Regimento Escolar da Escola Coronel José Pereira
Regimento Escolar da Escola Coronel José Pereira
DE EDUCAÇÃO
REGIMENTO ESCOLAR
ESCOLA MUNICIPAL
“CORONEL JOSÉ PEREIRA DE
JESUS”
ÍNDICE
INTRODUÇÃO............................................................................................................................. 4
IDENTIFICAÇÃO........................................................................................................................ 4
HISTÓRICO ..................................................................................................................................5
INTRODUÇÃO
O Regimento Escolar representa a forma de ser e de viver da escola, dentro das normas
legais vigentes, devendo harmonizar-se com a política educacional do país, expressando a filosofia
norteadora da ação da unidade escolar, constituindo-se em um documento que visa dar legalidade
aos atos escolares.
IDENTIFICAÇÃO
A Escola Municipal “Coronel José Pereira de Jesus” é situada à Rua Euclides Moreira, nº
188, Bairro Nossa Senhora de Fátima, CEP 35230-000 Resplendor (MG) e oferta as seguintes
modalidades e etapas de Ensino:
I- Etapas da Educação Básica oferecidas:
a) Educação infantil, para crianças de 04 (quatro) e 05 (cinco) anos de idade;
b) Ensino Fundamental, com a duração de 09 (nove) anos.
II –Modalidades da Educação Básica:
a) Educação de Jovens e Adultos, (Ensino Fundamental).
HISTÓRICO DA ESCOLA:
ESCOLA MUNICIPAL “CORONEL JOSÉ PEREIRA DE JESUS”
de Educação Infantil e Ensino Fundamental de Nove Anos
Resolução N°. 9394/98 de 18/03/1998
Rua Euclides Moreira, 188 – Bairro Nossa Senhora de Fátima – Resplendor-MG – CEP. 35230-000
Tel. (33) 3263-1733 email: escola.coronel1997@[Link]
CGC – 19.589.409/0001-24
A Escola Municipal “Coronel José Pereira de Jesus” localizada à Rua Euclides Moreira, nº 188,
Bairro Nossa Senhora de Fátima, CEP 35230-000 Resplendor(MG), telefone (33) 3263-1733, email:
escola.coronel1997@[Link]., recebeu este nome para homenagear um cidadão considerado o
desbravador do norte de Resplendor e primeiro vereador eleito. Ele nasceu em 06-12-1870 e faleceu
em 21-10-1957.
A escola foi criada pelo Artigo 49, item VII do Código do Ensino Primário em 22-11-1960, com
o nome de “Escolas Reunidas da Parte Norte”. Foi instalada em 02-06-1961, com a presença do Sr.
Inspetor Escolar, da Inspetora Técnica Regional, do corpo docente e discente e de pessoas que
residiam no bairro, de acordo com o ofício expedido pelo Professor Emanuel Brandão Fontes, D.D.
Chefe de Departamento do Ensino Primário, ficando sua direção entregue à Professora Maria Alice
Fraga Rodrigues. Funcionou até 1964 em salas cedidas pela comunidade.
Em 1965 passou a Grupo Escolar, funcionando numa área de 1200 metros quadrados, localizado
na Rua Eduardo Menegussi, 419, num prédio de construção metálica com 04 salas de aula, numa
área de 170 metros quadrados, uma secretaria com 12 metros quadrados, estando incluída nesta
medida a área de instalação sanitária dos funcionários e das 04 instalações sanitárias dos alunos,
medindo 1 metro quadrado cada, sendo reconhecida pelo Decreto 8393 de 25-06-1974.
Em 1974 o Grupo Escolar passou a denominar-se Escola Estadual “Coronel José Pereira de
Jesus”1.2.0A por força do Decreto 16.244 de 08-05-1974 publicado no Diário Oficial de Minas
Gerais de 06-07-1974. Posteriormente foram construídas mais 03 salas de aula e 01 secretaria de
alvenaria, medindo cada sala de aula 42 metros quadrados. No ano de 1990 foram construídas mais
03 salas de aula e 02 banheiros de alvenaria, perfazendo um total de 144 metros quadrados de área
construída. A escola desta época, em que as salas de aula eram de construção metálica, caminhava
com os alunos e funcionários de maneira precária em relação a parte física da mesma, pois o calor
era intenso e os alunos eram de certa forma prejudicados e a direção da escola e funcionários lutavam
por mudanças urgentes na construção da escola.
Em 1996, após várias reivindicações da comunidade, manifestadas em abaixo assinado, jornais
e redes de televisão mineiras, devido ao espaço físico insuficiente, ao péssimo estado de conservação
do prédio e ao alto grau de temperatura das paredes metálicas , foi construído o novo prédio escolar,
padrão 04, situado a Rua Euclides Moreira, 188 , numa área de 3500 metros quadrados, tendo uma
área construída de 987,60 metros quadrados e uma quadra poliesportiva não coberta de 416 metros
quadrados, com uma grande área verde. A escola passou a funcionar no novo prédio no dia 17 de
junho de 1996 e teve sua inauguração oficial no dia 05 de dezembro de 1996, com a presença do
então governador mineiro Eduardo Brandão de Azeredo, tendo como diretora a Sra. Darly Garcia
Bossanelli. Ressaltando que a mudança ocorreu no dia 14 de junho de 1996, numa sexta-feira, com
a participação da comunidade e das escolas estaduais da cidade, contra a vontade dos políticos da
época que se opunham à inauguração, mesmo que a nova escola já estivesse pronta para funcionar.
Alegavam vários motivos, mas a intenção era mesmo que fosse inaugurada mais próxima das
eleições municipais. Foi uma manifestação marcante que emocionou toda comunidade
resplendorense, tendo sido liderada pela diretora Darly Garcia Bossanelli e pelo Padre Paulo Ribeiro
de Freitas e com o empenho de todos os profissionais da educação da cidade. No dia da manifestação
popular foi celebrada uma missa no pátio da nova escola em agradecimento a Deus pela nova
construção e pela manifestação pacífica da comunidade.
Em 26 de fevereiro de 1998 passou a denominar-se Escola Municipal “Coronel José Pereira de
Jesus” de Ensino Fundamental, passando a ser de responsabilidade da administração municipal de
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acordo com a Resolução 9364/98 publicada no Diário Oficial de Minas Gerais de 18-03-
1998(retroativo a 26-02-1998).
De 1960 a 1999 a escola funcionou com turmas do Pré-escolar até a 4ª série do Ensino
Fundamental, e a partir de 10-04-1999 – Portaria nº 653/99, estendeu seu ensino até a 8ª série do
Ensino Fundamental. Em 30 de maio de 2008 foi reinaugurada a quadra com o nome de “Prefeito
Almir Muniz”, considerando que foi coberta por iniciativa do mesmo que era prefeito na época, e
que faleceu durante o período da reforma (31-08-2007). Na data de reinauguração era diretora da
escola a professora Eliany Gomes, Secretária de Educação a professora Cristiane Macedo Campos
e Prefeito Municipal Fernando Viceconte Duarte.
No ano de 2017 deu-se início a algumas reformas na escola; trabalho realizado pela
prefeitura através do atual prefeito o Sr. Diogo Scarabelli, o secretário de educação o Sr. Fabrício
Siqueira Velasco e Diretora Jaqueline Maria Medeiros Eler Lourenço. Realizamos a Festa Julina e
com parte do recurso compramos 65 cadeiras brancas para o auditório da escola e trocou o portão
de entrada, acesso principal da comunidade escolar e em geral. Fizemos a reforma do refeitório, a
passarela na área de xadrez, três mesas de ping-pong ; montou-se o tabuleiro de xadrez em dez
mesas na área de xadrez, na área arborizada.
No ano de 2018 fez o calçamento da área de ping-pong, com o dinheiro da festa Junina e
com parte do recurso compramos mais 50 cadeiras brancas para o auditório, 01 armário suspenso
de MDF para sala da direção aquisição de um interfone e 01 câmera para o mesmo, visando
segurança de alunos e funcionários.
No ano de 2019 rebemos mesas para 01 sala da vice direção, 02 mesas para professores,
02 computadores e 241 jogos de carteiras para os alunos. Compramos com o recurso da festa junina
e com parte do recurso, um montante de três mil reais, jogos pedagógicos para atender nossos alunos
público alvo da Educação Especial. Foram também instalados 10 murais de cerâmica na escola,
onde os trabalhos escolares são expostos e temas diversos das comemorações mensais dos projetos
pedagógicos vividos, datas comemorativas e avisos importantes para a comunidade escolar.
No ano de 2020 foi feito toda a pintura do prédio escolar. Em março deste respectivo ano
deu-se início a Pandemia da COVID 19, trazendo com ela mudanças, passou-se a trabalhar a
distância através do ensino remoto e com o PET – Plano de Estudo Tutorado, organização de
materiais impressos para os estudante e atendimento online aos alunos e familiares que
necessitassem. Recebemos da secretaria Municipal de educação um notebook, três computadores
para melhorarmos o atendimento na escola. Fizemos um projeto junto a Vale relacionado
diretamente à Educação Infantil, no final das atividades recebemos mesas e bancos para refeitório
infantil, brinquedos diversos, 2 nichos sendo um para cada turma da Ed. Infantil contendo caixas
organizadoras e um parquinho de eucalipto tratado.
No ano de 2021 iniciamos ainda com a pandemia acontecendo, viabilizamos atendimento
de reforço aos alunos que mais precisavam, com autorização dos responsáveis dos mesmos, até que
em 12/09/2021 retomamos as atividades presenciais. Ainda finalizamos o ano letivo utilizando os
PET’s em regime semipresencial. Recebemos da secretaria de educação mais três computadores para
escola. Foi feito a monitoração por câmeras nas dependências da escola, contendo 16 câmeras ativas
para atender nossa instituição.
No ano de 2022 fizemos a pintura grafitada do pátio da escola. Foram instalados quatro
armários de aço nas salas de aula para os professores. Com recuso do PDDE Sala de Recurso podemos
realizar o sonho de montar e inaugurar as Sala de Educação Especial e Inclusiva. Realizamos a festa
Junina e com parte do recurso adquirimos 01 purificador de água, 01 micro-ondas e 01 blusa de
uniforme para todos os funcionários. Recebemos da Secretaria Municipal de Educação um parquinho
para atender as nossas crianças da Educação Infantil e do 1º ano do ensino Fundamental. Foi instalado
o piso em toda área externa da escola, em 03 salas de aula do primeiro piso e na calçada externa da
escola. Recebemos 11 Smart TVs, 12 jogos de mesas para os professores, 01 notebook e 01 projetor
e 07 cadeiras giratórias para atender a secretaria da escola.
Atualmente atende da Pré-Escola - Educação Infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental
de nove anos, nos turnos matutino e vespertino e, no turno noturno, atende adultos a partir de 15
anos de idade – EJA (Educação de Jovens e Adultos).
A equipe gestora (administrativa e pedagógica) desta escola prioriza uma administração
pautada no diálogo e na melhoria da qualidade dos serviços prestados nesta instituição e acredita no
potencial de cada educando e da equipe de profissionais que aqui atuam.
Todo o trabalho desenvolvido durante todos esses anos visam o melhor para o nosso alunado;
tendo o ser humano, prioridade de ações voltadas para o seu melhor desenvolvimento escolar e
humanitário num todo. Seremos sempre uma instituição de ensino que tem como meta principal a
felicidade de todos que aqui adentram; seja para estudar, seja para trabalhar, seja a comunidade em
geral. Sabemos que precisamos a cada dia melhorar para que a qualidade de nossos serviços prestados
seja de excelência. “Até aqui nos ajudou o Senhor Deus”.
Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-
sucedidos.
Provérbios 16:3
TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
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TÍTULO II
DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL
Art. 2º - A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais
de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo
para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
TITULO III
DA FUNÇÃO SOCIAL DA ESCOLA
Art. 5º - A educação escolar pública é gratuita e será efetivada, na escola, mediante a garantia de:
I - Educação obrigatória dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade;
II - Educação infantil às crianças de até 5 (cinco) anos de idade;
III-Atendimento educacional especializado aos educandos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e
modalidades, oferecidos na instituição;
IV - Acesso público e gratuito ao ensino fundamental para todos os que não o concluíram na idade
própria;
V - Oferta da EJA- Educação para Jovens e Adultos, com características e modalidades adequadas
às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de
acesso e permanência na escola.
CAPÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS E DAS FINALIDADES DA ESCOLA
Art. 7º - A escola adota como norteadores de suas ações pedagógicas, os seguintes princípios:
I - Éticos: de justiça, solidariedade, liberdade e autonomia; de respeito à dignidade da pessoa
humana e de compromisso com a promoção do bem de todos, contribuindo para combater e eliminar
quaisquer manifestações de preconceito de origem, gênero, etnia, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação;
II - Políticos: de reconhecimento dos direitos e deveres de cidadania, de respeito ao bem comum e
à preservação do regime democrático e dos recursos ambientais; da busca da equidade e da exigência
de diversidade de tratamento para assegurar a igualdade de direitos entre os alunos que apresentam
diferentes necessidades;
III - Estéticos: do cultivo da sensibilidade juntamente com o da racionalidade; do enriquecimento
das formas de expressão e do exercício da criatividade; da valorização das diferentes manifestações
culturais, especialmente, a da cultura mineira e da construção de identidades plurais e solidárias.
CAPÍTULO II
DOS OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA ESCOLA
VI - Oferecer ao aluno condições e meios para o desenvolvimento de seu espírito crítico e reflexivo,
tornando-o inserido em sua época;
Art. 10 - A organização da escola visa possibilitar que os educandos sejam capazes de:
I - Reconhecer a presença dos princípios que fundamentam as normas e leis no contexto social;
II - Refletir criticamente sobre as normas morais e sociais, buscando sua legitimidade na realização
do bem comum;
III - Utilizar os conhecimentos adquiridos na construção de uma sociedade justa e democrática;
IV - Assumir posições segundo seu próprio juízo de valor, considerando diferentes pontos de vista
e aspectos de sua situação;
V - Construir uma imagem positiva de si, de respeito próprio e reconhecimento de sua capacidade
de escolher e de realizar seu projeto de vida;
VI - Compreender o conceito de justiça, baseado na equidade e empenhar-se em ações solidárias e
cooperativas;
VII- Adotar atitudes de respeito às diferenças individuais repudiando as injustiças e discriminações;
VIII - Valorizar e empregar o diálogo como forma de mediar conflitos e tomar decisões coletivas;
IX - Refletir sobre as atividades na comunidade buscando interação direta e indireta com as práticas
da sociedade de natureza econômica, política, sócio - cultural, ético e moral.
Art. 11 - Será assegurado aos pais, conviventes ou não com seus filhos ou responsáveis, o acesso às
instalações físicas da escola, às informações sobre a execução do Projeto Político-Pedagógico e, a
cada bimestre, sobre a frequência e o rendimento dos alunos.
CAPÍTULO III
DO DESEMPENHO DA ESCOLA E DA PUBLICIDADE DOS ATOS
CAPÍTULO IV
DO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO
TÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
CAPÍTULO I
DA DIRETORIA
Atribuições e deveres:
I - Assumir responsabilidades inerentes ao cargo de Gestor:
a) Responder integralmente pela escola, exercendo em regime de dedicação exclusiva as funções de
direção, mantendo-se permanentemente à frente da Instituição escolar, no exercício do cargo
comissionado de Diretor de Escola;
b) Praticar condutas probas que levem em consideração os princípios que regem a Administração
Pública com vistas a uma gestão eficiente e capaz de elevar a qualidade de ensino da escola;
c) Representar oficialmente a escola, tornando-a aberta aos interesses da comunidade, estimulando
o envolvimento dos estudantes, pais e/ou responsáveis, professores e demais membros da equipe
escolar por meio de uma gestão democrática, participativa e transparente, voltada para os resultados
de aprendizagem dos estudantes;
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CAPÍTULO II
DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS
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SEÇÃO I
DO COLEGIADO ESCOLAR
Art. 25 – O Colegiado será composto pelo Diretor da Escola, que o presidirá e, por 06 (seis)
membros no mínimo e no máximo 12 (doze) representantes dos seguimentos:
I – Professores, especialistas de educação e demais servidores da escola:
II – Alunos regularmente matriculados e frequentes com idade mínima de 16 (dezesseis) anos;
III – Pais ou responsáveis por aluno regularmente matriculado e frequente.
§ 1º - Na representação dos segmentos deverá ser garantida a proporcionalidade:
I - 50% (cinqüenta por cento) para os servidores:
II - 50% (cinqüenta por cento) para os segmentos indicados nos incisos II e III deste artigo
considerado no seu conjunto.
§ 2º - Deverão ser eleitos, em Assembléia Geral o representante e o suplente de cada segmento
observando-se a proporcionalidade estabelecida para cada um deles, conforme prevê o Estatuto do
Colegiado.
§ 3º - Deverá ser registrada na ata da Assembleia, a classificação dos eleitos com vistas os
preenchimentos de vagas, no caso de afastamento de membros efetivos ou suplentes.
§ 4º - Ao servidor que seja pai, mãe ou responsável pelo aluno da escola, será permitido representar
somente o segmento de servidores.
§ 5º - Ao Vice-Diretor não caberá a representação de segmento algum.
Art. 26 - Os membros do Colegiado Escolar, titulares e suplentes, são escolhidos pelos seus pares
da comunidade escolar, para exercerem mandato de dois anos, mediante processo de eleição
realizado nos moldes da legislação que regulamenta a matéria.
Art. 29 - O Colegiado Escolar se reúne por convocação de seu presidente ou por, no mínimo, dois
terços dos membros titulares ou, ainda, por solicitação formal da comunidade escolar dirigida aos
seus representantes eleitos:
I - Ordinariamente, uma vez por mês;
II – Extraordinariamente, sempre que necessário.
§1º - As reuniões do Colegiado Escolar devem contar com a presença de mais de 50% (cinquenta
por cento) dos membros titulares.
§2º - O membro titular que faltar a três reuniões consecutivas ou alternadas, sem justificativa formal,
é automaticamente desligado e substituído pelo suplente.
§3º - O membro do Colegiado Escolar que não representar efetivamente os interesses do seu
segmento, pode ser destituído pelos seus pares.
§4º - O cronograma das reuniões ordinárias deve integrar o calendário escolar.
Art. 30 - Para a realização das reuniões do Colegiado Escolar devem ser observados os seguintes
procedimentos:
I – Convocação, por escrito, dos membros, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas,
exceto no caso de reunião extraordinária, cujo prazo mínimo é de 12 (doze) horas;
II – Apresentação da pauta, anexa ao documento de convocação, com especificação do local, da
data e do horário de realização da reunião.
III - serem realizadas na sede da Escola, permitindo-se o livre acesso de interessados.
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§1º - As decisões do Colegiado Escolar são tomadas pela maioria dos membros presentes.
§2º - As decisões do Colegiado Escolar são registradas em ata que, após aprovada e assinada pelos
membros presentes, deve ser divulgada à comunidade escolar, sendo de livre acesso a todos os
interessados.
§3º - Os membros do Colegiado Escolar não podem votar em assuntos de seu interesse pessoal,
sendo, neste caso, o direito de voto atribuído ao suplente.
§4º - Na ausência do membro titular, o suplente participa das reuniões, com direito a voz e voto.
§5º - Os membros da comunidade escolar que não integram o Colegiado Escolar podem participar
das reuniões, com direito a voz, mas sem direito a voto.
§6º - No momento da votação devem permanecer no recinto da reunião somente o presidente e os
membros do Colegiado Escolar com direito a voto.
SEÇÃO II
DO CONSELHO DE CLASSE
Art. 32 - Compete ao diretor estar presente às reuniões do Conselho de Classe e possibilitar que as
mesmas aconteçam sem limitações para os professores e demais participantes.
CAPÍTULO III
DOS SERVIÇOS DE APOIO ADMINISTRATIVO
SEÇÃO I
DO SECRETÁRIO ESCOLAR
Art. 34 - O Servidor da Educação que exerce a função de Secretário tem por atribuições:
I - Aprimorar-se na sua função, participando de cursos, reciclagens, promovidos pela Escola,
Secretaria de Educação e SRE;
II - Ser atencioso, seguro, compreensivo e prestativo no desempenho de suas atribuições;
III - Relacionar-se bem com o corpo docente e discente;
IV - Realizar os trabalhos no campo de Secretariado na Escola;
V - Colaborar com a Direção da Escola no planejamento, execução e controle das atividades
escolares;
VI - Coordenar as atividades do pessoal da Escola e do pessoal auxiliar;
VII - Proceder a escrituração escolar, conforme o disposto na legislação vigente;
VIII - Realizar trabalhos básicos de Tecnologia da Informação;
IX - Responsabilizar-se, na área de sua competência, pelo cumprimento da legislação de ensino e
disposições regimentais;
X - Instruir, informar e decidir sobre expediente e escrituração escolar, submetendo à apreciação
superior casos que ultrapassem sua área de decisão;
XI - Zelar pela conservação do material sob sua guarda, pela boa ordem e higiene em seu setor de
trabalho;
XII - Desempenhar outras atividades compatíveis com a natureza do cargo, que lhe forem atribuídas
pelo Diretor;
XIII - Zelar pela guarda e sigilo dos documentos escolares;
XIV - Manter em dia a escrituração, arquivos, fichários, correspondência escolar e o resultado das
avaliações dos alunos;
XV - Manter atualizado o arquivo de legislação e os documentos da escola, inclusive dos ex-alunos;
XVI - Compatibilizar Histórico Escolar, assinar junto com diretor conforme a legislação vigente;
XVII - Manter as estatísticas da escola em dia;
XVIII - Realizar trabalhos de protocolo, registro e arquivamento de formulários e documentos.
XIX - Providenciar a concessão de direitos e vantagens do pessoal, no âmbito da Escola, bem como
responsabilizar-se pela pasta funcional dos funcionários públicos, que atuam nesta escola;
XX - Proceder à autenticação, registro e emissão de documentos comprobatórios da vida funcional
dos servidores;
XXI - Estar disponível para atender às solicitações da SRE, da Secretaria Municipal de Educação,
bem como ao Serviço de Inspeção Escolar;
XXII - Arquivar na pasta individual do aluno todos os documentos necessários, inclusive atestados
médicos;
XXIII - Monitorar as ações da secretaria e o desempenho dos auxiliares.
XXV - Conhecer e comprometer-se com todos os processos e rotinas de trabalho da secretaria
escolar, demonstrando disponibilidade e prestando esclarecimentos sempre que solicitado;
XXVI - Relacionar-se cordialmente com todos do seu ambiente de trabalho e com o público em
geral, respeitando a diversidade, adotando práticas inclusivas e agindo segundo os princípios éticos
que norteiam a administração pública;
XXVII - Cumprir com as atribuições a ele demandadas pela direção/ do Sistema Mineiro de
Educação/do Serviço de Inspeção escolar/ da SRE / da Secretaria Municipal de Educação e agir
dentro dos princípios da ética, da economicidade, da transparência e da legalidade;
SEÇÃO II
Art. 35 - O servidor que desempenha as atividades de Assistente Técnico de Educação Básica tem
por atribuições:
I - Aprimorar-se na sua função, participando de cursos e reciclagens promovidos pela Escola, SRE
e Secretaria Municipal de Educação;
II - Atender a todos com precisão e responsabilidade na coleta de dados e informações;
III - Demonstrar segurança e domínio no que faz;
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CAPÍTULO IV
DO REGISTRO, ESCRITURAÇÃO E ARQUIVO ESCOLAR
Art. 37 - Os atos escolares para efeito de registro, comunicação dos resultados e arquivamento são
escriturados em livros e fichas padronizados, de acordo com as disposições legais aplicáveis.
Art. 38 - Os registros deverão ter transcrição exata, sem rasuras e incorreções, com dados constantes
dos originais.
Art. 39 - Os documentos expedidos deverão ser assinados pelo Diretor ou seu substituto legal e pelo
Secretário ou responsável pela escrituração escolar, assumindo solidariamente, a responsabilidade
dos atos assinados.
§ 1º- O nome do Diretor e Secretário deverá figurar por extenso, à máquina, carimbo ou letra de
forma abaixo das assinaturas e os números dos respectivos registros, ou autorizações, se houver;
§ 2º - Os espaços não preenchidos deverão ser inutilizados com um traço;
§ 3º - Os espaços destinados à observação deverão conter todos os dados peculiares à vida escolar
do aluno.
Art. 43 - O nosso estabelecimento de ensino da rede municipal é responsável pela conservação das
provas documentais, o que impõe cuidados especiais para resguardar os aspectos de natureza
jurídica, acadêmica e mesmo as de sua memória.
Parágrafo único: De acordo com dispositivos legais a guarda e manutenção do arquivo escolar não
são opção da escola e sim obrigação, pois toda documentação não é patrimônio da escola e sim
“Patrimônio da União”.
SEÇÃO I
DOS AUXILIARES DE SERVIÇOS ESCOLAR
Art. 44 - Os auxiliares de serviço escolar têm por finalidade cuidar da limpeza e manutenção,
realizando tarefas diversas necessárias à conservação do patrimônio escolar.
Art. 45 - O servidor que exerce a função de Auxiliar de Serviços de Educação Básica tem por
atribuições:
I - Colaborar com a disciplina dos alunos nos corredores, no recreio, na entrada e saída de aulas e
na disciplina em geral na escola;
II - Responsabilizar-se pelas chaves, ao abrir e fechar o estabelecimento;
III - Não tratar de assuntos não pertinentes com o local de trabalho;
IV - Zelar pela conservação do prédio, mobiliário escolar, material didático, aparelhos elétricos bem
como todo o material que for necessário usar para executar o serviço, evitando desperdícios;
V - Colaborar nas festividades e solenidades promovidas pela Escola;
VI - Manter as dependências completamente limpas antes do início das aulas dos diversos turnos e
atender com presteza ao Diretor e Professores na execução de tarefas de interesse da Escola;
VII - Responsabilizar-se pelo preparo e distribuição de alimentos;
VIII - Responsabilizar-se e colaborar nos serviços de distribuição da merenda escolar e na Cantina;
IX - Comportar-se com urbanidade e respeito no trato com o Diretor, Professores, Alunos, pais e
colegas;
X - Comparecer às reuniões, quando convocados pelo Diretor, bem como a cursos promovidos pela
SRE e SME;
XI - Cumprir as tarefas que lhe são atribuídas, zelando pelo bom funcionamento e pelo bom nome
da Unidade de Ensino;
XII - Comunicar à Direção da Escola as faltas imprevistas e ter comprometimento com a presença
no horário integral de serviço;
XIII - Preocupar-se em dar um bom exemplo nas imediações da escola, portando de vocabulário
pertinente a um ambiente escolar, vestindo-se adequadamente e acatando as normas ou diretrizes;
XIV - Ter ciência da proibição de fumar e ingerir bebida alcoólica no ambiente de trabalho;
XV – Não usar o celular no horário de trabalho e não pagar em espécie outro servidor em sua
substituição;
XVI - Comunicar à Direção a necessidade de ausentar-se ou trocar de turno eventualmente, por
questões pessoais, deixando que o Diretor tome as devidas providências;
XVII - Executar serviços de jardinagem e atividades afins;
XVIII - Proceder a movimentação de móveis e de utensílios, correspondência e documentos
diversos;
XIX - Realizar trabalhos de manutenção e pequenos reparos de alvenaria, marcenaria, pintura, rede
elétrica, instalações hidráulicas e outros pequenos reparos necessários à conservação do prédio e
equipamentos escolares;
XX - Colaborar na disciplina geral da escola;
XXI - Obedecer rigorosamente ao horário de entrada e saída do seu local de trabalho, registrando o
mesmo com fidedignidade no livro de ponto.
XXII - Cumprir as tarefas que lhe são atribuídas, através do quadro de distribuição de tarefas,
zelando pelo bom funcionamento e pelo bom nome da Unidade de Ensino;
XXIII - Manter-se ocupado no exercício de suas atividades ou no auxílio ao colega, sem
interrupções para conversas.
TÍTULO V
DA ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA
CAPÍTULO I
DOS SERVIÇOS DE APOIO PEDAGÓGICO
Art. 49 - O supervisor deverá exercer a supervisão do processo didático como elemento articulador
no planejamento, no acompanhamento, no controle e na avaliação das atividades pedagógicas,
conforme plano de desenvolvimento pedagógico e institucional da escola. Terá por atribuições (Lei
15 293/2004):
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a) Articular a integração entre professores da mesma série e entre os professores da mesma área de
conhecimento, para troca de experiências, de dificuldades, visando ao crescimento profissional,
através das reuniões pedagógicas, conselho de classe e cumprimento das Atividades Extraclasse;
b) Analisar os resultados das avaliações internas e externas juntamente com os
professores, identificando as necessidades de intervenção para os alunos;
c) Buscar intercâmbio com instituições educacionais e/ou pessoas, visando à sua
participação nas atividades de capacitação da Escola;
d) Analisar os resultados obtidos com as atividades de capacitação docente, na melhoria dos
processos de ensino e da aprendizagem;
e) Coordenar os Conselhos de classe;
f) Planejar, organizar e coordenar as reuniões pedagógicas;
g) Analisar os planos de aula dos professores, avaliando e fazendo sugestões de intervenção
pedagógica;
h) Visitar as salas de aula para acompanhar a execução dos planos de aula.
i) Manter em dia os Cadernos de Planejamento e Diário (atividades realmente realizadas).
SEÇÃO II
DA BIBLIOTECA
Art. 50 - A biblioteca é um serviço de apoio às ações docentes e discentes, que tem por finalidade
subsidiar todas as atividades que propiciem a aprendizagem e o desenvolvimento integral do aluno,
por meio do incentivo à pesquisa, à leitura e demais atividades de caráter pedagógico.
SEÇÃO III
DO PROFESSOR PARA O ENSINO DO USO DA BIBLIOTECA
XXIV - Propiciar oportunidade ao aluno para que adquira o hábito de ler na Escola e em casa,
aprendendo a fazer pesquisa e a usar dicionário e enciclopédias;
XXVI - Apresentar e apreciar, com os professores e alunos, novos trabalhos e obras adquiridas;
XXVII - Atender pedidos de livros, nas horas próprias;
XXVIII - Ministrar aulas de uso da biblioteca, sensibilizando professores e alunos para o hábito da
leitura;
XXIV - Manter-se pedagogicamente atualizada, através de leitura, de cursos e conferências;
XXV - Manter ambiente de confiança e cordialidade no estabelecimento;
XXVI - Usar de linguagem adequada no trato com os alunos;
XXVII - Manter boas relações com os alunos, colegas, superiores e pais de alunos;
XXVIII - Atender às convocações da Secretaria Municipal de Educação;
XXIX - Zelar pela boa ordem e higiene de seu setor de trabalho;
XXX- Construir murais para motivar a leitura;
XXXI – Expor nos murais nomes dos alunos que mais pegaram livros, livros mais lidos, livros
novos fazendo a propaganda para incentivá-los à leitura;
XLI - Expor a relação de livros existentes na biblioteca para empréstimo;
XLII - Convidar pessoas para contarem história;
XLIII - Associar à leitura a linguagem oral, convidar alunos a contar história falando dos livros
que mais gostaram de ler, dando depoimentos;
XLIV – Criar estratégias de leitura. Exemplo: pegar livro didático, listar gêneros e portadores
textuais, recortar, pegar folha de papel cartão, colar o texto, plastificar. Solicitar à diretora adquirir
toalha de mesa transparente e, por baixo da toalha, disponibilizar os textos, deixando por cerca de
01 semana e rodiziando nas mesas de modo que todos tenham acesso;
XLV - Criar ambiente agradável na biblioteca;
XLVI - Realizar a leitura de todo o material que chegar e promover sua divulgação;
XLVII - Manter cadernos para registro diário de atividades planejadas e atividades realizadas, sendo
um para o planejamento das atividades diárias e outro para discriminar as atividades executadas, a
fim de retroalimentar suas ações. Os cadernos devem deve ser apresentados ao serviço de supervisão
pedagógica, bimestralmente, para monitorar ações/projetos desenvolvidos na Biblioteca escolar e
fazer uma análise crítica “Planejamento X Ação” com o objetivo de refletir sobre o papel da PEUB
na rotina da escola;
XLVIII – Receber alunos na Biblioteca, quando há falta de professor.
CAPÍTULO II
DOS SERVIÇOS PEDAGÓGICOS COMPLEMENTARES
SEÇÃO I
DO ATENDIMENTO A ALUNOS EM SITUAÇÃO ESPECIAL
Art. 54 - É direito do estudante com deficiência ter seu percurso escolar respeitado como todo
estudante, sem retrocessos nos anos de escolaridade e níveis de ensino, garantindo a continuidade
de estudos e conclusão.
§ 1º- O PDI deve ser construído por todos os atores envolvidos no processo de escolarização do
estudante, sendo o Especialista da Educação Básica o profissional responsável por articular e
garantir a sua construção. Na ausência desse profissional na escola o gestor escolar deve indicar o
professor responsável por essa articulação.
§ 2º- O PDI deve ser construído com base no histórico de vida do estudante, avaliação diagnóstica
pedagógica, planejamento, acompanhamento e avaliação final.
I - Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, máximo de 02 anos, limitados a 01 ano no 2° ano e 1
ano no 5° ano;
II - Nos anos finais do Ensino Fundamental, máximo de 02 anos, limitados a 01 ano no 7° ano e 1
ano no 9° ano;
III - No Ensino Médio, máximo de 02 anos, limitados a 01 ano no 2° ano e 1 ano no 3° ano.
§ 4º - A flexibilização deverá ser registrada por meio de relatório elaborado pelo regente de turma
ou regente de aula, juntamente com supervisor da escola e referendado em conselho de classe. Esse
documento deve ser arquivado na pasta do estudante.
§ 5º- A flexibilização do tempo de escolaridade deve ser realizada de modo a evitar a excessiva
distorção idade/ano de escolaridade para que o percurso escolar do estudante junto aos seus pares
etários seja respeitado.
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Parágrafo Único - Na avaliação dever-se-ão utilizar recursos pedagógicos alternativos, tais como:
extensão do tempo da prova, adaptações no formato das provas, prova oral, utilização de recursos
tecnológicos, materiais concretos, recursos humanos de apoio, dentre outras modificações que se
fizerem necessárias.
Art. 59- É garantido ao estudante público da educação especial o direito à conclusão dos níveis de
ensino por meio do percurso e, nos casos de Altas Habilidades/Superdotação, aceleração.
Parágrafo Único - Conforme legislação vigente, cabe a cada instituição de ensino expedir históricos
escolares, declarações de conclusão de série e diplomas ou certificados de conclusão de cursos, com
as especificações cabíveis.
SEÇÃO II
DO PROFISSIONAL DE APOIO
XXV - Adaptar as avaliações do aluno, conforme orientações da SME, podendo transformar questão
aberta em questão objetiva;
XXVI - Procurar afastar do aluno sentimentos de inferioridade, incapacidade, negatividade e
tristeza, estando atento à questão do bullying e, se for o caso, agir, intervir de forma rápida para
resolver a questão, evitando complicações emocionais e problemas escolares futuros. É necessário
proteger o aluno e a família de qualquer constrangimento ou discriminação;
XXVII - Eliminar, em colaboração com o regente, as barreiras que podem obstruir a participação
plena e efetiva do estudante com deficiência nas atividades escolares em igualdade de condições
com os demais estudantes;
XXVIII - Apoiar, em caso de falta do aluno, outros alunos que apresentam deficiência (e que não
tem professor de apoio), ou outros alunos com dificuldade de aprendizagem, da mesma turma, ou
de outras turmas, ou desenvolver outras funções pedagógicas na escola a pedido da equipe gestora,
entrando em contato com a família do aluno para saber o motivo da falta;
XXIX - Avisar com antecedência à direção da escola o dia em que irá faltar, deixando pronto o
planejamento do dia para aplicação por outro profissional e/ou avisar à família sobre a ausência do
professor;
XXX - Atuar na escola como multiplicador do conhecimento acerca de metodologias de ensino da
Educação Especial, tecnologias assistivas e comunicação alternativa;
XXXI - Participar de reuniões e capacitações promovidas pela Secretaria Municipal de Educação,
sempre que convocados;
XXXII - Encaminhar, bimestralmente, relatório detalhado do aluno atendido e entregar uma cópia
à Supervisão Escolar para arquivar na Pasta Individual do Aluno;
XXXIII - Estar ciente de que se o professor de Apoio não desempenhar suas atribuições a contento,
de acordo com as orientações da SME, poderá ser dispensado.
SEÇÃO III
DOS MONITORES
CAPÍTULO I
DAS ETAPAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA
SEÇÃO I
DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Art. 65 – A Educação Infantil, primeira etapa da educação básica tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança de quatro e cinco anos e onze meses de idade, em seus aspectos
físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Parágrafo Único: A organização e estrutura da Educação Infantil obedece ao previsto nas normas
legais aplicáveis.
Art. 66 – A Educação Infantil será oferecida em:
I – Pré Escola para crianças de 4 (quatro) e 5 (cinco) anos de idade.
SEÇÃO II
DO ENSINO FUNDAMENTAL
Art. 67 - O Ensino Fundamental, segunda etapa da educação básica, obrigatório, com duração de 9
(nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a
formação básica do cidadão, mesmo para aqueles que não tiveram acesso a ele na idade própria,
mediante:
I - O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da
leitura, da escrita e do cálculo;
II - A compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos
valores em que se fundamenta a sociedade;
III - O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de
conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
IV - O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância
recíproca em que se assenta a vida social.
Art. 68 - O Ensino Fundamental, deve promover um trabalho educativo, inclusivo e equitativo, que
reconheça e valorize as experiências e habilidades individuais; atenda as diferenças e necessidades
específicas de cada um, possibilitando, assim, uma cultura escolar respeitosa à diversidade de
indivíduos e garantidora do direito a uma educação de qualidade.
Art. 69 - O Ensino Fundamental, com duração de nove anos, estrutura-se em quatro ciclos de
escolaridade, considerados como blocos pedagógicos sequenciais:
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Art. 70 - O Ciclo da Alfabetização deve garantir o princípio da continuidade dos alunos, sem
interrupção, com foco no processo de alfabetização para garantir aos estudantes a apropriação do
sistema de escrita alfabética de modo articulado ao desenvolvimento de outras habilidades de leitura
e escrita, permitindo, assim, seu desenvolvimento em práticas diversificadas de letramentos, bem
como o desenvolvimento da capacidade de ler e escrever números, compreender suas funções e o
significado e uso das quatro operações matemáticas.
Art. 71 - O Ensino Fundamental dos anos iniciais 3º, 4º e 5º e anos tem o objetivo de consolidar
aprendizagens anteriores e ampliar as práticas de linguagem e da experiência estética e intercultural
das crianças, ampliando a autonomia intelectual, a compreensão de normas e os interesses pela vida
social, possibilitando ao estudante lidar com sistemas mais amplos que dizem respeito às relações
dos sujeitos entre si, com a natureza, com a história, com a cultura, com as tecnologias e com o
ambiente..
Art.72 – Os anos finais do ensino fundamental compreendem os 6º, 7º, 8º e 9º anos e têm como
objetivo retomar e ressignificar as aprendizagens dos anos iniciais no contexto das diferentes áreas,
visando ao aprofundamento e a ampliação de repertórios dos estudantes e fortalecendo a sua
autonomia, oferecendo-lhes condições e ferramentas para acessar e interagir criticamente com
diferentes conhecimentos e fontes de informação.
Art. 74 - A programação curricular dos Ciclos de Alfabetização e do 3º, 4° e 5° ano, tanto no campo
da linguagem quanto no da Matemática, deve ser estruturada de forma a, gradativamente, ampliar
capacidades e conhecimentos, dos mais simples aos mais complexos, contemplando, de maneira
articulada e simultânea, a alfabetização e o letramento.
Art. 77 - Os quatro anos finais do Ensino Fundamental são organizados em anos, com o objetivo de
consolidar e aprofundar os conhecimentos, competências e habilidades adquiridos no ciclo de
alfabetização e 3º, 4º e 5º ano, terão suas atividades pedagógicas organizadas de forma gradativa e
crescente em complexidade, considerando os Conteúdos Básicos Comuns – CBC e a Base Nacional
Comum Curricular – BNCC.
Art. 78 - Nos anos finais do Ensino Fundamental, os alunos deverão ser capazes de ler e
compreender textos de diferentes gêneros, inclusive os específicos de cada componente curricular,
e produzir, com coerência e coesão, textos da mesma natureza, utilizando-se dos recursos
gramaticais e linguísticos adequados.
CAPÍTULO II
DAS MODALIDADES DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Art. 80 - O plano curricular será constituído pelos componentes da base nacional comum, previstos
na LDB – Lei nº 9394/96 – e organizado de acordo com as diretrizes curriculares para o Ensino
Fundamental, modalidade de Jovens e Adultos, do Conselho Nacional de Educação – CNE.
§ 1º - Na organização curricular do Ensino Fundamental serão observados os componentes das
seguintes áreas do conhecimento:
I – Língua Portuguesa;
II – Matemática;
III – Geografia;
IV - Ciências;
V – História;
VI – Arte;
VII – Educação Física;
VIII – Ensino Religioso.
VIV – Língua Inglesa (do 6º ao 9º ano)
§ 2º - Os conteúdos das áreas de conhecimento deverão estar articulados com as experiências de
vida do aluno, problematizando temas relacionadas à saúde, sexualidade, vida familiar e social, meio
ambiente, trabalho, tecnologia, cultura e linguagem, podendo ser ministrados de forma
interdisciplinar e transdisciplinar.
§ 3º - Os componentes curriculares serão ordenados quanto à sequência e ao tempo necessário para
seu desenvolvimento com objetivos, amplitudes e profundidade de tratamento adequados às
possibilidades e necessidades dos alunos e serão organizados para desenvolver competências
cognitivas, afetivas e sociais, priorizando a formação e a aplicação de conhecimentos.
§ 4º - A escola privilegiar-se à aquisição de habilidades básicas, tais como o raciocínio lógico e
critico a capacidade de comunicação oral e escrita, a leitura, a interpretação e produção de textos e
as capacidades de argumentação de analise, de síntese e de comparação, entre outras. Essas
habilidades desenvolver-se-ão a partir de investimentos concretos no cotidiano das salas de aula.
SEÇÃO I
DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Art. 82 - A Educação Especial, modalidade transversal a todas as etapas e modalidades de ensino, é
parte integrante da educação regular, destinada aos alunos com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, garantindo o processo de inclusão.
Art. 83 - A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, tendo
o AEE – Atendimento Educacional Especializado como parte integrante do processo educacional,
com a função de complementar ou suplementar a formação do aluno.
Art. 86 - A elaboração e a execução do plano do AEE são de competência dos professores que atuam
na sala de recursos, em articulação com os demais professores do ensino regular.
§1º – O Projeto Político Pedagógico da escola deve institucionalizar a oferta do AEE, prevendo sua
organização.
§2º - Para atuação no AEE, o professor deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da
docência e formação específica para a educação especial.
TÍTULO VII
DO REGIME ESCOLAR
Art. 88 - Constituem o Regime Escolar os recursos pedagógicos e normativos, utilizados pela escola
para garantir a legalidade da vida escolar de seus alunos.
CAPÍTULO I
DO CURRÍCULO ESCOLAR
Art. 89 - O currículo da Educação Básica deve ser observado o conjunto de competências e
habilidades estabelecidas no currículo referência de Minas Gerais e currículo municipal.
Tem como finalidade a formação integral dos estudantes para o desenvolvimento da cidadania,
permeando todo o currículo, os Temas Integradores.
§1º - Na implementação do currículo, deve-se evidenciar a contextualização e a
interdisciplinaridade, ou seja, formas de interação e articulação entre diferentes campos de saberes
específicos, permitindo aos alunos a compreensão mais ampla da realidade.
§2º - A interdisciplinaridade parte do princípio de que todo conhecimento mantém um diálogo
permanente com outros conhecimentos e a contextualização requer a concretização dos conteúdos
curriculares em situações mais próximas e familiares aos alunos.
SEÇÃO I
DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Art. 90 – A organização curricular da Educação Infantil deve ser observada o conjunto de
competências e habilidades estabelecidas no currículo referência de Minas Gerais e currículo
municipal.
Tem como finalidade a formação integral dos estudantes para o desenvolvimento da cidadania,
permeando todo o currículo, os Temas Integradores.
Art. 91 – Os currículos da Educação Infantil respeitarão os seguintes fundamentos norteadores:
I – Princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem
comum;
II – Princípios políticos dos direitos e deveres da cidadania, do exercício da criticidade e do respeito
à ordem democrática;
III – Princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade, da ludicidade e da diversidade de
manifestações artísticas e culturais.
Art. 93 – A Escola, com base na BNCC, deverá trabalhar com foco nos eixos estruturais:
brincadeiras e interações:
I – Brincadeiras;
II – Interações.
Art. 95 – As Matrizes curriculares da Educação Infantil (Pré – Escola) deverão estar sempre
coerentes com a Proposta Pedagógica da escola e dela deve constar:
I – Mínimo de 200 dias;
II- Mínimo de 800 horas, incluindo o recreio;
III – Mínimo de 40 semanas letivas;
IV – Duração do turno de 4 (quatro) horas.
SEÇÃO II
DO ENSINO FUNDAMENTAL
Art. 102 - A escola incluirá no Currículo do Ensino Fundamental conteúdos relacionados com os
direitos das crianças e adolescentes, tendo como diretriz a lei 8069/90 de 13/07/90 – Estatuto da
Criança e do Adolescente.
Art. 103 – O Ensino Religioso será obrigatoriamente oferecido pela Escola sendo, porém, de
matrícula facultativa para o aluno, devendo o mesmo quando for dispensado, suprir a carga horária
com outras atividades.
Art. 104 - A escola oferece uma Língua Estrangeira Moderna, a partir do 6° ano.
Art. 105 - As atividades curriculares serão desenvolvidas, tendo como referência a Base Nacional
Comum Curricular – BNCC e o Currículo do Estado de Minas Gerais.
Art. 106 - As Matrizes Curriculares são organizadas com os Componentes Curriculares, conteúdos,
objetivos e composição, prevista na Lei n°9394/96 e demais legislações e normas vigentes.
Art. 108 - A Educação Física é componente obrigatório sendo sua prática facultativa ao aluno.
I - Que cumpra jornada de trabalho igual ou superior a 06 horas;
II - Maior de 30 anos de idade;
III – Que estiver prestando serviço militar inicial ou que, em situação similar, estiver obrigado a
prática de educação física;
IV- Amparado pelo decreto lei n°1044/69;
V – Que tenha prole.
Parágrafo único – No histórico escolar do aluno dispensado de cursar Educação Física deverá ser
colocada no campo das observações “prática facultativa ao aluno amparado pelo parágrafo 3°, artigo
26 da Lei Federal n° 10793/03”
Art. 109 - Além da Base Nacional Comum, da Base Nacional Comum Curricular e da Parte
Diversificada, devem ser incluídos, permeando todo o currículo os Temas Transversais, que serão
desenvolvidos de forma interdisciplinar, tratados transversal e integradamente, determinados ou não
por leis específicas.
Art. 110 - Os Temas Transversais devem assegurar a articulação da Base Nacional Comum com a
Parte Diversificada relativo:
I – À saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, Ciência e tecnologia, diversidade cultural,
dependência química, higiene bucal e trabalho;
II - Aos direitos das crianças e adolescentes e aos direitos dos idosos;
III - À educação ambiental, educação em direitos humanos, educação para o consumo, educação
fiscal, educação para o trânsito e educação alimentar e nutricional.
Art. 111 - Na organização curricular dos anos finais do Ensino Fundamental deve-se observar a
Base Nacional Comum Curricular - BNCC a serem ensinados, obrigatoriamente.
§1º - A Escola deve observar a Base Nacional Comum Curricular – BNCC, o Currículo do Estado
de Minas Gerais e o Currículo do Município na elaboração de seu planejamento curricular e de suas
ações pedagógicas, devendo os mesmos serem enriquecidos, ampliados e adaptados às
características regionais e às necessidades dos alunos.
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§2º - Cabe à Escola distribuir os Conteúdos do Currículo do Estado de Minas Gerais e o Currículo
do Município tendo como eixo norteador a Base Nacional Comum Curricular - BNCC nos anos
finais do Ensino Fundamental, bem como os conteúdos complementares.
CAPÍTULO II
DO CALENDÁRIO ESCOLAR
Art. 112 - O calendário escolar, respeitadas as normas legais, publicada anualmente pela Secretaria
de Estado de Educação, será elaborado pelos profissionais da SME, discutido pelos representantes
das escolas, aprovado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer e Registrado
na SRE (Superintendência Regional de Ensino).
§1º - Serão garantidos no Calendário Escolar, os mínimos de 200 (duzentos) dias letivos e carga
horária de 800 horas, para os anos iniciais, e de 833 horas e 20 minutos, para os anos finais do
Ensino Fundamental.
Art. 114 - Considera-se dia letivo aquele em que professores e alunos desenvolvem atividades de
ensino-aprendizagem, de caráter obrigatório, independentemente do local onde sejam realizadas e
que se registra a frequência dos alunos.
Art. 115 - No ano letivo poderá ocorrer programação cultural, cívica e pedagógica, com atividades
que contará com a presença de todos os alunos e professores com a participação da comunidade.
Art. 116 - A programação cultural, cívicas e pedagógicas que trata o artigo anterior, objetiva a
integração da família com a escola, buscando a sua participação no processo educativo do aluno.
Art. 117 - Considera-se dia escolar aquele em que são realizadas atividades de caráter pedagógico
e administrativo, com a presença obrigatória do pessoal docente, técnico e administrativo, podendo
incluir a representação de pais e alunos.
CAPÍTULO III
DA MATRÍCULA
Art. 118 - A Escola deve renovar ou efetivar a matrícula, gratuitamente, dos alunos a cada ano
letivo, sendo vedada qualquer forma de discriminação, em especial aquelas decorrentes da origem,
gênero, etnia, cor e idade.
Parágrafo único - A matrícula dos alunos poderá ocorrer em qualquer época do ano.
Art. 119 - A matrícula é aberta e encerrada em datas prefixadas, observado o disposto na legislação
em vigor e as normas deste Regimento.
§1º -O aluno já matriculado deve renovar sua matrícula no período estipulado pela Escola.
§2º - A garantia de vaga depende da renovação de matrícula no período previsto.
§3º - Será garantida ao aluno do Ensino Fundamental, anos iniciais ou finais, a continuidade de seus
estudos em outra escola pública, quando a escola onde iniciou seu percurso escolar não contar com
todas as etapas da Educação Básica.
§4º - A matrícula dos alunos transferidos poderá ocorrer em qualquer época do ano letivo, observada
a existência de vaga na Escola.
Art. 120 - No ato da matrícula, a direção da Escola deve informar ao aluno e ao seu responsável os
principais aspectos da organização e funcionamento da Escola.
Parágrafo único. Ao assinar o requerimento de matrícula o aluno e seu responsável aceita e obriga-
se a respeitar as determinações deste Regimento Escolar, que fica à disposição para dele tomar
conhecimento na íntegra.
Art. 121 – Serão admitidos a matrícula na Educação Infantil todos os alunos com 4 ou 5 anos
completos até 31 de março (ou conforme legislação vigente) do ano em curso. Serão admitidos
a matrícula no Ensino Fundamental todos os alunos de 06 (seis) anos completos ou a completar até
31 de março (ou conforme legislação vigente) do ano em curso e maiores de 07 (sete) anos que não
tiveram acesso a esse nível de ensino na idade própria.
Art. 124 - É nula de pleno direito, sem qualquer responsabilidade para a Escola, a matrícula feita
com documento falso ou adulterado, passível o responsável de arcar com as sanções legais.
Art. 125 - Tem sua matrícula cancelada o aluno que, sem justificativa, não comparecer à Escola até
o 25º (vigésimo quinto) dia letivo consecutivo após o início das aulas, ou a contar da data de
efetivação da matrícula, se esta ocorrer durante o ano letivo.
§1º - Antes de efetuar o cancelamento da matrícula, a direção da Escola deve entrar em contato, por
escrito, com o aluno ou seu responsável, alertando-o sobre a obrigatoriedade do cumprimento da
frequência escolar.
§2º - Configurados o cancelamento da matrícula, o abandono ou repetidas faltas não justificadas do
aluno, a Escola deve informar o fato ao Conselho Tutelar, ao Juiz Competente da Comarca e ao
representante do Ministério Público do Município.
§3º - O aluno que teve sua matrícula cancelada poderá retornar para a mesma Escola, se houver
vaga, ou para outra Escola pública.
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Art. 126 - A Escola não pode, por qualquer motivo, se negar a matricular a criança ou o adolescente
encaminhado pelo Ministério Público, sob pena de responsabilidade.
CAPÍTULO IV
DA TRANSFERÊNCIA
Art. 127 - A transferência de um estabelecimento para outro é obtida pelo interessado, em qualquer
época, mediante requerimento à diretoria, devendo o mesmo ser subscrito pelo aluno, quando maior,
ou por seu responsável, quando menor.
Art. 128 - Ao conceder a transferência a Escola obriga-se a fornecer ao aluno, no menor prazo
possível, a documentação comprobatória de sua vida escolar, que possibilite a sua matrícula em
outra escola.
Parágrafo único. Pode ser fornecida ao aluno a Declaração Provisória de Transferência, com a
validade máxima de 30 (trinta) dias, quando a Escola não possuir os documentos formais e
definitivos para fornecer de imediato.
Art. 129 - O aluno transferido para a Escola deve receber a orientação e o acompanhamento que
lhes são assegurados por este Regimento Escolar e pela legislação de ensino.
§1º - Cabe ao diretor, e secretário, auxiliado pela Equipe Pedagógica da Escola, proceder à análise
dos documentos apresentados pelo aluno, para viabilizar o acompanhamento necessário.
§2º - No caso de constatação de irregularidades nos documentos apresentados pelo aluno, o diretor
deve adotar medidas que propiciem a regularização de sua vida escolar, de acordo com a legislação
vigente.
Art. 131 - O aluno proveniente de escola situada no País ou exterior poderá ser avaliado e
posicionado, em ano diferente ao indicado no seu histórico escolar da escola de origem, desde que
comprovados conhecimentos, habilidades e idade compatível.
§1º - A documentação relativa aos estudos realizados no exterior deverá ter sua autenticidade
legalizada pela autoridade consular do país de origem que será analisada e orientada pela SRE
(Superintendência Regional de Educação).
§2º - Se o conteúdo do documento apresentado em língua estrangeira oferecer dúvidas quanto a sua
interpretação, ficará a critério da Superintendência Regional de Ensino solicitar a tradução oficial
Art. 132 - No caso de transferência ao final do ano letivo, o aluno reprovado não deve ser promovido
ao ano seguinte, mesmo que o mínimo exigido para promoção pela escola de destino, seja inferior
ao da escola de origem.
CAPÍTULO V
DOS RECURSOS PEDAGÓGICOS
Art. 133 - Com a finalidade de aprimorar o ensino ministrado e implementar os direitos dos seus
alunos, a Escola dispõe dos seguintes recursos pedagógicos:
I – Classificação;
II – Reclassificação;
III – Aproveitamento de estudos.
§1º - Os documentos de cada aluno, que fundamentam os recursos pedagógicos utilizados, deverão
ser arquivados na Pasta Individual do mesmo.
§2º - Os resultados das avaliações especiais de classificação e reclassificação deverão ser registrados
em atas e passarão a constar do histórico escolar do aluno, por ocasião de sua transferência ou
conclusão de curso.
SEÇÃO I
DA CLASSIFICAÇÃO
Art. 134 - O recurso da classificação tem por objetivo posicionar o aluno, em qualquer ano da
Educação Básica, exceto o ano inicial do Ensino Fundamental, compatível com sua idade,
experiência, nível de desempenho ou de conhecimento, nas seguintes situações:
I – Por promoção, para alunos que cursaram com aproveitamento o ano anterior na própria Escola;
II – Por transferência, para alunos procedentes de outras escolas situadas no país ou no exterior,
considerando a idade e o desempenho;
III – Por avaliação, independentemente de escolarização anterior, que defina o grau de
desenvolvimento e experiência do candidato e permita sua inscrição no ciclo/ano adequado,
conforme os seguintes critérios:
a) Manifestação de uma comissão, presidida pela Direção da Escola, com supervisor pedagógico
responsável pela supervisão das atividades pedagógicas e representantes docentes do curso no
qual o aluno deverá ser classificado;
b) Realização de um diagnóstico com o candidato para avaliar o seu nível de conhecimento;
c) O candidato é avaliado nos componentes curriculares da Base Nacional Comum, observando-
se, para o processo de avaliação, as suas peculiaridades;
d) O resultado da avaliação é analisado pela comissão organizada para tal fim, sendo o candidato
integrado ao ano de escolaridade condizente com seu nível de conhecimento e idade.
SEÇÃO II
DA RECLASSIFICAÇÃO
Art. 135 - A reclassificação é o reposicionamento do aluno no ano letivo diferente de sua situação
atual, a partir de uma avaliação de seu desempenho, podendo ocorrer nas seguintes situações:
I – Avanço escolar: propicia condições para conclusão de anos da Educação Básica, em menos
tempo, ao aluno com altas habilidades comprovadas por instituição competente:
a) Para a efetivação do avanço escolar é indispensável que a diretoria da Escola designe comissão
não só para diagnosticar a necessidade de aplicação desse recurso, como também para proceder à
avaliação que cada situação requer;
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CAPÍTULO VI
DA FREQUÊNCIA
Art. 137 – Será considerado aprovado ao ano seguinte o aluno que ao final do ano letivo, obtiver:
I – Ao aluno de 1º e 2º ano do Ciclo de Alfabetização não se aplica o recurso do mínimo para
aprovação, visto que o Ciclo garante o princípio da continuidade dos alunos sem interrupção.
II _ o mínimo de 60 pontos em cada Componente Curricular, nas avaliações normais e nas
recuperações a que estiver sujeito.
Art. 138 - O controle da frequência tem por objetivo o registro da presença do aluno nos
instrumentos avaliativos escolares programados, das quais está obrigado a participar, para
aprovação, em pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) do total da carga horária prevista.
Parágrafo único. Para o aluno que não obtiver a frequência mínima prevista no caput e tendo
aproveitamento de 60% em todos os componentes curriculares deve ser aplicado uma prova de todos
os componentes curriculares, observando-se, para tal, as condições previstas neste Regimento
Escolar.
Art. 139 - O controle de frequência diária dos alunos é responsabilidade do professor, que
comunicará à direção da escola eventuais faltas consecutivas, para as providências cabíveis.
§1º - O estabelecimento de ensino, após apurar a frequência do aluno e constatar uma ausência
superior a 05 (cinco) dias letivos consecutivos ou 10 (dez) alternados no mês, deve entrar em
contato, por escrito, com a família ou responsável pelo aluno faltoso, com vistas a promover o seu
imediato retorno às aulas e a regularização da frequência escolar.
§2º - O dirigente do estabelecimento de ensino remeterá ao Conselho Tutelar, ao Juiz Competente
da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação nominal dos alunos cujo
número de faltas atingir 15 (quinze) dias letivos consecutivos ou alternados e, também, ao órgão
competente, no caso de aluno cuja família é beneficiada por programas de assistência vinculados à
frequência escolar.
CAPÍTULO VII
DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
Art. 140 - A avaliação da aprendizagem dos alunos, realizada pelos professores, em conjunto com
toda a equipe pedagógica da escola, é parte integrante da proposta curricular e redimensionadora da
ação pedagógica, devendo:
I – Assumir um caráter processual, formativo e participativo;
II – Ser contínua, cumulativa e diagnóstica;
III – Utilizar vários instrumentos, recursos e procedimentos;
IV – Fazer prevalecer os aspectos qualitativos do aprendizado do aluno sobre os quantitativos;
V – Assegurar tempos e espaços diversos para que os alunos com menor rendimento tenham
condições de ser devidamente atendidos no decorrer do ano letivo;
VI – Prover, obrigatoriamente, intervenções pedagógicas, ao longo do ano letivo, para garantir a
aprendizagem no tempo certo;
Art. 142 - Os resultados da avaliação interna da aprendizagem realizada pela Escola e da externa,
pelo Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública–SIMAVE, constituído pelo Programa de
Avaliação da Rede Pública de Educação Básica–PROEB, pelo Programa de Avaliação da
Alfabetização–PROALFA, pelo Programa de Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) e Prova
Brasil, devem ser analisados e considerados na elaboração anual do Plano de Intervenção
Pedagógica.
Art. 143 - Para fins de aprovação do aluno, exige-se, além da frequência mínima de 75% (setenta e
cinco por cento) do total da carga horária prevista, o mínimo de aproveitamento estabelecido no
Projeto Político-Pedagógico em relação aos objetivos definidos para os componentes curriculares
do ano de escolaridade em que o aluno se encontra.
Art. 144 - É dever do aluno a participação em todas as atividades curriculares desenvolvidas pela
Escola, incluídas as de acompanhamento e avaliação do processo ensino-aprendizagem.
§1º - O aluno que, por motivo comprovado, deixar de participar de qualquer atividade curricular de
acompanhamento e avaliação pode requerer à diretoria da Escola, através de seu responsável, até 72
(setenta e duas) horas após a realização das atividades, uma nova oportunidade de ser avaliado.
§2º - Cabe aos docentes a elaboração, aplicação e julgamento das atividades desenvolvidas pelo
aluno nesta nova oportunidade.
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Art. 146 - Os resultados da avaliação da aprendizagem devem ser comunicados em até 20 dias após
o encerramento de cada um dos bimestres, aos pais ou aos responsáveis e aos alunos, por escrito,
utilizando-se notas ou conceitos.
Parágrafo único. No encerramento do ano letivo e após os estudos independentes de recuperação,
a Escola deve comunicar aos pais, ou responsáveis, por escrito, o resultado final da avaliação da
aprendizagem dos alunos.
Art. 147 - Os componentes curriculares cujos objetivos educacionais colocam ênfase nos domínios
afetivos e psicomotores, como Arte, Ensino Religioso e Educação Física, devem ser avaliados para
que se verifique em que nível as habilidades previstas foram consolidadas, sendo que a nota ou
conceito atribuído, não poderão influir na definição dos resultados finais do aluno.
SEÇÃO I
DA AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Art. 148 - A avaliação na Educação Infantil far-se-á mediante o acompanhamento do aluno e registro
de seu desenvolvimento continuamente, sem objetivo de promoção, mesmo para acesso ao Ensino
Fundamental.
Art. 149 - A avaliação nesta etapa será processada e destinada a auxiliar o processo de
aprendizagem, fortalecendo a auto-estima das crianças.
Art. 150 - Não haverá avaliação para efeito de promoção ou reprovação, nem para ingresso no
Ensino Fundamental.
Art. 151 - A avaliação não se dará somente no final do trabalho, é tarefa permanente do professor,
instrumento indispensável à constituição de uma prática pedagógica e educacional verdadeiramente
comprometida com o desenvolvimento da criança.
Art. 152 - Os instrumentos de registro das avaliações explicitam as competências desejadas para
crianças de 4 e 5 anos.
SEÇÃO II
Art. 153 - A progressão continuada, com aprendizagem e sem interrupção, no ciclo da alfabetização
1º ao 2º ano está vinculada à avaliação contínua e processual, que permite ao professor acompanhar
o desenvolvimento do aluno.
§1º - Para garantir as aprendizagens básicas, o professor deverá intervir no momento em que surgem
as dificuldades apresentadas pelo aluno, com estratégias adequadas.
§2º - A progressão continuada no Ciclo de Alfabetização do 1º (primeiro) e 2º (segundo) ano do
Ensino Fundamental deve estar apoiada em intervenções pedagógicas significativas, com estratégias
de atendimento diferenciado.
Art. 154 - A escola e os professores, com o apoio das famílias e da comunidade devem envidar
esforços para assegurar o progresso contínuo dos alunos no que se refere ao seu desenvolvimento
pleno e à aquisição de aprendizagens significativas, lançando mão de todos os recursos disponíveis,
e ainda:
I – Criar, ao longo do ano letivo, novas oportunidades de aprendizagem para os alunos que
apresentem baixo desempenho escolar;
II – Organizar agrupamentos temporários para alunos de níveis equivalentes de dificuldades, com a
garantia de aprendizagem e de sua integração nas atividades cotidianas de sua turma:
a) No final do ciclo de alfabetização, a equipe pedagógica da Escola deve proceder ao agrupamento
dos alunos que não conseguiram consolidar as capacidades previstas para que seu atendimento
diferenciado aconteça pelo tempo que for necessário;
b) Para trabalhar com os agrupamentos temporários, a Escola deve desenvolver um Plano de
Intervenção Pedagógica especial, voltado para os aspectos não dominados pelos alunos,
mobilizando todos os recursos humanos disponíveis, dentro e fora de seus muros, e buscar
alternativas que permitam a estes alunos atingir os patamares de conhecimentos desejados para
continuar aprendendo;
c) Devem, ainda, ser elaborados relatórios pedagógicos específicos sobre cada aluno para nortear o
trabalho a ser desenvolvido e permitir o acompanhamento do processo pela equipe pedagógica da
Escola;
d) Vencidas as dificuldades, os alunos são integrados às turmas correspondentes à idade/ano de
escolaridade.
III – Adotar as providências necessárias para que a operacionalização do princípio da continuidade
não seja traduzida como “promoção automática” de alunos de um ano ou ciclo para o seguinte, e
para que o combate à repetência não se transforme em descompromisso com o ensino aprendizagem.
Art. 155 – Os alunos dos anos iniciais 3º (terceiro), 4º (quarto) e 5º (quinto) ano para fins de
promoção, deverão ser avaliados em cada Componente Curricular e ao longo de todo o processo,
com apresentação periódica de resultados, de modo a permitir ao final de cada bimestre, a apreciação
do seu desempenho pelo Conselho de Classe.
SEÇÃO III
DA AVALIAÇÃO NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Art. 156 - A promoção dos alunos dos anos finais do Ensino Fundamental, devem ser decididas
pelos professores e avaliadas pelo Conselho de Classe, levando-se em conta o desempenho global
do aluno e seu envolvimento no processo de aprender.
Parágrafo único- Considerando-se os princípios da continuidade da aprendizagem do aluno e da
interdisciplinaridade a avaliação não deve ser considerada de forma isolada por cada professor em
seu componente curricular.
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Art. 157 – Os alunos dos anos finais 6º ao 9º ano deverão ser avaliados em cada Componente
Curricular e ao longo de todo o processo, com apresentação periódica de resultados, de modo a
permitir ao final de cada bimestre, a apreciação do seu desempenho pelo Conselho de Classe.
SEÇÃO IV
DA AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Art. 158 - Os pontos cumulativos nos cursos de Educação de Jovens e Adultos – EJA são
distribuídos da seguinte forma:
I - 1º bimestre: 50 (cinquenta) pontos;
II - 2º bimestre: 50 (cinquenta) pontos.
III – O valor do bimestre: 50 (cinquenta) pontos será distribuído em: 25 pontos avaliação
diagnóstica e 25 pontos: - sendo 10 pontos para avaliação contínua e 15 pontos para atividades
complementares no decorrer do período letivo.
Parágrafo único. Quando da adoção de pontos cumulativos, o valor numérico a ser considerado
para aprovação do aluno é de 60 pontos acumulados em cada componente curricular.
Art. 159 - Coerente com essa visão de avaliação, os projetos elaborados pela Escola devem adotar:
I - Investigação como diagnóstico em todas as atividades de sala de aula;
II - Provas, para verificar a aprendizagem e também para acompanhamento e organização de
estudos;
III - Reuniões periódicas do Conselho de Classe para discutir o desempenho da aprendizagem e
buscar alternativas para sanar dificuldades dos alunos;
IV- Outras atividades avaliativas definidas com a participação do aluno.
SEÇÃO V
DA AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Art. 160 - A avaliação dos alunos com necessidades educativas específicas deverá também ser
processual e dinâmica, mapeando o processo de aprendizagem, os avanços e retrocessos,
dificuldades e progressos, assumindo às vezes a forma de relatório circunstanciado.
Art. 161 - Para alunos com deficiências e/ou condutas típicas será elaborada uma nova forma de
acompanhamento e avaliação:
I - O PDI- Plano de Desenvolvimento Individual do aluno será instrumento importante para a escola
e família no acompanhamento e trajetória do mesmo, desde o início de sua vida escolar;
II - O PDI deverá ser atualizado continuamente, em função do desenvolvimento e aprendizagens
alcançadas, para que a ação educativa tenha um plano norteador;
III - Os registros feitos, anualmente no PDI, oferecerão subsídios para discussão e posterior
avaliação e replanejamento.
Art. 164 - Os estudos de recuperação devem ser compatibilizados com o calendário escolar, para
não prejudicar o total de carga horária e dias letivos a serem ministrados a todos os alunos.
Art. 165 - Cabe aos docentes zelar pela aprendizagem, estabelecendo estratégias de recuperação
para os alunos de menor desempenho, de preferência paralelos ao período letivo.
Art. 166 - A Escola deve oferecer aos alunos diferentes oportunidades de aprendizagem definidas
em seu Plano de Intervenção Pedagógica, ao longo de todo o ano letivo, após cada bimestre, a saber:
I – Estudos contínuos de recuperação, ao longo do processo de ensino-aprendizagem, constituídos
de atividades especificamente programadas para o atendimento ao aluno ou grupo de alunos que
não adquiriram as aprendizagens básicas com as estratégias adotadas em sala de aula;
II – Estudos periódicos de recuperação, aplicados imediatamente após o encerramento de cada
bimestre, para o aluno ou grupo de alunos que não apresentarem domínio das aprendizagens básicas
previstas para o período;
III – Estudos orientados logo após o encerramento do ano letivo, quando as estratégias de
intervenção pedagógica previstas nos incisos I e II não tiverem sido suficientes para atender às
necessidades mínimas de aprendizagem do aluno.
Parágrafo único. O plano de estudos orientados e a avaliação de recuperação para o aluno que
ainda não apresentou domínio nos temas ou tópicos necessários à continuidade do percurso escolar
devem ser elaborados e aplicados pelo professor responsável pelo componente curricular.
Art. 167 - A Escola deve garantir, no ano em curso, estratégias de intervenção pedagógica, para
atendimento dos alunos que, após todas as ações de ensino-aprendizagem e oportunidades de
recuperação previstas, ainda apresentarem deficiências em capacidades ou habilidades em
componente (s) curricular (es) do ano anterior.
Parágrafo Único – A avaliação dos Estudos Orientados será realizada individualmente e sem
consulta ao material didático e/ou outros.
Art. 169 – O aluno que não participar dos estudos de recuperação oferecidos pela escola sofrerá as
consequências advindas pela não participação do mesmo.
Art. 170 – As avaliações da recuperação dos estudos orientados não serão devolvidas aos alunos ou
responsáveis, ficando as mesmas arquivadas na pasta do aluno na escola, pelo prazo de 01(um) ano.
TÍTULO VIII
DOS DOCUMENTOS ESCOLARES
Art. 171 - A Escola mantém na secretaria a escrituração, livros e arquivos que asseguram a
verificação da identidade do aluno, da regularidade e autenticidade da sua vida escolar.
Parágrafo único. A expedição de documentos é feita pela secretaria, na forma das disposições
legais e diretrizes emanadas dos órgãos competentes.
Art.172 - Os atos escolares, para efeito de registro, comunicação de resultados e arquivamento são
escriturados em livros e fichas padronizados, observando-se, no que couber, os regulamentos e
disposições de ensino aplicáveis.
Art. 173 - Os livros de escrituração escolar contêm termos de abertura e encerramento e, assim
como as demais fichas utilizadas, as características imprescindíveis e essenciais à identificação e
comprovação dos atos que se registram, com as datas e assinaturas que os autenticam.
Art. 177- Para cada servidor há uma pasta individual contendo dados pessoais de identificação e
outros registros e documentos necessários à sua admissão na Escola.
Art. 178- A apresentação de cópia autenticada dispensa a apresentação do documento original.
§1º - No caso de cópia não autenticada deve ser apresentado o documento original para que a Escola
compare os dois documentos e autentique a cópia, no ato com aposição de carimbo específico.
§2º - Ao serem apresentados documentos oficiais de identificação, estes devem ser devolvidos aos
seus proprietários por não ser lícita a retenção de qualquer documento de identificação pessoal.
Art. 179 - Compete à Escola, por força de lei específica, a guarda e a manutenção do arquivo escolar.
§1º - Os documentos arquivados devem ser trabalhados visando sua conservação para provas
futuras, resguardando os aspectos de natureza jurídica, acadêmica, e os de sua memória.
§2º - Os documentos produzidos pela Escola devem ser assinados pelo secretário escolar e o diretor,
sem rasuras e os espaços em branco inutilizados, evitando fraudes.
Art. 180 - Para a incineração de quaisquer documentos escolares e de escrituração devem ser
observados os critérios estabelecidos pela legislação em vigor aplicável, tendo em vista as
peculiaridades de cada um.
TÍTULO IX
DO PESSOAL
Art. 182 - Os profissionais em exercício na Escola devem tomar conhecimento das disposições
deste Regimento Escolar e cumprir as determinações que são inerentes às suas funções.
CAPÍTULO I
DO PESSOAL DOCENTE
Art. 184 - O professor, no exercício do magistério, inspirado no respeito aos direitos fundamentais
da pessoa humana e na promoção dos valores, tem por atribuições:
Art. 186 – Caberá aos docentes equilibrar a ênfase no reconhecimento e valorização da experiência
do aluno e da cultura local que contribui para construir identidades afirmativas, e a necessidade de
lhes fornecer instrumentos mais complexos de análise da realidade que possibilitem o acesso a níveis
universais de explicação dos fenômenos, propiciando-lhes os meios para transitar entre a sua e as
demais realidades e culturas e participar de diferentes esferas da vida social, econômica e política;
(Resolução SEE nº 4692 de 29/12/2021)
Art. 187 – Os docentes deverão, ao organizar o seu trabalho pedagógico, incluir a mobilidade e a
flexibilização dos tempos e espaços escolares, a diversidade nos agrupamentos de alunos, as
diversas linguagens artísticas, a diversidade de materiais, os mais variados suportes literários, as
atividades que mobilizem o raciocínio, as atitudes investigativas, as abordagens complementares e
as atividades de reforço, a articulação entre a escola e a comunidade, e o acesso aos espaços de
expressão cultural, de forma promover a integração dos conhecimentos escolares no currículo,
favorecendo a sua contextualização e aproximando o processo educativo das experiências dos
alunos; (Resolução SEE nº 4692 de 29/12/2021)
Art. 188 - É vedado ao docente e à pessoa que desenvolva trabalho com os alunos a prática do
tabagismo nas dependências a que estes tenham acesso neste estabelecimento escolar. (Lei Estadual
nº 15.444 de 11/01/2005);
§ 1º- Perde o direito à assinatura do ponto ou consignação de presença o professor que se atrasar,
admitindo-se uma tolerância de cinco minutos, para a primeira aula do turno.
§ 2º- O não cumprimento ou inobservância dos preceitos do presente artigo e demais normas deste
Regimento torna o professor passível das penalidades cabíveis nos termos das legislações
trabalhistas e de ensino.
Art. 190 - O professor, além dos direitos que lhes são assegurados pela legislação trabalhista,
combinada com a legislação de ensino, tem ainda as seguintes prerrogativas:
I – Requisitar o material didático necessário às aulas e atividades, respeitadas as possibilidades do
estabelecimento;
II – Utilizar os livros da biblioteca e as dependências e instalações da Escola, necessárias ao
exercício de suas funções;
III – Opinar sobre programas, matriz de ensino, técnicas e métodos utilizados em sua execução,
bem como sobre a adoção de livros didáticos;
IV – Propor à diretoria medidas que objetivem o aprimoramento de métodos de ensino, de avaliação,
de administração e de disciplina;
V – Recorrer às autoridades superiores, quando se sentir prejudicado em seus direitos;
VI – Exigir tratamento condigno e compatível com a sua missão de educador.
VII – Comparecer às reuniões ou cursos relacionados com as atividades docentes que lhe sejam
pertinentes, como forma de aperfeiçoamento ou especialização ou atualização;
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CAPÍTULO II
DO PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO
CAPÍTULO III
DO PESSOAL DISCENTE
Art. 194 - O aluno, além dos direitos que lhes são assegurados pelas normas de ensino e demais
disposições legais vigentes, tem as seguintes prerrogativas:
I – Recorrer das decisões das autoridades de ensino junto aos órgãos de hierarquia superior, quando
se sentir prejudicado em seus direitos;
II – Participar de atividades escolares, sociais, cívicas e recreativas destinadas à sua formação,
promovidas pela Escola;
III – Ser tratado com respeito, atenção e urbanidade pelo diretor, professores, funcionários da Escola
e colegas;
IV – Apresentar sugestões à diretoria da Escola;
V – Representar, em termos e por escrito, contra atos, atitudes, omissões dos professores, diretoria,
funcionários e demais serviços da Escola;
VI – Utilizar as instalações e dependências da Escola que lhes forem necessárias, na forma e horários
estabelecidos pela diretoria;
VII – Tomar conhecimento das disposições deste Regimento Escolar, solicitando, sempre que
necessários detalhamentos sobre as mesmas;
VIII – Ser informado, no início das atividades escolares, a respeito dos Componentes Curriculares
e ações referentes ao sistema de avaliação adotado pela Escola;
IX – Apresentar as dificuldades encontradas na aprendizagem ao respectivo professor, solicitando a
orientação necessária;
X – Ser respeitado em sua individualidade;
XI – Justificar faltas, dentro do prazo estabelecido pela Escola;
XII – Requerer à diretoria, por escrito, revisão das avaliações feitas durante o ano letivo, incluindo
os estudos de recuperação, no prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis após a divulgação dos
resultados.
TÍTULO X
DAS INFRAÇÕES E DAS MEDIDAS DISCIPLINARES PRATICADAS AOS ALUNOS
SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 197 - O aluno deverá cumprir as normas de convivência previstas neste regimento escolar,
seguindo os preceitos da boa conduta nos seus hábitos, atitudes e palavras para que seja mantida a
ordem e a disciplina necessárias à construção do processo educacional.
Art. 198 - Define-se como medida disciplinar a providência a ser adotada pela escola em relação ao
aluno que infringir as disposições previstas neste regimento.
Parágrafo único - A medida disciplinar terá como objetivo a prevenção de novas infrações e a
garantia de uma boa convivência no ambiente escolar.
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Art. 199 - As medidas disciplinares a serem aplicadas pela escola deverão ter presente o caráter
educativo/pedagógico e não o autoritário/punitivo.
Parágrafo único – As medidas previstas nesta Seção poderão ser aplicadas isolada ou
cumulativamente, bem como substituídas a qualquer tempo.
Art. 200 - Para os efeitos deste regimento é reincidente o aluno que cometer nova infração no
período de 60 (sessenta dias), contados a partir do cumprimento ou extinção da medida
anteriormente aplicada, em infração anterior de mesma gravidade.
Art. 201 – As medidas disciplinares serão aplicadas aos alunos, conforme a gravidade e reincidência
das infrações cometidas, sendo classificadas em:
I – Leves;
II – Médias;
III – Graves.
SEÇÃO II
DAS INFRAÇÕES E DAS MEDIDAS DISCIPLINARES
Art. 202 - São qualificadas como infrações de natureza leve, as seguintes condutas cometidas nas
dependências e imediações da Escola, desde que devidamente comprovadas:
I – Sair da sala de aula sem autorização do professor ou responsável pela atividade, inclusive na
troca de horário;
II – Perturbar o estudo do (s) colega (s), com ruídos ou brincadeiras;
III – Comparecer às aulas ou atividades pedagógicas sem levar o material necessário;
IV – Fazer ou provocar excessivo barulho em qualquer dependência da escola;
V – Chegar atrasado a qualquer atividade curricular;
VI – Usar óculos esportivos (escuro) na sala de aula;
VII – Mascar chiclete ou similares durante as atividades pedagógicas;
VIII – Arrancar páginas dos livros didáticos ou literários, pintá-los ou rabiscá-los;
IX – Usar artigos de chapelaria no interior da escola;
X – Comparecer à escola trajando roupas com padrões diferentes daquele utilizado no ambiente
escolar;
XI – Deixar de realizar tarefas atribuídas pelo professor;
XII – Deixar de devolver, no prazo fixado, livros da biblioteca ou outros materiais pertencentes à
escola;
XIII – Fazer uso de aparelho celular, games, Ipod, mp4 e equipamento eletrônico em sala de aula e
em locais onde ocorram atividades educacionais desenvolvidas pela escola sem autorização do
professor;
XIV - induzir, instigar ou auxiliar outros colegas no cometimento dos atos de indisciplina previstos
nesse artigo.
§1º - Às infrações tipificadas no caput será aplicada a medida de advertência verbal pelo Professor,
pelo Diretor, Vice-diretor ou Supervisor.
§2º - Em casos de novas infrações de natureza leve, praticados em reincidência, serão aplicadas até
03 (três) advertências escritas, registradas em livro de ocorrência, pelo Diretor, Vice-diretor ou
Supervisor, com a assinatura dos pais ou responsáveis, em se tratando de criança/adolescente.
§3º - Atingindo o aluno o número de três advertências escritas, considerar-se-á a sua próxima
infração disciplinar como de natureza média.
Art. 203 - São qualificadas como infrações de natureza média, as seguintes condutas cometidas nas
dependências e imediações da escola, desde que devidamente comprovadas:
I - Ter em seu poder, ler ou distribuir, dentro da escola, publicações, estampas ou jornais que atentem
contra a disciplina, a moral, a ética e a ordem pública;
II - Tomar parte em jogos proibidos ou em apostas;
III - Ausentar-se da escola sem autorização, em horário de atividade escolar;
IV - Sujar salas ou qualquer dependência da escola;
V - Dirigir-se de maneira desrespeitosa aos colegas, aos professores e demais servidores, bem como
a outras pessoas que se encontrarem, ainda que provisoriamente, no ambiente escolar;
VI - Deixar de entregar à direção qualquer objeto encontrado nas dependências da escola, que não
lhe pertença;
VII - Divulgar, por qualquer meio de publicidade, ações que envolvam direta ou indiretamente o
nome da escola, sem prévia autorização da direção e/ou Colegiado Escolar;
VIII - Promover excursões, jogos, coletas, rifas, lista de pedidos, vendas ou campanhas de qualquer
natureza que envolvam direta ou indiretamente o nome da escola dentro e/ou fora dela, sem a prévia
autorização da direção;
IX - Utilizar meios ilícitos para obtenção de vantagem na realização de avaliações ou trabalhos
escolares;
X - Induzir, instigar ou auxiliar outros colegas no cometimento das infrações administrativas
previstas nesse artigo.
§1º - Às infrações tipificadas no caput, será aplicada a medida de advertência escrita, registrada em
livro de ocorrência, pelo Diretor, Vice-diretor ou Supervisor, com a assinatura dos pais ou
responsáveis, em se tratando de criança/adolescente.
§2º - Em casos de novo ato de indisciplina de natureza média, praticado em reincidência, será
aplicada uma das seguintes medidas:
a) suspensão temporária da sala de aula por no máximo 3 (três) dias letivos, com atividades
pedagógicas na escola;
b) transferência de turma pelo Diretor em Conselho de Classe.
§3º - Cometendo o aluno um novo ato de indisciplina de natureza média, em reincidência, mesmo
após a aplicação de uma das medidas dispostas no parágrafo segundo, considerar-se-á este novo ato
de indisciplina como uma infração de natureza grave.
Art. 204 - São qualificadas como infração de natureza grave, as seguintes condutas cometidas nas
dependências e imediações da escola, desde que devidamente comprovadas:
§1º – Serão, ainda, considerados como infrações disciplinares de natureza grave a prática de ato
infracional e a prática de ilícito penal (crimes e contravenções penais). De forma exemplificativa,
no ambiente escolar, comete ato infracional ou ilícito penal, o aluno que:
§2° - Considera-se ato infracional a conduta descrita na lei como crime ou contravenção penal (art.
103 do Estatuto da Criança e do Adolescente).
§3º - Às infrações tipificadas no caput e no parágrafo primeiro, será aplicada uma dentre as seguintes
medidas:
I - Suspensão temporária da escola por no máximo 3 (três) dias letivos, com atividades extraclasse
supervisionadas por especialistas;
II - Transferência para outro estabelecimento de ensino público.
§4º - As transferências somente serão aplicadas pelo Colegiado quando tal decisão representar
medida mais adequada e aconselhável para o melhor desenvolvimento do aluno e/ou quando for
necessário garantir a segurança deste ou a de terceiros.
§5º - A decisão sobre a transferência compulsória do aluno para outro estabelecimento de ensino
deverá ser encaminhada à Secretaria Municipal de Educação, com cópia do procedimento
administrativo disciplinar, e só efetivará com a garantia de nova matrícula em outra escola existente
no Município e preferencialmente, localizada nas proximidades da residência do aluno.
§6º - Em caso de inexistência de outro estabelecimento público de ensino no município, que ministre
o nível de ensino compatível com o cursado pelo aluno, decidindo o Colegiado Escolar pela
transferência deste, tal situação será encaminhada à Secretaria Municipal de Educação, para que,
juntamente à escola, deliberem sobre o assunto.
Art. 205 - As medidas disciplinares previstas nos artigos, deverão ser aplicadas sempre mediante
instauração de procedimento administrativo, levando-se em consideração as circunstâncias, as
consequências e a gravidade da infração, bem como as necessidades pedagógicas do aluno.
Art. 206 - Quando os atos de indisciplina configurarem bullying, além das medidas aplicadas ao
infrator, serão adotadas as providências de natureza protetiva e pedagógica necessárias à redução
dos danos causados às vítimas.
Parágrafo Único – Para fins do disposto no caput, considera-se bullying a prática de quaisquer atos
que caracterizem agressões intencionais, verbais ou físicas, tais como insultos e intimidações feitas
de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas
SECÃO III
DAS MEDIDAS E POSTURAS QUE DEVEM SER TOMADAS PELA ESCOLA E
PROFESSORES NO ENFRENTAMENTO À INDISCIPLINA ESCOLAR
Art. 207 – Diante das situações de indisciplina, as medidas e posturas a serem adotadas pela escola
são:
I - Ter clareza do seu papel e avaliar se esse papel está coerente com a formação de um indivíduo
crítico e autônomo, capaz de intervir na realidade em que vive;
II - Investir no fortalecimento de um trabalho coletivo e coeso, propiciando o estabelecimento de
vínculos dos alunos entre si e com o professor;
III - Garantir a construção coletiva (professores, funcionários, alunos, pais) do Projeto Político
Pedagógico;
IV - Prever no PPP a construção de uma linha comum de trabalho. A falta de consenso entre os
educadores pode provocar sérios problemas no trato com a disciplina.
V - Criar um ambiente escolar mais humano, democrático, que valoriza o diálogo, a afetividade e a
obediência aos direitos humanos;
VI - Realizar um trabalho de conscientização com as famílias quanto ao sentido do estudo e da
escola;
VII - Explicitar para alunos e pais o sentido das normas existentes e que naquele momento não estão
em discussão;
VIII - Fazer um estudo atento do Estatuto da Criança e do Adolescente, principalmente no que tange
aos direitos/deveres da criança/adolescente e às medidas socioeducativas.
IX - Ter claro que as regras de convivência devem ser explicitadas, compartilhadas, negociadas,
lembradas e transformadas quando necessário,
X - Estar ciente que o regimento é a sustentação legal da escola. É necessário como instituição, mas
absolutamente limitado como elemento educativo;
XI - Trabalhar, desde os anos iniciais, na formação de hábitos e na internalização de valores;
XII - Discutir com os alunos as razões dos limites a serem respeitados;
XIII - Propiciar a participação dos alunos na vida da escola (representante de classe, etc.), como
uma forma de ampliar o protagonismo juvenil;
XIV - Garantir a inclusão dos alunos com Necessidades Educacionais Especiais - NEE;
XV - Incluir na carga horária do professor, destinada às atividades extraclasse (1/3), espaço para a
formação continuada;
XVI - Desenvolver projetos de arte-educação (música, teatro, dança, coral, artes plásticas, capoeira,
etc);
XVII - Buscar uma aproximação qualificada com a família, a fim de construir uma relação de
parceria, em vez de vê-la como “problema”. Incentivar a participação da família em reuniões,
atividades, grupos de reflexão, colegiado escolar, etc;
XVIII - Superar a “síndrome de chamamento dos pais”. Convocar os pais somente quando a escola
efetivamente esgotou todas a suas possibilidades;
XIX - Contar com uma direção escolar presente frequentemente e que esteja em todos os espaços
do estabelecimento, encorajando tanto os alunos, quanto professores.
XX - Possibilitar que a escola seja aberta à comunidade, tanto em termos de espaços e recursos,
quanto – e sobretudo - em termos de participação organizada (Colegiado Escolar, grupos de trabalho,
desenvolvimento de projetos, festividades etc.);
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XXI - Manter articulação e parceria com os diversos setores existentes no município: saúde,
assistência social, cultura e lazer, comércio e indústria, poder judiciário, Ministério Público, ONGs,
etc. (Estreitar os laços entre a escola e a comunidade);
XXII - Incluir no PPP, um projeto de Convivência Escolar;
XXIII - Instituir a mediação escolar, como forma de resolver os conflitos (mediação entre pares,
mediação a nível institucional);
XXIV - Instaurar na escola a cultura para a paz;
Art. 208 – Diante de situações de conflitos em sala de aula, as medidas e posturas a serem adotadas
pelos professores são:
I - Não deixar o problema acumular. Enfrentar o conflito ou indícios de indisciplina logo no começo;
II - Identificar bem a situação-problema e o foco da transgressão (quem, o que foi atingido);
III - Buscar minimizar ou eliminar as causas que geraram o conflito; para isso é preciso se
concentrar no processo e não no resultado. Compreender as causas que levaram à situação conflitiva
é melhor do ponto de vista educacional, do que eliminar as condutas desviantes.
IV - Procurar não “personalizar” o conflito; reconhecer que o aluno “indisciplinado” está implicado
numa dinâmica mais complexa do que parece à primeira vista;
V - Evitar concentrar apenas nos aspectos negativos dos conflitos, procurando vê-los como
oportunidade para aprender, para trabalhar valores e regras;
VI - Lançar mão do diálogo, enquanto estratégia reflexiva. O enfrentamento fica mais fácil quando
o professor abre o jogo, busca o diálogo franco com os alunos: o que está acontecendo?
VII - Ter claro que os conflitos gerados em sala de aula devem ser resolvidos pelo professor e alunos.
Transferir o problema para outra instância da escola, somente em casos mais graves.
VIII - Criar a oportunidade para que o conflito seja resolvido pelos próprios alunos, possibilitando
a troca de pontos de vista, a argumentação, a proposição de soluções, a autonomia, a procura de uma
solução em comum e a construção da autonomia de cada aluno;
IX - Evitar a “síndrome do encaminhamento” (encaminhar os alunos para a sala do supervisor,
orientador, direção, etc.) e a “síndrome do acobertamento” (o professor não encaminha o aluno, mas
também não enfrenta o problema).
X - Ter consciência de que a função do professor não é meramente transmitir determinados
conteúdos, mas educar (=humanizar) por meio do ensino;
Art. 209 – Diante de situações de agressão, as medidas e posturas a serem adotadas pelos
professores são:
I - Tomar distância para pensar e não reagir às provocações no mesmo nível, procurando
compreender quem ou o que o aluno está querendo atingir, não tomando a ofensa como pessoal e
vendo o que o aluno está agredindo por meio dele.
II - Tentar substituir a ação agressiva pela comunicação com palavras, no sentido de trazer a situação
para o nível simbólico;
III - Canalizar as condutas agressivas para atividades pedagógicas diversificadas, como jogos,
dramatizações, expressão artística e musical;
Art. 210 – Diante de todas as situações acima, as medidas/Posturas a serem adotadas pelos
professores são:
TÍTULO XI
DAS INSTITUIÇÕES DOCENTES, DISCENTES E COMUNITÁRIAS
Art. 212 - As instituições são regidas por estatutos próprios, devidamente aprovados pela diretoria
da Escola e Colegiado Escolar.
§1º - Cabe aos dirigentes de cada Instituição cumprir e fazer cumprir o seu respectivo estatuto e
promover-lhe as alterações necessárias.
§2º - Poderá ser organizada a Associação de Pais e Mestres, como órgão representativo da
comunidade.
Art. 213 - É passível de contestação toda atividade das instituições que contrarie determinações
legais, que se revele prejudicial ao processo educativo, à formação do aluno e aos trabalhos
escolares, de caráter político ideológico ou partidário ou que se oponha aos bons costumes.
TÍTULO XII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
II - Resultado do desempenho dos alunos de acordo com a etapa e modalidades da Educação Básica
de ensino;
III - Medidas adotadas para garantir o sucesso escolar e a melhoria do processo pedagógico;
IV - Percentual de alunos em abandono e medidas adotadas para evitar a evasão escolar;
V - Taxas de distorção idade/ano de escolaridade e as medidas adotadas para sua redução.
Art. 217 - A Escola, por si ou por qualquer de seus órgãos docente e técnico-administrativo, abstém-
se de promover ou autorizar manifestações de caráter político-partidário.
Art. 218 - O Hino Nacional será executado semanalmente, conforme previsto em lei.
Art. 219 - Todos os atos de solenidade realizados pela iniciativa dos alunos estão sujeitos à prévia
aprovação da diretoria da Escola.
Art. 220 - A Escola deve assegurar ao pai e mãe, conviventes ou não com seus filhos, e, se for o
caso, aos responsáveis legais, o acesso às suas instalações físicas, bem como disponibilizar
informações sobre a execução de seu Projeto Político-Pedagógico e, em cada etapa de avaliação,
sobre a frequência e o rendimento dos alunos.
Art. 221 - Os projetos e ações propostas pelas unidades de ensino devem ser desenvolvidos de
maneira integrada ao Projeto Político-Pedagógico e estar alinhados com as diretrizes da Secretaria
de Estado de Educação.
Parágrafo único. A direção da Escola poderá buscar parcerias para o desenvolvimento de suas
ações e projetos junto a associações diversas, instituições filantrópicas, iniciativa privada,
instituições públicas e comunidade em geral, propondo à Secretaria de Educação, quando for o caso
a assinatura de convênios ou instrumentos jurídicos equivalentes para viabilizar as referidas
parcerias.
Art. 223 - Incorporam-se a este Regimento Escolar, automaticamente, e alteram os seus dispositivos
que com elas conflitem, as disposições da lei e instruções ou normas de ensino emanadas de órgãos
ou poderes competentes.
Parágrafo único. No caso em que dispositivos deste Regimento Escolar estejam em conflito com
os da lei, estes últimos prevalecerão, sempre, sobre aqueles, para se evitarem prejuízos decorrentes
do adiamento da adoção dos recursos inovadores da lei.
Art. 224 - Este Regimento Escolar pode ser alterado, dentro do prazo hábil, nas especificações que
constituem opções da Escola, sempre que a conveniência do ensino e da administração o exigir,
submetendo-se as alterações à aprovação do Colegiado Escolar.
Art. 225 - Os casos omissos neste Regimento Escolar são solucionados pela diretoria, à luz das leis
e normas de ensino aplicáveis.
Parágrafo único. Não havendo condições na Escola para a solução do caso, deve ser encaminhada
consulta aos órgãos competentes.
Art. 226 - Este Regimento Escolar ampara atos vivenciados a contar do início do ano letivo de 2023.
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Jaqueline Maria Medeiros Eler Lourenço
Diretora Escolar
Portaria nº 377
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Fabrício Siqueira Velasco
Secretário Municipal de Educação
Portaria nº