FIBROSE
PULMONAR
A FIBROSE PULMONAR É UMA CONDIÇÃO
QUE LEVA A UM ACÚMULO DE TECIDO DE
CICATRIZES NOS PULMÕES.
COM O TEMPO, OS PULMÕES PERDEM SUA
CAPACIDADE DE ABSORVER E TRANSFERIR
OXIGÊNIO PARA A CORRENTE SANGUÍNEA.
ISTO LEVA A SINTOMAS QUE AFETAM
SIGNIFICATIVAMENTE A CAPACIDADE DE
UMA PESSOA DE REALIZAR ATIVIDADES
DIÁRIAS E PODEM ATÉ AMEAÇAR A VIDA.
FIBROSE PULMONAR IDIOPÁTICA
Está inserida no grupo das pneumonias intersticiais crônicas
fibrosantes, sendo a forma mais comum delas. Tem caráter
ETIO
LO
progressivo e com alta morbimortalidade.
É uma doença crônica e ainda sem causa conhecida. Apesar
disso, alguns fatores de risco para desenvolvimento da
GIA
doença são conhecidos e incluem: envelhecimento,
tabagismo e predisposições genéticas.
Principais complicações relacionadas a FPI presentes: o enfisema
pulmonar, hipertensão pulmonar, refluxo gastroesofágico,
exacerbações agudas pulmonares, síndrome de apneia e hipopneia
do sono, câncer de pulmão e estado de hipercoagulabilidade.
FIBROSE CÍSTICA
ETIO
Também conhecida como Doença do Beijo Salgado.
É uma doença genética de caráter autossômico
recessivo, crônica e progressiva, que atinge vários
LO
órgãos e sistemas do organismo.
Ocorre devido a mutação de uma proteína conhecida como
GIA
Proteína Reguladora da Condutância Transmembrana da Fibrose
Cística (CFTR), que resulta em desequilíbrio na concentração de
cloro e sódio nas células produtoras de muco e suor.
O muco espesso leva ao acúmulo de bactéria e germes nas
vias respiratórias.
FIBROSE PULMONAR IDIOPÁTICA
Ainda não se sabe o que causa a fibrose pulmonar e o
FISIO
termo “idiopática”, é um indicador disso, uma vez que
o termo significa “que acontece sem razão aparente”.
PATO Aos poucos, o tecido do pulmão vai se enchendo de
LOGIA
cicatrizes, engrossando e perdendo sua flexibilidade, e
causando dificuldades para respirar.
Sintomas:
falta de ar;
tosse seca;
cansaço;
dedos que ficam azulados nas pontas;
perda de peso súbita e sem motivo;
falta de apetite.
FIBROSE CÍSTICA
A fisiopatologia dessa doença, gira em torno da
FISIO
mutação no gene CFTR, que resulta na produção
exagerada de muco, além de ser mais espesso do que o
normal e não ser devidamente eliminado pelo corpo.
PATO A alta concentração de muco nos órgãos causa
LOGIA
diversas consequências nos pulmões, pâncreas, fígado
e intestino, interferindo nas suas funcionalidades.
Sintomas:
• pele/suor de sabor muito salgado;
• tosse persistente, muitas vezes com catarro;
• infecções pulmonares frequentes, como pneumonia e bronquite;
• chiados no peito ou falta de fôlego;
• baixo crescimento ou pouco ganho de peso…
DIAGNÓSTICO
FIBROSE CÍSTICA
1 PRÉ-NATAL 2 TESTE DO PEZINHO
Com a retirada de uma amostra de líquido Pode permitir o diagnóstico precoce
amniótico entre a 15ª e 18ª semana. Esse exame da patologia, trazendo a possibilidade
1
só é realizado quando se sabe que o pai e a mãe
possuem o gene CFTR afetado pela doença.
de tratamento e aconselhamento
genético aos familiares.
3 TESTE DO SUOR 4 TESTE GENÉTICO
Permite uma terapêutica mais
Avalia a concentração de cloro ou cloreto no
pontual, com medicamentos que
suor, acima de 60 mEq/L já indica a existência
podem corrigir a função alterada da
da doença.
proteína CFTR.
DIAGNÓSTICO
FIBROSE IDIOPÁTICA
1 TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA COMPLETA
Uma radiografia torácica pode mostrar lesão pulmonar, especialmente nas partes
inferiores de ambos os pulmões. A tomografia computadorizada (TC) mostra
normalmente a lesão e a cicatrização espessa com mais detalhes.
2 BIÓPSIA PULMONAR
Para confirmar o diagnóstico, os médicos podem solicitar uma biópsia pulmonar com o uso
de um toracoscópio (exame visual das superfícies do pulmão e do espaço pleural através de
um tubo para visualização).
TRATAMENTO
• Reabilitação pulmonar para otimizar a capacidade física do paciente;
• Medicamentos supressores da tosse para garantir maior bem-estar;
• Oxigenoterapia para reduzir a sensação de falta de ar nos pacientes
com níveis baixos de oxigênio no sangue;
• E medicamentos antifibróticos, eficazes no controle da progressão
da doença.
Medicamentos como Nintedanibe e Pirfenidona são antifibróticos
eficientes para controlar a perda de função pulmonar progressiva
e a piora dos sintomas. Eles ajudam a desacelerar a velocidade
do processo de cicatrização ocasionada pela doença.
AVALIAÇÃO
FISIOTERAPÊUTICA
Avaliação do Sistema Respiratório
Após o diagnóstico, o paciente deve ser avaliado quanto aos parâmetros
cardiorrespiratórios de frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR)
e saturação de pulso de oxigênio (SpO2). Os parâmetros de FR e SpO2,
também, podem predizer exacerbação da doença.
Avaliação da Capacidade Máxima de Exercício
Avaliada por meio do consumo máximo de oxigênio ou pico, durante um
teste de exercício cardiopulmonar (TECP), é considerada uma medida de
grande relevância no acompanhamento de pacientes com fibrose pulmonar.
AVALIAÇÃO
FISIOTERAPÊUTICA
Scores
São utilizados para avaliar a extensão da lesão pulmonar, comparar a
gravidade clínica dos pacientes, avaliar a resposta a intervenções
terapêuticas e estimar o prognóstico.
Um dos escores utilizados é o Cystic Fibrosis Clinical Score. Este escore
é de fácil aplicação, e avalia dados da rotina do paciente. Inclui cinco
sintomas comuns: tosse, produção de secreção, perda de apetite,
dispneia, perda de energia, e cinco sinais físicos: temperatura, peso,
frequência respiratória, chiado e crepitação.
REABILITAÇÃO
Respiratória
A reabilitação respiratória é um dos tratamentos para fibrose pulmonar
considerados complementares. Através dele, o paciente aprende a
manter a calma e restabelecer a respiração.
Tapotagem
A mão é alocada em forma de concha de maneira alternada e rítmica sobre a
área do tórax, movimento que proporciona oscilações mecânicas que atingirão
os pulmões, mobilizando a secreção identificada na ausculta pulmonar.
Vibração
É utilizada com o intuito de diminuir a viscosidade do muco brônquico, o
fisioterapeuta realiza movimentos ritmados oscilatórios na parede do tórax do
paciente, apenas na fase de expiração do ciclo respiratório.
KÁTIA NUNES
OBRIGADO!
ANA MORAIS
HÉLIO RUSSO