Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Educação e Humanidades
Faculdade de Educação / Coordenação das Licenciaturas – EAD
Tipo de Avaliação:
Avaliação à Distância AD1
DISCIPLINA: ESTÁGIO SUPERVISIONADO III
Coordenação: Silvia Helena Mousinho e Marcia Spíndola
CURSO: Licenciatura em Matemática
POLO: Nova Iguaçu
ALUNO: Renan Ribeiro Santos
MATRÍCULA: 19113010111 DATA: 23/02/2024
Sugestão para o Formato:
Fonte: Arial, tamanho 12
Espaçamento entre linhas: 1.5
Não se esqueça de colocar as referências bibliográficas ao final do trabalho.
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1) As dificuldades das escolas em realizar adaptações curriculares em função dos
diferentes paradigmas e das novas tendências sociais, políticas, culturais e
tecnológicas que caracterizam as transformações da sociedade podem ser atribuídas
a diversos fatores interligados, que se manifestam em diferentes níveis do sistema
educacional:
Nível Macro:
Falta de políticas públicas consistentes e abrangentes: A inexistência de um plano
nacional articulado e bem financiado, que forneça diretrizes claras e recursos
adequados para a implementação da educação inclusiva, limita a capacidade das
escolas de se adaptarem às necessidades de todos os alunos.
Formação docente insuficiente: A formação inicial e continuada dos professores nem
sempre os prepara para lidar com a diversidade presente nas salas de aula, incluindo
alunos com necessidades educacionais específicas (NEE), diferentes estilos de
aprendizagem e origens socioculturais.
Cultura educacional resistente à mudança: A persistência de uma cultura educacional
tradicional, focada na homogeneidade e na padronização do ensino, dificulta a
abertura para novas metodologias e práticas mais inclusivas.
Nível Micro:
Recursos humanos e materiais limitados: As escolas frequentemente não contam com
o número suficiente de profissionais especializados em educação especial, como
psicopedagogos e psicólogos, para auxiliar na avaliação e no desenvolvimento de
adaptações curriculares individualizadas.
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Infraestrutura inadequada: A falta de acessibilidade física e de recursos tecnológicos
específicos limita a participação plena de alunos com deficiência ou outras
necessidades especiais nas atividades escolares.
Carga horária excessiva dos professores: A sobrecarga de trabalho dos professores,
com muitas turmas e atividades extracurriculares, dificulta o tempo e a dedicação
necessários para planejar e implementar adaptações curriculares eficazes.
Nível Paradigmático:
Predominância do paradigma tecnicista: A hegemonia do paradigma tecnicista na
educação, com ênfase na transmissão de conteúdos e na avaliação padronizada,
dificulta a valorização da diversidade e a construção de currículos flexíveis e
personalizados.
Falta de diálogo entre diferentes áreas do conhecimento: A fragmentação do
conhecimento e a falta de diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, como a
pedagogia, a psicologia e a sociologia, impedem a construção de uma visão holística
da educação que abarque as diferentes necessidades dos alunos.
Novas tendências e desafios:
Inclusão de alunos com necessidades cada vez mais complexas: A crescente
diversidade nas salas de aula, com a inclusão de alunos com deficiência múltipla,
transtornos do espectro autista e outras necessidades complexas, exige das escolas
um nível cada vez maior de expertise e flexibilidade curricular.
Avanços tecnológicos e necessidade de atualização constante: A rápida evolução das
tecnologias digitais exige que as escolas se adaptem constantemente, não apenas
incorporando novas ferramentas pedagógicas, mas também repensando a forma
como o conhecimento é ensinado e aprendido.
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2) Diferenças entre as metodologias ativas e o método tradicional de ensino:
Método tradicional:
Professor: Transmissor de conhecimento, detentor da verdade absoluta.
Aluno: Receptor passivo de informações, memoriza e repete.
Aprendizagem: Mecânica, focada na repetição e na memorização.
Avaliação: Padronizada, testes e provas.
Metodologias ativas:
Professor: Mediador da aprendizagem, orienta e facilita o processo.
Aluno: Protagonista da sua aprendizagem, constrói o conhecimento.
Aprendizagem: Significativa, contextualizada e interativa.
Avaliação: Contínua e formativa, acompanha o desenvolvimento do aluno.
Três metodologias ativas com destaque pela sua eficácia no processo de
aprendizagem:
1. Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP):
Origem: Década de 1960, na Faculdade de Medicina da Universidade McMaster, no
Canadá.
Características:
Os alunos aprendem a partir da resolução de problemas reais e relevantes.
Estimula o trabalho em equipe, a pesquisa, a autonomia e o pensamento crítico.
Desenvolve habilidades para lidar com a incerteza e tomar decisões.
2. Aprendizagem Baseada em Projetos (ABPr):
Origem: Década de 1970, com o educador americano John Dewey.
Características:
Os alunos desenvolvem projetos de pesquisa em grupo, com objetivos específicos.
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Estimula a criatividade, a autonomia, a responsabilidade e a comunicação.
Permite a aplicação do conhecimento em situações práticas.
3. Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom):
Origem: Década de 2000, com os professores americanos Jonathan Bergmann e
Aaron Sams.
Características:
Os alunos aprendem os conteúdos de forma autônoma, fora da sala de aula.
O tempo em sala de aula é utilizado para atividades interativas e colaborativas.
Permite a personalização do aprendizado e o uso de diferentes recursos tecnológicos .
3) Situação escolar que contempla a citação de Edgar Morin:
Projeto de Aprendizagem Solidária:
Em uma turma do ensino fundamental, os alunos, em conjunto com o professor,
identificam um problema social na comunidade local, como a falta de acesso à leitura.
A partir dessa problematização, os alunos desenvolvem um projeto de aprendizagem
com o objetivo de promover a leitura e a cultura na comunidade.
Atividades:
Pesquisa: Os alunos pesquisam sobre a importância da leitura, os índices de acesso
à leitura na comunidade e as diferentes formas de incentivar a leitura.
Planejamento: Os alunos planejam e organizam atividades de leitura para diferentes
públicos, como crianças, jovens e adultos.
Execução: Os alunos colocam em prática as atividades planejadas, como:
Criação de um clube do livro na escola;
Doação de livros para a biblioteca da comunidade;
Realização de contação de histórias em praças e parques;
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Organização de um festival literário.
Avaliação: Os alunos avaliam o impacto do projeto na comunidade e refletem sobre
os valores aprendidos, como a solidariedade, a justiça, a tolerância, o amor e o
respeito.
Resultados:
Aumento do interesse pela leitura na comunidade;
Fortalecimento dos laços entre a escola e a comunidade;
Desenvolvimento de habilidades sociais e de trabalho em equipe nos alunos;
Conscientização dos alunos sobre a importância da participação social e da
transformação da realidade.
Citação de Edgar Morin:
O projeto de Aprendizagem Solidária demonstra como a educação pode ir além da
mera transmissão de conhecimentos e contribuir para a formação de cidadãos
conscientes, críticos e atuantes na sociedade. Ao trabalhar em conjunto para resolver
um problema social, os alunos aprendem a importância da solidariedade, da justiça,
da tolerância, do amor e do respeito pelos direitos e deveres. Através da vivência
desses valores no ambiente escolar, os alunos desenvolvem a compreensão humana,
fundamental para a construção de um mundo mais justo e fraterno.
Situação escolar antagônica aos princípios de Edgar Morin:
Bullying:
Em uma turma do ensino médio, um grupo de alunos pratica bullying contra um aluno
mais introvertido. O bullying se manifesta através de ofensas verbais, isolamento
social e até mesmo agressões físicas.
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Consequências:
Baixa autoestima e sofrimento emocional do aluno vítima de bullying;
Dificuldades de aprendizado e evasão escolar;
Clima hostil e excludente na sala de aula;
Reforço de valores negativos como a intolerância, a discriminação e a violência.
Citação de Edgar Morin:
O bullying é um exemplo de como a falta de compreensão humana pode levar a
situações de sofrimento e exclusão no ambiente escolar. Ao invés de promover a
solidariedade, a justiça, a tolerância, o amor e o respeito, o bullying contribui para a
construção de um ambiente escolar negativo e prejudicial ao desenvolvimento dos
alunos.
Reflexão:
As duas situações escolares apresentadas demonstram a importância da educação
para a formação de cidadãos éticos e responsáveis. Através da implementação de
metodologias ativas e da promoção de valores como a solidariedade, a justiça, a
tolerância, o amor e o respeito, a escola pode contribuir para a construção de um
mundo mais justo e fraterno.
Referências:
MOURA, M. T. S. Metodologias ativas de aprendizagem: uma abordagem construtivista. São Paulo: Cortez,
2017.
SILVA, E. T. da. A inclusão escolar de alunos com deficiência: desafios para a formação de professores.
Revista Brasileira de Educação Especial, v. 14, n. 2, p. 201-214, 2008.
SACRISTÁN, J. G. Educação e mudança: o currículo como projeto cultural. Porto Alegre: Artmed, 2000.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Diretrizes Operacionais para a Educação
Especial na Educação Básica. Brasília: MEC, SEESP, 2006.
SILVA, E. T. da. A inclusão escolar de alunos com deficiência: desafios para a formação de professores.
Revista Brasileira de Educação Especial, v. 14, n. 2, p. 201-214, 2008.
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MANTOAN, M. T. S. Educação inclusiva: princípios e práticas. 8. ed. São Paulo: Cortez, 2016.
SACRISTÁN, J. G. Educação e mudança: o currículo como projeto cultural. Porto Alegre: Artmed, 2000.