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Queixa-Crime por Calúnia e Difamação

Fulano de Tal entrou com uma queixa-crime contra Beltrano de Tal por calúnia, difamação e injúria. Beltrano fez postagens falsas em rede social acusando Fulano de estupro de vulnerável. Fulano pede que Beltrano seja condenado e pague honorários advocatícios.

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Eloisa barbosa
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Queixa-Crime por Calúnia e Difamação

Fulano de Tal entrou com uma queixa-crime contra Beltrano de Tal por calúnia, difamação e injúria. Beltrano fez postagens falsas em rede social acusando Fulano de estupro de vulnerável. Fulano pede que Beltrano seja condenado e pague honorários advocatícios.

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AO JUÍZO DE DIREITO DA VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ____________ – ESTADO

DO ___________

FULANO DE TAL, [nacionalidade], [estado civil], [profissã o], portador do CIRG n.º
xxxxxxxxxx SESP/__, inscrito no CPF/MF sob o n.º xxxxxxxxxx, residente e domiciliado
na [endereço completo], neste ato, representado seus procuradores judiciais,
conforme instrumento particular de procuraçã o anexa, com endereço profissional
constante na nota de rodapé desta, onde recebem intimaçõ es, vem, respeitosamente à
presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 30 do Có digo de Processo
Penal, e do artigo 100, § 2º, do Có digo Penal, oferecer
QUEIXA-CRIME
contra BELTRANO DE TAL, [nacionalidade], [estado civil], [profissã o], portador do
CIRG n.º xxxxxxxxxx SESP/__, inscrito no CPF/MF sob o n.º xxxxxxxxxx, residente e
domiciliado na [endereço completo], pelos fatos e fundamentos de direito a seguir
expostos.
1. DOS FATOS:
No dia 20 de março de 2017, por volta das 15h50min, o querelado BELTRANO DE
TAL, mediante livre e consciente vontade de caluniar, difamar e injuriar, realizou em
seu perfil na rede social Facebook, uma postagem imputando ao querelante fato
definido como crime, dizendo que ele abusava sexualmente de sua filha de 08 (oito)
anos, caracterizando o crime de estupro de vulnerá vel (art. 217-A do Có digo Penal).
Nã o obstante, ofendeu a honra objetiva e subjetiva do querelante, lançando
impropérios como pedófilo, filho da puta, estuprador e vagabundo.
Tais postagens causaram imenso constrangimento e humilhaçã o do querelante,
perante o seu local de trabalho, perante amigos, e de toda sociedade, pois é totalmente
inverídica as acusaçõ es proferidas pela querelado, que foram investigadas pelos
ó rgã os competentes e as denú ncias nã o tinham qualquer fundamento, estando
absolutamente inconformado com a situaçã o que ora se expõ e.
Diante do ocorrido, o querelante tomou conhecimento dos fatos imputados a ele,
tratou de registrar Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia local (boletim de
ocorrência anexo), e registrou o conteú do das publicaçõ es por meio de prints de tela e
ata notarial (anexas).
Diante de todo o exposto, nã o resta outra alternativa ao querelante, senã o promover a
responsabilizaçã o criminal do querelado, tendo em vista que as imputaçõ es sã o
totalmente caluniosas, difamató rias e injuriosas.
2. DO DIREITO:
Diante dos fatos narrados, percebe-se que o Querelado incorreu nas infraçõ es penais
descritas nos artigos 138, 139 e 140 do Código Penal:
Art. 138 - Caluniar alguém, imputando-lhe falsamente fato definido como crime:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
Art. 139 - Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:
Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa.

As publicaçõ es irrogando fatos inverídicos e xingamentos contra o querelante, por


meio de publicaçõ es através da rede social Facebook, sem dú vida alguma, macularam
tanto a sua honra objetiva, ou seja, a sua reputaçã o perante a Sociedade; quanto sua
honra subjetiva, isto é, o seu sentimento pró prio de respeitabilidade, dignidade e
decoro.
A autoria é inconteste e já se encontra comprovada, pois anexa com a petiçã o inicial,
encontra-se prints e ata notarial dando conta da identificaçã o do ato
supramencionado. A materialidade delitiva também resta comprovada, e será
amplamente discutida em instruçã o processual, pois trata-se de delitos cujo meio de
prova pode e deve ser comprovado por documentos e depoimentos testemunhais,
entre outros meios probató rios em direito admitidos.
Para a configuraçã o dos referidos crimes, exige-se, além do dolo genérico, o elemento
subjetivo especial do tipo, consubstanciado no propó sito de ofender a honra da vítima.
É evidente o dolo específico do querelado, na clara intençã o de ofender, achincalhar, e
humilhar o querelante, e macular a sua imagem para os seus empregadores, amigos e
conhecidos, tendo conhecimento de que os seus atos o prejudicariam.
Vale ressaltar que o querelado, além de praticar crimes contra a honra, o fez por
intermédio de rede social de grande abrangência, o que facilitou a divulgaçã o das
ofensas, razã o pela qual deve incidir na causa de aumento de pena prevista no art.
141, inciso III, do Có digo Penal:
Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido:
I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro;
II - contra funcionário público, em razão de suas funções;
III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da
injúria.
IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de injúria. (grifo
nosso)

Em assim sendo, o Querelado cometeu os crimes ora apresentados, devendo ser


responsabilizada criminalmente.
3. DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS:
Diante de todo o exposto, nos termos fá ticos e legais, o querelante, pede,
encarecidamente, a Vossa Excelência, que seja recebida e autuada a presente queixa-
crime, julgando-se ao final, totalmente procedente os pedidos formulados na inicial
acusató ria, para o fim de condenar o querelado BELTRANO DE TAL, nas sançõ es
penais descritas nos artigos 138, 139 e 140, c/c o artigo 141, inciso III, na
forma do artigo 69, todos do Código Penal, bem como ao pagamento de
honorá rios advocatícios e custas processuais, por ser medida de DIREITO e de
JUSTIÇA!!!
No mais, requer-se:
a) A tramitaçã o do feito no procedimento sumário (art. 531 a 538 do CPP), nos
termos do artigo 394, inciso III, do Có digo já citado;
b) A citaçã o do querelado, para que apresente resposta por escrito, no prazo de 10
(dez) dias, bem como para que acompanhe os demais termos do processo;
c) A designaçã o de audiência de instruçã o e julgamento, nos termos do artigo 400 do
Có digo de Processo Civil;
d) A produçã o de todas as provas admissíveis em direito, em especial a tomada das
declaraçõ es do querelado, bem como a oitiva das testemunhas abaixo arroladas, o que
desde já, pugna para serem intimadas a comparecer em Juízo.
Nestes termos, pede e espera deferimento.
___________, _____ de __________ de 2021
ADVOGADO
OAB/__ nº _________
ROL DE TESTEMUNHAS:
1. CICLANO DE TAL, [nacionalidade], [estado civil], [profissã o], portador do CIRG n.º
xxxxxxxxxx SESP/__, inscrito no CPF/MF sob o n.º xxxxxxxxxx, residente e domiciliado
na [endereço completo];
2. TROLANO DE TAL, [nacionalidade], [estado civil], [profissã o], portador do CIRG n.º
xxxxxxxxxx SESP/__, inscrito no CPF/MF sob o n.º xxxxxxxxxx, residente e domiciliado
na [endereço completo];
3. VILANO DE TAL, [nacionalidade], [estado civil], [profissã o], portador do CIRG n.º
xxxxxxxxxx SESP/__, inscrito no CPF/MF sob o n.º xxxxxxxxxx, residente e domiciliado
na [endereço completo].

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