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Hiperplasia Prostática Benigna: Causas e Sintomas

1) A hiperplasia prostática benigna é um crescimento benigno da glândula prostática associado ao envelhecimento, caracterizado pela formação de lesões volumosas na região periuretral da próstata. 2) Os principais fatores de risco são a idade, história familiar e raça. Acredita-se que androgênios como a testosterona e estrogênios contribuam para o seu desenvolvimento. 3) Os sintomas mais comuns são relacionados à obstrução urinária, como hesitação, jato fra

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Hiperplasia Prostática Benigna: Causas e Sintomas

1) A hiperplasia prostática benigna é um crescimento benigno da glândula prostática associado ao envelhecimento, caracterizado pela formação de lesões volumosas na região periuretral da próstata. 2) Os principais fatores de risco são a idade, história familiar e raça. Acredita-se que androgênios como a testosterona e estrogênios contribuam para o seu desenvolvimento. 3) Os sintomas mais comuns são relacionados à obstrução urinária, como hesitação, jato fra

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(p. ex.

, finasterida, dutasterida) para tratar essa


S17P1: SAÚDE HOMEM doença.
HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA • Embora a fonte exata de estrogênio seja
• Hiperplasia desconhecida, quantidades pequenas desse
prostática hormônio são produzidas nos homens.
benigna (HPB) • Alguns estudos sugeriram que o aumento
ou hiperplasia relativo dos níveis de estrogênio, que ocorre
nodular da com o envelhecimento, possa facilitar a ação
próstata é um dos androgênios na próstata, apesar do
crescimento benigno d ec l í n i o d a p ro d u ç ã o t e s t i c u l a r d e
da glândula testosterona.
prostática FISIOPATOLOGIA
associado ao • A localização anatômica da próstata no colo
envelhecimento. da bexiga contribui para a fisiopatologia e a
• Caracteriza-se sintomatologia da HPB.
pela formação Dois componentes da próstata suscitam as
de lesões manifestações obstrutivas da HPB e o
volumosas e desenvolvimento de sintomas referidos às vias
bem demarcadas na região periuretral da urinárias inferiores:
próstata, em vez de afetar as zonas periféricas 1. Dinâmico: Está ligado ao tônus da
invadidas comumente pelo câncer de musculatura lisa da próstata. Os receptores
próstata. α1-adrenérgicos são os principais do
• HPB é uma das doenças mais comuns dos idosos. componente muscular liso da glândula.
FATORES DE RISCO Outro componente é a instabilidade do
Entre os fatores de risco potencial estão: músculo detrusor e redução da
1. Idade; contratilidade vesical, podendo influenciar
2. História familiar; os sintomas dessa doença.
3. Raça (mais alta em afroamericanos e mais Observação: Com a obstrução uretral, ocorre
baixa em japoneses nativos); hipertrofia e hiperplasia do músculo detrusor,
4. Etnia; além da deposição de colágeno.
5. Ingestão dietética de carnes e gorduras; 2. Estático: Está relacionado com o
6. Influências hormonais. aumento das dimensões da glândula e
ETIOLOGIA acarreta sinais e sintomas como:
• A causa da HPB é desconhecida. - Jato urinário fraco;
• Acredita-se que os androgênios (testosterona - Gotejamento pós-miccional;
e dihidrotestosterona) e os estrogênios - Aumento da frequência das micções;
contribuam para o desenvolvimento de HPB. - Noctúria.
• A próstata é formada por uma rede de MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
elementos glandulares embebidos em Os sintomas de HPB podem ser divididos em
musculatura lisa e tecidos de sustentação, e a queixas obstrutivas e irritativas.
testosterona é o fator mais importante para a Obstrutivas:
proliferação da próstata. 1. Hesitação;
• A dihidrotestosterona (DHT) – metabólito 2. Diminuição da força e do calibre do jato de
biologicamente ativo da testosterona – parece urina;
ser o mediador final da hiperplasia 3. Sensação de esvaziamento incompleto da
prostática, enquanto o estrogênio atua como bexiga;
sensibilizador dos tecidos prostáticos aos efeitos 4. Dupla micção (urina pela segunda vez duas
proliferativos da DHT. horas após a micção inicial);
Observação: A descoberta de que a DHT é o 5. Esforço miccional;
fator ativo da patogênese da HPB é a razão 6. Gotejamento terminal.
para a utilização dos inibidores de 5α redutase Sintomas irritativos;
1. Urgência;
2. Polaciúria;
3. Noctúria.
À medida que a obstrução avança, o paciente
pode ter:
1. Retenção aguda com distensão extrema da
bexiga;
2. Aumento da frequência das micções e
desejo constante de esvaziar a bexiga (a
urina residual da bexiga);
3. Incontinência de transbordamento
(dilatação acentuada do órgão c/ aumento
discreto da pressão intraabdominal);
4. Infecção urinária (obstrução resultante do
fluxo urinário)
5. Alterações destrutivas da parede da bexiga;
6. Hidroureter;
7. Hidronefrose.
Observação: A hipertrofia e as alterações da 2. Toque retal: É realizado para examinar a
estrutura da parede vesical ocor rem superfície externa da próstata. Em geral, o
progressivamente. Nos estágios iniciais, as crescimento prostático atribuído à HPB
fibras hipertrofiadas formam trabéculas, depois torna a glândula aumentada e palpável
hérnias ou dilatações saculares. Por fim, com superfície lisa em consistência de
formam-se divertículos à medida que as borracha. Áreas endurecidas sugerem
hérnias estendem-se através da parede vesical. câncer e devem ser examinadas por
Como a urina raramente é eliminada por biopsia.
completo dessas dilatações, os divertículos são 3. Exame simples de urina: Serve para
facilmente infectados. detectar bactérias, leucócitos ou hematúria
Observação: A pressão retrógrada dos microscópica nos pacientes com infecção e
ureteres e do sistema coletor dos rins causa inflamação.
h i d ro u re t e r, h i d ro n e f ro s e e r i s c o d e 4. PSA: A dosagem do PSA é realizada como
insuficiência renal terminal. triagem do câncer de próstata. Em
c o m b i n a ç ã o c o m o AUA S I , e s s e s
DIAGNÓSTICO
parâmetros de avaliação são empregados
1. Questionário autoaplicado: O AUASI
para descrever o grau de obstrução,
( A m e r i c a n U ro l o g i c a l A s s o c i at i o n
determinar se há necessidade de exames
Symptom Index) consiste em sete
complementares e confirmar a necessidade
perguntas quanto aos sintomas relativos a
de tratamento.
esvaziamento incompleto, frequência
5. USG/cateterização pós-miccional:
urinária, intermitência, urgência, força do
Útil na identificação da urina residual.
jato, esforço para urinar e noctúria. A cada
6. Urofluxometria: Fornece uma medida
pergunta é atribuído um escore de 0
objetiva da taxa de fluxo urinário. O
(brando) a 5 (grave). O máximo de 35
paciente é solicitado a urinar com a bexiga
indica sintomas graves.
- Escores totais menores que 7 são relativamente cheia (no mínimo 150 ml)
em um dispositivo que mede
considerados brandos;
- Valores entre 8 e 19 são moderados; eletronicamente a força do jato e a taxa de
- Escores acima de 20 a 35 são graves. fluxo urinário. Taxas maiores que 15 ml/s
são consideradas normais, enquanto taxas
menores que 10 ml/s sugerem obstrução.
7. USG diagnóstica transabdominal/
transretal: Pode ser realizada para
examinar os rins, os ureteres e a bexiga.
8. Uretrocistoscopia: Indicada aos homens 2. Terapia a laser;
com história de hematúria, doença 3. Eletrovaporização transuretral da próstata;
estenótica, traumatismo uretral ou história 4. Hipertermia por microondas;
de cirurgia das vias urinárias inferiores. 5. Cateteres intrauretrais;
Sua função é determinar o comprimento e 6. Dilatação da próstata por balão
o diâmetro da uretra, o tamanho e a transuretal;
configuração da próstata e a capacidade da 7. Entre outros.
bexiga. CÂNCER DE PRÓSTATA
TRATAMENTO • Depois dos cânceres de pele, câncer de
O tratamento farmacológico inclui: próstata é a neoplasia maligna mais comum
1. Inibidores da 5alfa-redutase: Agem nos EUA a e está em terceiro lugar, depois
inibindo a 5alfa-redutase, bloqueando a dos cânceres de pulmão e colorretal, como
conver são da testosterona em di- causa principal de mortes relacionadas com
hidrotestosterona. Ex: Finasterida. câncer no país.
2. Bloqueadores α1adrenérgicos: A • O câncer de próstata também é uma doença
existência de receptores αadrenérgicos na associada ao envelhecimento.
musculatura lisa da próstata levou à • A incidência aumenta rapidamente depois
utilização de bloqueadores α1adrenérgicos dos 50 anos.
(p. ex., prazosina, terazosina) para aliviar a FATORES DE RISCO
obstrução prostática e aumentar o fluxo 1. Idade;
urinário. Ex: Fenoxibenzamida. 2. Raça (negros);
3. História familiar;
Observação: Algumas estimativas sugeriram
que os homens com um parente de primeiro
grau (p. ex., pai ou irmão) e um de segundo (p.
ex., avô, tio) que tiveram a doença apresentem
riscos 8 vezes maiores.
4. Influências ambientais (dieta com alto teor
de gorduras, carnes processadas e laticínios
—> alteram a produção dos hormônios
sexuais e dos fatores de crescimento —>
aumentam o risco de câncer de próstata);
5. HPB;
6. Tabagismo;
7. Agentes infecciosos;
8. Vasectomia;
Observação: A terapia combinada é a mais 9. Comportamento sexual.
efetiva. ETIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA
Observação: P/pacientes com sintomas • A causa exata do câncer de próstata não está
brandos (0-7), é recomendado uma espera definida.
vigilante. • Como ocorre com outros cânceres, seu
Outros tratamentos: desenvolvimento aparentemente é um
1. Re s s e c ç ã o c i r ú r g i c a d a p r ó s t a t a processo que se estende por várias etapas e
aumentada: Pode ser realizada por envolve genes que controlam a diferenciação e a
abordagem transuretral, suprapúbica ou proliferação celulares.
perineal. Hoje em dia, a transuretral é a • O gene responsável pelo CaP familiar
abordagem mais utilizada. Com essa localiza-se no cromossomo 1.
técnica, um instrumento é introduzido pela • Identificaram-se várias regiões do genoma
uretra e os tecidos prostáticos são humano como áreas que possivelmente
removidos por meio de um ressectoscópio e abriguem genes supressores tumorais que
um eletrocautério. podem estar envolvidos em CaP.
• As regiões mais comumente identificadas são 2. Ao toque retal, a próstata pode ser nodular
os cromossomos 8p, 10q, 13q, 16q, 17p e e imóvel;
18q. 3. Dor lombar baixas (metástases ósseas);
• Em termos de influência hormonal, os 4. Emagrecimento;
androgênios parecem desempenhar um papel 5. Anemia;
importante na patogênese do câncer de 6. Dispneia.
próstata. TRIAGEM
• Entre as evidências a favor dessa influência • Como os cânceres de próstata em estágio
estão a existência de receptores esteroides na inicial geralmente são assintomáticos, os
próstata; a necessidade dos hormônios exames de triagem são importantes.
sexuais para o crescimento e o Hoje em dia, os exames disponíveis são:
desenvolvimento normal da glândula; e o 1. Toque retal: Utilizada para verificar o
fato de esse tipo de câncer quase nunca se tamanho, consistência, presença de
desenvolver nos homens castrados. nódulações na próstata e etc.
• Os adenocarcinomas da próstata, que 2. D o s a g e m d o P S A : P S A é u m a
representam 98% de todos os cânceres glicoproteína secretada no citoplasma das
primários dessa glândula, geralmente são células prostáticas benignas e malignas não
multicêntricos e localizam-se nas zonas encontrada nos outros tecidos normais ou
periféricas. tumores. Entretanto, um teste de PSA
• A frequência elevada de invasão da cápsula positivo indica apenas a possibilidade de
prostática pelo adenocarcinoma está câncer de próstata. Esse exame também
relacionada com sua localização subcapsular. pode ser positivo nos pacientes com HPB e
• A invasão da bexiga é menos comum e prostatite. Na verdade, todos os homens
ocorre nos estágios mais avançados da com PSA alto não têm necessariamente
doença. câncer de próstata, assim como nem todos
• As metástases pulmonares refletem a os pacientes com câncer prostático
disseminação linfática pelo ducto torácico e a diagnosticado por biopsia têm PSA
disseminação do plexo venoso prostático para aumentado.
a veia cava inferior. 3. Ultrassonografia transretal: Pode
• As metástases ósseas – especialmente na detectar cânceres muito pequenos. Essa
coluna vertebral, nas costelas e na pelve – técnica não é usada como primeira opção
causam dor, que frequentemente é o primeiro diagnóstica porque seu custo é alto, mas
sinal da doença. pode trazer benefícios aos homens com
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS risco substancial de desenvolver a doença.
• A maioria dos homens com câncer de Observação: A American Cancer Society e a
próstata em estágios iniciais é assintomática. American Urological Association recomendam
• Em geral, sintomas sugerem doença que os homens de 50 anos ou mais façam uma
localmente avançada ou metastática. dosagem anual de PSA e um toque retal para
Dependendo do tamanho e da localização por detecção precoce do câncer de próstata.Os que
ocasião do diagnóstico, o paciente pode ter têm risco mais alto de serem acometidos,
queixas de: inclusive afroamericanos e indivíduos com
1. A l t e r a ç õ e s d o p a d r ã o m i c c i o n a l história familiar propícia, devem fazer triagem
semelhantes às referidas pelos pacientes anual a partir de uma idade ainda menor.
com HPB: DIAGNÓSTICO
- Urgência miccional; 1. História clínica;
- Aumento da frequência urinária; 2. Exame físico (toque retal);
- Noctúria; 3. Biópsia (confirmatório).
- Tenesmo; 4. USG: A ultrassonografia transretal é usada
- Disúria; para direcionar uma agulha de biopsia e
- Hematúria; documentar a localização exata do tecido a
- Sangue no material ejaculado. ser examinado. Também é realizada para
o b t e r i n fo r m a ç õ e s n e c e s s á r i a s a o 2. TNM:
estadiamento. Tumores:
5. Radiografias: As radiografias dos ossos do - Tumores (T1) são assintomáticos e
crânio, das costelas, da coluna vertebral e detectados ao exame histológico das
da pelve podem ser empregadas para amostras de tecidos prostáticos;
revelar metástases, embora a cintigrafia - Tumores T2, são palpáveis ao toque retal,
óssea seja mais sensível. mas se limitam à próstata;
ESTADIAMENTO - Tumores T3, localizam-se fora dos limites
Como ocorre com outros tipos de câncer, o da glândula;
grau e o estágio do adenocarcinoma de - Tumores T4 estão disseminados para
próstata devem ser determinados. outras estruturas adjacentes à próstata.
1. Escore de Gleason: É um sistema que Linfonodos:
avalia o grau histológico do câncer de - Nx Não pode avaliar;
p r ó s t a t a . A e s c a l a c l a s s i fi c a a - N0 Não existem linfonodos acometidos;
citoarquitetura tecidual ao microscópio em - N1: Exitem linfonodos acometidos.
pequeno aumento, baseado na Metástases:
diferenciação glandular, em 5 graus - Mx Não podem ser avaliadas;
distintos, sendo nessa graduação as células - M0 Não existem;
do câncer comparadas às células - M1 Existem metástases.
prostáticas normais. Os tumores são
classificados de 1 a 5, sendo grau 1 o mais
bem diferenciado e grau 5, o mais
indiferenciado. O escore final de Gleason é
resultado da soma dos graus do padrão
primário (predominante) e secundário
(segundo grau histológico mais comum). O
escore tem como objetivo identificar a
provável taxa de crescimento e tendência à
disseminação da doença.
Observação: 2 - 4 (tumores bem
diferenciados), 5 - 7 (tumores moderadamente
diferenciados), 8 - 10 (tumores pouco
diferenciados).

3. PSA: Nos pacientes não tratados, tendem a


correlacionar-se com o volume e o estágio
da doença. Nível crescente depois do
tratamento é compatível com doença
progressiva, seja uma recidiva local ou
metástase. A dosagem do PSA é usada para
detectar recidiva após prostatectomia total.
Como a próstata é a fonte de PSA, seus (1) evitar osteopenia associada ao tratamento
níveis devem cair a valores indetectáveis de privação androgênica;
pós-cirurgia; nível crescente indica doença (2) e v i t a r e p o s t e r g a r c o m p l i c a ç õ e s
recidivante. esqueléticas (p. ex., necessidade de
Observação: Na classificação de risco os radioterapia localizada, fraturas) dos
homens são designados para um de três grupos, pacientes com metástases ósseas;
como a seguir: (3) atenuar a dor óssea;
- Baixo risco: PSA ≤ 10, Gleason ≤ 6 e (4) tratar a hipercalcemia secundária ao
estágio clínico T1 ou T2a. câncer.
- Risco intermediário: PSA 10-20, Observação: As decisões quanto ao
Gleason 7 ou estágio clínico T2b. tratamento baseiam-se no grau e no estágio do
- Alto risco: PSA > 20, Gleason 8-10 ou tumor e na idade e condições de saúde do
estágio clínico T2c ou Т3а. paciente.
TRATAMENTO Observação: A conduta expectante (esperar e
CARCINOMA LOCALIZADO monitorar) pode ser adotada quando o tumor
1. Ressecção cirúrgica: Prostatectomia radical - não causa sintomas, quando se espera que cresça
Consiste na ressecção completa das lentamente e quando é pequeno e está limitado
vesículas seminais, da próstata e das a determinada região. Essa abordagem é
ampolas dos canais deferentes. especialmente apropriada aos idosos ou
2. Radioterapia: A radioterapia pode ser pacientes com outros problemas de saúde.
aplicada por várias técnicas, inclusive EREÇÃO
irradiação por feixes exter nos e Ereção é um processo neurovascular que depende
implantação transperineal de radioisótopos do:
(braquiterapia). 1. Sistema nervoso autônomo;
3. Observação vigilante; 2. N e u r o t r a n s m i s s o r e s e f a t o r e s d e
LOCALMENTE AVANÇADO relaxamento endotelial;
1. Supressão androgênica 3. Musculatura lisa vascular das artérias e
- Orquiectomia bilateral (tratamento veias que irrigam os tecidos penianos;
padrão-ouro); 4. Musculatura lisa trabecular dos sinusoides
- Análogos do hormônio liberador do dos corpos cavernosos.
hormônio luteinizante (LHRH); Observação: A ereção é controlada pelo
- Estrógenos; sistema nervoso parassimpático, enquanto a
- A n t i a n d r ó g e n o s p u ro s o u m i s t o s ejaculação e a tumescência (relaxamento
(flutamida, nilutamida, bicalutamida, peniano) estão sob controle do sistema nervoso
ciproterona). simpático.
MECANISMOS DA EREÇÃO
• A ereção do pênis é o primeiro efeito da
estimulação sexual masculina, seja por
estímulos psicológicos ou físicos.
• Envolve a ampliação do fluxo sanguíneo para
d e n t r o d o s c o r p o s c av e r n o s o s e m
consequência do relaxamento da musculatura lisa
trabecular que circunda os espaços sinusoides e
da compressão das veias que controlam a drenagem
do sangue do plexo venoso.
• A ereção é mediada pelos estímulos
Nos homens com câncer de próstata avançado, parassimpáticos transmitidos dos segmentos
os bifosfonatos (p. ex., pamidronato, sacrais da medula espinal pelos nervos
zoledronato), que atuam basicamente por pélvicos até o pênis.
inibição da atividade osteoclástica, têm várias • A estimulação parassimpática provoca
indicações possíveis: liberação de óxido nítrico (neurotransmissor
não adrenérgico e não colinérgico), que
causa relaxamento da musculatura lisa trabecular
dos corpos cavernosos.
• Esse relaxamento viabiliza a entrada de
sangue nos seios cavernosos sob pressões
próximas das que ocorrem no sistema
arterial.
• Como os tecidos eréteis dos corpos
cavernosos estão circundados por uma
cobertura fibrosa inelástica, a pressão alta
nos sinusoides causa distensão dos tecidos
eréteis, a tal ponto que o pênis torna-se duro
e alongado.
• Durante essa fase da ereção, a entrada e a
saída de sangue são interrompidas.
• A inervação parassimpática deve estar intacta
e a síntese de óxido nítrico precisa ser
mantida para que ocorra ereção.
• O óxido nítrico ativa a enzima 1. I n t e r r u p ç ã o d a l i b e r a ç ã o d e
guanililciclase, que aumenta a concentração neurotransmissores;
do monofosfato de guanosina cíclico (cGMP), 2. Degradação dos segundos mensageiros (p.
o qual, por sua vez, provoca relaxamento da ex., cGMP);
musculatura lisa. 3. Ativação simpática durante a ejaculação.
• Outros relaxantes da musculatura lisa (p. ex., • A contração da musculatura lisa trabecular
análogos da prostaglandina E1 e antagonistas abre os canais venosos, de modo que o
αadrenérgicos), quando em concentrações sangue retido possa sair e o pênis voltar ao
s u fi c i e n t e m e n t e a l t a s , p o d e m estado de flacidez.
independentemente causar relaxamento DISFUNÇÃO ERÉTIL
suficiente dos corpos cavernosos para • A definição de disfunção erétil é incapacidade
provocar ereção. de iniciar e manter uma ereção por tempo
• A detumescência ou o relaxamento do pênis suficiente para possibilitar relação sexual
é uma reação basicamente do sistema satisfatória.
nervoso simpático. Essa condição é classificada em:
1. Psicogênica: Entre as causas estão:
- Ansiedade de desempenho;
- Relação problemática com um parceiro
sexual;
- Depressão;
- Transtornos psicóticos evidentes.
2. Orgânica: As causas incluem:
- Distúrbios neurogênicos: Transtornos
neurológicos como doença de Parkinson,
acidente vascular encefálico (AVE) e
traumatismo craniano frequentemente
contribuem para a disfunção erétil porque
reduzem a libido ou impedem a iniciação da
ereção. A função somatossensorial da
genitália é essencial aos mecanismos
reflexos da ereção; isso se tor na
importante com o envelhecimento e
Pode ser causada pela: doenças como o diabetes, que interferem
na função dos nervos periféricos. Cirurgia
pélvica extensiva, especialmente 3. Mista (psicogênica e orgânica).
prostatectomia radical, é causa frequente FATORES DE RISCO
de disfunção erétil atribuída a lesão direta 1. Idade;
e indireta das estruturas neurais. 2. Diabetes;
- Distúrbios hormonais: Níveis baixos 3. Hipertensão;
de androgênios associados ao 4. Hiperlipidemia;
hipogonadismo primário ou secundário. 5. Doença vascular;
As concentrações desses hormônios 6. Efeitos crônicos do tabagismo.
t a m b é m p o d e m d i m i nu i r c o m o DIAGNÓSTICO
e nv e l h e c i m e n t o ( a n d r o p a u s a ) . A O diagnóstico da disfunção erétil baseia-se na:
hiperprolactinemia de qualquer causa 1. História detalhada (história clínica,
interfere na reprodução e na função erétil, medicamentosa, sexual e psicossocial);
porque a prolactina atua no nível central 2. Exame físico: Toque retal, PA, FC.
para inibir a secreção do hormônio 3. Exames laboratoriais: glicemia em jejum,
hipotalâmico de liberação das perfil lipídico e testosterona matinal (o
gonadotrofinas (GnRH), que controla a cálculo da testosterona livre é mais
liberação dos hormônios gonadotróficos confiável para se estabelecer hipogona-
hipofisários – hormônio luteinizante (LH) dismo). Pacientes diabéticos devem fazer
e hormônio foliculoestimulante (FSH). Os dosagem de hemoglobina A c e testes
níveis altos de prolactina também podem h o r m o n a i s a d i c i o n a i s ( p ro l a c t i n a ,
influenciar o funcionamento normal no hormônio folículo-estimulante [FSHI e
nível das gônadas. hormônio luteinizante) são necessários
- Distúrbios vasculares: Hipertensão, quando são observados níveis baixos de
hiperlipidemia, tabagismo, diabetes melito testosterona, ou por suspeita clínica de
e irradiação pélvica. Com a hipertensão anormalidade. Exames opcionais, inclusive
arterial, a função erétil não é tão antígeno prostático específico (PSA),
prejudicada quanto pelas lesões arteriais hormônio estimulante da tireoide (TSH),
estenóticas coexistentes. A estenose focal hemograma completo e creatinina.
da artéria peniana comum ocorre mais TRATAMENTO
comumente nos homens que tiveram As abordagens terapêuticas incluem:
traumatismo pélvico ou perineal fechado 1. Aconselhamento psicossexual;
(p. ex., acidentes de bicicleta). A 2. Tratamento de reposição androgênica;
impossibilidade de fechar completamente 3. Uso de fármacos orais ou intracavernosos;
as veias durante a ereção (disfunção 4. Dispositivos de constrição a vácuo;
venoclusiva) pode ocorrer nos homens 5. Mudanças do estilo de vida;
com canais venosos amplos que drenam 6. Mudanças de medicamentos:
os corpos cavernosos. 7. Intervenções cirúrgicas.
- Distúrbios farmacogênicos:
FARMACOLÓGICOS
Antidepressivos, antipsicóticos,
Entre os fármacos prescritos frequentemente
antiandrogênicos e antihipertensivos. O
estão:
tabagismo pode ocasionar vasoconstrição
1. Sildenafila, vardenafila, tadalafila:
e extravasamento venoso peniano em
São inibidores seletivos da fosfodiesterase
razão de seus efeitos na musculatura lisa
tipo 5 (PDE5), enzima responsável por
dos corpos cavernosos e duplicar o risco
inativar o cGMP. Eles atuam facilitando o
de disfunção erétil. A ingestão de álcool
relaxamento da musculatura lisa dos
em quantidades pequenas pode aumentar
c o r p o s c ave r n o s o s e m re s p o s t a à
a libido e melhorar a ereção. Entretanto,
estimulação sexual. Os inibidores de PDE5
em grandes quantidades, pode acarretar
são administrados por via oral.
sedação central, reduzir a libido e
2. Alprostadil: O alprostadil – análogo da
provocar disfunção erétil transitória.
- Distúrbios relacionados com a função prostaglandina E1 – causa relaxamento da
peniana. musculatura lisa dos corpos cavernosos. É
injetado diretamente no corpo cavernoso
(com difusão para o outro corpo cavernoso)
ou colocado na uretra na forma de
minissupositório.
3. P a p a v e r i n a e f e n t o l a m i n a : A
fentolamina (antagonista dos receptores
α2adrenérgicos) e a papaverina (relaxante
da musculatura lisa) também são
administradas por injeção intracavernosa.

Referências:
1. MCANINCH, J.W.; LUE, T.F. Urologia
geral de Smith e Tanagho. 8. ed. São
Paulo: Grupo A, 2014.
2. NORRIS, T. L. Porth- Fisiopatologia. 10.
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2021.

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