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Conflito e Emoção na Amizade Adolescente

A personagem principal teve uma briga com seu melhor amigo Nicolas. Ele a acusou falsamente de ter falado mal da mãe dele, mas ela negou. Eles gritaram um com o outro e trocaram ofensas. No clímax, ela jogou o colar e anel de amizade nele e disse que ele mudou e não era mais o mesmo. Ele saiu sem dar explicações, deixando-a sozinha e em prantos.
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Conflito e Emoção na Amizade Adolescente

A personagem principal teve uma briga com seu melhor amigo Nicolas. Ele a acusou falsamente de ter falado mal da mãe dele, mas ela negou. Eles gritaram um com o outro e trocaram ofensas. No clímax, ela jogou o colar e anel de amizade nele e disse que ele mudou e não era mais o mesmo. Ele saiu sem dar explicações, deixando-a sozinha e em prantos.
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Estava sentada no balcão da cozinha enquanto assistia o clipe de uma música que havia

achado interessante, eu deveria estar olhando as táticas para o futebol, porém a música me
pareceu mais intrigante.

Me encontrava sozinha novamente. O que não me incomodava em nada, mas existia algo
inquietante dentro de mim, como se alguma coisa fosse acontecer. Meus pais haviam ido na
casa do Gui, com o intuito de ajuda-lo, ao contrário dos gêmeos, eu não estava com a mínima
vontade de sair de casa no dia em questão.

Batuco as unhas no balcão da cozinha e balanço a cabeça no ritmo da melodia, dou um sorriso
com a performance do clipe, e logo após tomo um grande gole do meu suco de maracujá.

Quando Nick abre a porta com brusquidão, acabo por levar um susto, me engasgando com o
suco em minha boca. Ele não tem uma feição amigável no seu rosto. Acabo dizendo:

-Você quer me matar!? O que aconteceu?

-Eu não acredito que você foi capaz de fazer uma coisa dessas comigo! – ele exclama nervoso.

-O que eu fiz? – pergunto confusa.

-Não consigo imaginar, como você teve coragem de ir dizer aquelas coisas pra Fani sobre a
minha mãe? – seus olhos refletem fúria.

-Eu nem conversei com ela, sobre k que você está falando Nick?

- Deixa de ser sonsa, eu vi suas mensagens Sam! Eu vi, eu li tudo – ele bufa.

-Mas eu não falei com ninguém saco – digo me defendendo.

-PARA DE MENTIR – seu grito me assusta.

-Não grite comigo! Fale baixo que você não está na sua casa – com o rosto sério, me levanto
apontando o dedo em sua direção.

-Ótimo, como se você, se importasse com isso – revira os olhos.

-Nicolas, olha só, eu não sei do que você tá falando beleza? – continuo séria.

-Sam, por favor, não minta para mim – Nicolas pede com os olhos lacrimejando.

-Quantas vezes vou ter que repetir que não falei nada sobre a sua mãe! – começo a ficar
estressada com a situação.

-Samantha, você conversou com a Fani pelo whatsapp – a raiva no seu tom de voz.

-Eu? Você está lou – mal termino a frase e ele grita novamente.

-PARA DE AGIR COMO SE NÃO SOUBESSE DE NADA! – ele leva as mãos ao próprios cabelos, os
puxando entre os dedos, sem um pingo de paciência -VOCÊ FOI LÁ E DISSE UM MONTE DE
COISA SOBRE MINHA MÃE, QUE SÃO MENTIRAS – continua.

-EU JÁ DISSE PARA VOCÊ PARAR DE GRITAR COMIGO MERDA – berro de volta -EU NÃO FALEI
NADA!
-VOCÊ CHAMOU MINHA MÃE DE VAGABUNDA SAM! – continuamos aos gritos, e uma lágrima
rola por sua bochecha direita -Você sabe o quanto ela batalhou na vida, e quem é você pra
dizer que ela é uma vagabunda?

-EU JÁ DISSE QUE EU NÃO FALEI NADA! - gritei com raiva da sua acusação sem sentido -AGORA
SE VOCÊ QUER SER UM BABACA E ME ACUSAR DE UMA COISA QUE EU NÃO FIZ, O PROBLEMA
É SEU. VOCÊ É UM IDIOTA POR NÃO AACREDITAR NELA EM VEZ DE MIM.

-Para de implicar com tudo que ela faz e diz.

-PARA VOCÊ DE ACREDITAR NAS COISAS QUE ELA FALA SEU IMBECIL – minha voz já começa a
falhar -VOCÊ MUDOU COMPLETAMENTE DEPOIS QUE FEZ AMIZADE COM ELA.

-VOCÊ SÓ ESTÁ COM CIÚMES E FICA DIZENDO ESSAS COISAS!

-EU NÃO ESTOU COM CIÚMES. VOCÊ NÃO É NADA MEU, VOCÊ FAZ AMIZADE COM QUEM LHE
CONVÉM, MAS EU NÃO SOU OBRIGADA A GOSTAR DELAS! TODA VEZ É A MESMA COISA, ELA
DIZ ALGO A VOCÊ, E VOCÊ VEM TIRAR SATISFAÇÃO COMIGO SEM ANTES SABER DAS COISAS,
TODA VEZ NICOLAS! TODA VEZ! E eu não aguento mais isso – minha voz embarga -VOCÊ É UM
IDIOTA, UM BABACA. E não imagina o quanto toda essa situação me faz mal, se for pra
continuar desse jeito, é melhor pararmos por aqui – sem pensar duas vezes arranco o colar do
meu pescoço e jogo sobre o balcão.

Já estávamos chorando, ele me olhava de uma maneira que não sabia decifrar. Ele me chama:

-Sam...

-E fica com essa porcaria também – tirei o nosso anel da amizade e joguei nele -Eu juro que
tentei entender, mas eu não consigo. Você começou a me tratar diferente, falou coisas na sua
festa que me magoaram e depois veio como se nada tivesse ocorrido – com uma expressão
confusa ele olha pro meu rosto banhado em lágrimas.

-O que eu disse na minha festa?

-Depois a sonsa sou eu né... Não importa. Eu pensava que você era o meu melhor amigo – digo
aflita -mas você foi lá, arrumou uma nova amiga que te colocou contra mim, começamos a
brigar por nada, você começou a me tratar mal, a me deixar de lado, começou a me magoar
sem perceber, mudou e não é mais o meu melhor amigo, não te reconheço – continuei
chorando -por que você fez isso?

E o silêncio pairou no ar. Eu olhava para ele chorando, e ele me olhava de um jeito confuso e
choroso.

Eu estava tentando me manter de pé, eu sentia que se eu vacilasse, eu iria cair ali mesmo na
frente dele.

-POR QUE NICOLAS? EU TÔ PERGUNTANDO O POR QUÊ! – grito -me dá um motivo, me diz por
que você fez isso – havia súplica na minha voz.

Ele permaneceu parado me olhando sem falar nada ou piscar.

-DIZ ALGUMA COISA! VOCÊ VEIO ATÉ A MINHA CASA PARA ME ACUSAR DE UMA COISA QUE
EU SEQUER FIZ – falei batendo no peito -VOCÊ PREFERIU ACREDITAR EM UMA PESSOA
QUALQUER DO QUE EM MIM QUE CRESCEU COM VOCÊ! LOGO VOCÊ QUE ME CONHECE
MELHOR QUE NINGUÉM, LO... - gritei apontando para ele, porém ele grita me interrompendo.

-Só FIZ ISSO PORQUE EU... – grita alto, mas trava -porque eu...eu... QUE DROGA – ele se vira e
dá um soco na parede que acaba me assustando.

-VOCÊ TA FICANDO MALUCO!? – questiono assustada

-Me desculpa, eu não posso contar isso para você. Mas não se preocupe, eu vou embora – ele
se vira e sai, indo embora.

Me deixando completamente sozinha ali. Quando me dou conta do que acabou de acontecer,
caio no chão ajoelhada e começo a chorar de forma descontrolada. Sinto como se estivesse em
um lugar fechado e sem saída, procuro forças para respirar e não consigo, começo a tossir e
coloco a mão no peito massageando o local. Tento ficar o mais calma possível, mas parece que
tudo só piora.

Depois de tanto tentar, eu finalmente consigo alcançar o celular ao lado do Notebook que
estava no balcão. Com a vista embaçada por conta das lágrimas, ligo para minha mãe que
depois de três toques atende, tento falar alguma coisa mas só sai choro e soluço. Solto um
“mãe” bem baixo e ela começa a pergunta se eu estou bem, mas não consigo responder, só
chorar.

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