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DOENÇAS CORRENTES
Elaborado pelo: Medico e Professor
"Anastácio W. Caveta"
INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS
DOENÇAS CORRENTES
A doença já existe desde o aparecimento do homem na face da terra.
Sem sombra de dúvidas, o desafio do homem perante este mal é a sua
erradicação.
Por muitos e muitos anos, o médico contava somente com a sua própria
experiência para extrair os dados necessário ao seu raciocínio clínico
objetivando pautar sua conduta frente ao paciente.
Os sentidos apurados – a visão, olfato, o odor e manobras como
palpação e percussão, constituem o arsenal do médico, num artesanato
constituído dia a dia.
Nos nossos dias os senários para o exercício da medicina, são
extremamente variáveis: vão da maior alta até a mínima participação
tecnológica possível.
2 Elaborado pelo: Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
OBJECTIVOS
Gerais:
Realizar o atendimento de adultos em consultas para o
diagnóstico e tratamento de doenças coerentes
Conhecer a importância das doenças correntes como
componente dos cuidados primários de saúde.
Específicos:
Ter capacidade de diagnosticar cada doença pelos sinais e
sintomas que apresenta.
Fazer diagnóstico diferencial de uma doenças da outra
Direcionar terapêutica correta e específica para cada doença.
Elaborado pelo:Medico e
3 Professor "Anastácio W. Caveta"
NOÇÕES SOBRE A SAÚDE E DOENÇA
A seguinte definição de saúde, o ( estado do completo bem-estar físico, mental e
social e não a mera ausência de enfermidade), é costumeira. Esse conceito fez
parte da carta de princípios da Organização Mundial da Saúde (OMS), datada de 7
de abril de 1948. Por este motivo o Dia Mundial da Saúde é comemorado nessa
data.
É preciso salientar que, embora apresente algumas limitações, essa conceituação
representou muitos avanços porque, antes de tudo, se trata de uma afirmação em
contraposição a conceitos definidos por negação como (saúde é o silêncio dos
órgãos ou saúde é a ausência de doenças).
Outro aspecto que representou avanço foi a abrangência do conceito. Ao
reconhecer não somente a dimensão física, mas também as dimensões mental e
social, há uma ampliação da abordagem que se faz necessária pelos profissionais
da saúde, influindo, inclusive, na própria formação.
4 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
CONSULTA DO DOENTE NA UNIDADE DE SAÚDE
O exame clínico, sem dúvida, é a parte fundamental do tripé no
qual se apoia a medicina moderna.
O método clínico, pela sua própria natureza, é o único que permite
uma visão humana dos problemas do paciente.
O exame clínico tem o papel especial em três pontos cruciais da
prática médica: para formular hipótese diagnóstico, para
este estabelecer uma boa relação médico - paciente e para a
tomada de decisão. Basicamente tanto o médico como o
enfermeiro para ter um determinado diagnóstico tem de
responder três perguntas:
O que é?
Porque?
Como?
5 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
CONSULTA DO DOENTE NA UNIDADE DE SAÚDE
Técnicas para se fazer um exame clínico:
Inspeção
Auscultação
Palpação
Percussão
O exame clínico engloba:
Anamnese
Exame físico
Exame Complementar
6 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
ANAMNESE
Anamnese (aná = trazer de novo; mnesis =memória) significa trazer de
volta à mente todos os fatos relacionados com a doença e o paciente.
De início, deve-se ressaltar que a anamnese é a parte mais importante
da medicina: primeiro, porque é o núcleo em torno do qual se
desenvolve a relação médico-paciente, que, por sua vez, é o principal
pilar do trabalho do médico; segundo, porque é cada vez mais
evidente que o progresso tecnológico somente é bem utilizado se o
lado humano da medicina é preservado.
A anamnese pode ser conduzida de duas maneiras:
Livre e espontânea: Deixando - se o doente relatar suas queixas
sem qualquer interferência do médico que se limita a ouvi-lo.
Dirigida: O médico, tendo em mente um esquema básico conduz a
entrevista de modo mais objectivo.
7 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
ANAMNESE
Elementos que compõem a Anamnese
Identificação (Nome, Idade, Sexo, Raça(cor), Estado civil, Profissão e
ocupação, Naturalidade, Nacionalidade, Residência ou procedência)
Queixa ou queixas principais
HDA (História da Doença Actual) ↔ ALICIA FREDUSA
História pessoal e social ou Antecedentes patológico pessoal
História familiar ou Antecedentes patológicos familiares
Interrogatório sintomatológico ou Revisão e sistema (Gerais, Pele,
Cabeça, Olhos, Ouvidos, Nariz e seios da face, Garganta, Pescoço,
Mamas, Respiratório, Cardiovascular, Gastrointestetical, Urinário,
Genital, Vascular periférico, Músculo-esquelético, Neurológico,
Hematológico, Endócrino, Psiquiátrico)
8 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
EXAME FÍSICO
É segunda etapa para se chegar ao diagnóstico e culminar com o
exercício profissional do médico ou do enfermeiro.
MOMENTOS QUE COMPÕEM O EXAME FÍSICO
1. EXAME GERAL: Observa as condições gerais da saúde de
doente, sua altura, biótipo e o desenvolvimento sexual, verifica o
peso do doente, observa a posturas, actividade motora e marcha.
Anote o seu grau de vigilância ou nível de consciência verificação
do estado de nutrição. Inclui também: Sinais vitais e Pele
9 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
EXAME FÍSICO
MOMENTOS QUE COMPÕEM O EXAME FÍSICO
2. EXAME REGIONAL / APARELHO E SISTEMAS
Compreende:
Cabeça, Olhos, Ouvidos, nariz e garganta
Pescoço
Dorso
Reigião postwrior do tórax e pulmões
Mamas, axilas e gânglios epitrocleares
Reigião anterior de tórax e pulmões
Sistema cardiovascular
Abdómen
Membros inferiores
Sistema nervoso
10 Outros exames Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
EXAME
COMPLEMENTAR
São aqueles que vão nos confirmar a doença exemplo:
Laboratoriais
Imagiológicos
outros.
Sinais de urgência
Na prática existe sinais que consideramos como sinais de
urgência: dificuldade respiratórias, desidratação, convulções,
paralisia, edema, hemorragia, e coma, estas situações exigem uma
atitude e tratamento imediato. Para a resolução de várias
situações de doença o médico, o enfermeiro e agente de saúde
devem compreender o que são os primários cuidado de saúde.
11 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
CUIDADO PRIMÁRIOS DE
SAÚDE
Cuidados primários representam o primeiro nível de contacto
entre instituições sanitárias e o indivíduo, a família a
comunidade.
Os cuidados primários são levados ao mais próximo possível
onde as pessoas vivem e trabalham.
12 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
PRINCIPAIS CONCEITOS
EM SAÚDE
Patogenia: Sequência de evento da respostas das células ou
dos tecidos ao agente etiológico desde o estímulo inicial ate a
expressão final da doença em si.
Alterações Morfologicas: Alterações extruturais nas celulas ou
nos tecidos que são característicos da doença ou levam ao
diagnóstico do processo etiológico.
Desordens funcionais e manifestações clínicas: Natureza
das alterações morfológicas e sua distribuição em diversos
órgãos ou tecidos, influenciam a função normal e determinam
as características clínicas ( sinais e sintomas) curso e
prognóstico de uma doença.
Agente etiológico: Factor vivo ou inanimado cuja presença é
indispensável ao aparecimento de uma doença.
Contacto: É a pessoa ou animal que se relaciona directa ou
indirectamente com a fonte de infecção (reservatório),ou com o
ambiente contaminado. Usa-se também o termo comunicante.
13 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
PRINCIPAIS CONCEITOS
EM SAÚDE
Contágio: É a transmissão do agente infeccioso para um organismo,
objeto ou substância.
Desinfestação: Eliminação ou destruição, principalmente artrópodes
e reodores, da superfície corporal do hospedeiro, de suas roupas ou
do meio ambiente, por qualquer processo físico ou químico.
Doença transmissível: Doença causada por agente infeccioso ou
suas toxínas, é contraída através da transmissão directa desse
agente ou de seus produtos a uma pessoa ou animal infectado ou de
um reservatório ao hospedeiro susceptível.
Endemia: É a ocorrência habitual de uma doença ou de um agente
infeccioso em uma detreminada área geográfica.
Epidemia: É o aumento brusco de umnúmero de casos de uma
doença numa colectividade ou região num período de tempo
determinado. Em epidemia o número de casos ultrapassa a
incidência normal e esperada.
Fonte de infecção: Qualquer ser humano, animal artrópode, planta,
solo ou matéria inanimáda, onde normalmente vive e se multiplica
um agente infeccioso, de forma a ser transmitido a um hospedeiro
14 susceptível. Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
PRINCIPAIS CONCEITOS
EM SAÚDE
Hospedeiro: Pessoa ou animal que em circunstâncas naturais
permite a subsistência ou o alojamento de um agente infeccioso.
Imunidade: Resistência de um hospedeiro contra determinado
agente etiológico associado a presença de um anticorpo.
Incidência: É o número de casos novos de uma doença que aparece
numa comunidade em umdeterminada período de tempo.
Inquérito epidemiológico: É o procedimento através do qual se
obtem informações complementar sobre um ou mais casos de
determinadas doenças ou fenómenos para estabelecer as fontes, ou
mecanismos de transmissão ou de ocorrências e as medidas de
controlo.
Notificação obrigatória: É a comunicação oficial da ocorrencias de
casos de uma determinada doença a autoridade competente por um
notificante.
Período de incubação: Intervalo de tempo entre a infecção e o
aparecimento do primeiro sintoma ou sinal da doença.
15 Elaborado pelo: Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
PRINCIPAIS CONCEITOS
EM SAÚDE
Portador: Pessoa ou animal infectado que alberga agente infeccioso
específico de uma doença sem apresentar sintomas e que pode
constituir agente de infecção.
Reservatório: Qualquer ser humano, animal atrópode , planta ou
matéria inanimada em que normalmente vive e se multiplica um
agente infeccioso e da qual depende a sua sobrevivencia.
Resistência: São mecanismos corporais que servem de defesa contra
a invasão ou multiplicação de um agente infeccioso.
Susceptível: É a pessoa ou animal que presume não possuir
suficiente resistência contra um agente patogénico, e por esta razão
pode contrair a doença.
Suspeito: Pessoa ou animal cuja a história clínica e sintomatologia
indica estar acometida de alguma doença.
Surto: Aumento brusco de número de casos, em uma comunidade
fechada, por um determinado período de tempo.
16 Elaborado pelo: Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
PRINCIPAIS CONCEITOS
EM SAÚDE
Taxa de letalidade: É a razão entre o número de óbitos por uma
doença num período e uma área determinada e o número total de
casos da mesma doença no mesmo período e área.
Taxa de prevalência: É razão entre o número de casos existentes
de uma doença num determinado período numa população e o
total da população exposta no mesmo período.
Infecção: É a entrada e desenvolvimento num organismo de
germes patogénicos e a acção mórmida consecutiva.
Contaminação: É a presença de um microorganismo ou agente
infeccioso vivos das partes exteriores do corpo.
17 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
DOENÇAS
ENDÉMICAS
MALÁRIA
Malária é uma doença infecciosa, causada por
protozoário unicelular, do género Plasmodium e
transmitida de uma pessoa para outra, por meio da
picada de um mosquito do género Anopheles, por
transfusão de sangue ou compartimento de agulhas
infectadas com plasmódios.
18 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Evolução histórica da doença
Ano 2700 Escrituras da antiga civilização chinesa descreviam os
sintomas da malária.
Ano 1640 Tribos indígenas na America do Sul mostram aos
conquistadores espanhois a planta quinino na América do Sul que
reduz drasticamente as sintomas da malária.
Ano 1716 dados históricos da época romana indicam que a drenagem
de pântanos reduz os sintomas associados a malária e conclui-se que
os mosquitos eram responsáveis pela transmissão da doença.
Ano 1880 Cirurgião do exercito francês Charles Louis Alfonse
Laveran identifico parasitas no sangue de um soldado enquanto
batalhava no norte de África.
Ano 1897 Medico inglês Ronald Ross observa pela primeira vez
parasitas no estômago do mosquito.
19 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Agente etiológico
São parasitas pertencentes à ordem Coccidiida, Subordem
Haemosporidiidae, Família Plasmodiidae, Género Plasmodium.
As espécies de plasmódios que afectam o ser humano são:
Plasmodium malariae (Laveran, 1881)
Plasmodium vivax (Grassi & Feleti, 1890)
Plasmodium falciparum (Welch, 1897)
Plasmodium ovale (Stephens, 1922)
20 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Epidemiologia
Em Angola, a malária é a primeira causa de morte, de consultas
médicas e de absenteísmo laboral e escolar, e mortalidade perinatal, de
baixo peso ao nascer, de anemia em mulheres grávidas e de
mortalidade materna.
Representa 35% da demanda de cuidados curativos, 20% de
internamentos hospitalares, 40% das mortes perinatais e 25% de
mortalidade materna.
Em 2011, foram registados 2.922.689 casos suspeitos de malária em
todo o País, dos quais apenas 67% foram submetidos a confirmação
laboratorial, destes 45% foram positivos quer pela gota espessa, quer
por testes rápidos.
Foram registados no País 6.048 óbitos, destacando-se a faixa etária de
menores de 5 anos com 3.476 casos (57%).
21 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Epidemiologia cont…
De 2006 a 2011 registou-se uma diminuição da taxa de prevalência
da malária em crianças com menos de cinco anos de 38%.
A malária é endémica em todo o País e é transmitida por mosquitos
do género Anopheles: Anopheles gambiae e An. Funestus. As quatro
espécies de Plasmodium responsáveis pela malária humana
encontram-se representadas no País: Plasmodium falciparum (87%),
Plasmodium vivax (7%),
Plasmodium malariae (3%)
Plasmodium ovale (3%).
O País tem três áreas de endemicidade: uma área hiperendémica no
norte, uma área mesoendémica estável no centro e uma área
mesoendémica instável, localizada no sul do País, propensa a
epidemias.
Fonte: Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário 2012-2025
22 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Cíclo evolutivo do parasita/patogenia
A infecção humana começa quando a fémea do mosquito
anopheles pica o homem e onocula (1) esporozoítos que estão
nas suas glandulas salivares durante uma refeição de sangue
(2).Esses esporozoítos, se alojam nos hepatócitos onde se
multiplicam assexuadamente por divisão múltipla
(esquizogonia ou merogonia intra-hepática ou pré-eritrocitária),
formando os esquizontes hepáticos (3).Os esquizontes hepáticos
desenvolvem-se e rompem-se lançando na circulação miliares
de merozoítos (10.000-30.000 ), que invadem as hemácias.
23 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Período de incubação
A média é de 15 dias; isto é o intervalo que vai desde a picada
infectante até o inicio dos sintomas.
P. Falciparum a media 8 a 12 dias
P. Vivax, a media 13 a 17 dias
P. Malariae, a media 18 a 30 dias
P. Ovale, a media é 15 dias
24 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Manifestações Clínicas
Na hora da Crise
Após Febre Sintomas
contínuos comuns
Sudurese Contínuos
Febre
Fraqueza Anemia
Calafrios
Hipotensão Hepatomegalia
Cefaleia
Tontura Esplenomegalia
Hipotensão
Sonolência Icterícia
Mialgia e lombalgia
Astenia
Náuseas e vómitos
Dor abdominal
Diarreia
Taquicárdia
Delírio
25 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
COMPLICAÇÕES DE CASOS MUITO
GRAVES
Convulção e comas
Confusão, desorientação
Encefalopatia
Insuficiência renal aguda
Edema pulmunar
Disfunção hepática
Choque (hipovolémica, sepsis)
26 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Diagnóstico
Exame microscópico directo: é o exame directo de amostras de sangue
periférico ao microscópio.
a)- A gota espessa ( pesquisa de parasitas)
b)- Esfregaço fino (Distinção das espécies de plasmodium)
Diagnóstico diferencial
Drepanocitose
Colecistite
Encefalite
Febre Tifóide
Grípe
Hetite virais e agudas
Choque séptico
Leptospirose
Febre Amarela
27 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRATAMENTO
1ª LINHA
Coartem 20/120mg (arteméter + lumefantrina)
PESO 1º dia 2º dia 3ºdia Total de comp.
5-14 kg Hora zero 1 comp, 8h depois 1 1 comp 12/12h 1 comp 12/12h 6 comp
comp
15-24 kg Hora zero 2 comp, 8h depois 2 2 comp 2 comp 12/12h 12 comp
comp 12/12h
25-34 kg Hora zero 3 comp, 8h depois 3 3 comp 12/12h 3 comp 12/12h 18 comp
comp
> 35 kg Hora zero 4 comp, 8h depois 4 4 comp 12/12h 4 comp 12/12h 24 comp
comp
Coartem 80/480mg (arteméter + lumefantrina)
1º dia 2º dia 3ºdia Total de comp.
Hora zero 1 comp, 8h depois 1 comp 1 comp 12/12h 1 comp 12/12h 6 comp
28 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRATAMENTO
2ª LINHA
Arsucan (amodiaquina 150mg + artesunato 50 mg)
Peso 1º dia 2º dia 3º dia
5-14 kg Amod. ½ comp Amod. ½ comp Amod. ½ comp
Artes. 1 comp Artes. 1 comp Artes. 1 comp
15-24 kg Amod. 1 comp Amod. 1 comp Amod. 1 comp
Artes. 1+ 1/2 comp Artes. 1+1/2 comp Artes. 1 + 1/2 comp
25-34 kg Amo.d 1+ ½ comp Amod. 1+ ½ comp Amod. 1+ ½ comp
Artes. 3 comp Artes. 3 comp Artes. 3 comp
> 35 kg Amod. 2 comp Amod. 2 comp Amod. 2 comp
Artes. 4 comp Artes. 4 comp Artes. 4 comp
29 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRATAMENTO
Malária grave
1ª LINHA
QUININO 600mg/2ml (IV)
Dose de ataque: 15-20 mg/kg/dose diluída em 5-10 ml/kg de
solução glicosada a 5% ou 10%, máximo 500ml a correr durante 4
horas, 42 gotas/min.
Dose de manutenção: 10mg/kg/dose diluída em 5-10ml/kg em
solução glicosada a 5-10%, máximo 500ml a correr durante 4
horas, 42 gotas/min. De 8/8h durante 7 dias
Quinino oral comp. 300 mg
= DOSE: 10mg/kg/dose v.o 8/8h
=DOSE TOTAL NAS 24H – 30mg/kg
OBS: DURAÇÃO TOTAL DO TRATAMENTO – 7 DIAS
30 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRATAMENTO
Malária grave Artesunato
2ª LINHA
Arteméter 80mg/ml IM
1º dia 3,2 mg/kg
2º a 5º dia 1,6 mg/kg
3ª LINHA
Artesunato 60mg e.v
Dose de carga = 2,4 mg/kg; 12h depois
1,2 mg/kg e as 24 h;
Dose de manutenção = 1,2 mg/kg
diariamente até ao 6º dia
31 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRATAMENTO
Prevenção da malária nas gravidas
Fansidar( sulfadoxina 500mg + pirimetamina 25 mg)
Tratamento da malária na gravida (simples)
Iº TRIMESTRE IIº TRIMESTRE IIIº TRIMESTRE
ARTEMÉTER + ARTEMÉTER +
LUMEFANTRINA LUMEFANTRINA
QUININO ORAL ARTESUNATO + ARTESUNATO +
AMODIAQUINA AMODIAQUINA
QUININO ORAL QUININO ORAL
32 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
PREVENÇÃO
Medidas profiláticas individuais
Evitar contacto com mosquito e com as áreas de risco
Usar rampas claras com mangas compridas
Usar replentes em áreas expostas e cada 3 a 4 horas
(Antan,Off, Jonhsons, repelex) a baixo de 25% a 30%.
Usar insecticidas á base de permetrina, deltamatrina dentro de
casa
Usar alimentos(alho)e tiamina que funcionam como replentes
Dormir com protecção de mosquiteiros
Celar portas e as janelas
Fazer quimioprofilaxiancom cloroquina(300 mg de base)(500 mg
de sal) V.O uma vez/semana ou mefloquina(228 mg de
base)(250 mg de sal)V.O uma vez/semana.
33 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
PREVENÇÃO
Medidas profiláticas colectivas
Reduzir o tempo para o diagnóstico e tratamento dos
casos,iniciando com 24 a 48 horas do do quadre febril
Combater o vector por intermédio de borrifação domiciliar com
insecticidas de acção residual
Combater as lavas com larvicida químicos
Sanear, drenar para evitar formação de criadouras que são
colecção de água limpa
Promover educação para a saúde, estratégia de comunicação e
informação da educação da população.
34 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRIPANOSS
OMIASE
35 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRIPANOSSOMIASE
Definição
Há dois tipos de tripanossomiase:
Americana: Doença de Chagas. Causada
por Vinchucas: Reduviidae. A
tripanossomiase Americana é subdividida
em:
Trypanosoma cruzi
Trypanosoma rangeli
Trypanosoma lewisi
36 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRIPANOSSOMOSE AFRICANA
CONCEITO
A tripanossomose humana Africana
(THA) é uma doença tropical causada
por parasitas do genêro Trypanosoma
e transmitida ao homem pela picada
da mosca tsé-tsé do genêro
(Glossina)”.
37 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRIPANOSSOMOSE AFRICANA
A THA é causada por parasitas
protozoários flagelados pertencentes
ao complexo tripanossoma brucei e
que transmitidos aos seres humanos
por glossinas (móscas tsé-tsé).
38 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRIPANOSSOMIASE
Agente etiológico
As formas africanas oriental (Rhodesiense) e
africana ocidental (Gambience) da doença do
sono são causadas respectivamente por duas
subespécies de triponossomas:
T.brucei Rhodesiense
T.brucei Gambience
T.brucei Brucei
T.brucei Evansi
T.brucei Equiperdum
39 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
TRIPANOSSOMIASE
Agente etiológico
Morfológicamente são indistinguíveis, mais
causam doença epidemiológica e
clinicamente distante.
Os parasitas são transmitidos por móscas
tsé-tsé hematófagas do género Glossina. Os
insectos adquirem a infecção quando
inguerem sangue de hospedeiros mamíferos
infectados.
40 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
41 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Comparação entre as tripanossomiase da áfrica ocidental
e áfrica oriental
Ponto de compação África ocidental(Gambience) África oriental(Rhodesiense)
Microorganismo T.b. Gambience T.b.Rhodesiense
Vectores Móscas tsé-tsé(grupo palpalis) Mósca tsé-tsé(grupo morsitans)
Reservatório primário Humano Antílopes e bovinos
Doença humana Crónica(doença tárdia no SNC) Agenda(doença precoce no SNC)
Duração da doença Meses e ano <9 meses
Linfadenopatia Proeminente Mínima
Parasitémia Baixa Alta
Trabalhadores em áreas
Epidemiologia População rurais silvestres, populações rurais,
turistas em parques de caça.
42 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
CICLO BIOLÓGICO DO TRYPANOSOMA BRUCEI
43 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
44 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Sinais e sintomas
Elas aparecem de1 a 2 semanas depois
da infecçao, inicialmente tendem a ser
inespecificos.
A primeira etapa da enfermidade,
chamada de fase hemolinfática,
apresenta-se com ataques de febre,
enxaquecas, dores das articulações e
prúrido.
45 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Sinais e sintomas
Os primeiros sistemas invadidos são:
cardiovascular, renal e endocrino. Entre
outras alterações provoca taquicardias,
anemia, edema intenso, alteraçóes
circulatorias e imagrecimento.
A segunda etapa da enfermidade,
chamada de fase neurológica, começa
quando o parásita atravessa a barreira
hematoencefálica
46 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Sinais e sintomas
Na invasão do sistema nervoso central.
Há mudança no comportamento e no
carácter do individuo, demostra-se
indiferente, com menos concentração ,
irritada. A medida que avança, o humor
é imprevisivel, passando bruscamente de
alegría a tristeza. Durante o dia
aparecem períodos de sonolência, cada
vez mais frequente e prolongados.
47 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Sinais e sintomas
A noite aparece a insónia. Os mínimo
esforços ficam cada vez mais difícil de se
realizar. O caso típico é o sinal da chave ou
sinal de kerandel, (o doente não consegue
abrir a fechadura de uma porta devido a
dor que é provocada na rotação da
articulação do punho).
48 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Sinais e sintomas
Na fase final o paciente entra em coma,
processo que evolue até a morte.
Morfología: forma-se um cancro grande
avermelhado, no sitio da picada do
insecto, onde se concetram os parasitas,
rodeados de infiltrado inflamatorio
mononuclear.
49 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Sinais e sintomas
esplenomegalia e adenomegalia: devido a
hiperplasia dos linfocitos, plasmocitos ,
macrófagos, que estão repletos de
parasitas mortos.
Os parasitas concentram-se: no plexo
coroideo e nos glomérulos; quando
invadem o snc provocam leptomeningite
até pode chegar a uma panencefalite
desmielinizante Elaborado pelo:Medico e
50 Professor "Anastácio W. Caveta"
Diagnóstico
O diagnóstico definitivo da TAH requer a
detenção do parasita que poderá ser
encontrado no líquido do câncro, no
sangue, nos líquidos, medula óssea, no
L.C.R
51 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Tratamento
Os fármacos tradicionalmente usados no
tratamento da TAH são:
-Suramina:dose inicial de (100 a 200 mg)
“dose de teste” I.V para detectar
hipersensibilidade, seguida de (1g) nos
dias 1,3,7,14 e 21 no aduto e (20 mg/kg)
máximo(1g) em crianças administrado
por infunsão I.V lenta em solução aquosa
a 10% recém-preparada.
52 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Tratamento
-Efloruitina- (400mg/kg/dia) I.V
fraccionados em 4 doses durante duas
semanas.
-Pentanidina- dose de (4 mg/kg/dia)
I.M OU I.V 10-dias.
-Composto arsenical melarsoprol- deve
ser administrado em adultos em tr~es
ciclos com duração de três dias cada.
53 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Tratamento
A dose é de (2-3,6-mg/kg/dia) I.V em 3
doses fraccionados durante 3 dias,
seguida uma semana depois por (3,6
mg/kg/dia) também em 3 doses
fraccionados durante três dias, esse
último ciclo deve ser repetido 10-21 dias
mais tarde.
54 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Tratamento
Recomenda se a dose inicial de (18 mg),
vai aumentando progressivamente até a
dose padrão de (2-3,6 mg/kg/) de peso.
Em criança administra-se o total de (18-
25 mg/kg),durante um mês. Dose I:V
inicial de (0,36 mg/kg), aumentando
gradualmente até o máximo de (3,6
mg/kg) em intervalos de 1-5 dias por um
total de 9 ou 10 doses.
55 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"
Tratamento
A intolerância do melarsoprol, pelo
paciente no estágio II com doença da
África oriental é problemática.
Deve combinar:
Composto arsenical triparsamida e
suramina é uma abordagem possível:
triparsamida (30 mg/kg máximo 2g) I.V
dose única a cada 5 dias até total de
dose injecções.
56 Elaborado pelo:Medico e Professor "Anastácio W. Caveta"