4 metros, no
caso de náufrago inconsciente pedir 2° ajuda e avançar imediatamente

2) Diferentes cenários de atuação - Estado do náufrago:

2.1)Pode estar consciente ou insconsciente:

Caso a vítima esteja Consciente:

Falar com seriedade, ceder o meio de salvamento, evitar submersão.

Caso a vítima esteja Inconsciente:

Pedir 2° Ajuda (elevar o braço agitando-o em circulos);A ajuda em terra deve ligar 112;

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Abordar e agarrar o quanto antes o náufrago;

Manter as vias aéreas do náufrago sempre fora d'água;

Observar se respira (Caso não, aplicar 10 insuflações);

Rebocar o náufrago para um local seguro e se preciso Iniciar o S.B.V..

3) Número de pessoas em dificuldade.

Em um salvamento, o NS deve observar ainda em terra o número de náufragos, numa


situação de múltiplos náufragos, existe a necessidade de fazer uma triagem:

1° Náufrago consciente, não nadador.

2° Náufrago consciente, nadador.

3° Náufrago insconsciente.

Essa triagem se faz extremamente importante e depende muito das particularidades da


ocorrência.

4)Técnicas de entrada na água:

a) Técnica em deslize: Sentar no bordo da piscina, deslizando o corpo, controlando a


descida. Essa técnica pode ser usada em águas rasas ou profundas.

b) Técnica de salto na passada "PATO": Fixar os olhos no banhista, partir da posição


vertical, inclinar-se para a frente com um joelho elevado e o outro pé jogado para trás e as
mãos estendidas viradas para a frente É uma técnica relativamente lenta e perigosa, não
deve ser feita com muitos banhistas na piscina

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c) Técnica em corrida e nado: Elevação de joelho.

5) Técnicas de aproximação: Nado crowl sempre olhando para o náufrago.

5.1)Seleção dos meios de salvamento:

Critérios: Disponibilidade, hidrodinamica, tamanho, durabilidade, manuseamento.

a)Boia circular:

Retenida de 36 metros, pode ser usada tanto no mar, rio, lago, piscina.. com ou sem
embarcações.

Aplicação: Permite o salvamento da vítima consciente (cansada ou em pânico)

Vantagem: Evita contato e o N.S. não precisa estar na água.

Ação: Assim que a bóia estiver ao alcance da vítima, a mesma deve ficar com ela em volta de
seu tronco, com as axilas sob as bordas. A recolha deve ser feita de forma lenta para a
segurança da vítima.

b)Boia Torpedo:

Aplicação: Salva um ou mais naufragos conscientes. Caso esteja inconsciente, consegue


salvar apenas um náufrago.

Vantagens: Evita contato, possibilidade apoio para V.A.,

Ação: Amarrar a boia nas axilas do náufrago e fazer o reboque convencional.

c) Cinto de salvamento (flutuador):

Aplicação: Permite o salvemento de múltiplos náufragos conscientes. Ou um naufrago

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insconsciente.

Vantagens: Evita o contato, possibilidade de apoio para a V.A.

Ação: Ao chegar perto da vítima, dar-lhe o Cinto de salvamento e quando a mesma agarrar,
clipar o equipamento atrás dela.

d)Vara de salvamento:

Aplicação: Permite o salvamento de um náufrago consciente ou insconsciente.

Vantagens: NS fica em terra. Evita o contato.

Ação: Posicionar a vara na frente do náufrago, assim que o mesmo estiver agarrado, puxar a
vara de forma lenta e segura.

e)Carretel:

Aplicação: Essa técnica exige a presença de 3 a 5 NS's; permite o salvamento de um


náufrago consciente ou inconsciente.

Vantagens: NS fica em terra.

Ação: O reboque é feito de forma convencional. No entanto há uma corda amarrada ao


equipamento do NS que entra no mar, quando o mesmo estiver clipado com a vítima, deve
dar sinal para o NS em terra (o mais experiente) e este deve iniciar a recolha do material,
tendo assim um trabalho em conjunto de ambos NS. Quando o náufrago estiver com apoio
fixo, deve ser retirado do material.

f) Pranchão de salvamento:

Aplicação: Permite o salvemento de um ou mais náufragos conscientes. Ou apenas um


náufrago inconsciente.

Vantagens: Percorrer distancias longas com mais velocidade, Maior superficie para quando
NS espera ajuda, Poderá ser utilizada com maca improvisado em alguns casos.

Ação: 1°)Náufrago consciente: O NS deve dar-lhe instruções para que o mesmo suba na
prancha, logo a seguir o NS deve apoiar o queixo sobre o cóccix do mesmo e iniciar as
remadas rumo à areia.

2°) Náufrago insconsciente: Ao se aproximar o náufrago, sair do pranchão e vira-lo 180°.


Colocar-se na posição de reboque convencional, logo após, apoiar uma das axilas do
náufrago sobre a borda do pranchao virado. Girar o pranchão novamento 180° com o
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intuito de coloca-lo na posição inicial. Caso o mesmo não esteja respirtando iniciar 10
insuflações. Logo a seguir, alinhar o náufrago, apoiar o queixo sobre o cóccix e iniciar
remadas rumo à areia.

6) Salvamento sem meios:

Essas técnicas são perigosas e devem ser realizadas somente em último caso. As vias
respiratórias do náufrago SEMPRE devem estar fora das águas.

a)Reboque convencional: Colocar o braço sobre as axilas do náufrago e segurar pelo queixo.
Não fazer esse reboque quando há suspeita de trauma na cervical.

b)Reboque pelos maxilares: Abordar o náufrago pelas costas e fixas os dedos na mandíbula
e a palma da mão sob a face do mesmo. E iniciar o reboque. Não fazer quando há suspeita
de trauma na cervical.

c)Reboque pelas axilas: Abordar pelas costas e agarras as duas axilas do náufrago, logo
após, iniciar o reboque

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d)Reboque com os braços em "V": Abordar o náufrago pelas costas, segurando-os pelo
braço extendidos e elevados, iniciar o reboque. Este reboque fornece apoio a cervical.

e)Reboque cruzado: Abordar o náufrago por trás, cruzar o braço por uma axila e apoiar o
pescoço do mesmo no ombro do N.S. Após isso, iniciar o reboque. Este reboque fornece
apoio a cervical.

7) Procedimentos para o início do S.B.V. aquático:

Entrar para salvamento, caso o náufrago não respire, aplicar 10 insuflações com a pocket e
iniciar o reboque.

8) Técnicas de defesa do N.S.

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Os principios da libertação eficaz são: Elemento surpresa, velocidade, aplicação de força,
submerção.

a)Estrangulamento de frente: O NS deve passar uma mão por baixo e a outra por cima dos
braços do náufrago, agarrar ambas as mãos e fazer um movimento de torção para sair do
estrangulamento.

b)Estrangulamento de costas: O NS deve segurar os polegares do náufrago e força-los para


trás, até se libertar.

c)Prisão alta das mãos. O NS deve empurrar o náufrago com os pés com força.

d)Gravata de frente: Quando o náufrago agarra o NS de frente. O NS deve afundar e ao

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mesmo tempo afastar o braço lateralmente.

e)Abraço de costas com prisão do braço: O NS deve deixar-se afundar rapidamente e ao


mesmo tempo erguer os braço lateralmente de forma a afastar o náufrago.

f)Prisão dos dois pés: O NS deve fazer uma rotação do tronco para um lado, em seguida
fazendo uma rapida rotação para o outro lado.

9) Técnicas de extração do náufrago da praia

a)Técnica de marcha com assistencia. (Naufrago consciente, mas cansado): O NS deve


agarrar o braço do náufrago passando-o por cima de seus ombros e caminhar para um local
seguro.

b)Técnica por arrasto: (Náufrago insconsciente ou consciente mas sem condições de andar)

Braços por baixo das axilas e arrastar para um local seguro.

c)"À bombeiro": (Náufrago insconsciente ou consciente mas sem condições de andar)

Mão direita vai entre as pernas do náufrago e agarra a mão esquerda da náufrago.

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Mão direita levanta as vias areas do náufrago.

d) Transporte a dois:(Náufrago insconsciente, consciente mas sem condições de andar ou


muito pesado)

o 1° NS deve colocar as duas mãos por baixa das axilas do náufrago e exercer pressão para
cima.

O 2° NS deve erguer as pernas de costas para o náufrago.

10) Técnicas de extração do náufrago em piscinas

Declive suave: O NS deve colocar a cervical na borda da piscina, um braços por trás das
axilas do náufrago e o outra na borda da piscina com o intuito de sair da agua. Logo após
sair, o NS

deve posicionar os dois braços nas axilas do náufrago e exercer um pressao para tira-lo da

água.

Declive acentuado: O NS deve sair da água sem largar as mãos o náufrago, logo a seguir
segurar os braços do mesmo de forma cruzada e exercer uma pressão para cima. após isso,
colocar os braços na axilas do náufrago e puxa-lo para um local seguro.

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11) Sinalética: Sinais gestuais básicos.

12) Sinais de apitos:

1 apito curto: chamar atenção de banhistas.

2 apitos curtos: chamar atenção de outro N.S.

3 apitos longos: iniciar procedimento de salvamento.

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