APOSTILA1
APOSTILA1
As Leis e normas técnicas de acessibilidade brasileiras exigem que TODOS os requisitos estabelecidos estejam incorporados nos projetos e nas
obras, uma vez que cada um deles tem por objetivo atender a uma determinada necessidade ou deficiência. NÃO EXISTE “MEIO ACESSÍVEL”.
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
Art. 7o São objetivos da Política Nacional para a Art. 18. A construção de edificações de uso privado
Integração da Pessoa Portadora de Deficiência: multifamiliar e a construção, ampliação ou reforma de
edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos
I - o acesso, o ingresso e a permanência da da acessibilidade na interligação de todas as partes de
pessoa portadora de deficiência em todos os serviços uso comum ou abertas ao público, conforme os
oferecidos à comunidade; padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT.
DF. 5296/2004
Considerando o estabelecido no DF 5296/04, tendo que adaptar apenas os ambientes de uso comum e
abertos ao público, nesta indústria o projeto de acessibilidade compreenderia apenas a recepção,
sanitários da recepção, selas de atendimento e salas de reunião. Não faríamos qualquer adaptação nas
áreas administrativas ou áreas de funcionários.
FONTE: Projeto de Acessibilidade para a
indústria Eurofarma de Medicamentos
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
DF. 5.296/2004
Art. 18. A construção de edificações de uso privado multifamiliar e a construção, ampliação ou reforma de
edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação de todas as partes de
uso comum ou abertas ao público, conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT.
NBR 9050/2015
3.1.36
uso comum
espaços, salas ou elementos, externos ou internos, disponíveis para o uso de um grupo específico de pessoas
(por exemplo, salas em edifício de escritórios, ocupadas geralmente por funcionários, colaboradores e eventuais
visitantes)
Áreas administrativas e ambientes de funcionários são considerados como de USO COMUM e sua adaptação é
OBRIGATÓRIA, mesmo que a empresa não tenha pessoas com deficiência trabalhando nela.
Áreas Administrativas e de funcionários também são consideradas como sendo ÁREAS DE USO COMUM:
Considerando que a definição de uso comum, conforme a NBR 9050/2015, inclui as áreas ocupadas por funcionários,
colabores e visitantes, o projeto de acessibilidade se estende por toda a área administrativa, refeitórios, docas,
vestiários e ambientes de funcionários da indústria. As área em que existirem restrições no acesso, em função de
treinamentos específicos ou com máquinas perigosas, podem ser classificadas como área de uso restrito, e sua
adaptação ocorre apenas conforme a necessidade de determinado funcionário que eventualmente trabalhe neste local.
As área em que existirem restrições no acesso, em função de treinamentos específicos ou com máquinas perigosas,
podem ser classificadas como área de uso restrito, pelo RESPONSÁVEL TÉCNICO pelo Projeto de Acessibilidade, e sua
adaptação ocorre apenas conforme a necessidade de determinado funcionário que eventualmente trabalhe neste local.
FONTE: Projeto de Acessibilidade para a
indústria Eurofarma de Medicamentos
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
Lf. 8213/91_Art. 93 - A empresa com 100 (cem) ou mais empregados está obrigada a preencher
de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou
pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:
No caso da empresa ser obrigada a contratar pessoas com deficiência, além da adaptação física nos ambientes, devem ser
promovidas adequações nos métodos de trabalho, com o auxílio de tecnologias assistivas, para garantir igual condições de
oportunidade de trabalho entre a pessoa com deficiência e as demais pessoas.
As contratações devem ser feitas em acordo com o Ministério do Trabalho.
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
AUTONOMIA: DE PREFERÊNCIA,
FAZER TUDO SOZINHO
AUTONOMIA
CONFORTO: BAIXO ESFORÇO
ACESSIBILIDADE
CONFORTO SEGURANÇA
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
Para garantir a acessibilidade da edificação, NÃO podemos utilizar equipamentos que não deem
AUTONOMIA para a pessoa. As pessoas devem acessar os ambientes SOZINHAS, sem ajuda.
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
Garantir o ACESSO e o USO de TODOS os ambientes COMUNS e abertos ao público, para todas as pessoas, inclusive para as Pessoas com
deficiência e Mobilidade Reduzida, por meio da eliminação das barreiras físicas e barreiras de atitude, permitindo igualde de oportunidade e
o direitos de IR e VIR entre todos.
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
Dar no mínimo UMA REFERÊNCIA que conduza todas as pessoas pelos ambientes.
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
SHOPPING MANAUARA_MANAUS
Dar no mínimo UMA REFERÊNCIA
que conduza todas as pessoas pelos ambientes.
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
( ) SIM
( ) NÃO
AEROPORTO DE MANAUS
Dar no mínimo UMA REFERÊNCIA que conduza todas as pessoas pelos ambientes.
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
( ) 90 cm
( ) 1,20 cm
( ) 1,50 cm
( ) DEPENDE? DO QUE?
FONTE: NBR 9050/04
Esse exemplo também nos ajuda a compreender o conceito de que por trás de cada requisito estabelecido
pela NBR 9050 e outras leis e normas, existe o atendimento a uma determinada deficiência ou
necessidade de uma pessoa.
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
LARGURA DE CORREDORES, CONFORME NBR 9050/2015
40cm 80cm
4m 90cm
40cm 80cm
4m 90cm
10 m 1,2 m
> 10 m 1,5 m
10 m 1,2 m
> 10 m 1,5 m
QUEM SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA?
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
CATEGORIAS DE DEFICIÊNCIA CONFORME DF. 3298/99 E DF. 5296/04
Art. 4o É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias:
I - deficiência física – alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função
física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia,
hemiplegia, hemiparesia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade congênita ou adquirida, exceto as
deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções;
II - deficiência auditiva – perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis na forma seguinte:
a) de 25 a 40 decibéis (db) – surdez leve;
b) de 41 a 55 db – surdez moderada;
c) de 56 a 70 db – surdez acentuada;
d) de 71 a 90 db – surdez severa;
e) acima de 91 db – surdez profunda; e
f) anacusia;
III - deficiência visual – acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º
(tabela de Snellen), ou ocorrência simultânea de ambas as situações;
II - deficiência auditiva - perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas
freqüências de 500HZ, 1.000HZ, 2.000Hz e 3.000Hz; (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)
III - deficiência visual - cegueira, na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0,05 no melhor olho, com a melhor correção
óptica; a baixa visão, que significa acuidade visual entre 0,3 e 0,05 no melhor olho, com a melhor correção óptica; os casos nos quais a
somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o; ou a ocorrência simultânea de quaisquer das
condições anteriores; (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004)
IV - deficiência mental – funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e
limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como:
a) comunicação; b) cuidado pessoal; c) habilidades sociais; d) utilização da comunidade; d) utilização dos recursos da
comunidade; (Redação dada pelo Decreto nº 5.296, de 2004) e) saúde e segurança; f) habilidades acadêmicas; g) lazer; e
h) trabalho;
QUEM SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA?
Pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida possuem necessidades específicas que
devem ser compreendidas e respeitadas;
25 000 000
20 000 000
15 000 000
35 774 392
35 000 000
30 000 000
25 000 000
20 000 000
15 000 000
13 265 599
9 717 318
10 000 000
5 000 000
2 611 536
-
DEFICIÊNCIA VISUAL DEFICIÊNCIA AUDITIVA DEFICIÊNCIA MOTORA DEFICIÊNCIA MENTAL/ INTELECTUAL
QUEM SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA?
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL (IBGE 2010)
QUEM SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA?
PROJEÇÃO DAS PESSOAS COM MAIS DE 60 ANOS NO BRASIL (IBGE)
40.000.000
37.894.006
36.663.810
35.427.289
35.000.000 34.185.085
32.936.597
31.693.761
30.474.291
30.000.000 29.290.662
28.143.225
27.034.163
25.964.619
25.000.000
20.000.000
15.000.000
10.000.000
5.000.000
0
2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 2026 2027
13% 13% 13% 14% 14% 15% 15% 16% 16% 17% 17%
CONCEITOS SOBRE ACESSIBILIDADE
PESSOAS IDOSAS E COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL
250.000.000
200.000.000
150.000.000
100.000.000
190.755.799
71.570.667 37,5 % da População Idosa + Def.
PESSOA IDOSA
. Não é preciso falar alto.
O fato de ser idoso não representa
dificuldade auditiva;
. Oferecer sempre conforto;
. A compreensão deve ser a base do convívio;
Referência
Informação
Comunicação
Atitude
Independência
Conforto
Segurança
O DESENHO UNIVERSAL
O DESENHO UNIVERSAL
O que é isso?
( ) Bebedouro?
( ) Lixeira?
( ) Caixa de Som?
( ) Só uma escultura?
DESENHO UNIVERSAL
O DESENHO UNIVERSAL
O teclado do micro-ondas falando MK 6 é completamente táctil:
Os botões de controle destacam-se claramente a partir da
superfície da carcaça, e, portanto, são particularmente facilmente
palpável. Além disso, eles são eliminados e, portanto, pode ser
facilmente limpo.
DESENHO UNIVERSAL
O DESENHO UNIVERSAL
O que chama a atenção na definição sobre Desenho Universal da NBR 9050/2015 é que os produtos não
devem ter uma adaptação especial, mas sim, serem desenvolvidos para atender a todas as pessoas
inclusive as Pessoas com Deficiência.
O DESENHO UNIVERSAL
7 PRINCÍPIOS DO DESENHO UNIVERSAL
(Universidade da Carolina do Norte)
Os mesmos requisitos das Leis e Normas brasileiras também aparecem no lavatório do sanitário público em
Berlim: Área de Aproximação frontal, espelho, barras, altura do lavatório, alcance da torneira e saboneteira.
BERLIN
O DESENHO UNIVERSAL
NBR 9050/2015
ESTUDO DE CASO – PRINCÍPIO 1 DO O DESENHO UNIVERSAL
Nível do térreo
ESTUDO DE CASO – PRINCÍPIO 1 DO O DESENHO UNIVERSAL
OPÇÃO 1: Construção de rampa no acesso principal.
Características e observações:
Características e observações:
VANTAGEM: A opção 2 é tecnicamente mais viável do que a opção 1, considerando que serão
executados menores reforços estruturais.
CONSIDERAÇÕES: Será criado um novo ponto de acesso que deve ter condições de
segurança
e controle dos moradores e visitantes.
O piso da rampa de veículos deverá ser substituído por revestimento
drenante compensando a área permeável do jardim ocupado pela rampa.
Os Órgãos públicos deverão aprovar a construção do abrigo de lixo em
outra posição não regulamentar.
Esta opção fere o item 6.2.2 da NBR 9050/2015 e deverá ser elaborada
justificativa técnica para ser aceita pela CPA/SP (Comissão de acessibilidade
da Prefeitura de São Paulo.
Características e observações:
Parada 1 -
Portaria
Parada 2 -
Piscina
Parada 3 - Térreo
ESTUDO DE CASO – PRINCÍPIO 1 DO O DESENHO UNIVERSAL
O DESENHO UNIVERSAL
Princípios do Desenho Universal
2. Uso flexível:
É a característica que faz com que o
ambiente ou elemento espacial atenda a
uma grande parte das preferências e
habilidades das pessoas. Para tal, devem-se
oferecer diferentes maneiras de uso,
possibilitar o uso para destros e canhotos,
facilitar a precisão e destreza do usuário e
possibilitar o uso de pessoas com diferentes
tempos de reação a estímulos;
SÍMBOLO INTERNACIONAL
ALTO RELEVO
COR CONTRASTANTE
BRAILLE
INSTALADO NA FAIXA DE ALCANCE
Verificar a NBR 15599/2008 que determina a instalação de Mapa Tátil e locais de prestação de serviço.
O DESENHO UNIVERSAL
Princípios do Desenho Universal
5. Tolerância ao erro:
É uma característica que possibilita que se
minimizem os riscos e consequências adversas de
ações acidentais ou não intencionais na utilização
do ambiente ou elemento espacial. Para tal, devem-
se agrupar os elementos que apresentam risco,
isolando-os ou eliminando-os, empregar avisos de
risco ou erro, fornecer opções de minimizar as
falhas e evitar ações inconscientes em tarefas que
requeiram vigilância;
( ) 30 cm do piso?
( ) 40 cm do piso?
( ) 50 cm?
ROTA ACESSÍVEL
FONTE: [Link]
& NBR 9050/2015
ROTA ACESSÍVEL
O percurso e a localização dos ambientes devem estar livres de obstáculos que impeçam o aceso e sua
utilização.
ANTES DEPOIS
ROTA ACESSÍVEL
ROTA ACESSÍVEL
1. Se existem várias escadas para se chagar ao pavimento superior, apenas uma delas será
“adaptada” e instalada uma rampa ou elevador e não é necessário colocar rampas ou elevadores
em todas elas.
2. A Rota ajuda a definir a posição das vagas e dos sanitários acessíveis, pois eles devem estar a no
máximo 50 metros.
2.1. As vagas devem estar a até 50 metros da entrada e os sanitários devem estar a
menos de 50 metros do ponto mais distante da edificação.
3. A Rota Acessível auxilia na elaboração do Cronograma de Obras e na organização das Prioridades
de adaptação.
4. A Rota Acessível auxilia nos argumentos de adaptação ou não adaptação de alguns pontos da
edificação, considerando que o acesso a determinado ambiente pode ser feito por outro local.
4. Todavia, todas as demais barreiras físicas, elementos suspensos, escadas e rampas, devem ser
sinalizados e identificados no projeto de acessibilidade .
Estes são exemplos de itens apresentados no Memorial Descritivo de Acessibilidade com
justificativas técnicas a partir da Rota Acessível, para argumentar a não adaptação destes itens.
No item ao lado, o ambiente é de USO RESTRITO e a Rota Acessível não passa por ele. Todavia a
escada será sinalizada, mesmo não havendo a instalação de elevador ou rampa para seu acesso.
No caso abaixo, a rampa não será reformada, pois há uma outra Rota Acessível para se chegar ao
mesmo local.
Importante ressaltar que estes argumentos devem ser feitos por Responsáveis Técnicos
(com ART ou RRT) e aceitos pelos órgãos públicos competentes (MP, Comissões de
Prefeitura ou do Governo do Estado).
FINAL DA AULA 1