Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional - SGSO
Introdução
Referência Normativa: RBAC nº 153, que dispõe sobre operação, manutenção e resposta à
emergência em aeroportos.
A AENA Brasil acredita que todos os envolvidos na operação aeroportuária estão à
altura da responsabilidade de exercerem com integridade suas funções e que podem contribuir
para a Segurança Operacional. A realidade dos fatos nos mostra que não existem operações
sem riscos, pois sistemas que integram pessoas e tecnologias não são perfeitos.
Sabemos que qualquer produto tecnológico pode falhar a qualquer hora e, ainda, temos
plena consciência de que não estamos livres de cometermos erros. Nós acreditamos que você
é capaz de contribuir no dia a dia para a segurança de nossas operações, identificando os
problemas quem possam colocá-la em risco. Por esta razão, a tua atuação é fundamental no
Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional.
Objetivos e Definições
Significado de SGSO
Pilares do SGSO
Segurança Operacional - Safety
Termos e Siglas da aviação civil
Principais funções na área operacional
Conceito de Lado Terra, Lado Ar e suas divisões
Comunicação e alfabeto fonético
Diferença entre Safety x Security
Na aviação, existem diversas expressões que aparentemente são sinônimas, mas que
na realidade possuem aplicações conceituais diferentes. Isso ocorre com as expressões safety e
security, pois, na língua portuguesa, ambas possuem a mesma tradução: segurança, porém
com significados diferentes. Safety está relacionado com a Segurança Operacional, isso
significa que está intrinsicamente ligado com a segurança aérea. São atos e situações que
colocam em risco as aeronaves e seus ocupantes. Exemplo: um passageiro fumando a bordo
da aeronave comete uma violação de safety.
Já Security está relacionada com a segurança da aviação civil contra atos de
interferência ilícita. Exemplo: os atentados de 11 de Setembro de 2001 foram atos de
interferência ilícita, resultando em mudanças drásticas de segurança como a modernização de
equipamento de raio-x e diversas restrições operacionais, como a proibição de acesso a cabine
de comando da aeronave durante o voo.
O que é Segurança Operacional?
Segurança Operacional é o estado no qual os riscos de lesões a pessoas ou danos a
bens (equipamentos e estruturas) se reduzem, ou se mantêm em um nível aceitável de
Segurança Operacional (NASO), ou abaixo deste, por meio de um processo contínuo de
identificação de perigos e gestão de riscos. Fonte: RBAC nº 153.
Exemplo: Ao atravessar a rua você sabe que existe o perigo de atropelamento.
Inconscientemente, você faz a gestão do risco olhando para os lados e esperando o sinal verde
de pedestre para atravessar. O perigo ainda existe, mas após o gerenciamento, o risco de um
atropelamento acontecer ficou em um nível aceitável.
A Segurança Operacional é o aspecto mais importante no setor aeroportuário, por
tratar-se da solução mais elementar para as necessidades dos usuários e demais membros da
comunidade aeroportuária. Portanto, a Segurança Operacional é uma prioridade que requer
atenção permanente no âmbito das atividades desenvolvidas pelas empresas atuantes nos
aeroportos, precedendo os demais interesses almejados. O compromisso com a Segurança
Operacional é dever de todos, inclusive da alta direção das empresas.
Significado de SGSO
Significa que é um conjunto de ferramentas gerenciais e métodos organizados de
forma sistêmica para apoiar as decisões a serem tomadas por um provedor de serviço da
aviação civil em relação ao risco de duas atividades diárias. Os principais provedores de
serviço que atuam na área operacional são as empresas ESATAS (Empresa de Serviço
Auxiliar de Transporte Aéreo) e os operadores aéreos. Os pilares do SGSO são Política e
objetivos da Segurança Operacional, Garantia da Segurança Operacional, Gerenciamento do
risco à Segurança Operacional e Promoção da Segurança Operacional.
Política e Objetivos da Segurança Operacional
Estabelece o compromisso da alta direção para melhorar continuamente a Segurança
Operacional e define os métodos, processos e estrutura organizacional necessários para
atender aos objetivos de Segurança Operacional.
Garantia da Segurança Operacional
Verifica o desempenho da Segurança Operacional da organização em comparação com
as políticas e objetivos de Segurança Operacional e valida a eficácia dos controles de riscos
implantados na organização.
Gerenciamento do Risco à Segurança Operacional
Tem por objetivos desenvolver e implantar processos organizacionais e procedimentos
para identificar e controlar os riscos à Segurança Operacional decorrentes de uma operação de
aviação.
Promoção da Segurança Operacional
Inclui capacitação, comunicação e outras ações para criar uma cultura de segurança
positiva em todos os níveis da organização.
SGSO
Como vimos anteriormente, o SGSO atua de forma ininterrupta nas operações
aeroportuárias com a ajuda de todos nós. Veja a seguir a atuação do Sistema de
Gerenciamento de Segurança Operacional da AENA Brasil.
Identificação e mitigação dos perigos: mitigar significa diminuir, tornar menos
intenso, o impacto ou probabilidade de causas negativas nas operações aéreas.
Infraestrutura de pátio e pista: manutenção da infraestrutura de pátios e pistas,
visando sempre a Segurança Operacional.
Resposta a emergências: planejamento de resposta a emergências que eventualmente
possam acontecer no aeroporto.
Procedimentos operacionais e normas internas: formulação e atualização de
procedimentos operacionais e normas internas.
Pessoas treinadas e conscientes: treinamento de formação e atualização de SGSO
para a comunidade aeroportuária.
O objetivo deste trabalho é a prevenção de incidentes e acidentes. Ao longo curso,
veremos os principais tipos de ocorrência nos aeroportos Brasileiros, conforme a seguir:
Drones, balões e pipas
Incursão em pista
Fauna
Laser
FO (Foreign Objects ou Objetos Estranhos)
Jetblast (escapamento de motores a jato)
Colisão entre equipamentos e infraestrutura
Incidente
Acidente
Ocorrência de solo
Aeroporto - Ambiente Perigoso
O aeroporto é um ambiente potencialmente perigoso. Veja a seguir algumas
ocorrências comuns que podem acontecer no cotidiano das operações.
Nesta ocorrência, o operador não respeitou
as regras de tráfego de veículos na área
operacional, ocasionando a colisão da escada
com a estrutura do aeroporto.
Nesta ocorrência, a mola responsável pelo
travamento do pino da carreta de bagagem
estava fadigada e acabou quebrando com a
trepidação natural do veículo. O trator fez
uma curva e a carreta se soltou, resultando na
colisão com um ônibus de transporte de
passageiros.
Baseado em tudo que você viu até agora, reflita: É possível eliminar totalmente os
incidentes ou acidentes? Apesar de o foco tão desejável, a eliminação total de incidentes
graves ou acidentes é uma meta inatingível. Não existe atividade humana ou sistema feito
pelo homem totalmente livre de riscos e erros. As falhas continuarão a ocorrer, apesar de
todos os esforços de prevenção. Portanto, cabe a todos nós, manter um nível aceitável de
Segurança Operacional em nosso dia a dia.
Definições
A operação aeroportuária é uma atividade complexa e que, por muitas vezes, exige o
conhecimento de siglas, termos e meios de comunicação específicos. A partir de agora, você
verá as principais definições necessárias para compreensão da operação como um todo.
Sigla OACI
A letra S (Sierra) é a letra designada para a América do Sul (South América).
A letra B (Bravo) é a letra designada para o país. No nosso caso, o Brasil. SB também
significa que o aeroporto é dotado de serviço de tráfego aéreo (torre de controle ou
rádio).
As letras UR (Uniforme Romeu) são as letras designadas para o aeroporto em si. No
caso, o aeroporto de Uberaba.
Responsabilidades
Veja a seguir os principais papeis desempenhados por funcionários no entorno de uma
aeronave no processo de turnaround (tempo de permanência em pátio). O turnaround é o
tempo que a aeronave leva para carregamento, descarregamento e, quando necessário,
limpeza das cabines, abastecimento de combustível e comissaria.
Comandante: é membro da tripulação, designado pelo proprietário ou explorador e
que será seu preposto durante a viagem. O comandante é responsável pela operação e
segurança da aeronave.
Copiloto: ou “primeiro-oficial” é o piloto, membro da tripulação de uma aeronave,
cujas funções são as de auxiliar o comandante ou piloto durante a operação segura da
aeronave.
Limpeza: A equipe de limpeza faz a limpeza geral da aeronave, das galleys e dos
toaletes. Devem garantir a segurança dos materiais utilizados. A galley de uma
aeronave é o local onde são preparados os alimentos e bebidas.
Despachante: representante oficial da empresa aérea para fins de apresentação de
plano de voo e mensagens correlatas, com base em legislação específica, bem como a
distribuição de carregamento de cargas e passageiros.
Agente de Rampa: são responsáveis por carregar as bagagens em carretas ou
compartimentos específicos para posterior carregamento ou descarregamento das
aeronaves. Geralmente, também são responsáveis pela condução segura de
equipamentos de solo (GSE).
Líder de Rampa: é o profissional responsável por garantir o turnaround da aeronave,
verificando se todos os procedimentos estão sendo feitos corretamente, com segurança
e no tempo estipulado.
Fiscal de Campo de Voo ou de Pátio: é o profissional responsável por garantir o
cumprimento dos requisitos operacionais, a Segurança Operacional e a qualidade dos
serviços aeroportuários. É o representante da AENA Brasil na fiscalização e bom
funcionamento do SGSO.
Você também é responsável
Você deve ter percebido que a palavra “segurança” aparece em todos os cargos listados
anteriormente. Quando se trata de atividades portuárias, todo e qualquer cargo e suas
responsabilidades estão intimamente ligados à Segurança Operacional.
Definições de Lado Ar e Lado Terra
Lado Ar → Área operacional, que significa o conjunto formado pela área de movimento de
um aeródromo e terrenos e edificações adjacentes, ou parte delas, cujo acesso é controlado.
Lado Terra → Área portuária de uso público, cujo acesso não e controlado.
Área Operacional
A área operacional (Lado Ar) é dividida em duas partes: área de manobras e área de
movimento. A área de manobra é a parte de aeródromo destinada ao pouso, decolagem e táxi
de aeronaves, excluídos os pátios.
Atenção: O operador de aeródromo proíbe acesso e permanência na área de manobras
veículos e equipamento que não tenham equipamento de radiocomunicação operante ou que
não possuam treinamento.
A área de movimento é a parte do aeródromo a ser utilizada para decolagem, pouso e
táxi de aeronaves, consistindo na soma da área de manobras e do pátio de estacionamento de
aeronaves.
Pátio de Estacionamento de Aeronaves
É a área definida em um aeródromo com o propósito de acomodar as aeronaves para
fins de embarque e desembarque de passageiros, carregamento ou descarregamento de cargas
e correio, reabastecimento de combustível, estacionamento de aeronaves e manutenção de
aeronaves.
Vias de serviço
São as vias destinadas para locomoção de veículos e equipamentos pela área
operacional do aeroporto. Não são acessíveis pelas aeronaves.
Importância da Comunicação
A comunicação é parte fundamental nas interações humanas. É um dos principais
fatores contribuintes para acidentes aéreos. É essencial para uma boa performance
organizacional em qualquer empreendimento, principalmente na indústria da aviação. O
ambiente da aviação é internacional e a comunicação em diferentes idiomas pode causar
confusão entre os interlocutores na operação. Portanto, ao longo da história, padrões e regras
internacionais foram criadas para uma comunicação efetiva.
A primeira medida para evitar confusão da língua falada no ambiente aeroportuário é a
introdução do alfabético fonético. É uma maneira de padronizar a pronunciação das letras do
alfabeto. É muito útil durante as comunicações via rádio nas operações. A pronúncia dessas
palavras é igual em qualquer idioma, independentemente do sotaque.
Objetivos
Definir o significado de SGSO e a importância de seus pilares
Identificar os principais termos e siglas da aviação civil
Utilizar as melhores práticas de comunicação nas áreas operacionais
Política e Responsabilidades
Roteiro → Definição de Política, Objetivos e Requisitos
→ Política de SGSO da AENA Brasil
Legislação aplicável
O RBAC nº153, descreve as regras para elaboração de Políticas, Objetivos e
Requisitos de Segurança Operacional. Você sabe diferenciar cada um deste itens?
Política: é o conjunto de princípios e diretrizes para o gerenciamento da Segurança
Operacional. A Política de Segurança Operacional da AENA Brasil do aeroporto em
que você trabalha pode ser acessada na íntegra no menu “recursos” no canto superior
direito da tela ou clicando em
https://drive.google.com/file/d/1picekBNfKnWV6fKZhF9oVxumo4j7hprf/view.
Objetivos: melhoria contínua no desempenho da Segurança Operacional. Por meio do
monitoramento contínuo das atividades executadas, desempenhar ações eficazes para
manutenção da Segurança Operacional do aeroporto.
Requisitos: estabelecimento de condições a serem adotadas e exigidas para garantir a
Segurança Operacional, como a obrigatoriedade do treinamento de SGSO para
credenciamento.
Política de SGSO
A política da AENA Brasil prima por um Sistema de Gerenciamento da Segurança
Operacional - SGSO, com foco na melhoria contínua dos níveis de Segurança Operacional da
aviação civil, por meio de incentivo ao relato voluntário, fomentando a identificação de
perigos e de um proativo gerenciamento de riscos, garantindo a proteção da fonte contra ações
punitivas, disciplinares e/ou medidas administrativas.
Compromisso
A AENA Brasil, ratifica seu compromisso com a excelência na gestão dos serviços que
oferece, com o objetivo de promover o desenvolvimento seguro, eficaz e sustentável do
transporte aéreo. Para isso, desenvolve ações de forma constante e contínua, por meio de
planejamento e implementação de diferentes linhas de ações estratégicas, com o objetivo de
alcançar os mais elevados níveis de desempenho da Segurança Operacional.
Responsabilidade da AENA Brasil
A AENA Brasil deve estabelecer, implantar e garantir o funcionamento do SGSO de
forma que garanta a execução das atividades do aeródromo dentro dos padrões estabelecidos
pela ANAC, mantendo os Níveis Aceitáveis de Desempenho de Segurança Operacional -
NADSO.
Objetivos
Definição de Política, Objetivos e Requisitos
Política de SGSO da AENA Brasil
Cultura de SGSO
Roteiro → Cultura de SGSO e seus elementos
→ Conceito de Incidentes e Acidentes
→ Modelo do queijo suíço de James Reason
→ Falhas ativas e condições latentes
→ Consciência situacional
Processos Organizacionais
Uma cultura positiva de segurança operacional é caracterizada por valores, atirudes e
comportamentos comprometidos com os esforços de segurança de todos os envolvidos na
operação diária.
Quais são os elementos da Segurança Operacional?
Este elementos devem estar naturalmente incorporados à dinâmica de trabalho de
todos os colaboradores para que possamos dizer que existe uma Cultura de Segurança
Operacional em nosso aeroporto.
Prevenção: conscientização de todos quanto à necessidade de uma constante
vigilância sobre as situações de perigo.
Relato: prontidão e segurança para que todos possam reportar erros e situações de
perigo.
Flexibilidade: capacidade de se reconfigurar diante de perigos adequando sua atuação
em todos os níveis hierárquicos.
Aprendizado: capacidade de incluir, no sistema de informações relacionadas à
segurança, os dados referentes aos eventos ocorridos, contribuindo para a melhoria
contínua.
Cultura Justa: discernimento entre erros e violações associado à compreensão e
aceitação das consequências relacionadas a cada um deles. Os erros são tratados com
reorientação e treinamento, já as violações são tratadas com medidas administrativas e
disciplinares. A segurança operacional não busca por um culpado e sim a causa, a
origem do problema.
Processos Organizacionais
Veja três importantes conceitos: acidente, incidente e ocorrência de solo. Os acidentes,
incidentes e ocorrências de solo decorrentes de eventos operacionais nunca são gerados por
uma única causa, sempre existirão diversos fatores contribuintes.
Acidente é toda ocorrência Aeronáutica relacionada à operação de uma aeronave, no
caso de uma aeronave tripulada, havida entre o momento em que uma pessoa nela embarca
com a intenção de realizar um voo até o momento em que todas as pessoas tenham dela
desembarcado ou, no caso de uma aeronave não tripulada, toda ocorrência havida entre o
momento em que a aeronave está pronta para se movimentar, com a intenção de voo, até a
inércia total pelo término do voo, e seu sistema de propulsão tenha sido desligado e, durante
os quais, pelo menos uma das situações a seguir ocorra:
a) Uma pessoa sofre lesão grave ou venha a falecer como resultado de: estar na aeronave,
ter contato direto com qualquer parte da aeronave, incluindo aquelas que dela tenham
se desprendido ou ser submetida à exposição direta do sopro de hélice, ao rotor ou
escapamento de jato, ou às suas consequências.
Nota 1: Exceção será feita quando as lesões, ou óbito, resultarem de causas naturais, forem
autoinfligidas ou infligidas por terceiros, ou forem causadas a pessoas que embarcam
clandestinamente e se acomodarem em área que não as destinadas aos passageiros e
tripulantes.
Nota 2: As lesões decorrentes de um acidente aeronáutico que resultem em óbito até 30
dias após a data da ocorrência são consideradas lesões fatais.
b) A aeronave sofra dano ou falha estrutural que: afete adversamente a resistência
estrutural, o seu desempenho ou as suas características de voo e normalmente exija a
realização de grande reparo ou a substituição de componente afetado.
Nota: Exceção será feita para falha ou danos limitados a um motor, suas carenagens ou
acessórios; ou para danos limitados às hélices, às pontas de asa, às antenas, aos probes, aos
pneus, aos freios, às rodas, às carenagens do trem, aos painéis, às portas do trem de pouso,
ao para-brisa, aos amassamentos leves e pequenas perfurações no revestimento da
aeronave, ou danos menores às pás do rotor principal e de cauda, ao trem de pouso e
aqueles resultantes de colisão com granizo ou fauna (incluindo perfurações no radome).
c) A aeronave seja considerada desaparecida ou esteja em local inacessível.
Nota 1: Uma aeronave será considerada desaparecida quando as buscas oficiais forem
suspensas e os destroços não forem encontrados.
Nota 2: Em voos de ensaio experimental de uma empresa certificada, não serão
classificadas como acidente aeronáutico as ocorrências relacionadas diretamente ao
objetivo do ensaio, ficando o estabelecimento desta relação a cargo do CENIPA, após
análise preliminar do evento e documentação técnica que suporte o referido ensaio.
Incidente é toda ocorrência associada à operação de uma aeronave, havendo intenção
de voo, que não chegue a se caracterizar como um acidente aeronáutico ou uma ocorrência de
solo, mas que afete ou que possa afetar a segurança da operação.
Ocorrência de solo é todo incidente, envolvendo aeronave no solo, do qual resulte
dano ou lesão, desde que não haja intenção de realizar o voo, ou esteja diretamente
relacionado aos serviços de rampa.
O modelo do queijo suíço de James Reason é uma metáfora simples para ilustrar como
um acidente acontece ou é evitado em um ambiente complexo da aviação.
Esse modelo mostra que os erros são evitados por uma série de barreiras como
treinamento, tecnologias e regulamentos, representadas pelas fatias do queijo suíço. Cada fatia
atua como uma defesa contra coisas que dão errado.
Idealmente, todas as fatias devem permanecer intactas, mas cada barreira tem
fraquezas (buracos) que estão constantemente se abrindo e se movimentando.
Se um erro acontece e passa pelo buraco de uma fatia, geralmente não é um grande
problema, pois não resulta em um resultado ruim como, um acidente.
Mas, às vezes, os buracos se alinham em todas as fatias do sistema, o que pode causar
um acidente aéreo.
Os buracos nas fatias acontecem por dois motivos: falhas ativas e condições latentes.
As falhas ativas são atos inseguros cometidos por pessoas. São os deslizes, os lapsos, erros e
violações dos procedimentos que devem ser adotados. Podem acontecer com qualquer
funcionário. Clique em https://www.youtube.com/watch?v=ArKqGNBbWgU.
Como vimos anteriormente, buracos nas fatias acontecem por dois motivos: falhas
ativas e condições latentes. As condições latentes produzem condições que levam ao erro, pois
provocam falhas nas defesas. Podem ficar em uma zona de conforto por muito tempo até que
culmine em um acidente. Geralmente estão associadas as condições inadequadas de trabalho,
treinamento inadequado e falhas na comunicação.
Clique no link https://www.youtube.com/watch?v=DqHDPlxQsIw e veja um caso de
acidente aeronáutico em que diversas falhas ativas e condições latentes se alinharam,
causando a morte de 199 pessoas em 17 de julho de 2007, no aeroporto de Congonhas. Para
cada 1 acidente, temos 30 incidentes graves, 100 incidentes e 1000 condições latentes.
Portanto, além de cumprir todas as regras e procedimentos, é importante que você mantenha a
consciência situacional para mitigar (suavizar) as condições latentes.
Consciência situacional significa estar consciente da sua localização na área
operacional e saber situar essa localização em relação ao seu destino, a outros veículos e
aeronaves. Para facilitar na manutenção da consciência situacional, você deve-se fazer 3
perguntas:
1) Eu sei o que estou fazendo?
2) Eu sei como está o meu ambiente de trabalho?
3) Eu sei o que o restante da equipe está fazendo?
Manter a consciência situacional te ajudará a manter um ambiente seguro e livre de erros.
Conceitos e Tipos de Erros
Segundo o dicionário da Língua Portuguesa, erro é o ato ou efeito de errar, ou o juízo
ou julgamento em desacordo com a realidade observada, ou a qualidade daquele que é
inexato, incorreto, ou ainda o desvio do caminho considerado correto, bom, apropriado um
desregramento. O erro humano são falhas que derivam do desempenho humano e pode ser
dividido em 3 tipos:
Baseado em habilidades: controle automático de tarefas com verificações ocasionais
durante a tarefa. As ações não seguem o planejado.
Baseado em regras: soluções treinadas para problemas. A regra não é adequada para
a situação.
Baseado em conhecimento: tentativas esforçadas para solucionar novos problemas
em tempo real. Falhas no nível de formulação da intenção ou planejamento.
Fatores Humanos
Segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) o elemento humano é a
parte mais flexível, adaptável e também a mais vulnerável às influências externas. Seguir, veja
os 12 erros humanos mais comuns por trás dos acidentes e incidentes na aviação.
Complacência Estresse Falta de confiança
Fadiga Falta de consciência situacional Nossos maus hábitos
Falta de comunicação Falta de conhecimento Pressão
Falta de trabalho em equipe Distração Falta de recursos ou ferramentas
Cultura de SGSO
Conceito de Violação
Violações representam um desrespeito proposital aos regulamentos. Uma violação não
tem intenção de danificar o sistema. A violação está relacionada ao descumprimento
intencional de regras e procedimentos com a consciência da dimensão dos efeitos que a ação
pode produzir. Veja alguns exemplos de violação:
Executar um procedimento não autorizado
Violar regras de treinamento
Não qualificação da equipe
Exceder intencionalmente os limites permitidos
Falha no uso de instrumentos e ferramentas
Erros Violações
Não intencionais Intencionais
Surgem de problemas Associados a problemas motivacionais
Nível individual Nível de contexto social
Podem ser reduzidos aumentando a qualidade Requerem correções organizacionais e
e a disseminação de informações dentro do motivacionais
ambiente de trabalho
Objetivos
Identificar o conceito de cultura de SGSO e seus elementos
Classificar incidente ou acidente
Reconhecer a importância dos treinamentos, tecnologias e regulamentos
Classificar as falhas ativas e condições latentes
Reconhecer a importância da consciência situacional
Comportamento e Disciplina na Área Operacional
Roteiro → Medidas disciplinares
Comportamentos aceitáveis e não aceitáveis
Comportamentos seguros
Comportamento e Medidas Disciplinares
Todas as atividades de risco devem ser controladas com treinamentos, tecnologias,
regulamentos e o uso adequado dos equipamentos de proteção coletivos e individuais. Em
algumas hipóteses, medidas disciplinares poderão ser aplicadas, não com a intenção de punir,
mas com o objetivo de se manter níveis aceitáveis de segurança operacional. Comportamentos
seguros são comportamentos recomendados para a eliminação ou redução da possibilidade de
um acidente acontecer.
Luzes Anticolisão
Para evitar acidente ao se aproximar de uma aeronave, você deve sempre observar se
as luzes anticolisão estão acesas. As luzes anticolisão indicam que a aeronave está em
movimento ou que está prestes a se movimentar. Portanto, todos ao redor da aeronave devem
se afastar, mantendo uma posição dentro das áreas de segurança delimitadas no chão
(envelope).
Produção de faíscas e similares
É proibido o ingresso na área operacional de qualquer equipamento ou a realização de
atividade que produzam faíscas, fogo ou fenômeno de combustão. Serão permitidos apenas
equipamentos e atividades que possuam Procedimento Específico de Segurança Operacional
(PESO) aprovados pela AENA Brasil. É preciso ter atenção a itens do cotidiano que também
podem produzir faíscas como lâmpadas de flash fotográfico, equipamentos de flash
eletrônico, isqueiro, fósforo e aparelhos celulares.
Atenção: O uso de celular na área operacional é permitido exclusivamente para fins
profissionais, desde que o colaborador esteja embaixo do Terminal de Passageiros (TPS),
afastado das vias de serviço e de pedestre, bem como da área de movimentação de aeronaves
e dos veículos abastecedores.
Proibido cigarro e bebidas alcoólicas
É proibido fumar nas áreas operacionais e em áreas públicas cobertas do terminal de
passageiros. Também é proibido o uso de substâncias psicoativas durante o exercício de
atividades na área operacional, assim como o exercício de suas atividades enquanto estiver
sob o efeito de qualquer substância psicoativa.
Velocidades Máximas
É proibido trafegar acima da velocidade permitida nas vias de serviço do aeroporto,
que é de 20 km/h. Nas proximidades de uma aeronave, a atenção deverá ser redobrada e a
velocidade deverá ser de 5 km/h (equivalente a uma pessoa andando).
Circulação de Pedestres
Para se deslocar pela área operacional, utilize as vias de pedestres demarcadas no chão
em azul.
Prioridade de Tráfego
1) As aeronaves têm prioridade sobre as pessoas, veículos e outros equipamentos de
rampa.
2) Os pedestres têm preferências sobre os veículos, desde que estejam na faixa de
travessia de pedestres ou na via de pedestre na cor azul.
3) Somente veículos atuando em atividade de resposta à emergência, têm prioridade de
tráfego. Os ambulifts têm prioridade de tráfego no atendimento às pessoas com
necessidades especiais.
Homem-Guia
O homem-guia é o funcionário responsável por sinalizar corretamente a aproximação
do equipamento junto à aeronave ou passagens entre as asas. Ele deve ser treinado pela
empresa e somente funcionários da mesma empresa podem fazer a sinalização (exceto
mecânicos e abastecedores).
Utilização de calços em veículos e equipamentos
Os calços devem ser aplicados em todos os equipamentos que se aproximam de
aeronaves, como, por exemplo, esteiras de bagagens, caminhão de comissaria e demais
veículos que se aproximam de aeronaves.
Passagem sob asas de aeronaves
É proibido passar sob asas das aeronaves, exceto se essencial à execução da atividade,
como, por exemplo, abastecimento e manutenção. Atenção: as asas da aeronave devem ser
isoladas com cones e cordas.
Tempestades Elétricas
Os operadores aéreos e abastecedores são responsáveis pela interrupção das atividades
de abastecimento ou transferência de combustível de aeronave durante a incidência de raios
ou tempestades elétricas nas mediações do aeródromo.
Caminho Seguro
O operador aéreo deverá acompanhar o deslocamento de seus passageiros pelo pátio
de estacionamento de aeronaves. É dever de todos, auxiliar e orientar os passageiros em casos
de descumprimento de regras de segurança nas áreas operacionais do aeroporto.
Rota de Fuga
É proibido obstruir a rota de fuga do caminhão abastecedor ou servidor. Também é
proibido o trânsito de pessoas, veículos e equipamentos sobre mangueiras e cabos durante o
abastecimento de aeronave.
Medidas Disciplinares
As medidas disciplinares têm como objetivo a manutenção de níveis aceitáveis de
segurança, gerando comportamentos seguros.
Objetivos
Identificar comportamentos não aceitáveis
Reconhecer a importância de seguir as melhoras práticas de segurança
Ter ciência sobre as medidas disciplinares em casos de não observância das regras
Identificação de Perigos e Gestão de Riscos
Roteiro
Diferença entre perigo e risco
Principais situações perigosas do aeroporto
Incursão em pista
Introdução - Gestão de Riscos
O objetivo da gestão de riscos é manter níveis aceitáveis de segurança operacional,
visando a prevenção de acidentes e incidentes sérios, e consequentemente proteger vidas
humanas, equipamentos, infraestrutura e o meio ambiente.
Identificação de Perigos e Mitigação dos Riscos
Vimos diversas situações perigosas nos tópicos anteriores e as melhores práticas de
comportamento para evitá-las. Mas a todo instante, perigos novos surgem no aeroporto,
gerando riscos inéditos de acidentes acontecerem. Neste tópico, você aprenderá a identificar
perigos e mitigar os riscos. Reflita: perigo e risco significam a mesma coisa?
Considere a seguinte situação: Dois casais encontram-se na praia, as 7 horas da
manhã, deitados na areia e tomando um banho de sol. Qual o principal perigo identificado
nessa imagem? O perigo da insolação existe, mas não é algo que preocupe nesta hora do dia.
Com o passar do tempo, a incidência de raios solares aumenta, aumentando também o
risco de causar uma insolação. O casal da esquerda não se protegeu. Como consequência,
ficaram cheios de queimaduras. O casal da direita decidiu mitigar os riscos ao se proteger com
o guarda sol e não sofreram qualquer queimadura.
Segundo a RBAC nº 153, são definições de perigo e risco: Perigo significa a
condição, objeto ou atividade que potencialmente possa causar lesões a pessoas, danos a
equipamentos ou a estruturas, perda de pessoal ou redução da habilidade para desempenhar
uma função determinada. Risco significa a avaliação das consequências de um perigo,
expresso em termos de probabilidade e de severidade, tomando como referência a pior
condição possível.
Perigos Específicos do Aeródromo - Sucção
Os motores das aeronaves comerciais são do tipo à reação. Esse tipo de motor puxa o
ar do ambiente na parte da frente, comprime o ar comprimido ao combustível, queima essa
mistura e empurra a aeronave para frente. A sucção é o efeito que acontece na região da frente
do motor. Atenção: é terminantemente proibido se aproximar de aeronave com motores em
funcionamento.
Perigos Específicos do Aeródromo - Jetblast
É um termo que significa força ou vento gerado atrás de um motor a jato em
funcionamento. O jetblast é particularmente perigoso antes e durante a decolagem, quando a
potência máxima é selecionada ou durante o início do movimento das aeronaves por meios
próprios pata vencer a inércia. Atenção: Somente será permitida a circulação de veículos e
equipamentos por trás da aeronave quando engajados no atendimento desta aeronave.
Perigos Específicos do Aeródromo - Perigo das Hélices
Diferente de aviões, os helicópteros permitem que o embarque e o desembarque de
passageiros ocorram nos helipontos com a aeronave acionada e as pás do rotor principal em
movimento.
Atenção: A aproximação e afastamento do helicóptero deverá ser feita pelas laterais
em direção para frente. Nunca atravesse pela parte de trás do helicóptero. Preste atenção na
elevação do terreno e sempre abaixe o corpo quando estiver passando embaixo das pás do
helicóptero.
Perigos Específicos do Aeródromo - FOD (Foreign Objects Debris)
É qualquer objeto que esteja na trajetória das aeronaves (pátios, pistas e adjacências)
com potencial para causar danos nas aeronaves. A conscientização e prevenção do FOD é
responsabilidade de todos. Tome cuidado ao manusear objetos durante a execução dos
serviços. Recolha os objetos no chão e jogue nos depósitos disponíveis no pátio que
contenham a sigla FOD.
Um bom programa de FOD pode melhorar a Segurança Operacional, salvar vidas,
bens, materiais, mão de obra e dinheiro. Observe as boas práticas de limpeza o tempo todo em
todas as áreas, sempre mantendo as lixeiras, contêineres e compactadores fechados. Garanta
que todas as ferramentas e equipamentos sejam contabilizados no final de cada tarefa.
Remova acessórios, anéis, correntes e outras joias que possam cair ou se soltar nas áreas
operacionais.
Perigos Específicos do Aeródromo - Riscos Aviários
As aves e demais animais dentro do sítio aeroportuário, representam um grande perigo
e comprometem a segurança operacional nos aeródromos. A possibilidade de uma ave e
demais animais colidirem contra uma aeronave pode resultar em acidente de risco médio ou
grave. A prevenção desse tipo de risco é feita com as seguintes medidas: Não alimente,
ofereça água ou abrigo, nem deixe confortável qualquer tipo de animal nas áreas operacionais
do aeródromo. Em caso de dúvidas entre em contato pelo endereço eletrônico
[email protected]. Atenção: Ao avistar animais na área operacional, informe
imediatamente um Fiscal de Campo de Voo ou de Pátio da AENA Brasil para que este tome as
medidas cabíveis.
Perigos Específicos do Aeródromo - Filme “Sully”
Veja o que pode acontecer quando há pássaros no entorno do aeroporto. O trecho a
seguir foi retirado do filme Sully, que conta a história do acidente do voo 1549 da US Airway,
mais conhecido como acidente do Rio Hudson. Clique em https://www.youtube.com/watch?
v=f7XnWF1JKBg&t=15s.
Perigos Específicos do Aeródromo - Laser
O uso indevido das ponteiras de raio laser contra cabines de aeronaves é risco
potencial para as operações aéreas. Distração, ofuscamento e cegueira momentânea são os
principais danos causados pela emissão do raio laser e podem comprometer a habilidade dos
pilotos, em procedimentos de voo. O risco pode levar a situação extrema de perda de controle
em voo, em especial, no caso das aeronaves tripuladas por um único piloto. Em uma
aproximação para pouso no aeroporto de Recife, em uma gravação na cabine de uma aeronave
modelo ATR, podemos visualizar um laser verde sendo apontado em direção aos pilotos.
Clique no link https://www.youtube.com/watch?v=dPIKPgf-wUQ.
Perigos Específicos do Aeródromo - Drones, Balões e Pipas
Os balões e as pipas são ameaças já conhecidas da aviação civil brasileira. Com a
evolução e popularização dos veículos aéreos não tripulados (drones), os aeroportos agora
contam com uma nova ameaça que pode causas acidentes. Um veículo aéreo não tripulado
(drone) não é um brinquedo e não pode ser considerado como tal. Possui regras próprias que
diferem da já conhecida atividade de aeromodelismo e, por isso, precisa de certificação e
autorização para voo.
Perigos Específicos do Aeródromo - Envelope
As linhas de restrição delimitam as áreas que devem permanecer livres de pessoas,
veículos ou equipamentos (envelope) durante a manobra da aeronave, ou após a partida dos
motores para saída da posição. As áreas laterais do envelope podem ser utilizadas para
delimitar as áreas nas quais veículos e equipamentos podem ser estacionados livremente sem
infringir as áreas de segurança de posições de estacionamento e pistas de táxi.
Perigos Específicos do Aeródromo - Turnaround
Você aprender anteriormente que o turnaround é o tempo que a aeronave leva para
carregamento, descarregamento e, quando necessário, limpeza das cabines, abastecimento de
combustível e comissaria. Nesta etapa, todo o processo acontece dentro do envelope.
Portanto, vale destacar que somente é permitido a permanência de pessoas, veículos e
equipamentos essenciais ao atendimento da aeronave nessa área.
Perigos Específicos do Aeródromo - Incursão em Pista
Para evitar que pessoas e veículos não autorizados acessem a área de manobras, criou-
se a redline (linha de segurança). Essa linha delimita a circulação de pessoas e veículos na
área de movimento. Apenas as pessoas que possuam o curso de direção defensiva e o curso de
acesso e permanência na área de manobras poderão acessar os pátios, pista de táxi e pista de
pouso e decolagem. Se for preciso ultrapassar a redline, solicite autorização a um fiscal de
campo de voo.
Incursão de pista é a ocorrência em aeródromo envolvendo a presença incorreta de
aeronave, veículo ou pessoa na área protegida de uma superfície designada para pouso ou
decolagem de aeronaves. A definição não inclui animais nem objetos. Pode ser causado por:
Falta de familiarização com o aeródromo
Entendimento incorreto de autorizações
Pressa na execução do procedimento
Comunicação inadequada
Frequência de rádio incorreta.
RESA - Área de Segurança de Fim de Pista: Significa a área simétrica ao longo do
prolongamento do eixo da pista de pouso e decolagem e adjacente ao fim da faixa de
pista, utilizada primordialmente para reduzir o risco de danos a aeronaves que
realizem o toque antes de alcançar a cabeceira (undershoot) ou que ultrapassem
acidentalmente o fim da pista de pouso e decolagem (overrun).
CWY - Zona Desimpedida: Significa uma área retangular, definida no solo ou na
água, sob controle da autoridade competente, selecionada ou preparada como área
adequada sobre a qual uma aeronave pode realizar sua decolagem.
SWY - Zona de Parada: Significa a área de retangular definida no terreno, situada no
prolongamento do eixo da pista no sentido da decolagem, destinada e preparada como
zona adequada à parada de aeronaves.
PPD - Pista de Pouso e Decolagem: Área retangular definida, em um aeródromo
terrestre, preparada para pousos e decolagens de aeronaves.
TWY - Taxiway: Trajetória definida em um aeródromo em terra, estabelecida para o
táxi de aeronaves e com a função de oferecer ligação entre uma e outra parte do
aeródromo.
O ponto de espera é a posição estabelecida visando proteger uma pista de pouso e
decolagem, na qual uma aeronave taxiando ou um veículo deve parar e esperar, a menos que
autorizada a prosseguir pelo órgão de controle de trafego aéreo do aeródromo. Clique em
https://www.youtube.com/watch?v=xa8rNS5ig3A.
Perigos Específicos do Aeródromo - Evento de Segurança Operacional (ESO)
Eventos de Segurança Operacional (ESO) caracterizados como acidentes, incidentes
graves e incidentes aeronáuticos devem ser comunicados à ANAC imediatamente, pelo meio
disponível, e formalmente em até 48 horas da sua ocorrência, sem prejuízo às obrigações de
comunicação aos órgãos do sistema de investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos.
São Eventos de Segurança Operacional (ESO):
Excursão em pista (veer-off ou overrun)
Toque antes da pista (undershoot)
Incursão em pista
Pouso ou decolagem em pistas de táxi
Dano à aeronave causado por objetos estranhos (FOD)
Outros tipos de excursão e incursão (por exemplo, de pista de táxi ou pátio)
Evento relacionado a colisão com fauna com danos
Colisão durante o táxi para, ou de uma pista em uso (eventos do tipo colisão no solo
“GCOL” estabelecidos pela MCA 3-6/2017)
Caso você presencie algum tipo de ESO, comunique um fiscal de campo de coo para
as devidas tratativas junto aos órgãos responsáveis
Perigos Específicos do Aeródromo - AISO
Análise de Impacto sobre a Segurança Operacional (AISO) é o documento
confeccionado para analisar os impactos que a atividade a ser realizada possa vir a causar na
segurança de operações. Visa consolidar o processo de gerenciamento de risco da segurança
operacional.
Perigos Específicos do Aeródromo - PESO
Procedimento Específico de Segurança Operacional (PESO) é documento no qual se
encontram detalhadas e documentadas as medidas para eliminação ou mitigação dos riscos
referentes ao evento ou perigo identificado. O PESO tem como por objetivo descrever o passo
a passo da implantação e/ou da execução das medidas para eliminação e/ou mitigação dos
riscos decorrentes do AISO.
Objetivos
Identificar perigos e riscos
Identificar as principais situações perigosas do aeroporto e suas consequências
Reconhecer a importância das delimitações de segurança para evitar a incursão em
pista
Programas, Auditorias e Comunicação