Curso 128474 Aula 00 2e00 Completo
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Aula 00
Sumário
Introdução .............................................................................................................................................. 4
1. Considerações iniciais ......................................................................................................................... 8
1.1. Deveres impostos aos agentes públicos ...................................................................................................... 9
1.1.1. Dever de eficiência .............................................................................................................................................. 9
1.1.2. Dever de prestar contas ...................................................................................................................................... 9
1.1.3. Dever de probidade .......................................................................................................................................... 10
1.2. Omissão específica e omissão genérica .................................................................................................... 11
1.3. Abuso de poder ......................................................................................................................................... 13
1.3.1. Excesso de poder .............................................................................................................................................. 14
1.3.2. Desvio de poder ou finalidade .......................................................................................................................... 15
2. Poder vinculado ................................................................................................................................ 17
3. Poder discricionário .......................................................................................................................... 20
4. Poder hierárquico ............................................................................................................................. 26
4.1. Prerrogativas decorrentes da hierarquia .................................................................................................. 27
4.1.1. Poder de ordenar .............................................................................................................................................. 27
4.1.2. Poder de fiscalização ........................................................................................................................................ 28
4.1.3. Poder de delegar e avocar competências ......................................................................................................... 28
4.1.4. Poder de dirimir controvérsias de competência ............................................................................................... 29
4.2. Edição de atos normativos ........................................................................................................................ 31
5. Poder disciplinar ............................................................................................................................... 32
5.1. Poder disciplinar como consequência do poder hierárquico..................................................................... 35
5.2. Natureza discricionária do poder de polícia .............................................................................................. 35
5.3. Poder disciplinar e poder punitivo do Estado ............................................................................................ 38
6. Poder regulamentar ou normativo .................................................................................................... 39
7. Poder de polícia ................................................................................................................................ 48
7.1. Polícia Administrativa, judiciária e de manutenção da ordem pública .................................................... 49
7.2. Conceito ..................................................................................................................................................... 51
7.2.1. Poder de polícia em sentido amplo e sentido estrito........................................................................................ 51
7.3. Características e limites ............................................................................................................................ 52
7.3.1. Poder de polícia preventivo e repressivo .......................................................................................................... 53
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INTRODUÇÃO
Olá!
Se você não suporta mais errar questões nas provas de Direito Administrativo, disciplina que
foi a grande vilã nos concursos públicos realizados em 2018 e 2019, eis a 16ª edição do curso
GABARITANDO AS PROVAS DE DIREITO ADMINISTRATIVO – 2020.1, que, a partir de agora, está
muito mais completo e de casa nova: Estratégia Concursos!
O nosso foco é prepará-lo (a) para enfrentar as questões de concurso elaboradas pelas
principais bancas examinadoras do país, a exemplo da FGV, CESPE, FCC e VUNESP. Essas bancas
examinadoras que escolhemos são as responsáveis pelos principais concursos públicos federais,
além de estarem à frente de vários concursos regionais também.
Nas questões elaboradas pelo CESPE, por exemplo, enfatiza-se a doutrina e jurisprudência, o
que exige do candidato maior profundidade nos estudos. A FCC e a VUNESP geralmente utilizam o
texto literal da legislação vigente para elaborar suas questões, o que exige leitura mais atenta de
todo o programa do edital. Por sua vez, FGV têm o hábito de cobrar o entendimento da doutrina
majoritária, formulando questões pautadas em casos práticos, o que exige maior raciocínio
interpretativo daqueles que desejam gabaritar suas provas.
Sempre insisto com meus alunos que “quem sabe o mais, também sabe o menos”. Em outras
palavras, pode-se concluir que ao se preparar para resolver as questões elaboradas pela FGV, CESPE,
VUNESP e FCC, certamente você terá condições de responder questões propostas por quaisquer
outras bancas examinadoras, a exemplo da CESGRANRIO, FUNRIO, FUNDEP, FUMARC, AOCP,
CONSULPLAN, IBFC, CETRO, FUNDATEC etc.
Não espere a publicação do edital para começar a estudar. Enquanto você lê este texto, seus
concorrentes já estão se preparando para conquistar a tão sonhada vaga na Receita Federal do
Brasil, Polícia Rodoviária Federal, Agências Reguladoras, Tribunais Regionais Federais, Tribunais
Regionais do Trabalho, Tribunais Regionais Eleitorais, concursos estaduais, municipais, entre
outros.
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Trata-se de um curso totalmente diferenciado, sem precedentes no mercado. Digo isso porque as aulas serão
desenvolvidas com base nas questões aplicadas em concursos anteriores e com fundamento nos tópicos que
possuem maior probabilidade de cobrança nas próximas provas. Ademais, além da doutrina focada na forma
de abordagem da ESAF, FGV, CESPE, VUNESP e FCC, também serão apresentados os entendimentos do
Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal em relação aos tópicos mais controversos.
MUITO IMPORTANTE!
Se você prefere estudar por videoaulas e utilizar o PDF como fonte de consulta ou de
anotações, não se preocupe! O curso também será disponibilizado por meio de videoaulas.
Entretanto, sou obrigado a confessar que minha realização profissional está intimamente
atrelada à docência/a. A convivência virtual ou presencial com os alunos de todo o país e a
possibilidade de abreviar o caminho daqueles que desejam ingressar no serviço público é o que me
inspira no cotidiano.
Por isso, a partir deste momento vou assumir um compromisso com você: provarei que o
Direito Administrativo é uma disciplina fácil de se estudar, desde que com a estratégia correta!
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Para que você possa programar seus estudos, apresento abaixo o cronograma de divulgação
das aulas, que abrangerá o conteúdo presente nos principais concursos públicos do país.
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Caso você ainda tenha alguma dúvida sobre a organização ou funcionamento do curso,
fique à vontade para esclarecê-las por meio das minhas redes sociais ou do fórum do
aluno:
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“É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a
derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito,
porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota”.
Theodore Roosevelt
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1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A expressão “poderes” pode ser utilizada em vários sentidos diferentes no Direito, sendo mais
comum a sua utilização para designar as funções estatais básicas, ou seja, o Poder Executivo, o Poder
Legislativo e o Poder Judiciário.
O Professor José dos Santos Carvalho Filho conceitua os poderes administrativos como “o
conjunto de prerrogativas de Direito Público que a ordem jurídica confere aos agentes
administrativos para o fim de permitir que o Estado alcance seus fins”.
(QUADRIX – CRO AC – ASSISTENTE ADM – 2019) Para que o Estado alcance seus fins, é
necessário que os agentes públicos possuam um conjunto de prerrogativas de direito público
conferidas pela ordem jurídica, o que pode ser caracterizado como poder administrativo.
Enunciado considerado correto!
Os poderes assegurados aos agentes públicos não podem ser considerados “privilégios”, mas,
sim, deveres. Não devem ser encarados como mera faculdade, mas, sim, como uma “obrigação
legal” de atuação sempre que o interesse coletivo exigir.
O interesse público é indisponível e, caso seja necessário que o administrador se valha de tais
poderes para cumprir a sua função, deverá exercê-los, haja vista que os poderes administrativos
constituem verdadeiros poderes-deveres e não uma mera faculdade.
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As condutas praticadas pelos agentes públicos devem sempre se pautar na honestidade, boa-
fé e probidade administrativa. Assim, não se permite que as funções públicas sejam exercidas com
o único propósito de satisfazer interesses particulares, sob pena de afronta ao art. 37, § 4º, da
Constituição Federal de 1988, que assim dispõe:
“Art. 37, § 4º. Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos
políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário,
na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível”.
Gabarito: “c”.
A questão suscitou grande questionamento por parte dos candidatos, principalmente aqueles
que erraram a resposta. Todavia, a banca manteve o gabarito preliminar sob o fundamento de que
a questão estava se referindo à expressão “dever” e não a “princípio”.
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Professor, o que acontece quando o agente público, mesmo sendo obrigado legalmente a agir, não
exerce os poderes que lhe foram outorgados por lei?
Bem, nesse caso, o agente público estaria praticando uma ilegalidade, pois, se a lei lhe impõe uma
conduta comissiva (um fazer), a omissão fatalmente caracterizará uma afronta à lei.
Segundo alguns autores, a omissão de agentes públicos também pode caracterizar o abuso
de poder. Entretanto, é necessário distinguir a omissão genérica da omissão específica do agente
público.
Na omissão genérica, a inércia do agente público não caracteriza uma afronta direta à lei
(ilegalidade), pois a omissão está relacionada ao momento mais oportuno para a implementação
das políticas públicas, que não possuem prazo determinado (decidir sobre o melhor momento de
construir uma usina hidrelétrica, por exemplo). Incide nesse caso, conforme destaca José dos Santos
Carvalho Filho, a denominada reserva do possível, utilizada para indicar que, por vários motivos,
nem todas as metas governamentais podem ser alcançadas, principalmente pela costumeira
escassez de recursos financeiros. De outro lado, a omissão específica configura violação direta ao
texto legal, pois a inércia configura desrespeito a uma obrigação expressamente prevista em lei (é o
que ocorre, por exemplo, quando a autoridade administrativa deixa de proferir decisão no prazo de
trinta dias, previsto no art. 49 da Lei 9.784/1999).
Professor, posso afirmar que qualquer omissão específica caracteriza abuso de poder por omissão?
Não. Para a caracterização de abuso de poder por omissão específica é necessário que a lei
estabeleça a obrigação de fazer alguma coisa, em prazo razoável, para o agente público.
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Ilegais, desse modo, serão as omissões específicas, ou seja, aquelas que estiverem
ocorrendo mesmo diante de expressa imposição legal no sentido do facere administrativo
em prazo determinado, ou ainda quando, mesmo sem prazo fixado, a Administração
permanece omissa em período superior ao aceitável dentro de padrões normais de
tolerância ou razoabilidade1.
E para exemplificar, o autor cita o art. 49, da Lei nº 9.784/1999 (processo administrativo
federal), que assina à Administração o prazo de até 30 dias para proferir decisão, após concluída a
instrução do processo administrativo.
De vez em quando alguma banca cobra questões sobre o tema, como aconteceu no
concurso para o cargo de Técnico Judiciário do TRE/SC, cujas provas foram elaboradas pela MS
Concursos:
Gabarito: “D”.
Como o nosso objetivo é GABARITAR as questões de prova, não podemos deixar passar
nada! Diante disso, durante o curso apresentarei algumas questões polêmicas, que suscitaram
muitas dúvidas por parte dos candidatos e que servirão para aprofundamento do conteúdo.
1
CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2016. 31ª ed,
p. 49.
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Perceba que aqui a banca considerou o enunciado incorreto porque, no contexto geral da
questão, poderia se concluir que a inobservância de prazo especificado em lei seria a única hipótese
de caracterização de abuso de poder por omissão, o que não é verdade.
O abuso de poder por omissão também pode se configurar quando, não tendo a lei fixado
um prazo específico para a conduta, o administrador extrapolar o prazo que se consideraria
razoável para tal decisão.
Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, o abuso de poder “ocorre quando a
autoridade, embora competente para agir, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia
das finalidades administrativas”.
O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em
desconformidade com a lei e pode se apresentar sob duas formas diferentes:
1ª) quando o agente público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela
lei (excesso de poder);
2ª) quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir
finalidade diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou desvio de finalidade).
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Deve ficar bem claro que a expressão “abuso de poder” corresponde a um gênero do qual se
extraem duas espécies básicas: excesso de poder ou desvio de finalidade (também denominado de
desvio de poder).
(FCC/Analista Judiciário TRE AL) A prática, pelo agente público, de ato que excede os limites de
sua competência ou atribuição e de ato com finalidade diversa da que decorre implícita ou
explicitamente da lei configuram, respectivamente, excesso de poder e desvio de poder.
Assertiva correta.
No excesso de poder, o agente público atua além dos limites legais de sua competência, ou,
o que é mais grave, atua sem sequer possuir competência legal. O ato praticado com excesso de
poder é eivado de grave ilegalidade, pois contém vício em um de seus requisitos essenciais: a
competência.
Exemplo: imagine que a lei “x” considere competente o agente público para, no exercício do
poder de polícia, aplicar multa ao particular entre o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 100.000,00
(cem mil reais), proporcionalmente à gravidade da infração administrativa cometida.
Todavia, imagine agora que o agente público tenha aplicado uma multa de R$ 500.000,00
(quinhentos mil reais) ao particular, pois entendeu que a infração cometida era gravíssima, sem
precedentes.
Pergunta: o agente público agiu dentro dos limites da lei ao aplicar uma multa de R$
500.000,00 (quinhentos mil reais) ao particular infrator?
É claro que não! Está evidente que o agente público somente poderia ter aplicado multa no
valor de até R$ 100.000,00 e, sendo assim, extrapolou os limites da lei ao aplicar multa de valor
superior, praticando uma das espécies de abuso de poder: o excesso de poder.
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Na prova para o cargo de Auditor Fiscal do Trabalho, a ESAF apresentou outro interessante
exemplo de excesso de poder: “aplicação de penalidade de advertência por comissão
disciplinar constituída para apurar eventual prática de infração disciplinar”.
É simples. Ficou configurado excesso de poder porque a comissão disciplinar não possui competência legal
para aplicar penalidades, mas apenas para apurar a eventual prática de infração disciplinar. A competência,
nesse caso, seria da chefia da repartição na qual está lotado o servidor ou outras autoridades na forma dos
respectivos regimentos ou regulamentos, conforme preceitua o art. 141, III, da Lei 8.112/1990.
Nos termos da alínea “e”, parágrafo único, artigo 2º, da Lei nº 4.717/65 (Lei de Ação Popular),
o desvio de poder ou finalidade ocorre quando “o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele
previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência”.
No desvio de poder ou finalidade, a autoridade atua dentro dos limites da sua competência,
mas o ato não alcança o interesse público inicialmente desejado pela lei. Trata-se de ato
manifestamente contrário à lei, mas que tem a “aparência” de ato legal, pois geralmente o vício não
é notório, não é evidente.
No primeiro caso, em vez de o ato ser editado para satisfazer o interesse coletivo, restringe-
se a satisfazer o interesse particular do agente público ou, o que é pior, o interesse de terceiros.
Exemplo: imaginemos que, após regular processo administrativo, uma autoridade pública
tenha aplicado a um subordinado a penalidade de suspensão por 20 (vinte) dias em virtude da
suposta prática de infração funcional.
Nesse caso, se a penalidade foi aplicada com o objetivo de se garantir a eficiência e a disciplina
administrativa, significa que o interesse coletivo foi alcançado. Entretanto, se a penalidade foi
aplicada ao servidor em razão de vingança, por ser um desafeto do chefe, ocorreu então um desvio
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de finalidade, pois o ato foi editado para satisfazer o sentimento particular de vingança do chefe e,
por isso, deve ser anulado.
Além de ser editado para satisfazer interesses particulares, o que o torna manifestamente
ilegal, o ato ainda pode ser editado indevidamente com objetivo de satisfazer fim diverso do previsto
na lei, também caracterizando desvio de finalidade.
Exemplo: Imagine que uma determinada autoridade administrativa, não mais satisfeita com
a desídia, ineficiência e falta de produtividade do servidor “X”, decida removê-lo “ex officio” (no
interesse da Administração) da cidade de Montes Claros/MG (capital brasileira dos terremotos) para
a cidade de Rio Branco/AC com o objetivo de puni-lo (vingança pessoal).
Bem, apesar de toda a desídia, ineficiência e falta de produtividade do servidor, este não
poderia ter sido “punido” com a remoção ex officio para o Estado do Acre. A remoção não é uma
espécie de penalidade que pode ser aplicada a servidor faltoso, mas, sim, um meio de que dispõe a
Administração para suprir a carência de servidores em determinadas localidades.
Desse modo, como a remoção foi utilizada com fim diverso (punição) daquele para a qual foi
criada (suprir a carência de servidores), deverá ser anulada pela própria Administração ou pelo
Poder Judiciário por caracterizar desvio de finalidade.
(FCC/Analista Judiciário - TRE/AL) A prática, pelo agente público, de ato que excede os limites de sua
competência ou atribuição e de ato com finalidade diversa da que decorre implícita ou explicitamente
da lei configuram, respectivamente, excesso de poder e desvio de poder. Assertiva correta.
______________________________________
Nesse caso, perceba que a banca simplesmente inverteu os conceitos. Se o agente atua fora dos limites
de suas atribuições ou competência comete excesso de poder e não desvio de poder ou finalidade.
Assertiva incorreta.
_______________________________________
C) o desvio de poder.
D) o excesso de poder.
E) o objeto impossível.
Gabarito: Letra C.
ABUSO DE PODER
(GÊNERO)
EXCESSO DE PODER DESVIO DE PODER OU FINALIDADE
Quando o agente público exerce a competência
Quando o agente público ultrapassa os limites
nos estritos limites legais, mas para atingir
da competência que lhe foi outorgada pela lei
finalidade diferente daquela prevista em lei
(aplica multa de valor superior ao limite fixado
(remove servidor ex officio para outra localidade
legalmente, por exemplo).
com o único propósito de puni-lo).
Nesse caso, viola-se o requisito COMPETÊNCIA. Nesse caso, viola-se o requisito FINALIDADE.
2. PODER VINCULADO
Poder vinculado (também denominado de poder regrado) é aquele conferido aos agentes
públicos para a edição de atos administrativos em estrita conformidade com o texto legal, sendo
mínima ou inexistente a sua liberdade de atuação ou escolha.
Para que um ato administrativo seja editado validamente, em conformidade com a lei, é
necessário que atenda a cinco requisitos básicos: competência, forma, finalidade, motivo e objeto.
Quando os cinco requisitos forem apresentados e detalhados na própria lei, ter-se-á um ato
vinculado, pois o agente público restringir-se-á ao preenchimento do ato nos termos que foram
definidos legalmente.
Entretanto, se a lei detalhar apenas os três primeiros requisitos (que sempre serão
vinculados) e deixar os outros dois (motivo e objeto) ao encargo do agente público, para que decida
em conformidade com a melhor conveniência e oportunidade para o interesse público, então o ato
será discricionário.
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Poder vinculado é aquele que a lei confere à Administração Pública para a prática de
ato de sua competência, determinando os elementos e requisitos necessários à sua
formalização.
O professor Celso Antônio Bandeira de Mello declara que os atos vinculados são “aqueles em
que, por existir prévia e objetiva tipificação legal do único comportamento da Administração, em
face de situação igualmente prevista em termos de objetividade absoluta, a Administração, ao
expedi-los, não interfere com apreciação subjetiva alguma”.
(IESES – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO – PREF. SÃO JOSÉ SC – 2019) É exercido pelo agente público
sem margem da liberdade, porque a legislação define previamente todos os aspectos
relacionados com a expedição do ato. Assinale a alternativa correta a qual poder administrativo
esse texto se refere:
A) Poder disciplinar.
B) Poder de tutela.
C) Poder discricionário.
D) Poder vinculado.
Gabarito: “D”.
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Nesse caso, o agente público deverá limitar-se a verificar se os requisitos previstos na lei
foram preenchidos e, caso positivo, estará obrigado a editar o ato de aposentadoria compulsória. O
agente público competente não possui outra escolha que não seja aquela definida expressamente
na lei, isto é, conceder a aposentadoria.
Na prova aplicada para o cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal, a ESAF apresentou como
exemplo de ato editado no exercício do poder vinculado “um alvará para construção de imóvel
comercial”. O exemplo é bastante utilizado pela doutrina, pois, se o particular cumprir todos
os requisitos previstos em lei, a Administração estará obrigada a conceder o alvará (no caso,
uma das espécies de alvará, que seria a licença).
José dos Santos Carvalho Filho afirma que o poder vinculado não se trata “propriamente de
‘poder’ outorgado ao administrador; na verdade, através dele não se lhe confere qualquer
prerrogativa de direito público. Ao contrário, a atuação vinculada reflete uma imposição ao
administrador, obrigando-o a conduzir-se rigorosamente em conformidade com os parâmetros
legais. Por conseguinte, esse tipo de atuação mais se caracteriza como restrição e seu sentido
está bem distante do que sinaliza o verdadeiro poder administrativo2”.
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CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 31ª ed.
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Ainda não encontrei em provas da FGV, VUNESP ou Fundação Carlos Chagas, por exemplo,
questões abordando esse posicionamento da doutrina. Todavia, é grande a possibilidade de
abordagem desse tema em concursos futuros. De qualquer forma, constata-se que na maioria
dos editais publicados pelas bancas examinadoras está sendo exigido, dentro do tema “poderes
administrativos”, o estudo do “PODER VINCULADO”.
Nesses termos, presume-se que as bancas estejam adotando o posicionamento de Hely Lopes
Meirelles, que faz referência à existência de um “poder vinculado”.
Ao contrário da maioria das bancas examinadoras, destaca-se que o CESPE já abordou essa
“divergência” doutrinária em suas provas, vejamos:
Parte da doutrina tem afirmado que o poder vinculado não seria um “poder” autônomo, mas
simplesmente uma obrigação imposta diretamente pela lei. Isso porque não se outorga ao agente
público qualquer prerrogativa, mas simplesmente se exige que a lei seja cumprida. Nesses termos,
não há razões para se falar em um “poder”, algo que coloca o agente público em situação de
superioridade em relação ao particular.
3. PODER DISCRICIONÁRIO
Nas sábias palavras do professor Hely Lopes Meirelles,”discricionariedade é a liberdade de
ação administrativa dentro dos limites permitidos em lei3”. É aquele no qual a lei reserva ao agente
público certa margem de liberdade ou escolha dentre várias soluções possíveis, sempre visando à
satisfação do interesse público.
3 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiro, 2002. 27ª ed.
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Trata-se de poder que a própria lei concede ao agente público, de modo explícito ou implícito,
para a edição de atos administrativos, autorizando-lhe a escolher, entre várias alternativas possíveis,
aquela que melhor atende ao interesse coletivo.
No ato discricionário, da mesma forma que no ato vinculado, é necessário que o agente
público, para editar validamente o ato, respeite os requisitos da competência, forma, finalidade,
motivo e objeto. Entretanto, é necessário que fiquemos atentos a uma diferença importante que
distingue o ato vinculado do discricionário.
Desse modo, é possível afirmar que a discricionariedade é parcial e relativa, pois, ao editar
um ato administrativo, o agente público nunca possuirá liberdade total. A lei sempre apresentará
em seu texto a competência para a prática do ato, a forma legal de editá-lo e a finalidade, que
sempre será a satisfação do interesse público.
No concurso público para o cargo de Policial Legislativo do Senado Federal, a FGV considerou
incorreta a seguinte assertiva: “O poder discricionário, por traduzir atividade administrativa,
só pode ser exercido no âmbito do Poder Executivo”.
Exemplo: imagine que o servidor “x”, depois de 05 (cinco) anos de efetivo exercício no cargo
de Analista Tributário da Receita Federal, decida pleitear, junto à administração da Receita Federal,
licença para tratar de interesses particulares (artigo 91 da Lei 8.112/90), pelo prazo de 06 (seis)
meses, com o objetivo de estudar para o concurso de Auditor-Fiscal (é claro que o servidor não
revelou que era esse o motivo, pois queria evitar o “olho gordo” e a inveja dos demais colegas, o
que poderia “dificultar” o deferimento do pedido).
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Ao analisar o pedido de licença apresentado pelo servidor, a Administração estará obrigada a concedê-la?
Não, pois é discricionária a concessão da licença para tratar de assuntos particulares. Nesse caso, a
Administração irá analisar vários fatores (atual quantidade de servidores em efetivo exercício, demanda de
serviço, consequências da ausência do servidor etc.) antes de decidir se é conveniente e oportuno deferir o
pedido do servidor.
No exemplo citado, ficou claro que a Administração poderia dizer “sim” ou “não” ao pedido formulado pelo
servidor, ou seja, possuía alternativas, mais de uma opção diante do caso em concreto, o que confirma a
discricionariedade na análise do pedido.
Deve ficar claro que o mérito administrativo corresponde à área de atuação reservada ao
administrador público, que, em virtude das funções que lhe são confiadas, é o mais apto e
capacitado para tomar as decisões que satisfaçam o interesse da coletividade.
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Nas palavras do professor Marçal Justen Filho, “a discricionariedade consiste numa autonomia
de escolha exercitada sob a égide da Lei e nos limites do Direito. Isso significa que a
discricionariedade não pode traduzir um exercício prepotente de competências e, portanto, não
autoriza escolhas ao bel-prazer, por liberalidade ou para satisfação de interesses secundários ou
reprováveis4”.
A arbitrariedade ocorrerá quando o ato praticado atentar contra a lei, inclusive nos casos em que
o agente público extrapolar os limites da discricionariedade que lhe foi legalmente outorgada.
Pergunta: professor Fabiano, é possível que o Poder Judiciário exerça controle sobre os atos
discricionários editados pela Administração?
Eis uma pergunta que deve ser respondida com bastante cautela, pois tem sido objeto de
várias questões de concursos.
Durante muito tempo, a doutrina defendeu o posicionamento de que o Poder Judiciário não poderia
adentrar na análise do mérito administrativo (conveniência e oportunidade). Esse posicionamento era
defendido, inclusive, pelo professor Hely Lopes Meirelles, ao afirmar que, se essa possibilidade fosse
assegurada ao Poder Judiciário, este “estaria emitindo pronunciamento de administração e não de jurisdição
judicial”.
Sendo assim, o exame do ato discricionário pelo Poder Judiciário estava restrito somente aos
aspectos de legalidade (verificar se todos os requisitos do ato haviam sido respeitados), não podendo
alcançar a análise da conveniência e oportunidade.
Entretanto, a doutrina majoritária atualmente tem defendido a atuação do Poder Judiciário inclusive
em relação ao mérito do ato administrativo, desde que para verificar se a conveniência e a oportunidade,
4
JUSTEN FILHO, Marçal. Comentários à Lei de Licitações e Contratos Administrativos. São Paulo: RT, 2014. 16ª ed.
23
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Eis aqui um ponto importante: o Poder Judiciário jamais poderá revogar um ato editado pela
Administração, mas somente anulá-lo, quando for ilegal ou contrariar princípios gerais do Direito.
Somente a própria Administração pode revogar os seus atos, pois essa possibilidade está relacionada
diretamente à conveniência e à oportunidade.
Levando-se em consideração que esse tema é muito polêmico e que voltaremos a analisá-lo
em outra aula do curso, optei por apresentar uma relação de questões para exemplificar as mais
diversas abordagens pelas bancas examinadoras. Se você tiver dúvida em algum enunciado, não se
preocupe, pois, na aula sobre controle da Administração Pública iremos esclarecê-las. 😉
01. (CESPE – Defensor Público – DPU - 2017) O controle judicial dos atos administrativos
discricionários restringe-se ao aspecto da legalidade, estando, portanto, impedido o Poder Judiciário
de apreciar motivação declinada expressamente pela autoridade administrativa. Enunciado
considerado incorreto pela banca examinadora!
02. (FUNIVERSA – Agente Prisional – SEAD GO – 2015) Em regra, é cabível ao Poder Judiciário
examinar o mérito do ato administrativo discricionário, classificação na qual se enquadra o ato que
aprecia pedido de licença de servidor para tratar de interesse particular. Enunciado considerado
incorreto pela banca examinadora!
03. (FCC – Analista Judiciário – TRT 2ª Região – 2018) Os atos administrativos discricionários são
passíveis de controle judicial no que concerne às condições de conveniência e oportunidade para sua
prática, com base nos princípios aplicáveis à Administração Pública. Enunciado considerado
incorreto pela banca examinadora!
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Lembre-se de que o Poder Judiciário poderá analisar o mérito do ato administrativo para
verificar se está em conformidade com os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, mas
jamais poderá analisá-lo, exclusivamente, em relação à conveniência e à oportunidade (se a
Administração tomou a melhor decisão, por exemplo, ao construir uma escola em vez de um
novo hospital).
4. PODER HIERÁRQUICO
Na organização da Administração Pública brasileira, os órgãos e agentes públicos são
escalonados em estruturas hierárquicas, com poder de comando exercido por aqueles que se
situam em posição de superioridade, originando, assim, o denominado “poder hierárquico”.
Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir
e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal 5”.
No momento de decidir sobre a propositura de uma ação penal pública, por exemplo, o
Procurador da República não está obrigado a seguir as determinações do Procurador-Regional ou
Procurador-Geral da República, pois goza de independência funcional no exercício de suas funções
típicas. Todavia, no âmbito administrativo interno, prevalece a relação de subordinação entre
ambos.
5
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiro, 2002. 27ª ed.
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Comentários
Perceba que o enunciado afirmou que a hierarquia se manifesta apenas no Poder Executivo, o
que não é verdade. Esse tipo de questão é muito comum em provas de concursos!
----------------------------------------------------------------
Os servidores públicos possuem o dever de acatar e cumprir as ordens emitidas pelos seus
superiores hierárquicos, salvo quando manifestamente ilegais, fato que criará para o servidor a
obrigação de representar contra essa ilegalidade (conforme mandamentos dos incisos IV e XII, art.
116, da Lei 8.112/90).
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É o poder exercido pelo superior, em face de seus subordinados, com o objetivo de garantir
a efetividade das ordens emitidas e ainda a prevalência do regime jurídico-administrativo.
Um aspecto interessante e que tem sido bastante cobrado em provas de concursos é o que
consta no texto da Lei 9.784/99, mais precisamente em seu artigo 12, ao afirmar que “um órgão
administrativo e seu titular poderão, se não houver impedimento legal, delegar parte da sua
competência a outros órgãos ou titulares, ainda que estes não lhe sejam hierarquicamente
subordinados, quando for conveniente, em razão de circunstâncias de índole técnica, social,
econômica, jurídica ou territorial.”
Nesse caso, a lei deixou claro que a delegação pode ser realizada entre órgãos ou agentes
públicos que estejam no mesmo nível hierárquico, quando for conveniente para o interesse público,
mas não pode alcançar qualquer tipo de ato.
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É necessário ficar bastante atento, pois o artigo 13 da Lei 9.784/99 apresenta um rol de atos
insuscetíveis de delegação:
No concurso para o cargo de Procurador da Fazenda Nacional, realizado pela ESAF, a banca
considerou correta a seguinte assertiva: “como resultado do poder hierárquico, a
Administração é dotada da prerrogativa de ordenar, coordenar, controlar e corrigir as
atividades de seus órgãos e agentes no seu âmbito interno”.
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Além de tudo o que já foi dito, é necessário esclarecer também que não existe hierarquia
entre a Administração Direta e Indireta, mas somente vinculação. Sendo assim, o Presidente da
República ou um Ministro de Estado não pode emitir ordens destinadas ao Presidente de uma
autarquia federal, por exemplo. Da mesma forma, não existe relação de hierarquia entre os entes
federativos (União, Estados, Municípios e DF) no exercício das funções típicas estatais.
Comentários
Fique atento, pois esse tema é muito comum em provas de concursos. No concurso para o
cargo de Gestor Fazendário de Minas Gerais, por exemplo, também foi cobrada uma questão
sobre o tema e a banca considerou incorreta a seguinte assertiva: “Em face do poder
hierárquico, um órgão consultivo que integre a estrutura do Poder Executivo, por exemplo, deve
exarar manifestação que se harmonize como entendimento dado à matéria pelo chefe de tal
Poder”.
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Ora, se não existe hierarquia entre o órgão consultivo e o Chefe do Poder Executivo, não
existe a obrigatoriedade de que aquele emita manifestação em conformidade com o entendimento
desejado pelo último. O órgão consultivo é livre para apresentar a manifestação que julgar aplicável
ao caso em análise.
Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que decorre do poder de hierarquia o de editar atos
normativos (resoluções, portarias, instruções), com o objetivo de ordenar a atuação dos órgãos
subordinados; trata-se de atos normativos de efeitos apenas internos e, por isso mesmo,
inconfundíveis com os regulamentos; são apenas e tão somente decorrentes da relação de
hierárquica, razão pela qual não obrigam pessoas a ela estranhas.
Esse tema é bastante explorado pelas bancas examinadoras, conforme é possível constatar
na análise das questões abaixo.
A) correta, pois o poder hierárquico é mais abrangente e sempre engloba o poder normativo da
Administração pública, também denominado de poder regulamentar.
C) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hierárquico, mas sim, do
poder disciplinar.
D) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hierárquico, mas sim, do
poder de polícia, que também vigora entre os servidores e órgãos públicos.
E) incorreta, pois não se insere no âmbito de atribuições próprias do poder hierárquico, mas sim, do
poder normativo.
Gabarito: “b”.
(FCC – Técnico Judiciário – TRE SE – 2015) Um dos poderes decorrentes da relação hierárquica
consiste em editar atos normativos. A propósito de tais atos é correto afirmar que
Gabarito: “b”.
5. PODER DISCIPLINAR
O poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à Administração Pública de apurar
infrações funcionais dos servidores públicos e demais pessoas submetidas à disciplina
administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo, caso seja
cabível e necessário.
Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, trata-se de “uma supremacia especial que o
Estado exerce sobre todos aqueles que se vinculam à Administração por relações de qualquer
natureza, subordinando-se às normas de funcionamento do serviço ou do estabelecimento que
passam a integrar definitiva ou transitoriamente6”.
6
MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiro, 2002. 27ª ed.
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Além de ter o objetivo de punir o servidor pela prática de ilícito administrativo, a penalidade
aplicada com respaldo no poder disciplinar ainda tem a finalidade pedagógica de desincentivar
condutas semelhantes que possam ser praticadas posteriormente, pelo próprio ou por outros
servidores.
Atenção: para que ocorra a aplicação de uma penalidade com fundamento no poder
disciplinar é necessário que exista um vínculo jurídico entre a Administração e aquele que está
sendo punido. Isso acontece, por exemplo, na aplicação de uma suspensão a servidor público
(vínculo estatutário), bem como na aplicação de uma multa a concessionário de serviço público
(vínculo contratual).
(CESPE – Oficial de Inteligência - ABIN – 2018) Decorre do poder disciplinar do Estado a multa
aplicada pelo poder concedente a uma concessionária do serviço público que tenha
descumprido normas reguladoras impostas pelo poder concedente. Enunciado considerado
correto!
Os particulares que não possuem vínculo com a Administração não podem ser punidos com
respaldo no poder disciplinar, pois não estão submetidos à sua disciplina punitiva. Caso o particular
tenha sido alvo de penalidade aplicada pela Administração, sem possuir qualquer vínculo jurídico
com a mesma, não estaremos diante do exercício do poder disciplinar, mas, provavelmente, do
poder de polícia.
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No concurso para o cargo de Gestor Fazendário de Minas Gerais, a ESAF considerou correta
a seguinte assertiva: “nem sempre as medidas punitivas aplicadas pela Administração Pública a
particulares terão fundamento no poder disciplinar”.
Analisando-se o texto da assertiva formulada pela ESAF, constata-se que se faz uma implícita
referência ao fato de também ser possível aplicar penalidades aos particulares com fundamento no
poder de polícia (quando não existir vínculo jurídico entre a Administração e aquele que está sendo
punido, por exemplo).
(Analista de Finanças e Controle – CGU) A Coluna I abaixo traz exemplos de atos punitivos da
Administração enquanto que na Coluna II encontram-se os fundamentos de sua prática.
Correlacione as colunas para, ao final, assinalar a opção que contenha a sequência correta.
Coluna I Coluna II
( ) Apreensão de Veículo
a) 1 / 1 / 2 / 2
b) 2 / 1 / 2 / 2
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c) 1 / 2 / 2 / 1
d) 1 / 2 / 2 / 2
e) 2 / 2 / 1 / 2
Gabarito: “c”.
A propósito, algumas bancas têm afirmado que a aplicação de sanções a servidores públicos
decorre imediatamente (diretamente) do poder disciplinar e mediatamente (indiretamente) do
poder hierárquico.
A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que, como prerrogativa decorrente da
hierarquia, existe a possibilidade de aplicação de sanções a servidores públicos faltosos. Fique muito
atento às questões sobre esse item, pois a aplicação de penalidades a servidores está amparada no
poder disciplinar, mas é consequência das relações de subordinação existentes no âmbito da
Administração, isto é, consequência do poder hierárquico (que deu “origem” ao poder disciplinar).
O artigo 127 da Lei 8.112/90 (Estatuto dos Servidores Públicos Federais) estabelece, no
âmbito federal, as penalidades que podem ser impostas aos servidores faltosos após a instauração
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Ademais, o estatuto dos servidores federais apresenta em seu texto imposições que levam a
doutrina a afirmar que o poder disciplinar possui natureza discricionária na tipificação da falta e na
escolha e graduação da penalidade:
No concurso público para o cargo de Policial Legislativo do Senado Federal, a FGV considerou
correta a seguinte assertiva: “No regime punitivo dos servidores públicos é fundamental que
o administrador aplique sanção proporcional à gravidade da infração”.
O professor Celso Antônio Bandeira de Mello afirma que “a discricionariedade existe, por
definição, única e tão somente para propiciar em cada caso a escolha da providência ótima, isto é,
daquela que realize superiormente o interesse público almejado pela lei aplicanda”.
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Bem, perceba que, nesse caso, a lei concedeu à autoridade superior competente a
prerrogativa de, discricionariamente, decidir sobre o prazo da penalidade de suspensão que será
aplicada ao servidor.
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Gabarito: “C”.
Atenção: cuidado para não confundir as medidas punitivas decorrentes do poder disciplinar
com as medidas decorrentes do poder punitivo do Estado.
O poder punitivo do Estado objetiva a repressão de crimes e contravenções definidas nas leis
penais, sendo exercido pelo Poder Judiciário. Por outro lado, o poder disciplinar visa resguardar a
hierarquia e a eficiência administrativa, sendo exercido pela Administração Pública com a finalidade
de combater os ilícitos administrativos.
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No concurso público para o cargo de Policial Legislativo do Senado Federal, a FGV considerou
incorreta a seguinte assertiva: “A penalidade de demissão do serviço público não pode ser
aplicada ao servidor antes que este tenha sido punido previamente com sanção menos grave”.
O decreto regulamentar encontra amparo no inciso IV, artigo 84, da CF/88, que dispõe ser da
competência do Presidente da República “sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como
expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução”.
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O professor Diógenes Gasparini afirma que o poder regulamentar consiste “na atribuição
privativa do chefe do Poder Executivo para, mediante decreto, expedir atos normativos, chamados
regulamentos, compatíveis com a lei e visando desenvolvê-la".
Para responder às questões de prova, deve ficar claro que o decreto regulamentar é um ato
administrativo, portanto, encontra-se subordinado ao texto da lei, que estabelecerá os seus
respectivos limites.
No concurso para o cargo de Técnico Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso
do Sul, o CESPE considerou correta a seguinte assertiva: “o poder regulamentar consiste na
possibilidade de o chefe do Poder Executivo editar atos administrativos gerais e abstratos,
expedidos para dar fiel execução da lei”.
O decreto regulamentar jamais poderá inovar na ordem jurídica, criando direitos e obrigações
para os particulares, pois, nos termos do inciso II, artigo 5º, da CF/88, essa é uma prerrogativa
reservada à lei. No mesmo sentido, o conteúdo do decreto regulamentar não pode contrariar os
mandamentos legais ou disciplinar matéria ainda não disposta em lei (no caso de omissão legislativa,
por exemplo), pois, nesse caso, o decreto estaria “substituindo” a lei, o que não se admite (o decreto
regulamentar pode apenas complementar ou explicar o texto legal).
No concurso para o cargo de Gestor Fazendário do Estado de Minas Gerais, a ESAF ratificou
esse entendimento ao considerar incorreta a seguinte assertiva: “Uma vez que o Direito não
admite lacunas legislativas, e a Administração Pública deve sempre buscar atender o interesse
público, o poder regulamentar, como regra, autoriza que o Poder Executivo discipline as
matérias que ainda não foram objeto de lei”.
Exemplo: para que fique mais claro o âmbito de aplicação do decreto regulamentar, citemos
um exemplo simples, de fácil entendimento.
No inciso VIII, artigo 37, da CF/88, consta expressamente que “a lei reservará percentual dos
cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua
admissão”.
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Entretanto, apesar de prever expressamente a reserva do percentual de até 20% (vinte por
cento) das vagas oferecidas no concurso, a lei não informou quem pode ser considerado portador
de deficiência e, portanto, concorrer às respectivas vagas.
Desse modo, com o objetivo de explicar, detalhar e permitir a fiel execução da referida lei, o
Presidente da República, em 20 de dezembro de 1999, editou o Decreto regulamentar nº 3.298 que,
dentre outros assuntos, definiu quem pode ser considerado portador de deficiência, para fins de
concorrer às vagas em concursos públicos:
Art. 4º É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:
I - deficiência física - alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano,
acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia,
paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia,
hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros
com deformidade congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não produzam
dificuldades para o desempenho de funções;
II - deficiência auditiva - perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou
mais, aferida por audiograma nas frequências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz;
III - deficiência visual - cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor
olho, com a melhor correção óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05
no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a somatória da medida do campo
visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer
das condições anteriores;
IV - deficiência mental – funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com
manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades
adaptativas, tais como:
a) comunicação;
b) cuidado pessoal;
c) habilidades sociais;
d) utilização dos recursos da comunidade;
e) saúde e segurança;
f) habilidades acadêmicas;
g) lazer; e
h) trabalho;
V - deficiência múltipla – associação de duas ou mais deficiências
Perceba que não foi o decreto regulamentar que criou a obrigatoriedade de se reservar o
percentual de até 20% (vinte por cento) das vagas em concursos públicos para os portadores de
deficiência, mas sim a Lei 8.112/90. O decreto regulamentar simplesmente explicou o texto legal,
apresentando a definição da expressão “portador de deficiência”.
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Os autores que defendem a segunda corrente, a exemplo da professora Maria Sylvia Zanella
di Pietro, alegam que enquanto o poder normativo pode ser exercido por diversas autoridades
administrativas, a exemplo dos Ministros de Estado e dos dirigentes das Agências Reguladoras, o
poder regulamentar se restringe aos Chefes do Poder Executivo, nos termos do art. 84, IV, da
CF/1988.
A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro, por exemplo, afirma que a edição de decretos
autônomos, pelos Chefes do Poder Executivo, é consequência do poder normativo.
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É necessário ficar atento, pois a qualquer momento você pode encontrar em prova uma
questão sobre o tema.
Analisando-se as últimas questões elaboradas pela Fundação Carlos Chagas, pode-se chegar
às seguintes conclusões:
1ª – A banca tem adotado o entendimento de Hely Lopes Meirelles, segundo o qual o poder
regulamentar abrange a edição, pelo chefe do Poder Executivo, de decretos regulamentares e
decretos autônomos.
2ª – Além disso, a banca também tem cobrado questões no sentido de que os atos
normativos editados por autoridades distintas do chefe do Poder Executivo encontram fundamento
no poder normativo.
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regulamentos; ele também se expressa por outros atos, tais como por meio de instruções,
dentre outros. Assertiva correta.
Em relação às provas do CESPE, a situação é bem mais complicada. A banca não segue um
padrão de em relação ao entendimento cobrado, o que faz com que o candidato tenha que contar
com a “sorte” no momento de apontar a resposta da questão.
De qualquer forma, eis algumas orientações básicas para aumentar as chances de acerto da
questão:
2ª - Além disso, a banca também tem cobrado questões no sentido de que os atos normativos
editados por autoridades distintas do chefe do Poder Executivo encontram fundamento no poder
normativo.
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b) regulamentar.
c) discricionário.
d) disciplinar.
e) hierárquico.
Gabarito: Letra b.
Certamente o candidato não erraria a questão, pois não há, entre as alternativas
apresentadas, também o poder normativo. De qualquer forma, fica o exemplo para você perceber
como a banca oscila em relação ao entendimento!
Superando esse item e avançando um pouco mais no conteúdo, é importante destacar ainda
que nem todas as leis necessitam ser regulamentas para que sejam executadas, mas somente as leis
administrativas. As leis penais, civis, trabalhistas, processuais, entre outras, são autoexecutáveis,
independentemente de regulamentação posterior.
Para responder às questões de prova, deve ficar claro que a doutrina majoritária considera o
decreto autônomo um ato normativo primário, isto é, ato normativo com força de lei, capaz de
inovar na ordem jurídica.
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Por último, é importante destacar que, ao contrário do que ocorre no decreto regulamentar
(que não permite delegação), o Presidente da República pode delegar a edição de decretos
autônomos aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da
União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações (CF/1988, art. 84, parágrafo
único).
Para Hely Lopes Meirelles, o poder regulamentar autoriza o Chefe do Poder Executivo a
editar regulamentos (decretos regulamentares) e também decretos autônomos, nos
termos do art. 84, VI, da CF/1988. Apesar de não ser o entendimento predominante,
lembre-se de que as bancas eventualmente cobram esse posicionamento em provas.
(FCC – Auditor Fiscal – SEFAZ/GO – 2018) O poder normativo atribuído ao Executivo deve
observar limites e parâmetros constitucionalmente estabelecidos, dentre os quais
A) destaca-se a expressa indelegabilidade de seu exercício, não sendo permitindo a nenhum
outro ente da Administração indireta a edição de atos normativos.
B) a possibilidade de sua delegação para agências reguladoras, constituídas sob a forma de
autarquias, para organização das atividades reguladas, bem como para estabelecimento de
critérios técnicos.
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Gabarito: Letra B.
a) O poder normativo (a que se refere o enunciado) também pode ser exercido por outras
entidades e órgãos da Administração Pública, a exemplo das agências reguladoras e Ministérios. Por
sua vez, a regra geral é de que o poder regulamentar não pode ser delegado. Enunciado incorreto.
d) Em regra, os decretos autônomos apenas podem ser editados pelos chefes do Poder
Executivo e nas hipóteses expressamente previstas no art. 84, VI, da CF/1988. Todavia, lembre-se de
que o parágrafo único, desse mesmo dispositivo, permite a delegação aos Ministros de Estado, ao
Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União. Enunciado incorreto.
e) Lembre-se de que os atos normativos também podem versar sobre aspectos gerais e
abstratos, desde que respeitem os limites estabelecidos pela legislação vigente. Enunciado
incorreto.
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7. PODER DE POLÍCIA
Dentre todos os poderes estudados até o momento, certamente o poder de polícia é o mais
exigido em provas de concursos públicos, provavelmente pela pluralidade de questões que podem
ser elaboradas pelas bancas examinadoras.
Já imaginou o caos que seria causado se o Estado não disciplinasse, por exemplo, a utilização
e circulação de veículos no Brasil?
Bem, seria praticamente impossível transitar com veículos se cada particular criasse as suas
próprias regras de circulação. Foi justamente por isso que se instituiu o Código de Trânsito Brasileiro
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(Lei 9.503/97), objetivando-se limitar as condutas dos particulares quando estiverem dirigindo, pois,
somente assim, é possível se estabelecer uma harmonia social.
Resumidamente falando, deve ficar bem claro que a Administração utiliza-se do poder de
polícia para interferir na esfera privada dos particulares, condicionando o exercício de atividades e
direitos, bem como o gozo de bens, impedindo assim que um particular possa prejudicar o interesse
de toda uma coletividade.
Dentre as entidades que exercem o poder de polícia administrativa, podemos citar o IBAMA
(exerce o poder de polícia na área ambiental), a ANVISA (que exercer o poder de polícia na área de
vigilância sanitária) e todas aquelas que exercem atividades de fiscalização.
O Estado não pode permitir que alguns particulares comercializem produtos impróprios para
o consumo em seus estabelecimentos, pois essa prática pode causar graves prejuízos à saúde e à
vida de outros particulares (a coletividade). Assim, ao servidor é assegurada a prerrogativa (o poder
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Por outro lado, a polícia judiciária incide sobre pessoas, atuando de forma conexa e acessória
ao Poder Judiciário na apuração e investigação de infrações penais. É privativa de corporações
especializadas (que integram a segurança pública estatal), a exemplo da Polícia Civil (com atuação
em âmbito estadual) e a Polícia Federal (com atuação em âmbito nacional). A primeira irá atuar de
forma conexa e acessória ao Poder Judiciário Estadual, enquanto a segunda irá auxiliar o Poder
Judiciário Federal.
Em regra, a polícia judiciária somente é chamada a atuar quando o ilícito penal já foi
praticado, ficando sob a sua responsabilidade a investigação e possível identificação dos
responsáveis, em conformidade com as regras previstas no Código de Processo Penal (perceba que
a atuação da polícia judiciária não está amparada na legislação administrativa).
Por último, destaca-se que a polícia de manutenção da ordem pública possui atuação
tipicamente preventiva, agindo de modo a não permitir que o ilícito penal se configure, função que
fica a cargo, por exemplo, das Polícias Militares dos Estados.
Perceba que a autora afirma que a polícia militar pode ser classificada como polícia
administrativa e também como polícia judiciária. Diante disso, muita atenção ao resolver as
questões de prova!
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7.2. CONCEITO
O professor Celso Antônio Bandeira de Mello, com a maestria que lhe é peculiar, conceitua a
polícia administrativa como “a atividade da Administração Pública, expressa em atos normativos ou
concretos, de condicionar, com fundamento em sua supremacia geral e na forma da lei, a liberdade
e a propriedade dos indivíduos, mediante ação ora fiscalizadora, ora preventiva, ora repressiva,
impondo coercitivamente aos particulares um dever de abstenção (‘non facere’) a fim de conformar-
lhes os comportamentos aos interesses sociais consagrados no sistema normativo”.
Para tentar “cercar” as questões de provas, é possível definir o poder de polícia como a
atividade estatal que tem por objetivo limitar e condicionar o exercício de direitos e atividades,
assim como o gozo e uso de bens particulares em prol do interesse da coletividade.
Esse é um conceito simples, resumido e de fácil assimilação que pode ser utilizado para
responder grande parte das questões de concursos elaboradas pelas principais bancas examinadoras
do país.
Em sentido amplo, o poder de polícia alcança todos os atos editados pela Administração e
que tenham por objetivo restringir ou condicionar a liberdade e a propriedade dos particulares em
prol do interesse coletivo, sejam eles originários do Poder Executivo (atos administrativos) ou do
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Poder Legislativo (leis). Em sentido estrito, a expressão “poder de polícia” é utilizada simplesmente
como polícia administrativa, restringindo-se aos atos editados pelo Poder Executivo com o objetivo
de limitar e condicionar as atividades particulares a fim de que não possam colocar em risco o
interesse da coletividade. Esses atos editados pelo Poder Executivo podem ser gerais e abstratos (a
exemplo dos decretos regulamentares) ou concretos e específicos (a exemplo das autorizações e
licenças).
Na prova aplicada para o cargo de Fiscal de Rendas do Município do Rio de Janeiro, a ESAF
também abordou essa distinção ao considerar correta a seguinte assertiva: “O Poder de Polícia
possui um conceito amplo e um conceito estrito, sendo que o sentido amplo abrange inclusive
atos legislativos abstratos”.
O poder de polícia, conforme preceitua a doutrina majoritária, abrange atividades do Poder Legislativo e do
Poder Executivo, cabendo ao primeiro a edição de normas gerais e abstratas, e, ao segundo, as ações
repressivas e preventivas de aplicação de tais limitações.
Apesar de muitos autores não fazerem referência expressa à possibilidade de exercício do poder de polícia
pelo Poder Judiciário, destaca-se que essa hipótese é prevista legalmente (com suas respectivas
peculiaridades), a exemplo do que ocorre no âmbito da Justiça Eleitoral.
O art. 41, § 1º, da Lei 9.504/1997, por exemplo, dispõe que “o poder de polícia sobre a propaganda eleitoral
será exercido pelos juízes eleitorais e pelos juízes designados pelos Tribunais Regionais Eleitorais”.
A polícia administrativa pode impor ao particular uma obrigação de fazer (submeter-se e ser
aprovado em exame de habilitação para que possa conduzir veículos automotores, por exemplo),
obrigação de suportar (submeter-se à fiscalização de extintores de incêndio pelo Corpo de
Bombeiros, por exemplo) e obrigação de não fazer (proibição de pesca durante o período da
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piracema, por exemplo). Em todos os exemplos citados, o objetivo maior é o de que o particular se
abstenha de praticar ações contrárias ao interesse coletivo.
Para garantir que o particular irá abster-se de ações contrárias ao interesse geral da
sociedade, o poder de polícia poderá ser exercido na forma preventiva ou repressiva.
Podemos entender como poder de polícia preventivo aquele exercido através da edição de
normas condicionadoras do gozo de bens ou do exercício de direitos e atividades individuais, a
exemplo da outorga de alvarás aos particulares que cumpram as condições e requisitos para o uso
da propriedade e exercício das atividades que devem ser policiadas.
Os professores Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino esclarecem que o alvará pode ser de
licença ou autorização.
Licença é o ato administrativo vinculado e definitivo pelo qual a Administração reconhece que
o particular detentor de um direito subjetivo preenche as condições para seu gozo. Assim as licenças
dizem respeito a direitos individuais, como o exercício de uma profissão ou a construção de um
edifício em terreno do administrado, e não podem ser negadas quando o requerente satisfaça os
requisitos legais para a sua obtenção.
Na forma repressiva, o poder de polícia é exercido por meio da imposição de sanções aos
particulares que praticarem condutas nocivas ao interesse coletivo, constatadas através da
atividade fiscalizatória.
O professor Hely Lopes Meirelles apresenta como sanções aplicáveis àqueles que violarem as
normas administrativas a multa, a interdição de atividade, o fechamento de estabelecimento, a
demolição de construção irregular, embargo administrativo de obra, inutilização de gêneros, a
apreensão e destruição de objetos, dentre outros.
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(FCC∕Juiz Substituto – TRT 18ª Região) A Constituição Federal estabelece, entre os direitos
individuais, que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei. Entre os poderes conferidos à Administração, insere-se o poder de polícia, o qual,
aplicado de maneira consentânea com o referido mandamento constitucional autoriza a
Administração a atuar preventiva e repressivamente, nos limites da lei, limitando o exercício de
direitos individuais em benefício do interesse público. Assertiva considerada correta pela banca
examinadora.
A professora Maria Silvia Zanella di Pietro afirma que, considerando o poder de polícia em
sentido amplo, de modo que abranja as atividades do Legislativo e do Executivo, os meios de que se
utiliza o Estado para o seu exercício são:
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1º) atos normativos em geral, a saber: pela lei, criam-se as limitações administrativas ao
exercício dos direitos e das atividades individuais, estabelecendo-se normas gerais e abstratas
dirigidas indistintamente às pessoas que estejam em idêntica situação; disciplinando a
aplicação da lei aos casos concretos, pode o Executivo baixar decretos, resoluções, portarias,
instruções;"
A doutrina majoritária entende que o poder de polícia não pode ser exercido por particulares
(concessionários ou permissionários de serviços públicos) ou entidades públicas regidas pelo direito
privado, mesmo quando integrantes da Administração indireta, a exemplo das empresas públicas e
sociedades de economia mista.
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O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que apesar de o exercício do poder de polícia ser
restrito às entidades regidas pelo direito público, particulares podem auxiliar o Estado em seu
exercício.
É o que acontece, por exemplo, quando o Estado credencia empresas privadas para
fiscalizarem o cumprimento das normas de trânsito, através da instalação de radares eletrônicos (os
famosos “pardais”). Neste caso, a atuação da empresa privada está restrita à manutenção e
instalação de tais equipamentos (os denominados atos materiais ou atos de execução), não ficando
sob a sua responsabilidade a aplicação da multa em si (que é aplicada pela Administração).
Diogo de Figueiredo Moreira Neto afirma que o poder de polícia é exercido em quatro fases
– o ciclo de polícia – correspondendo a seus quatro modos de atuação: a ordem de polícia
(legislação), o consentimento de polícia, a fiscalização de polícia e a sanção de polícia. Dentre essas
fases, entende o Superior Tribunal de Justiça (Recurso Especial nº 817.534) que podem ser delegadas
a particulares as seguintes: consentimento e fiscalização.
Diogo de Figueiredo Moreira Neto afirma que a função de polícia é exercida em quatro fases
– o ciclo de polícia – correspondendo a seus quatro modos de atuação: a ordem de polícia
(legislação autorizadora), o consentimento de polícia, a fiscalização de polícia e a sanção de
polícia.
Para ficar mais claro, cita-se como exemplo o processo a que se submete o particular para a
obtenção da Carteira Nacional de Habilitação: o Código de Trânsito Brasileiro estabelece normas
genéricas e abstratas que devem ser observadas por aqueles que desejam obter a permissão para
dirigir veículos automotores (ordem de polícia – legislação); a CNH apenas é expedida após o
particular cumprir todos os requisitos legais e a Administração Pública anuir com o respectivo
consentimento; após a obtenção da CNH, o particular, quando estiver dirigindo veículos, será
fiscalizado pela Administração, que poderá, inclusive, valer-se da instalação de radares eletrônicos
(fiscalização); por derradeiro, aquele que desrespeitar as regras do Código de Trânsito estará sujeito
à aplicação de sanções.
A ordem de polícia corresponde ao dispositivo legal básico (legislação) que dá início a todo
o ciclo de atuação do poder de polícia. Pode se apresentar como um preceito negativo absoluto,
que simplesmente proíbe o exercício de determinadas atividades individuais e de uso da
propriedade privada, ou, ainda, como um preceito negativo com reserva de consentimento, que,
somente em princípio, proíbe a prática de determinadas atividades ou a utilização da propriedade
particular, que poderão ser eventualmente consentidas mediante prévia avaliação da
Administração.
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O Código de Trânsito Brasileiro, por exemplo, é a ordem de polícia (legislação) que deve ser
observada durante o processo administrativo necessário para a obtenção da permissão para dirigir
veículos (CNH).
ATENÇÃO: esse ciclo (ou fase) não pode ser delegado para particulares, que estão impedidos
de criar leis, por óbvio!
Essa fase pode ou não estar presente na atuação da polícia administrativa. Se o particular
desejar construir um edifício, por exemplo, será necessário requerer um alvará (consentimento de
polícia) perante o órgão competente. Por outro lado, existem casos em que não será cabível o
consentimento de polícia, a exemplo do que ocorre quando a ordem de polícia (dispositivo legal)
impõe uma proibição absoluta (vedação à construção de novos edifícios em determinada área do
município, por exemplo). Ora, se existe proibição absoluta de construção de novos edifícios em
determinada região, não há que se falar em consentimento de polícia.
ATENÇÃO: esse ciclo (ou fase) pode ser delegado para particulares. A expedição de CNH, por
exemplo, pode ficar a cargo de particulares, desde que cumpridos os requisitos previstos em lei.
A fiscalização de polícia é atividade privativa das entidades regidas pelo Direito Público,
podendo ser exercida ex officio ou mediante provocação de terceiros que desejam garantir o
cumprimento da ordem de polícia, estando sempre presente no ciclo de polícia.
ATENÇÃO: esse ciclo (ou fase) pode ser delegado para particulares. A instalação de radares
eletrônicos, por exemplo, pode ser realizada por empresas particulares, mas a aplicação da multa
em si continua sendo atribuição das pessoas jurídicas de direito público (e seus respectivos órgãos).
A sanção de polícia situa-se na fase final do ciclo de polícia, impondo-se àqueles que violarem
as ordens de polícia (estabelecidas mediante dispositivos legais) e as condições de consentimento
impostas pela Administração.
A princípio, a sanção de polícia somente ocorrerá quando houver violação às ordens de polícia
ou às condições estabelecidas na concessão de um alvará, por exemplo. Se não houver qualquer
infração, não há que se falar em aplicação de sanção.
ATENÇÃO: esse ciclo (ou fase) não pode ser delegado para particulares. Apenas as entidades
de direito público – e seus respectivos órgãos – podem aplicar penalidades àqueles que violarem a
legislação vigente.
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a) Sanção/fiscalização/ordem/consentimento de polícia.
b) Ordem/consentimento/sanção/fiscalização de polícia.
c) Fiscalização/sanção/consentimento/ordem de polícia.
d) Consentimento/ordem/fiscalização/sanção de polícia.
e) Ordem/consentimento/fiscalização/sanção de polícia.
Resposta: “e”
E por que o enunciado está incorreto? Porque, nos termos do atual entendimento do Superior
Tribunal de Justiça, existem alguns atos (fases) do poder de polícia que podem ser delegados, a
exemplo do consentimento e fiscalização.
Apresento, abaixo, duas questões que servem apenas para exemplificar que as fases de
consentimento e fiscalização podem ser delegadas tanto para empresas públicas e sociedades de
economia mista quanto para particulares.
Gabarito: “C”.
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B)) II.
C) III.
D) I e III.
E) II e III.
Gabarito: “B”.
Gabarito: “C”.
Se a banca simplesmente afirmar que “o poder de polícia não pode ser delegado para
particulares”, a orientação é para que o enunciado seja considerado correto (essa é a regra
geral). Por sua vez, caso o enunciado afirme que “nenhum ato inerente ao poder de polícia pode
ser delegado a particulares”, aponte-o como errado.
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7.5. ATRIBUTOS
7.5.1. Discricionariedade
A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que, em algumas hipóteses, a lei já
estabelece que, diante de determinados requisitos, a Administração terá que adotar solução
previamente estabelecida, sem qualquer possibilidade de opção. Nesse caso, o poder de polícia
será vinculado. O exemplo mais comum do ato de polícia vinculado é o da licença. Para o exercício
de atividades ou para a prática de atos sujeitos ao poder de polícia do Estado, a lei exige alvará de
licença ou de autorização. No primeiro caso, o ato é vinculado, porque a lei prevê os requisitos diante
dos quais a Administração é obrigada a conceder o alvará; é o que ocorre na licença para dirigir
veículos automotores, para exercer determinadas profissões, para construir. No segundo caso, o ato
é discricionário, porque a lei consente que a Administração aprecie a situação concreta e decida se
deve ou não conceder a autorização, diante do interesse público em jogo; é o que ocorre com a
autorização para porte de arma, com a autorização para circulação de veículos com peso ou altura
excessivos, com a autorização para produção ou distribuição de material bélico.
(FCC∕Analista Judiciário – TRE PR) Considerando que sejam atributos do poder de polícia a
discricionariedade, a coercibilidade e a autoexecutoriedade, da qual são desdobramentos a
exigibilidade e a executoriedade, é correto afirmar que o poder de polícia pode ser exercido por
meio de atos vinculados ou de atos discricionários, neste caso quando houver certa margem de
apreciação deixada pela lei. Assertiva considerada correta pela banca examinadora.
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7.5.2. Autoexecutoriedade
E por falar em multa, fique atento (a) ao entendimento do Superior Tribunal de Justiça,
manifestado por meio da Súmula 510, pois tem sido muito cobrado em provas de concursos:
Sumula 510: "A liberação de veículo retido apenas por transporte irregular de passageiros
não está condicionada ao pagamento de multas e despesas".
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Gabarito: Letra a.
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7.5.3. Coercibilidade
(FCC∕Analista Judiciário – TRE PR) Considerando que sejam atributos do poder de polícia a
discricionariedade, a coercibilidade e a autoexecutoriedade, da qual são desdobramentos a
exigibilidade e a executoriedade, é correto afirmar que a autoexecutoriedade prescinde da
coercibilidade, que pode ou não estar presente nos atos de polícia. Assertiva considerada incorreta
pela banca examinadora.
O art. 1º da Lei 9.873/1999 é expresso ao afirmar que “prescreve em cinco anos a ação
punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia,
objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de
infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado”.
Por outro lado, quando o fato objeto da ação punitiva da Administração também constituir
crime, a prescrição reger-se-á pelo prazo previsto na lei penal.
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Nesse caso, pode-se afirmar que o contraditório e a ampla defesa foram diferidos
(postergados).
(FCC - Analista Judiciário – TRT 3ª REGIAO) Durante fiscalização em bares e restaurantes localizados
em determinada região de Salvador, os agentes municipais constataram, em alguns estabelecimentos,
a existência de produtos alimentícios impróprios para o consumo ou com data de validade expirada. Os
agentes municipais, devidamente amparados em previsão legal,
(...) B) devem apreender os produtos impróprios para o consumo e com data de validade expirada,
podendo, inclusive, promover a interdição do estabelecimento como medida de polícia protetiva da
saúde pública, diferindo-se o contraditório e a ampla defesa.
Gabarito: “b”.
PODER DE POLÍCIA
A polícia administrativa atua sobre bens, atividades e direitos (exercida por entidades e
órgãos administrativos). De outro lado, a polícia judiciária atua sobre pessoas (exercida,
em regra, pela Polícia Civil e Polícia Federal).
Pode ser exercido de forma preventiva (concessão de licenças) ou repressiva (aplicação
de multas).
É limitado pelos princípios da razoabilidade ou proporcionalidade.
Seu exercício não pode ser delegado a particulares ou empresas públicas e sociedades
de economia mista (nem para a aplicação de multas de trânsito).
Tem como atributos a discricionariedade (mas também pode ser vinculado em casos
especiais, a exemplo da licença), autoexecutoriedade (que permite à administração
executar as suas próprias decisões sem prévia autorização do Poder Judiciário) e
coercibilidade (que garante a possibilidade de impor as decisões administrativas
independentemente da concordância do destinatário).
A ação punitiva do Poder Público com fundamento no poder de polícia prescreve em 5
(cinco) anos.
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1. O interesse público é indisponível e, caso seja necessário que o administrador se valha de tais
poderes para cumprir a sua função, deverá exercê-los, haja vista que os poderes administrativos
constituem verdadeiros poderes-deveres e não uma mera faculdade.
2. O exercício da função pública não se restringe à garantia de prerrogativas aos agentes públicos.
Ao contrário, impõe diversos deveres que, caso não observados, poderão ensejar a
responsabilização civil, penal e administrativa do agente que se omitir, sendo possível citar entre
eles: dever de eficiência, dever de prestar contas e dever de probidade.
3. O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em
desconformidade com a lei e pode se apresentar sob duas formas diferentes: a) quando o agente
público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela lei (excesso de poder); e b)
quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir finalidade
diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou desvio de finalidade).
4. Em situações especiais, também é possível falar em abuso de poder por omissão, desde que se
trate de omissão específica.
5. Para que um ato administrativo seja editado validamente, em conformidade com a lei, é
necessário que atenda a cinco requisitos básicos: competência, forma, finalidade, motivo e objeto.
Quando os cinco requisitos forem apresentados e detalhados na própria lei, ter-se-á um ato
vinculado, pois o agente público restringir-se-á ao preenchimento do ato nos termos que foram
definidos legalmente. Nesse caso, o agente público não possui margem de decisão
(discricionariedade) em relação ao ato a ser praticado.
7. Poder discricionário é aquele que a própria lei concede ao agente público, de modo explícito ou
implícito, para a prática de atos administrativos, autorizando-lhe a escolher, entre várias alternativas
possíveis, aquela que melhor atende ao interesse coletivo. Nos atos administrativos discricionários
está presente o denominado mérito administrativo.
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9. O Poder Judiciário jamais poderá revogar um ato editado pela Administração, mas somente anulá-
lo, quando for ilegal ou contrariar princípios gerais do Direito. Somente a própria Administração
pode revogar os seus atos, pois essa possibilidade está relacionada diretamente à conveniência e à
oportunidade.
10. O poder hierárquico é exercido de forma contínua e permanente dentro de uma mesma pessoa
política ou administrativa organizada verticalmente. Sendo assim, é possível afirmar que, no interior
da União, Estados, Municípios e Distrito Federal, ocorrerão várias relações de hierarquia, todas elas
fruto da desconcentração.
11. No exercício do poder hierárquico, várias prerrogativas serão asseguradas aos órgãos e agentes
superiores, a exemplo dos poderes de ordenar, fiscalizar, delegar e avocar competências e de dirimir
controvérsias de competência.
12. O poder hierárquico também se manifesta no âmbito interno das entidades integrantes da
Administração Indireta (que também podem estruturar-se através da criação de órgãos públicos) e,
ainda, do Poder Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Tribunais de Contas.
13. Não existe hierarquia entre a Administração Direta e Indireta, mas somente vinculação, que
assegura o controle finalístico.
14. Apesar do poder hierárquico permitir a delegação, é necessário ficar bastante atento, pois o
artigo 13 da Lei 9.784/99 apresenta um rol de atos insuscetíveis de delegação: 1º) a edição de atos
de caráter normativo; 2ª) a decisão de recursos administrativos; 3ª) as matérias de competência
exclusiva do órgão ou autoridade.
15. Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que “pode haver distribuição de competências dentro da
organização administrativa, excluindo-se a relação hierárquica com relação a determinadas
atividades. É o que acontece, por exemplo, nos órgãos consultivos que, embora incluídos na
hierarquia administrativa para fins disciplinares, por exemplo, fogem à relação hierárquica no que
diz respeito ao exercício de suas funções. Trata-se de determinadas atividades que, por sua própria
natureza, são incompatíveis com uma determinação de comportamento por parte do superior
hierárquico”.
16. A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que, como prerrogativa decorrente da
hierarquia, existe a possibilidade de aplicação de sanções a servidores públicos faltosos. Fique muito
atento às questões sobre esse item, pois a aplicação de penalidades a servidores está amparada no
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18. É válido destacar que os particulares que não possuem vínculo com a Administração não podem
ser punidos com respaldo no poder disciplinar, pois não estão submetidos à sua disciplina punitiva.
Sendo assim, caso o particular tenha sido alvo de penalidade aplicada pela Administração, sem
possuir qualquer vínculo jurídico com a mesma, não se trata de exercício do poder disciplinar, mas,
provavelmente, do poder de polícia.
19. Cuidado para não confundir as medidas punitivas decorrentes do poder disciplinar com as
medidas decorrentes do poder punitivo do Estado. O poder punitivo do Estado objetiva a repressão
de crimes e contravenções definidas nas leis penais, sendo realizado pelo Poder Judiciário. Por outro
lado, o poder disciplinar visa resguardar a hierarquia e a eficiência administrativa, combatendo os
ilícitos administrativos;
21. O poder regulamentar consiste “na atribuição privativa do chefe do Poder Executivo para,
mediante decreto, expedir atos normativos, chamados regulamentos, compatíveis com a lei e
visando desenvolvê-la". O poder regulamentar é exercido exclusivamente pelo Chefe do Executivo,
sendo indelegável. Portanto, muito cuidado com as afirmativas de provas que informam que, em
caráter excepcional, esse poder pode ser delegado.
23. Para responder às questões de prova, lembre-se de que o decreto autônomo é um ato
normativo primário, que tem por objetivo disciplinar matérias com força de lei, estando apto,
portanto, a inovar na ordem jurídica.
24. A expressão “poder normativo”, segundo Maria Sylvia Zanella di Pietro, é bastante genérica, não
se restringindo aos atos editados pelos chefes do Poder Executivo. Ao editar atos administrativos
para regular o setor que está sob a sua área de fiscalização, por exemplo, uma agência reguladora
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exerce o poder normativo, pois está normatizando determinada atividade do mercado. Por outro
lado, o “poder regulamentar” está inserido dentro do poder normativo, sendo uma de suas
espécies. Ao editar um decreto regulamentar para explicar o texto legal e garantir a sua fiel
execução, nos termos do inc. IV, art. 84, da CF/1988, o Presidente da República está exercendo o
poder regulamentar, que é privativo dos chefes do Poder Executivo, sendo, portanto, indelegável.
25. Não confunda as expressões “polícia administrativa” e “polícia judiciária”. A primeira incide
sobre bens, direitos ou atividades (propriedade e liberdade), sendo vinculada mais precisamente à
prevenção de ilícitos administrativos e difundindo-se por todos os órgãos administrativos, de todos
os Poderes e entidades públicas que tenham atribuições de fiscalização (IBAMA, por exemplo). A
segunda incide sobre pessoas, atuando de forma conexa e acessória ao Poder Judiciário na apuração
e prevenção de infrações penais, sendo regida, portanto, pelas normas de Direito Processual Penal
(Polícia Civil e Polícia Federal);
26. Para tentar “cercar” as questões de provas, é possível definir o poder de polícia como a atividade
estatal que tem por objetivo limitar e condicionar o exercício de direitos e atividades, assim como
o gozo e uso de bens particulares em prol do interesse da coletividade.
27. Podemos entender como poder de polícia preventivo aquele exercido através da edição de
normas condicionadoras do gozo de bens ou do exercício de direitos e atividades individuais, a
exemplo da outorga de alvarás aos particulares que cumpram as condições e requisitos para o uso
da propriedade (a atuação da Administração tem a finalidade de evitar que um dano à coletividade
seja causado). Na forma repressiva, o poder de polícia é exercido por meio da imposição de sanções
aos particulares que praticarem condutas nocivas ao interesse coletivo (a Administração atua depois
que o dano já foi causado), constatadas através da atividade fiscalizatória (aplicação de multas, por
exemplo).
28. A doutrina majoritária aponta três atributos ou qualidades inerentes ao poder de polícia:
discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade.
29. A discricionariedade é a regra geral em relação ao poder de polícia, mas é válido esclarecer que
a lei pode regular, em circunstâncias específicas, todos os aspectos do exercício do poder de polícia
e, portanto, a atividade também poderá caracterizar-se como vinculada.
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33. A função de polícia é exercida em quatro fases – o ciclo de polícia – correspondendo a seus
quatro modos de atuação: a ordem de polícia, o consentimento de polícia, a fiscalização de polícia
e a sanção de polícia.
34. Além do respeito ao princípio da proporcionalidade, o poder de polícia também deve ser
exercido em conformidade com o devido processo legal (CF/1988, art. 5º, inc. LIV), que assegura a
necessidade de observância obrigatória aos princípios da ampla defesa e do contraditório antes da
aplicação de qualquer sanção.
35. A doutrina majoritária entende que o poder de polícia não pode ser exercido por particulares
(concessionários ou permissionários de serviços públicos) ou entidades públicas regidas pelo direito
privado, mesmo quando integrantes da Administração indireta, a exemplo das empresas públicas e
sociedades de economia mista.
36. Se a banca simplesmente afirmar que “o poder de polícia não pode ser delegado para
particulares”, a orientação é para que o enunciado seja considerado correto (essa é a regra geral).
Por sua vez, caso o enunciado afirme que “nenhum ato inerente ao poder de polícia pode ser
delegado a particulares”, aponte-o como errado.
37. O art. 1º da Lei 9.873/1999 é expresso ao afirmar que “prescreve em cinco anos a ação punitiva
da Administração Pública Federal, direta e indireta, no exercício do poder de polícia, objetivando
apurar infração à legislação em vigor, contados da data da prática do ato ou, no caso de infração
permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado”.
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A) de polícia.
B) disciplinar.
C) hierárquico.
D) regulamentar.
E) vinculante.
A polícia judiciária é repressiva e está adstrita aos órgãos e agentes do Poder Judiciário,
enquanto a polícia administrativa é preventiva e está disseminada pelos órgãos da
administração pública.
B) A licença para dirigir veículos automotores para a prática de atos sujeitos ao poder de polícia
do Estado não consiste em ato de polícia vinculado.
C) A liberação de veículo retido por autoridades de trânsito apenas pela prática de transporte
irregular de passageiros não está condicionada ao pagamento de multas e despesas.
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O poder do administrador público — que constitui, ao mesmo tempo, dever para com a
comunidade — é irrenunciável pelo seu titular.
Configura abuso do poder regulamentar a edição de regulamento por chefe do Poder Executivo
dispondo obrigações diversas das contidas em lei regulamentada, ainda que sejam obrigações
derivadas.
O administrador público age no exercício do poder hierárquico ao editar atos normativos com
o objetivo de ordenar a atuação de órgãos a ele subordinados.
No que diz respeito a desvio e excesso de poder e à responsabilidade civil do Estado, julgue o
item subsecutivo.
Ocorre desvio de poder na forma omissiva quando o agente público que detém o poder-dever
de agir se mantém inerte, ao passo que o excesso de poder caracteriza-se pela necessária
ocorrência de um transbordamento no poder-dever de agir do agente público, não sendo
cabível na modalidade omissiva.
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O poder de polícia pode ser atribuído a autarquia, mas não a empresa pública.
De acordo com o STF, a competência das agências reguladoras para editar atos normativos que
visem à organização e à fiscalização das atividades por elas reguladas representa o exercício de
seu poder administrativo
A) disciplinar.
B) regulamentar.
C) hierárquico.
D) de polícia.
E) hierárquico e do disciplinar.
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C) pode ser delegado a sociedade de economia mista que explore serviço público,
a qual poderá praticar atos de fiscalização e aplicar multas.
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Pelo poder hierárquico, são possíveis a apuração de faltas funcionais e a aplicação de punições
ao agente infrator.
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Na situação apresentada, a ordem exarada pela autoridade superior é ilícita, por vício de
finalidade.
O excesso de poder, espécie de abuso de poder, ocorre quando o agente público ultrapassa os
limites impostos a suas atribuições.
Paulo foi aprovado em concurso para analista, que exigia nível superior. Nomeado e
empossado, Paulo passou a desempenhar suas funções com aparência de legalidade.
Posteriormente, constatou-se que Paulo jamais havia colado grau em instituição de ensino
superior, detendo, como titulação máxima, o ensino médio.
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Fabiano Pereira
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Configura-se abuso de poder por desvio de poder no caso de vício de finalidade do ato
administrativo, e abuso de poder por excesso de poder quando o ato administrativo é praticado
por agente que exorbita a sua competência.
a) vinculado e disciplinar.
b) discricionário e vinculado.
c) disciplinar e discricionário.
d) hierárquico e discricionário.
e) hierárquico e vinculado.
Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
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Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
O desvio de finalidade é a modalidade de abuso de poder em que o agente público atua fora
dos limites de sua competência, invadindo atribuições cometidas a outro agente.
Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
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O cumprimento de mandados judiciais por policiais civis pode ser classificado como ato
decorrente do exercício do poder de polícia administrativa.
Configura excesso de poder a prática, por servidor público, de ato administrativo que vise
finalidade diversa da finalidade prevista em lei, mesmo que o servidor não extrapole os limites
de sua competência.
Exerce o poder de polícia o ente da administração pública que, no desempenho de suas funções
institucionais, realiza fiscalização em estabelecimento comercial, lavrando auto de infração e
impondo multa por descumprimento de normas administrativas.
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Foi editada portaria ministerial que regulamentou, com fundamento direto no princípio
constitucional da eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de
determinado ministério.
Com referência a essa situação hipotética e ao poder regulamentar, julgue o próximo item.
A portaria em questão poderá vir a ser sustada pelo Congresso Nacional, se essa casa entender
que o ministro exorbitou de seu poder regulamentar.
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Foi editada portaria ministerial que regulamentou, com fundamento direto no princípio
constitucional da eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de
determinado ministério.
Com referência a essa situação hipotética e ao poder regulamentar, julgue o próximo item.
Foi editada portaria ministerial que regulamentou, com fundamento direto no princípio
constitucional da eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de
determinado ministério.
Com referência a essa situação hipotética e ao poder regulamentar, julgue o próximo item.
O poder de polícia dispõe de certa discricionariedade, haja vista o poder público ter liberdade
para escolher, por exemplo, quais atividades devem ser fiscalizadas para que se proteja o
interesse público.
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O desvio de finalidade é uma espécie de abuso de poder em que o agente público, apesar de
agir dentro dos limites de sua competência, pratica determinado ato com objetivo diverso
daquele pautado pelo interesse público.
José, chefe do setor de recursos humanos de determinado órgão público, editou ato
disciplinando as regras para a participação de servidores em concurso de promoção.
Maurício, chefe imediato de João (ambos servidores públicos distritais), determinou que este
participasse de reunião de trabalho em Fortaleza – CE nos dias nove e dez de janeiro. João
recebeu o valor das diárias. No dia oito de janeiro, João sofreu um acidente de carro e,
conforme atestado médico apresentado para Maurício, teve de ficar de repouso por três dias,
razão pela qual não pôde viajar. Essa foi a primeira vez no bimestre que João teve de se afastar
do serviço por motivo de saúde.
Acerca dessa situação hipotética e de aspectos legais e doutrinários a ela relacionados, julgue
o item a seguir.
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O fato de a administração pública internamente aplicar uma sanção a um servidor público que
tenha praticado uma infração funcional caracteriza o exercício do poder de polícia
administrativo.
Com relação aos poderes administrativos e ao uso e abuso desses poderes, assinale a opção
correta.
55. (CESPE/EBSERH/Advogado/2018)
56. (CESPE/EBSERH/Advogado/2018)
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GABARITO
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A) de polícia.
B) disciplinar.
C) hierárquico.
D) regulamentar.
E) vinculante.
Comentários
O poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à Administração Pública de apurar
infrações funcionais dos servidores públicos e demais pessoas submetidas à disciplina
administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo, caso
seja cabível e necessário.
Considerando que uma empresa contratada pela Administração Pública, ainda que mediante
dispensa de licitação, submete-se ao regime administrativo, eventuais sanções decorrentes do
descumprimento do contrato serão impostas com fundamento no poder disciplinar.
Gabarito: “b”.
A polícia judiciária é repressiva e está adstrita aos órgãos e agentes do Poder Judiciário,
enquanto a polícia administrativa é preventiva e está disseminada pelos órgãos da
administração pública.
Comentários
A polícia judiciária incide sobre pessoas, atuando de forma conexa e acessória ao Poder Judiciário
na apuração e investigação de infrações penais. É privativa de corporações especializadas que
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integram a segurança pública integrantes do Poder Executivo, a exemplo da Polícia Civil (estadual)
e a Polícia Federal (com atuação em âmbito nacional).
Por outro lado, a polícia administrativa, incide sobre bens, direitos ou atividades (propriedade e
liberdade), sendo vinculada à prevenção de ilícitos administrativos e difundindo-se por todos os
órgãos administrativos, de todos os Poderes e entidades públicas que tenham atribuições de
fiscalização.
Diante do que foi exposto, constata-se que o erro está no fato de o enunciado ter afirmado que a
polícia judiciária está adstrita aos órgãos e agentes do Poder Judiciário, quando, na verdade, integra
a estrutura do Poder Executivo.
Gabarito: “Errado”.
B) A licença para dirigir veículos automotores para a prática de atos sujeitos ao poder de polícia
do Estado não consiste em ato de polícia vinculado.
C) A liberação de veículo retido por autoridades de trânsito apenas pela prática de transporte
irregular de passageiros não está condicionada ao pagamento de multas e despesas.
Comentários
a) Segundo entendimento firmado pelo STJ, quando “o ato de polícia tiver como objeto a
demolição de uma casa habitada, a respectiva execução deve ser autorizada judicialmente e
acompanhada por oficiais de justiça”. Assertiva incorreta.
b) Licença é o ato administrativo vinculado e definitivo pelo qual a Administração reconhece que
o particular, detentor de um direito subjetivo, preenche as condições para seu gozo. Caso o
interessado em obter a licença para dirigir cumpra todos os requisitos previstos em lei, a
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Administração Pública está obrigada a expedi-la, sendo ato administrativo vinculado. Assertiva
incorreta.
c) Nos termos da Súmula-STJ nº 510, “a liberação de veículo retido apenas por transporte irregular
de passageiros não está condicionada ao pagamento de multas e despesas”. Assertiva correta.
d) O poder de polícia administrativa poderá se manifestar de forma repressiva ou preventiva,
apesar de, em regra, ser considerado preventivo. Assertiva incorreta.
e) O Supremo Tribunal Federal, em tese de repercussão geral, decidiu que “é constitucional a
atribuição às guardas municipais do exercício de poder de polícia de trânsito, inclusive para
imposição de sanções administrativas legalmente previstas”. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
O poder do administrador público — que constitui, ao mesmo tempo, dever para com a
comunidade — é irrenunciável pelo seu titular.
Comentários
O poder do administrador público, que se materializa nas competências previstas em lei,
realmente é irrenunciável, pois o agente púbico não pode abrir mão das obrigações que a lei lhe
incumbe, em que pese em alguns casos ser possível a respectiva delegação. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Configura abuso do poder regulamentar a edição de regulamento por chefe do Poder Executivo
dispondo obrigações diversas das contidas em lei regulamentada, ainda que sejam obrigações
derivadas.
Comentários
Segundo os ensinamentos de José dos Santos Carvalho Filho, “é legítima, a fixação de obrigações
subsidiárias (ou derivadas) – diversas das obrigações primárias (ou originárias) contidas na lei – nas
quais também se encontra imposição de certa conduta dirigida ao administrado. Constitui, no
entanto, requisito de validade de tais obrigações sua necessária adequação às obrigações legais”.
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Gabarito: “Errado”.
O administrador público age no exercício do poder hierárquico ao editar atos normativos com
o objetivo de ordenar a atuação de órgãos a ele subordinados.
Comentários
Gabarito: “Certo”.
No que diz respeito a desvio e excesso de poder e à responsabilidade civil do Estado, julgue o
item subsecutivo.
Ocorre desvio de poder na forma omissiva quando o agente público que detém o poder-dever
de agir se mantém inerte, ao passo que o excesso de poder caracteriza-se pela necessária
ocorrência de um transbordamento no poder-dever de agir do agente público, não sendo
cabível na modalidade omissiva.
Comentários
Eis uma questão que despertou dúvidas na maioria dos candidatos e que deve ser analisada passo
ao passo. Primeiramente, deve ficar claro que o abuso de poder, em conformidade com a doutrina
moderna, pode se manifestar de três formas distintas: excesso de poder, desvio de poder e abuso
de poder por omissão.
O enunciado afirma que “ocorre desvio de poder na forma omissiva quando o agente público que
detém o poder-dever de agir se mantém inerte”. Nesse ponto, o erro do enunciado está no fato de
ter utilizado a expressão “desvio de poder”, quando deveria utilizar “abuso de poder”. Por sua vez,
o enunciado finaliza afirmando que o excesso de poder não é cabível na modalidade omissiva, o que,
em partes, pode ser considerado correto.
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Digo isso porque não é correto falar em “excesso de poder por omissão” e sim em “abuso de poder
por omissão”.
Gabarito: “Errado”.
O poder de polícia pode ser atribuído a autarquia, mas não a empresa pública.
Comentários
Segundo o entendimento adotado pelo STF, o poder de polícia NÃO poderá ser atribuído a
entidades administrativas de direito privado, como as empresas públicas e sociedade de economia
mista. Não obstante, a Suprema Corte entende não ser possível também a delegação do poder de
polícia a particulares não integrantes da Administração Pública brasileira.
Gabarito: “Certo”.
De acordo com o STF, a competência das agências reguladoras para editar atos normativos que
visem à organização e à fiscalização das atividades por elas reguladas representa o exercício de
seu poder administrativo
Comentários
No julgamento da ADI 4874, ocorrido em 01/02/2018, sob relatoria da Min. Rosa Weber, o
Supremo Tribunal Federal adotou entendimento no sentido de que os atos normativos editados
por agências reguladoras consistem em forma de exercício do poder de polícia, sempre
subordinados ao disposto em lei.
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Para ilustrar o entendimento acima demonstrado, segue trecho extraído da EMENTA do referido
julgado:
“A competência para editar atos normativos visando à organização e à fiscalização das
atividades reguladas insere-se no poder geral de polícia da Administração sanitária.
Qualifica-se, a competência normativa da ANVISA, pela edição, no exercício da regulação
setorial sanitária, de atos: (i) gerais e abstratos, (ii) de caráter técnico, (iii) necessários à
implementação da política nacional de vigilância sanitária e (iv) subordinados à
observância dos parâmetros fixados na ordem constitucional e na legislação setorial”.
Gabarito: “b”.
A) disciplinar.
B) regulamentar.
C) hierárquico.
D) de polícia.
E) hierárquico e do disciplinar.
Comentários
Os alvarás de licença e autorização nada mais são do que formas de materialização do
consentimento de polícia, umas das fases que compõem o ciclo de polícia, apresentando-se como
espécies de atos administrativos pelos quais a Administração concede a sua anuência em relação
ao exercício de determinadas atividades e direitos pelo particular.
Gabarito: “d”.
O abuso de poder, que inclui o excesso de poder e o desvio de finalidade, não decorre de
conduta omissiva de agente público.
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Comentários
Para responder às questões de concursos públicos, lembre-se de que a omissão de agentes públicos
também pode caracterizar abuso de poder. Entretanto, é necessário distinguir a omissão genérica
da omissão específica do agente público.
Na omissão genérica, a inércia do agente público não caracteriza uma afronta direta à lei
(ilegalidade), pois a omissão está relacionada ao momento mais oportuno para a implementação
das políticas públicas, que não possuem prazo determinado (decidir sobre o melhor momento de
construir uma usina hidrelétrica, por exemplo). Incide nesse caso, conforme destaca José dos
Santos Carvalho Filho, a denominada reserva do possível, utilizada para indicar que, por vários
motivos, nem todas as metas governamentais podem ser alcançadas, principalmente pela
costumeira escassez de recursos financeiros. De outro lado, a omissão específica configura
violação direta ao texto legal, pois a inércia configura desrespeito a uma obrigação expressamente
prevista em lei (é o que ocorre, por exemplo, quando a autoridade administrativa deixa de proferir
decisão no prazo de trinta dias, previsto no art. 49 da Lei 9.784/1999). Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
Segundo o entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, o poder de polícia não
poderá ser delegado a pessoas ou entidades que se submetem ao regime de direito privado, uma
vez que se trata de atividade tipicamente pública.
O que se permite é que as pessoas jurídicas de direito privado atuem em atividades-meio, apenas
auxiliando nas atividades de fiscalização e consentimento. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
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C) pode ser delegado a sociedade de economia mista que explore serviço público,
a qual poderá praticar atos de fiscalização e aplicar multas.
Comentários
a) É a atuação da polícia judiciária que incide sobre pessoas, atuando de forma conexa e acessória
ao Poder Judiciário na apuração e investigação de infrações penais. Assertiva incorreta.
b) O STJ possui entendimento de que "as sanções administrativas aplicadas pelas agências
reguladoras, no exercício do seu poder de polícia, não ofendem o princípio da legalidade, visto que
a lei ordinária delega a esses órgãos a competência para editar normas e regulamentos no âmbito
de sua atuação, inclusive tipificar as condutas passíveis de punição, principalmente acerca de
atividades eminentemente técnicas". (REsp 1.522.520/RN. Rel. Ministro Gurgel de Faria. Julgado em
01/02/2018. DJe em 22/02/2018). Assertiva correta.
c) Dentre as fases que compõem o ciclo de polícia, entende o Superior Tribunal de Justiça (Recurso
Especial nº 817.534) que podem ser delegadas a particulares apenas as fases de consentimento e
fiscalização. A aplicação de multa consiste em atividade pertinente a sanção, que é fase privativa de
entidades de direito público. Assertiva incorreta.
e) Ao responder às questões de prova, lembre-se de que todos os atos administrativos estão sujeitos
ao controle de legalidade e legitimidade exercido pelo Poder Judiciário. O que não se admite, de
forma direta, é a análise de mérito do ato administrativo pelo Poder Judiciário. Assertiva incorreta.
Gabarito: “b”.
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Pelo poder hierárquico, são possíveis a apuração de faltas funcionais e a aplicação de punições
ao agente infrator.
Comentários
Fique muito atento (a) às questões sobre esse tema, pois a apuração de faltas funcionais e a
respectiva aplicação de penalidades a servidores está amparada no poder disciplinar. Todavia, trata-
se de uma consequência das relações de subordinação existentes no âmbito da Administração, isto
é, corolário do poder hierárquico (que deu “origem” ao poder disciplinar). Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
Para que ocorra a aplicação de penalidade com fundamento no poder disciplinar é necessário que
exista um vínculo jurídico entre a Administração e aquele que está sendo punido. Isso acontece, por
exemplo, na aplicação de uma suspensão a servidor público (vínculo estatutário), bem como na
aplicação de uma multa a concessionário de serviço público, que, apesar de particular, está
vinculado à Administração Pública por meio de um contrato. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
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Para responder às questões de prova, lembre-se sempre de que se a competência tiver sido atribuída
com exclusividade a determinado órgão público, não poderá ser avocada, ainda que por órgão
superior. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Comentários
A doutrina majoritária entende que o poder de polícia não pode ser exercido por particulares
(concessionários ou permissionários de serviços públicos) ou entidades públicas regidas pelo direito
privado, mesmo quando integrantes da Administração indireta, a exemplo das empresas públicas e
sociedades de economia mista. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
Para responder às questões de prova, deve ficar claro que a doutrina majoritária considera o decreto
autônomo um ato normativo primário, isto é, ato normativo com força de lei, capaz de inovar na
ordem jurídica. Todavia, o decreto autônomo só pode ser editado em situações excepcionais,
expressamente previstas no art. 84, VI, da CF/1988. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Comentários
Ao determinar que fossem anotados os dados completos de todas as pessoas que entrassem e
saíssem do imóvel a autoridade superior do órgão exerceu o poder hierárquico e não o poder
disciplinar. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Na situação apresentada, a ordem exarada pela autoridade superior é ilícita, por vício de
finalidade.
Comentários
No desvio de poder ou finalidade, a autoridade atua dentro dos limites da sua competência, mas o
ato não alcança o interesse público inicialmente desejado pela lei. Trata-se de ato manifestamente
contrário à lei (pois foi editado para satisfazer interesse particular), mas que tem a “aparência” de
ato legal, pois geralmente o vício não é notório, não é evidente, restringindo-se à finalidade do ato.
Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
O excesso de poder, espécie de abuso de poder, ocorre quando o agente público ultrapassa os
limites impostos a suas atribuições.
Comentários
Nas palavras do professor Hely Lopes Meirelles, o abuso de poder “ocorre quando a autoridade, embora
competente para agir, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades
administrativas”, o que torna a assertiva correta.
O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em desconformidade com a
lei e pode se apresentar sob duas formas diferentes: 1ª) quando o agente público ultrapassa os limites da
competência que lhe foi outorgada pela lei (excesso de poder); 2ª) quando o agente público exerce a
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competência nos estritos limites legais, mas para atingir finalidade diferente daquela prevista em lei (desvio
de poder ou desvio de finalidade).
Gabarito: “Certo”.
Comentários
O poder que confere à administração pública a prerrogativa de apurar eventuais infrações administrativas e
aplicar as respectivas penalidades é o poder disciplinar. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Paulo foi aprovado em concurso para analista, que exigia nível superior. Nomeado e
empossado, Paulo passou a desempenhar suas funções com aparência de legalidade.
Posteriormente, constatou-se que Paulo jamais havia colado grau em instituição de ensino
superior, detendo, como titulação máxima, o ensino médio.
Comentários
Paulo não desempenhou suas funções com excesso de poder, pois, a princípio, a lei o autorizava a
praticar os atos inerentes a função que exercia, apesar da situação irregular no provimento. O
excesso de poder ocorre quando o agente público extrapola os limites de sua competência, prevista
em lei. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
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Configura-se abuso de poder por desvio de poder no caso de vício de finalidade do ato
administrativo, e abuso de poder por excesso de poder quando o ato administrativo é praticado
por agente que exorbita a sua competência.
Comentários
O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em
desconformidade com a lei e pode se apresentar sob duas formas diferentes: 1ª) quando o agente
público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela lei (excesso de poder); 2ª)
quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir finalidade
diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou desvio de finalidade). Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
a) vinculado e disciplinar.
b) discricionário e vinculado.
c) disciplinar e discricionário.
d) hierárquico e discricionário.
e) hierárquico e vinculado.
Comentários
Quando o servidor público proferiu, entre duas opções cabíveis, decisão a respeito de determinado
caso concreto, não restam dúvidas de que exerceu o poder discricionário. Perceba que nesse caso
existia uma margem para o servidor verificar qual seria a melhor decisão, dentre as opções
existentes, fato que caracteriza o mérito administrativo.
Por outro lado, quando determinou o imediato cumprimento da decisão, pois não havia outro
posicionamento a ser adotado (não existia qualquer margem para decisão discricionária, como na
primeira hipótese), exerceu o poder vinculado.
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Gabarito: “b”.
Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
Comentários
Gabarito: “Errado”.
Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
Comentários
Para o exercício de atividades ou para a prática de atos sujeitos ao poder de polícia do Estado, a lei
exige alvará de licença ou de autorização. No primeiro caso, o ato é vinculado, porque a lei prevê os
requisitos diante dos quais a Administração é obrigada a conceder o alvará; é o que ocorre na licença
para dirigir veículos automotores, para exercer determinadas profissões, para construir. No segundo
caso, o ato é discricionário, porque a lei consente que a Administração aprecie a situação concreta
e decida se deve ou não conceder a autorização, diante do interesse público em jogo; é o que ocorre
com a autorização para porte de arma, com a autorização para circulação de veículos com peso ou
altura excessivos, com a autorização para produção ou distribuição de material bélico. Assertiva
incorreta.
Gabarito: “Errado”.
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Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
O desvio de finalidade é a modalidade de abuso de poder em que o agente público atua fora
dos limites de sua competência, invadindo atribuições cometidas a outro agente.
Comentários
Quando o agente público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela lei,
invadindo competências atribuídas a outro agente, comete excesso de poder e não desvio de
finalidade. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
Comentários
O decreto regulamentar jamais poderá inovar na ordem jurídica, criando direitos e obrigações para
os particulares, pois, nos termos do inciso II, artigo 5º, da CF/88, essa é uma prerrogativa reservada
à lei. No mesmo sentido, o conteúdo do decreto regulamentar não pode contrariar os mandamentos
legais ou disciplinar matéria ainda não disposta em lei (no caso de omissão legislativa, por exemplo),
pois, nesse caso, o decreto estaria “substituindo” a lei, o que não se admite (o decreto regulamentar
pode apenas complementar ou explicar o texto legal).
Todavia, deve ficar claro que existem exceções previstas no art. 84, VI, da CF/1988, que asseguram
ao chefe do Poder Executivo a prerrogativa de editar atos normativos primários, com força de lei
(decretos autônomos). Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
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Com relação aos poderes da administração pública e aos poderes e deveres dos
administradores públicos, julgue os itens seguintes:
Comentários
No âmbito da Administração Pública, é regra a possibilidade de delegação, que somente não poderá ocorrer
quando existir expressa proibição legal ou quando se tratar de competência conferida com exclusividade a
determinado órgão ou agente (portanto, não é irrestrita).
O artigo 13 da Lei 9.784/99, por exemplo, afirma expressamente que não poderão ser objeto de delegação
a edição de atos de caráter normativo, a decisão de recursos administrativos e as matérias de competência
exclusiva do órgão ou autoridade, o que torna a assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
A Lei 9.784/99, em seu art. 45, afirma que “em caso de risco iminente, a Administração Pública
poderá motivadamente adotar providências acauteladoras sem a prévia manifestação do
interessado”. Todavia, em nenhuma hipótese se admite que autoridades administrativas
determinem a prisão de pessoas, ainda que integrantes do quadro da Administração Pública.
Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
O cumprimento de mandados judiciais por policiais civis pode ser classificado como ato
decorrente do exercício do poder de polícia administrativa.
Comentários
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A Polícia Civil, assim como a Polícia Federal, integram a denominada “polícia judiciária”. Por sua vez,
a polícia administrativa atua predominantemente na prevenção de ilícitos administrativos, através
da atuação dos órgãos e entidades que possuem atribuições de fiscalização (a exemplo do IBAMA,
órgãos de vigilância sanitária, entre outros). Desse modo, resta claro que o cumprimento do
mandado não tem qualquer relação como o poder de polícia administrativa. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Configura excesso de poder a prática, por servidor público, de ato administrativo que vise
finalidade diversa da finalidade prevista em lei, mesmo que o servidor não extrapole os limites
de sua competência.
Comentários
Quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir finalidade
diferente daquela prevista em lei, pratica desvio de finalidade e não excesso de poder. Assertiva
incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
A omissão específica configura violação direta ao texto legal (abuso de poder), pois a inércia
configura desrespeito a uma obrigação expressamente prevista em lei (é o que ocorre, por exemplo,
quando a autoridade administrativa deixa de proferir decisão no prazo de trinta dias, previsto no
art. 49 da Lei 9.784/1999). Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
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Exerce o poder de polícia o ente da administração pública que, no desempenho de suas funções
institucionais, realiza fiscalização em estabelecimento comercial, lavrando auto de infração e
impondo multa por descumprimento de normas administrativas.
Comentários
O poder de polícia surgiu com a própria necessidade atribuída ao Estado de ordenar, controlar,
fiscalizar e limitar as atividades desenvolvidas pelos particulares, em benefício da coletividade. É o
que ocorre quando a Administração Pública realiza fiscalizações e/ou aplica multas aos infratores.
Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Comentários
No exercício do poder hierárquico, várias prerrogativas serão asseguradas aos órgãos e agentes
superiores, a exemplo dos poderes de ordenar, fiscalizar, delegar e avocar competências e de dirimir
controvérsias ou conflitos de competência entre subordinados. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
O enunciado ficou muito mal redigido, proporcionando interpretações diversas. Portanto, penso que banca
deveria ter anulado a questão.
O fato é que a discricionariedade realmente é uma das características do poder de polícia, porém, quando a
banca afirma que é “fundamental”, parece que tentou dizer que era o único (ou que sempre fosse
discricionário). Talvez por isso tenha considerado o enunciado incorreto.
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A discricionariedade é a regra geral em relação ao poder de polícia, mas é válido esclarecer que a lei pode
regular, em circunstâncias específicas, todos os aspectos do exercício do poder de polícia e, portanto, a
atividade também poderá caracterizar-se como vinculada.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
Gabarito: “Certo”.
Comentários
Gabarito: “Errado”.
Comentários
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Gabarito: “Errado”.
Comentários
Gabarito: “Certo”.
Comentários
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Gabarito: “Certo”.
Foi editada portaria ministerial que regulamentou, com fundamento direto no princípio
constitucional da eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de
determinado ministério.
Com referência a essa situação hipotética e ao poder regulamentar, julgue o próximo item.
A portaria em questão poderá vir a ser sustada pelo Congresso Nacional, se essa casa entender
que o ministro exorbitou de seu poder regulamentar.
Comentários
A CF/1988, em seu art. 49, V, dispõe que é da competência exclusiva do Congresso Nacional sustar
os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de
delegação legislativa. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Foi editada portaria ministerial que regulamentou, com fundamento direto no princípio
constitucional da eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de
determinado ministério.
Com referência a essa situação hipotética e ao poder regulamentar, julgue o próximo item.
Comentários
As portarias são atos administrativos editados por órgãos do Poder Executivo, portanto, classificam-
se como atos normativos secundários, que devem obediência ao texto legal. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Foi editada portaria ministerial que regulamentou, com fundamento direto no princípio
constitucional da eficiência, a concessão de gratificação de desempenho aos servidores de
determinado ministério.
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Com referência a essa situação hipotética e ao poder regulamentar, julgue o próximo item.
Comentários
Nos termos do art. 37, X, da CF/1988, a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que
trata o § 4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a
iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem
distinção de índices. Desse modo, não se admite que gratificações sejam instituídas por portarias,
ainda que sob o pretexto da deslegalização. Mas o que é deslegalização?
A deslegalização ocorre quando a própria lei se encarrega de retirar determinada matéria de seu
domínio, permitindo que seja tratada por outro ato normativo, ainda que de hierarquia inferior,
editado por órgão distinto do Poder Legislativo (decreto expedido pelo Presidente da República, por
exemplo).
Diogo de Figueiredo Moreira Neto afirma que “a lei de deslegalização não necessita, assim, sequer
penetrar na matéria de que trata, bastando-lhe abrir essa possibilidade a outras fontes normativas,
estatais ou não, de regulá-la por atos próprios que, por óbvio, não serão de responsabilidade do
Poder Legislativo, ainda que sobre eles possa continuar a ser exercido um controle político quanto
a eventuais exorbitâncias. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Comentários
A deslegalização ocorre quando a própria lei se encarrega de retirar determinada matéria de seu
domínio, permitindo que seja tratada por outro ato normativo, ainda que de hierarquia inferior,
editado por órgão distinto do Poder Legislativo (decreto expedido pelo Presidente da República, por
exemplo).
Diogo de Figueiredo Moreira Neto afirma que “a lei de deslegalização não necessita, assim, sequer
penetrar na matéria de que trata, bastando-lhe abrir essa possibilidade a outras fontes normativas,
estatais ou não, de regulá-la por atos próprios que, por óbvio, não serão de responsabilidade do
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Poder Legislativo, ainda que sobre eles possa continuar a ser exercido um controle político quanto
a eventuais exorbitâncias. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
O poder de polícia dispõe de certa discricionariedade, haja vista o poder público ter liberdade
para escolher, por exemplo, quais atividades devem ser fiscalizadas para que se proteja o
interesse público.
Comentários
A discricionariedade é a regra geral em relação ao poder de polícia, mas é válido esclarecer que a lei pode
regular, em circunstâncias específicas, todos os aspectos do exercício do poder de polícia e, portanto, a
atividade também poderá caracterizar-se como vinculada (a exemplo do que ocorre na expedição de
licenças). Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
O desvio de finalidade é uma espécie de abuso de poder em que o agente público, apesar de
agir dentro dos limites de sua competência, pratica determinado ato com objetivo diverso
daquele pautado pelo interesse público.
Comentários
O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em
desconformidade com a lei e pode se apresentar sob duas formas diferentes: a) quando o agente
público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela lei (excesso de poder); e b)
quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir finalidade
diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou desvio de finalidade). Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Comentários
Gabarito: “Errado”.
José, chefe do setor de recursos humanos de determinado órgão público, editou ato
disciplinando as regras para a participação de servidores em concurso de promoção.
Comentários
O poder regulamentar, em regra, é exercido após a publicação de uma lei administrativa pelo Poder
Legislativo, sendo necessária a edição de um decreto regulamentar (também chamado de
regulamento) pelo Chefe do Poder Executivo com o objetivo de explicar detalhadamente o seu
conteúdo, assegurando assim a sua fiel execução.
Os autores que defendem a segunda corrente, a exemplo da professora Maria Sylvia Zanella di
Pietro, alegam que enquanto o poder normativo pode ser exercido por diversas autoridades
administrativas, o poder regulamentar se restringe aos Chefes do Poder Executivo, nos termos do
art. 84, IV, da CF/1988.
Em regra, o CESPE considera a primeira corrente, que utiliza as expressões “poder regulamentar” e
“poder normativo” com o mesmo significado. Dessa forma, para o CESPE, o poder regulamentar não
é exercido apenas pelos Chefes do Poder Executivo, mas também por diversas autoridades
administrativas, como no poder normativo.
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Para exemplificar, cita-se o seguinte enunciado, cobrado no concurso do TCE/RO, realizado em 2013,
e considerado correto: “quando a administração expede normas de caráter geral e impessoal, ela
está desempenhando o poder regulamentar e a função normativa simultaneamente”.
Cabe ponderar que, ao considerar poder regulamentar com o mesmo significado de poder
normativo, entende-se que é possível emanar do poder regulamentar, além do decreto
regulamentar, outros atos normativos que explicitam ou complementam as leis, sem ultrapassar os
horizontes da legalidade. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Maurício, chefe imediato de João (ambos servidores públicos distritais), determinou que este
participasse de reunião de trabalho em Fortaleza – CE nos dias nove e dez de janeiro. João
recebeu o valor das diárias. No dia oito de janeiro, João sofreu um acidente de carro e,
conforme atestado médico apresentado para Maurício, teve de ficar de repouso por três dias,
razão pela qual não pôde viajar. Essa foi a primeira vez no bimestre que João teve de se afastar
do serviço por motivo de saúde.
Acerca dessa situação hipotética e de aspectos legais e doutrinários a ela relacionados, julgue
o item a seguir.
Comentários
Uma das prerrogativas decorrentes da hierarquia é o poder de ordenar, prerrogativa de dar ordens
concretas ou abstratas aos seus subordinados.
Os servidores públicos possuem o dever de acatar e cumprir as ordens emitidas pelos seus
superiores hierárquicos, salvo quando manifestamente ilegais, fato que criará para o servidor a
obrigação de representar contra essa ilegalidade (conforme mandamentos dos incisos IV e XII, art.
116, da Lei 8.112/90).
Diante do exposto, não restam dúvidas de que a competência de Maurício decorre do poder
hierárquico. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
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O fato de a administração pública internamente aplicar uma sanção a um servidor público que
tenha praticado uma infração funcional caracteriza o exercício do poder de polícia
administrativo.
Comentários
A Administração utiliza-se do poder de polícia para interferir na esfera privada dos particulares,
condicionando o exercício de atividades e direitos, bem como o gozo de bens, impedindo assim que
um particular possa prejudicar o interesse de toda uma coletividade.
A questão aborda a aplicação de uma sanção pela administração pública a um servidor público que
praticou infração funcional, situação que encaixa na finalidade do poder disciplinar.
É válido destacar que os particulares que não possuem vínculo com a Administração não podem ser
punidos com respaldo no poder disciplinar, pois não estão submetidos à sua disciplina punitiva.
Sendo assim, caso o particular tenha sido alvo de penalidade aplicada pela Administração, sem
possuir qualquer vínculo jurídico com a mesma (um motorista qualquer que avança um sinal
vermelho, por exemplo), não se trata de exercício do poder disciplinar, mas, provavelmente, do
poder de polícia. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
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Comentários
Segundo Hely Lopes Meirelles, o abuso de poder “ocorre quando a autoridade, embora competente
para agir, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades administrativas”.
O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em desconformidade
com a lei e pode se apresentar sob duas formas diferentes:
1ª) quando o agente público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela lei
(excesso de poder);
2ª) quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir
finalidade diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou desvio de finalidade).
Na situação apresentada pela questão, fica claro que Maria não ultrapassa os limites da sua
competência, não praticando, portanto, excesso de poder. O que Maria praticou foi um desvio da
finalidade, pois se valeu na necessidade de realização da licitação para lograr vantagem pessoal.
Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
Com relação aos poderes administrativos e ao uso e abuso desses poderes, assinale a opção
correta.
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Comentários
a) O poder de polícia não decorre de vínculos jurídicos existentes entre o Estado e o particular, mas
sim do princípio da supremacia do interesse público sobre o interesse privado, objetivando impedir
que particulares pratiquem atos nocivos ao interesse público. Assertiva incorreta.
b) O poder disciplinar não alcança apenas servidores que compõem o quadro de pessoal da
administração pública, sendo possível alcançar particulares que tenham vínculo com a
Administração.
Para que ocorra a aplicação de uma penalidade com fundamento no poder disciplinar é necessário
que exista um vínculo jurídico entre a Administração e aquele que está sendo punido. Isso acontece,
por exemplo, na aplicação de uma suspensão a servidor público (vínculo estatutário), bem como na
aplicação de uma multa a concessionário de serviço público (vínculo contratual). Assertiva incorreta.
c) A invalidação da conduta abusiva praticada por um administrador público pode ocorrer tanto na
esfera administrativa quanto no âmbito judicial.
SÚMULA 473 do STF: “A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que
os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência
ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação
judicial.”. Assertiva incorreta.
d) Diógenes Gasparini afirma que o poder regulamentar consiste “na atribuição privativa do chefe
do Poder Executivo para, mediante decreto, expedir atos normativos, chamados regulamentos,
compatíveis com a lei e visando desenvolvê-la". O poder regulamentar não fundamenta o exercício
do poder judicante (de julgar), prerrogativa tipicamente inerente ao Poder Judiciário. Assertiva
incorreta.
Gabarito: “E”.
55. (CESPE/EBSERH/Advogado/2018)
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Comentários
O poder regulamentar é a prerrogativa conferida aos chefes do Poder Executivo para, nos termos da
lei, editarem decretos regulamentares com a finalidade de explicar e permitir a fiel execução do
texto legal. Sendo assim, em nenhum caso admite-se que, no exercício do poder regulamentar, a lei
seja contrariada. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
56. (CESPE/EBSERH/Advogado/2018)
Comentários
Gabarito: “Certo”.
Comentários
Em síntese, a Administração utiliza-se do poder de polícia para interferir na esfera privada dos
particulares, condicionando o exercício de atividades e direitos, bem como o gozo de bens,
impedindo assim que um particular possa prejudicar o interesse de toda uma coletividade.
Além disso, será perfeitamente possível que administração exerça o poder de polícia por meio de
atos normativos, como os regulamentos e as instruções normativas, e também por meio de atos
concretos, a exemplo da aplicação de multas ou apreensão de mercadorias. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
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Comentários
O art. 15, da Lei 9.784/1999, dispõe expressamente que “será permitida, em caráter excepcional e por
motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão
hierarquicamente inferior”. Assertiva correta.
Gabarito: “Certo”.
Comentários
Gabarito: “Certo”.
Comentários
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A avocação ocorre quando o superior “chama para si” uma responsabilidade, não-exclusiva,
inicialmente atribuída a um subordinado. Apenas pode ocorrer em situações excepcionais, mediante
motivos relevantes devidamente justificados, em caráter temporário. Assertiva incorreta.
Gabarito: “Errado”.
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A) pode ser conceituada como uma liberdade de escolha da conduta administrativa a ser
adotada, a partir de um universo de condutas admitidas como válidas pela ordem jurídica
vigente.
D) com a promulgação da Carta de 1988, aquela se vê tratada como uma ação administrativa
com poderes ilimitados.
C) dotada de exigibilidade, que confere meios indiretos para sua execução, como a aplicação
de multas, e admitindo, quando previsto em lei ou para evitar danos irreparáveis ao interesse
público, a autoexecutoriedade, com o uso de meios diretos de coação.
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A) coercibilidade.
B) discricionariedade.
C) autoexecutoriedade.
D) poder de polícia.
E) probidade administrativa.
A prática de infração disciplinar por servidor ocupante de cargo efetivo enseja a instauração de
processo disciplinar, no bojo do qual será apurada autoria e responsabilidade, com a possível
imposição de sanção. Essa atuação da Administração pública
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E) é decorrência do poder hierárquico, como exercício do poder disciplinar, este que também
pode incidir sobre relações jurídicas que excedem o vínculo funcional.
C) insere-se dentre as funções típicas executivas, com a possibilidade de, nessa matéria, edição
de atos administrativos e normativos de natureza originária.
E) admite delegação à iniciativa privada de alguns aspectos, a exemplo das atividades meio,
que não afetam direitos diretamente.
II. Autorização é ato administrativo declaratório e vinculado e, dessa forma, uma vez
adimplidas as condições legais, deverá a Administração outorgá-la, não podendo, por conta de
sua natureza jurídica, revogá-la posteriormente.
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III. Sanção de polícia tem como característica o emprego de medidas inibitórias ou dissuasoras
e tem como finalidade cessar práticas ilícitas perpetradas por particulares e por funcionários
públicos, garantida a ampla defesa.
IV. O poder de polícia administrativo poderá ser delegado, mediante lei específica, a entes da
Administração Indireta.
B) I, II e IV.
C) II, IV e V.
D) III, IV e V.
E) I, III e V.
A) atuação que abrange a edição de decretos regulamentares sem inovação de mérito em face
da lei regulamentada, embora também permita a edição de decretos autônomos em situações
expressamente previstas.
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E) expressão dos princípios da celeridade e da eficiência, pois tem lugar para viabilizar a edição
de decretos que veiculem soluções para casos concretos, diante da inexistência de previsão
legal a respeito.
A) de polícia em relação aos atos praticados pela contratada para a execução do objeto
contratual, incluindo a aplicação de penalidades.
C) disciplinar em relação à contratada, tendo em vista que essa atuação abrange relações
jurídicas que excedem o vínculo funcional, tal como vínculo contratual.
D) hierárquico, tendo em vista que esta prerrogativa confere posição de supremacia do poder
público contratante em relação à contratada, admitindo inclusive alterações unilaterais do
contrato.
A) procede, tendo em vista que a autarquia não pode exercer poder de polícia repressiva,
apenas editar atos normativos que regulem o setor e a atuação dos administrados a ele
subordinados.
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B) é infundada, tendo em vista que as autarquias possuem plenos poderes no setor que atuam,
cabendo ao decreto que as crias delimitarem a esfera de competências e prerrogativas das
mesmas.
C) não é aderente à legalidade, pois a atuação do servidor público tem fundamento no exercício
do poder de polícia, que permite a adoção de medidas repressivas e de urgência para obstar
ilegalidades e riscos aos administrados.
a) é necessário haver expressa previsão legal sobre todas as condutas possíveis para a
Administração Pública e todas as vedações impostas aos administrados, tendo em vista que o
exercício do poder de polícia é vinculado.
b) a Administração pública lança mão do poder de polícia, cujo exercício se destina a limitar e
condicionar o exercício de direitos individuais, sempre com fundamento normativo, ainda que
não expresso.
d) é necessário que a Administração se valha de seu poder de polícia, que é sempre vinculado,
nos estritos termos previstos em lei, desde que não inclua a imposição de penalidades, para o
quê é necessária decisão judicial.
a) repressivas.
b) preventivas.
c) judiciárias.
d) normativas.
e) normativas e punitivas.
I. É sempre vinculado.
IV. Deve, em regra, ser aplicado a particulares não sujeitos à disciplina interna da Administração
pública.
b) I e IV.
c) II.
d) II e III.
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e) I.
II. No Poder Legislativo, a distribuição de competências entre Câmara e Senado se faz de forma
que haja absoluta independência funcional entre uma e outra Casa do Congresso.
III. A relação hierárquica caracteriza-se como uma relação estabelecida entre órgãos, de forma
necessária e permanente.
a) I, II e III.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, apenas.
I. Dissolução de reunião.
IV. Vistoria.
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a) I e II.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) I e IV.
e) III e IV.
c) inexiste margem de apreciação no exercício do poder de polícia, tendo em vista que, devido
ao caráter excepcional, todas as limitações devem estar previstas na legislação vigente.
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d) não há possibilidade de delegação do exercício do poder de polícia, tendo em vista que a lei
estabelece o destinatário da norma e o titular do exercício das funções administrativas.
a) discricionário da administração, que tem a função de gestão, com esfera de decisão fundada
exclusivamente em critérios de conveniência e oportunidade para organização administrativa.
b) disciplinar, que se aplica às relações jurídicas ou não jurídicas travadas pela Administração
pública, com vistas ao incremento de controle.
c) de polícia, cujo conteúdo contemporâneo não traz mais o sentido de limitação a direitos e
garantias individuais.
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b) por meio de suas autarquias regulamentadoras, sujeitas a regime jurídico de direito híbrido
e no exercício de seu poder de polícia, porque destinadas ao controle, regulamentação,
fiscalização e tributação de atividades profissionais.
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c) no exercício do seu poder de polícia, que deve, não obstante condicione e limite os direitos
individuais dos administrados, fazê-lo apenas quando necessário e com base na legislação
pertinente.
d) no exercício de seu poder normativo originário, quando institui regras para autorizar e
regulamentar profissões e atividades profissionais autônomas.
e) por meio de suas autarquias reguladoras, no exercício de seu poder normativo originário
para disciplinar e instituir normas para exercício de profissões.
a) O poder hierárquico projeta seus efeitos interna e externamente, posto que se dirige aos
servidores de determinado ente federado e aos demais integrantes das pessoas jurídicas que
compõem sua Administração indireta, como decorrência do poder de tutela.
b) O poder disciplinar possui vínculo intrínseco com a Administração direta, mas seus efeitos
também se estendem à Administração indireta, para aqueles entes dotados de personalidade
jurídica de direito público, tais como autarquias, empresas públicas e fundações.
c) O poder normativo tem iniciativa restrita à Administração direta, porque indelegável, seja
no seu espectro originário, seja na sua função regulamentar.
d) Os entes que integram a Administração indireta também podem exercer poder normativo,
tendo em vista que a competência privativa atribuída ao Chefe do Executivo pela Constituição
Federal é delegável.
Nova gestão municipal assumiu mandato e, conforme divulgado em seu programa de governo
durante a campanha, restringiu o horário de funcionamento do comércio aos domingos,
determinando o encerramento do expediente duas horas mais cedo. A medida estava
motivada na necessidade de atender pleito fundado da classe trabalhadora do setor de
comércio, que, não obstante a o recebimento da remuneração legal das horas extras, acabava
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Considere que uma empresa contratada pela Administração pública para a prestação de
serviços de limpeza tenha cometido diversos descumprimentos de suas obrigações contratuais
e a ela tenham sido aplicadas, pela Administração, proibição de participar de licitações. No caso
citado, a atuação da Administração é expressão de seu poder
a) disciplinar, que permite aplicar penalidades não apenas aos servidores públicos mas também
às demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa.
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e) normativo, que permite impor obrigações aos administrados em prol do interesse público.
Carmelo e Leôncio são servidores públicos, sendo o primeiro chefe do segundo. Leôncio e
Carmelo participaram de um torneio interno de futebol e Leôncio foi eleito o melhor jogador
do campeonato. Carmelo, inconformado com o resultado do prêmio futebolístico, removeu
Leôncio para localidade distante, a fim de que este não mais pudesse participar do
campeonato. Neste caso, Carmelo
a) deveria ter contado com a anuência da autoridade superior para efetuar a remoção.
c) poderia ter realizado esta remoção, uma vez que possui poder hierárquico para tal.
d) somente poderia ter realizado a remoção, com este fundamento, após a instauração de
processo administrativo.
a) É obrigatório, razão pela qual a autoridade administrativa tem o dever não só de apurar
eventual prática de falta funcional como tem a obrigação de aplicar sanção nas hipóteses em
que a culpa do servidor não restar integralmente comprovada, isso em razão do princípio da
supremacia do interesse público sobre o privado.
c) A tipicidade do direito administrativo é menos rigorosa que a do direito penal, isso em razão
dos valores jurídicos protegidos por cada área, motivo pelo qual, em regra, muitos estatutos
funcionais admitem tipos abertos.
d) Por cuidar-se de dever-poder, de caráter obrigatório, não comporta espaço para que a
Administração exerça juízo discricionário.
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Durante a realização de um Festival de Rodeio e Gastronômico, foi feita uma denúncia anônima
indicando suposta armazenagem de alimentos in natura no mesmo ambiente em que estavam
instalados alguns animais que participariam das apresentações culturais do evento. A
Administração pública competente destacou delegação para apuração das denúncias. No local,
os agentes públicos constataram que, além da armazenagem inadequada dos alimentos, os
animais estavam sofrendo maus-tratos. Diante desse quadro, os agentes públicos,
considerando a competência legal que desempenham,
a) devem interditar o local onde foram constatadas as ilegalidades e lavrar auto de infração, a
fim de impedir que sejam causados danos à saúde dos frequentadores do evento, diferindo a
observância do contraditório e da ampla defesa.
b) devem instaurar processo administrativo emergencial para punição dos responsáveis, sendo
possível requerer ao superior a emissão de auto de lacração do evento.
De acordo com a definição de José dos Santos Carvalho Filho, a prerrogativa de direito público
que, calcada na lei, autoriza a Administração Pública a restringir o uso e o gozo da liberdade e
da propriedade em favor do interesse da coletividade (Manual de Direito Administrativo, São
Paulo, Atlas 25. ed. p. 75) refere-se ao poder
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e) vinculado, que exige que a Administração pública faça tudo aquilo que estiver
expressamente previsto na lei.
“... a possibilidade que tem a Administração de, com os próprios meios, pôr em execução as
suas decisões, sem precisar recorrer previamente ao Poder Judiciário.
(...)
A decisão administrativa impõe-se ao particular ainda contra sua concordância; se este quiser
se opor, terá que ir a juízo." (Direito Administrativo, São Paulo: Atlas, 25. ed., p. 126)
A descrição trazida pela autora é condizente com uma das formas de atuação da Administração
pública, mais precisamente com
a) o poder de polícia em seu ciclo normativo originário, vedada a execução material direta pela
Administração pública
b) o poder de polícia, que permite que a Administração execute materialmente seus atos,
quando dotados do atributo da autoexecutoriedade.
d) a atuação de polícia em seu caráter discricionário, visto que permite a edição de atos
normativos originários, para imposição de limitação aos direitos e liberdades individuais dos
administrados.
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a) discricionariedade.
b) inexigibilidade.
c) consensualidade.
d) normatividade.
e) autoexecutoriedade.
d) é o instrumento pelo qual a Administração disciplina a execução da lei, editando normas que
podem inovar em relação ao texto legal para a criação de obrigações aos administrados.
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A edição de atos normativos de efeitos internos, com o objetivo de ordenar a atuação dos
órgãos subordinados decorre do poder
a) disciplinar.
b) regulamentar.
c) hierárquico.
d) de polícia.
e) normativo.
a) constitui desvio de finalidade, tendo em vista que o poder de polícia não abrange medidas
coercitivo-materiais sem autorização do Poder Judiciário.
b) pode ser considerada nula, tendo em vista que a motivação do ato que determinou a
fiscalização eiva de vício as diligências promovidas e irregularidades constatadas.
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e) é regular e válida, tendo em vista que a motivação ou o motivo dos atos administrativos não
são relevantes para análise de sua validade ou eficácia, importando apenas a consequência.
III. Corresponde apenas a atos repressivos, tanto no âmbito da polícia administrativa como em
relação à polícia judiciária, dotados de coercibilidade.
a) II.
b) I
c) III.
d) I e II.
e) II e III.
a) todas as medidas poderão ser implementadas por ato do Chefe do Executivo, mediante
decreto.
b) todas as medidas somente poderão ser implementadas por lei, de iniciativa do Chefe do
Executivo, salvo a fusão de Secretarias, que pode ser efetivada por decreto.
c) a extinção de cargos vagos necessita de lei específica e as demais medidas poderão ser
implementadas por decreto.
d) a extinção de entidades da Administração indireta somente poderá ser feita por lei,
enquanto a extinção de órgãos e de cargos vagos pode ocorrer por decreto.
e) a extinção de entidades e órgãos depende de lei, enquanto a extinção de cargos vagos pode
ser feita por decreto do Chefe do Executivo.
Uma adequada correlação entre o poder administrativo citado e sua utilização pela
Administração é:
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a) o poder disciplinar a que estão sujeitos é decorrente dessa hierarquia, visto que guarda
relação com o vínculo funcional existente e observa a estrutura organizacional da
Administração pública para identificação da autoridade competente para apuração e punição
por infrações disciplinares.
c) conclui-se que o poder hierárquico é premissa para o poder disciplinar, ou seja, este somente
tem lugar onde se identificam relações jurídicas hierarquizadas, funcional ou contratualmente,
neste caso, em relação à prestação de serviços terceirizados.
d) o poder hierárquico autoriza a edição de atos normativos de caráter autônomo, com força
de lei, no que se refere à disciplina jurídica dos direitos e deveres dos servidores públicos.
a) a atuação do Secretário justifica-se do ponto de vista da hierarquia, porém não sob aspecto
disciplinar, eis que não identificada infração administrativa.
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c) descabe a invocação dos poderes citados, sendo certo que a atuação da Secretaria deve se
dar nos limites do poder de tutela.
e) a decisão extrapolou a competência disciplinar, que somente pode ser exercida para corrigir
desvios na organização administrativa da entidade.
Considere:
II. O objeto da medida de polícia, isto é, o meio de ação, sofre limitações, mesmo quando a lei
lhe dá várias alternativas possíveis.
a) I, II e III.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, apenas.
e) II, apenas.
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a) dar ordens aos gestores que lhe estejam hierarquicamente subordinados, desde que
compatíveis com o Direito.
b) dar ordens aos gestores públicos, inclusive àqueles que pertençam à Administração pública
indireta.
d) dar ordens aos gestores que lhe estejam hierarquicamente subordinados, ainda que
contrárias ao Direito.
e) demitir, a seu exclusivo critério, gestores que lhe sejam subordinados, inclusive os estáveis.
IV. A falta grave é punível com a pena de suspensão e caberá à Administração pública
enquadrar ou não um caso concreto em tal infração.
a) I e IV.
b) I e II.
c) I e III.
d) III e IV.
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e) II e IV.
O poder de polícia caracteriza-se como atividade da Administração pública que impõe limites
ao exercício de direitos e liberdades, tendo em vista finalidades de interesse público. Considere
os atos ou contratos administrativos a seguir:
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) II e IV.
e) I e III.
a) hierárquico e disciplinar.
b) regulamentar e de polícia.
c) disciplinar e de polícia.
d) de polícia e hierárquico.
e) hierárquico e regulamentar.
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a) pode ser exemplificada pela atuação das corregedorias, ao fiscalizar a atividades dos órgãos
públicos.
c) nem sempre é prestada de forma gratuita pela Administração, havendo situações que
implicam em onerosidade de seu exercício.
Nas palavras de José dos Santos Carvalho Filho, quando o “agente que elege a situação fática
geradora da vontade, permitindo, assim, maior liberdade de atuação, embora sem
afastamento dos princípios administrativos”, está se referindo ao poder discricionário dos
agentes públicos, que demanda a
a) previsão legal das opções postas ao administrador, bem como possibilita revogação pela
própria Administração ou pelo Judiciário, preservado o mérito do ato administrativo.
b) existência de opções juridicamente válidas para que o administrador possa exercer seu juízo
de conveniência e oportunidade, o que não afasta a possibilidade de controle dessa atuação,
tanto pela Administração, quanto pelo Judiciário e pelo Tribunal de Contas.
c) revisão dos atos discricionários pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário, não
retroagindo efeitos seja no caso da anulação ou da revogação, em razão da presunção de
veracidade que reveste os atos administrativos.
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e) análise pelo Poder Judiciário de todos os aspectos dos atos discricionários, anulando-os ou
revogando-os diante do controle de políticas públicas realizado por esse Poder.
b) Permissão de uso de imóvel público para particular que se responsabilize por sua guarda.
d) Concessão de serviço público à exploração privada, sujeito às normas fixadas pelo poder
concedente.
a) disciplinar.
b) regulamentar.
c) de polícia.
d) hierárquico.
e) de tutela.
para consecução das finalidades de interesse público. Configura expressão de algumas dessas
prerrogativas
a) o poder de polícia, que lhe permite limitar direitos individuais sempre que a atividade
fiscalizada for criminosa.
c) o poder de polícia, que admite a adoção de medidas repressivas e urgentes para impedir
danos ou riscos à coletividade, cabendo ao destinatário daquelas defender-se após a prática
desses atos.
d) a edição de decretos pelo Chefe do Poder Executivo, que se insere no poder regulamentar,
somente podendo se prestar a explicitar o conteúdo de leis já editadas, para sua melhor
aplicação.
a) implicou abuso do poder regulamentar, vez que houve invasão da competência do Poder
Legislativo.
c) não é legítima, em razão do instrumento utilizado para formalizar o poder regulamentar, vez
que tal poder se exterioriza, exclusivamente, por meio dos regulamentos autônomos.
e) não é legítima, em razão do instrumento utilizado para formalizar o poder regulamentar, vez
que tal poder se exterioriza, exclusivamente, por meio das resoluções.
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GABARITO
1. A 18. B 35. C
2. C 19. C 36. A
3. D 20. D 37. C
4. E 21. E 38. B
5. E 22. A 39. A
6. D 23. E 40. E
7. A 24. C 41. D
8. C 25. A 42. A
9. C 26. D 43. C
10. B 27. B 44. B
11. B 28. E 45. A
12. C 29. A 46. A
13. A 30. C 47. C
14. A 31. D 48. A
15. B 32. C 49. A
16. A 33. A
17. D 34. E
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A) pode ser conceituada como uma liberdade de escolha da conduta administrativa a ser
adotada, a partir de um universo de condutas admitidas como válidas pela ordem jurídica
vigente.
D) com a promulgação da Carta de 1988, aquela se vê tratada como uma ação administrativa
com poderes ilimitados.
Comentários
a) Nas sábias palavras de Hely Lopes Meirelles, ”discricionariedade é a liberdade de ação
administrativa dentro dos limites permitidos em lei”. Embora a discricionariedade seja
compreendida como a margem de liberdade ou escolha que o agente público detém, deve-se
sempre observar os limites impostos pela ordem jurídica. Assertiva correta.
b) Ao contrário do que foi afirmado, a redução da discricionariedade administrativa limita a
liberdade de decisão do administrador, levando-o a uma maior automatização dos atos praticados
pela Administração Pública, uma vez que impede uma análise mais peculiar da conveniência e
oportunidade, em cada caso, antes de se tomar a decisão. Assertiva incorreta.
c) Com a imposição de estrita observância da legalidade pela Administração Pública, a
discricionariedade acabou sendo limitada pelos contornos legais, impedido o agente público de
agir ao arrepio da legislação. Assertiva incorreta.
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C) dotada de exigibilidade, que confere meios indiretos para sua execução, como a aplicação
de multas, e admitindo, quando previsto em lei ou para evitar danos irreparáveis ao interesse
público, a autoexecutoriedade, com o uso de meios diretos de coação.
Comentários
a) Os particulares que contratam com a Administração Pública se submetem ao regime jurídico-
administrativo e estão sujeitos a apurações de eventuais de infrações e, se for o caso, aplicação de
sanções, com fundamento no poder disciplinar. Assertiva incorreta.
b) Todas as medidas repressivas impostas com fundamento no poder de polícia devem estar previamente
dispostas em lei. Trata-se de consequência básica da necessidade de observância do princípio da
legalidade. Assertiva incorreta.
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c) Alguns doutrinadores, como é o caso de Celso Antônio Bandeira de Mello, desmembram o atributo da
autoexecutoriedade em dois: exigibilidade e executoriedade. O primeiro assegura à Administração a
prerrogativa de valer-se de meios indiretos de coerção para obrigar o particular a cumprir uma
determinada obrigação, a exemplo do que ocorre na aplicação de uma multa. O segundo garante meios
diretos de execução imediata das decisões administrativa, a exemplo da demolição de um muro
construído de forma irregular, caso o particular não o faça por ordem da Administração Pública. Assertiva
correta.
d) O poder de polícia também pode exercido de forma preventiva, conforme se constata na edição de
normas condicionadoras do gozo de bens ou do exercício de direitos e atividades individuais, a exemplo
da outorga de alvarás aos particulares que cumpram as condições e requisitos para o uso da propriedade
e exercício das atividades que devem ser policiadas. Assertiva incorreta
Gabarito: “c”.
A) coercibilidade.
B) discricionariedade.
C) autoexecutoriedade.
D) poder de polícia.
E) probidade administrativa.
Comentários
Resumidamente falando, a Administração utiliza-se do poder de polícia para interferir na esfera
privada dos particulares, condicionando o exercício de atividades e direitos, bem como o gozo de
bens, impedindo assim que um particular possa prejudicar o interesse de toda uma coletividade.
Gabarito: “d”.
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A prática de infração disciplinar por servidor ocupante de cargo efetivo enseja a instauração de
processo disciplinar, no bojo do qual será apurada autoria e responsabilidade, com a possível
imposição de sanção. Essa atuação da Administração pública
E) é decorrência do poder hierárquico, como exercício do poder disciplinar, este que também
pode incidir sobre relações jurídicas que excedem o vínculo funcional.
Comentários
a) As penalidades impostas com fundamento no poder disciplinar têm por destinatários
particulares que não possuem vínculo jurídico com a Administração Pública, o que não é o caso
de servidores públicos ocupantes de cargo efetivo, que possuem vínculo estatutário. Assertiva
incorreta.
b) O poder normativo, segundo a doutrina majoritária, consiste na possibilidade de edição de atos
normativos gerais e abstratos que complementam o texto legal e, via de regra, não podem inovar
no ordenamento jurídico. A propósito, a aplicação de penalidade a servidor público pode ocorrer
mesmo sem a necessidade de instauração prévia de processo administrativo, a exemplo do que
ocorre na sindicância. Assertiva incorreta.
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pode-se concluir que não há discricionariedade por parte da autoridade competente para decidir
por instalar (ou não) a respectiva apuração. A instauração é de natureza vinculada. Assertiva
incorreta.
e) A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que, como prerrogativa decorrente da
hierarquia, existe a possibilidade de aplicação de sanções a servidores públicos faltosos. Fique muito
atento às questões sobre esse item, pois a aplicação de penalidades a servidores está amparada no
poder disciplinar, mas é consequência das relações de subordinação existentes no âmbito da
Administração, isto é, consequência do poder hierárquico (que deu “origem” ao poder disciplinar).
Assertiva correta.
Gabarito: “e”.
C) insere-se dentre as funções típicas executivas, com a possibilidade de, nessa matéria, edição
de atos administrativos e normativos de natureza originária.
E) admite delegação à iniciativa privada de alguns aspectos, a exemplo das atividades meio,
que não afetam direitos diretamente.
Comentários
b) Através do exercício do poder de polícia a Administração Pública pode atribuir obrigações e impor
proibições aos particulares, desde que haja previsão legal nesse sentido, pois deve sempre ser
observado o princípio da legalidade. Assertiva incorreta.
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c) O poder de polícia é função tipicamente executiva e que permite a edição de atos administrativos
e normativos, porém, com natureza secundária, não sendo permitido a substituição ou
contrariedade à lei. Assertiva incorreta.
d) Ainda que não exista qualquer tipo de controle do Poder Legislativo ou Poder Judiciário em
relação aos atos praticados pela Administração Pública, pode ficar caracterizado dano no caso em
concreto, o que enseja a responsabilidade civil do Estado. Assertiva incorreta.
e) O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que, apesar de o exercício do poder de polícia ser restrito
às entidades regidas pelo direito público, particulares podem auxiliar o Estado no exercício das
atividades “meio” desse poder. É o que acontece, por exemplo, quando o Estado credencia
empresas privadas para fiscalizarem o cumprimento das normas de trânsito, através da instalação
de radares eletrônicos (os famosos “pardais”). Neste caso, a atuação da empresa privada está
restrita à manutenção e instalação de tais equipamentos (os denominados atos materiais ou atos
de execução), não ficando sob a sua responsabilidade a aplicação da multa em si (que é aplicada
pela Administração). Assertiva correta.
Gabarito: “e”.
II. Autorização é ato administrativo declaratório e vinculado e, dessa forma, uma vez
adimplidas as condições legais, deverá a Administração outorgá-la, não podendo, por conta de
sua natureza jurídica, revogá-la posteriormente.
III. Sanção de polícia tem como característica o emprego de medidas inibitórias ou dissuasoras
e tem como finalidade cessar práticas ilícitas perpetradas por particulares e por funcionários
públicos, garantida a ampla defesa.
IV. O poder de polícia administrativo poderá ser delegado, mediante lei específica, a entes da
Administração Indireta.
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B) I, II e IV.
C) II, IV e V.
D) III, IV e V.
E) I, III e V.
Comentários
Item I - A licença consiste em ato administrativo vinculado, que se caracteriza por ser definitiva.
Todavia, caso o particular descumpra os requisitos necessários para a manutenção da produção dos
seus efeitos, poderá ocorrer a cassação. Assertiva incorreta.
Item III - A sanção de polícia situa-se na fase final do ciclo de polícia, impondo-se àqueles que
violarem as ordens de polícia (estabelecidas mediante dispositivos legais) e as condições de
consentimento impostas pela Administração. A princípio, a sanção de polícia somente ocorrerá
quando houver violação às ordens de polícia ou às condições estabelecidas na concessão de atos
administrativos, a exemplo de alvarás. Se não houver qualquer infração, não há que se falar em
aplicação de sanção. Assertiva correta.
Item IV – O poder de polícia realmente pode ser delegado, por meio de lei, às entidades da
Administração Pública regidas pelo direito público, a exemplo das autarquias e fundações públicas
de direito público. Assertiva correta.
Item V - A sanção de polícia se aplica àqueles que violarem as ordens de polícia (estabelecidas
mediante dispositivos legais) e as condições de consentimento impostas pela Administração. Por se
tratar de violação ao que prevê a lei, trata-se de sanção extroversa ou externa, que se aplica a todos
os administrados com finalidade de reprimir ou inibir condutas inadequadas. Assertiva correta.
Gabarito: “d”.
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A) atuação que abrange a edição de decretos regulamentares sem inovação de mérito em face
da lei regulamentada, embora também permita a edição de decretos autônomos em situações
expressamente previstas.
E) expressão dos princípios da celeridade e da eficiência, pois tem lugar para viabilizar a edição
de decretos que veiculem soluções para casos concretos, diante da inexistência de previsão
legal a respeito.
Comentários
a) A faculdade de que dispõem os Chefes de Executivo de explicar a lei para a sua correta
execução, por meio de decretos regulamentares, bem como expedir decretos autônomos sobre
matéria de sua competência, nos estritos termos do art. 84, VI, da Constituição Federal, é
consequência do poder normativo. Assertiva correta.
b) Via de regra, o Poder Executivo não poderá editar atos normativos que inovem no
ordenamento. Isso ocorrerá, apenas em caráter excepcional, nas hipóteses previstas pelo art. 84,
VI, da Constituição Federal. Assertiva incorreta.
c) O poder normativo decorre no princípio da legalidade, pois, segundo esse princípio, o
administrador só pode agir mediante prévio comando legal que o permita. Dessa forma, o poder
normativo permite que o chefe do executivo, através do decreto regulamentar, explique a lei,
visando a sua fiel execução. Assertiva incorreta.
d) O decreto regulamentar tem por objetivo explicar detalhadamente o conteúdo de uma lei,
assegurando assim a sua fiel execução por parte dos agentes públicos. Por outro lado, o decreto
autônomo consiste será objeto de regulamentar atribuições privativas do Presidente da República,
cujo rol é taxativamente limitado pelo texto Constitucional.
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e) Considerando que o objeto do poder regulamentar seja explicar detalhadamente o conteúdo das
leis, assegurando assim a sua fiel execução por parte dos agentes públicos, não há que se falar em
soluções para casos concretos, diante da inexistência de previsão legal a respeito. Isso porque deve
ficar claro que os decretos regulamentares não podem inovar no ordenamento. Assertiva incorreta.
Gabarito: “a”.
A) de polícia em relação aos atos praticados pela contratada para a execução do objeto
contratual, incluindo a aplicação de penalidades.
C) disciplinar em relação à contratada, tendo em vista que essa atuação abrange relações
jurídicas que excedem o vínculo funcional, tal como vínculo contratual.
D) hierárquico, tendo em vista que esta prerrogativa confere posição de supremacia do poder
público contratante em relação à contratada, admitindo inclusive alterações unilaterais do
contrato.
Comentários
a) Basicamente, quando se fala em poder de polícia, tenha em mente que se trata de atividade
estatal que tem por objetivo limitar e condicionar o exercício de direitos e atividades de maneira
ampla, independente de contrato. Assertiva incorreta.
b) O poder normativo tem por objeto explicar detalhadamente o conteúdo das leis, assegurando
assim a sua fiel execução por parte dos agentes públicos. Portanto, não há que se falar em sua
manifestação no tocante ao aditamento de cláusulas em contratos administrativos. Assertiva
incorreta.
c) O poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à Administração Pública de apurar
infrações funcionais dos servidores públicos e demais pessoas submetidas à disciplina
administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo, caso
seja cabível e necessário. Assertiva correta.
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d) Não hierarquia entre entidades da Administração Pública e pessoas jurídicas de direito privado.
A posição de supremacia conferida à Administração Pública é decorrência do princípio da
supremacia do interesse público perante o interesse privado. Assertiva incorreta.
e) Dentre os poderes administrativos, não há um poder regulatório propriamente dito. Ademais,
apesar da possibilidade de alteração unilateral dos contratos administrativos, existem limites
previstos expressamente no texto legal. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
A) procede, tendo em vista que a autarquia não pode exercer poder de polícia repressiva,
apenas editar atos normativos que regulem o setor e a atuação dos administrados a ele
subordinados.
B) é infundada, tendo em vista que as autarquias possuem plenos poderes no setor que atuam,
cabendo ao decreto que as crias delimitarem a esfera de competências e prerrogativas das
mesmas.
C) não é aderente à legalidade, pois a atuação do servidor público tem fundamento no exercício
do poder de polícia, que permite a adoção de medidas repressivas e de urgência para obstar
ilegalidades e riscos aos administrados.
Comentários
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a) As autarquias, desde que competentes nos termos da lei, podem exercer o poder polícia,
inclusive agindo repressivamente contra atos ilegais que atentem contra o interesse coletivo.
Assertiva incorreta.
b) De fato, desde que estejam atuando no setor de sua competência, possuem plenos poderes
para agirem de forma repressiva. Entretanto, a criação dessas entidades ocorre por meio de lei
específica e não por meio de decreto. Assertiva incorreta.
c) A defesa é completamente infundada, pois diante do descumprimento de regras previamente
estabelecidas e do iminente risco oferecido ao interesse coletivo, o agente, agindo em
conformidade com o poder de polícia, em momento algum incorre em abuso de poder. Assertiva
correta.
d) Ainda que às autarquias seja conferido, diretamente por lei, o exercício de poder de polícia em
sua integralidade, não existe a possibilidade de aplicação de sanções que não estejam
previamente previstas em lei. Assertiva incorreta.
e) O poder de polícia goza de autoexecutoriedade, que se caracteriza pela possibilidade
assegurada à Administração de utilizar os próprios meios de que dispõe para colocar em prática
as suas decisões, independentemente de autorização do Poder Judiciário. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
a) é necessário haver expressa previsão legal sobre todas as condutas possíveis para a
Administração Pública e todas as vedações impostas aos administrados, tendo em vista que o
exercício do poder de polícia é vinculado.
b) a Administração pública lança mão do poder de polícia, cujo exercício se destina a limitar e
condicionar o exercício de direitos individuais, sempre com fundamento normativo, ainda que
não expresso.
d) é necessário que a Administração se valha de seu poder de polícia, que é sempre vinculado,
nos estritos termos previstos em lei, desde que não inclua a imposição de penalidades, para o
quê é necessária decisão judicial.
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Comentários
a) A discricionariedade é a regra geral em relação ao poder de polícia, mas é válido esclarecer que a
lei pode regular, em circunstâncias específicas, todos os aspectos do exercício do poder de polícia e,
portanto, a atividade também poderá caracterizar-se como vinculada. Assertiva incorreta.
b) Resumidamente falando, deve ficar bem claro que a Administração utiliza-se do poder de polícia
para interferir na esfera privada dos particulares, condicionando o exercício de atividades e direitos,
bem como o gozo de bens, impedindo assim que um particular possa prejudicar o interesse de toda
uma coletividade. Assertiva correta.
c) O poder que se expressa pela imposição de limitações aos direitos individuais dos administrados
é o poder de polícia e não o poder discricionário. Assertiva incorreta.
d) A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que, em algumas hipóteses, a lei já estabelece
que, diante de determinados requisitos, a Administração terá que adotar solução previamente
estabelecida, sem qualquer possibilidade de opção. Nesse caso, o poder de polícia será vinculado.
O exemplo mais comum do ato de polícia vinculado é o da licença. Todavia, deve ficar claro que,
regra geral, o poder de polícia é discricionário. Assertiva incorreta.
e) O poder de polícia nunca será ilimitado, pois o seu exercício deve ser feito nos estritos temos da
legislação vigente, respeitando, ainda, os princípios da razoabilidade, proporcionalidade e
moralidade, entre outros. Assertiva incorreta.
Gabarito: “b”.
a) repressivas.
b) preventivas.
c) judiciárias.
d) normativas.
e) normativas e punitivas.
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Comentários
Podemos entender como poder de polícia preventivo aquele exercido através da edição de normas
condicionadoras do gozo de bens ou do exercício de direitos e atividades individuais, a exemplo da
outorga de alvarás e suas espécies (licenças e autorizações) aos particulares que cumpram as
condições e requisitos para o uso da propriedade e exercício das atividades que devem ser
policiadas.
Gabarito: “b”.
I. É sempre vinculado.
IV. Deve, em regra, ser aplicado a particulares não sujeitos à disciplina interna da Administração
pública.
b) I e IV.
c) II.
d) II e III.
e) I.
Comentários
Item I – Não é possível afirmar que o poder disciplinar é sempre vinculado, pois, no momento da
dosagem da pena (suspensão de 01 a 90 dias, por exemplo), a autoridade administrativa atuará com
discricionariedade. Assertiva incorreta.
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Item II - Não existem dispositivos legais que definam, detalhadamente e com exatidão, os
significados das expressões “procedimento irregular” e “ineficiência no serviço”, por exemplo. Desse
modo, assegura-se à autoridade administrativa responsável pela aplicação da penalidade o poder
discricionário de decidir se a conduta praticada pelo servidor público pode ser enquadrada, ou não,
nesses tipos legais. Assertiva correta.
Item IV – Em regra, o poder disciplina incidirá sobre os agentes públicos que cometerem infrações
funcionais. Apenas em caráter excepcional será aplicado a particulares, desde que tenham algum
vínculo jurídico com a Administração Pública, a exemplo dos concessionários e permissionários de
serviços públicos. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
II. No Poder Legislativo, a distribuição de competências entre Câmara e Senado se faz de forma
que haja absoluta independência funcional entre uma e outra Casa do Congresso.
III. A relação hierárquica caracteriza-se como uma relação estabelecida entre órgãos, de forma
necessária e permanente.
a) I, II e III.
b) II, apenas.
c) III, apenas.
d) I e III, apenas.
e) I, apenas.
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Comentários
Item I – As relações de hierarquia estão presentes apenas nas atividades administrativas existentes
no interior do Poder Legislativo. Assim, não é possível afirmar, por exemplo, que as leis criadas pelo
Congresso Nacional se sobrepõem às leis municipais. Caso exista eventual conflito legislativo,
resolver-se-á pelas regras constitucionais de competência. Assertiva correta.
Item II – O enunciado simplesmente reproduziu, no inteiro teor, afirmação contida no livro de Maria
Sylvia Zanella di Pietro. Ao se falar em absoluta independência funcional significa que cada casa
legislativa possui suas próprias competências, previstas expressamente no texto constitucional.
Assertiva correta.
Item III - O poder hierárquico é exercido de forma contínua e permanente dentro de uma mesma
pessoa política ou administrativa organizada verticalmente. É possível afirmar que no interior da
União, Estados, Municípios e Distrito Federal, ocorrerão várias relações de hierarquia, todas elas
fruto da desconcentração. Assertiva correta.
Gabarito: “a”.
I. Dissolução de reunião.
IV. Vistoria.
a) I e II.
b) I, II e III.
c) II e III.
d) I e IV.
e) III e IV.
Comentários
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Na forma repressiva, o poder de polícia é exercido por meio da imposição de sanções aos
particulares que praticarem condutas nocivas ao interesse coletivo, constatadas através da
atividade fiscalizatória.
O professor Hely Lopes Meirelles apresenta como sanções aplicáveis àqueles que violarem as
normas administrativas a multa, a interdição de atividade, o fechamento de estabelecimento, a
demolição de construção irregular, embargo administrativo de obra, inutilização de gêneros, a
apreensão e destruição de objetos, dentre outros.
Não restam dúvidas de que a dissolução de reunião é exemplo de poder de polícia de caráter
repressivo, pois, nesse caso, a reunião já está ocorrendo e precisa ser dispersa em prol do interesse
público. No mesmo sentido se caracteriza a apreensão de mercadorias deterioradas, pois, nesse
caso, a conduta ilegal (comercialização) estava ocorrendo, ensejando a sua cessação imediata.
De outro lado, observa-se que a notificação do administrado tem caráter preventivo, pois, somente
se a suposta irregularidade não for corrigida é que será aplicada eventual multa (caráter repressivo),
por exemplo. O mesmo ocorre em relação às vistorias, que tem por objetivo evitar que danos à
coletividade venham a ocorrem em razão do exercício de atividades pelos particulares.
Gabarito: “a”.
Comentários
O inteiro teor da questão foi retirado de um trecho do livro de Maria Sylvia Zanella di Pietro,
que assim afirma:
“(...) mesmo quando dependa de lei, pode-se dizer que da organização administrativa
decorrem para a Administração Pública diversos poderes:
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Gabarito: “b”.
c) inexiste margem de apreciação no exercício do poder de polícia, tendo em vista que, devido
ao caráter excepcional, todas as limitações devem estar previstas na legislação vigente.
d) não há possibilidade de delegação do exercício do poder de polícia, tendo em vista que a lei
estabelece o destinatário da norma e o titular do exercício das funções administrativas.
Comentários
b) A atuação de polícia nem sempre depende de expressa prescrição normativa, pois, em regra, o
seu exercício ocorre de forma discricionária, sendo vinculada apenas em situações pontuais.
Assertiva incorreta.
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e) A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que, em algumas hipóteses, a lei já estabelece
que, diante de determinados requisitos, a Administração terá que adotar solução previamente
estabelecida, sem qualquer possibilidade de opção. Nesse caso, o poder de polícia será vinculado.
O exemplo mais comum do ato de polícia vinculado é o da licença. Assertiva incorreta.
Gabarito: “a”.
a) discricionário da administração, que tem a função de gestão, com esfera de decisão fundada
exclusivamente em critérios de conveniência e oportunidade para organização administrativa.
b) disciplinar, que se aplica às relações jurídicas ou não jurídicas travadas pela Administração
pública, com vistas ao incremento de controle.
c) de polícia, cujo conteúdo contemporâneo não traz mais o sentido de limitação a direitos e
garantias individuais.
Comentários
166
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Perceba que o próprio enunciado da questão apresentou dicas para que o candidato pudesse
descobrir o “poder hierárquico”, ao citar as expressões “coordenação e subordinação”, “ordenação
harmônica de atuações” e “fiscalização e correção de eventuais irregularidades”.
Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”.
Gabarito: “d”.
Comentários
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a) Para garantir que o particular irá abster-se de ações contrárias ao interesse geral da sociedade, o
poder de polícia poderá ser exercido na forma preventiva (a exemplo de fiscalizações ou autuações)
ou repressiva (a exemplo de apreensão de mercadorias impróprias para o consumo ou aplicações
de multas). Assertiva incorreta.
b) A autoexecutoriedade não está presente em todos os atos administrativos, sendo mais comum
em provas as bancas apresentarem a “multa” como exceção. Nesse caso, a Administração Pública
está obrigada a provocar o Poder Judiciário para receber o respectivo valor, no caso de
inadimplemento do administrado. Além disso, existem outras circunstâncias que também limitam a
autoexecutoriedade do poder de polícia, a exemplo do art. 5º, XI, da CF/1988, que é claro ao afirmar
que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia,
por determinação judicial”. Assertiva correta.
d) Perceba que o enunciado afirmou que será correto permitir a superação de garantias e liberdades
individuais sempre que a Administração pública entender que assim o interesse público restará
melhor atendido, postergando-se (diferindo-se), nesse caso, a motivação e a observância do
contraditório e da ampla defesa. A falha do enunciado está na utilização da expressão “sempre”,
pois concede uma verdadeira “carta branca” para a Administração Pública, violando-se, assim,
direitos e garantias consagrados expressamente no texto constitucional. Somente em situações
excepcionais (e não sempre que a Administração Pública entender necessário) é que se pode
postergar a motivação e a observância dos princípios do contraditório e ampla defesa. Assertiva
incorreta.
Gabarito: “b”.
atividade é que pode ser exigida inscrição em conselho de fiscalização profissional. A atividade
de músico prescinde de controle. Constitui, ademais, manifestação artística protegida pela
garantia da liberdade de expressão.
b) por meio de suas autarquias regulamentadoras, sujeitas a regime jurídico de direito híbrido
e no exercício de seu poder de polícia, porque destinadas ao controle, regulamentação,
fiscalização e tributação de atividades profissionais.
c) no exercício do seu poder de polícia, que deve, não obstante condicione e limite os direitos
individuais dos administrados, fazê-lo apenas quando necessário e com base na legislação
pertinente.
d) no exercício de seu poder normativo originário, quando institui regras para autorizar e
regulamentar profissões e atividades profissionais autônomas.
e) por meio de suas autarquias reguladoras, no exercício de seu poder normativo originário
para disciplinar e instituir normas para exercício de profissões.
Comentários
O professor Celso Antônio Bandeira de Mello, com a maestria que lhe é peculiar, conceitua a polícia
administrativa como “a atividade da Administração Pública, expressa em atos normativos ou
concretos, de condicionar, com fundamento em sua supremacia geral e na forma da lei, a liberdade
e a propriedade dos indivíduos, mediante ação ora fiscalizadora, ora preventiva, ora repressiva,
impondo coercitivamente aos particulares um dever de abstenção (‘non facere’) a fim de conformar-
lhes os comportamentos aos interesses sociais consagrados no sistema normativo”.
Quando você for responder alguma questão de prova que esteja se referindo aos poderes da
Administração Pública, lembre-se de que as expressões “condicionamento”, “limitação” ou
“restrição” de direitos ou atividades estão intimamente relacionadas ao exercício do poder de
polícia. É isso o que ocorre, por exemplo, quando alguns conselhos profissionais exigem a aprovação
do estudante em determinado exame/teste para que possa exercer determinada profissão.
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ao princípio da mínima intervenção, a qual deve ser baseada pelos princípios da razoabilidade e da
proporcionalidade.
Gabarito: “c”.
a) O poder hierárquico projeta seus efeitos interna e externamente, posto que se dirige aos
servidores de determinado ente federado e aos demais integrantes das pessoas jurídicas que
compõem sua Administração indireta, como decorrência do poder de tutela.
b) O poder disciplinar possui vínculo intrínseco com a Administração direta, mas seus efeitos
também se estendem à Administração indireta, para aqueles entes dotados de personalidade
jurídica de direito público, tais como autarquias, empresas públicas e fundações.
c) O poder normativo tem iniciativa restrita à Administração direta, porque indelegável, seja
no seu espectro originário, seja na sua função regulamentar.
d) Os entes que integram a Administração indireta também podem exercer poder normativo,
tendo em vista que a competência privativa atribuída ao Chefe do Executivo pela Constituição
Federal é delegável.
Comentários
b) Perceba que o enunciado afirmou que as empresas públicas são entes dotados de personalidade
jurídica de direito público, o que invalida o seu texto. Assertiva incorreta.
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regulamentar se restringe aos Chefes do Poder Executivo, nos termos do art. 84, IV, da CF/1988.
Assertiva incorreta.
d) Esta alternativa foi dada como a correta pela banca, mas, a meu ver, ela está errada. Veja que a
banca afirma que a Administração Indireta também pode exercer o poder normativo, até aí a
questão está correta; no entanto, peca ao afirmar que essa competência é consequência da
permissão que a CF/88 dá ao Chefe do Poder Executivo para delegar competência privativa. Ora, a
delegação de competência privativa pelo Chefe do Poder Executivo só poderá ser feita aos
Ministros de Estado, PGE e AGU; além do mais, essa delegação se restringe a decreto autônomo,
não para atos normativos, conforme o art. 84 da CF/88. Logo, a presente assertiva também deveria
ser considerada incorreta.
e) O poder de polícia também pode ser exercido por todas as entidades da Administração Indireta
instituídas com personalidade jurídica de direito público. Assertiva incorreta.
Por fim, a banca considerou a alternativa “d” como a correta, porém, conforme já explicado, a
questão deveria ter sido anulada, pois a assertiva indicada como correta tem graves falhas em sua
redação, e as demais estão claramente incorretas.
Gabarito: “d”.
Nova gestão municipal assumiu mandato e, conforme divulgado em seu programa de governo
durante a campanha, restringiu o horário de funcionamento do comércio aos domingos,
determinando o encerramento do expediente duas horas mais cedo. A medida estava
motivada na necessidade de atender pleito fundado da classe trabalhadora do setor de
comércio, que, não obstante a o recebimento da remuneração legal das horas extras, acabava
obrigada a exercê-las em seu grau máximo, diante da necessidade do mercado. Considerando
que o Município tenha competência para essa regulamentação de horário e que o tenha feito
de forma regular, respeitando a legislação vigente, é decorrência direta dessa medida a
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Comentários
a) Lembre-se de que o poder disciplinar da Administração Pública somente alcança os seus agentes
públicos e particulares que com ela possuam algum vínculo jurídico, a exemplo dos concessionários
e permissionários de serviços públicos. Desse modo, eventuais fiscalizações no comércio
(particulares sem vínculo jurídico com a Administração Pública) possuem fundamento no poder de
polícia. Assertiva incorreta
d) A possibilidade de tolerância quanto a horários diferenciados nas regiões em que houver pedido
fundamentado dos comerciantes pode ser permitida, porém, é imprescindível que exista previsão
normativa nesse sentido. Assertiva incorreta.
e) Trata-se do exercício do poder de polícia, que tem por objetivo limitar e condicionar o exercício
de direitos e atividades, assim como o gozo e uso de bens particulares em prol do interesse da
coletividade.
Gabarito: “e”.
Considere que uma empresa contratada pela Administração pública para a prestação de
serviços de limpeza tenha cometido diversos descumprimentos de suas obrigações contratuais
e a ela tenham sido aplicadas, pela Administração, proibição de participar de licitações. No caso
citado, a atuação da Administração é expressão de seu poder
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a) disciplinar, que permite aplicar penalidades não apenas aos servidores públicos mas também
às demais pessoas sujeitas à disciplina administrativa.
e) normativo, que permite impor obrigações aos administrados em prol do interesse público.
Comentários
Para que ocorra a aplicação de uma penalidade com fundamento no poder disciplinar é necessário
que exista um vínculo jurídico entre a Administração e aquele que está sendo punido. Isso acontece,
por exemplo, na aplicação de uma suspensão a servidor público (vínculo estatutário), bem como na
aplicação de uma multa a empresa contratada para efetuar o serviço de limpeza de determinado
órgão público (vínculo contratual).
Os particulares que não possuem vínculo com a Administração não podem ser punidos com respaldo
no poder disciplinar, pois não estão submetidos à sua disciplina punitiva. Caso o particular tenha
sido alvo de penalidade aplicada pela Administração, sem possuir qualquer vínculo jurídico com a
mesma, não estaremos diante do exercício do poder disciplinar, mas, provavelmente, do poder de
polícia.
Gabarito: “a”.
Carmelo e Leôncio são servidores públicos, sendo o primeiro chefe do segundo. Leôncio e
Carmelo participaram de um torneio interno de futebol e Leôncio foi eleito o melhor jogador
do campeonato. Carmelo, inconformado com o resultado do prêmio futebolístico, removeu
Leôncio para localidade distante, a fim de que este não mais pudesse participar do
campeonato. Neste caso, Carmelo
a) deveria ter contado com a anuência da autoridade superior para efetuar a remoção.
c) poderia ter realizado esta remoção, uma vez que possui poder hierárquico para tal.
d) somente poderia ter realizado a remoção, com este fundamento, após a instauração de
processo administrativo.
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Comentários
O abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em
desconformidade com a lei e pode se apresentar sob duas formas diferentes:
1ª) quando o agente público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela
lei (excesso de poder);
2ª) quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir
finalidade diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou desvio de finalidade).
No desvio de poder ou finalidade, a autoridade atua dentro dos limites da sua competência, mas o
ato não alcança o interesse público inicialmente desejado pela lei. Trata-se de ato manifestamente
contrário à lei, mas que tem a “aparência” de ato legal, pois geralmente o vício não é notório, não é
evidente.
É o que ocorreu, por exemplo, na remoção de Leôncio para localidade distante. Deve ficar claro que
a remoção não é uma espécie de penalidade ou instrumento de realização de interesses
particulares, mas, sim, um meio de que dispõe a Administração para suprir a carência de servidores
em determinadas localidades.
Desse modo, como a remoção foi utilizada com fim diverso (vingança ou inveja) daquele para a qual
foi criada (suprir a carência de servidores), deverá ser anulada pela própria Administração ou pelo
Poder Judiciário por caracterizar desvio de finalidade (ou desvio de poder).
Gabarito: “e”.
a) É obrigatório, razão pela qual a autoridade administrativa tem o dever não só de apurar
eventual prática de falta funcional como tem a obrigação de aplicar sanção nas hipóteses em
que a culpa do servidor não restar integralmente comprovada, isso em razão do princípio da
supremacia do interesse público sobre o privado.
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c) A tipicidade do direito administrativo é menos rigorosa que a do direito penal, isso em razão
dos valores jurídicos protegidos por cada área, motivo pelo qual, em regra, muitos estatutos
funcionais admitem tipos abertos.
d) Por cuidar-se de dever-poder, de caráter obrigatório, não comporta espaço para que a
Administração exerça juízo discricionário.
Comentários
a) Ora, se a culpa do servidor não restar integralmente comprovada é óbvio que será ilegal a
aplicação de qualquer penalidade, sob pena de violação ao princípio constitucional da presunção de
inocência. Assertiva incorreta.
b) O servidor público responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas
atribuições. Assim, pela prática de uma única infração, será possível que responda a um processo na
esfera penal, um processo na esfera cível e, ainda, um processo na esfera administrativa. Não há
vinculação entre essas esferas, portanto, as sanções provenientes de cada uma delas poderão
cumular-se sem que se caracterize um bis in idem, já que são esferas distintas. Assertiva incorreta.
c) Diogo de Figueiredo Moreira Neto afirma que a tipicidade administrativa admite certa
flexibilização se comparada com a tipicidade penal, já que nesta, por ter como possível consequência
uma restrição da liberdade de ir e vir, exige um maior grau de determinação do que naquela. No
Direito Penal, há uma correlação quase que absoluta e vinculativa entre o crime e a pena, enquanto
que no Direito Administrativo Sancionador admite-se um espaço maior de flexibilidade na valoração
da infração e da sanção. Em algumas situações, por exemplo, ficará a cargo da autoridade
administrativa definir o que se caracteriza como “boa conduta”, “zelo profissional”, entre outras.
Assertiva correta.
d) O art. 130 da Lei 8.112/1990, por exemplo, dispõe que “a suspensão será aplicada em caso de
reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não
tipifiquem infração sujeita a penalidade de demissão, não podendo exceder de 90 (noventa) dias”.
Perceba que o texto legal não fixa o prazo exato da penalidade de suspensão que será aplicada ao
servidor, apenas estabelece que ficará entre 1 (um) e 90 (noventa) dias, a critério discricionário da
autoridade competente. Assertiva incorreta.
e) Lembre-se sempre de que administrados e indivíduos que não possuem vínculo jurídico com a
Administração Pública estão fora do âmbito do poder disciplina. Nesse caso, eventual sanção deve
ser aplicada com fundamento no poder de polícia, caso cabível. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
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Durante a realização de um Festival de Rodeio e Gastronômico, foi feita uma denúncia anônima
indicando suposta armazenagem de alimentos in natura no mesmo ambiente em que estavam
instalados alguns animais que participariam das apresentações culturais do evento. A
Administração pública competente destacou delegação para apuração das denúncias. No local,
os agentes públicos constataram que, além da armazenagem inadequada dos alimentos, os
animais estavam sofrendo maus-tratos. Diante desse quadro, os agentes públicos,
considerando a competência legal que desempenham,
a) devem interditar o local onde foram constatadas as ilegalidades e lavrar auto de infração, a
fim de impedir que sejam causados danos à saúde dos frequentadores do evento, diferindo a
observância do contraditório e da ampla defesa.
b) devem instaurar processo administrativo emergencial para punição dos responsáveis, sendo
possível requerer ao superior a emissão de auto de lacração do evento.
Comentários
No caso em concreto, não restam dúvidas de que estamos diante do exercício do poder de polícia,
que possui como um de seus atributos a autoexecutoriedade, que assegura ao Poder Público a
possibilidade de obrigar terceiros ao cumprimento dos atos administrativos editados, sem a
necessidade de autorização do Poder Judiciário.
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Gabarito: “a”.
De acordo com a definição de José dos Santos Carvalho Filho, a prerrogativa de direito público
que, calcada na lei, autoriza a Administração Pública a restringir o uso e o gozo da liberdade e
da propriedade em favor do interesse da coletividade (Manual de Direito Administrativo, São
Paulo, Atlas 25. ed. p. 75) refere-se ao poder
e) vinculado, que exige que a Administração pública faça tudo aquilo que estiver
expressamente previsto na lei.
Comentários
A Administração utiliza-se do poder de polícia para interferir na esfera privada dos particulares,
condicionando o exercício de atividades e direitos, bem como o gozo de bens, impedindo assim que
um particular possa prejudicar o interesse de toda uma coletividade. Para garantir que o particular
irá abster-se de ações contrárias ao interesse geral da sociedade, o poder de polícia poderá ser
exercido na forma preventiva ou repressiva.
Podemos entender como poder de polícia preventivo aquele exercido através da edição de normas
condicionadoras do gozo de bens ou do exercício de direitos e atividades individuais, a exemplo da
outorga de alvarás aos particulares que cumpram as condições e requisitos para o uso da
propriedade e exercício das atividades que devem ser policiadas.
Na forma repressiva, o poder de polícia é exercido por meio da imposição de sanções aos
particulares que praticarem condutas nocivas ao interesse coletivo, constatadas através da
atividade fiscalizatória.
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O professor Hely Lopes Meirelles apresenta como sanções aplicáveis àqueles que violarem as
normas administrativas a multa, a interdição de atividade, o fechamento de estabelecimento, a
demolição de construção irregular, embargo administrativo de obra, inutilização de gêneros, a
apreensão e destruição de objetos, dentre outros.
Gabarito: “d”.
“... a possibilidade que tem a Administração de, com os próprios meios, pôr em execução as
suas decisões, sem precisar recorrer previamente ao Poder Judiciário.
(...)
A decisão administrativa impõe-se ao particular ainda contra sua concordância; se este quiser
se opor, terá que ir a juízo." (Direito Administrativo, São Paulo: Atlas, 25. ed., p. 126)
A descrição trazida pela autora é condizente com uma das formas de atuação da Administração
pública, mais precisamente com
a) o poder de polícia em seu ciclo normativo originário, vedada a execução material direta pela
Administração pública
b) o poder de polícia, que permite que a Administração execute materialmente seus atos,
quando dotados do atributo da autoexecutoriedade.
d) a atuação de polícia em seu caráter discricionário, visto que permite a edição de atos
normativos originários, para imposição de limitação aos direitos e liberdades individuais dos
administrados.
Comentários
Analisando-se o enunciado da questão, não restam dúvidas de que está se referindo ao exercício do
poder de polícia, mais precisamente a um de seus atributos: a autoexecutoriedade.
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Exemplo: Imagine que a Administração Pública se depare com a existência de um imóvel particular
em péssimas condições, prestes a desabar e que ainda é habitado por uma família de cinco pessoas.
Nesse caso, a Administração não precisará recorrer ao Poder Judiciário para retirar
obrigatoriamente as pessoas do local, utilizando a força se preciso for, pois está diante de uma
situação emergencial, na qual a integridade física de várias pessoas está em risco.
Gabarito: “b”.
a) discricionariedade.
b) inexigibilidade.
c) consensualidade.
d) normatividade.
e) autoexecutoriedade.
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Comentários
Quando compareceu ao local e apreendeu gêneros alimentícios impróprios para o consumo, por
estarem deteriorados, Cláudio atuou com fundamento no poder de polícia administrativa. Todavia,
deve ficar claro que o atributo que assegura aos agentes públicos adotarem esse tipo de postura é
o da autoexecutoriedade, que dispensa autorização judicial.
O professor Hely Lopes Meirelles apresenta como sanções aplicáveis àqueles que violarem as
normas administrativas a multa, a interdição de atividade, o fechamento de estabelecimento, a
demolição de construção irregular, embargo administrativo de obra, inutilização de gêneros, a
apreensão e destruição de objetos, dentre outros.
Gabarito: “e”.
d) é o instrumento pelo qual a Administração disciplina a execução da lei, editando normas que
podem inovar em relação ao texto legal para a criação de obrigações aos administrados.
Comentários
a) O poder normativo realmente não se restringe ao poder regulamentar, pois é mais amplo,
alcançando também as atividades normativas exercidas pelas demais entidades administrativas, a
exemplo das agências reguladoras. Além disso, o poder normativo também engloba a prerrogativa
conferida aos chefes do Poder Executivo para editar atos normativos originários e primários,
denominados decretos autônomos, com fundamento no art. 84, VI, da CF/1988. Assertiva correta.
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c) Apesar de bastante controversa a afirmativa, constata-se que a banca a utiliza para fazer
referência ao poder de polícia e não ao poder normativo. Assertiva incorreta.
d) O poder normativo (ou regulamentar) enseja a edição de atos administrativos que, portanto,
encontram-se subordinados aos limites da lei. Assim, não poderá um decreto regulamentar, por
exemplo, inovar na ordem jurídica criando direitos e obrigações para os particulares, pois, nos
termos do inciso II do artigo 5º da CF/88, essa é uma prerrogativa reservada à lei. Assertiva incorreta.
Gabarito: a.
A edição de atos normativos de efeitos internos, com o objetivo de ordenar a atuação dos
órgãos subordinados decorre do poder
a) disciplinar.
b) regulamentar.
c) hierárquico.
d) de polícia.
e) normativo.
Comentários
Para Maria Sylvia Zanella di Pietro, do poder hierárquico deriva a prerrogativa de "editar atos
normativos (resoluções, portarias, instruções), com o objetivo de ordenar a atuação dos órgãos
subordinados; trata-se de atos normativos de efeitos apenas internos e, por isso mesmo,
inconfundíveis com os regulamentos; são apenas e tão-somente decorrentes da relação hierárquica,
razão pela qual não obrigam pessoas a elas estranhas"
Gabarito: “c”.
Comentários
Eis uma questão muito simples, pois o candidato precisaria apenas saber quais são os poderes da
Administração Pública, isto é, conhecer o poder vinculado, discricionário, hierárquico, disciplinar,
normativo ou regulamentar e o poder de polícia.
Gabarito: “d”.
a) constitui desvio de finalidade, tendo em vista que o poder de polícia não abrange medidas
coercitivo-materiais sem autorização do Poder Judiciário.
b) pode ser considerada nula, tendo em vista que a motivação do ato que determinou a
fiscalização eiva de vício as diligências promovidas e irregularidades constatadas.
e) é regular e válida, tendo em vista que a motivação ou o motivo dos atos administrativos não
são relevantes para análise de sua validade ou eficácia, importando apenas a consequência.
Comentários
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c) Apesar de o ato de fiscalização ter sido motivado por interesses políticos, o fato é que várias
ilegalidades foram constatadas. Nesse caso a Administração Pública deve adotar todas as
providências cabíveis ao caso em concreto, responsabilizando-se os responsáveis, posteriormente,
por eventual abuso de poder (desvio de finalidade). Assertiva correta.
d) O poder de polícia não se restringe a medidas preventivas, podendo ser exercido também de
forma repressiva, isto é, após o cometimento da atividade ilegal. Assertiva incorreta.
e) A atuação da Administração Pública, no caso em concreto, foi regular e válida. Todavia, deve ficar
claro que os atos administrativos devem ser motivados (salvo raras exceções), sob pena de
impossibilitar o seu controle pelos destinatários. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
III. Corresponde apenas a atos repressivos, tanto no âmbito da polícia administrativa como em
relação à polícia judiciária, dotados de coercibilidade.
a) II.
b) I
c) III.
d) I e II.
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e) II e III.
Comentários
Item I - A discricionariedade é a regra geral em relação ao poder de polícia, mas é válido esclarecer
que a lei pode regular, em circunstâncias específicas, todos os aspectos do exercício do poder de
polícia e, portanto, a atividade também poderá caracterizar-se como vinculada. Assertiva incorreta.
Item III - Para garantir que o particular irá abster-se de ações contrárias ao interesse geral da
sociedade, o poder de polícia poderá ser exercido na forma preventiva ou repressiva. Assertiva
incorreta.
Gabarito: “a”.
a) todas as medidas poderão ser implementadas por ato do Chefe do Executivo, mediante
decreto.
b) todas as medidas somente poderão ser implementadas por lei, de iniciativa do Chefe do
Executivo, salvo a fusão de Secretarias, que pode ser efetivada por decreto.
c) a extinção de cargos vagos necessita de lei específica e as demais medidas poderão ser
implementadas por decreto.
d) a extinção de entidades da Administração indireta somente poderá ser feita por lei,
enquanto a extinção de órgãos e de cargos vagos pode ocorrer por decreto.
e) a extinção de entidades e órgãos depende de lei, enquanto a extinção de cargos vagos pode
ser feita por decreto do Chefe do Executivo.
Comentários
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Preceitua o art. 84, VI, da Constituição Federal de 1988, que compete ao Presidente da República (e,
em razão do princípio da simetria, também ao Governador de Estado) dispor, mediante decreto,
sobre:
Nesse caso, teremos a edição do denominado decreto autônomo, que, em virtude de sua
excepcionalidade, somente poderá ser editado nas duas hipóteses previstas constitucionalmente.
Gabarito: “e”.
Uma adequada correlação entre o poder administrativo citado e sua utilização pela
Administração é:
Comentários
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a) Atos restritivos de direitos individuais dos cidadãos, nos limites previstos em lei, devem ser
implementados com fundamento no poder de polícia e não no poder disciplina. Assertiva incorreta.
c) Para garantir que o particular irá abster-se de ações contrárias ao interesse geral da sociedade, o
poder de polícia poderá ser exercido na forma preventiva (a exemplo de fiscalizações ou autuações)
ou repressiva (a exemplo de apreensão de mercadorias impróprias para o consumo ou aplicações
de multas). Assertiva correta.
d) O poder normativo atribuído pela Constituição Federal, ao Chefe do Executivo, somente o autoriza
dispor, mediante decreto, sobre: 1) organização e funcionamento da administração federal, quando
não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; 2) extinção de
funções ou cargos públicos, quando vagos. Nesses termos, fica claro que não pode editar normas
autônomas em relação a toda e qualquer matéria de organização administrativa. Assertiva incorreta.
e) É o poder disciplinar que autoriza a aplicação de penalidades aos servidores públicos e demais
pessoas sujeitas à disciplina administrativa em razão de vínculo contratual estabelecido com a
Administração. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
a) o poder disciplinar a que estão sujeitos é decorrente dessa hierarquia, visto que guarda
relação com o vínculo funcional existente e observa a estrutura organizacional da
Administração pública para identificação da autoridade competente para apuração e punição
por infrações disciplinares.
c) conclui-se que o poder hierárquico é premissa para o poder disciplinar, ou seja, este somente
tem lugar onde se identificam relações jurídicas hierarquizadas, funcional ou contratualmente,
neste caso, em relação à prestação de serviços terceirizados.
d) o poder hierárquico autoriza a edição de atos normativos de caráter autônomo, com força
de lei, no que se refere à disciplina jurídica dos direitos e deveres dos servidores públicos.
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b) Maria Sylvia Zanella Di Pietro explica que “para assegurar que as entidades da Administração
Indireta observem o princípio da especialidade, elaborou-se outro princípio: o do controle ou tutela,
em consonância com o qual a Administração Pública direta fiscaliza as atividades dos referidos entes,
com o objetivo de garantir a observância de suas finalidades institucionais.”.
Dessa forma, o poder de tutela da Administração não projeta efeitos internos sobre órgãos e
servidores, ele é direcionado precisamente a fiscalização da Administração Indireta. Assertiva
incorreta.
Quando o poder disciplinar é direcionado a particulares que tenham vínculo jurídico com a
Administração não é possível se falar em poder hierárquico, que só se aplica nas relações de
subordinação no interior da Administração Pública. Ou seja, o poder hierárquico não é premissa
para o poder disciplinar. Assertiva incorreta.
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Gabarito: “A”.
a) a atuação do Secretário justifica-se do ponto de vista da hierarquia, porém não sob aspecto
disciplinar, eis que não identificada infração administrativa.
c) descabe a invocação dos poderes citados, sendo certo que a atuação da Secretaria deve se
dar nos limites do poder de tutela.
e) a decisão extrapolou a competência disciplinar, que somente pode ser exercida para corrigir
desvios na organização administrativa da entidade.
Comentários
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Na situação apresentada pela questão é cabível a aplicação do Poder de Tutela e não do Poder
Hierárquico ou do Poder Disciplinar. Maria Sylvia Zanella Di Pietro explica que “para assegurar que
as entidades da Administração Indireta observem o princípio da especialidade, elaborou-se outro
princípio: o do controle ou tutela, em consonância com o qual a Administração Pública direta
fiscaliza as atividades dos referidos entes, com o objetivo de garantir a observância de suas
finalidades institucionais.”.
Gabarito: “C”.
Considere:
II. O objeto da medida de polícia, isto é, o meio de ação, sofre limitações, mesmo quando a lei
lhe dá várias alternativas possíveis.
a) I, II e III.
b) II e III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) I, apenas.
e) II, apenas.
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Item II - O meio de ação da medida de polícia tem limitações, como a necessidade de atender ao
Princípio da Proporcionalidade, ou seja, a medida de polícia deve ser aplicada ao particular na exata
proporção para a proteção do interesse coletivo, sem excessos. Assertiva correta.
Item III - A autoexecutoriedade, atributo do poder de polícia, assegura à Administração, por meio
da subdivisão da exigibilidade, a prerrogativa de valer-se de meios indiretos de coerção para obrigar
o particular a cumprir uma determinada obrigação. A situação apresentada na assertiva cabe como
notório exemplo da aplicação de meios indiretos de coerção pela Administração, impossibilitar a
emissão do licenciamento de veículo em razão da existência de multas de trânsito não pagas.
Assertiva correta.
Gabarito: “B”.
a) dar ordens aos gestores que lhe estejam hierarquicamente subordinados, desde que
compatíveis com o Direito.
b) dar ordens aos gestores públicos, inclusive àqueles que pertençam à Administração pública
indireta.
d) dar ordens aos gestores que lhe estejam hierarquicamente subordinados, ainda que
contrárias ao Direito.
e) demitir, a seu exclusivo critério, gestores que lhe sejam subordinados, inclusive os estáveis.
Comentários
a) O Chefe do Poder Executivo realmente pode dar ordens aos subordinados, cumprindo o preceito
de que na organização da Administração Pública brasileira, os órgãos e agentes públicos são
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escalonados em estruturas hierárquicas, com poder de comando exercido por aqueles que se
situam em posição de superioridade, originando, assim, o denominado “poder hierárquico”.
Assertiva correta.
b) Não existe hierarquia entre a Administração Direta e Indireta, mas somente vinculação. Sendo
assim, o Presidente da República não pode emitir ordens destinadas ao Presidente de uma autarquia
federal, por exemplo. Assertiva incorreta.
Dessa forma, não é possível ao Chefe do Poder Executivo avocar competências de caráter
normativo de seus subordinados. Assertiva incorreta.
d) Os servidores públicos possuem o dever de acatar e cumprir as ordens emitidas pelos seus
superiores hierárquicos, salvo quando manifestamente ilegais, fato que criará para o servidor a
obrigação de representar contra essa ilegalidade (conforme mandamentos dos incisos IV e XII, art.
116, da Lei 8.112/90). Ou seja, não faz parte das possibilidades do poder hierárquico do Chefe do
Poder Executivo emitir ordens contrárias ao Direito. Assertiva incorreta.
e) O art. 41, § 1º da Constituição Federal ao tratar sobre o servidor público estável estabelece o
seguinte:
Não é possível que servidor público estável seja demitido à critério do Chefe do Poder Executivo,
esses servidores só podem perder o cargo em uma das hipóteses apresentadas pelo texto
constitucional. Assertiva incorreta.
Gabarito: “A”.
IV. A falta grave é punível com a pena de suspensão e caberá à Administração pública
enquadrar ou não um caso concreto em tal infração.
a) I e IV.
b) I e II.
c) I e III.
d) III e IV.
e) II e IV.
Comentários
I – A questão pede que se identifique quando a Administração tem liberdade para praticar ou não
o ato – caracterizando, então o poder discricionário – e quando está condicionada à prática do ato.
No caso do item I, a Administração não pode escolher se quer instaurar o processo administrativo,
logo, estará obrigada a instaurar. Neste caso, diz-se que o ato é vinculado.
III – A ampla defesa e o contraditório são garantias constitucionais e, portanto, não pode a
administração decidir se proporciona, ou não, a ampla defesa aos administrados. Assim, trata-se de
ato vinculado.
Gabarito: “E”.
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O poder de polícia caracteriza-se como atividade da Administração pública que impõe limites
ao exercício de direitos e liberdades, tendo em vista finalidades de interesse público. Considere
os atos ou contratos administrativos a seguir:
a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) II e IV.
e) I e III.
Comentários
Item I - Não provém, nem expressa o poder de polícia da administração pública. Assertiva incorreta.
Item III - Não provém, nem expressa o poder de polícia da administração pública. Assertiva incorreta.
Item IV - Decorre do poder de polícia, na atuação fiscalizatória que incide sobre bens, direitos ou
atividades (propriedade e liberdade), sendo vinculada à prevenção de ilícitos administrativos e
difundindo-se por todos os órgãos administrativos, de todos os Poderes e entidades públicas que
tenham atribuições de fiscalização.
Dentre as entidades que exercem o poder de polícia administrativa, podemos citar o IBAMA (exerce
o poder de polícia na área ambiental, licença ambiental), a ANVISA (que exercer o poder de polícia
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na área de vigilância sanitária) e todas aquelas que exercem atividades de fiscalização. Assertiva
correta.
Gabarito: “D”.
a) hierárquico e disciplinar.
b) regulamentar e de polícia.
c) disciplinar e de polícia.
d) de polícia e hierárquico.
e) hierárquico e regulamentar.
Comentários
A questão refere-se ao processo disciplinar que é o meio pelo qual a autoridade administrativa
apura infração disciplinar cometida por servidor público, aplicando lhe a penalidade prevista no
regime disciplinar do servidor. Assim, é correto associar o processo disciplinar ao poder disciplinar.
O estatuto dos servidores também aponta que a penalidade deve ser aplicada por autoridade
superior àquela que cometeu a infração, portanto, também é correta associação ao poder
hierárquico. O poder de polícia não se confunde com o disciplinar, porque aquele é externo e este
é interno.
Gabarito: “A”.
a) pode ser exemplificada pela atuação das corregedorias, ao fiscalizar a atividades dos órgãos
públicos.
c) nem sempre é prestada de forma gratuita pela Administração, havendo situações que
implicam em onerosidade de seu exercício.
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Comentários
b) Em regra a polícia administrativa atua de forma discricionária. Todavia, deve ficar claro que a
polícia administrativa também pode agir de forma vinculada, a exemplo do que ocorre na
concessão de licença (espécie de ato administrativo) a particulares. Assertiva incorreta.
c) O art. 77 do Código Tributário Nacional prevê que “as taxas cobradas pela União, pelos Estados,
pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato
gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço
público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.”.
Perceba que o exercício do poder de polícia pode originar implicações onerosas. Assertiva correta.
d) Aplicando o princípio da autotutela, que possibilita a administração pública rever os seus atos, é
possível a revogação de medidas discricionárias de polícia administrativa. Assertiva incorreta.
Gabarito: “C”.
Nas palavras de José dos Santos Carvalho Filho, quando o “agente que elege a situação fática
geradora da vontade, permitindo, assim, maior liberdade de atuação, embora sem
afastamento dos princípios administrativos”, está se referindo ao poder discricionário dos
agentes públicos, que demanda a
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a) previsão legal das opções postas ao administrador, bem como possibilita revogação pela
própria Administração ou pelo Judiciário, preservado o mérito do ato administrativo.
b) existência de opções juridicamente válidas para que o administrador possa exercer seu juízo
de conveniência e oportunidade, o que não afasta a possibilidade de controle dessa atuação,
tanto pela Administração, quanto pelo Judiciário e pelo Tribunal de Contas.
c) revisão dos atos discricionários pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário, não
retroagindo efeitos seja no caso da anulação ou da revogação, em razão da presunção de
veracidade que reveste os atos administrativos.
e) análise pelo Poder Judiciário de todos os aspectos dos atos discricionários, anulando-os ou
revogando-os diante do controle de políticas públicas realizado por esse Poder.
Comentários
b) SÚMULA 473 do STF - A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios
que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de
conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos,
a apreciação judicial. O judiciário tem a prerrogativa de controle da atuação da Administração
Pública, sem atingir o mérito, mas verificando a legalidade e a conformidade com os princípios.
A Constituição Federal, em seu art. 71, atribui ao Tribunal de Contas competência de auxílio ao
controle externo da Administração Pública. Assertiva correta.
c) A anulação de um ato administrativo opera-se com efeitos retroativos (ex tunc), ou seja, o ato
perde os seus efeitos desde o momento de sua edição (como se nunca tivesse existido), pois não
origina direitos.
Ao contrário do que ocorre na anulação, que produz efeitos “ex tunc”, na revogação os efeitos
serão sempre “ex nunc” (proativos). Isso significa dizer que a revogação somente produz efeitos
prospectivos, ou seja, para frente, conservando-se todos os efeitos que já haviam sido produzidos.
Assertiva incorreta.
d) O Poder Judiciário também pode anular atos discricionários. O Poder Judiciário pode exercer o
controle de legalidade de todos os atos administrativos, inclusive os discricionários. Nesse caso, está
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autorizado a anular aqueles que violarem as regras e normas existentes no ordenamento jurídico.
Assertiva incorreta.
Gabarito: “B”.
b) Permissão de uso de imóvel público para particular que se responsabilize por sua guarda.
d) Concessão de serviço público à exploração privada, sujeito às normas fixadas pelo poder
concedente.
Comentários
b) Incorreto. A permissão de uso nada mais é do que uma forma de utilização privativa dos bens
públicos por particulares. Destaca-se que não está relacionada a nenhum tipo interferência na esfera
privada, logo, não constitui exercício do poder de polícia.
e) Incorreto. A investigação e/ou aplicação de penalidade a servidor público, após regular processo
administrativo, constitui exercício do poder disciplinar.
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Gabarito: “a”.
a) disciplinar.
b) regulamentar.
c) de polícia.
d) hierárquico.
e) de tutela.
Comentários
Gabarito: “a”.
a) o poder de polícia, que lhe permite limitar direitos individuais sempre que a atividade
fiscalizada for criminosa.
c) o poder de polícia, que admite a adoção de medidas repressivas e urgentes para impedir
danos ou riscos à coletividade, cabendo ao destinatário daquelas defender-se após a prática
desses atos.
d) a edição de decretos pelo Chefe do Poder Executivo, que se insere no poder regulamentar,
somente podendo se prestar a explicitar o conteúdo de leis já editadas, para sua melhor
aplicação.
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Comentários
d) Além do decreto regulamentar (art. 84, IV), a Constituição Federal prevê ainda a possibilidade de
o chefe do Poder Executivo editar decretos autônomos, nos termos do art. 84, VI, da CF/1988. Para
a doutrina majoritária, o decreto autônomo consiste em um ato normativo primário, isto é, ato
normativo com força de lei, capaz de inovar na ordem jurídica. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
a) implicou abuso do poder regulamentar, vez que houve invasão da competência do Poder
Legislativo.
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c) não é legítima, em razão do instrumento utilizado para formalizar o poder regulamentar, vez
que tal poder se exterioriza, exclusivamente, por meio dos regulamentos autônomos.
e) não é legítima, em razão do instrumento utilizado para formalizar o poder regulamentar, vez
que tal poder se exterioriza, exclusivamente, por meio das resoluções.
Comentários
A conduta do prefeito configurou excesso de poder, pois extrapolou a sua competência, dado que
os decretos regulamentares possuem caráter complementar e não podem inovar no ordenamento
jurídico, criando, alterando ou extinguindo direitos.
Vale destacar que, apesar de o decreto autônomo possuir força de lei e, consequentemente, ser
capaz de inovar no ordenamento jurídico, a Constituição Federal determina os respectivos limites:
Gabarito: “a”.
Comentários
Gabarito: “a”.
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O art. 43, parágrafos 5º e 6º, da Lei Estadual do Ceará nº 16.397/17, estabeleceu que os Juízes
das Turmas Recursais serão substituídos em suas faltas, afastamentos, férias, licenças,
ausências e impedimentos nos termos de resolução aprovada pelo Órgão Especial do Tribunal
de Justiça. No dia 06/06/19, o citado Órgão Especial editou a Resolução nº 10/2019, que dispõe
sobre a atuação de juízes suplentes no âmbito das Turmas Recursais dos Juizados Especiais do
Estado.
A) hierárquico;
B) disciplinar;
C) avocatório;
D) legiferante;
E) normativo.
B) indelegável à pessoa jurídica de direito privado, por estar ligada ao poder de gestão do
Estado;
D) delegável à pessoa jurídica de direito privado, por estar ligada ao poder de gestão do Estado;
E) delegável à pessoa jurídica de direito privado, por estar ligada aos poderes discricionário e
hierárquico do Estado.
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Determinado município, por meio de sua Secretaria Municipal de Fazenda e Ordem Pública, e
o Corpo de Bombeiros, indeferiram pedido formulado por particular para realização de
“Festival Sertanejo” em determinada cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, eis que o
requerente não cumpriu os requisitos legais, em especial não apresentou estrutura condizente
para a garantia da segurança dos consumidores. Mesmo com a não obtenção das autorizações
legais necessárias, o empreendedor, na véspera do show, começou a montar o palco em imóvel
privado onde seria realizado o evento. Fiscais do município compareceram no local e
interditaram a área, impedindo que se prosseguisse com a montagem.
C) erroneamente, eis que seria imprescindível a prévia ordem judicial para interditar a
propriedade privada, cujo uso é garantido pela Constituição da República;
E) erroneamente, eis que o poder administrativo de império deve ser precedido de ordem
judicial fundamentada, pelo princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional.
Joaquim construiu irregularmente, sem obter qualquer licença para tal e ao arrepio dos
ditames legais sobre a matéria, um muro que se iniciou nos limites de sua propriedade e se
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estendeu para a calçada, ocupando parte de área pública, com risco iminente de desabamento
e dificultando o tráfego de pedestres.
O poder público municipal, com as formalidades legais, utilizando sua prerrogativa de direito
público que, calcada na lei, lhe autoriza a restringir o uso e o gozo da propriedade privada em
favor do interesse da coletividade, determinou a demolição da obra.
A) normativo e coercitibilidade.
B) disciplinar e autoaplicabilidade.
C) de polícia e autoexecutoriedade.
D) sancionatório e imperatividade
E) de hierarquia e impositividade.
Com o objetivo de retaliação política, o novo prefeito João, tão logo tomou posse, praticou ato
administrativo determinando a remoção do servidor público efetivo municipal José, seu antigo
desafeto, que não o apoiou na campanha eleitoral. Inconformado, José buscou assistência
jurídica na Defensoria Pública, ocasião em que lhe foi informado que era:
C) viável o ajuizamento de ação judicial visando à nulidade do ato de remoção, diante do abuso
de poder, na modalidade excesso de poder, por vício no elemento competência do ato;
D) viável o ajuizamento de ação judicial visando à nulidade do ato de remoção, diante do abuso
de poder, na modalidade desvio de poder, por vício no elemento finalidade do ato;
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C) Preside inquérito policial para investigação de crime ambiental, ocasião em que deve realizar
diligências de apuração, tais como oitiva de testemunhas, realização de perícias ambientais e
interrogatório do particular indiciado pela prática do delito.
E) Delega para outro servidor, hierarquicamente inferior na repartição pública em que está
lotado, a prática de ato disciplinar tendente à apuração de fato que, em tese, configure risco à
segurança pública nos limites do município.
9. (FGV∕Auditor – AL BA∕2014)
I. A polícia administrativa tem sua atuação voltada predominantemente para pessoas, e não
para atividades das pessoas.
III. Uma das funções primordiais da polícia administrativa, ao contrário da polícia judiciária,
é a de subsidiar a atuação do Ministério Público.
Assinale:
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José é proprietário de um terreno localizado em zona urbana e resolveu edificar seu imóvel,
iniciando a obra invadindo, inclusive, parte da calçada, sem previamente solicitar ou obter
qualquer alvará de licença para construção. O poder público, por meio da autarquia Agência
de Fiscalização do Distrito Federal, alegando o descumprimento do Art. 51 da Lei Distrital nº 2.
105 / 98 (Código de Edificações do Distrito Federal), determinou a demolição da construção,
logo no início da obra, por se tratar de construção sem licença e em desacordo com a legislação,
não sendo passível a alteração do projeto arquitetônico para adequação à legislação vigente.
Em relação à postura da autarquia, é correto afirmar que:
c) apesar de o poder público ter o poder de polícia, fato que legitima a fiscalização, no caso em
tela houve abuso de poder, pois o imóvel estava localizado em área particular, razão pela qual
é cabível indenização a João pelos prejuízos sofridos.
d) apesar de o poder público ter o poder de polícia, fato que legitima a fiscalização, no caso em
tela houve abuso de poder, pois qualquer determinação demolitória deve ser precedida de
regular processo administrativo ou processo judicial, assegurados o contraditório e ampla
defesa.
e) apesar de o poder público ter o poder de polícia, fato que legitima a fiscalização, no caso em
tela houve abuso de poder, pois qualquer determinação demolitória deve ser precedida do
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c) errado, porque houve abuso no uso do poder de polícia, uma vez que a destruição de
alimentos nocivos ao consumo público deveria ser precedida de autorização judicial pelo
princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional.
d) errado, porque houve abuso no uso do poder de polícia, uma vez que a destruição de
alimentos nocivos ao consumo público deveria ser precedida de regular processo
administrativo, observados o contraditório e ampla defesa.
e) errado, porque, embora a fiscalização fosse legítima pelo uso do poder de polícia, a
apreensão de mercadorias deveria ter sido precedida de autorização judicial.
a) regulamentar;
b) sancionador;
c) disciplinar;
d) de polícia;
e) de hierarquia.
14. (FGV/IBGE/Analista/Auditoria/2016)
Em tema de poderes administrativos, o vínculo que coordena e subordina uns aos outros os
órgãos da Administração Pública, graduando a autoridade de cada um, decorre do chamado
pela doutrina de poder:
a) vinculado;
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b) normativo;
c) hierárquico;
d) disciplinar;
e) regulamentar.
b) emite ato administrativo de demissão de servidor público municipal, após regular processo
administrativo disciplinar; determina a servidor hierarquicamente inferior que desempenhe
certa função na repartição onde está lotado;
c) edita decreto contendo normas gerais que complementam lei ordinária municipal em
determinada matéria; e procede à apreensão de produtos impróprios para consumo em
mercado privado;
e) edita emenda à lei orgânica municipal com regras específicas sobre serviços de interesse
local; e expede ordem de serviço disciplinando a divisão de atribuições de servidores lotados
na Secretaria Municipal de Segurança Pública.
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Sobre o prisma dos poderes administrativos, o ato praticado pelo Secretário de Estado é
emanação do poder
a) hierárquico, mas foi usado de modo irregular, pois o Secretário deveria suspender o ato
praticado pelo Subsecretário, cabendo a revogação ao Prefeito.
b) hierárquico, mas foi usado de modo irregular, pois só autoriza a anulação de atos ilegais
praticados pelo Subsecretário, não a sua revogação.
c) disciplinar, mas foi usado de modo irregular, pois só autoriza a anulação de atos ilegais
praticados pelo Subsecretário, não a sua revogação.
d) disciplinar, que foi usado de modo regular, pois autoriza a anulação e a revogação dos atos
praticados pelo Subsecretário.
e) hierárquico, que foi usado de modo regular, pois autoriza tanto a anulação como a
revogação dos atos praticados pelo Subsecretário.
Poder de polícia pode ser conceituado como uma atividade da Administração Pública que se
expressa por meio de seus atos normativos ou concretos, com fundamento na supremacia
geral do interesse público para, na forma da lei, condicionar a liberdade e a propriedade
individual, mediante ações fiscalizadoras preventivas e repressivas.
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(i) legislação;
(ii) consentimento;
(iii) fiscalização; e
(iv) sanção.
c) regulamentar, que decorre da prerrogativa de direito público que, calcada na lei, autoriza a
Administração Pública a restringir o uso e o gozo da liberdade e da propriedade em favor do
interesse da coletividade;
d) disciplinar, que está ligado à ideia de hierarquia entre os agentes públicos, viabilizando
fenômenos administrativos como a avocação e a delegação, que decorrem de permissivo legal;
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GABARITO
1. E 8. B 15. C
2. A 9. A 16. E
3. D 10. A 17. C
4. B 11. D 18. C
5. D 12. A 19. A
6. C 13. D
7. D 14. C
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O art. 43, parágrafos 5º e 6º, da Lei Estadual do Ceará nº 16.397/17, estabeleceu que os Juízes
das Turmas Recursais serão substituídos em suas faltas, afastamentos, férias, licenças,
ausências e impedimentos nos termos de resolução aprovada pelo Órgão Especial do Tribunal
de Justiça. No dia 06/06/19, o citado Órgão Especial editou a Resolução nº 10/2019, que dispõe
sobre a atuação de juízes suplentes no âmbito das Turmas Recursais dos Juizados Especiais do
Estado.
A) hierárquico;
B) disciplinar;
C) avocatório;
D) legiferante;
E) normativo.
Comentários
Segundo a doutrina majoritária, o poder normativo pode ser exercido por diversas autoridades
administrativas, a exemplo dos Ministros de Estado e das Agências Reguladoras. Nesses termos, a
edição de portarias, resoluções, instruções normativas, deliberações, entre outros atos
administrativos, encontraria fundamento no poder normativo.
Nesse mesmo sentido, a resolução editada pelo Tribunal de Justiça deve ser considerada
manifestação do poder normativo.
Gabarito: “e”.
2. (FGV – TJ/CE - Técnico Judiciário - Área Judiciária – 2019)
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B) indelegável à pessoa jurídica de direito privado, por estar ligada ao poder de gestão do
Estado;
D) delegável à pessoa jurídica de direito privado, por estar ligada ao poder de gestão do Estado;
E) delegável à pessoa jurídica de direito privado, por estar ligada aos poderes discricionário e
hierárquico do Estado.
Comentários
Diogo de Figueiredo Moreira Neto afirma que o poder de polícia é exercido em quatro fases – o ciclo
de polícia – correspondendo a seus quatro modos de atuação: a ordem de polícia (legislação), o
consentimento de polícia, a fiscalização de polícia e a sanção de polícia.
Dentre as fases que compõem o ciclo de polícia, entende o Superior Tribunal de Justiça (Recurso
Especial nº 817.534) que apenas podem ser delegadas a particulares as fases de consentimento e
fiscalização, tendo em vista que as fases de legislação e sanção decorrem do poder de coerção do
Poder Público e que não poderão ser exercidos por particulares.
Gabarito: “a”.
3. (FGV - Prefeitura de Niterói/RJ - Pedagogo - 2018)
216
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Comentário
a) O poder disciplinar deve ser entendido como a prerrogativa assegurada à Administração Pública
de apurar infrações e aplicar penalidades a servidores e particulares submetidos ao regime
disciplinar administrativo. Não há, com fundamento no poder disciplinar, qualquer normatização
sobre a utilização da propriedade privada. Assertiva incorreta.
b) Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”. No contexto do enunciado,
não se pode afirmar qualquer hierarquia dos agentes de saúde sobre os particulares, pois não há
vínculo jurídico entre as partes. Assertiva incorreta.
Gabarito: “d”.
4. (FGV - MPE/RJ - Estágio Forense - 2018)
Determinado município, por meio de sua Secretaria Municipal de Fazenda e Ordem Pública, e
o Corpo de Bombeiros, indeferiram pedido formulado por particular para realização de
“Festival Sertanejo” em determinada cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, eis que o
requerente não cumpriu os requisitos legais, em especial não apresentou estrutura condizente
para a garantia da segurança dos consumidores. Mesmo com a não obtenção das autorizações
217
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C) erroneamente, eis que seria imprescindível a prévia ordem judicial para interditar a
propriedade privada, cujo uso é garantido pela Constituição da República;
E) erroneamente, eis que o poder administrativo de império deve ser precedido de ordem
judicial fundamentada, pelo princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional.
Comentários
O exemplo apresentado pelo enunciado enquadra-se perfeitamente no exercício do poder de
polícia da Administração Pública, uma vez que se trata de interferência administrativa na esfera
privada de particular com a finalidade de resguardar a integridade física da coletividade, levando-
se em consideração que vento não apresentou estrutura condizente para a garantia da segurança
do público.
Gabarito: “b”.
5. (FGV - Prefeitura de Salvador/BA - Agente de Fiscalização Municipal - 2019)
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Comentários
a) O professor Diógenes Gasparini afirma que o poder regulamentar consiste “na atribuição privativa
do chefe do Poder Executivo para, mediante decreto, expedir atos normativos, chamados
regulamentos, compatíveis com a lei e visando desenvolvê-la". Dessa forma, não há que se falar em
“poder regulamentar” quando a banca mencionar as expressões “fiscalizar” e “sancionar”, pois,
nesse caso, tratar-se-á do poder de polícia. Assertiva incorreta.
b) Para que o poder disciplinar seja exercido, torna-se essencial que exista um vínculo jurídico entre
a Administração Pública e o seu destinatário. Levando-se em consideração que o enunciado não
disse que estava sendo punido um servidor público ou pessoas contratadas pela Administração
Pública para a prestação de algum serviço público, a exemplo dos concessionários, as condutas não
se enquadram no âmbito de incidência do poder disciplinar.
c) Poder vinculado (também denominado de poder regrado) é aquele conferido aos agentes públicos
para a edição de atos administrativos em estrita conformidade com o texto legal, sendo mínima ou
inexistente a sua liberdade de atuação ou escolha. No caso em concreto, por se tratar de atividade
fiscalizatória (inerente ao poder de polícia), a discricionariedade prevalece. Assertiva incorreta.
d) O poder de polícia consiste em prerrogativa atribuída ao Estado que permite ordenar, controlar,
fiscalizar e limitar as atividades desenvolvidas pelos particulares, em benefício da coletividade.
Assertiva correta.
e) Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”. Assertiva incorreta.
Gabarito: “d”.
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Joaquim construiu irregularmente, sem obter qualquer licença para tal e ao arrepio dos
ditames legais sobre a matéria, um muro que se iniciou nos limites de sua propriedade e se
estendeu para a calçada, ocupando parte de área pública, com risco iminente de desabamento
e dificultando o tráfego de pedestres.
O poder público municipal, com as formalidades legais, utilizando sua prerrogativa de direito
público que, calcada na lei, lhe autoriza a restringir o uso e o gozo da propriedade privada em
favor do interesse da coletividade, determinou a demolição da obra.
A) normativo e coercitibilidade.
B) disciplinar e autoaplicabilidade.
C) de polícia e autoexecutoriedade.
D) sancionatório e imperatividade
E) de hierarquia e impositividade.
Comentários
Gabarito: “c”.
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Com o objetivo de retaliação política, o novo prefeito João, tão logo tomou posse, praticou ato
administrativo determinando a remoção do servidor público efetivo municipal José, seu antigo
desafeto, que não o apoiou na campanha eleitoral. Inconformado, José buscou assistência
jurídica na Defensoria Pública, ocasião em que lhe foi informado que era:
C) viável o ajuizamento de ação judicial visando à nulidade do ato de remoção, diante do abuso
de poder, na modalidade excesso de poder, por vício no elemento competência do ato;
D) viável o ajuizamento de ação judicial visando à nulidade do ato de remoção, diante do abuso
de poder, na modalidade desvio de poder, por vício no elemento finalidade do ato;
Comentários
Nos termos da alínea “e”, parágrafo único, artigo 2º, da Lei nº 4.717/65 (Lei de Ação Popular), o
desvio de poder ou finalidade ocorre quando “o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele
previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência”.
O desvio de poder ocorre em relação à finalidade em sentido amplo, presente em qualquer ato
administrativo e caracterizada pela satisfação do interesse coletivo, como em relação à finalidade
em sentido estrito, que impõe um fim específico para a edição do ato.
Em vez de o ato ser editado para satisfazer o interesse coletivo, restringe-se a satisfazer o interesse
particular do agente público ou, o que é pior, o interesse de terceiros. Como a remoção do servidor
José se deu única e exclusivamente em razão de vingança, por ser um desafeto do prefeito João,
ocorreu então um desvio de finalidade, pois o ato foi editado para satisfazer o sentimento particular
de vingança do chefe, ensejando, portanto, a respectiva anulação.
Gabarito: “d”.
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C) Preside inquérito policial para investigação de crime ambiental, ocasião em que deve realizar
diligências de apuração, tais como oitiva de testemunhas, realização de perícias ambientais e
interrogatório do particular indiciado pela prática do delito.
E) Delega para outro servidor, hierarquicamente inferior na repartição pública em que está
lotado, a prática de ato disciplinar tendente à apuração de fato que, em tese, configure risco à
segurança pública nos limites do município.
Comentários
a) O enunciado possui vários erros. Primeiro, a designação realizada pelo Prefeito encontra amparo
no poder hierárquico e não no poder disciplina. Todavia, quando o agente designado estiver
promovendo investigações e aplicando eventuais sanções estará exercendo o poder disciplinar. Por
fim, não se admite que autoridades administrativas realizem interceptações telefônicas, que apenas
podem ser autorizadas por autoridades judiciárias. Assertiva incorreta.
b) O poder de polícia consiste na função atribuída ao Estado de ordenar, controlar, fiscalizar e limitar
as atividades desenvolvidas pelos particulares, em benefício da coletividade. Dessa forma, quando
o agente atua apreendendo materiais poluentes, bens e mercadorias fruto de atividade ilícita, lavra
notificações, auto de infrações ou embarga atividade, não restam dúvidas de que estará interferindo
na esfera particular a fim de garantir que os interesses coletivos não sejam lesados. Assertiva
correta.
c) O inquérito policial deverá ser presidido pela autoridade policial e não pode servidor público.
Nesse caso, estar-se-á diante da atuação da polícia judiciária, que atua de forma conexa e acessória
ao Poder Judiciário na apuração e investigação de infrações penais. É privativa de corporações
especializadas (que integram a segurança pública estatal), a exemplo da Polícia Civil (com atuação
em âmbito estadual) e a Polícia Federal (com atuação em âmbito nacional). Assertiva incorreta.
d) Em regra, a edição de atos normativos contendo disposições gerais e abstratas deriva do exercício
do poder normativo e não do poder de polícia. Assertiva incorreta.
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Gabarito: “b”.
9. (FGV∕Auditor – AL BA∕2014)
I. A polícia administrativa tem sua atuação voltada predominantemente para pessoas, e não
para atividades das pessoas.
III. Uma das funções primordiais da polícia administrativa, ao contrário da polícia judiciária,
é a de subsidiar a atuação do Ministério Público.
Assinale:
Comentários
Item I – A polícia administrativa incide sobre bens, direitos ou atividades (propriedade e liberdade).
Por sua vez, a polícia judiciária incide sobre pessoas, atuando de forma conexa e acessória ao Poder
Judiciário na apuração e investigação de infrações penais. Assertiva incorreta.
Item III – É a polícia judiciária que atua no sentido de subsidiar a atuação do Ministério Público,
fornecendo-lhe provas colhidas em investigação criminal regulamente instaurada. Assertiva
incorreta.
Gabarito: “a”.
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José é proprietário de um terreno localizado em zona urbana e resolveu edificar seu imóvel,
iniciando a obra invadindo, inclusive, parte da calçada, sem previamente solicitar ou obter
qualquer alvará de licença para construção. O poder público, por meio da autarquia Agência
de Fiscalização do Distrito Federal, alegando o descumprimento do Art. 51 da Lei Distrital nº 2.
105 / 98 (Código de Edificações do Distrito Federal), determinou a demolição da construção,
logo no início da obra, por se tratar de construção sem licença e em desacordo com a legislação,
não sendo passível a alteração do projeto arquitetônico para adequação à legislação vigente.
Em relação à postura da autarquia, é correto afirmar que:
c) apesar de o poder público ter o poder de polícia, fato que legitima a fiscalização, no caso em
tela houve abuso de poder, pois o imóvel estava localizado em área particular, razão pela qual
é cabível indenização a João pelos prejuízos sofridos.
d) apesar de o poder público ter o poder de polícia, fato que legitima a fiscalização, no caso em
tela houve abuso de poder, pois qualquer determinação demolitória deve ser precedida de
regular processo administrativo ou processo judicial, assegurados o contraditório e ampla
defesa.
e) apesar de o poder público ter o poder de polícia, fato que legitima a fiscalização, no caso em
tela houve abuso de poder, pois qualquer determinação demolitória deve ser precedida do
devido processo legal judicial, pelo princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional,
assegurados o contraditório e ampla defesa.
Comentários
Como é possível perceber, a questão foi aplicada em concurso público da Defensoria Pública
do Distrito Federal, realizado em 2014. Na oportunidade, a banca simplesmente reproduziu o inteiro
teor de um julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, cujo teor é o seguinte:
2. Cabe destacar que o direito de construir é relativo, pois deve respeitar os limites legais,
como a ordem urbanística, em benefício do interesse público.
3. Enfim. Evidenciado nos autos que os agravantes ocuparam área pública e nela construíram
edificações sem a devida licença, descumprindo o art. 51 da lei distrital nº 2.105/98, bem como
que a administração exerceu de forma legal, razoável e proporcional o poder de polícia que
lhe é conferido, revela-se ausente a verossimilhança das alegações necessária à concessão da
antecipação dos efeitos da tutela para impedir a demolição das edificações.
Gabarito: “a”.
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Comentários
Gabarito: “d”.
c) errado, porque houve abuso no uso do poder de polícia, uma vez que a destruição de
alimentos nocivos ao consumo público deveria ser precedida de autorização judicial pelo
princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional.
d) errado, porque houve abuso no uso do poder de polícia, uma vez que a destruição de
alimentos nocivos ao consumo público deveria ser precedida de regular processo
administrativo, observados o contraditório e ampla defesa.
e) errado, porque, embora a fiscalização fosse legítima pelo uso do poder de polícia, a
apreensão de mercadorias deveria ter sido precedida de autorização judicial.
Comentários
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Gabarito: “a”.
a) regulamentar;
b) sancionador;
c) disciplinar;
d) de polícia;
e) de hierarquia.
Comentários
Em síntese, deve ficar bem claro que a Administração utiliza-se do poder de polícia para
interferir na esfera privada dos particulares, condicionando o exercício de atividades e direitos, bem
como o gozo de bens, impedindo assim que um particular possa prejudicar o interesse de toda uma
coletividade.
Portanto, considerando que a questão em apreço aborda uma hipótese de saúde pública, a
administração fará uso do poder de polícia para interferir na propriedade privada, a fim de favorecer
o interesse público.
Gabarito: “d”.
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14. (FGV/IBGE/Analista/Auditoria/2016)
Em tema de poderes administrativos, o vínculo que coordena e subordina uns aos outros os
órgãos da Administração Pública, graduando a autoridade de cada um, decorre do chamado
pela doutrina de poder:
a) vinculado;
b) normativo;
c) hierárquico;
d) disciplinar;
e) regulamentar.
Comentários
Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”.
Gabarito: “c”.
b) emite ato administrativo de demissão de servidor público municipal, após regular processo
administrativo disciplinar; determina a servidor hierarquicamente inferior que desempenhe
certa função na repartição onde está lotado;
228
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c) edita decreto contendo normas gerais que complementam lei ordinária municipal em
determinada matéria; e procede à apreensão de produtos impróprios para consumo em
mercado privado;
e) edita emenda à lei orgânica municipal com regras específicas sobre serviços de interesse
local; e expede ordem de serviço disciplinando a divisão de atribuições de servidores lotados
na Secretaria Municipal de Segurança Pública.
Comentários:
c) A edição decreto regulamentar é uma das formas de exercício do poder regulamentar. Por sua
vez, a apreensão de mercadoria em mercado privado caracteriza interferência da administração
pública na esfera privada, portanto, claro exemplo do exercício do poder de polícia. Assertiva
correta.
e) A edição de leis é de competência do Poder Legislativo, portanto, trata-se de ato legislativo que
não corresponde, por óbvio, a nenhum dos poderes administrativos. Na segunda hipótese, a divisão
de atribuições de servidores decorre do poder hierárquico.
Gabarito: “c”.
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Sobre o prisma dos poderes administrativos, o ato praticado pelo Secretário de Estado é
emanação do poder
a) hierárquico, mas foi usado de modo irregular, pois o Secretário deveria suspender o ato
praticado pelo Subsecretário, cabendo a revogação ao Prefeito.
b) hierárquico, mas foi usado de modo irregular, pois só autoriza a anulação de atos ilegais
praticados pelo Subsecretário, não a sua revogação.
c) disciplinar, mas foi usado de modo irregular, pois só autoriza a anulação de atos ilegais
praticados pelo Subsecretário, não a sua revogação.
d) disciplinar, que foi usado de modo regular, pois autoriza a anulação e a revogação dos atos
praticados pelo Subsecretário.
e) hierárquico, que foi usado de modo regular, pois autoriza tanto a anulação como a
revogação dos atos praticados pelo Subsecretário.
Comentários
Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”.
Considerando que no caso em apreço o Secretário de Estado está revogando ato praticado pelo
subsecretário, constata-se uma manifestação do poder hierárquico, pois, o agente superior está
revendo ato de seu subordinado.
Gabarito: “E”.
Poder de polícia pode ser conceituado como uma atividade da Administração Pública que se
expressa por meio de seus atos normativos ou concretos, com fundamento na supremacia
geral do interesse público para, na forma da lei, condicionar a liberdade e a propriedade
individual, mediante ações fiscalizadoras preventivas e repressivas.
230
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Comentários
Para responder às questões de prova deve ficar claro que a doutrina majoritária aponta três
atributos ou qualidades inerentes ao poder de polícia: discricionariedade, autoexecutoriedade e
coercibilidade.
Gabarito: “c”.
(i) legislação;
(ii) consentimento;
(iii) fiscalização; e
(iv) sanção.
231
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Comentários
O professor Diogo de Figueiredo Moreira Neto, afirma que a função de polícia é exercida em quatro
fases – o ciclo de polícia – correspondendo a seus quatro modos de atuação: a ordem de polícia
(legislação), o consentimento de polícia, a fiscalização de polícia e a sanção de polícia.
A ordem de polícia corresponde ao dispositivo legal básico que dá início a todo o ciclo de atuação
do poder de polícia. Pode se apresentar como um preceito negativo absoluto, que simplesmente
proíbe o exercício de determinadas atividades individuais e de uso da propriedade privada, ou,
ainda, como um preceito negativo com reserva de consentimento, que, somente em princípio,
proíbe a prática de determinadas atividades ou a utilização da propriedade particular, que poderão
ser eventualmente consentidas mediante prévia avaliação da Administração.
O consentimento de polícia nada mais é do que o ato administrativo pelo qual a Administração
concede a sua anuência em relação ao exercício de determinadas atividades e direitos pelo
particular, materializando-se através de um alvará, que possui como respectivas espécies a licença
e a autorização.
A fiscalização de polícia poderá ser exercida ex officio ou mediante provocação de terceiros que
desejam garantir o cumprimento da ordem de polícia, estando sempre presente no ciclo de polícia.
A sanção de polícia situa-se na fase final do ciclo de polícia, impondo-se àqueles que violarem as
ordens de polícia (estabelecidas mediante dispositivos legais) e as condições de consentimento
impostas pela Administração.
Gabarito: “c”.
232
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c) regulamentar, que decorre da prerrogativa de direito público que, calcada na lei, autoriza a
Administração Pública a restringir o uso e o gozo da liberdade e da propriedade em favor do
interesse da coletividade;
d) disciplinar, que está ligado à ideia de hierarquia entre os agentes públicos, viabilizando
fenômenos administrativos como a avocação e a delegação, que decorrem de permissivo legal;
Comentários
a) Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”. Assertiva correta.
b) O poder discricionário é aquele no qual a lei reserva ao agente público certa margem de liberdade
ou escolha, dentre várias soluções possíveis, sempre visando à satisfação do interesse público.
Assertiva incorreta.
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administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo, caso seja
cabível e necessário. Assertiva incorreta.
e) Poder vinculado (também denominado de poder regrado) é aquele conferido aos agentes
públicos para a edição de atos administrativos em estrita conformidade com o texto legal, sendo
mínima ou inexistente a sua liberdade de atuação ou escolha.
Gabarito: “a”.
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É correto afirmar que o ato administrativo dessa Prefeitura foi praticado com
A) desvio de finalidade, que se trata de uma espécie do gênero dever do administrador público.
E) excesso de poder, que se trata de uma espécie do gênero dever do administrador público.
Um prefeito recém-eleito e com larga experiência na área privada, mas sem qualquer
experiência na área pública, elencou, em função do seu perfil empreendedor, uma série de
projetos que gostaria de realizar, alguns dos quais em parceria com o setor privado e a
sociedade civil. Contudo, a assessoria jurídica do município alertou o chefe do executivo de que
parte das suas ideias não era viável, pois não havia respaldo legal para tais propostas. Para
fundamentar corretamente o seu parecer diante dessa situação, a assessoria jurídica orientou
o chefe do executivo da seguinte forma:
A) o poder vinculado limita a Administração Pública a agir estritamente de acordo com a Lei,
devendo obedecer ao princípio da legalidade.
B) o poder disciplinar delimita o tipo de projeto que o administrador público deve ou não
realizar, e é preciso seguir o princípio da moralidade e legalidade.
C) o poder hierárquico estabelece uma relação de poderes, na qual o executivo deve respeitar
o judiciário, ou seja, está submetido às leis municipais.
235
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A) de polícia, que é um mecanismo que a Administração Pública tem para conter os abusos do
direito individual.
B) disciplinar, pois se trata de uma prerrogativa do Estado intervir em situações contra a paz e
o bem-estar coletivo.
C) vinculado, pois, em casos de flagrante abuso de liberdade individual, deve-se agir com rigor
e punição em prol do bem-estar coletivo.
A) cautelar.
B) de polícia.
C) hierárquico.
D) disciplinar.
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E) regulamentar.
A) não é legítima a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) diversas das obrigações
primárias (ou originárias) contidas na lei, por meio do poder regulamentar.
6. VUNESP - Câmara Municipal de São José dos Campos/SP - Analista Legislativo - Contador -
2018)
A) discricionário.
B) autoexecutável.
C) presumidamente legítimo.
D) imperativo.
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E) vinculado.
A) Via de regra o poder de polícia não é autoexecutório, dependendo de ordem judicial para
ser implementado.
B) O ciclo de polícia é composto por apenas três fases: consentimento, fiscalização e coerção.
E) O poder de polícia pode ser praticado com o objetivo de assegurar o interesse público, ainda
que suprima o núcleo essencial dos direitos fundamentais.
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9. VUNESP/PC-SP/Escrivão de Polícia/2018)
a) de autotutela.
b) hierárquico.
c) disciplinar.
d) de polícia judiciária.
e) de polícia.
Advertência verbal aplicada por diretor de escola estadual a aluno que não cumpriu seus
deveres, cometendo falta dentro do estabelecimento de ensino, é expressão do poder
a) disciplinar.
b) de polícia.
c) hierárquico.
d) regulamentar
e) discricionário.
A imposição de uma multa ao motorista que desrespeita o sinal vermelho consiste em uma
sanção decorrente do exercício, pela Administração Pública, do Poder
a) Hierárquico.
b) Vinculado.
239
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c) Discricionário.
d) Normativo.
e) de Polícia.
d) A finalidade do Poder de Polícia é a proteção ao interesse público no seu sentido mais estrito
e) Com a ampliação do campo de incidência do Poder de Polícia, chega-se hoje a utilizar esse
poder até para a preservação da segurança nacional, que é, em última análise, a situação da
tranquilidade e garantia que o Estado oferece ao indivíduo e à coletividade, para a consecução
dos objetivos do cidadão e da Nação em geral.
240
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c) constitui ato lícito. Entretanto, o ato enseja a responsabilidade civil do Estado para reparar
o dano causado.
a) constitui ato de polícia administrativa o que impõe restrição a servidor público (Ex.: trabalhar
de uniforme)
a) conveniência e oportunidade.
241
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b) legalidade e vinculação.
c) moralidade e liberdade.
d) limitação e ponderação.
e) competência e finalidade.
a) O poder de polícia pode condicionar o exercício de um direito individual, mas não pode
restringir o direito de propriedade.
c) Uma diferenciação entre a polícia administrativa e a polícia judiciária, é que esta atua de
forma preventiva e repressiva e aquela somente preventivamente.
d) A atividade do poder de polícia se efetiva por meio de atos concretos, mas não por atos
normativos de conteúdo genérico.
242
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GABARITO
1. B 7. C 13. B
2. A 8. D 14. C
3. A 9. B 15. D
4. B 10. A 16. A
5. D 11. E 17. E
6. E 12. E
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É correto afirmar que o ato administrativo dessa Prefeitura foi praticado com
A) desvio de finalidade, que se trata de uma espécie do gênero dever do administrador público.
E) excesso de poder, que se trata de uma espécie do gênero dever do administrador público.
Comentários
Para responder as questões de prova, tenha sempre em mente que a expressão “abuso de poder”
corresponde a um gênero do qual se extraem duas espécies básicas: excesso de poder ou desvio de
finalidade (também denominado de desvio de poder).
Basicamente, o abuso de poder configura-se por uma conduta praticada pelo agente público em
desconformidade com a lei e pode se apresentar sob duas formas básicas diferentes:
1ª) quando o agente público ultrapassa os limites da competência que lhe foi outorgada pela lei
(excesso de poder);
2ª) quando o agente público exerce a competência nos estritos limites legais, mas para atingir
finalidade diferente daquela prevista em lei (desvio de poder ou desvio de finalidade).
No caso em questão, o agente praticou um ato em conformidade com a lei e dentro de suas
competências, porém, com intuito exclusivo de atingir seu desafeto. A conduta claramente pode ser
entendida como manifestação de desvio de poder, pois o prefeito atuou com o claro propósito de
“perseguir” um de seus desafetos.
Gabarito: “b”.
244
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Um prefeito recém-eleito e com larga experiência na área privada, mas sem qualquer
experiência na área pública, elencou, em função do seu perfil empreendedor, uma série de
projetos que gostaria de realizar, alguns dos quais em parceria com o setor privado e a
sociedade civil. Contudo, a assessoria jurídica do município alertou o chefe do executivo de que
parte das suas ideias não era viável, pois não havia respaldo legal para tais propostas. Para
fundamentar corretamente o seu parecer diante dessa situação, a assessoria jurídica orientou
o chefe do executivo da seguinte forma:
A) o poder vinculado limita a Administração Pública a agir estritamente de acordo com a Lei,
devendo obedecer ao princípio da legalidade.
B) o poder disciplinar delimita o tipo de projeto que o administrador público deve ou não
realizar, e é preciso seguir o princípio da moralidade e legalidade.
C) o poder hierárquico estabelece uma relação de poderes, na qual o executivo deve respeitar
o judiciário, ou seja, está submetido às leis municipais.
Comentários
a) Poder vinculado (também denominado de poder regrado) é aquele conferido aos agentes
públicos para a edição de atos administrativos em estrita conformidade com o texto legal, sendo
mínima ou inexistente a sua liberdade de atuação ou escolha. Assertiva correta.
b) O poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à Administração Pública de apurar
infrações funcionais dos servidores públicos e demais pessoas submetidas à disciplina
administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo, caso seja
cabível e necessário. Assertiva incorreta.
c) Na organização da Administração Pública brasileira, os órgãos e agentes públicos são escalonados
em estruturas hierárquicas, com poder de comando exercido por aqueles que se situam em posição
de superioridade, originando, assim, o denominado “poder hierárquico”. Lembre-se de que o art. 2º
da CF/1988 dispõe que “são Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo,
o Executivo e o Judiciário”. Assertiva incorreta.
d) Nas sábias palavras do professor Hely Lopes Meirelles, ”discricionariedade é a liberdade de ação
administrativa dentro dos limites permitidos em lei”. É aquele no qual a lei reserva ao agente público
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certa margem de liberdade ou escolha dentre várias soluções possíveis, sempre visando à satisfação
do interesse público. A discricionariedade não impõe que o administrador público “evite”
determinados projetos. Caso a lei permita ou autorize, poderão ser implementados caso sejam
convenientes e/ou inoportunos. Assertiva incorreta.
e) O poder regulamentar tem por finalidade a edição de decretos regulamentares que visam
esclarecer e facilitar a aplicação das leis não podendo inovar na ordem jurídica, portanto, não se
trata de base legal para qualquer ato administrativo. Assertiva incorreta.
Gabarito: “a”.
3. VUNESP - UFABC – Administrador – 2019)
A) de polícia, que é um mecanismo que a Administração Pública tem para conter os abusos do
direito individual.
B) disciplinar, pois se trata de uma prerrogativa do Estado intervir em situações contra a paz e
o bem-estar coletivo.
C) vinculado, pois, em casos de flagrante abuso de liberdade individual, deve-se agir com rigor
e punição em prol do bem-estar coletivo.
Comentários
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administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo, caso seja
cabível e necessário. Assertiva incorreta.
c) Poder vinculado é aquele conferido aos agentes públicos para a edição de atos administrativos
em estrita conformidade com o texto legal, sendo mínima ou inexistente a sua liberdade de atuação
ou escolha. Assertiva incorreta.
d) Nas sábias palavras do professor Hely Lopes Meirelles, ”discricionariedade é a liberdade de ação
administrativa dentro dos limites permitidos em lei”. É aquele no qual a lei reserva ao agente público
certa margem de liberdade ou escolha dentre várias soluções possíveis, sempre visando à satisfação
do interesse público. Assertiva incorreta.
e) Segundo Hely Lopes Meirelles, “poder hierárquico é o de que dispõe o Executivo para distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a
relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”. Assertiva incorreta.
Gabarito: “a”.
4. VUNESP - Prefeitura de São Bernardo do Campo - SP - Analista Tributário Financeiro I - 2018)
A) cautelar.
B) de polícia.
C) hierárquico.
D) disciplinar.
E) regulamentar.
Comentários
O poder de polícia surgiu com a própria necessidade atribuída ao Estado de ordenar, controlar,
fiscalizar e limitar as atividades desenvolvidas pelos particulares, em benefício da coletividade.
Dessa forma, o poder de polícia pode ser entendido como meio pelo qual a administração se utiliza
para interferir na esfera privada dos particulares, condicionando o exercício de atividades e direitos,
bem como o gozo de bens, impedindo assim que um particular possa prejudicar o interesse de toda
uma coletividade.
Gabarito: “b”.
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A) não é legítima a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) diversas das obrigações
primárias (ou originárias) contidas na lei, por meio do poder regulamentar.
Comentários
a) Esse entendimento foi extraído dos ensinamentos do professor José dos Santos Carvalho Filho
que considera legítima “a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) – diversas das obrigações
primárias (ou originárias) contidas na lei” pelo poder regulamentar. É o que acontece, por exemplo,
quando o regulamento fixa a exigência de preenchimento de determinado requerimento (ainda que
não previsto em lei) para o gozo de um direito previsto em lei. Assertiva incorreta.
b) O poder regulamentar depende da existência da lei para que possa ser exercido, tendo em vista
tratar-se de meio que viabiliza a sua fiel execução. Dessa forma, caso contrarie o texto legal estará
sujeito à invalidação. Assertiva incorreta.
c) O poder regulamentar consiste em função atípica conferida à Administração Pública, via de regra
exercida pelo chefe do Poder Executivo, decorrente das prerrogativas outorgadas pelo direito
público. Assertiva incorreta.
d) O poder regulamentar é apenas uma das formas pelas quais se expressa a função normativa
atribuída ao Poder Executivo, haja vista que essa função poderá ser exercida também através do
poder normativo, que é mais abrangente e inclui diversas formas como resoluções, portarias,
deliberações, instruções, dentre outros. Assertiva correta.
e) O poder regulamentar não deriva diretamente dos poderes hierárquico e disciplinar. Enquanto o
primeiro diz respeito a organização e relação de subordinação entre agentes públicos, o segundo
visa apuração e aplicação de agentes submetidos à disciplina administrativa. De qualquer forma, em
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vários momentos serão exercidos de forma conjunta, em prol do interesse coletivo. Assertiva
incorreta.
Gabarito: “d”.
6. VUNESP - Câmara Municipal de São José dos Campos/SP - Analista Legislativo - Contador -
2018)
A) discricionário.
B) autoexecutável.
C) presumidamente legítimo.
D) imperativo.
E) vinculado.
Comentários
Licença é o ato administrativo vinculado e definitivo pelo qual a Administração reconhece que o
particular detentor de um direito subjetivo preenche as condições para seu gozo. Assim, as licenças
dizem respeito a direitos individuais, como o exercício de uma profissão ou a construção de um
edifício em terreno do administrado, não podendo ser negadas quando o requerente satisfaça os
requisitos legais para a sua obtenção.
Gabarito: “e”.
7. VUNESP - Prefeitura de Guarulhos/SP - Inspetor Fiscal de Rendas - Conhecimentos Gerais -
2019)
A) Via de regra o poder de polícia não é autoexecutório, dependendo de ordem judicial para
ser implementado.
B) O ciclo de polícia é composto por apenas três fases: consentimento, fiscalização e coerção.
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E) O poder de polícia pode ser praticado com o objetivo de assegurar o interesse público, ainda
que suprima o núcleo essencial dos direitos fundamentais.
Comentários
b) Segundo o entendimento doutrinário que vem sendo adotado atualmente, o ciclo de polícia é
composto por quatro fases: a ordem de polícia (legislação), o consentimento de polícia, a fiscalização
de polícia e a sanção de polícia. Assertiva incorreta.
c) A professora Maria Sylvia Zanella di Pietro afirma que, em algumas hipóteses, a lei já estabelece
que, diante de determinados requisitos, a Administração terá que adotar solução previamente
estabelecida, sem qualquer possibilidade de opção. Nesse caso, o poder de polícia será vinculado.
O exemplo mais comum do ato de polícia vinculado é o da licença. Todavia, deve ficar claro que,
regra geral, o poder de polícia é discricionário. Assertiva correta.
d) O poder de polícia não é uma prerrogativa exclusiva das entidades policiais. Dessa forma, os
munícipios podem determinar que o poder de polícia que lhes compete seja exercido pela Guarda
Municipal, conforme já decidido pelo STF, em sede de repercussão geral, no julgamento do RE
658.570/MG. Assertiva incorreta.
e) Embora o poder de polícia tenha por finalidade assegurar o interesse público, não se admite que
a atividade administrativa suprima direitos fundamentais, pois tais garantias estão asseguradas
expressamente no texto constitucional. Assertiva incorreta.
Gabarito: “c”.
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Comentários
a) Embora os entes federativos sejam autônomos, nada impede que estes ajam de forma
cooperativa com fim de atingir o interesse coletivo por meio do exercício do poder de polícia.
Demais, observando-se as competências previstas no texto constitucional, um este estatal pode
exercer o poder de polícia em relação a atividade realizadas pelos demais entes estatais. Assertiva
incorreta.
b) O Superior Tribunal de Justiça já decidiu que apesar de o exercício do poder de polícia ser restrito
às entidades regidas pelo direito público, os particulares podem auxiliar o Estado no exercício das
“atividades meio”. Dessa forma, as pessoas jurídicas de direito privado podem auxiliar na verificação
do cometimento de infrações, porém, não poderão aplicar multas, pois se trata de atividade restrita
à administração. Assertiva incorreta.
d) Os vínculos formados sob regime especial com a administração pública (contratos, por exemplo)
estarão sujeitos ao poder disciplinar, que consiste na prerrogativa assegurada à Administração
Pública de apurar infrações funcionais dos servidores públicos e demais pessoas submetidas à
disciplina administrativa, bem como aplicar penalidades após o respectivo processo administrativo,
caso seja cabível e necessário. Assertiva correta.
e) Em sentido amplo, o poder de polícia alcança todos os atos editados pela Administração e que
tenham por objetivo restringir ou condicionar a liberdade e a propriedade dos particulares em prol
do interesse coletivo, sejam eles originários do Poder Executivo (atos administrativos) ou do Poder
Legislativo (leis). Em sentido estrito, a expressão “poder de polícia” é utilizada simplesmente como
polícia administrativa, restringindo-se aos atos editados pelo Poder Executivo com o objetivo de
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limitar e condicionar as atividades particulares a fim de que não possam colocar em risco o interesse
da coletividade. Esses atos editados pelo Poder Executivo podem ser gerais e abstratos (a exemplo
dos decretos regulamentares) ou concretos e específicos (a exemplo das autorizações e licenças).
Assertiva incorreta.
Gabarito: “d”.
9. VUNESP/PC-SP/Escrivão de Polícia/2018)
a) de autotutela.
b) hierárquico.
c) disciplinar.
d) de polícia judiciária.
e) de polícia.
Comentários
Gabarito: “b”.
Advertência verbal aplicada por diretor de escola estadual a aluno que não cumpriu seus
deveres, cometendo falta dentro do estabelecimento de ensino, é expressão do poder
a) disciplinar.
b) de polícia.
c) hierárquico.
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d) regulamentar
e) discricionário.
Comentários
Uma vez que o poder disciplinar consiste na prerrogativa assegurada à Administração Pública de
apurar infrações funcionais dos servidores públicos e demais pessoas submetidas à disciplina
administrativa, a penalidade imposta pelo diretor ao aluno traduz-se em manifestação do poder
disciplinar.
Gabarito: “a”.
A imposição de uma multa ao motorista que desrespeita o sinal vermelho consiste em uma
sanção decorrente do exercício, pela Administração Pública, do Poder
a) Hierárquico.
b) Vinculado.
c) Discricionário.
d) Normativo.
e) de Polícia.
Comentários
Trata-se de sanção decorrente do poder de polícia repressivo. Nessa forma, o poder de polícia é
exercido por meio da imposição de sanções aos particulares que praticarem condutas nocivas ao
interesse coletivo, constatadas através da atividade fiscalizatória, como na situação narrada pela
questão.
Gabarito: “e”.
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d) A finalidade do Poder de Polícia é a proteção ao interesse público no seu sentido mais estrito
e) Com a ampliação do campo de incidência do Poder de Polícia, chega-se hoje a utilizar esse
poder até para a preservação da segurança nacional, que é, em última análise, a situação da
tranquilidade e garantia que o Estado oferece ao indivíduo e à coletividade, para a consecução
dos objetivos do cidadão e da Nação em geral.
Comentários
b) O poder de polícia tem a finalidade de restringir o uso e gozo de direitos individuais, impedindo
eventuais abusos, em prol do interesse coletivo. Assertiva incorreta.
c) Hely Lopes Meirelles define que a polícia administrativa geral como aquela que cuida
genericamente de segurança, da salubridade e da moralidade pública, e polícia administrativa
especial, como aquela que cuida de setores específicos da atividade humana que afetem bens de
interesse coletivo, tais como a construção, a indústria de alimentos, o comércio de medicamentos,
o uso das águas, a exploração das florestas e das minas, para as quais há restrições próprias e regime
jurídico peculiar. Assertiva incorreta.
e) Apesar de não se tratar de um tema unânime, esse é o entendimento de Hely Lopes Meirelles,
que aponta o objeto do poder de polícia administrativa como sendo todo o bem, direito ou atividade
individual que possa afetar a coletividade ou pôr em risco a segurança nacional, exigindo, por isso
mesmo, regulamentação, controle e contenção pelo Poder Público. Assertiva correta.
Gabarito: “e”.
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Comentários
O Supremo Tribunal Federal, ao editar a Súmula 646, fixou entendimento de que “ofende o princípio
da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do
mesmo ramo em determinada área”. De outro lado, dispõe a Súmula 645 que “é competente o
município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial”.
Gabarito: “b”.
c) constitui ato lícito. Entretanto, o ato enseja a responsabilidade civil do Estado para reparar
o dano causado.
Comentários
O art. 37, § 6º, da CF∕1988, dispõe que “as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado
prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou
culpa”.
Perceba que o texto constitucional não faz qualquer ressalva nos casos em que o ato seja lícito,
portanto, ainda sim permanecerá o dever da Administração Pública de indenizar o particular.
Gabarito: “c”.
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a) constitui ato de polícia administrativa o que impõe restrição a servidor público (Ex.: trabalhar
de uniforme)
Comentários
b) A discricionariedade é a regra geral em relação ao poder de polícia, mas é válido esclarecer que a
lei pode regular, em circunstâncias específicas, todos os aspectos do exercício do poder de polícia e,
portanto, a atividade também poderá caracterizar-se como vinculada. Assertiva incorreta.
c) A doutrina majoritária entende que o poder de polícia não pode ser exercido por particulares
(concessionários ou permissionários de serviços públicos) ou entidades públicas regidas pelo direito
privado, mesmo quando integrantes da Administração indireta, a exemplo das empresas públicas e
sociedades de economia mista.
Por outro lado, o próprio Superior Tribunal de Justiça já decidiu que apesar de o exercício do
poder de polícia ser restrito às entidades regidas pelo direito público, particulares podem auxiliar o
Estado em seu exercício.
É o que acontece, por exemplo, quando o Estado credencia empresas privadas para
fiscalizarem o cumprimento das normas de trânsito, através da instalação de radares eletrônicos (os
famosos “pardais”). Neste caso, a atuação da empresa privada está restrita à manutenção e
instalação de tais equipamentos (os denominados atos materiais ou atos de execução), não ficando
sob a sua responsabilidade a aplicação da multa em si (que é aplicada pela Administração).
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Perceba que o enunciado da assertiva foi elaborado de forma muito ampla, fato que acabou
confundindo o candidato. Ao se afirmar que a “atribuição de polícia não pode ser delegada”, a banca
acaba afastando qualquer exceção, por isso o texto foi considerado incorreto. De qualquer forma,
penso que a questão deveria ter sido anulada, pois permite várias interpretações distintas. Assertiva
considerada incorreta.
d) Dispõe a Súmula 645 do Supremo Tribunal Federal que “é competente o município para fixar o
horário de funcionamento de estabelecimento comercial”. Assertiva correta.
e) Em regra, a polícia judiciária somente é chamada a atuar quando o ilícito penal já foi praticado
(atuação repressiva), ficando sob a sua responsabilidade a investigação e possível identificação dos
responsáveis, em conformidade com as regras previstas no Código de Processo Penal (perceba que
a atuação da polícia judiciária não está amparada na legislação administrativa). Assertiva incorreta.
Gabarito: “d".
a) conveniência e oportunidade.
b) legalidade e vinculação.
c) moralidade e liberdade.
d) limitação e ponderação.
e) competência e finalidade.
Comentários
Gabarito: “a”.
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a) O poder de polícia pode condicionar o exercício de um direito individual, mas não pode
restringir o direito de propriedade.
c) Uma diferenciação entre a polícia administrativa e a polícia judiciária, é que esta atua de
forma preventiva e repressiva e aquela somente preventivamente.
d) A atividade do poder de polícia se efetiva por meio de atos concretos, mas não por atos
normativos de conteúdo genérico.
Comentários
a) O professor Celso Antônio Bandeira de Mello, com a maestria que lhe é peculiar, conceitua a
polícia administrativa como “a atividade da Administração Pública, expressa em atos normativos ou
concretos, de condicionar, com fundamento em sua supremacia geral e na forma da lei, a liberdade
e a propriedade dos indivíduos, mediante ação ora fiscalizadora, ora preventiva, ora repressiva,
impondo coercitivamente aos particulares um dever de abstenção (‘non facere’) a fim de conformar-
lhes os comportamentos aos interesses sociais consagrados no sistema normativo”. Assertiva
incorreta.
b) A súmula 19 do Superior Tribunal de Justiça dispõe que “a fixação do horário bancário, para
atendimento ao público, é da competência da União”. Assertiva incorreta.
c) Em regra, a polícia judiciária somente é chamada a atuar repressivamente, quando o ilícito penal
já foi praticado. De outro lado, a polícia administrativa atua preventiva e repressivamente, evitando
e repelindo eventuais ilícitos administrativos. Assertiva incorreta.
d) Em sentido amplo, o poder de polícia alcança todos os atos editados pela Administração e que
tenham por objetivo restringir ou condicionar a liberdade e a propriedade dos particulares em prol
do interesse coletivo, sejam eles originários do Poder Executivo (atos administrativos) ou do Poder
Legislativo (leis). Em sentido estrito, a expressão “poder de polícia” é utilizada simplesmente como
polícia administrativa, restringindo-se aos atos editados pelo Poder Executivo com o objetivo de
limitar e condicionar as atividades particulares a fim de que não possam colocar em risco o interesse
da coletividade. Esses atos editados pelo Poder Executivo podem ser gerais e abstratos (a exemplo
dos decretos regulamentares) ou concretos e específicos (a exemplo das autorizações e licenças).
Assertiva incorreta.
e) O consentimento de polícia nada mais é do que o ato administrativo pelo qual a Administração
concede a sua anuência em relação ao exercício de determinadas atividades e direitos pelo
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particular, materializando-se através de um alvará, que possui como respectivas espécies a licença
e a autorização.
Essa fase pode ou não estar presente na atuação da polícia administrativa. Se o particular
desejar construir um edifício, por exemplo, será necessário requerer um alvará (consentimento de
polícia) perante o órgão competente. Por outro lado, existem casos em que não será cabível o
consentimento de polícia, a exemplo do que ocorre quando a ordem de polícia (dispositivo legal)
impõe uma proibição absoluta (vedação à construção de novos edifícios em determinada área do
município, por exemplo). Ora, se existe proibição absoluta de construção de novos edifícios em
determinada região, não há que se falar em consentimento de polícia. Assertiva correta.
Gabarito: “e”.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
E aí? Gostou da didática utilizada durante os comentários às questões?
Lembre-se de que esta é apenas uma AULA DEMONSTRATIVA, portanto, deve ficar claro que
nas próximas aulas você encontrará um número MUITO MAIOR de questões comentadas. Em
algumas aulas, serão disponibilizadas quase DUZENTAS QUESTÕES COMENTADAS.
Se você está se preparando para concursos públicos, independentemente da banca
organizadora, pode ter certeza de que este é o mais eficiente curso de Direito Administrativo
disponível na internet brasileira!
Fabiano Pereira.
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