SAOS
Fases do sono
Sono não REM: sonho não ativo, sem movimentos oculares rápidos
O sono não REM é dividido em 04 fases: a fase 2 predomina e é reponsável por 50% do
tempo de sono. Os 4 estágios representam as fases mais profundas do sono;
O sono não REM é caracterizado por desaceleração total de todos os níveis de
atividade;
O estágio 3 e 4 são denominados sono Delta;
Sono REM: sonho ativo, movimentos oculares rápidos.
O sono REM ocorre depois do sono não REM ter se estabelecido;
O 1º período ocorre 70 a 90min depois do sono não REM;
A duração média de um período é de 20 minutos, ocorrem 4 a 6;
Representa 2 a 25% do sono de um adulto saudável;
Atonia muscular reflexa exceto para os músculos oculares;
Durante o sono, o controle da respiração é influenciado por dois sistemas: o sistema de controle
metabólico e o sistema de controle comportamental.
Hipoxia e hipercapnia são controladas pelo sistema metabólico, presentes no sono não
REM;
O sistema comportamental predomina no sono REM;
SAOS
Respiração anormal e fragmentação do sono. Pelo menos 30 episódios de apneia ocorrem em 7h
de sono nesses pacientes. A apneia é definida como interrupção do fluxo de sono por 10s.
Pode resultar em hipoxemia, hipercapnia, hipertensão sistêmica e pulmonar,
policitemia, cor pulmonale, bradicardia e arritmias cardíacas.
400 a 600 episódios foram registrados, com cada episódio durando de 15 a 60 segundos.
Paciente apresente depressão, fadiga, sono diurno, alterações da personalidade e
impotência.
Classificação
Dividida em apneia central do sono e apneia mista.
ACS: atividade muscular respiratória cessa com o fluxo aéreo da boca e narinas.
Presente em pacientes com distúrbios no SNC. Os pacientes são tratados com teofilina,
progesterona e acetazolamida.
O tipo mais comum de apneia do sono é obstrutivo
O diagnóstico
Hipersonolência profunda como na narcolepsia;
Perda do controle muscular (cataplexia);
Paralisia do sono (REM estado de vígilia);
Narcopepsia é realizado verificando o sono REM com polissonografia noturna;
Manifestações clínicas
Ronco: ar pela orofaringe causando vibrações no palato mole. O ronco é interrompido
por episódios apneicos que duram 30 a 90s;
Náuseas matinais resultantes da hipercapnia;
Hipertensão sistêmica e arritmia sinual;
Achados físicos
Obesidade
Retrognatia
Micrognatia
Macroglossia
Desvio de septo, pescoço curto, hipertrofia das adenoides e tonsilas palatinas;
Tumores de hipofaringe e nasofaringe;
Diagnóstico
Avaliação radiológica, polissonografia e endoscopia com fibra optica;
Hemograma, eletrólitos séricos e função tireoidiana;
Policetemia por aumentos de bicarbonato
Exame cefalométrico
Pacientes com SAOS tem o hioide posicionado mais inferiormente, palato mole longo e
estreitamento da língua.
A posição do hioide é avaliada traçando uma linha perpendicular do hioide ao plano
mandibular, valor normal de 15,3 com variação de 3mm.
O tamanho do palato é medido da ENP à extremidade do palato mole, em indiviudos
normais tem o valor de 37mm com variação de 3mm;
O espaço aéreo posterior é medido do Gonio até a parede posterior da faringe, medindo
11mm variando 3mm;
Polissonografia
Pelo menos 4h de sono devem ser registradas;
Os componentes incluem o eletro oculograma, eletromiograma e eletrocardiograma
variação V2.
A saturação é feita por oximetria com clipe de orelha;
Diminuição de 5% ou maisna saturação de O2 é significativa.
Indice de distúrbio respiratório: índice maior que 5 anormal, maior que 20 significativo
(sat 85%).
Sítio da obstrução
Tipo I: orofaringe, II: orofaringe e hipofaringe, III: hipofaringe.
A maioria das obstruções são de classe II.
Tratamento
Oxigenoterapia limitada a uma faixa de 2l/min;
Acetazolamida não está indicada no tratamento;
Progesterona e antidepressivo tricíclico;
Aparelhos removíveis de reposicionamento anterior: 50 a 75% da distância protusiva;
Klearway é um parelho que possibilita movimentação vertical de 1 a 5mm e lateral de 1
a 3mm;
Movimento anterior de 11mm com 44 passos incrementais de 0,25mm;
Pressão contínua das vias respiratórias
Cpap impede o colapso dos tecidos moles durante o sono.
Pressão positiva das vias aéreas: bipap.
Tratamento cirúrgico
Traqueostomia;
Cirurgia nasal: polipectomia, septoplastia e turbinectomias;
Uvulopalatofaringoplastia: ressecção de 8 a 15mm do palato mole, objetivo
principal é alargar o palato e alargar oespaço aéreo posterior. Incompetência
velofaringea é uma complicação.
Ortognática