Faculdade de Ciências Agrárias
Licenciatura em Agronomia
Projecto do Fim do Curso
Avaliação da eficácia de M3-estações de isca para mosca da fruta, no controlo de moscas da
fruta na manga, numa abordagem de maneio integrado
Autor
Inocêncio Juvêncio Lopes
Supervisores
Prof. Doutor. Domingos Raquene Cugala
Doutora Laura da Graça José Canhanga
Maputo, Junho de 2022
Avaliação da eficácia de M3-estações de isca para mosca da fruta, no controlo de moscas da fruta na
manga, numa abordagem de maneio integrado
Inocêncio Juvêncio Lopes
Avaliação da eficácia de M3-estações de isca para mosca da fruta, no controlo de moscas da
fruta na manga, numa abordagem de maneio integrado
Trabalho do Fim do Curso submetido a
Universidade Nachigwea, Faculdade de
Ciências Agrárias, como requisito para
obtenção do grau de licenciatura em
Agronomia.
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Maputo, Junho de 2022
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Índice
1 Introdução...........................................................................................................................................5
1.1 Contextualização.........................................................................................................................5
1.2 Justificativa..................................................................................................................................5
1.3 Problema de estudo.....................................................................................................................6
1.3.1 Perguntas de partida............................................................................................................7
1.4 Objectivos....................................................................................................................................7
1.4.1 Geral:...................................................................................................................................7
1.4.2 Específicos:..........................................................................................................................7
1.5 Hipóteses.....................................................................................................................................7
2 REVISÃO DA LITERATURA....................................................................................................................8
2.1 Produção e Comercialização da Manga em Moçambique...........................................................8
2.2 Moscas da fruta...........................................................................................................................8
2.2.1 Moscas da Fruta como Ameaça a Fruticultura.....................................................................8
2.2.2 Biologia de Moscas da Fruta..............................................................................................11
2.2.3 Morfologia.........................................................................................................................12
2.3 M3-estações de isca para mosca da fruta..................................................................................14
2.3.1 Descrição do produto.........................................................................................................14
2.3.2 Modo de acção..................................................................................................................14
2.3.3 Praga alvo..........................................................................................................................15
2.3.4 Ingredientes activos...........................................................................................................15
3 MATERIs e METODOs........................................................................................................................15
3.1 Descrição da área de estudo......................................................................................................15
3.2 Montagem do M3......................................................................................................................16
3.3 Monitoria da mosca da fruta.....................................................................................................17
3.4 Condução do experimento/ Procedimentos de amostragem....................................................19
3.4.1 Amostragem dos frutos.....................................................................................................19
3.4.2 Determinação da densidade de mosca da fruta................................................................20
3.4.3 Determinação do nível de dano e índice de infestação da mosca da fruta........................21
3.5 Avaliação da Taxa Custo/Beneficio dos Tratamentos................................................................21
3.6 Análise de Dados.......................................................................................................................22
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4 Referencia Bibliografica.....................................................................................................................23
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1 INTRODUÇÃO
1.1 Contextualização
As moscas da fruta constituem uma das pragas mais destrutivas de frutas e vegetais em todo
mundo, incluindo Moçambique. São nativos de África os géneros Dacus Fabricius (Dacina),
Ceratitis McLeay, Capparimyia Bezzi e Trirhithrum Bezzi (Ceratitidina) (De Meyer et al.,2014)
cujos danos causados nas frutas e vegetais ocorriam a níveis aceitáveis pelo produtor até a
introdução de uma espécie invasiva de origem asiática do género Bactrocera macquart, a
Bactrocera dorsalis. Está praga invadiu mais de 40 países africanos, incluindo Moçambique e
representa uma ameaça contínua ao mercado de exportação de frutas. Foi relatado que a
Bactrocera dorsalis ataca mais de 150 espécies cultivadas e selvagens, embora a manga,
mangifera indica L. Seja claramente o hospedeiro preferido (Mwtawala et al., 2006 a 2009;
Rwomushana et al., 2008; Goergern et al 2011).
Na manga e outras fruteiras, foi relatado que os dados directos devido ao ataque por moscas da
fruta de diferentes espécies variam de 30 a 92.5% (Canhanga et al.2020). Várias estratégias têm
sido recomendadas para o maneio desta praga e uma delas, cuja vantagem é permitir o maneio de
várias espécies de moscas da fruta é a M3- estação de isca para a mosca da fruta. A base de
proteína hidrolisada e extractos de plantas (0.5g) e alfa-cipermetrina (0.01g), estás estações
foram utilizadas na África do sul para o maneio de moscas da fruta do género Cerratitis, tendo
mostrado redução na densidade de moscas na terceira semana após a aplicação e na colheita não
foi reportado nenhum dano em citrinos (Ware et al., 2003). Os danos causados pelas moscas da
fruta em Moçambique são elevados e a inclusão de mais está componente para o maneio desta
praga seria uma mais-valia para os produtores moçambicanos. No entanto, sendo um produto que
foi testado nas condições climatéricas da África do Sul, há necessidade de testar a sua eficácia
nas condições de Moçambique.
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1.2 Justificativa
As moscas da fruta são consideradas como sendo o principal desafio na produção da Manga pois
afectam directamente o rendimento dos produtores por conta dos danos provocados por esta
praga que reduzem sobre maneira a qualidade comercial do fruto.
O uso da M3 pode ser uma possível solução na redução dos níveis de infestação e na redução da
população de moscas da fruta em particular o género ceratitis e a espécie Bactrocera dorsals.
Tratando-se de um novo produto, surge a presente proposta para fornecer informações relevantes
para recomendar o uso deste produto nos programas de maneio de moscas da frota a nível local.
1.3 Problema de estudo
As moscas-das-frutas são designadas como um grupo de pragas da fruticultura mundial,
causando danos directos, tornando os frutos impróprios para o consumo in natura (Alves et al.,
2019). Os danos das moscas-das-frutas são causados directamente nos frutos pela fêmea adulta
(perfuração do fruto por ocasião da oviposição) e pelas larvas (consumo da polpa provocando um
apodrecimento interno). Nos frutos de manga, a infestação por larvas não é notada, pois os
mesmos permanecem com a aparência externa normal. Entretanto, ao apalpar o fruto, notam-se
pontos de amolecimento da polpa e até extravasamento de suco pelo orifício de saída das larvas.
As larvas da maioria das espécies de moscas-das-frutas são fitófagas e atacam um amplo grupo
de plantas hospedeiras, especialmente frutas e flores (Yazid et al., 2020). Indirectamente, o furo
feito durante a ovoposição facilita a contaminação por microrganismos, apodrecendo assim a
polpa dos frutos (Galli et al., 2019; Louzeiro et al., 2021).
As espécies Bactrocera dorsalis e Ceratitis cosyra, são as principais moscas da fruta que
infestam a manga, sendo a Bactrocera dorsalis a mais importante devido aos níveis de dano e ao
seu estatuto de praga introduzida em África (Vayssièrs et al., 2014). A Ceratitis cosyra é uma
espécie nativa e em algum momento foi considerada como a principal praga da manga em
África. Com a invasão da Bactrocera dorsalis em África e Moçambique em particular, e pelo
fenómeno de substituição competitiva esta passou à segunda maior praga (Ekesi et al., 2011;
Mwatawala et al., 2006; Canhanga, 2012). Infestações por estas espécies podem originar perdas
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de cerca de 30% a 80% de produção de fruta, dependendo da variedade, local e época do ano
(Ekesi et al., 2011).
Cugala et al. (2010) refere que Bactrocera dorsalis Hendel (Diptera: Tephritidae) é uma das
pragas mais destrutivas de fruteiras e vegetais a nível mundial e de importância económica e de
quarentena. Isto porque, normalmente, os adultos de Bactrocera dorsalis encontram-se em
densidades bastante elevadas e, se não forem tomadas medidas de controlo adequadas e
atempadas, nos campos de culturas, os prejuízos resultantes da sua acção serão enormes.
Em Moçambique, desde a detecção da mosca da fruta oriental Bactrocera dorsalis, em 2007,
altos níveis de perdas tem sido reportado pelos produtores de manga, e o seu maneio tem-se
mostrado um desafio difícil. Entretanto, o uso da M3 pode ser uma possível solução.
1.3.1 Perguntas de partida
O uso de M3 contribuí para a redução dos danos provocados pelas moscas da fruta?
O uso de M3 contribuí para a redução da densidade populacional e dos índices de
infestação da Bactrocera Dorsalis e outras espécies de mosca em Mangas?
Qual é a taxa custo/beneficio dos tratamentos?
1.4 Objectivos
1.4.1 Geral:
Avaliar a eficácia de estações de isca M3 no controle de moscas da fruta com enfâse a
Bactrocera dorsalis em manga na província de Maputo
1.4.2 Específicos:
Determinar a densidade de Bactrocera dorsalis e outras espécies de mosca da fruta no
pomar tratado e não tratado com M3;
Determinar o dano e o índice de infestação por moscas da fruta;
Determinar o custo: benefício do uso do M3.
1.5 Hipóteses
A utilização do M3 reduz a densidade populacional das moscas da fruta em mangas;
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A utilização do M3 reduz o dano e o índice de infestação por mosca da fruta em mangas;
A utilização do M3 apresenta uma taxa custo/benefício viável para o maneio da mosca da
fruta.
2 REVISÃO DA LITERATURA
Nesta parte do trabalho serão apresentados os elementos teóricos e conceptuais que permitirão
analisar o objecto de estudo. Portanto, serão apresentados aspectos como: definição de conceitos
básicos relacionados ao tema.
2.1 Produção e Comercialização da Manga em Moçambique
A fruta constitui uma das principais fontes de rendimento para a maioria dos agregados
familiares que vive no meio rural em Moçambique, tendo-se estimado em 2002 que 73% do
rendimento dos agregados familiares rurais provinha da venda de produção agrícola, sendo a
fruta uma das principais culturas (Mather et al., 2009).
A manga é uma importante fruta em África, como fonte de nutrientes para a população rural, e
redução da pobreza pela geração de renda através da venda em mercados locais e internacionais
(Vayssières, et al., 2008). Em Moçambique, a manga é a segunda fruta mais produzida depois da
banana, sendo a maior parte da produção feita pelo sector familiar, com o objectivo principal de
consumo directo e venda doméstica. A produção pelo sector comercial tem como prioridade a
exportação, embora neste momento apenas poucos produtores apresentem requisitos e
certificações para exportação. As principais explorações comerciais de manga encontram-se nas
províncias de Manica e Maputo (DPA Manica, 2011).
2.2 Moscas da fruta
2.2.1 Moscas da Fruta como Ameaça a Fruticultura
Moscas da fruta, são insectos da ordem Díptera, família Tephritidae e superfamília Tephritoidea,
que tem como principal caracteristica a exigência ou dependência de uma fruta para se alimentar
e completar o seu cliclo de vida (De Meyer, 2013).
A família Tephritidae é composta por um grupo bastante vasto de géneros e espécies, que
causam danos económicos em diferentes tipos de frutas e hortícolas, em diversas partes do
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mundo, onde se estima cerca de 4,500 espécies, 500 géneros, dos quais 95% são fitófagos e 200
espécies de importância economica. Esta família inclui insectos saprófagos, mineiros de folhas,
consumidores de flores, consumidores de galhas, agentes de controlo biológico e consumidores
de frutas ou moscas da fruta, os quais correspondem a cerca de 40% da família (De Meyer,
2013).
Existem aproximadamente 70 espécies de importância económica a nível mundial que se
enquadram em 5 géneros nomeadamente: Anastrepha Schiner, Bactrocera Macquart, Ceratitis
MacLeay, Dacus Fabricius e Rhagoletis Loew (Garcia e Ricalde, 2012; Cugala e Mangana,
2010b), sendo a maioria polífaga, principalmente as tropicais, e uma pequena proporção
oligófaga, principalmente as temperadas (De Meyer, 2013). Os géneros Bactrocera, Ceratitis e
Dacus são tropicais de origem asiática e africana, enquanto os géneros Anastrepha e Rhagoletis
são temperadas de origem americana e europeia (De Meyer, 2013).
O género Ceratitis, é reconhecido por atacar uma diversidade de espécies de frutas tanto nos
locais de origem como em áreas de invasão. De entre as espécies mais importantes destacam-se a
C. cosyra Walker, Ceratitis capitata Wiedemann, Ceratitis quinária Bezzi, Ceratitis silvestrii
Bezzi, Ceratitis fasciventris Bezzi, Ceratitis anonae Graham, e Ceratitis rosa Karsch (White e
Elson-Harris 1992). Até 2003, o género Ceratitis constituía o maior causador de danos em frutas
especialmente mangas em África (Mwatawala., et al 2006; Ekesi et al., 2009).
O género Bactrocera, é composto mundialmente por 500 espécies, maioritariamente de origem
asiática, embora reconhecidas 11 espécies de origem africana (De Meyer, 2013). É altamente
polífago, sendo as principais espécies a B. dorsalis, Bactrocera (Zeagodacus) cucurbitae,
Bactrocera zonata, Bactrocera papaya, Bactrocera oleae (indígena), entre outras. Das espécies
exóticas, a B. dorsalis foi a primeira a invadir o continente africano em 2003, onde a primeira
ocorrência foi reportada em Quénia (Mwatawala et al., 2006) e neste momento já foi reportada
em vários países africanos, incluindo Moçambique (Drew et al., 2005; Cugala e Mangana,
2010b).
A B. dorsalis foi inicialmente descrita como Bactrocera invadens Drew Tsuruta & White,
pertencente ao complexo dorsalis, conforme definido por Drew e Hancock (1994). Após uma
revisão da taxonomia do insecto, chegou-se a conclusão de que tratava-se exactamente da
espécie B. dorsalis. A ocorrência da B. dorsalis em África aumentou os consideráveis danos
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causados por moscas da fruta, devido a sua elevada taxa de reprodução (Salum et al., 2013),
largo espectro de hospedeiros e a alta mobilidade (De Meyer et al., 2007).
O género Dacus é de origem africana, com um intervalo restrito de hospedeiros, na sua maioria
cucurbitáceas, e um número restrito de espécies de importância económica, devido
principalmente à importância de cucurbitáceas na economia africana. Das espécies de
importância economica destacam-se o Dacus bivitatus, Dacus ciliatus, Dacus puntactifrons e
Dacus demmerezi (De Meyer, 2013).
Moscas da fruta causam danos directos e indirectos. Danos directos são aqueles que ocorrem
directamente no fruto, derivados da oviposição e desenvolvimento da larva no seu interior do
fruto. (Cugala e Mangana, 2010b). Durante a oviposição são também introduzidas bactérias a
partir da flora intestinal da fêmea responsável pela podridão do fruto. Com o desenvolvimento
das larvas, criam-se furos e galerias que facilitam a ocorrência de patógenos que aumentam a
decomposição, levando a queda prematura dos frutos, para além da perca de qualidade estética e
nutricional e consequente limitação de possibilidades de comercialização (FIGURA 1)
(Vayssières et al., 2015).
FIGU
RA 1. Podridão na manga devido a ocorrência de mosca da fruta. Fonte: Cugala (2012).
Os danos indirectos são os que resultam da restrição de quarentena que são impostas pelos países
importadores e também as implicações no mercado interno pela restrição do movimento de
produtos hospedeiros (Cugala e Mangana, 2010b). Estudos mostraram perdas na ordem de 40%
na exportação de manga em África em 2005, provocadas por moscas da fruta.
Para além dos custos directos pela não comercialização, moscas da fruta apresentam um custo de
controlo extremamente elevado. Por exemplo, Dowell e Wange (1986), afirmaram que o
estabelecimento de moscas da fruta poderia causar perdas de colheita na indústria de frutas
californiana de 910 milhões de dólares norte americanos anualmente, e um programa de
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erradicação custaria 290 milhões de dólares norte americanos. Perdas anuais em alguns países do
médio oriente como Israel, territórios palestinos e Jordânia, ligadas a infestações de moscas de
fruta são estimadas em 192 milhões de dólares norte americanos (De Meyer et al., 2010).
Em Moçambique, após a detecção da B. dorsalis houve interdição da exportação de fruta para
África do sul, para além da restrição da movimentação da fruta para a zona sul do país, a qual
resultou em perdas na ordem de 14 milhões de dólares norte americanos no sector da fruticultura
(Tostão et al., 2012). Apenas no sub-sector de manga, em 2009 e 2010 registaram-se perdas na
ordem de 450 mil dólares norte americanos pela não exportação ao mercado sul-africano
(Fruticentro, 2012). Devido a introdução da B. dorsalis em Moçambique, muitos projectos novos
e já estabelecidos ficaram inviabilizados (Bota, 2012).
2.2.2 Biologia de Moscas da Fruta
2.2.2.1 Ciclo de Vida
Os insectos da ordem Díptera assim como qualquer outro insecto holometabólico apresentam
quatro fases de desenvolvimento nomeadamente: ovo, larva, pupa e adulto. Quando os adultos
atingem a maturidade fértil, que se verifica aos 10 dias após a emergência ocorre o acasalamento.
Desta fase, segue-se a oviposição que consiste na colocação de ovos no fruto a partir dos
oviscaptos da fêmea (Ekesi & Bilah, 2007).
Os ovos com formato de banana são depositados no fruto a uma profundidade de 2 a 5 mm, em
grupos de 3 a 8 ovos por oviposição que evoluem com o aumento de frutas hospedeiras e atinge
1000 ovos por fêmea durante o seu estado adulto, dependendo da espécie, dos quais eclodem
larvas brancas 3 a 12 dias depois da oviposição (Ekesi & Bilah, 2007).
As larvas são ápodas, de forma cilíndrica e alongadas, com extremidade anterior afunilada e
ventralmente curvada. Desenvolvem-se dentro do fruto alimentando-se da polpa onde perfuram
galerias e criam apodrecimento na área, e quando atingem 7 a 8 mm de comprimento, saem do
fruto e pupam no solo. A pupa pode ter cor castanho-clara a castanho-escuro, e mede de 4 a 12
mm de comprimento. A duração deste estágio pode ser de 10 a 20 dias (Ekesi & Bilah, 2007).
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Terminado o estágio de pupa, um adulto alado emerge, e se torna sexualmente activo 4 a 10 dias
depois. Os adultos são de vida livre e alimentam-se de substâncias açucaradas (néctar) (Ekesi &
Bilah, 2007). O esquema do ciclo de vida da B. dorsalis está apresentado a baixo
FIGURA 2. Ciclo de vida da mosca da fruta. Adaptado por Cugala e Mangana (2010b).
2.2.3 Morfologia
2.2.3.1 Bactrocera dorsalis
O género Bactrocera é composto por mais de 30 espécies e actualmente a espécie B. dorsalis é
considerada como sendo a de maior importancia económica e social em África (CABI, 2014).
Dentro deste género, existem muitas semelhanças, mas a B. dorsalis apresenta características que
lhe diferenciam das outras a destacar segundo Ekesi e Billah (2007):
A cabeça apresenta um ponto em cada lado na ranhura da antena, acima das peças bucais
e possui duas cerdas orbitais frontais e seta.
O tórax apresenta coloração castanha ou preta variando de tonalidade de castanho-escuro
para totalmente preto.
O escutelo apresenta listras amarelas com excepção de uma estreita faixa preta na base e
o lóbulo pós-pronotal amarelo. Possuem tergitos médios lateralmente com coloração
preta e centralmente vermelho-castanho.
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Os fémures são todos amarelos e as tíbias pretas, as posteriores podem ser vistas com
tonalidade mais escura.
O abdómen é um dos órgãos que marca uma destinta diferença, com uma grande mancha
preta que unindo os tergitos 3-5 tem marca em forma de T. As asas são transparentes
manchadas com duas bandas pretas uma superior que a outra
Figura 3. Adulto de Bactrocera dorsalis. Fonte: Cugala (2012)
2.2.3.2 Ceratiti cosyra
A C. cosyra apresenta o corpo e as asas de cor amarela, parte lateral e posterior do tórax
proeminente rodeada com manchas pretas, dorso amarelado, excepto por duas pequenas manchas
pretas na parte central e duas grandes manchas pretas próximas ao escutelo, escutelo com três
listras largas pretas, separados por faixas amarelas estreitas (FIGURA 4) (CABI, 2015).
As principais características que diferenciam a C. cosyra das restantes moscas da fruta são:
A presença de um escudo predominantemente amarelo com bandas amarelas;
Escutelo com três marcas escuras apicais grandes e separados;
Asa com banda costal e distal separada, com a banda costal começando depois da veia
R1;
Presença de uma seta no anepisterno.
Machos sem cerdas orbitais apicais ou franjas no segundo par de pata.
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Figura 4. Adulto de Ceratiti cosyra. Fonte: CABI 2015
2.3 M3-estações de isca para mosca da fruta
2.3.1 Descrição do produto
M3-estação de isca para mosca da fruta é um dispositivo pronto para usar na redução da
densidade de moscas da fruta de diferentes espécies em pomares de fruta. Não deixa químico
nem resíduos visíveis na fruta e extremamente compatível com maneio integrado de pragas
(MIP).
2.3.2 Modo de acção
Segundo o fabricante, M3 são iscas que consistem em misturas de proteína hidrolisada e
extractos de plantas de proteína e insecticida alfa-cipermetrina. É formulação seca e os
ingredientes activos estão impregnados em uma esponja colocada em um dispositivo a ser
pendurado nas árvores a uma altura de 1.5 a 2 metros do solo, para matar moscas da fruta. As
moscas adultas masculinas e femininas são atraídas pelas iscas (que tem odor alimentar) e
morrem após o contacto com insecticida. A isca atrai mais as fêmeas do que os machos.
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2.3.3 Praga alvo
Machos e fêmeas de moscas da fruta, dos géneros Ceratitis e Bacrocera dorsalis (Hedel)
2.3.4 Ingredientes activos
Proteína hidrolisada e extractos de planta …………….……….. 0,5g/estação de isca
Alfa-cipermetrina ……..………………………………………. 0,01g/estação de isca
3 MATERIS E METODOS
3.1 Descrição da área de estudo
O experimento foi realizado na Estação Agraria de Umbeluze, situado na província de Maputo,
distrito de Boane.
O distrito de Boane esta localizado a sudeste da província de Maputo, sendo limitado a norte
pelo distrito de Moamba, a sul e este pelo distrito de Namaacha e a oeste pela cidade da Matola.
O clima da região é sub-humido com deficiência de chuva na estação fria, caracterizado por
alternância entre as condições secas induzidas pela alta pressão subcontinental e as incursões de
ventos húmidos do oceano. Vagas de frio podem trazer tempestades violentas e chuvas
torrenciais de curta duração. A temperatura média anual é de 23,7 oC verificando-se que os meses
mais frios são os de Junho e Julho, os mais quentes são Janeiro e Fevereiro. A Humidade relativa
média anual é de 80,5% e a pluviosidade media anual é de 752mm variando entre os valores
médios 563,6mm no período húmido e 43,6mm no período seco. O período húmido estende-se
de Novembro a Março e o período seco de Abril a Outubro. Os cursos de água pertencem às
bacias hidrográficas dos rios Umbeluze, Tembe e Matola. O vale do Umbeluze possui solos com
bom potencial agrícola e pecuário que são explorados por um vasto tecido de agricultura privada
e familiar, pois esta área é coberta pela rede de rios e beneficia de regadios e baixas húmidas. A
região é considerada apta para a produção de hortícolas e fruteiras com maior destaque para
Manga, Banana e Citrinos. (MAE, 2005)
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A B
Figura 5. Localização de Boane (A); Mapa do distrito de Boane (B). Fonte (MAE, 2005)
A Estação Agraria de Umbeluze dispõe de uma área de aproximadamente 6 hectares para a
produção de Manga comercial. A área esta dividida em dois pomares de aproximadamente 3
hectares cada e estão separados pela EN2. O estudo foi realizado em uma área total de 2 hectares
(1 hectare de cada pomar).
A escolha deste local para o estudo deveu-se ao facto de apresentar pomares organizados de
mangueiras, boa densidade de plantas e ser uma zona de fácil acesso.
3.2 Montagem do M3
Seguindo instruções do rótulo, no pomar a tratar foram montadas 394 estações de M3, em cada
parcela foram montadas 98 estações distribuídas uniformemente de 3 a 4 estações por árvore. As
estações de isca foram penduradas livremente para máxima exposição e atracção a 2 metros do
chão do pomar. As estações de M3 são penduradas nas árvores através de guinchos
Simultaneamente foram colocadas armadilhas do tipo Chempac a base de torula no pomar
tratado e não tratado para registo da densidade populacional de moscas da fruta. As amostras de
fruta foram colhidas quinzenalmente e incubadas em laboratório para estimar os índices de
infestação. Nos pomares não tratados nenhuma estação de M3 foi pendurada.
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3.3 Monitoria da mosca da fruta
A monitoria populacional de moscas da fruta permite compreender a flutuação da população em
uma determinada área e a detecção de espécies que podem ser invasivas (IAEA, 2003). Segundo
Pereira (2012), os objectivos principais da monitoria de moscas da fruta podem ser os seguintes:
Pesquisa científica de identificação e distribuição de espécies;
Certificação de uma região ou país quanto à ausência de uma determinada espécie-praga
em área livre;
Programa de erradicação e maneio integrado de pragas.
Segundo Pereira (2012), a monitoria de moscas da fruta também pode ser feita através da recolha
de frutos, na planta e no solo. O número e tamanho da amostra é variável, de acordo com a
disponibilidade de frutos no campo. A monitoria de adultos de moscas da fruta é feita com
recurso a armadilhas, podendo se destacar as seguintes: Lynfield trap, Jackson trap, Steiner trap,
Sensus trap, McPhail trap, Tephri trap, Chempac Bucket trap e Multilure trap (Ekesi e Bilah,
2007). A escolha das armadilhas dependerá da eficiência de captura do atractivo escolhido e o
custo económico para o produtor (Dos Santos, 2012).
No estudo, para a monitoria da mosca da fruta, a armadilha usada foi do tipo Chempac (Figura
6). Foram instaladas no total 32 armadilhas. Em cada pomar (tratado com M3 e não tratado)
foram instaladas 16 armadilhas distribuídas em 4 armadilhas por parcela.
O atractivo alimentar utilizado no estudo foi a torula yeast, uma proteína hidrolisada formulada
para captura de moscas de fruta (Amburete, 2014). Uma das características de eleição deste
atractivo alimentar é o seu potencial para capturar machos e fêmeas de uma diversidade de
espécies de mosca da fruta incluindo as espécies alvo do estudo (Bactrocera dorsalis ) e o seu
raio curto de acção, o que evita a interferência entre parcelas vizinhas (Leblanc et al., 2010).
O atractivo alimentar foi diluído numa proporção de 5:1, onde 5 comprimidos de torula yeast
foram dissolvidos em 1L de água. Em cada armadilha foram colocadas 250 ml de solução, pelo
que foram usados 8 litros de solução por cada semana de monitoria (semana de remoção da
solução), o que corresponde a 40 comprimidos de Torula yeast por monitoria, em todo o estudo
foram usados 120 comprimidos em 24L. A remoção da solução foi feita cada 30 dias.
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Semanalmente foram colectados os adultos capturados e conservados em frascos antes da
identificação (Figura 6). Nos frascos foi adicionado álcool a 80% para permitir que a
conservação das características morfológicas e fenoipicas que facilitam a sua posterior
identificação. Durante a colecta dos adultos, usou-se um crivo e uma tigela para filtrar a solução.
3.4 Condução do experimento/ Procedimentos de amostragem
Os pomares foram subdivididos em 4 parcelas, cada parcela com a dimensão de 2500 m 2 com
uma distância de 15 m de uma parcela para outra. Cada pomar era constituído por 234 árvores
com um espaçamento de 10m x 10m. Cada parcela apresentava 36 árvores organizadas em 6
linhas e 6 colunas. Nas bordas, foi deixada uma linha de árvores.
3.4.1 Amostragem dos frutos
Em cada parcela, foram colectadas pelo menos 10 frutos caídos no chão (Figura 7), e incubados
no Laboratório de entomologia da Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal da
Universidade Eduardo Mondlane na cidade de Maputo. A recolha de frutos foi realizada em uma
campanha agrícola (2021/22) durante todo o ciclo da manga.
No Laboratório, os frutos foram pesados numa balança de precisão e colocados em tigelas
plásticas, organizadas e etiquetadas de acordo com parcelas em que os frutos foram colectados
(Figura 7). Cada tigela contendo areia no fundo para permitir que as larvas pupem e foram
mantidos nas tigelas por cerca de 15 a 30 dias (Ekesi e Billah, 2007). Durante a incubação, os
frutos foram colocados na tigela de acordo com o seu tamanho (1-6/tigela) (Figura 7).
Ao fim de 15 dias, houve a colheita de pupas na tigela contendo os frutos e areia, com recurso ao
crivo. O processo foi repetido de dois em dois dias até aos 30 dias. Findo este período, todos os
frutos foram abertos para a remoção de larvas e/ou pupas existentes no seu interior e as larvas
foram colocadas em tijelas contendo areia. A infestação foi considerada por cada unidade de
observação, ou seja, cada fruto aberto foi considerado infestado se aparecer pelo menos 1 larva
ou pupa no seu interior.
As pupas colhidas foram colocadas em frascos plásticos, com papel de filtro humedecido até
emergirem os adultos (Ekesi e Bilah, 2007) por parcela. Os adultos emergidos foram alimentados
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com dieta artificial composta por água por um período de 7 dias para permitir desenvolvimento
de características fenotípicas de adultos para posterior identificação das espécies de moscas de
fruta. Após esse período, os adultos foram colocados em álcool a 80%, contados e identificados
com recurso a lupa e manuais de identificação.
3.4.2 Determinação da densidade de mosca da fruta
A densidade populacional de adultos por espécie foi estabelecida com base no índice MAD
(número médio de moscas por armadilha por dia), que foi estimado como sendo a razão entre o
número de moscas de uma determinada espécie pelo produto entre o número de dias de
exposição das armadilhas e o total das armadilhas.
M
MAD=
A∗D
Onde:
M - Número de moscas capturadas;
D - Número de dias de exposição das armadilhas;
A - Número total de armadilhas montadas.
3.4.3 Determinação do nível de dano e índice de infestação da mosca da fruta
A infestação da fruta pode ser dada pela incidência, que representa a percentagem de frutos
infestados ou danificados e pelo índice de infestação que representa a quantidade de larvas,
pupas ou adultos de moscas da fruta por unidade de fruto ou pelo peso do fruto avaliado (Pereira,
2012).
Nº Total de Pupas
If =
Nº de Frutos
3.5 Avaliação da Taxa Custo/Beneficio dos Tratamentos
A análise do Custo/Beneficio foi feita com base no cálculo da margem bruta de cada tratamento.
Inicialmente calculou-se o custo da produção e a posterior o valor da produção, para a
determinação da margem bruta.
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a) Custo de Produção (a)
O custo de produção foi calculado a partir do somatório entre os custos variáveis (insumos) e os
custos fixos (mão-de-obra permanente).
Para a obtenção dos custos variáveis foi feita a multiplicação do preço de cada factor de
produção pela quantidade do factor usada durante o ensaio (German, 1998 e Come, 2007).
𝑎 = 𝑃𝑥𝑖∗𝑋𝑖 + 𝐶𝐹
Onde:
a: Custo de produção (MT/ha)
Pxi: Preço dos factores de produção (MT/ha)
CF: Custo fixo (MT/ha)
Xi: Quantidade dos factores de produção (MT/ha)
b) Valor da Produção (b)
O valor da produção foi obtido pela multiplicação do preço (Mt) de venda do milho no mercado
pelo rendimento (kg) obtido em cada tratamento, através da fórmula abaixo descrita por German
(1998) e Come (2007).
𝑏 = 𝑃𝑦𝑖𝑥∗ 𝑌𝑖
Onde:
b: é o valor de produção (Ton/ha)
Pyix: é o preço do milho (MT/kg)
Yi : é a quantidade de milho obtida, nas parcelas experimentais
c) Margem bruta (Mb)
A margem bruta é definida como sendo a diferença entre os valores de produção provenientes da
venda dos produtos (Vp), pelo custo de produção (Cp). Essa fórmula foi descrita por
(German,1998 e Come, 2007).
𝑀𝑏= 𝑏 – 𝑎
d) Proporção Benefício/ Custo (B/C)
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A proporção B/C para cada tratamento foi obtida através da razão entre o valor da margem bruta
(Mb) e o custo de produção (a) (German,1998 e Come, 2007). 𝐵/𝐶 = 𝑀𝑏𝑎
3.6 Análise de Dados
Para a análise, os dados foram primariamente inseridos e processados no pacote Excel 2010,
onde foram determinados os índices MAD, por parcela, por data de monitoria, semana, mês,
campanha (Vayssières et al., 2006). Com recurso ao mesmo pacote foram feitos gráficos e
estatísticas descritivas para as variáveis tratamento, MAD.
Para a análise do MAD por parcela, foi utilizado o delineamento de blocos completamente
casualizados (DBCC), recomendado para estudos em que se verifica uma fonte de variação entre
as unidades experimentais. As 4 parcelas do pomar tratado e não tratado constituíram as
repetições e o pomar com M3 e sem M3 constituíram os tratamentos. Os dados foram
primariamente transformados com base na função log(x+1) para a regularização dos
pressupostos de normalidade e homegeneidade das variâncias. Seguidamente, foram comparados
com recurso ao teste t Student, usando o pacote estatístico STATA 13.
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