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Terapia Analítica para Ansiedade Social

1) O documento discute a viabilidade da terapia de aceitação e compromisso para dependentes de drogas, comparando-a com a terapia cognitivo-comportamental de treinamento de habilidades sociais. 2) A psicoterapia analítica funcional é comparada com o treinamento de habilidades sociais no tratamento do transtorno de ansiedade social, tendo a primeira apresentado maiores ganhos. 3) As cinco regras propostas por Kohlenberg e Tsai para a condução da psicoterapia analítica funcional visam

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Terapia Analítica para Ansiedade Social

1) O documento discute a viabilidade da terapia de aceitação e compromisso para dependentes de drogas, comparando-a com a terapia cognitivo-comportamental de treinamento de habilidades sociais. 2) A psicoterapia analítica funcional é comparada com o treinamento de habilidades sociais no tratamento do transtorno de ansiedade social, tendo a primeira apresentado maiores ganhos. 3) As cinco regras propostas por Kohlenberg e Tsai para a condução da psicoterapia analítica funcional visam

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7-

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No dia a dia, estamos frequentemente diante de situaçÕes de interação so-


cial e/ou desempenho social, tais como conversa com um grupo de pessoas,
lidar com críticas, agradecer elogios, expressar sentimento positivo, pedir fa-
vores e mudanças de conduta, expressar sentimentos de carinho, entre outras.
Apesar de serem situaçoes frequentes no cotidiano, o comportamento em tais
situações pode gerar ansiedade e medo e ser evitado pelas pessoas.
O transtorno de ansiedade social (TAS) é caracterizado por ansiedade ou
medo relevantes e frequentes diante de situações sociais (e.g., inicíar e manter
conyersação, conhecer pessoas novas), de seu desempenho (e.g., apresentação
para público) ou de situações que envolvam a observação de seus comporta-
mentos (e.g., beber ou comer). Diante dessas situações, a pessoa tem receio de
comportar-se de maneira inapropriada e/ou demonstrar ansiedade e ser ava-
liada negativamente. Logo, essas situações são evitadas ou enfrentada causan-
do medo e/ou ansiedade desproporcionais à ameaça real da situação social e ao
contexto sociocultural. O medo, ansiedade ou evitação devem ocorrer por no
mínimo seis meses, e afetar significativamente diversos contextos da vida do
indivíduo e não ser explicado por outros transtornos mentais, nem aos efeitos
de substâncias ou de condições médicas (DSM-S-TR, American Psychiatric
Association, 2022).
Como grande parte das atividades diárias envolve situaçÕes sociais e/ou de
desempenho, o medo e a ansiedade se tornam frequentes e geram prejuízos em
diversas áreas da vida do indiúduo com TAS. A psicoterapia é um contexto in-
terpessoal preparado para ajudar o cliente a manejar as circunstâncias ambien-
tais que impactam seus sentimentos de maneira que o aproxime do bem-estar
e da qualidade de vida. Para tanto, a redução de comportamento de fuga e de
tfl'!

esqlliva e o aumento de repertórios de interaçãcl social saudável serío necess/r- (Rcgra I ), elc cvocar Cl{B nas sessÕes (I{egra 2), reforçar os CltB2
[Link] rl scssrio
rios como objetivos do processo de psicoterapêutico._ rurturrrlntcrrtc (lLegra 3) e observerr os efeitos potencialmente reforçaclores de
Quando se fala em TAS, frequentemente, os terapeutas já associam a inter- scu coulp()rtirmento em relação aos CRB do cliente (Regra 4), além de fornecer
venção com treinamento de habilidades sociais - THS (e.g., Rocha et al., 20t2) . intcrpr:etações cle variáveis que afetam o comportamento do cliente (Regra 5)'
Tal intervenção se baseia no ensaio comportamental - ensinar comportamen- lissas regras poclem ser entendidas como sugestões de como o terapeuta pode
tos por meio de treinamentos - e em técnicas de relaxamento que têm como se comportar na sessão e não com sentido de rigidez. É como se Kohlenberg
e

objetivo a redução de tensão muscular e da ansiedade (Caballo, 2003). 'llsai falassen1: tente fazer assim, pode dar certo e não: faça desta formal
contudo, Magri e coelho (2019) realizaram um estudo com o objetivo de Ao descrever as cinco regras, também são apresentadas algumas palavras
comparar os efeitos das intervençÕes da psicoterapia analítica funcional (FAp) rlenominadas "termos mediadores": consciência, coragem e amor (Tsai et al''
e THS em classes de comportamentos relacionados ao TAS. para isso, foi utili- 201 1). Nesse contexto, entende-se por consciência: o terapeuta estar atento
aos
zado um delineamento AB1cB2 (linha de base múltipla entre comportamen- cRB que ocorrem na sessão para que se possa reagir de modo terapêutico
(di-
tos), sendo A - a fase de linha de base, Bl e 82 - as fases em uma crasse de retamãnte relacionado com as Regras 1 e 4). A consciência, na FAR só é possí-
comportamentos passaram por intervenções da FAp e outra que foi submetida vel quando o terapeuta está com uma conceitualizaçáo do caso bem definida.
à intervenção da THS, e c - a fase em que se alternaram as intervençoes entre O que geralmente o cliente descreve nas sessÕes são os comportamentos que
essas classes de comportamentos. os resultados da pesquisa apontaram para ocorrem fora da sessão (sendo O1 - exemplos de topograÍias de comportamen-
um aumento na frequência de ocorrência das classes de comportamento sob tos problemas que ocorrem fora da sessão e 02 - exemplos de topografias de
intervenção ao longo das sessões, com maiores frequências nas sessÕes de FAp .omportamentás relacionados à melhora que ocorrem fora da sessão). É tarefa
comparadas às sessões de THS. o participante relatou maior nível de ansieda- do terapeuta analisar as falas do cliente e identificar os CRB do caso em especí-
de nas sessÕes de THS comparado às sessões de FAp. contudo, em relação às fico para ficar atento à ocorrência de cRB e observar seus efeitos.
aplicaçÕes dos instrumentos [Inventário de Fobia social - spIN (connor et Considerando o caso de Fernando, de 47 anos, divorciado, vendedor, com
al., 2000) e o Inventário de Habilidades sociais - IHS (Del prette & Del prette, diagnóstico de ansiedacle social há 4 anos e que fazt'a uso de ansiolítico' Nas
2001)], não foi possível observar diferença entre as aplicações realizadas antes priÀeiras sessÕes, ele relatava que "apenas que sob o efeito do medicamento
da linha de base e ao final das intervenções. contudo, visando favorecer mais àru .r-u pessoa 'normal', mas que não queria continuar tomando o remédio
evidências das respectivas eficácias e prover à área a possibilidade de fornecer por muito tempol Fernando apresentava dificuldade de se relacionar com
tratamentos mais eficazes, os autores sugerem a realizaçáo de novos estudos, p"rrou, próximas (e.g., pai, ex-mulher com quem tem um filho de 14 anos)'
principalmente que avaliem a generalização. àificuldade em estabelecer relacionamentos amorosos e diÍiculdades no traba-
A FAP, desenvolvida por Kohlenberg e Tsai, pode ser descrita como uma tho (e.g., fazer cobranças dos clientes, apresentar os proclutos, persuadir para a
terapia comportamental que utiliza da relação terapeuta-cliente durante a ses- compia). Diante dos relatos de Fernando, foi identificado que as dificuldades
são de psicoterapia como oportunidade para reforçar naturalmente e reduzir a apresentadas como O1 tinham como função fuga/esquiva das situações de in-
frequência de comportamentos-problema (cRB1) e aumentar a frequência de teração social e situações de desempenho (principalmente no ambiente de tra-
comportamentos que sinalizam melhora (cRB2) durante as sessÕes de psico- balho). Logo, como cRBl, foram identificados comportalnentos como: falar
terapia (Kohlenberg & Tsai, l99t12006). excessivamente, não responder o que foi perguntado, verborreia'
Na FAB como o mecanismo de mudança clínica é o responder contingente A coragem, na FAP, está relacionada com o terapeuta Íicar vulnerável e as-
do terapeuta aos comportamentos clinicamente relevantes (cRB), o foco está sumir riscos e demonstrar seus próprios limites de intimidacle, irmpliando ser-rs
na relação terapêutica. o terapeuta está atento aos comportamentos do cliente limites e arriscando além cle sua zona de conforto para criilr ltttta rclação te-
que ocorrem dentro da sessão e que têm a mesma função dos comportamentos rapêutica evocativa (diretamente relacionado com a Regra 2). Sendo assitn, o
do cliente que ocorrem fora da sessão. terapeuta FAP precisa estar disposto a emitir comportamentos como: autenti-
A relação terapêutica e fundamentada com base em regras que norteiam o cidade, autorrevelação, perseverança, entre outros'
responder do terapeuta durante a sessão. Essas regras estão justapostas de forma Durante as sessÕes, Fernando falava excessivamente e não respondia às
didática da seguinte forma: o terapeuta ficar atento às ocorrências de cRB du- perguntas feitas pela terapeuta. Apesar de a terapeuta identificar tais compor-
|,lI

5rJ

tatrrenttls como CRBI, ela não tinha coragen de expressar cl sentinrent6


de e1- Írrçir supcrvisrio dos casos clírlicos colllo psicoterapia para iclentificar e modifi-
Íàdo ser-rtido diante desses comportamentos. No momento e,r que clrr trt is ctttttirtlr[tttrtelttos.
a terapeuta
estava diante de um cRB1, encontrava-se em uma situação
de conÍlito: evocar wccl<s et al. (2011), com o objetivo de refinar a descrição da FAP e a possi-
ou não cRB. A escolha por evocar cRB poderia ter consequências reforçado- biliclacle cla validação empírica de seu mecanismo de mudança clínica, desen-
ras relacionadas com o cliente e o processo terapêutico (e.g.,
efeitos da aplica- volveram a interação lógica da FAP, na qual descreve os comportamentos do
ção da regra sobre a melhora do cliente). contudo, também estaya relacionado terapeuta e os efeitos no cliente nas cinco regras da FAP. De acordo com Weeks
com consequências punitivas relacionadas com eventos privados da própria et al. (2011), que, inicialmente, o terapeuta estabelece paralelo
"fora para den-
terapeuta (e.g., medo de ser julgada). com medo de ficar [Link]ável
diante do tro", ou seja, identifica comportamento que ocorre fora da sessão e que pode
cliente, a terapeuta nào expressava seus sentimentos para Fernando. acontecer dentro da sessão. O cliente confirma esse paralelo. Em seguida, o
|á o amor, na FAP, pode ser entendido como a disposição do terapeuta para terapeuta evoca CRB. No primeiro momento, é mais provável que o cliente
fornecer feedback conÍingente positivo e soridário aás comportamentos
clini- emiia CRB1. Diante do CRB1, o terapeuta vai enfraquecê-lo. Até que o cliente
camente relevantes do cliente em sessão. são exemplos do comportamento
do emita cRB2. E, então, o terapeuta reforça cRB2, e o cliente engaja-se em mais
terapeuta quando ele: valida os sentimentos do cliente, fornece
feedback em- CRB2. O terapeuta verifica o efeito sobre o cliente que, por sua vez, engaja em
pático e acurado, releva sentimentos ou vivéncias similares aos que
o cliente mais CRB2. funtos, terapeuta e cliente, estabelecem paralelo 'dentro para ford'
compartilha, expressa respostas emocionais genuínas e vulneráveis. e concordam sobre a lição de casa.
o terapeuta FAP compreende a si mesmo como uma pessoa sujeito a con- Com o detalhamento das regras foi possível identiÍicar os comportamentos
tingências semelhantes a de seu clientes, pois considera que dificuldades
na do terapeuta que podem ser efetivos no processo terapêutico. Diante de um
vida social são inerentes ao ser humano e impacta a todos. Nesse sentido,
a re_ CRB2, o terapeuta deve reforçá-lo naturalmente. Não se especifica a resposta
lação terapeuta-cliente é estabelecida de maneira horizontal,
considerando que contingente do terapeuta uma vez que os CRB podem assumir topografias di-
o terapeuta está aberto às mudanças e novas vivência interpessoais.
Isso possi_ ferentes. Então é complexa a tarefa de descrever o comportamento do terapeu-
bilita que o profissional estabeleça uma conexão genuína e reforçadora
com seu ta, mas sabe-se que o CRB deve ser reforçado naturalmente. Contudo, quando
cliente, próximo do que podemos denominar de intimidade (vandenberghe o cliente apresenta um CRB1, o terapeuta deve enfraquecê-lo. Para isso, pode
& Pereira, 2005). Trata-se, contudo, de uma relação sensível às contingências tanto bloquear (e.g.: reapresentar pergunta em pausa, reapresentar pergunta
e menos controlado por prescrições preestabelecidas em
manuais técnicos de interrompendo, oferecer/eedbackdo efeito no terapeuta, solicitar descrição do
terapia. Diferente de outras relações terapêuticas em que o terapeuta comportamento em curso) como utilizar o reforço diferencial'
se escon-
de atrás de técnicas, análises e teoria, o terapeuta na FAp (além
das análises e um exemplo de bloqueio de cRBl é o caso de sandra, 30 anos, casada e
do conhecimento teórico) ele também se abre para o cliente. A relação
é vista diagnosticada com ansiedade social desde os 17 anos e que vivenciava luto dos
como uma via de mão dupla. o cliente compartilha sobre sua história pais.
de vida,
seus sentimentos, e o terapeuta, após avaliar pertinente para processo
o tera- Sandra iniciou a sessão relatando estar com sono. Começou a falar o que
pêutico, também faz revelações para o cliente. poderia ser a causa do sono e logo concluiu que havia acordado mais cedo que
Sendo assim, o terapeuta influencia o cliente por meio do impacto
que o o de costume (CRB1 - evitação de contato com eventos aversivos). A terapeuta
cliente tem sobre ele. ou seja, é uma relação da qual tanto cliente
àmo o tera- ignorou o CRBl deixando que a Sandra discorresse sobre sua noite e logo con-
peuta são transformados. como o foco está na relação, também
torna impor- cluísse o motivo de estar cansada. Em seguida, a terapeuta Perguntou à Sanclra
tante estar atento aos comportamentos do terapeuta que podem como estava se sentindo sobre o luto (terapeuta evoca CRB). Sandra começou a
atrapalhar a
interação com o clie,te (T1) e dos comportamentos do terapeuta que
podem falar da saudade dos pais, que ela "tinha que colocar para forí'tuclo o que sen-
facilitar a interação com o cliente (T2). tia. Relatou que deve ser forte no começo, mas que sua vonttrde era de um dia
Nas sessões com Fernando, os comportamentos privados da terapeuta (e.g., chorar e Sentir toda a tristeza. Nesse momento, terapellta percebe que os olhos
medo do julgamento) são Ts1 que estayam atrapalhando a interaião
com o de sandra se enchem de lágrimas (cliente se engaja em cRB2). Ao mesmo
cliente e principal,rente o desenvolvimento da ràaçao po, .[Link]ência
o tempo, Sandra olha para a terapeuta, solta um riso e fala'tu sou estranha" por-
próprio processo terapêutico. Muitas "
vezes, é necessário que o terapeuta tanto que tenho vontade de ouvir músicas muito tristes, ver aquele tipo de filme que
!q
làz toclo tt'tuudo chorar. A partir clesse [Link], Sirnclra se engaja na clescriçircr li [Link] irlcntilicar lirrrção clo cotlportamento e não focar apenas nil
I
com
de mirsicas e Írlmes e analisa o perfil psicológico dos personagens (Cliente se t«r1,rograliir, Ltlllit vcz clue l1eln sempre o cliente emitirá o comportamento
engaja no comportamento de fuga- CRBI). As análises feitas por Sandra são . ,-,"[Link] [Link] Jentro da sessão' Em sessão, não há contexto para decla-
interessantes e inclusive coerentes. Mas a terapeuta identifica o comportamen- [Link] sentimentos amorosos. contudo, quando identificada
a função, é possível
to de fuga. Nesse momento, a terapeuta interrompeu a fala de Sandra iclentiÍicar comportamentos com topografias diferentes, mas com a mesma
e falou
que sentia que eia estava fugindo de algo. Sandra fica vermelha, começa a roer função que ocorrem na relação terapêutica'
as unhas (aparentemente muito desconfortável) e fala: "sabonetei!"1. Dessa forma, na FAP o treino da habilidade acontece no
aqui agora, é trei-
e é esperado
Considerando que algumas das características da ansiedade social são o nado o comportamento que está acontecendo naquele momento
Diferentemente do que
medo acentuado e persistente em situaçÕes sociais e de desempenho, pode-se clue ocorra à generalizaçáo puru os demais contextos.
que acon-
hipotetizar que mesmo em ambiente terapêutico em que o terapeuta procura zrcontece no THS, em que o treino, em sessão, é do comportamento
ser uma audiência não punitiva, quando o cliente tiver em situação de exposi- tece na vida do cliente.
ção, a ansiedade tenderá a ser alta e há maior probabilidade do cliente se enga-
jar em comportamentos para evitar ou fugir de tais situações. O cliente além de
ter maior probabilidade de se esquivar das sessões de psicoterapia, tende a se RETERÊNCIAS
esquivar de se engajar em situações de interação social fora do contexto clínico. Manual of Mental l)isorders -
1. American Psychiatric Association (2022). Diagnostic and statistical
Intervenções para caso de TAS podem ser importantes em sessões que se- [Link]'Arlington:Arr'rericanPsychiatriCAssoCiation.
jam menos ansiogênicas para que se diminua a probabilidade dos clientes fugi- sociais' são Paulo: Santos'
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rem/se esquivarem do processo terapêutico. [Link],K.M.,Davidson,|.R.,Churchill,L'E''shenvoocl'A'Foa'E"&Weisler'RH(2000)'
psyclronretric properties ofsocial phobia inventory (sPIN). New self-ratir-rg scale' British lournal
of
No THS há o treino direto e sistemático do comportamento-problema do
PsychiatrY, 17 6, 37 9-386.
cliente. Por exemplo, Fernando apresentava dificulclade em declarar sentimen- 4. De1 prette, Z. A. P., & Del Prette, A. (2001). lnventário de
habilidades sociais: manual tle aplicaçao'
tos amorosos, com THS, seria treinado em sessão (por meio de ensaio compor- apuração e interPretaÇãa. Sáo Paulo: Casa do Psicólogo'

tamental) o comportamento de expressar seus sentimentos para a mulher com 5. Kohlerrberg,R.].,&Itai,M. (2006),Psicoterapiaanalí[Link]çáoorganizadap<rrR.R.
em 1991)'
quem ele estaya saindo. Frequentemente, os clientes retornam na sessão se- Kerbauy. Santo André: ESETec. (Trabalho original publicaclo
[Link],M.R.,&Coelho,C.(20i9).Comparaçãodosefeitosdotreinamentodehabilitladessociais
guinte ao treino relatando que não se comportaram como treinado em sessào. terapia analítica funcional nas habilida<les sociais de um paciente
corn fobia social' RevlsÍa
e dl
No exemplo anterior, a descrição está na topografia do comportamento. Brasíleira de Terapia ComPortamental e Cognitiva' 21(l)' 24-42'

Contudo, no caso do Fernando, pôde identificar que a função do comporta- [Link],I.F.,[Link],e.T,,sverdu,A.C'M.A.(2012).ousodotreinodehabilidadessociais


mento de evitar declarar sentimentos amorosos era de evitar exposição e medo [Link],3(l)'38'56.
[Link],M.,Kohlenberg,R.J.,&Waltz,I'(2011).Técnicaterapêrrtica:[Link],R.]'
da rejeição. Sendo assim, a terapeuta identificou quando o cliente se compor- M. Callagharr, (orgs), Um guia para
Kohlenberg, |. W, Kanter, B. Kohlenberg, W C. Follette, & G.
tava para evitar exposição e medo da rejeição na própria relação terapêutica. (pp.89-138)' Tradução
psicoterapi; analíticafuncional: consciência, coragem, amor ebehaviorismo
Assim, os CRBl de Fernando eram falar excessivamente (com a função de evi- [Link],&[Link]ão,SantoAndré:ESETec.(Traballrooriginalpubli.
tar entrar em contato com outros assuntos que demandam maior exposição), cado em 2009).
[Link],L.,&Pereira,M'8.(2005).opapeldaintimidadenarelaçãoterapêutica:trrr'rare-
não responder o que foi perguntado (quando o terapeuta questionava sobre os Teoria Pratica, T(l)' 127-136'
visão teórica a 1uz da análise clhica do comportamento. Psicología:
e

assuntos que demandam maior exposição, cliente se esquiva não responden-


do o que the foi perguntado) - que tinham como função evitar a exposição e
quando Fernando respondia buscando a aprovação da terapeuta para evitar a
rejeição.

t Gíria utilizada para descrever o comportamento de fuga.

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